sábado, 31 de março de 2012

Voo 2790 ASSIM NÃO!





Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria




Caro comandante e restante tripulação desta aeronave bem pilotada.Se não me levam a mal hoje vou-me referir ao VOO 2788 do Paulo Castro.
Caro amigo Paulo,li o teu VOO e quero dizer-te que me revejo totalmente no que referes.É pena que a AEFA tenha à sua frente este tipo de pessoas,que segundo o que foi demonstrado pelo seu passado,de Especialistas nada têm e por este caminho, levam a AEFA à morte.
O Núcleo de Leiria,do qual fui o primeiro presidente durante vários anos,como sabes,dado que estavas nessa mesma altura, na Direcção Nacional,praticamente finou!
Como muito bem sabes, o Núcleo de Leiria foi bastante activo no meu tempo de presidente e,tenho pena de o ver terminar desta maneira, pela mão dos mesmos que agora querem ser coveiros do resto da AEFA.Tenho estado à espera das eleições, para ver se havia gente capaz a ser eleito e, nessa condição predispus-me a agarrar de novo neste Núcleo, para ver se conseguia levá-lo ao ponto onde já esteve, ou perto,mas assim,com estas pessoas,NÃO.
Paulo,um abraço.

Fabricio

Voos de Ligação:

VB: Gostariamos de chamar a atenção para todos tertulianos e leitores deste nosso espaço,que no cumprimento das regras deste blog,todos os voos são da inteira responsabilidade dos seus autores. Serão SEMPRE publicados desde que cumpram a regra da boa conduta moral e social.

Voo 2789 ATINGIMOS HOJE O MEIO MILHÃO!!!







Companheiros, chegamos hoje aos
500.000
Visitantes!!!

Voo 2788 Um novo paradigma na vida dos Especialista






Paulo Castro
Esp. OMET
Porto



Meu caro Comandante, pessoal da Linha da Frente.
Não peço desculpa pela minha ausência deste fórum já que este só deverá ser  utilizado quando tivermos algo para dizer, mesmo que seja um simples olá.
É esse olá que quero transmitir que não é propriamente um atestado de vida. Essa vai correndo.
Segundo o meu PC  “personal computer”,  para se não confundir com o autor (PC), são 21h38, do dia 30/03/2012 quando ataco este email.
A última coisa que quereria nesta abordagem era ser narcisista. Contudo há factos que a história é inequívoca. O mesmo é dizer que ela fala por si.
Objectivando.
Sou fundador, o sócio Nº 1, presidente honorário, e fiel depositário da medalha de mérito aeronáutico, de terceira classe, que na comemoração dos 25 anos foi atribuída a essa entidade, pelo então CEMFA, Sr.  General Vaz Afonso.
Obviamente que falo de uma Instituição que é muita querida à esmagadora maioria dos Especialistas, que não a todos obviamente, e que dá pelo nome de Associação de Especialistas da Força Aérea.
Trata-se de uma Instituição fundada em 1976 com um único e paradigmático objectivo.
Objectivo esse que apesar de vertido em sede de regulamento interno, muitos poucos o conseguem explicitar. E quando quero falar do “espirito intrínseco do Especialista” conforme (ainda) preceitua o Art. 4º

“3A congregação de todos os antigos e actuais Especialistas possibilitando-lhes, além do expresso nos números anteriores, a possibilidade de desenvolvimento cultural, convívio, treino físico e apoio social, como forma de manter vivo o espírito intrínseco do Especialista da Força Aérea.” Estou a falar de Especialistas da Força Aérea.
Confuso?
Sei que não, mas para os menos avisados deverei clarificar e se não for suficientemente explicito estarei disponível para detalhes.
Os Especialistas da Força Aérea apareceram com o surgimento da Força Aérea Portuguesa (FAP) a 1/07/1952. A FAP herdou a história, os meios e o pessoal das então extintas Aviação Naval e Aviação Militar. Contudo inovou-se, modernizou-se e foi empreendedora (já ouvi isto).
Constituiu um verdadeiro corpo de elite, mais agregado pela missão que pela situação. Foi daí que nasceu o Especialista, que o Capelão Pedro reverteu em “o mau filho de boas famílias”.
Comandante se estiver a empalear mande destroçar.
Esses espécimen tendem a extinguir-se, aliás como a própria AEFA, cumulativamente, tende para a extinção. Nada de novo. Conforme formos partindo é menos um, até que o resultado da subtração seja zero.
O verdadeiro Especialista finalizou-se em 1974 quando já não houve rendição nos teatros de operações. Dizem os estudos científicos e diz o empirismo. Com alguma benevolência poderemos aditar a este grupo aqueles que, bem estruturados psicologicamente, conseguiram beber dos veteranos os
necessários ensinamentos. Eu tenho conhecimento de alguns, mas que em 1978/79 ou passaram á disponibilidade sem matéria de facto para transmitir o espírito ou que, por processos legítimos de carreira, mudaram de estatuto.
Com muta boa vontade não vejo nenhum Especialista com “espírito intrínseco” para aquém de 1980. Pura e simplesmente perdeu-se.
Enquanto presidente da Direcção tive o ensejo, sob o alto patrocínio do Senhor General Vaz Afonso, num processo que já vinha do Senhor General Aleixo Corbal, contactar os Especialistas no activo tentando explicitar o espírito da AEFA. E, invariavelmente a primeira questão colocada, depois de duas horas de explicitação dos objectivos da AEFA, era: “E quanto à renovação dos nossos contratos o que podem fazer?”
NADA!
Mas mesmo assim destaco aquilo que terá sido o mais emblemático das nossas direcções e de aqueles que me acompanharam.
Em 1987 estevimos naquele que foi o movimento mais empolgante e mais relevante sobre o que aos antigos combatentes diz respeito comopode atestar, à falta de outros meios o site (http://ultramar.terraweb.biz/MonumentoNacionalCombatentesUltramar_ReptoAntonioAlmeida.htm).
Mas foram muitas mais.
Amanha será eleita uma direcção liderada por alguém que distorceu todo o processo associativo há já dois anos. Vai ser líder, mas nunca será um líder dos especialistas porque viveu um período do pós-especialista. E os Especialistas possuem convicções, é essa a nossa principal causa é essa a nossa principal arma.
Alguém que mentiu ao tribunal, alguém que agiu de má fé, alguém que colocou a dignidade os especialistas nos tribunais civis, em vez de o ter feito nos nossos ”clubes” não merece crédito. Por muita boa gestão que faça impôs-se por ter queimado a terra.
Aos restantes elementos, mesmo de 1981, as maiores felicidades em prol da AEFA.


 
Paulo Castro
Licenciado em Geografia
Mestre em Riscos, Cidades e Ordenamento do Território
Pós-Graduado em Direito das Autarquias Locais e Urbanismo

sexta-feira, 30 de março de 2012

Voo 2787 A ROSINHA COMPLETA MAIS UM ANIVERSARIO!










Companheiros,
Todos juntos, alto e bom som, cantemos os parabéns á nossa querida Companheira Rosa Serra.
Muito bem, vozes espetaculares!
Pois Companheira Rosa, em nome de toda esta tua grande família FAP e tertúlia “Linha da Frente”, desejamos-te um dia muito, muito feliz na companhia de todos aqueles que te são queridos.

O Comando.

Voo 2786 O ÚLTIMO VOO DO FONSECA.



Fernando Castelo Branco
Angra do Heroismo
Terceira 
Açores





AMIGOS


Já fui Militar; mas agora sou Civil.
        As boas recordações ficam para SEMPRE connosco, tanto do tempo que recordamos o Nosso companheiro que dormia na mesma camarata que nós, quando alunos, como dos Superiores que nos trataram SEMPRE como HOMENS/Jovens e não  como "carne para canhão"?!...
        Quem diria que o HOMEM, "CIDADÃO FONSECA"(porque era assim que gostava que o tratassem)um dia desse há minha mulher,Mãe e companheira de quarenta anos;(que até por coincidência, é mais velha que a FAP, porque nasceu no dia 01 de Julho de 1951); uma Estampa de NOSSA SENHORA DO AR que, com muito carinho  guardo junto aos meus documentos.
        Pois ESTE AMIGO, com quem muitas vezes cruzei a bordo, nos saudosos DC6, nas viagens Lisboa /Lajes ou vice versa, ou também em  vários locais da BA4, mais designadamente no Terminal Militar Português, partiu e foi numa missão "juntar-se" a NOSSA SENHORA DO AR , no dia 24 do corrente mês...
        NOSSA SENHORA, "certamente",recebeu-o com CARINHO recompensando-o  da maneira que Ele, como Oficial PILOTO NAVEGADOR; com espirito de BEIRÃO, nos tratava.
        Parece que o estou a ouvir; "ó companheiro, ou, ó militar etc..."
        Descanse em paz, que eu guardarei com carinho a Estampa da Nossa PADROEIRA...
        Até um dia AMIGO...

Fernado





VB: As nossas desculpas pelo facto de só agora noticiar-mos esta triste notícia, mas também só agora tivemos conhecimento dela.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Voo 2785 “A Caça”





Victor Sotero
Sargº.Môr EABT
Lisboa




Saúdo o “Comando”, a “Linha da frente” e todos os “Zés” que nos vão “espreitando”.

Estamos na altura mais propícia para a caça.
Estação seca ou “cacimbo” que mais ou menos começa em Maio/Junho e se prolonga mais ou menos até quase ao fim do ano.
O capim está seco parecendo palha e está com cerca de dois metros de altura. No cimo, alguma passarada fêz os seus ninhos.
Com este capim é quase impossível ver-se alguma caça.
Bem longe da base, há que fazer queimadas quando o tempo o permita tendo em atenção os ventos que por vezes se fazem sentir.
Torna-se assustador e até aterrador quando o fogo é largado e rapidamente avança pelo capim fora fazendo-se então ouvir o estralejar provocado pelo fogo.
Pouco tempo depois, tudo está verde, dando lugar a um novo ciclo de vida. A caça aproxima-se da clareira provocada pela queimada, “fugindo” assim dos sítios onde há mais humidade.
Na base, um DO-27 vai entrar no hangar com a prioridade A/ANCE- Antecipada Aeronave Não Completamente Equipada.
É altura de entregar ao “Zé” Ribeiro ou ao “Zé” Tavares dois Jerry-cans para “sacar” alguma gasolina do DO, que rapidamente entra no Depósito do nosso jeep juntando-se a gasolina normal previamente comprada na vila.
Amanhã há caça.
Um soldado da P.A., era agora o nosso condutor a quem dei conhecimento dos sinais que lhe haveria de fazer quando estivéssemos em pleno “campo de acção”.
Acompanhava-nos o “Zé” Ribeiro, eu, o farolinador e o Arantes, o atirador.
Completamente equipado e abastecido, eis-nos a caminho da clareira onde três semanas antes se tinha provocado a queimada.
Antes, ainda teríamos que passar pela aldeia para levar o Soba. Com ele, sabíamos que se houvesse problemas, estes seriam menores. Ia-mos mais descansados.
Picada fora e já se nota o cheiro intenso a cinza.
Com o farolim, dou uma mirada rápida pela clareira. Era ainda cedo. Vamos andar um pouco mais lentos. Outra mirada e...muito ao longe, um par de olhos muito brilhantes. Fiz sinal para parar o jeep e rapidamente dirigi o foco de luz novamente para o animal. Estava muito longe. O animal começou a correr. Fui encurtando o foco de luz na sua frente reduzindo a distância. Deu algumas voltas em redor do jeep pela clareira ao mesmo tempo que a distância se ia tornando mais curta. No jeep, silêncio absoluto. O corso estava quase à distância de um bom tiro mas deu ainda mais uma volta. Desliguei a luz por breves instantes. Tinha parado e estava na nossa frente a cerca de sessenta metros. Para o atirador ver melhor o ponto de mira, dei-lhe também iluminação. Apenas um tiro. O animal tinha "caído" na nossa frente.
Foi um momento emocionante porque o corso estava muito longe e eu trousse-o com a luz ao ponto ideal para o tiro certeiro.



Legenda:
 O regresso da caça.
Foto: Victor Sotero (direitos reservados)



Legenda: Há que aproveitar a pele, a cabeça e as patas.
Foto: Victor Sotero (direitos reservados)

Despeço-me meu “Comandante”.
Despeço-me do “Comando”, da “Linha da frente” e de todos os “Zés” que nos vão vendo por aqui.
Até breve
Sotero

 Adj.Com.: Bom-Dia Sotero.
Mais um presente do que um especialista de EABT, fazia para provisionar, cabeças, peles, patas e carne para os petiscos.
Ou seja a secção de abastecimentos sempre de prontidão.






Voo 2784 O "NUNÃO"!!!





Miguel Falcão
Esp.MMA
Porto




Quem é vivo sempre aparece  mesmo que gordo e branco espero vê-lo no Cartaxo para lhe dar um grande abraço.


Legenda:De pé,da Esqª/Dirª.Casimiro,Victor Rodrigues,Carocinho,Victor Barata,Rosa,Curado e Figueiredo.(estes dois últimos já nos deixaram)
Em baixo,Ribeiro,Barros e Nunão
Foto.Victor Barata (direitos reservados)

Miguel Falcão


Voo 2783 O VOO 2799 DE 26 DE MARÇO DE 1973.





Abílio Ferreira
Esp. OPC
Lisboa






Companheiro Victor Barata,

Em relação ao voo 2779 de 26 de Março, gostava de acrescentar a identidade dos dois camaradas assinalados na foto em anexo e não identificados na do referido voo:
1 - O fotógrafo é o Vicente, OPC;
2 - No canto é o Freitas, MMA, creio que dos hélis.


Legenda: Esta foto foi tirada no 26 de Março de 1973,na Base Aérea 12,Bissalanca. Era a chegada, depois de ter sido evacuado do Ten.Pilav.Miguel Pessoa  que na véspera tinha sido “abonado” pelo míssil Strella.Pode ver-se nesta histórica  foto,da esqª/dirª,o Crespo,Vicente,Beirão, Giselda (hoje sua mulher) e o Maurício.
Foto: Arquivo dos Especialistas da BA12


Aqui fica o meu contributo para a história da BA12.

Um abraço.

Abílio Ferreira

Voo 2779 “Kurica” acaba de aterrar depois de ser evacuado – Fernando Moutinho




VB: Bom-Dia, Abilio.
É sempre com grande satisfação que nos dirigimos para a placa para te receber, pena é que voes tão pouco. O que importa é que seja com saúde.
Sobre a legenda da foto, julgo que o do canto é mesmo o Maurício Marme.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Voo 2782 TRINTA E NOVE ANOS DEPOIS.




Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria





Caro comando e restantes colegas.
Hoje, dia 28 é mais uma data em que os clarins da Força Aérea tocam a finados.
Faz hoje 39 anos, que o nossos colega Ten.Cor.Pilav.Almeida Brito, foi abatido mortalmente, quando pilotava o Fiat G 91 na Guiné.
Tenho a noção, que nem todos os colegas terão a  minha opinião porque não podemos agradar a todos, mas, para mim, foi sempre um grande Homem.
Tive o privilégio de estar com ele na B.A.5 e no A.B.2, Guiné,pois foi o nosso comandante de missão, quando ainda era capitão.
Como já tive ocasião de dizer noutra altura,era exigente no serviço,mas muito recto e como tal sempre foi respeitado por nós.
Na Guiné foi mais evidente a amizade que sempre nos dedicou.Sempre que algo de anormal se passava,lá estava ele para nos defender,em especial do comandante do A.B.2 que era uma fera.
Um belo sábado,se não estou em erro,chamou todo o pessoal da nossa missão do F-86 e,dado que fazia um calor abrasador,mandou-nos sentar debaixo de uma árvore frondosa e fresca, que havia na Base,a seguir à placa dos T-6. Aí qual psicólogo,conseguiu com a sua maneira de ser,levantar a moral a todo o pessoal,depois de vários dias de intensos combates e, alguns dias sem dormir.
A certa altura perguntou quantos de nós não tínhamos ainda a carta de condução.Após a contagem éramos vários.Disse a seguir que queria que todos os que não a tinham, a tirassem lá antes do regresso,porque era um documento sempre necessário,quer continuassem na Força Aérea,ou na vida civil.Por tal motivo, queria que todo o seu pessoal viesse com carta de condução.Assim aconteceu e todos viemos com a dita carta.Mais casos havia para recordar a bondade deste Homem,embora exigente como disse,mas por hoje fico por aqui.
Se me permitem colegas, peço que o lembrem hoje e, por mim digo obrigado e Paz à sua Alma.
Marcelino


28 de Março de 1973,




O Comandante do Grupo, Ten Cor Brito, não teve a mesma sorte da primeira vez em que fora alvejado, juntamente com o Ten Pessoa, sendo atingido à vertical de Madina do Boé, por um míssil que provocou a explosão do seu avião.
Por volta das 12H00, o Centro de Operações informara que, segundo a DGS, estaria em curso uma reunião de altos quadros do PAIGC, em Madina do Boé, considerada a capital do território independente da região abandonada em 1969 pelas nossas Forças Terrestres (todo o sul do rio Corubal).
Embora se suspeitasse de uma armadilha, foi tomada a decisão de se fazer um reconhecimento visual da zona, a baixa altitude, pelo que foi accionada a parelha de alerta, constituída pelosTen Cor Brito e Cap Pinto Ferreira.
Chegados à área, a parelha comandada pelo Ten Cor Brito percorre para sul a estrada que vai até à base do PAIGC na Guiné Conacri, conhecida por Kamberra, a baixa altitude, o que permitiu observar um cenário de viaturas militares destruídas, desde a altura em que o Exército abandonou aquela região. Não se verificou qualquer reacção do inimigo, mesmo quando sobrevoam Kamberra .
Atingida a fronteira sul, os aviões rumam a norte em direcção a Madina do Boé. À vertical daquela posição, o nº 2 da formação, Cap Pinto Ferreira, a voar a cerca de 500 pés [, c. 150 m,] sobre o terreno, é surpreendido pela explosão do avião do Ten Cor Brito - que voava um pouco mais alto á sua frente - atingido por um Strela.
O IN lança outro míssil para o nº 2, que graças a manobras evasivas (mais de 3 "G, s") e à baixa altitude, não é atingido.
De regresso à Base e reunidos os mais altos responsáveis do Comando da Região Aérea e do Q.G., foi decidido não voltar àquele local para a recuperação do corpo do Ten Cor Almeida Brito, apesar de haver voluntários para a operação.
Naturalmente que a perda do líder do Grupo Operacional da Guiné causou grande perturbação nos pilotos, na sua maioria jovens pilotos
.

terça-feira, 27 de março de 2012

Voo 2781 ESTAÇÃO DE RADAR.





Fernando Nunão
Esp.Melec./Inst./Av.
Oeiras




Para os interessados junto o meu mail e em Maio encontramo-nos em Santarém.
 Entretanto já me encontrei com o Victor Barata e em breve envio fotos e histórias do nosso tempo passado na Guiné.
 nunao.pt@hotmail.com

Um abraço,

Fernando Nunão



Legenda :Uma foto que remota ao 1no de 1972,no Clube de Especialistas da BA 12,Bissalanca.
Da esqª/dirª,Nunão,Curado(já falecido)Miguel Falcão,Victor Barata e Esteves.
Foto:Victor Barata (direitos reservados



Legenda : Reencontro com Victor Barata em Lisboa á poucos dias.
 Foto:Victor Barata (direitos reservados)

VB: Foi na realidade uma grande emoção (já sabem que eu sou assim) quando á poucos dias tive a alegria de abraçar o Nunão. Pois muito já se tinha dito sobre ele, inclusive que já tinha falecido. Encontramo-nos nas imediações do Aeroporto de Lisboa,junto ao AT 1 (figo Maduro).
Vamos aguardar a sua aterragem nesta base.

Voo 2780 “Adeus, Até ao Meu Regresso”.




Mário Beja Santos
Alf.Mil.Exércº.
Lisboa









A Âncora Editora e a Associação 25 de Abril
têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro

“Adeus, Até ao Meu Regresso”

de Mário Beja Santos.

A obra será apresentada pelo coronel Carlos de Matos Gomes.

A sessão terá lugar no próximo dia 29 de Março, quinta-feira, pelas 18:30 horas, na

Associação 25 de Abril,

Rua da Misericórdia, nº. 95, 

Lisboa





Comando:Como é norma neste nosso log comunicamos a todos o lançamento de mais um livro sobre aa guerra na Guiné com um título bem conhecido de todos. 


segunda-feira, 26 de março de 2012

Voo 2779 KURICA ACABA DE CHEGAR DEPOIS DE SER EVACUADO!!!





Fernando Moutinho
Cap.Pil.Av.
Alhandra





Viva Victor
Apreciei muito o teu Voo 2770...
"Kurica" não estava à escuta...
Foi reconfortante ler o texto onde, mais uma vez, se comprova o espírito de corpo e companheirismo da nossa Força Aérea.






Legenda: Esta foto foi tirada no 26 de Março de 1973,na Base Aérea 12,Bissalanca. Era a chegada, depois de ter sido evacuado do Ten.Pilav.Miguel Pessoa  que na véspera tinha sido “abonado” pelo míssil Strella.Pode ver-se nesta histórica  foto,da esqª/dirª,o Crespo,o fotografo não se reconhece,(?) Giselda (hoje sua mulher) e o Maurício.
Foto: Arquivo dos Especialistas da BA12

Felizmente, "Kurica" apareceu e está connosco. Espero que por muito tempo...

Um grande abraço

Moutinho 

VB: Olá Fernando.
Pois este dia de hoje,26 de Março, será uma data que enquanto for ser humano em perfeitas condições mentais, nunca mais vou esquecer.
Gostava de vos poder descrever o que foi o dia 25 e 26 de Março da 1973,mas é difícil.
A emoção não permite que o faça.
KURICA está á escuta,
UM FORTE ABRAÇO!

domingo, 25 de março de 2012

Voo 2778 LUZ DO OLÉO,F-86..




Gabriel Cavaleiro
1º Sargº.Pil.Av.
Olhão 




Luz do óleo, F-86F




Os primeiros voos em F-86, na Esquadra 51 em Monte Real, eram sempre uma experiência vibrante. Todos queriam cumprir à risca a exigente disciplina e estar à altura do que era esperado de todos nós. Afinal tínhamos a sorte, mas também o mérito, de voar o avião no topo da hierarquia de todos os da Força Aérea Portuguesa.
Um avião monolugar para o qual não havia simulador. Era entrar e fazer o primeiro voo consciente de que poderia ser o último. Mas na nossa Força Aérea nunca aconteceu…
E numa esquadra em que havia Oficiais da Academia Militar, de Majores (o nosso Comandante de Esquadra) a Alferes (estes, obviamente, ainda sem experiência) Sargentos-ajudantes e 1ºs Sargentos (muito, muito experientes) e Furriéis (a caminho de virem a ter alguma experiência…) as saudáveis rivalidades nunca chocavam com as competências de uns e os deslizes dos outros.
Deslizes, deslizes, todos tínhamos. Mas pagávamos por isso. Em multas. Em escudos depositadas num mealheiro que era aberto ao fim do mês para ajuda de jantares.Indescritíveisjantares onde valia tudo. Por vezes a convite de Administrações de Caves de vinhos, cujas primeiras vítimas eram eles mesmos. Mas a amizade era assim cimentada. Tempos de guerra, de quem já lá tinha estado ou para lá caminhava ou voltava. Amizades destas perduram toda a vida. Quase 50 anos depois as relações estão intactas!
O Comandante da Base, Coronel Soares de Moura, promovido a Tenente Coronel e a Coronel por distinção, era também um digno aviador, coisa que nem sempre acontecia…
No caso dos Furriéis, Ary, Leite da Silva e eu, estas questões não se punham em termos de rivalidades mas sim num feroz combate ao erro, à indisciplina, ao facilitismo. Éramos muito críticos uns dos outros. E como vivíamos numa casa que alugámos no meio da vila de Monte Real, era fácil este lavar de roupa suja só entre nós, normalmente depois do jantar, de modo a que no dia seguinte as coisas voltassem ao rigor que nos impúnhamos. A nossa grande amizade (que perdura e perdurará sempre, afinal ambos são meus Padrinhos de Casamento…) nunca deixou nenhum de nós os três para trás.


Legenda:Ary, Leite da Silva e eu.
Foto: Gabriel Cavaleiro (direitos reservados)

 Além disso tínhamos os Sargentões todos à perna! Ai de nós se algum fugia um milímetro da linha…
Aquela Base Aérea foi a minha maior escola de vida.
Muita camaradagem mas só para quem cumpria. Era preciso ser o melhor, ou pelo menos demonstrar que se lutava para isso.
E quando se subia para o avião, naqueles dois passos mágicos, sem escada, caia-nos subitamente em cima todo o rigor necessário para a execução rápida dos procedimentos. Otimming era para cumprir, os procedimentos para executar à risca mas a segurança não era para desprezar.
Quando o Comandante da Esquadrilha (4 aviões que iriam voar juntos) estivesse pronto, os outros três aviadores dentro dos seus aviões já deviam estar à espera do sinal para deixar o estacionamento rumo à pista.
Nos primeiros voos era uma terrível azáfama para fazer tudo bem e no tempo certo.
E quando uma contrariedade acontecia era como se o mundo estivesse prestes a acabar. Principalmente se era fruto de algo errado que tivéssemos feito.
Quando tal acontecia, com os segundos a passar aos dois e três de cada vez, havia que voltar a verificar muito rapidamente os procedimentos todos de novo antes de declarar a nossa incapacidade em prosseguir a missão.
Situação delicada… fui eu que meti os pés ou isto está mesmo a acontecer!?
Num dia assim, um aviador dos menos experientes mas muito dedicado e competente descobre que tem uma luz acesa, quando já estavam todos prontos para sair da placa de estacionamento com os reactores a rugir e o chefe já tentava perceber o que se passava sem querer apressar o novato.
A luz, mais brilhante que o Sol, como lhe parecia naquele aperto, mesmo no meio do painel de instrumentos, faiscante à frente dos seus olhos era amarela e dizia: “Low Oil Pressure”.
Avaria grave, quando se sabe que os motores precisam de óleo para suavizar o atrito entre as partes que se movem a grande velocidade. Sem óleo um motor está condenado.
E aquele voo também parecia estar condenado, logo à partida. É preciso ter azar… e agir com rapidez! O motor pode gripar, como o de qualquer corta relva…
Enfim, um grave impedimento para a execução do voo a pedir a intervenção pronta da Manutenção, ainda por cima agora que já estão todos os reactores a trabalhar o que impede uma circulação livre à volta dos aviões pelo perigo de alguém ser sugado ao passar em frente deles.
O nosso aviador aprendiz faz sinal ao Cabo Mecânico que sobe lá acima e, inteirado do problema, estudada a situação rapidamente, considera-se também incapaz de dar andamento ao problema e vai chamar o chefe da Linha da Frente, sempre a andar por ali a supervisionar as coisas.
Luz do óleo do motor, acesa? Coisa estranha e pouco comum… Vamos lá ver o que se passa.




O nosso 1º Sargento Mecânico, daqueles homens que todos nós, pilotos, conhecemos, profundamente conhecedores dos aviões que têm a seu cargo, sábios também na maneira de lidar com aviadores a cheirar ainda a pó de talco, ou mesmo dos outros a cheirar a Gitanes sem filtro e dentes amarelos, dirige-se rapidamente ao avião e sobe.
- Então, o que se passa?
O stressado aviador, estica o braço e com um dedo aponta, infeliz, para a ofuscante luz amarela.
- A luz do óleo! A luz do óleo!
Mas ninguém o consegue ouvir.
Com o barulho dos reactores e de capacete na cabeça, o diálogo não é fácil. Mas lá se entendem.
O nosso muito competente 1º Sargento, chefe da Linha da Frente, o barulho de todos aqueles reactores a entrarem-lhe pelos ouvidos, dá uma rápida olhada a todos os instrumentos do cockpit, analisa a situação e embora habituado a algumas asneiras naturais em novatos, é com alguma bonomia e muito espanto, mas com um sorriso que qualquer Pai faria em situação semelhante, que dá uma pequena palmada no ombro do aviador e diz-lhe bem alto, tão alto que ele ainda hoje deve ouvi:
- Porque é que não experimenta a por o reactor a trabalhar!?
Para quem não está dentro destes assuntos, aquela luz só acende quando, estando o reactor a trabalhar, falha a circulação do óleo pelo motor.
Ou, como neste caso, com o reactor ainda parado… á espera que alguém lhe tivesse ligasse a ignição, como já devia ter feito…
Este muito jovem Top Gun era muito divertido, muito bom camarada, excelente
piloto com uma sólida formação, foi mais tarde Comandante da Esquadra.

Vitinho, um abraço!

Origem do Voo:
Blog Rio dos Bonsinais


VB: Caro Gabriel, mais uma bela história, aliás, ao que já nos habituaste.
De facto havia uma linha da frente muito profissional, não só os sargentos como os cabos. Existia uma ligação piloto/mecânico muito familiar, o que motivava uma reciproca confiança e grande camaradagem. Obviamente que, como em todas as situações destas, existiam sempre aqueles que, ainda hoje, nos olhavam por cima, apenas e só valorizando o trabalho dos mecânicos a “flor” os apertava. Também fazem parte da nossa vida. 


sábado, 24 de março de 2012

Voo 2777 25 de MARÇO de 1973,TRINTA E NOVE ANOS DEPOIS.




Victor Barata
Esp.Melec/Inst./Av.
Vouzela










Companheiros.
No dia 25 de Março de 1973,estava na Base Aérea nº12 Bissalanca,Guiné.
Executando a minha actividade profissional, como Especialista da Força Aérea, na linha da frente das Dornier DO-27,praticava o horário das 13/13H do dia seguinte.
Neste dia, beneficiando do bom ambiente vivido nesta comunidade militar,um piloto solicitou a devida autorização ao Comandante do Grupo Operacional para se deslocar até á ilha de Bubaque, numa DO-27, para desfrutar de um pouco de paz e lazer que nos era proporcionado pelas suas belas praias,que foi autorizado.
Divertindo-nos da melhor forma, é chegado o momento do regresso a casa,Base.
Ambiente excelente, talvez a voarmos a uns 3.500 pés,com um céu totalmente limpo, ouço, através dos auriculares:
Kurica,Kurica,Marte chame.
Por três vezes Marte chamou Kurica,mas…este não responde!
Este indicativo era do Ten.Pilav, Miguel Pessoa, personagem muito querida do pessoal da linha.



Legenda: Momento em o Miguel é transportado no Aloutte III para Bissalanca.

Foto:Miguel Pessoa


Legenda: Aqui temos o Marcelino da Mata, depois da missão cumprida,a desfrutar de um momento de alegria.
Foto:Miguel Pessoa


Legenda:  A apoteose da chegada á Base,vendo-de na foto,pilotos,enfermeiras e mecânicos, manifestando a sua alegria.
Foto:Miguel Pessoa

O ambiente que até ali era de alegria,mas rapidamente virou em olhar desconfiado entre nós.
Marte continuava a insistir e a resposta...não vinha! Terrível!
Aterramos na Base em Bissalanca e o ambiente, apesar da alta temperatura atmosférica, era gelado, ninguém falava, a dor era insuportável, a noite começa a cair e...nada! Esta noite não existiu, para nós foi dia. Adivinhava-se o pior.
Nasce o dia 26.3.1973, e com ele a mensagem de que o Ten.Pilav. Pessoa estava vivo! Esquecemos tudo, a emoção apoderou-se de nós por sabermos que o nosso companheiro estava vivo! Agora era  a ansia de saber em que condições físicas se encontrava.
 É imediatamente enviado para o local, dois helicópteros Alouette III, Transportando o Marcelino da Mata(1ºSargento,creio)com o seu grupo. Localizado o nosso COMPANHEIRO,Ten.Pessoa vivo e ,aparentemente, as lesões não passavam de escoriações!
Que grande alegria!
Agora era a ansia de o receber, ver em que condições de saúde ia chegar, enfim, queríamos vê-lo.
Chegou! Grande festa, todos nós o queríamos ver com os nossos próprios olhos e vimos, seguindo de imediato para o Hospital Militar em Bissau!
Pois, meu caro AMIGO Miguel, acredita que é com uma emoção acompanhada com umas gotas de um liquido incolor que os meus olhos não conseguiram conter, que te dou hoje um FORTE ABRAÇO.
Victor Barata

Voo 2776 PROGRAMA NO CANAL DA HISTÓRIA.






GISELDA E MIGUEL PESSOA
2ºSargº.Enfª.Paraqª/COR.PILAV
LISBOA





Ao folhear a revista Visão deparámos com esta programação do Canal História relativa a Portugal, a ser transmitida entre 22 e 31 de Março. Embora já vá um pouco atrasado, pensamos que teria interesse para alguns de vós assistir a estes programas, nomeadamente os de 27 e 28 de Março, relativos ao período da guerra colonial (este último sobre as enfermeiras paraquedistas).
Para o caso de terem interesse em ver enviamos-vos a digitalização do que saíu na revista
Bjs e abraços.  Giselda e Miguel Pessoa



sexta-feira, 23 de março de 2012

Voo 2775 Parabéns António Galinha Dias


ANTÓNIO GALINHA DIAS
PIL.AV
Évora


Boas companheiro cabe-me dar os parabéns, duplos pelo teu aniversário e pela tua entrada neste bog, em nosso nome e de todos os especialistas da FAP.


Adj.Com.: 
Como é norma neste nosso teu blog solicitamos nos remetas uma foto civil actual e uma militar. 



Voo 2774 Parabéns Fabrício

Fabrício Marcelino
Especialista MMA
Leiria


Boas companheiro cabe-me este ano o privilégio de te dar os parabéns, em nosso nome e de todos os especialistas da FAP.

O Comando


Voo 2773 A “CIDADE”.








Jorge Mariano
Alf.Engº.Quimº.
Coimbra






   

 
A “cidade” a sul do Geba, o Gen Spínola, e grumete brincalhão


A meio da Comissão consegui lugar num quarto em Bissau junto á Messe de Oficiais, e passei a montar o meu escritório nocturno neste local  que depois duns whiskys,  fechava todos os dias.
Passava por lá também nessa ocasião a horas mortas, Major Bruno das Operações Especiais onde se encontrava com o Cap. Pára Ramos (já falecido) também das Operações Especiais.
Um dia vi chegar o Major Bruno e contar com grande entusiasmo uma decisão magistral que o Gen. Spínola teria tomado, que era de construir uma nova “cidade” a Sul do Geba, pelo que entendi na altura, a sul de Bambadinca na outra margem para cortar as infiltrações do IN por esta Zona. Estava longe de saber que, para aí, um mês depois, esta decisão iria dar lugar ao episódio mais cómico a que assisti durante toda Comissão.
Certo dia, passado o mês sobre o atrás referido, estava na Sala de Operações com o Comandante Moura Pinto, o piloto Oficial de Dia e o SargPilAv que normalmente transportava em Heli o Gen. Spínola (cujos nomes não recordo) e este piloto conta a seguinte cena.
Parece que a operação para a construção da tal “cidade” teria sido iniciada, teria sido marcado o dia D para o arranque, tinha sido enviado um pelotão de Engenharia com as máquinas e uma companhia Fusos para fazer segurança.
Como de costume o Gen. Spínola ás 06h30 foi de Heli com SargPilAv que contou a estória para inspeccionar o andamento dos trabalhos.
Legenda: O General Spínola e a sua equipe PI.LAV. e ALL III.
Foto:  liceu-aristotelico.blogspot.com (direitos reservados)

Chegados aterraram junto ao acampamento dos Fusos e estava tudo muito desorganizado, era muito cedo, e o General chama um Fuso e pergunta:
- Quem é comanda desta m…? ( o vernáculo era uma característica do General)
- Bom o nosso fuso não sabia e foi procurar a outro até que lá disseram que era o Sr Comandante fulano (que não recordo o nome)
- O general perguntou onde está ele? Aí os fusos informaram que o Sr Comandante teria pernoitado na LDG que se encontrava ao largo no Geba.
Como facilmente se percebe o General começa a ficar nervoso e pede que o chamem imediatamente. Bom mas agora há outro problema não há rádio para comunicar com a LDG.
Então o General manda levantar o Heli para comunicar com a LDG. Ao fim de algumas tentativas, conta o SargPilav, lá consegue comunicar com a LDG e diz que o Gen está no acampamento e quer falar com o Comandante da Força.
Bom agora outro problema acontece. Para viajar da LDG para terra havia apenas um Zebro mas um grumete atrevido andava a fazer piões no meio do Geba e naturalmente não tinha levado rádio.
O General ainda mais furioso manda o SargPilav ir com o Heli indicar ao grumete do Zebro para ir para LDG. O que acontecia, é que quanto mais sinais o sargento fazia, mais entusiasmado ficava o grumete e mais acelerava sem perceber que o estavam a chamar.
O General já estava “possesso”! Manda apresentar o Comandante da Força em Banbadinca e dirige-se para lá, aterra e fica á espera.
Depois desta cena o nosso Comandante de Marinha, já sabia o que lhe ia acontecer, vestiu a farda branca tomou o Zebro e dirigiu-se a Banbadinca.
O pior foi que entretanto a maré tinha descido e o Zebro não chegava ao cais, ficava naquele lodo castanho a uns 5 metros da costa.
O Comandante de Marinha nessa altura disse, meu General não posso desembarcar o barco não chega á costa.
O General furibundo diz: - salte! O nosso homem saltou mas ficou todo sujo de modo que quando se perfilou para fazer a continência e se apresentar ao General, contava o SarPilav, que mais parecia um pedinte com a farda branca toda salpicada de castanho, e todos que assistiam á cena riam a bom rir.
Também nós nos rimos até não podermos, quando ele, mal regressado de trazer o General, nos contou estas peripécias. Parece que o General retirou o comando ao oficial de Marinha e terá deixado o então Major Fabião a comandar os Fusos. 



Adj.Com.: 
Boas Jorge Mariano.
Mais uma vez nos presenteias com um dos episódios do General Spínola, julgo que nesta foto temos dois dos intervenientes.