segunda-feira, 29 de outubro de 2012

VOO 2543 APELO DAS NOSSAS ENFERMEIRAS





Nuno Almeida “Poeta”
Esp. MMA
Lisboa





Queridos companheiros,

Respondi ao apelo feito no voo 2529 e já enviei a minha contribuição à Rosa Serra.
Se acharem que a sua publicação poderá estimular outros a fazê-lo, aqui segue o descrito:



Queridas companheiras de tempos de dor mas também de alegrias, relato dois episódios que me marcaram muito e que foram vividos com a presença de uma de vós.




A 1ª foi quando da minha primeira saída para uma evacuação.

Aterrámos, saltei com a maca na mão e de imediato me colocaram nela um homem com o ventre todo aberto e a esvair-se em sangue. Colocado no heli a enfermeira começa de imediato a procurar-lhe veias e a injectá-lo, tentando aliviar-lhe as dores e mantê-lo vivo até ao Hospital. Eu via tudo aquilo desenrolar-se perante os meus olhos incrédulos para tanto horror e estupefacção perante a calma, aparentemente serena, com que ela acertava nas veias, apesar da vibração do heli e das convulsões que o ferido exibia.
A determinado momento, o ferido com um rosto que nunca esquecerei, pálido, olhos semicerrados e revirados para cima, aperta na mão uma medalha, que trazia pendurada num fio ao pescoço, com uma foto esmaltada de uma mulher e uma criança, e beija-a dizendo: “ adeus minhas queridas que nunca mais vos vejo”.
Impotente perante a situação curvo-me e toco-lhe no peito dizendo-lhe: “não digas isso que estamos mesmo a chegar ao hospital”. Ele põe a medalha na boca, morde-a e, com as duas mãos agarra-me no pulso, revira os olhos e tomba a cabeça para o lado.
Os últimos minutos, até aterrar no hospital, foram feitos com aquelas mãos fortemente cerradas no meu pulso, eu chorando compulsivamente, e a enfermeira dando conta que todo o seu esforço e luta para roubar aquele homem das garras da morte tinham sido em vão.
Apesar do desfecho infeliz, que certamente a não deixou dormir tranquila naquela noite, tal como a mim, nos dias seguintes lá estava ela a lutar novamente, com toda a sua determinação, para que uma vida fosse salva e fizesse valer a pena todo o esforço e determinação empreendidos.



A 2ª foi numa operação com comandos africanos em Teixeira Pinto.

Transportámos as tropas até uma área determinada no mato e regressámos ao aquartelamento aguardando ordens para mais tarde, após o seu confronto com o inimigo, recolher os elementos transportados.
Estávamos a meio da operação quando recebemos ordens para levantar voo e evacuar um nosso elemento que estaria ferido.
Dirigimo-nos ao local e ao aterrar, quando me preparo para saltar com a maca, vejo um comando africano, alto e esguio no seu camuflado, dirigir-se, pelo seu próprio pé, ao heli, com a sua arma numa mão e um saco de pano na outra, e com aspecto de estar em transe hipnótico.
Abro a porta do heli e desço para o terreno para lhe abrir a porta lateral traseira, mas ele entra e senta-se no meu lugar, com um ar muito hipnótico e a transpirar desalmadamente, e coloca o saco de pano, tipo daqueles de ir ao pão, com atilho na boca do saco, entre a cadeira onde se sentou e a da enfermeira.
Eu, privado do meu assento, entro para a parte de trás e sento-me nos bancos traseiros, frente à enfermeira.
Durante o voo, ela começa a fazer-me sinal que sente um cheiro forte vindo saco e interroga-me, por gestos, se sei o que será. Faço-lhe sinal que não, e ela olha para o comando que continua em estado de transe com o olhar muito distante, mas sem qualquer ferimento aparente.
Passam-se uns minutos e novamente a enfermeira me faz sinal do mau cheiro que vem do saco, e tenta com dois dedos alargar o atilho do saco, sem que o comando se aperceba. Após insistir mais um pouco logra alargar suficientemente a boca do saco e dissimuladamente curva a cabeça para espreitar o seu interior.
Subitamente ouço um grito abafado da parte dela e vejo o seu ar aterrorizado, o que me faz olhar rapidamente para o saco.
A cena é macabra, dentro do saco está a cabeça do inimigo que o comando tinha morto e que, devido à sua religião, a tinha degolado para que o espírito desse homem não o perseguisse no futuro ( ouvi essa explicação já após o entregarmos na enfermaria com febres altíssimas ).
Foi um susto que nos apanhou de surpresa e que não esqueci tão cedo. Para a enfermeira não deve ter sido fácil deparar-se com aquela cena, ainda mais que tinha os dedos a milímetros da cabeça decepada.

Espero que estes dois episódios sirvam para que melhor se compreenda o valor e a coragem das mulheres que tanto fizeram para minimizar o sofrimento de quem na guerra lutou.

Com a minha sincera e estimada consideração

Nuno Almeida “poeta” – 1º cabo MMA – Guiné Jan/Nov 1972


  
Nuno «;o)


Voo 2542 PARABÉNS "MENINO" FERNANDO CASTRO.



Alberto Castro
Esp.MARME  (Lobo Mau)
Corroios




Companheiros,
Hoje é o dia de aniversário do “Menino”, assim era tratado por nós na guerra da Guiné.
É verdade, hoje o Alberto  Castro é mesmo “Menino”, pois celebra mais um aniversário da sua existência.
Assim em nome de toda a Tertúlia “Linha da Frente”, desejamos-te um dia muito feliz para ti e todos os que te são mais queridos.


domingo, 28 de outubro de 2012

Voo 2541 PARABÉNS JOSÉ LEAL E JOSÉ DA LUZ.




Companheiros.
Estão hoje de parabéns os nossos Amigos,José Leal e o José da Luz.
Em nome de toda a Tertúlia “Linha da Frente”,desejo aos aniversariantes um dia muito feliz na companhia de quem mais vos for querido.

Voo 2540 "NOSSO ALFERES RIBEIRO"





Fernando Castelo Branco
1º.Sargº.MMT
Angra do Heroísmo
Terceira


Faz precisamente hoje, quarenta anos, que um dos (DOIS) Boeings 707 da FAP me levou a mim e mais uns tantos MILITARES para ÁFRICA, mais concretamente para a 3ªRegião Aérea, na altura MOÇAMBIQUE...


Legenda:  Este é o momento em que o nosso ex-camarada Especialista Faria,hoje Cor.Pilav. assumia o comando da Base Aérea nº 4

Foto: Cortesia do Fernando C.Branco



 Também hoje (que coincidências da VIDA), houve rendição de Comando na BA4,saiu o "Açoreano", Excelentíssimo Senhor Coronel PILAV. FERREIRA, para "ficar UM Continental ainda por cima da Escola de ESPECIALISTAS, o Excelentíssimo Senhor Coronel PILAV. FARIA".A ambos desejamos-lhe as MAIORES FELICIDADES...
Pois dentro de momentos ou já partiu, volta a casa o NOSSO ALFERES HUGO RIBEIRO, que há precisamente "oito dias”,nos orientou novamente como devíamos andar na BASE 4, (não fossemos nós, nos termos esquecido?!!!!!!!!!...)



Legenda: O momento da minha despedida de um dos nossos vindoiros,o Alf.Rel.Pub.Hugo Ribeiro,que durante a nossa visita guiada à unidade,foi o nosso guia,um verdadeiro gentleman.

Foto: Cortesia do Fernando C.Branco.


 Não quis que ELE partisse, sem dar-lhe o NOSSO ABRAÇO, merecido. Mais UM que parte e nós ficamos por CÁ, o mais que não seja a olhar para o MAR a ver se novamente "encalham" como em dia de São vapor ou do género igual ao domingo passado dia 21, no Pátio da Alfandega na Cidade Património de ANGRA do HEROÍSMO...
BOA VIAGEM E MUITAS FELICIDADES AMIGO.




Legenda:  É a partida,que embora seja para casa onde vai matar uma saudade,certamente que o significado desta imagem não deixa dúvidas de que vai deixar outra nesta base. Felicidades Companheiro.
Foto: Cortesia do Fernando C.Branco
 Um ABRAÇO e recebam mais UM, que de certeza vai merecer o VOSSO ESPÍRITO ESPECIAL...
Castelo Branco

VB: Companheiros, como disse irei tentar descrever ao longo do meu tempo disponível, a nossa “Missão Açores” no tempo real.
No entanto, e com receio de o não fazer tão pormenorizadamente como o desejável em relação as estes dois camaradas, quero dizer o seguinte.
O interessante encontro entre dois Especialistas da FAP que se não cruzavam à alguns anos, o Jorge Couto e o Faria. Como não podia deixar de ser, a saudade e o reencontro, marcou um momento lindo no meio presente. Foi um momento em que mais uma vez a classe de Especialistas da FAP se tem que sentir orgulhosa, pois pese o facto de o Faria hoje ser, mui dignamente o Cor.Pilav.Faria Comandante da Base Aérea nº4,nunca se alheou, quer no convívio e jantar, quer no discurso que proferiu, ao seu espírito ESPECIALISTA.
O outro, Alf.Ribeiro Rel.Pub.(não sei se é esta a abreviatura correcta de Relações Públicas) a quem eu chamo de um menino grande HOMEM!
A sua postura para com 22 Veteranos Especialistas da FAP, foi um verdadeiro exemplo de respeito para com quem contribui-o em condições muito adversas para que a FAP se orgulhe se ser líder das Forças Armadas Portuguesas.
No topo da mesa, ao lado dos seus Comandantes supremos, este humilde HOMEM, que é Alf. da FAP, deixou que umas atrevidas lágrimas  que estavam sob custodia nos seus olhos, se soltassem pelas suas faces abaixo.
Felicidades RIBEIRO, és dos que leste os livros que os ESPECIALISTAS VETERANOS deixaram na FAP.



Voo 2539 A RECEPÇÃO DA RÁDIO LAJES À NOSSA ESTADIA.






Antigos Cabos Especialistas visitam a Rádio Lajes (Galeria)





Durante a visita que fizemos a esta emissora representativa da Força Aérea Portuguesa, o nosso companheiro Paulo Castro,foi convidado a dar uma entrevista em directo.
Aguardamos a todo o momento receber nesta base o voo de transcrição da mesma.


Voo 2538 UMA IDEIA EXCELENTE!





Nuno Almeida
Esp.MMA
Lisboa




Sobre o Voo 2529 VAMOS COLABORAR COM AS NOSSAS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS, 


digo:

Acho uma ideia excelente, pois nunca é demais salientar e enaltecer o trabalho dessas nossas companheiras de guerra. Poderemos, e devemos, participar com a nossa visão do que eram estas corajosas mulheres que tantas vidas tocaram e salvaram. Muitos faleceram tendo nos olhos, e quiçá no coração, a imagem desses anjos que os confortaram nesses últimos e derradeiros momentos das suas vidas.
Nuno

Voos de Ligação:

sábado, 27 de outubro de 2012

Voo 2537 O VOO TP 1827 (2)







Jorge Couto
Esp.MELECA
Amora-Seixal




Caros companheiros especialistas do Voo 1827 - LISBOA – LAGES
É com grande orgulho e agradecimento que me dirijo a todos vocês, por tão bem me terem recebido no vosso grupo tão "Especial".
Era a única Base da Força Aérea Portuguesa (do Continente) que não conhecia. (e de que maneira ficará marcada esta visita com este pelotão de reconhecimento)



Um grande "Bem Haja" a todos e um agradecimento especial ao destino por "ser" Especialista da Fap, porque só assim se proporcionaria encontrar este Grupo de Valentes e gente tão Incrível.
Saudações Aeronáuticas
VB: Olá Jorge.
Registamos e louvamos a tua humildade, é própria de um HOMEM que é ESPSCIALISTA DA FAP!

Voos de Ligação:

Voos de Ligação:


Voo 2536 O NOSSO AGRADECIMENTO.








Maria Arminda
Cap.Enfª.Paraqª
Setúbal




Amigo Victor Barata.
Venho agradecer em meu nome, Rosa Serra e de todas as Enfermeiras Paraquedistas, a vossa amabilidade em publicar no  "Blogue Especialistas da BA 12", a divulgação da nossa carta, pedindo a colaboração por parte de camaradas que connosco privaram.
Já tive acesso à composição que o nosso amigo e sempre disponível, Cor.Pilav. Miguel Pessoa, fez o favor ao enriquecer com imagens, a nossa carta.






 Esperamos que apareça algum testemunho, mas se tal não acontecer, ficamos gratas por este vosso empenho.
Um abraço e até sempre,
Mª Arminda

  PS: Faz hoje um mês que fui intervencionada, mas felizmente estou a recuperar muito bem.

VB: Bom Dia Maria Arminda.
Antes de mais quero transmitir-lhe a minha alegria pela sua franca recuperação, pois tal como na altura lhe transmiti, outra coisa não era de esperar de uma ENFERMEIRA PARAQUEDISTA. Esperamos encontra-la numa próxima reunião da família FAP.
Quanto ao agradecimento que nos dedica, quero dizer-lhe que não fazemos nada que vocês não mereçam, aliás, fazemos muito pouco.
Auguro um grande êxito nessa obra, embora nunca consigam escrever toda a realidade sobre o vosso passado recente, especialmente na Guerra de África, o que vão conseguir fazer certamente que deixaram muitos homens com as lágrimas nos olhos.
Estamos SEMPRE convosco!

Voo de Ligação:

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Voo 2535 RUMO - BASE AÉREA Nº 4




João Carlos Silva
Esp. MMA
Sobreda









Fomos Especialistas, Ainda Somos e Seremos

BA-4, Lajes, Terceira, Açores, 19 de Outubro de 2012

Especialistas Veteranos da FAP em visita à BA4
Foto: Manuel Pais
Aos que viajaram do Continente e aos que lá estão nessas Ilhas de Bruma e que nos receberam de braços abertos, enfim, para todos os que proporcionaram uns dias inesquecíveis de camaradagem, alegrias e emoções de recordar lugares vividos em determinada passagem da nossa juventude,

Um Grande Abraço e Até Breve.

João Carlos Silva

Voos de Ligação:
Voo 2530 MISSÃO AÇORES (1) - Víctor Barata
Voo 2533 O TEMPO - Manuel Pais
Voo 2534 O VOO TAP 1827 - Paulo Castro

Voo 2534 O VOO TAP 1827.






Paulo Castro
Esp.Meteo.
Sócio Fundador da AEFA(Ass.Esp.Força Aérea)
Porto



Uns rumaram de Norte, outros do Centro e ainda outros do Sul cujo objectivo era juntarem-se aos ilhéus e formarem um total de vinte e três unidades.
A concentração foi no aeroporto da Portela, terminal 1, local de partida.
Rumo às Lajes com chegada paredes meias com a Base Aérea 4, o grande objectivo.
A bordo do TAP seguia aquilo que se pode dizer como um grupo de passageiros especiais, muito especiais mesmo.
A bordo seguiam velhos especialistas da Força Aérea Portuguesa que congeminaram a passagem de um fim-de-semana alargado na Unidade que alguns tinham servido e outros desconheciam.
Com um suporte local magnífico preparava-se um fim-de-semana inesquecível, com a possibilidade de cheirar o JP, dormir em “silêncio” militar, conhecer a base, alimentarem-se na “messe” e, naturalmente conhecer a Ilha Terceira com as suas valências paradisíacas como a beleza natural, a gastronomia e o calor dos seus habitantes.
Na chegada ao jantar foi na Base Americana, onde não fomos muito além da “fast food” típica daquele lado ada ilha, conjugada com as necessárias e suficientes” Budweiser”.
Pela manha de sexta-feira demos inicio a uma pesada agenda que culminaria no jantar com as mais altas patentes da Força Aérea Portuguesa na região.
Contudo manhã cedo demos inicio ao longo dia com passagem pela Torre de Control, Terminal Militar, Esq 751 com o seu Merlin H101, com o velho lema “Para que outros vivam”. Seguiu-se a Meteorologia, com os seus actuais e sofisticados instrumentos, mas que não deixa de manter em actividade aqueles do antigamente. Aqui marcamos hora para assistir ao lançamento da sonda meteorológica.
Passagem pela Rádio Lajes, com direito a mandar palpites e ala que se faz tarde que o almoço aguardava-nos na messe geral.Depois e apesar da crise o divertimento foi o BX e os “souvenirs”.
Ao jantar as boas vindas de Excelentíssimo Comandante da Região Aérea dos Açores e os comandantes o que era e o que vai ser.
Troca de lembranças e de palavras. Palavras daquelas que caiem sempre fundo, demasiado fundo a quem está e a quem esteve na FAP
Ah! Havia lá um alferes que, não tarda nada, deve ser promovido a especialista tal a simpatia e a capacidade de organização e que foi nosso guia. (Lembram-se da do aspirante que nunca mais era promovido a cabo especialista?...)
No sábado e domingo ficamos entregues aos nossos queridos companheiros locais que tudo fizeram para proporcionar ao continentais a mais completa visão do que é hoje a Ilha Terceira, a sua beleza, as suas actividades económicas e a sua gente sempre disponível e calorosa.
Nas actividades económicas debruçamo-nos mais por três vectores; o vinho o queijo e os pratos regionais.
Ficaram muitas duvidas sobre se o verdelho é melhor ou pior que o vinho de cheiro, ou se alcatra é melhor que o cozido. Certeza, certezinha mesmo é a de que a Sopa do Divino Espírito Santo e mesmo divinal.




Baladas e fados. Conversa e mais conversa. Brincadeira e mais brincadeira. Copo menos copo (muito mais que menos) assim se foi cumprindo o programa até à descolagem de regresso.
Com cerca de duas horas de atraso – foi preciso um de nós ir dar uma ajuda para chegarmos a tempo – deixamos para trás uma ainda mais sólida amizade com os nossos queridos colegas especialistas e as superiores paisagens da Ilha Terceira.
Fico em crer que existiram algumas pequenas lacunas que quanto mais breve possível devem ser testadas “in loco” para tirar teimas.
Á FAP, na pessoa do Comandante da Região Aérea, aos nosso colegas locais e seus colaboradores o nosso muito obrigado destes que sendo velhos ou veteranos especialistas estão sempre disponíveis para quem nos ensinou a vicissitudes e as agruras da vida e a responsabilidade de saber conviver com as mesmas.“Reformados, mas disponíveis para o futuro” com nos afirmou o Presidente da Junta de freguesia das Lajes, nosso companheiro que nos obsequiou com as lembranças mais referenciais da sua autarquia.
Um bem haja a todos e saia lá mais um General Mec-Mec.
Voos de Ligação:


Voo 2533 O TEMPO.







Manuel Pais
Esp.EABT
Porto







Caro Amigo Victor

Esse coração do tamanho do mundo e a tua permanente disponibilidade , fazes com que o TEMPO não nos deixe esquecer, os locais de grande referência , a AMIZADE , a VIDA e acima de tudo o valor da pessoa humana.

Passa o TEMPO lentamente,
preguiçoso, devagar........
Mas se acontece que a gente,
por acaso está contente,
Começa o tempo a voar.

Contribuíram para essa rapidez esse abraço AMIGO do ELMANO e do CASTELO BRANCO, que se "excederam " de uma forma extraordinária , para que a nossa estadia da TERCEIRA fosse um êxito para memória futura .
Não posso deixar passar em claro, AQUELES que agarrados ao volante das carinhas nos mostraram as belezas da TERCEIRA. Uma palavra de apreço para os ESPECIALISTAS VETERANOS DA FAP , que , também merecem uma OVAÇÃO E APLAUSO  pela sua participação de alto valor de Amizade , Civismo , aliás , outra coisa não seria de esperar dos Homens e Especialistas da FAP
A Todos o meu mais reconhecido OBRIGADO

Voo de Ligação:

VB: Olá Manel.
Agradeço as tuas simpáticas e emotivas palavras.
Este coração que apelidas “do tamanho do Mundo”, é o coração de um ESPECIALISTA DA FAP.
Enquanto Deus me der saúde mental, através da minha humildade, farei tudo o que me for possível em prol desta HONRADA família, livre de quaisquer protagonismos ou benefícios que excedam a vertente da amizade.
No final das crónicas sobre a “Missão Açores”, que iram ser apresentadas, penso fazer uma análise sobre o que vivi nesta nossa viagem e estadia na Base Aérea 4.
No entanto, quero deste já dizer, que uma das coisas que me deixou emocionado foi a forma como, desde o soldado (ainda existem!!!) ao General, a sua demonstração de respeito e carinho pelos “Especialistas Veteranos da FAP”.


Voo 2532 O AGRADECIMENTO.




Chito Rodrigues
Gen.Exército
Presidente da Liga dos Combatentes
Lisboa



Caro Fabrício Marcelino
Li com gosto a sua notícia sobre a homenagem aos combatentes em Leiria. Agradeço as simpáticas referências feitas.
Com um abraço.
 Gen Chito Rodrigues

Voo de Ligação:

Voo 2531 FALTAVA O GUIÃO DO AB 7,TETE.







Luís Martins
Esp. MRádio - Guiné
Ferreira do Alentejo




Caro Comandante e restantes elementos do Comando, os meus cumprimentos.
No seguimento do voo 2527 do camarada de armas Fabricio Marcelino,
sobre os antigos guiões da FAP, onde apresenta os diversos guiões que
foram usados em unidades da Força Aérea, nomeadamente os de África,
para que a mensagem do nosso companheiro fique completa, envio a
imagem do guião em falta, ou seja do AB 7 de Tete.

Felicito o Fabricio pelo excelente trabalho produzido, recordar é
viver e desta forma ainda mantemos a mesma força e tenacidade, quando,
e com orgulho, servíamos e dignificámos a Força Aérea como
ESPECIALISTAS.
Um abraço.

VB:
Olá Luís.
É sempre um prazer receber-te em mais um voo directo do Alentejo.
Esperemos que voltes a voar com aquela frequência (122.70 Mhz) a que nos habituaste.


Voo 2530 MISSÃO AÇORES (1)






Victor Barata
Esp.Melec./Inst./Av.
Vouzela





Meus caros Companheiros.

Fernando Pessoa um dia disse:

“O Homem sonha, Deus ajuda e a obra nasce”

Então vejamos.

Um grupo de Veteranos de Especialistas “Veteranos da FAP” em Setembro pensou em visitar a Base Aérea 4,situada na Ilha Terceira (que teve como primeiro nome Ilha de Jesus Cristo por volta de 1450),mais concretamente na freguesia das Lajes.
O objectivo seria o recordar de tempos passados naquela unidade onde muitos de nós deixaram um pouco da sua juventude antes de partiram para uma guerra que lhes foi imposta. De imediato,e como fomos,somos e seremos operacionais,foi de imediato baptizado o acto como “MISSÃO À BASE AÉREA 4”.
Data: 18 a 21 de Outubro de 2012
Apoio:
         Alojamento e Alimentação: Instalações de Sargentos
Missão: “BASE AÉREA 4”
Objectivo: Recordar o passado longínquo.
Efectivo: 22 Elementos
Depois das devidas guias de marcha assinadas, é marcada a viagem para as 18:20h (Locais LIS) do dia 18 de Outubro, com saída do aeroporto de Lisboa, conforme estava previsto.


Nessa data compareceram pelas 16:30h no terminal nº 1 do Aeroporto de Lisboa os seguintes ESPECIAIS:

António Costa
Armando Seguro
Artur Alves da Silva
Carlos Ferreira
Eduardo Rodrigues
Feliciano Gouveia
João Carlos Silva
João Mesquita
Jorge Couto
José Gomes
José Paulo Magalhães
Jovino Chão
Luís Bastias
Manuel Baptista
Manuel Pais
Manuel Vilhena
Paulo Castro
Salvador Fanica
Victor Barata

Faltaram ao embarque:
Álvaro Eugénio (Embarcou na 6ªfeira)
Carlos Barata (Foi avô nesse dia)
César Oliveira (Conselho médico)

A Viagem até ás Lajes correu muito bem.
Logo que entramos no avião somos olhados como pessoal ESPECIAL, quer pela tripulação, quer pelos passageiros, visto todos nós ostentarmos o lenço identificativo dos “Veteranos da FAP”.
Chegada ao Aeroporto das Lajes pelas 19:30h (Locais TER).



Aqui começou a “Missão Açores.
A aguardar-nos tínhamos o Estado Maior dos Veteranos da  FAP naquele arquipélago, os Comandantes Elmano Nunes, Fernando Castelo Branco e Rogério Nogueira acompanhados dos respectivos condutores das viaturas previamente disponibilizadas para a nossa missão, que nos deram as boas vindas.





Como a missão era de alto risco, seguimos de imediato para a base, onde nos foram distribuídos os alojamentos no edifício dos Sargentos,(*****)junto ao Clube.  Devido ao adiantado da hora, as messes e clubes estavam fechados, tivemos que recorrer aos USA, mais propriamente dito ao Clube 31,para comer qualquer coisa que nos satisfizesse o pedido do estômago.



Para quem esteve naquela Base sabe que os americanos têm instalações de restauração abertas 24h e esta é uma delas. O estabelecimento que se encontrava vazio, de repente foi evadido por 24 pessoas
Depois de tudo satisfeito, barriga cheia e refrescada a garganta, iniciamos uma caminhada até aos quartos para começar-mos a ter o contacto com as instalações da Base e digerir a refeição.
Pela 23:30h foi o recolher e respectivo silêncio.




 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Voo 2529 VAMOS COLABORAR COM AS NOSSAS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS.






Miguel Pessoa
Cor.Pilav.
Lisboa




Caro Victor
Sendo defensor das causas das nossas enfermeiras pára-quedistas e pretendendo elas fazer circular um pedido de colaboração aos camaradas que com elas tenham trabalhado, envio-te para publicação este texto por elas preparado, tendo em vista o futuro lançamento de um livro sobre a vivência das enfermeiras pára-quedistas durante a guerra de África.
Parece-me ser este um dos locais mais adequados para deixar este pedido, por isso aqui fica.









Com um abraço.

Miguel Pessoa

VB: Meu caro Amigo Miguel antes de mais peço-te desculpa de só agora dar saída ao teu voo do ,mas como sabes, estivemos ausentes do Continente em Missão “Especial Açores BA 4”.
É com muita HONRA que publicamos o apelo das nossas “QUERIDAS ENFERMEIRAS PARA-QUEDISTAS” neste nosso espaço,na expectativa de que venhamos a contribuir, de modo positivo, para o seu objectivo.


Voo 2528 MUSEU DO AR.







Arnaldo Sousa
Esp.MMA
Lisboa





O Museu do Ar é considerado entidade de superior interesse cultural por despacho do governo, sendo o fiel depositário dos acervos aeronáuticos tanto militar como civil que retratam a história da aviação em Portugal nas suas várias vertentes - ( pessoal, aeronaves, motores instrumentos, equipamentos etc) incluindo também documentação variada entre as quais a técnica relacionada com aeronaves, como são o caso das ordens técnicas (tecnical orders) e manuais de inspeção e voo, será concertesa o local mais indicado para exposição e guarda dos mais variados espólios. Como tinha na minha posse um manual de inspeção antes e depois de voo do avião Fiat G91-R4 editado pela Esquadra de aviões e Helicópteros da BA12 – Guiné, contactei o Museu do Ar em Sintra que desde logo demonstrou interesse no mesmo, pois não possuía nenhum exemplar no seu acervo
Depois de combinado um encontro em Sintra onde fui recebido pelo Ten.mil. Piloto. Emanuel Correia que com toda a simpatia e amabilidade me guiou numa visita ao museu e em seguida me apresentou ao seu Diretor Cor. Pil. Antero Bernardo também ele piloto de Fiat G91, e ao Conservador do Museu Dr. Mário Nunes Correia a quem entreguei o dito manual assim como um emblema do Grupo Operacional. Este espólio embora com valor relativo retrata uma época e uma aeronave que nos marcou, tendo sido este país único no mundo a entrar numa guerra com os Fiat G91 .
Não tenho dúvidas que um dia, recordações como estas , que todos temos nas gavetas irão para o lixo pois nada significam para a maioria dos descendentes!
Peço a todos os camaradas que caso possuam algumas recordações incluindo fotografias, as ofereçam ao Museu do Ar pois serão bem recebidas e ficarão em boas mãos.







Arnaldo Sousa

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Voo 2527 ANTIGOS GUIÕES DA FAP.









Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria





Caro comandante e restante tripulação da aeronave. Como recordar é viver, hoje lembrei-me de enviar os antigos guiões das Bases Aéreas e alguns Aeródromos-Base.Provavelmente não terão muito interesse, mas de certo que muitos colegas os usaram e,já quase não se lembram deles.Também muitos milhares de colegas, mais novos, não os chegaram usar ou ver sequer e, por certo, terão alguma curiosidade.
Se este meu voo não despertar qualquer interesse,pelo menos fica a minha intenção de recordar o passado.

Assim temos, de cima para baixo e, da esquerda para a direita:
BA1 -Sintra  + BA2-Ota + BA3-Tancos + BA4 -Terceira - Açores + BA5-Monte Real + BA6-Montijo + BA7-S.Jacinto-Aveiro +OGMA-Alverca  + BA8-Alverca (Esta Base nunca chegou a ser activada) + BA9-Luanda-Angola + BA10-Beira-Moçambique + AB1-Portela-Lisboa +AB2/BA12-Bissalanca-Guiné + AB3-Negage-Angola + AB4-Henrique de Carvalho-Angola + AB5-Nacala-Moçambique + AB6-Nova Freixo-´+ Moçambique + GDACI-Grupo de Detecção, Alerta,Conduta e Intercepção (Monsanto) + TAM-Transportes Aéreos Militares + 2ª Região Aérea e finalmente Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné.O AB7 em Tete-Moçambique,não tenho o Guião.
A título de curiosidade, posso informar os colegas mais novos que, haviam variados Aeródromos-Base e, Aeródromos de Manobra em todas as ex-Províncias Ultramarinas.Haviam também os AT1 na Ilha do Sal em Cabo Verde e o AT2-em S.Tomé-S.Tomé e Príncipe.

Um abraço a todos e até breve



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

VOO 2526 - A FORÇA DA NATUREZA...






Miguel Pessoa
Cor. Pil.Av.
Lisboa


 A propósito das imagens do aquartelamento de Guileje publicadas recentemente no blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné, abarcando o início da década de '70 vieram-me à memória algumas fotos que ali tirei quando da nossa visita (minha e da Giselda) àquele local, integrados numa equipa que em 1995 ali filmou um documentário sobre a retirada de Guileje (filme realizado pelo José Manuel Saraiva).

Uma delas (foto abaixo) mostra a antiga placa de helicópteros, então  já inundada de uma vegetação frondosa, fruto de 20 anos de abandono. Vê-se perfeitamente que várias árvores romperam o cimento proporcionando-nos já nessa altura boas áreas de sombra...




Lembrei-me então que 22 anos antes, mais propriamente em 26 de Março de 1973, ali tinha estado pela última vez, aguardando com alguma ansiedade a minha evacuação para Bissau, deitado na maca do AL-III. Para além do pessoal do aquartelamento que me rodeava, curioso, a placa estava totalmente liberta de obstáculos, como convinha à sua função...




As outras três fotos, também curiosas, testemunham o crescimento de uma árvore através de uma viatura militar ali abandonada (uma Berliet?). A árvore atravessou a estrutura da viatura e só não levantou mais esta porque outra vegetação à volta o impediu... Para se ver a força da natureza! Provavelmente a viatura agora já desapareceu













PS - As fotos coloridas pertencem ao Miguel Pessoa. A foto a preto e branco é propriedade do nosso camarigo Carlos Santos, que ma disponibilizou - e que eu reproduzo, com a devida vénia.

Miguel Pessoa