terça-feira, 30 de novembro de 2010

Voo 2022 OBRIGADO COMPANHEIROS!




Victor Barata
Esp.Melec/Inst./Av.
Vouzela



Bom-Dia Companheiros.
Cada vez me sinto mais orgulhoso de ter pertencido, pertencer e continuar a pertencer à instituição FORÇA AÉREA.Na passada 6ªfeira,dia 26,por ter que me deslocar à nossa “Casa Mãe”,Base Aérea nº2,na Ota, aproveitei para concretizar dois ambicionados encontros que, embora distintos, encarava com alguma emoção.
O primeiro era reencontrar, ao fim de 38 anos, um companheiro que comigo compartilhou bons e maus momentos vividos por ocasião da guerra colonial na Guiné,o Samuel Girão, na altura 1ºSargº.MMA e chefe da linha da frente dos DO-27.O segundo seria conhecer o Cap.Pil.FERNANDO MOUTINHO, uma referência da aviação militar, que apenas conhecia através de foto e contacto via net.Ainda estava a passar Coimbra e já o Girão me ligava para saber onde estava, tal era a ânsia deste reencontro. São de facto momentos de grande expectativa os que se vivem quando se aproxima o contacto real, queremos sempre que a fisionomia seja aquela que conhecemos no outro tempo, mas…o PDI…corta-nos sempre as pernas.
Chegado a V.F.Xira, telefono-lhe e dou-lhe as minhas coordenadas que, como bom navegador que foi, faz a respectiva aproximação e acabo por recebe-lo passado poucos minutos. Grande abraço! Media 38 anos!!! Apresento-lhe o Carlos Ferreira, que me acompanhou nesta ida à Ota.Iríamos ter algum tempo para falar, mas, como o tempo era limitado, aproveito para telefonar ao Fernando Moutinho no sentido de lhe fornecer a minha posição, visto já me encontrar na área da sua jurisdição. Um piloto da FAP nunca perde as suas qualidades, estava de “alerta”,foi rápida a sua aterragem junto de nós.Caros Companheiros, um HOMEM com 79 anos( desculpa-me a denúncia…).milhares de horas de voo efectuadas nas mais diversas situações atmosféricas, muitas delas em teatro de guerra, nos mais diversificados tipo de aviões, ter a jovialidade e agilidade como ele?!...

Depois das habituais apresentações e como o tempo de que disponha era muito reduzido, formulei o convite para que fossemos almoçar todos juntos para assim poderemos falar mais um pouco durante a refeição. O Fernando não podia visto estar para sair com esposa, só o não fez antes face ao telefonema surpresa que lhe fiz. De imediato nos convidou para tomarmos um cafezinho em sua casa.
Aqui chegados, apresenta-nos a sua simpatiquíssima esposa que nos recebe com uma naturalidade de quem nos conhece à muitos anos.

Oferece-nos o referido café ou outra coisa, mas não havia tempo, o Fernando tinha uma visita guiada para nos proporcionar ao interior desta linda casa com uma vista magnifica para o estuário do Tejo,”sobrevoando” Alhandra.
Sala das Operações!


Vejo nos olhos do Fernando, o carinho com nos mostra uma ampla vitrina onde expõe religiosamente os modelos de aeronaves que pilotou (foram mesmo muitas!) e mais algumas, por si construídas.
Do outro lado da sala, diversa literatura cujo tema principal é, obviamente, a aviação militar. Mostra-nos orgulhosamente, e não é para menos, as suas cinco ou seis cadernetas de voo onde tem registadas as 7.825.45 h de que efectuou durante a sua vida de piloto nas mais diversas aeronaves.
Deu-nos um” briefing” sobre a sua passagem pela instituição que sempre adorou, mas que a partir de uma determinada data achou oportuno deixar.
O tempo passava e não dávamos pelas horas, tal era a nossa atenção para as palavras com que este nosso companheiro marcava este encontro, mas a partida era iminente ,tinha que ser.
Prometemos voltar outro dia com mais disponibilidade de tempo.
Obrigado Companheiro pelo facto de seres um dos obreiros da existência da família a que orgulhosamente pertencemos, a FORÇA AÉREA!

Dali saímos na companhia do Girão que iria almoçar connosco e teríamos mais tempo para recordar os nossos tempos de Guiné.
Este Companheiro conheci como 1ºSargº.,meu Chefe de Linha da Frente das DO 27 na BA 12. Chegou em 1972 ,eu já lá estava á um ano.
Um HOMEM de grande carácter, respeitador e respeitado, amigo do seu amigo, independentemente das marcas que ostentassem em cima dos ombros.
Consolidamos uma amizade muito grande que se reflectiu um ano depois de eu ter vindo da Guiné, e já na disponibilidade, foi procurar-me a minha casa onde confraternizamos.
As nossas vidas seguiram rumos diferentes, cada um partiu no trilho do seu caminho futuro que fez com que não mais nos encontrasse-mos.
Á cerca de dois meses recebo um telefonema perguntando-me se eu sabia com quem estava a falar.
- Não, não consigo definir a voz.
- Linha da Frente ,Guiné, não te diz nada?
Pensei um pouco e atirei um nome.
-Não, sou o Girão. Lembras-te de mim?
Nem me engasguei…
-Ó Girão, meu grande amigo, como me descobriste?!
-Através do Blog! (val a pena o esforço feito com este espaço…)
Pois bem, a partir dai ficou aprazado o nosso imediato encontro, que embora fossemos falando assiduamente por telefone,acabou por concretizar-se nesta 6ªfeira.
Durante o almoço em Alenquer, foi um recordar de outros companheiros, situações que vivemos, o que fazemos, etc.
Estava chegada a hora da despedida, não era que fosse desejável, mas havia compromissos oficiais a cumprir.
Obrigado Girão por seres um dos responsáveis pela minha conduta como homem ao longo da minha vida.
Brevemente nos encontraremos






Voo 2021 ACIDENTE DO NORDATLAS 6414 NA PRAIA DE SEPÚLVEDA (II)




Jorge Mendes
2ºSargº.Mil.EABT
Coimbra



Caro comandante, restantes elementos do comando e toda alinha da frente.
Decorridos alguns dias após o início da missão , solicito autorização parra aterrar nesta 2ª escala do VOO 2000.
Na 1ª escala , narrei o que foi publicado na imprensa, mas como já tinha deixado antever, nesta 2ª escala do voo, verifica-se que as causas do acidente , foram outras , bem distintas.
Assim vamos, ao que faz parte do inquérito feito ao acidente.


Legenda: O Nordatlas depois de acidentado na praia de Sepúlveda
Foto:Jorge Mendes(direitos reservados)

TRIPULAÇÃO
Carlos António Quintanilha Reis Araújo, Cap.Pilav. com um total de 2091H20 como piloto, das quais 630H15 como 1º piloto. Como piloto desta aeronave tinha 275H00. Nos últimos 90 dias tinha voado como 1º piloto 151H35.
João Afonso dos Santos Pires de Azevedo, 2º Sarg. Pil. com um total de 1389H05 de voo, das quais 1043H00 neste modelo. Como 1º piloto tinha nos últimos 90 dias 108H55 neste modelo.
Paulo do Nascimento Bravo, Alf.Nav.
Teotónio Vieira de Lima , 2º Sarg. ORTRA
António Guerreiro da Silva Bastos , 1º Sarg. MMA
Eduardo Gomes dos Santos, 2º Sarg. MMA.
DESCRIÇÃO
O acidente teve lugar no dia 13 de Junho de 1967, durante a execução da missão de transporte de passageiros , no sector da Beira – Lourenço Marques, com a aterragem na Praia de Sepúlveda, às 23H30, no inicio da praia - mar. O avião estava no limite do combustível e tinha-se perdido. No destino o céu estava limpo.
INVESTIGAÇÃO
Para apuramento das causas remotas e próximas que levaram ao insucesso da missão, foram ouvidos os tripulantes do avião e pessoal do grupo de transporte. O comandante de bordo só tardiamente foi ouvido, por não ter sido cumprida oportunamente a ordem que foi dada ao comandante da base. Pouco se adiantou com este método, dado o grande intervalo de tempo decorrido. Os documentos de bordo não existem para se poder fazer a reconstituição do acidente e confirmar as declarações feitas. A reconstituição feita no relatório oficial, por memória, dias após o acidente. Tem um baixo grau de certeza, dadas as tensões psíquicas a que esteve submetida a tripulação, após o reconhecimento de se saber perdida em plena noite. O único documento válido existente que pode ajudar a reconstituir a viagem, foi extraído da fita magnética da torre de controle de Lourenço Marques, da qual se junta uma cópia. Como não é lógico admitir que as informações dadas a bordo do avião, no diálogo travado com a torre , não correspondem às acções realizadas a bordo e às indicações então fornecidas, é este documento que serve de base ao traçado da navegação. Comparando o relatório oficial do acidente e a cópia da gravação da fita magnética, verifica-se que há rumos inversos à mesma hora, que houve incapacidade em identificar os faróis da costa e que a narrativa da fita anula partes do relatório.
CAUSAS REMOTAS
Comandante pouco experiente e sem ascendente sobre os seus subordinados. Pouco indicado para pilotar um avião de transporte com a devida segurança, nas circunstancias de voo de noite. A falta de traçado de navegação que visualizasse o erro, pois seguiram um rumo paralelo à costa, durante uma hora e a incapacidade de reconhecerem os faróis da costa, por desconhecimento total do manuseamento do manual de voo, foram as causas possíveis e imediatas da perda do avião.
COMUNICAÇÕES
Não se confirmaram falhas nas comunicações , embora se notassem algumas irregularidades, provavelmente devidas à baixa altitude de voo e algumas interferências atmosféricas.
RESULTADOS
Perda do avião e dos haveres dos passageiros.
CONCLUSÕES
O comandante de bordo não estava à altura da missão. Não podendo de futuro deixar de se proceder a uma selecção , quanto ao seu equilíbrio e valor profissional.Esta é a transcrição do inquérito feito ao acidente. Os meu bem-haja ao amigo Víctor Sotero , pois sem a sua ajuda certamente não seria possível ter acesso ao mesmoAinda voltarei a este acidente pois vou tentar reunir o Navegador e o Capitão de Inf. que esteve na protecção à recolha dos destroços. São ambos de Coimbra.
Saúdações Aeronauticas
Jorge Mendes

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Voo 2020 UMA MANHÃ COM "VELHAS GLÓRIAS".





Victor Sotero
Sargº.Môr EABT
DAMAIA


Meu Comandante:
As minhas saudações ao “Comando”, à “Linha da Frente” e a todos os “Zés” que nos vão deitando o olho por esta base.O Hospital da Força Aérea é hoje um local de encontro de “Velhas Glórias” que por efeitos de “maleitas” ou não, lá se deslocam.Por vezes, quando se encontram, há sempre motivo a momentos de recordação.
Alegres conversas, porque “recordar, é viver”.
Desloquei-me um dia destes ao hospital. Fui tirar sangue para umas análises de rotina.
Por lá encontrei para além de outros, o nosso bloguista Miguel Pessoa. Foi aqui que uns dias antes o conheci.
Depois de uma alegre conversa, desloquei-me ao bar geral para tomar o pequeno almoço. Encontrava-me ainda em jejum e eram quase 11 horas.Como em quase todo o lado, também aqui o que se compra, é a pré-pagamento.No espaço de tempo em que estou a ser servido, dou uma vista de olhos pela sala, procurando o local onde me sentar e com quem dou de caras?

Legenda: O Avô HAVARD “T6-G”

Legenda:A tia Dornier “DO 27”


Legenda: A Tia Auster

O “avô” Harvard, a “tia” Dornier e a “tia” Auster, faziam agora parte da minha companhia. Tomavam também o pequeno almoço.
O “avô” Harvard banqueteava-se com uma sandes de presunto tendo na sua frente uma garrafa de cerveja.
A “tia” Dornier e a “tia” Auster, deliciavam-se cada uma, com um pastel de nata e um sumo
-Por aqui?
-É verdade, disse o “avô Harvard. Hoje, viemos fazer um voo de rotina até ao Lumiar. Logo, regressamos a Sintra que é a nossa base de apoio. De vêz em quando temos que nos “soltar”, senão, ainda adoecemos!
-Ainda bem, quando os vi, até pensei que estivessem de “baixa”!
A “conversa” já ia longa quando me lembrei de lhes pedir que contassem alguma história boa ou má que tivessem recordado de África.
Após uns breves instantes, já um pouco inquieta, a “tia” Auster diz:
-Começa tú, velho e ronceiro Harvard. Tens muito mais para contar do que nós.
-Bem, eu tenho de facto muitas histórias, fiz muitas asneiras, mas também dei muito do meu suor em prol do meu País. Estou a lembrar-me de uma brincadeira que me ia saindo bastante cara.
Depois de umas “roquetadas” e no regresso à base, avisto uma pacassa. Dou meia volta e começo a fazer fogo ao animal enquanto este corria desalmadamente em zig-zag pela savana. Com entusiasmo, deixei-me levar e não me desviei de um velho imbondeiro tendo como “castigo” tocado com a ponta da asa direita onde ficou ainda um bocado.
Muito a custo, lá consegui chegar à base onde aterrei de emergência.
Claro que fui alvo de inquérito, averiguações. Eu tinha desrespeitado a segurança de voo.
Valeram-me os “Zés” de Abastecimento e os de Material Aéreo que em pouco tempo me deixaram de novo a voar. Estava como “novo” e pronto para qualquer outra missão. Uma semana depois, fui transferido para outra unidade.
E tú, Dornier? Não penses que te safas, a tua vida não foram só rosas, eu sei.
-Olha, meu “velho”, quem é que te acompanhava quase sempre?
-Quem é que te dava cobertura e te ajudava nas “roquetadas”?
Ao menos eu fiz de tudo. Fui ambulância, distribuí correio, transportei feijão, batatas, eu sei lá que mais. Até papelinhos eu deitava cá para baixo! Fui “pau para toda a obra”. Claro que também apanhei alguns sustos, mas sempre fui forte e resistente. É por isso que aqui estou “limpinha”, como nova e sempre pronta para qualquer festival.
A “tia” Auster não se conteve.
-Sabem? Eu andei sempre acompanhada. Um dia, tinha por missão levar um alferes do Exército onde se encontrava a sua companhia. Tinha combinado com o meu “Zé” que ao nascer do dia arrancaríamos. O meu par, já estava com o seu “Zé” e com o motor a trabalhar. Eu, estava com o Alferes e o meu “Zé” nunca mais aparecia. Sabia qual a camarata. Motor em marcha e lá vou eu pela estrada que dava para o alojamento. Havia ainda pouca movimentação na base. Fiz levantar muito pó avermelhado. Mesmo já no fim, vejo o meu “Zé”. Dei meia volta e lá regressei para a placa esperando por ele.
No regresso, depois da missão, toda a gente sabia o que tinha feito. Auto de averiguações, que me deram como resultado, três dias de prisão e uma transferência. Esperava ser despromovida, mas não. Havia falta de aviões.
Ai, minhas queridas “tias” e meu querido “avô”: -Como é bom recordar!
Obrigado por esta manhã que passou tão depressa.
Bom regresso a Sintra e acreditem que tive muito prazer nesta manhã que tão depressa não vou esquecer.
Posso dizer-lhes uma quadra em jeito de homenagem?

A Vossa vida foi voar.
Foi norma e condição.
Foram tantos os voos!..
E ainda hoje voados são.

Meu Comandante:

Despeço-me como de costume, do “Comando”, da “Linha da Frente” e de todos os “Zés” com um até breve.

Sotero

VB:Olá Amigo Victor.
Que linda história nos contas destes velhos conhecidos ,que ainda hoje regateiam o seu estatuto com os mais novos. Ai que saudades tenho da minha “tia” Dornier 27…éramos tão amigos.


domingo, 28 de novembro de 2010

Voo 2019 QUE SAUDADES TENHO DO MEU "DO-27"...



Mário Aguiar
Esp.MARME
PORTO



NOVO BOEING 797

Agora é que vão mesmo ter que fazer um aeroporto!!!

BOEING 797- ABSOLUTO

A Boeing está preparando um Jacto para 1000 passageiros, e que poderá ser o novo modelo de avião para as companhias aéreas, para os próximos 100 anos.
A combinação radical do projecto da asa foi desenvolvida pela Boeing, em parceria com a NASA. O enorme avião terá uma extensão da asa de 265 pés, comparados aos 211 pés, do 747( Antigo projecto da Boeing ), e é projectado para caber dentro dos terminais recentemente criados para receber o A380 que tem 555 assentos, cujo tamanho é de 262 pés.O novo 797, é uma resposta directa ao Airbus A380, que já têm mais de 159 encomendas, mas que ainda não levou nenhum passageiro. A Boeing decidiu enterrar seu super projecto do 747 em 2003, depois do pouco interesse mostrado pelas companhias aéreas, mas continuou a desenvolver o projecto final do 797, por anos em seu centro de pesquisas em Long Beach, Califórnia.
O Airbus A 380, esteve nos trabalhos desde 1999, e acumulou USD 13 Biliões em custos de desenvolvimento, o que dá a Boeing uma enorme vantagem sobre a Airbus, que está comprometida com o velho modelo tubular de avião, que deverá ser usado por décadas.
Há diversas grandes vantagens no projecto da asa, o principal é a espantosa redução do esforço para a descolagem, que deve ser de 50%, com a redução do peso total em 25%, fazendo com que seja mais eficiente em estimados 33% em relação ao A380, fazendo a Airbus tremer pensando no investimento de USD 13 Bilhões, que já parece duvidoso.A rigidez elevada do corpo, é um outro factor chave do avião combinado ao projecto da asa, pois reduz a turbulência e cria menos 'stress' ao corpo do avião o que aumenta a eficiência, dando aos 797, uns tremendos 8800 milhas náuticas, com seus 1000 passageiros que voam confortavelmente em 0.88 mach (velocidade do som ), ou 654 milhas por hora ( + - 1.046 Km/hora), uma enorme vantagem sobre o projecto do A380 da Airbus, (tubo-e-asa ), que voa a 570 mph ( + - 912 Km/h )

Voo 2017 CEIA DE NATAL.

Companheiros.
No próximo dia 10,em Gondomar, no restaurante “QUINTA DOS MELROS”vai a Tabanca dos Melros em conjugação com a Tabanca de Matosinhos, realizar a Ceia de Natal extensiva a todos os ex-combatentes, independentemente da instituição que representaram e local onde estiveram.
Para tal enviaram-nos a informação que anuncia o evento ,através do seguinte programa:

Fazemos um apelo, neste momento de PAZ E AMOR, a todos os nossos camaradas da Força Aérea a estarem presentes nesta confraternização.


Voo 2016 OUVIMOS CADA UMA.



António Loureiro
Fur.PA
(Polícia Aérea)
Figueira da Foz


Dá-me licença senhor Comandante

Mantendo a tradição de umas dezenas de anos, um grupo de amigos nos quais eu me incluo, todos os sábados fazemos uma tainada, ou como alternativa, vamos a restaurantes que tenhamos a certeza de não sermos enganados, parafraseando o meu amigo Zé, O PREÇO NÃO INTERESSA, DESDE QUE SEJA BOM E BARATO.Depois de bem comidos e melhor bebidos, estala uma desconversa entre dois ex-militares da marinha, um, voluntário, especialista de electricidade com início de comissão em 69 no Norte de Moçambique como tripulante de um navio-patrulha, que ainda no mesmo ano rumou para a Guiné.
O outro, fogueiro, que fez um tempo obrigatório como reserva naval e foi para navegação comercial e depois para a pesca, com muito tempo nas rotas do nosso ex-ultramar, tanto no transporte de carga como de militares.Apesar de sermos todos amigos, a minha solidariedade ia em cheio para o que fez comissão na Guiné, mas como eram os dois da marinha, eles tinham obrigatoriamente que encontrar uma plataforma de entendimento, como em outras discussões idênticas.
A determinada altura, salta cá para fora um certo ressaibiamento, à boa maneira portuguesa, nada que me espantasse particularmente porque infelizmente, não é nada que outros não tenham dito ou pelo menos, envergonhadamente pensado.
Dizia o fogueiro, vejam lá este gajo, que foi passar umas férias à Guiné à nossa conta e por cima ainda recebe um prémio por stress de guerra, e eu, que andei toda a vida no mar, passei as passas do Algarve, naufraguei 3 vezes, andei a aturar patrões que não passavam de umas bestas, e não me é reconhecido o stress da entidade patronal.Confesso que nunca tinha ouvido tamanho argumento, mas não alterei a minha postura.
Estranhando o meu comportamento, o fogueiro virou-se para mim e "disparou", este gajo está muito calado, de certeza que tem alguma na manga, o que é que achas?
O que eu acho é que vocês estão com uma conversa de m... sem sentido nenhum e tu, estás a cantar de galo, porque não sabes e nem sonhas as dificuldades que o pessoal que por lá passou teve que aguentar, enquanto tu andavas no bem bom a passear de barco.
Amuou e acabou a conversa.É por estas e por outras que eu, como um não alinhado, continuo a pensar que possivelmente a magra "esmola" que o Estado dá aos ex-combatentes, não paga este ressaibiamento por parte muitos "senhores" que, não batendo lá com os costados, sempre que têm oportunidade, não têm pudor em manifestar a sua inveja e falta de respeito por aqueles que não foram para lá para passar férias mas sim DEFENDEREM as cores da bandeira de Portugal.
Pois é camarada Dâmaso, com que então passar férias!!!! pode alguma vez pensar-se que na Guiné se passava férias, como a foto demonstra, 6 baixas num grupo de 20 é obra, marca qualquer um, vais ter que carregar esse "fardo".
Deves ter convivido com Furriéis do meu CSM-69/70-Director Cap.Perestrelo, como o Mateus, Caeiro, Martins, Arraiano, Peixoto, Fonseca, Caldeira etc.Em meu entender, o dinheiro do tal "prémio", que mais tarde ou mais irá deixar de ser concedido por "falta de verba", seria muito mais bem empregue no apoio efectivo aos verdadeiramente deficiente das Forças Armadas, porque todos nós sabemos que nem sempre o critério do estatuto foi atribuído honestamente.
Pelo que de quando em vez aparece na televisão, são famílias inteiras a "carregarem" com as responsabilidades que podiam e deviam ser minoradas com um apoio decente e não com autênticas esmolas que o Estado vergonhosamente atribui, só para não dizerem que não dão nada.
Que fazer com povo de fraca memória? e com estes governantes também não vamos lá.

Legenda: Torre Controlo BA3

Foto:António Loureiro

Voo 2015 AINDA VAMOS A TEMPO!?




Manuel Dâmaso
Sargº.Môr Paraqª.
Azeitão



Hoje senti-me Piurço
Não tem tradução mas segundo alguns é pior que Urso.
Isto terá a ver com o “ fazer figura de urso”, claro que dava pano para mangas e não saía daqui até à Primavera.
Pois, com a frieza que está hoje, por sorte frio seco, bem me lembro dessa Senhora, Afável, Meiga, Calma e Serena de nome Primavera, claro que não tem nada a ver com a prima chamada Vera, será que podia ter?
Claro que pode ter, evidentemente que pode ter, só depende da imaginação de cada um e das qualidades da prima.Não gosto de secas também não gosto de as dar, por isso vou ao assunto.
Temos na internet o Google que “às vezes nos dá aquilo que precisamos em pesquisa, outras vezes não nos dá “ponta de corno”, desculpem a linguagem.
Como mudei de residência para Azeitão, não têm nada com isso, mas os mais atentos já se aperceberam que já não sou o Dâmaso de Odemira, embora sendo porque pertenço ao Concelho, como temos de nos preocupar com a saúde que cada vez escasseia mais, tentei pesquisar Clínicas na minha nova residência, após várias tentativas, fiquei “piurso”.Coitado do animal, é um predador natural mas tem outro bem pior que é o Homem, claro que o pobre animal quando escorraçado do Habitat natural se devia considerar pihomo.

Depois de várias tentativas, utilizei uma linguagem vernácula, fiquei apavorado com o drama das pessoas que utilizaram aquele método de linguagem, senti-me pequenino perante tanta injustiça e tanta miséria e pensei que eu com alguns problemas, sou um privilegiado em relação a eles, isto levou-me a reflectir que com a época Natalícia que se aproxima, quem sabe, talvez aqueles que têm uma qualidade de vida melhor se devam preocupar com o seu semelhante que está com dificuldades, pensem nos nossos camaradas de armas a quem a vida não sorrio, alguns vivem na rua outros têm outros problemas afins.
Há cerca de três anos, tive conhecimento de um camarada que foi do meu pelotão, estava com dificuldades, havia um general interessado em o ajudar, desloquei-me ao Algarve à sua residência para colher os elementos necessários para lhe ser atribuída uma pensão, em virtude ser condecorado com uma cruz de guerra, ninguém atendeu procurei e falei com um irmão que me disse que ele tinha ido pescar e com o produto do pescado tinha comprado vinho para “comer” e que estava em coma alcoólico.
Senti-me frustrado e ainda por cima no regresso sem querer, dei um toque num cão que se me atravessou repentinamente na frente, pensei que “ Há dias que nem de manhã que nem de tarde se pode sair à noite”.
Felizmente o General não desistiu e o homem levou a sua pensãozinha para poder “comer” mais uns copitos.
Encaminhar esses casos para as autoridades competentes já é uma ajuda, sem descurar se a assistência é efectivamente prestada.
Existe outra questão muito importante que é a angariação do banco alimentar contra a fome, digo-vos que amarguei na pele a fome e a sede, não vou aqui descrever os sintomas, mas digo-vos que não são nada bons.
Assim sendo peço ao Exmo. Comando a gentileza de publicar este artigo para ver se os mais distraídos ainda vão a tempo de saciar a fome a algumas pessoas.
Hoje já forneci um saco de compras, não fiquei satisfeito, amanhã não preciso fazer compras mas vou novamente fazer mais um saco.
Não se esqueçam que “ Fazer bem não dói e faz bem”

Saudações Aeronáuticas

A. Dâmaso

sábado, 27 de novembro de 2010

Voo 2014 A GISELDA E O MOUTINHO.




José Teixeira
Esp.OPC
Trofa





Meu caro BARATA
-Feliz o trabalho de apresentação das fotos GISELA-MOUTINHO



1972

2010

A conjugação de uma foto de 1972 e a de 2010(diferença de 38 ANOS), está estupenda.
O que a vida nos reserva de reencontros!!

José Teixeira

Voo 2013 A RESPOSTA AO MOUTINHO.




Mário Felizardo
Esp.MARME
Leiria



Meu caro Fernando Moutinho, apesar de alguns lapsos de memória especialmente devidos a mazelas de um enfarte que me teve do outro lado, recordo perfeitamente o teu porte atlético, imagem perfeita do piloto de caça. Bons tempos meu bom amigo, tinha-mos menos 44 anos, é obra. Mas voltando ao meu padrinho Melo Pereira, era tal o descreves: um baldas. Os pais e a irmã, passaram as passas do Algarve com ele. Era um rebelde por natureza, recordo a aflição do pai ao vê-lo com a velha bicicleta do pai, sobre o muro do adro da igreja que dava para a loja do dele. É que o muro tem 50 cm de largura, 7mt de altura e faz uma curva a 90º. Isto em grande velocidade, era aterrador.
Mas uma vez que conviveste com ele em Vila Franca onde casou e teve uma filha, ohra a irmã, que faleceu há pouco tempo, era o último familiar directo. Existe património com algum valor, e que creio que o padre lá do sítio se prepara para arrecadar. Sabes por acaso o contacto da filha? Tenho andado a pensar nesta situação mas não tenho qualquer contacto, é mais um pedido que te deixo.Viveu uma série de anos na África do Sul, mas pelo que sei, a coisa não lhe correu bem. Só cá voltou uma vez e foi a casa de minha mãe mesmo ao lado da dos pais, mas eu vivia e vivo em Leiria e nessa altura estava ausente no estrangeiro. Tive muita pena de o não ter visto.
Recordações conjuntas da BA5 creio não ter, já que a certa altura, depois de prontos os paióis da mata, lá passava-mos os dias (na lepra), só mais tarde passei para o paiol de prontidão, que ficava perto da Esq.51. O Fabrício Marcelino, que creio também não nos termos cruzado na BA5, fala de uns quantos pilotos do teu tempo, eu recordo vários como o Balakó, os mal amados Quintanilhas, o meu amigo Nazário, que muitas vezes me trouxe à boleia para Leiria, e que tragicamente desapareceu, o Costa Martins que havia de vir a ser ministro do Trabalho, e que agora, heroínas do destino haveria de morrer num UL, mas sobretudo da classe de sargentos, todos meus conhecidos antes e depois, como o Godinho, o Lopes ou o Roda, com quem haveria de conviver mais de perto aqui no Aéro Clube de Leiria, onde chegou a ser instrutor e por essa altura também haveria de sofrer um acidente com alguma gravidade ao descolar com um bimotor na Portela. Acidente que não lembra ao Diabo: segundo creio, foi uma falha de um motor à descolagem e o co-piloto pôs em bandeira o motor bom, coisas do destino.E pronto meu caro Moutinho, obrigado pela resposta, e vai estando por aqui connosco, que eu embora não tenha muito que contar, vou procurar fazê-lo. Hoje, em termos de Internet, dedico-me bastante ao Facebook, ferramenta que considero a melhor da Internet, logo a seguir ao Motor de busca da Google.
Entretanto descobri por aqui um link que me levou a mais lembranças tuas, já devorei tudo, por mim, fico à espera de mais.

Saudações aeronáuticas para todos.
Até sempre.

Para ilustração, aqui vai um F-16 na Praça...Rodrigues Lobo, Leiria.

Voos de Ligação:

Voo 1971 Meu padrinho de baptismo, meu herói! Mário Felizardo
Voo 1974 O acidente do piloto da FAP,Albano Pereira – Fernando Moutinho

VB:Meu Caro Mário,antes de mais ,faço votos para que a tua saúde esteja completamente operacional para nos poderes deliciar com os teus tão importantes “voos”,que são uma mais valia para este teu/nosso humilde espaço.
Depois tenho que te pedir desculpa me não termos publicado o voo com titulo em epigrafe mas foi um, lamentável, descuido. Apresento-te a nossas desculpas.Para “compensar”quero dizer-te que conheci ontem o Fernando Moutinho em sua casa, em Alhandra. Oportunamente farei eco do acontecimento, pois tirei algumas fotos e deixei a minha máquina no carro do nosso companheiro que me acompanhava.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Voo 2012 LANÇAMENTO DE "OS ANOS DA GUERRA COLONIAL"




Lançamento de Os Anos da Guerra Colonial

30 de Novembro, 18:30h, Bertrand Picoas, Lisboa

Saber o que aconteceu durante os anos de 1961 a 1975, os anos em que a Guerra Colonial esteve no centro da nossa História, das nossas vidas. Saber o que aconteceu em cada um dos locais onde a guerra foi travada, nas “picadas” mais

perigosas, nas “matas” do Norte de Angola e de Moçambique, nas “chanas” do Leste, nas “bolanhas” da Guiné, a bordo de navios e lanchas, de aviões e de helicópteros. Saber o que pensaram os homens que decidiram a guerra, que a conduziram, que a fizeram de ambos os lados. Mas pretendemos também Compreender. Compreender por que foi assim que os factos aconteceram, por que foram escolhidas estas soluções e não outras. Compreender as dúvidas dos homens que tiveram de decidir num momento o caminho a seguir e ajudar a perceber as consequências dessas decisões. É, pois, sobre o Saber mais e o Compreender melhor os anos da Guerra Colonial que trata esta obra.

Aniceto Afonso é coronel do Exército na situação de Reforma e nasceu em Vinhais em 1942. Fez os estudos secundários em Bragança e concluiu o curso de Artilharia da Academia Militar em 1963. Cumpriu comissões em Angola (1969-71) e em Moçambique (1973-75). Fez a licenciatura em História pela Faculdade de Letras de Lisboa em 1980 e o Mestrado em História Contemporânea de Portugal pela mesma Faculdade em 1990. Foi professor de História na Academia Militar de 1982 a 1985 e de 1999 a 2005. Foi director do Arquivo Histórico Militar (Lisboa) de 1993 a 2007, integrando vários grupos de trabalho e comissões relacionadas com os arquivos militares, a documentação e a História. Foi responsável pelo Arquivo da Defesa Nacional de 1996 a 2007. É membro da Comissão Portuguesa de História Militar e do Comité dos Arquivos da Comissão Internacional de História Militar, desde 1998; é investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e autor de várias obras.

Carlos de Matos Gomes é coronel do Exército, na situação de reserva e nasceu a 24 de Julho de 1946 em Vila Nova da Barquinha. Fez os estudos secundários no Colégio Nun’Álvares, de Tomar e o curso de Cavalaria da Academia Militar. Durante a guerra colonial cumpriu três comissões, em Moçambique, Angola e Guiné, nas tropas “Comando”. Foi ferido e condecorado. Foi auditor do Curso de Defesa Nacional, do Instituto de Defesa Nacional. Paralelamente à carreira militar desenvolveu desde 1983 uma continuada actividade literária, tendo escrito argumentos, romances e várias obras de cariz histórico.

Os Anos da Guerra Colonial será lançado no dia 30 de Novembro, 3ª feira, pelas 18h30, na livraria Bertrand Picoas (Picoas Plaza, loja C0.9, Rua Tomás Ribeiro, 1050-277, Lisboa)

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