sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Voo 3489 BOAS FESTAS (16)






Victor Oliveira
Esp.Melc/Inst./Av
Caneças



Desejo um bom 2017 para toda rapaziada da ex ba12.

Comandante Barata será para ano que vamos à Guiné?


Será que alguém se lembre deste pessoal só me lembro do Machado. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Voo 3488 UM TESTEMUNHO IMPRESSIONANTE.





Alberto Cruz
Maj.Pilav.
Braga





04OUT1973



Este acidente ocorreu a cerca de 50km Nordeste de Bissau, na zona do Tancroal.
Eu fazia parte, como asa, de uma formação de dois Fiat G91 R4.Estávamos a desenvolver uma acção de bombardeamento, seguida de metralhamento, numa área onde tinha sido referenciada, por informações, a existência de um Grupo de atiradores de Míssil Strela.
Creio que posteriormente estava prevista uma acção de pára-quedistas ou outras forças terrestres transportadas por helicópteros Alouette III.
Após termos executado dois passes de bombardeamento com bombas de 50 e 200 kg, iniciamos, um de cada vez, um passe de metralhamento de ângulos grandes (MAG).
Quando iniciei o disparo das metralhadoras, senti um grande estrondo no avião e a perda total de controlo do mesmo, assim como uma enorme quantidade de luzes acesas e a piscar.
Não era possível identificar qual a origem da "avaria", pois as vibrações eram tão violentas que me faziam bater com o capacete na "canopy" do avião.
Ainda tentei desligar os "Yaw dampers", mas logo vi que não era essa a origem do problema. Como me encontrava em ângulo de picada de 60º, decidi ejectar-me, pois entretanto as vibrações passaram à sensação de espiral descontrolada e tão violenta que perdi a capacidade de fixar a visão.
Só via umas manchas verdes e cinzentas, que deduzo serem o solo e o céu que se apresentava nublado com alto-estratos.
A ejecção deve ter acontecido com cerca de 450 nós, que estava perto do limite do cabo de disparo do pára-quedas de abertura (470 nós).
Ainda arranjei tempo para decidir ejectar-me com a alavanca superior, por permitir melhor posição e menos danos da coluna.
Após esse accionamento, só me recordo de uma explosão muito forte, e perdi os sentidos.
No entanto, fiquei num estado de semiconsciência, e que permiti interrogar-me como isto me tinha acontecido; “vi” a minha vida a correr em “flashes” rapidíssimos. Segundo os dados da cadeira a ejecção, até à abertura do pára-quedas decorre um período de 1 a 2 segundos.
Eu tive a sensação de terem passado mais de 5 minutos…Acordei muito lentamente, e um sentido de cada vez, ainda com o pára-quedas em desaceleração.
O primeiro sentido a recuperar foi a visão com a explosão do avião, bastante perto. Nessa altura ainda não ouvia nem sentia.
De repente, começo a ouvir um silvo, que provinha do pára-quedas.
Seguidamente, sinto uma corrente de ar enorme na cabeça e vejo meu corpo pendurado, mas sem me conseguir mexer.
De seguida, reparo que tenho sangue a cair-me nas luvas e nos braços. Mais tarde é que vi que o sangue provinha de uma perfuração do lábio inferior por embate do meu estimado Breitling, que ainda mantenho.
Aí, apercebi-me que tinha perdido o capacete, que estava com o francalete bem justo, assim como a máscara e a viseira colocadas.
Quem quiser, que experimente retirar o capacete da cabeça nestas circunstâncias. Nós tentamos essa experiência e ninguém conseguiu!
A cadeira naquela época ainda era a primeira versão da Martin Baker, que tinha uma aceleração de cerca de 39/45 G's no disparo da cadeira. Logo aí sofri a primeira compressão da coluna.
Seguidamente, a velocidade a que o pára-quedas abriu foi tal, que senti um grande esticão.
Após um grande formigueiro em todo o corpo, recuperei os movimentos.
O tempo de queda foi de cerca de 15 a 20 segundos, mas naquelas condições é difícil medir o tempo.
No entanto, ainda me permitiu desfrutar do maravilhoso silêncio do voo de pára-quedas.
A chegada ao solo não foi directa; fiquei pendurado numa árvore a cerca de 5 metros do solo.
Fui deixando o pára-quedas deslizar até que a cerca de 2 metros ele se desprendeu e caí desamparado no solo; mais uma compressão na coluna.
As dores lombares e num joelho, bem com a perda de visão de um olho, foram as sequelas de que logo me apercebi.
Mais tarde, confirmou-se que tinha ficado mais baixo 2 cm e que tinha fractura ligeira da vértebra D5, lesão no joelho com derrame do líquido sinovial e lesão traumática no olho esquerdo durante a ejecção, possivelmente pelo “arrancamento” do capacete.
Ainda me consegui deslocar para uma clareira, com a intenção de me sinalizar.
No entanto, dos “very-light” que levava só restaram os que me tinham sido entregues pelo Cap. Pedroso de Almeida, quando fez o “desquite”. Bem-haja! Quando comecei a pensar, apercebi-me que tinha o fato de voo do meu amigo Cap. Pinto Ferreira, ainda com o nome dele na “etiqueta” de identificação.
A primeira coisa que fiz, foi enterra-la e disfarçar esse local com vegetação.
Começo a olhar para o ar, e vejo o meu chefe de parelha, o então Cor. Tir. Lemos Ferreira, comandante da Zona Aérea Cabo Verde e Guiné a voar em círculos.
Pensei que me tivesse visto a aterrar, mas por eu já estar tão baixo, vim mais tarde a saber que apenas viu a explosão do avião, e por um segundo, o pára-quedas ser “engolido” pelas árvores.
Seguidamente, começo a ouvir vozes e alguns assobios, o que em África, devido ao silêncio que todos conhecem, tanto podiam estar perto como longe. Imaginei que poderia ser “recolhido” pela população ou pelos guerrilheiros que tínhamos acabado de bombardear.
Não iam de certeza levar-me um whisky com Perrier…
Comecei a criar um espaço onde poderia colocar o pára-quedas, para assinalar a minha posição, mas comecei a ter dores violentas nas costas; mesmo rolando no solo, de maneira a deitar o capim que tinha mais de dois metros de altura, não consegui espaço para estender o pára-quedas.
Entretanto, comecei a sair do estado de choque e comecei a “engendrar” a conversa que teria se fosse capturado.
Estabeleci um plano, e fiquei a aguardar que me fossem recuperar.
Ainda notei que o meu chefe de formação abandonou o local (deve ter aterrado “seco”), e apareceu outro Fiat a sobrevoar a zona, que mais tarde vim a saber ter sido o Ten. A. Matos.
Pensei cá para mim: estou safo, estava perto da Base e ainda não eram 15:00 horas. Passaram cerca de 40 minutos, que a mim me pareceram horas, e começo a ouvir o “santo” ruído de um Heli e em “stereo”; eram dois, mas um, eu nunca o vi. Levantei-me com muito custo e preparei os “flares” para me sinalizar.
A clareira onde me encontrava estava rodeada de árvores, e apenas num pequeno ângulo, é que tinha visão horizontal.
Como os Helis não tinham informação precisa da minha posição andaram ainda uns tempos à procura, e eu que só tinha dois “flares”, resolvi accionar um, quando ouvi um Heli mais perto.
Passado um tempo, que não consigo calcular, vi pela primeira vez um Heli; quando ele passou pela abertura das árvores, disparei o “flare” que me restava mesmo apontando ao Heli, pois era a maneira mais certa de não o atingir…Fui visto!
O piloto do Heli tenta uma aproximação já na clareira, mas o capim, com 2 metros, teima em não baixar com o vórtice do rotor principal.
Nesta altura, em que o piloto tenta baixar o máximo possível, eu noto que o rotor de cauda se aproxima perigosamente de uns troncos secos e grossos que emergiam do capim já “abatido”.
Entretanto, eu que já estava em pé novamente, mas com muita dificuldade, reparo que o Heli é um Heli-canhão.
E agora? O Heli-canhão descolou de Bissalanca, voou, no máximo meia hora, deve estar com muito peso e eu embora magro, vou provocar “overload”.
Ainda pensei que íamos lá ficar à espera de um Heli sem canhão.
Mais tarde, fiquei a saber que tinham descolado dois heli-canhão para me dar protecção e me localizar.
Como a zona era muito problemática, tomaram a decisão de me recuperar mesmo com o canhão.
Como o Heli não conseguia aterrar, aproximou-se de mim e fui içado à mão, ficando com o estribo de entrada entre as pernas e agarrado à estrutura vertical onde fecham as portas.
Descolámos, mas passado pouco tempo, começo a escorregar, prevendo que me ia estatelar no solo.
O mecânico, atirador do canhão, ao ver a “cena”, largou tudo e enquanto me agarrava pelo pescoço, ia gritando para o piloto aterrar o mais depressa possível, que eu estava a cair.
O piloto quase que fez um “quick stop” e eu aterrei primeiro do que o Heli; saltei para dentro dele, batendo com a cabeça não sei onde, e tombei desmaiado sobre a caixa das munições do canhão.
Chegamos a Bissalanca, e eu, já acordado, noto que alguém estava à minha espera com um copo numa bandeja.
Como sabiam que eu gostava, na altura, de me refrescar com água Perrier um dedo de whisky, tentei sair em pé da viatura que me transportou do Heli para o Grupo Operacional, armado em herói; claro está que se não me agarrassem rapidamente, lá ia mais outra queda.
Bebi o copo de um golo.Já na enfermaria da Base, começo a sentir a cabeça à roda e um enjoo terrível.
Pensei que me estava a acontecer alguma coisa pós-choque, mas não era mais do que a “doença” provocada pelo “refresco” que os malandros dos meus amigos adulteraram.
O “refresco” da Perrier com um dedo de whisky era afinal whisky com um dedo de Perrier.
Ainda hoje não sei quem foi o artista.
Fui para o Hospital Militar, regressei à enfermaria, e fui evacuado para a “Metrópole” no primeiro avião militar.
Regressei à Guiné nos primeiros dias de Fevereiro de 1974, e por coincidência (?), a primeira missão operacional teve lugar no mesmo local onde me tinha ejectado.
Ao fazer o passe de metralhadoras, o dedo parecia que não queria accionar o gatilho; respeitei esta hesitação do dedo e não premi o gatilho.
Na missão seguinte, tudo se normalizou, após uma consciente reflexão sobre a lei das probabilidades…
A minha ejecção já foi na segunda comissão.
Eu era um dos dois únicos pilotos que tinham sido nomeados para uma segunda comissão, em Fiat, para a Guiné; o outro foi o então Ten. Cor. Vasquez, como Comandante do Grupo Operacional.
Apenas alguns dias após o 25 de Abril, convivemos com os guerrilheiros que combatíamos em 1969 nas antiaéreas, onde eu fui protagonista e tendo feito parte das missões mais complicadas, que incluíram uma tentativa (gorada) de, com a acção dos pára-quedistas, os “apanharmos à mão”.
O ataque às antiaéreas na zona do Quitafine a Sudoeste de Bissau, perto do rio Cacine e a fronteira com a Guiné-Conakri, eram missões que tínhamos que fazer para que os guerrilheiros não nos conquistassem esse território, pois as forças terrestres já lá não tinham acesso….
Foram conversas interessantíssimas, e pelas quais vim a saber que eles para não serem afastados pelas bombas que rebentavam dentro do "caracol" (local onde eram colocadas as antiaéreas), eram atados às armas.
Normalmente usavam as ZPU-4 de 14,5mm ou as duplas de 12,7mm. Nessa época ainda não tinham chegado à Guiné os Grupos de mísseis.
No entanto, em 1972 (?) já havia conhecimento de que estavam a ser treinadas as equipas dos mísseis na URSS.
Eu vim a saber disso, porque sendo adjunto do Comandante de Grupo, na segunda comissão, ao arrumar uns arquivos, encontrei documentação de 1972 (?) com informação detalhada dos EUA sobre os mísseis Strela, bem como um completo estudo do seu envelope de acção.
Também referiam ter informações fidedignas que o aparecimento dos mísseis SAM-7 estaria para breve no Teatro de Operações da Guiné e só mais tarde em Moçambique. Na Guiné, nessa altura, já ninguém era apanhado de surpresa…
Mas mesmo assim, e como o outro elemento da parelha sobrevoava a zona em altitude, não viu a saída do míssil, eu fiquei convencido que se tinha aberto o painel das metralhadoras do lado esquerdo, pois na inspecção antes do voo notei que já apresentava alguma folga.Isto deu origem a uma consulta à Força Aérea Alemã, que informou que apenas tinham conhecimento de um caso desses, a baixa velocidade, e que isso foi fatal para o piloto.
A grande velocidade, o avião destruía-se em voo, não dando a mínima hipótese ao piloto.
Mesmo assim, devido a essa dúvida, foram inspeccionados todos os Fiat's e descobriu-se que a maior parte apresentava fadiga de material na fixação das metralhadoras. Isso obrigou à respectiva reparação em todos os aviões.
A causa dessa fadiga e de algumas fracturas terá que ficar confidencial… por enquanto! Mais tarde, e já após o 25 de Abril, chegou uma informação proveniente do PAIGC, de que o meu avião (5409) tinha sido abatido por um grupo residente nessa área, e que até encontraram o meu capacete.
As razões porque fui “abatido” dentro do "envelope" do míssil terão também que ficar pela confidencialidade…
No entanto, continuo convencido que não fui abatido pelo Strela, mas que tive uma violenta falha estrutural.
Mas como me pareceu que era mais conveniente, para os então “poderes constituídos”, tratar o acidente como “abate”, em vez de falha estrutural, eu fui-me calando…
Alberto Cruz

Voo 3487 ALMOÇO DE ANO NOVO DA TERTÚLIA.






Bom Dia Companheiros.
Têm sido muitos aqueles que nos procuram no sentido de saberem porque não realizamos o habitual almoço natalício.
Pois bem, face ao enorme afluxo de eventos do género nesta quadra, entendemos por bem não realizar o da Tertúlia, pois para além de numero de participantes provavelmente ser reduzido, retiraríamos assim participação de companheiros que gostariam de estar presente em outros que talvez achassem mais oportuna a sua presença.
Assim, e como foi sempre nosso lema, optamos por uma inovação, ou seja, a realização do almoço de Ano Novo.

Seguindo os princípios que sempre nos guiaram nos almoços dos nossos aniversários, escolhemos a Base Aérea nº5 em Monte Real, desde logo foi autorizado, para a realização desta Reunião Familiar.

Assim consideramos a data de 14 de Janeiro para nos juntar-mos, com o seguinte programa:

10.00H - Concentração junto á porta de armas da Base Aérea 5.
10:30H - Visita guiada á unidade
12:30H - Almoço Self-Service na Messe
14:00H - Visita e entrega de lembrança á Esq.201 “Falcões”
17:00H – Saída da Unidade

O Custo da refeição será de 12:50€
Agradecemos a confirmação da presença até ao dia 12 de Janeiro, através dos seguintes contactos:

João Carlos Silva 932564850
Mário Aguiar 919453007
Victor Barata 917567868


sábado, 24 de dezembro de 2016

Voo 3486 VAMOS FAZER O NATAL DO TOMÁZ MUITO FELIZ.

Geraldo António Ribeiro
Leitor do Blog

Exmo. Senhores
Cordiais Saudações
O motivo que me levou a contactar consigo é o seguinte: sou pai de um menino autista ( o Martinho) que tem como hobbie o colecionismo de pins, (emblemas de estudante, galhardetes postais e porta-chaves).
Para tentar ajudar o Martinho a enriquecer a sua colecção e para lhe proporcionar alguns momentos de alegria, agradecia o envio de alguns artigos alusivos à Associação da qual Vs. Exas.. são certamente uns dignos representantes
O meu sincero obrigado com votos de um Feliz Natal e um próspero Ano de 2017

Jorge Tomás
Urb. da Lameira
Bloco 2 – RC-Dto
3280-052 Castanheira de Pera


"O fascínio da pesquisa, da descoberta, é algo inerente ao ser humano e o colecionismo é um dos campos que proporciona as melhores oportunidades neste sentido."
Geraldo de Andrade Ribeiro Jr.


Voo 3485 BOAS FESTAS 15







João Sousa
Esp.OPC
Braga



Com um grande abraço, envio desejos de
João Sousa

VOO 3484 BOAS FESTAS 14





Aníbal Gomes
Esp.EABT
Coimbra




Caros amigos
Mais um Natal a chegar e mais um ano a ir embora. Chegou a hora de desejar a todos um Santo Natal e que a mensagem de fé e esperança desta quadra renove as nossas forças para continuar a "lutar" no ano novo que se anuncia, que espero nos traga novos sonhos e novas realizações pessoais e profissionais.
BOAS FESTAS PARA TODOS!

Voo 3483 BOAS FESTAS 13





Fernando Moutinho
Cap.Pil.Av.
Alhandra







Caros amigos, não posso deixar passar esta época para, muito sinceramente, desejar-vos

Bom Natal
Feliz Ano Novo



Um abraço fraterno do
F.Moutinho
https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif


https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

voo 3483 BOAS FESTAS 12




Rogério Nogueira
Esp.MMA
Angra do Heroísmo
Terceira
AÇORES





A todos vós e Família.
Cordialmente,

Rogério Nogueira

Voo 3482 BOAS FESTAS 11







João Carrilho
Esp.Melec.Inst.Av.
V.Franca de Xira



Votos de um Feliz Natal e um  próspero Ano Novo de 2017, com muita saúde e alegria 

Voo 3481 BOAS FESTAS 10

José Garção
Esp.Melec.Inst.Av.
Évora


Para todos os n/amigos desejamos um Natal Feliz e um prospero Ano Novo 2017

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Voo 3480 ESTÁ DE LUTO O BRUNHOSO.




José Teixeira
Esp.OPC
Trofa





Meu caro comandante, o teu blog tem um enormíssimo alcance ESPECIALISTA, para imensos assuntos  no que diz respeito a vida pós FORÇA AÉREA, ora interessantes, ora pouco agradáveis.
Aproveito para te contar que tenho uma boa relação com o transmontano BRUNHOSO meteorologista mais velho do que eu. Homem entretanto a explorar agro-alimentares, eu testemunha da sua amizade, ajudando entretanto no ano transacto na replantação de centenas de novas fruteiras(10 vezes mais a capacidade da minha propriedade).
Há dias falávamos que a sua esposa estava com problemas de saúde e com necessidades especiais em se manter de pé. Hoje, apontei o tlm para saber novidades e com tão pouca sorte, que ele estava a chegar do funeral da esposa.
Pelos vistos apontei mal a mira do tlm, fui acertar em cheio numa notícia que nada fazia prever.
A vida é madrasta, por vezes. Resta-me saber que o meu caro BRUNHOSO ficou contente, apesar de tudo, com o meu telefonema.
E como é habitual no blog, desejar que NOSSA SENHORA DO AR lhe dê paz no outro mundo.
José Teixeira


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

VOO 3479 BOAS FESTAS 9






João Henriques
Vancouver
Canadá



Acabou de partir de Vancouver Canada, um voo com destino a BA 12 Bissalanca, levando na bagagem, um saco grande cheio de abraços e o desejo de um FELIZ  NATAL E UM PROSPERO ANO NOVO para todo o pessoal desta Base assim como para toda a família, BOAS FESTA A TODOS.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Voo 3478 BOAS FESTAS 8





Giselda e Miguel Pessoa





Festas Felizes!  

sábado, 17 de dezembro de 2016

Voo 3477 BOAS FESTAS (7)







Luís Martins
Esp. M/Rádio
Ferreira do Alentejo







Desejo que todos tenham um ótimo Natal, cheio de alegrias, harmonia e
tudo que a nossa caixinha de sonhos ainda nos faz acreditar.
Que esse Ano Novo que se aproxima seja uma porta aberta para novos sonhos,
renovações de fé e muita paz para o nosso mundo.
Feliz Natal e um próspero Ano Novo de 2017 para todos vocês, caros amigos e
companheiros da ex-B.A. 12.

Voo 3476 BOAS FESTAS (6)





Manuel Pais
Esp.EABT
V.N.Gaia





NATAL  2016

Votos de um Natal feliz , com muita saúde e Paz , e que o Novo Ano nos permita VIVER A VIDA

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Voo 3475 BOAS FESTAS (6)


Núcleo de Coimbra da AEFA


Nesta quadra, de PAZ E AMOR, a Direcção do Núcleo de Coimbra da AEFA, deseja a todos os seus Associados, restantes Colegas e seus Familiares, um FELIZ NATAL

Voo 3474 BOAS FESTAS (5)






Victor Sotero
Sargº.Môr EABT
Lisboa


Ao Comando, à Linha da Frente e a todos os "Zés", os desejos de Boas Festas, Natal Feliz.
V. Sotero

Voo 3473 A REPUBLICA DE COIMBRA NA GUINÉ.





Jorge Mariano
Ten.EngºQuim.FA
Coimbra







Meu Caro Comandante
Hoje estava num daqueles momentos, muito comuns nos velhos, em que não estando acordado nem estando a dormir de todo, de repente começa a desenrolar-se na nossa mente um filme duma etapa da nossa vida. E desta vez, como em tantas ocorre, o filme passa-se na Guiné em 1971/72. Não sei se chamaria a este “filme”  “A Republica de Coimbra” na Guiné  e o seu Presidente era o Pavia o dono da casa a quem dávamos o nome acima.
Quem era o Pavia? Tanto quanto a memória me recorda, o Pavia, era um homem, julgo eu, com uma idade entre os 65 e os 70 anos, à data, agente ou representante exclusivo da Nestle para a Guiné. Tinha sido funcionário do Instituto Pasteur em Coimbra. Tanto quanto recordo, o Instituto Pasteur situava-se no inicio da rua Visconde da Luz, do lado direito quando se desce, para a Praça 8 de Maio. O Pavia era o que se podia chamar na gíria um coimbrinha. Só o conheci na Guiné, já não recordo pela mão de quem. O Pavia era um homem extraordinário amigo do seu amigo, com uma personalidade daquelas que enchem uma casa, um  bom contador de estorias, de anedotas, e “um doente de Coimbra” do seu espirito e das suas gentes. Tinha-se instalado na Guiné em Bissau já há uns anos, nunca falamos nisso, mas estimo que quando o conheci, já há uns 15 ou 20 anos. Era o representante da Nestle no território. O negocio dele consistia em comprar um contentor de leite em pó e farinhas lateas recebê-lo em Bissau e vendê-lo. Finda a venda do material do contentor o Pavia regressava a Lisboa. Não estava assim sempre em Bissau, mas passava lá umas temporadas de um ou dois meses depois regressava e isto duas ou três vezes por ano. Embora fosse casado deslocava-se sempre sozinho para a Guiné onde tinha uma casa ali para o lado direito da avenida que desce ou descia do Palacio do Governador até ao mar. O Pavia tinha muito boas relações com o pessoal da TAP por isso eles levavam-lhe encomendas que eram quase sempre especialidades da metrópole como comida confeccionada ou para confeccionar. Recordo uns grelos de nabo aferventados que lá comi, um coelho á caçadora etc. A casa dele era conhecida pela Republica de Coimbra na Guiné porque passava por lá muita gente de Coimbra.
O Pavia não gostava de jantar sozinho por isso a sua casa estava sempre cheia. Havia uma regra que o Pavia definia logo á chegada: “as patentes ficam penduradas á entrada da porta com os bivaques e as boinas, ali dentro todos se tratam por tu”. Era já um homem doente julgo que teria tido um enfarte.
Na sua casa cantava-se ou ouvia-se fado de Coimbra, contavam-se estorias convivia-se e matavam-se saudades embrulhadas em comidas e bebidas de Portugal. Era um amigo preocupado que criava uma rede das pessoas de Coimbra que estavam pela Guiné e que procurava interessar-se por todos.
Ouvi-o contar, que o Luis Gois quando esteve na Guiné, foi anterior ao período que lá estive, cantou, dizia ele, naquele páteo os melhores fados temperados, certamente, pela saudade e outras tristezas que nessa ocasião o afligiam.
Quando chegava o contentor a casa do Pavia tornava-se um supermercado com filas de mulheres no exterior para comprar as farinhas e os leites. O Pavia, por vezes dava brindes (pratos e copos) a quem comprasse certa quantidade dos produtos. Recordo, uma tarde, ter estado com o Coronel do Exercito (falha o nome) já falecido a ajudar o Pavia e a entregar os tais brindes.
Aconteceu, que nós furamos as regras, e começamos, a dar brindes ás jovens mães mais bonitas, em vez de usarmos o critério do Pavia e fomos “despedidos!?” e enviados para o pátio da casa celebrar facto com um bom Whisky bem fresquinho com gelo e água Perrier…
Quando ocorreu o ataque a Bissau com misseis  vindos do lado do Cumeré estava a jantar em casa do Pavia com o tal Cor do Exercito cujo nome não recordo.
Era já noite, estávamos ao ar livre no pátio nas traseiras da casa, quando ouvimos o silvo do míssil a passar por cima de nós e a cair com estrondo para o lado dos depósitos de combustíveis da Sacor. Os meus interlocutores incluindo o Coronel disseram são os Fiat’s. Respondi, não este som não é de avião e também não é normal  estes aviões voarem tão baixos sobre Bissau e de noite!. Entretanto passou outro míssil sobre nós e na mesma direcção. Parecia que estavam a corrigir as trajectorias . Abandonei a casa a correr passaram ainda mais um ou 2 misseis peguei no carro que tinha estacionado em frente e fui até ao café que havia numa praça  próxima, entrei no café e disse militares todos para os quarteis. O que se faz quando se esta em grande tensão. Não sei se alguém cumpriu a ordem Então peguei em dois paraquedistas que estavam lá e disse: - vocês vem comigo!
Assim foi, na mais alta velocidade que o velho Fiat 1100 dava dirigimo-nos para Bissalanca.
Chegados á porta de armas da BA12 estava lá tante gente que parecia um grande arraial malta perguntava: -  Há festa na cidade? Vimos fogo de artificio!
Respondi: - qual festa foram misseis!
Segui de imediato para a Sala de Comando na linha da frente.
Quem estava de serviço era um Sarg. Pil Av que já não recordo o nome e os telefones tocavam todos. O heli-canhão tinha levantado e perguntava: - para onde vou? Foi informado para ir alto e sobrevoar os quarteis em torno de Bissau. Penso que terá sido isso que se passou. Pouco depois chegou o Comandante Moura Pinto.
Voltando ao Pavia sei que morreu pouco depois de eu ter regressado da Guiné.
Era um homem extraordinário. Aqui fica a minha homenagem á sua memoria.

Jorge Mariano

TenEngQuimicoFA

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Voo 3472 FOTO DA FAMÍLIA DA 3ªSec.3ªEsqª da 3ª/66






Victor Sotero
Sarg.Môr EABT
Lisboa



É a fotografia da minha recruta. 3ª Secção,3ª Esqª da 3ª/66.
Eu sou o que se encontra (um pouco de fora) na segunda fila do lado direito.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Voo 3471 BOAS FESTAS (4)







Victor Barata
Esp.Melec./Inst./Av.
Vouzela




Companheiros,

Ao aproximar-se o Natal e o Novo Ano
quero desejar-vos muitas felicidades, Amor e Paz.
Que todos nós tenhamos a consciência que o rancor, o ódio,e outros sentimentos mesquinhos a nada nos levam,
apenas destroem a nossa alma.
Que tenhamos a Paz de Espírito para o discernimento
Desejo que o novo ano, seja um ano de muitas transformações e realizações para todos nós, não só no campo material, mas principalmente em nossa vida, em correto de que estamos fazendo aquilo que é justo e correto para nós e todos os que connosco compartilham o dia a dia.
Que tenhamos o prazer de ser útil a alguém. nosso "eu" interior.
Desejo que todos tenham o que for justo, belo, sereno e louvável ao olhos de Deus.
Que os anjos desçam do céu e iluminem o nosso sorriso para que ele se torne tão sincero quanto o sorriso de uma criança.
Por último, que  transmitiremos a paz e o amor a todos aqueles que se aproximarem de nós.
Santo  Natal e um Feliz Ano Novo.


Victor barata

Voo 3470 BOAS FESTAS (3)




Santos Oliveira
2º Sargº. Mil. Ranger
V.N.Gaia




Voo 3469 BOAS FESTAS (2)