quarta-feira, 14 de maio de 2008

DIFICIENTES DAS FORÇAS ARMADAS.


213-Luís Fraga
Coronel da Força Aérea(Aposentado)



Este texto e foto foram extraídos do Blog"Fio de Prumo",cujo editor é Luís Fraga.






Hoje realizou-se uma manifestação dos deficientes das Forças Armadas. Reclamam das condições a que estão sujeitos.
É inadmissível que num país europeu que manteve uma guerra durante treze anos em três frentes de combate, há trinta e quatro anos, ainda os deficientes das Forças Armadas tenham de fazer manifestações para conseguirem melhorar a sua condição.
Dito de outra maneira, para estes homens, Esta não é a ditosa pátria minha amada, porque honraram a Pátria e a Pátria não os contempla.
Foram homens que deram pedaços de si a Portugal e este não lhes paga como deve. E um Governo — seja ele qual for e muito pior se se disser socialista — que não faz a justiça de tudo empenhar para os recompensar não é digno de se sentar nas cadeiras do Poder. Não honra quem honrou Pátria.
O ministro da Defesa Nacional e o primeiro-ministro já deveriam ter-se debruçado sobre as reivindicações de homens que arrastam consigo há muitos anos os aleijões de guerra de modo a resolver todos os problemas que os atormentam. Não o fazendo não se mostram à altura dos cargos que ocupam.
E não se mostram merecedores do nosso respeito, porque não conseguem gerir a herança que receberam quando aceitaram ser os representantes de Portugal. Eles sabiam que havia deficientes de guerra; eles sabiam que há reformados das Forças Armadas que serviram no antigo Ultramar numa guerra que não desejaram, mas que não renegam; eles sabiam que à frente de todas as mordomias que têm ou permitem que outros Portugueses tenham deveria estar a protecção aos deficientes das Forças Armadas e aos reformados militares. É o mínimo de justiça que se pede!
Quem serviu numa guerra para a qual não contribuiu tem de ser ressarcido dos incómodos que ela lhe causou.
Se no nosso país houvesse verdadeira consciência dos sacrifícios pedidos a uma geração de jovens, os Portugueses, há já muito, estariam divididos em duas grandes categorias: os que foram mobilizados para a guerra colonial e os outros. Aos primeiros, atingida a idade de 65 anos — isto é, o tempo de vida segundo o qual se lhes reconhece o direito à reforma — o Estado tinha por obrigação pagar, pelo menos, 75% das despesas de farmácia relativas a todas as doenças de que possam sofrer. Deficientes ou não todos nós, os que por terras de África e da Índia andámos, somos veteranos de uma guerra; demos a nossa mocidade em climas e condições adversas. Mas uma tal medida ia deixar muito claro que entre os velhos políticos os há que nunca puseram os pés nas frentes de combate e que os novos políticos, aqueles que eram crianças, jovens ou nem mesmo nascidos em 1974 — mas que já se banqueteiam com lautos salários que a sua dedicação às causas partidárias lhes permitem — não são capazes de nutrir respeito por quem não regateou sofrer na carne e na mente os trabalhos de todos os incómodos de uma saída forçada para terras longínquas em condições adversas para cumprir, sem apoucar, um dever de cidadania que um Governo tão iníquo como aqueles de que fazem parte lhes impôs em nome de Portugal.
Não posso estar presente, amanhã, na manifestação dos meus camaradas veteranos deficientes. Obrigações maiores me impedem, mas espero que a eles e à sua causa se juntem os reformados das Forças Armadas e os antigos combatentes para mostrarem aos políticos governantes e aos que o não são, mas dão com o seu silêncio guarida ao oportunismo dos detentores do Poder, que fomos uma juventude sacrificada, afinal, para sermos uns velhos desonrados pelas suas irresponsáveis medidas.

Luís Alves de Fraga às 10:02

terça-feira, 13 de maio de 2008

APELO DE UM COMPANHEIRO.

212-Fabricio Marcelino
Ex-Esp.MMA
Guiné



Amigo barata.

Vi a página que acho interessante.
Eu fui Cabo Especialista de MMA na B.A5 e também estive na antiga AB2,posteriormente B.A 12.Fui no 7º destacamento da B.A 5 à Guiné,com os belos F-86F.Estava colocado na linha da frente do referido F-86F e estive de 01 de Novembro de 1962 a finais de Março de 1963.
Gostava de encontrar antigos colegas que tivessem estado comigo nessa altura.
Foi nosso comandante de missão o saudoso cap.pil.Av.José Almeida Brito e que mais tarde como Ten.Cor.Pilav. foi abatido também na Guiné.
Um abraço e, parabéns pela página.



Fabrício Marcelino

segunda-feira, 12 de maio de 2008

PARAQUEDISTAS ESTÃO DE LUTO.




211-Informação ao Blog.



Hoje ás 00h02, 11 de Maio de 2008, faleceu no HML, um dos “Boinas Verdes” mais condecorados da Guerra de África.

Pioneiro nos Páras, precursor, instrutor e excelente Combatente. Foi o fundador e Comandante do Centro de Instrução do Batalhão de Grupos Especiais Pára-Quedistas ( GEP), no Dondo em Moçambique. GE e GEP - Uma Força de Elite, formada pelo Coronel Pára-Quedista, Costa Campos, Comandante do Centro de Instrução de Grupos Especiais Pára-Quedistas, uma Unidade Militar que nunca aceitou a rendição a favor do inimigo, por manter até final o bom propósito para que fora treinada - o de respeitar o dever para com os valores daqueles que juraram defender, os Portugueses do Ultramar e de Portugal.-Aqui "Galeão" – chama. Há alguém no ar? Digam se me ouvem – escuto. Negativo, "Galeão", estais sós, entregai-vos. Resposta – NUNCA !!

Esta foi uma das últimas mensagens transmitidas pelo “espírito de grupo” da Unidade do Centro de Instrução de Grupos Especiais Pára-Quedistas, no Dondo em Moçambique no pós 25 de Abril.

Até hoje, dos 1.000 Pára-Quedistas que fizeram parte dos 12 Grupos da Força de Intervenção Rápida e dos cerca de 20.000 GE, não consta que alguém se tenha entregue ou rendido no final do conflito ás forças inimigas.

Para nós GEP, fica a imagem de um amigo, corajoso e de um verdadeiro Combatente por Portugal.

Não partirá do coração de quem fica.


Luís Fânzeres Martins – GEPPrés. Direcção da Associação de GE/GEP

GOOD-DAY LUXEMBURGO!


210-António Teixeira
Ex-2ºSargº Opcart
Por aqui continuo "exilado" neste país chamado Luxemburgo. Espero que não seja efectivamente por muito mais tempo, estou a precisar também da reforma.
Já recebi algum feedback de colegas a quem enviei o link do blogue e que estão também entusiasmados com a ideia de poderem vir a dar alguma contribuição. Vamos lá a ver se isso se vai realmente concretizar e assim contribuir para uma cada vez maior união dos "zés especiais".
Em relação à foto actual que me pedes, a mais actual que tenho é realmente essa em que apareço e que tu tiveste o profissionalismo de destacar. Eu não sou muito adepto de tirar fotos a mim próprio, gosto bastante de o fazer mas não a mim, contudo fica a promessa que um dia deste o farei.
Recebi, como associado da FAP o programa deste ano do almoço anual, e vai ser com uma enorme tristeza que provavelmente não vou poder este ano estar presente por razões de ordem familiar, apesar de me encontrar no Porto nessa data. Seria mais um reencontro com a "nossa" base onde tudo começou, ao fim de 39 anos. Caso, como tudo leva a crer não possa ir, vou ficar à espera que um dos encontros futuros se venha a realizar lá novamente. Um abraço para ti e todos os ex-colegas

A. Teixeira

O NIASSA.










209-Manuel Bastos
Ex-Fur.Mil Exército (DFA)



Se os soldados colonizadores eram tratados como escravos, como diabo seriam tratados os colonizados?



Desculpem se conto isto com sarcasmo, foi jeito que me ficou de quando era vital encobrir o medo.



A pouco e pouco os soldados foram saindo do porão. Como se o silêncio do barco os tivesse assustado, e surgiam nas aberturas do convés como zombies, que ao chegarem à luz do sol caíam fulminados. Ou então como vermes escuros, em novelos que se desenovelavam para se espalharem por todo o lado.
Com o seu aparecimento, parece ter ficado mais nítido o bafo intestinal que o Niassa exalava por aquelas cloacas abertas no convés, compondo um complexo bouquet em que se misturavam, num equilíbrio bem doseado, o aroma sulfídrico dos dejectos, o amoniacal da urina e o agridoce do vomitado; rematado com o fénico do peixe podre e o ranço da banha do rancho geral; tudo sobre uma base persististe do bolorento mofo ancestral dos porões. Era dessa atmosfera de compostagem que os soldados emergiam para o ar vibrante de luz e calor, sob um sol torrido.
Eu regresso ao interior do bar e os soldados regressam aos porões, como se tivessem posto o filme a andar para trás. Eu fujo para o conforto do bar. Os soldados fogem para o sufoco do porão; fogem de uma tortura para outra tortura.
Percebo agora o conselho cristão para oferecer a outra face; é seguramente para não nos estarem a bater sempre na mesma.
Ainda restam alguns soldados a esturricar ao sol. Estes não tiveram forças sequer para descansar a face dorida e oferecer a outra. A que missão urgente vamos nós acudir para que sejamos tratados como escravos? Será que foi por isso que o Niassa parou? Porque ficou indeciso, dado que os negreiros costumavam rumar em sentido contrário?
De repente as pessoas pararam e olharam para cima para ouvir melhor.
E de facto ouvíamos melhor.
Parece que nos tinham tirado um tampão dos ouvidos. Os motores do barco pararam, e o som que nos acompanhava desde Lisboa, de repente deixou um vazio um tanto alarmante. Depois olhámos uns para os outros e dissemos: "Os motores pararam".
Parece que dizer em voz alta aquilo que já toda a gente sabe é o suficiente para algumas pessoas se sentirem satisfeitas, dado que o jogo do King continuou numa mesa e as anedotas continuaram noutra, e até o pianista se debruçou de novo sobre o teclado, com o ar mortificado de quem cumpre a penitência de fazer sair música do piano vertical tocando nas teclas com chouriços.
Só os que não estavam a fazer nada no bar, como eu, acharam interessante vir fazer nada para a porta e olhar para o convés, onde, por qualquer razão que não consigo atinar agora, esperávamos encontrar uma explicação para aquele silêncio absurdo.
Aqui talvez seja útil informar que o navio transportava uma quantidade de militares que me é impossível referir, porque a densidade populacional a bordo era tão grande que só nos era possível ver um número reduzido de pessoas de cada vez; mas a julgar pelo número de pessoas do meu metro quadrado, o que era mesmo surpreendente, era que o barco flutuasse.
Útil também, é avisar a quem isso interessar, que um cidadão que se entrega aos desvelos de uma instituição militar de um país governado por uma minoria de tiranos sem escrúpulos, tem que estar preparado para não poder recorrer às leis que protegem os animais quando são transportados. Digo isto, porque estou certo que se a GNR multou um vizinho meu por transportar mais porcos do que a carga permitida para o seu camião, decerto não deixaria sair o Niassa do Cais de Alcântara.
Consciente da balbúrdia que seria encher o Niassa como se fosse um camião para porcos e ainda por cima fugir à GNR, quem programou aquele cruzeiro pelo Atlântico abaixo e depois pelo Índico acima dividiu tudo em camadas. A camada de cima, a dos oficiais; a camada do meio, a dos sargentos; e a camada de baixo, a dos soldados.
Curiosamente os elementos de cada camada podiam descer e deambular nas camadas inferiores, mas nunca subir; o que reflectia a tendência geral do país para o colapso, característica que ainda hoje cultivamos com mestria, e que parece indicar que o colapso não é um acidente temporal, mas sim um estado permanente.
Eu, o pianista mortificado e os displicentes jogadores de King; e mais um número estupidamente elevado de outras pessoas que não interessam agora para a história, acomodávamo-nos na camada do meio a que os tripulantes do navio chamavam "Classe Turística".
Nunca percebi se diziam isso com ironia ou com sadismo.
De entre estes, uns três ou quatro, estávamos agora como sempre, sem fazer nada; mas com a emocionante variante de estar a olhar para o convés à procura de uma resposta para a ausência do ruído dos motores do navio, contrariando a apatia geral, o que ainda assim não era uma grande demonstração de argúcia, dado que os motores se encontravam algures nos porões.
A pouco e pouco os soldados foram saindo do porão. Como se o silêncio do barco os tivesse assustado, e surgiam nas aberturas do convés como zombies, que ao chegarem à luz do sol caíam fulminados. Ou então como vermes escuros, em novelos que se desenovelavam para se espalharem por todo o lado.
Com o seu aparecimento, parece ter ficado mais nítido o bafo intestinal que o Niassa exalava por aquelas cloacas abertas no convés, compondo um complexo bouquet em que se misturavam, num equilíbrio bem doseado, o aroma sulfídrico dos dejectos, com o amoniacal da urina e o agridoce do vomitado; rematado com o fénico do peixe podre e o ranço da banha do rancho geral; tudo sobre uma base persististe do bolorento mofo ancestral dos porões. Era dessa atmosfera de compostagem que os soldados emergiam para o ar vibrante de luz e calor, sob um sol tórrido.O Sol era o local em que o céu se transformava em fogo atómico. Um fogo sem cor nem forma: o fogo na sua essência.
Para além do fogo do Sol e do barco, só havia azul. Um azul líquido. Ou antes, um azul sem matéria, sem substância. Algures, para lá de tudo o que era visível, o céu transformava-se em oceano sem deixar nunca de ser apenas azul, depois vinha desde essa lonjura invisível, passava por baixo do barco, e continuava para além do alcance do olhar, até se transformar em céu de novo.
O barco tinha parado numa bolha de azul com fogo por cima.












Paquete Niassa





Eu sei porque gasto tantas palavras para dizer isto: se eu dissesse apenas que estava um dia lindo far-me-ia entender, mas a verdade é que o dia estaria lindo se fosse um dia retratado numa foto ou mostrado num filme a cores e visto numa sala com ar condicionado, e garanto: nenhum de nós ali diria que estava um dia lindo.
E muito menos os da camada de baixo, porque é muito difícil tecer elogios à beleza natural quando temos apenas uma escolha de duas hipóteses possíveis: ou sufocar no porão pútrido do Niassa ou fritar os miolos no seu convés.Já o sargento que maltrata o piano vertical no bar da camada do meio não tem desculpa nenhuma para não distinguir a diferença entre a sublime criação de beleza e a torpe tortura psicológica, mas pelo menos fica provado que para uma coisa e para a outra se pode usar o mesmo instrumento.Eu regresso ao interior do bar e os soldados regressam aos porões, como se tivessem posto o filme a andar para trás. Eu fujo para o conforto do bar. Os soldados fogem para o sufoco do porão; fogem de uma tortura para outra tortura.
Percebo agora o conselho cristão para oferecer a outra face; é seguramente para não nos estarem a bater sempre na mesma.
Ainda restam alguns soldados a esturricar ao sol. Estes não tiveram forças sequer para descansar a face dorida e oferecer a outra. A que missão urgente vamos nós acudir para que sejamos tratados como escravos? Será que foi por isso que o Niassa parou? Porque ficou indeciso, dado que os negreiros costumavam rumar em sentido contrário?
Quando parti para esta viagem interroguei-me se não estaria a fazer a maior asneira da minha vida; pois quem me conhece sabe que sou perito em transformar a última asneira que faço na maior de todas, mas depois veio-me à ideia a imagem das caravelas a partirem para descobrir novos mundos e achei que era só cagaço. Sim, porque isto de um gajo como eu ir defender um império mete um bocado de medo.
E mais agora que o barco parou.
E ninguém nos diz nada.
Nunca ninguém nos diz nada, afinal. Nem sabemos ao certo para onde vamos e o que nos espera. Constatamos que o barco parou. Aceitamos isso como aceitamos o sol e a chuva. Continuamos a jogar king e a contar anedotas alegremente. E a ouvir um pianista que tem chouriços em vez de dedos, sem haver uma alma lúcida que lhe atire com uma cadeira.Mas a verdade é que o barco parou.
O ruído omnipresente dos motores era um dado adquirido que também aceitávamos passivamente. Mas parou.
Porquê?
Num país que manda soldados numa viagem que não cumpre os requisitos mínimos para transporte de porcos, e ainda por cima para defenderem um império ameaçado, a última coisa que se espera é que alguém pergunte "porquê".
A mais difícil das perguntas é a que fazemos quando nada sabemos, quando a ignorância é a lei e quando estamos num barco parado no meio de coisa nenhuma a caminho de uma guerra que oficialmente não existe. Como o primeiro passo de uma criança, inseguro e isolado, o primeiro de muitos outros. Como é impensável a primeira pergunta antes de ser feita! Duas sílabas apenas perante uma multidão de silêncios: por-quê?Mas se há quem acredite que corpos celestes tão distantes como Saturno e Neptuno podem influenciar o comportamento de uma pessoa, porque não hão-de um barco indeciso numa bolha de azul e um sargento que toca piano com chouriços influenciar esta minha alma sensível?
Porquê?

Que faço eu aqui?

Um Abraço
Manuel Bastos

VB. Obrigado Manuel pela riqueza da tua capacidade literária na descrição de factos por ti constatados e vividos ao tempo da guerra colonial.
Tudo isto só faz com que o NOSSO blog enriqueça toda a sua estrutura com que está a ser erguido.

Obrigado Companheiro.

CARLOS WILSOM,O ATIRADOR DO HELI CANHÃO.



208-Carlos Wilsom
Ex-Esp.MAE

Guiné 72/74
Organizador do 31ºEncontro de
Especialistas da FAP dia 31.05.08 na
Marinha Grande





Caro Amigo.
Victor Barata, antes de mais, o meu agradecimento pela tua paciência e dedicação.O teu trabalho na net, permite reencontros com antigos colegas, que já não se falavam há mais de 30 anos.Bem hajas!
No que toca à minha intervenção, passo a apresentar-me:
Sou Carlos Wilson, natural da Marinha Grande e estive na Guiné, Fev 72 - Mar 74, MAE, onde desempenhei funções, primeiro na linha da frente, depois no Heli Canhão e na parte final da comissão, outra vez na linha da frente.
Gostaria de enviar um abraço para todos, pedir-lhe que organizem as vossas vidas, para virem à minha terra, ao tradicional almoço de confraternização.
Há dias, visitei o blogue, e deparei-me com uma mensagem/ foto, do Coronel Pessoa.Aproveito para lhe enviar um abraço e sinceramente, gostaria de o ver, a ele e à sua esposa, no nosso almoço no próximo 31 de Maio. Esta semana já fiz vários contactos, para aumentar a participação, e é isso que peço a todos.
Aguardo pela vossa presença, no próximo dia 31 de Maio, na Marinha Grande, no restaurante "A Quinta do Zé".


VB: Tal como te respondi na altura em que me envias-te esta mensagem,para mim não precisas de apresentações,embora sejas mais "PIRA" (designação que os mais velhos davam aos mais novos...)não deixamos de manter uma sã e cordial amizade durante a nossa permanência na Guiné.Para aquelas que te perderam o rasto,acredito que é uma grande alegria tornar a recordar um GRANDE COMPANHEIRO como tu.

QUE MELHOR MENSAGEIRO PODÍAMOS TER?!...



207- Fernando C.Branco
Ex-1ºSarg.MMT
Moçambique


O Fernando no dia 21.04,enviou-nos esta mensagem que tinha recebido
do "
ZÉ" Adelino Brito:


Amigo Fernando
Boa saúde,para ti e teus Mais Queridos.
Recordar é muito bom , acima de tudo estamos cá para perpetuar esses momentos inesquecíveis, que por lá passámos.
Faz 39 anos a 25 de Abril, que tive o juramento de bandeira, nesse dia foram apresentados pela 1ª vez os SA-330 Puma, o tempo voa, por vezes só deparamos quando aparecem uns cabelos de outra cor.
A placa onde jurávamos bandeira chama-se praça Heróis do Ultramar.
Vão ser reactivados alguns SA 330, pois os Merlin tem grandes problemas de falta de acessórios e outros problemas.
Um abraço para ti do amigo
Adelino Brito




Obviamente que,através do mandatário da mensagem,formulamos de imediato o convite

ao Adelino Brito no sentido de integrar a nossa Tertúlia.Mas,como manda a "praxe",à regras,
e como tal no dia 22.o4,enviei o seguinte Email ao referido mandatário:


Olá meu Bom-Amigo,Fernando!
Sobre esta mensagem,gostava que solicitasses ao Adelino a sua identificação e fotos para que a Tertúlia saiba quem se dirige a ela,pois é esse o espírito da mesma.
Anda lá Fernando.

Saudações ESPECIAIS!




Victor Barata


No dia 03.05,ainda pela via primitiva recebi o seguinte Email:



Amigo Fernando.
Boa noite, efectivamente li o teu mail e terei muito gosto em encaminhar e dar resposta ao Victor, ainda não tive oportunidade de procurar duas fotos ou três desse tempo de grandes amizades e de também muitas alegrias que passámos juntos
Eu sempre prezei os meus Amigos, pois aqueles tempos em África,marcaram-nos quer queiramos ou não.
Recordo-me um dia ao desembarcar na BA 5 Monte Real, num daqueles dias de festa da Associação, um dos que assistiram à saída do autocarro,perguntou-me, olha lá tu não tinhas um Peugeot? Tinha e ainda o tenho,respondi,tu és o Brito do Serviço de Material, sim ,sim, dá cá um abraço porque tu eras um tipo muito fixe, e muito amigo.
Como era natural de lá e conhecia aquilo como a palma da minha mão,estava como peixe na água. Noutra festa desta vez em Sintra, onde tinha estado, antes de me oferecer para o Ultramar, encontrei mais uma série de pessoal do AB 8,e já no final do dia , perguntaram-me se queria ver o Pereira, lá o foram buscar e ele perguntou-me se não me lembrava dele , como estava fisicamente diferente, lógico não o reconheci, ele para me avivar a memória disse-me, olha eu fui contigo à tua quinta e fui ver os elefantes,disse-lhe já sei quem tu és. Um grande abraço e ofereceu-me, para eu ir passar férias, a sua casa de praia em Santa Cruz.
Por isso mesmo, estes momentos são para nós muito especiais, ou não fossemos nós ESPECIAIS.
Um dia destes há-des mandar-me o teu ñº de telefone ou do serviço ou o de casa, certo
Fernando, caso não leves a mal.
Quando passava lá em Bissalanca,no velho DC 6B da FAP,e enquanto o avião reabastecia eu sempre avançava, para quem conhece e se recordada velha gare que existia ao lado do arame farpado e de uma torre de vigia, que dava acesso à placa da BA 12, eu ia lá espreitar se encontrava alguns amigos de LM.
Estava lá um meu grande amigo e vizinho José Manuel Guia Maia MMA penso que de 66/67 e outro MMA ou M rádio que morava também ao pé de mim em Lço Marques e que tinha uma irmã que cantava ( bem) em diversos programas tanto no Rádio Clube de Moçambique, como em outros locais,Feiteira, não posso precisar o seu nome, os pais e a irmã moravam na Pinheiro Chagas com a João de Deus, por cima da pastelaria Suiça, eu fui lá a casa deles dar-lhe um abraço. Fernando se quiseres reenvia este mail para o Victor, mas não me esqueci e prometo mandar~lhe um especial para ele, pois estas amizades são par mantidas e aprofundadas
Mais um apertado abraço do Amigo
Adelino Brito


Pois muito bem,Companheiro,é sempre uma alegria quando aparece uma cara nova neste espaço,como tal,em nome da Tertúlia,damos-te as Boas-Vindas a esta NOSSA casa(atenção que ainda te falta a foto militar e actual para entrares no quadro dos Tertulianos,por isso despacha-te)que concerteza te irá proporcionar grandes momentos emocionais ao veres/falares com companheiros que já não contactas à tantos anos.Ficamos à espera.
Saudações ESPECIAIS.
Victor Barata

sábado, 10 de maio de 2008

31ºENCONTRO DE ESPECIALISTAS DA FAP.

206-31ºEncontro de Especialistas da FAP



Com o aproximar da data,vimos apresentar-vos mais uma vez o programa.
Anexamos também a lista dos inscritos.






Vem juntar-te a nós,a família quer ter-te junto outra vez.

A Comissão



RELEMBRAR NÃO É PECADO?!...

206-Fernando Castelo Branco
Ex.1ºSargº.MMT
Moçambique


O Fernando na companhia do Rogério,quando colocava a placa no cemitério de S.Sebastião,
Terceira-Açores,uma placa de Homenagem ao 1ºSargº.Melec Jaime (Picha D'Aço)







AMIGO Victor


Por muito que eu evite; Tu tens “culpa” destes nossos “desabafos”; que o Divino Espírito Santo, esteja sempre ao Teu lado...
O melhor titulo, seria relembrar ABRIL, mas muito sinceramente, só me posso lembrar de Uma Pessoa: o Senhor Capitão Salgueiro MAIA, na minha opinião, foi a Pessoa mais Honesta de Abril; estava eu em Lourenço Marques/Maputo; por coincidência, nesse dia fui promovido a Segundo Sargento Miliciano MMT; E a Homenagem seja prestada ao Senhor Tenente TMMA, que, na viagem de fim de dia de trabalho,”obrigou-me” a virar as platinas de furriel para Segundo Sargento, depois de eu lhe ter dito: Senhor Tenente, saiu n a Ordem de Serviço, mas eu amanhã é que me vou apresentar... não meu Amigo, agora; já é Segundo Sargento....Quem manda pode; mas era um Oficial de contar....

Um abraço AMIGO e muito temos para contar...Deus te proteja Victor...


Tu és o Maior.




Fernando Castelo Branco

35 ANOS DEPOIS!

205-Augusto Ferreira
Ex-2ºSargºMelec./Av./Inst.
Moçambique



35-ANOS DEPOIS!
Rogério e Augusto em Coimbra



Augusto,Rogério e a Esposa deste.



Caros companheiros, o nosso amigo Rogério Nogueira, que vive nos Açores, tinha programada há já algum tempo, uma visita ao continente.
Há já uns dez anos, que não vinha cá e as saudades eram muitas, da família que cá deixou e dos amigos. Pois ela concretizou-se no dia 8 de Maio passado.Este jovem, que estudou e viveu aqui na cidade de Coimbra, tendo até jogado futebol na nossa Académica, não resistiu sem parar aqui um pouco, na sua passagem para Gouveia, sua terra natal.Esta paragem, tinha como objectivo principal, o seu encontro comigo. Porquê?Porque em 1973, tínhamos estado os dois no AB7 –Tete, integrados como mecânicos, na Esquadra dos "MOSCARDOS" – ( Aviões de hélice ) e desde essa altura, ( há cerca de 35 anos ) nunca mais nos tínhamos encontrado.
O nosso primeiro contacto, foi através do nosso blog , há poucos meses atrás e que incrível que foi.
Com alguma ansiedade, aguardava a sua chegada a Coimbra. As coisas no aeroporto de Lisboa, atrasaram-se um pouco e chegou aqui já ao princípio da noite.
O encontro foi emocionado e o abraço foi bem forte, ao fim de todos estes anos.
Vinha acompanhado da sua mulher, bastante simpática que começou de imediato a fotografar-nos.Foi um encontro breve, pois a noite já estava a chegar e ainda tinham que percorrer uns kilómetros, até chegarem a Gouveia, aonde os esperava a família. Deu só para bebermos um cafézinho e despedímo-nos, com a promessa de encontro, com mais tempo, uns dias lá mais para a frente.
Deste nosso encontro seguem duas fotos.
Amigo Barata, foi isto que aconteceu neste dia, com este nosso companheiro, que tu tão bem conheces.

Um abraço para ti e toda a Tertúlia da Linha da Frente.
Até breve

Augusto Ferreira

A MINHA AUSÊNCIA.



204-Henrique Cerqueira
Ex-Fur.Mil. Exército
C.Caç 13 71/73
Guiné




Olá camarada Victor.


Antes de mais um obrigado pela tua preocupação,Graças a Deus e a mim claro, está estou porreirinho de saúde.Todos os dias leio o nosso Blog,assim como o da Tabanca Grande,no entanto não tenho escrito nada,nem para o blog "Especialistasdaba12"nem para o "Blogueforanadaevaotres".E agora amigo Victor tu perguntas :"E porquê???).- Eu respondo:-Não sei....Bom o que é certo é que eu irei mais à frente escrever alguma coisa,só que tem que ser bem divertido ,e para tal tenho andado a pensar que valerá a pena narrar algumas estórias relacionadas com as nossas bebedeiras não?
É que muitas das vezes essas famosas bebedeiras faziam com que se revelassem grandes "feitos e efeitos" na nossa personalidade de jovens arrancados da vida que deveria ser normal,não é???Por tal e por agora vou terminar enviando-te um grande abraço e uma vês mais grato pelo teu e-mail.
Há é verdade; estive em contacto telefónico e por e-mail com o nosso camarada Augusto e descobrimos que também temos em comum a nossa área de trabalho,visto que ele comercializa material eléctrico e eu aplico o mesmo.
Bom então uma vês mais um abração para toda a linha dos "especialistasdaba12"
Henrique Cerqueira
VB:Bom-Dia,Henrique.
Fiquei satisfeito de saber que andas bem e não te aconteceu.
Quanto às histórias das "bebedeiras",já cá deviam estar,não sei porque esperas. Sabes,nenhum de nós as tem e,como tal,as tuas dizem-nos como era,e está hem!...
Eu já sabia do contacto com o Augusto,já me tinha transmitido a alegria que foi.
Um grande abraço para ti.
Victor Barata.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

É DE REFLECTIR E...PENSAR!



203-António Teixeira
Ex-2ºSargºMil. Opcart


Actualmente a residir no Luxemburgo



Amigo Barata
Eu desloquei-me do Luxemburgo propositadamente para presente no almoço dos Opcart's, tinha partido do Porto para aqui há uma semana atrás e só fui aí passar uns 3 dias precisamente para não perder o convívio. Cheguei ao Porto no dia 4 e às 5 da manhã do dia seguinte já estava a pé para ir apanhar o "expresso" para poder estar a horas em Lisboa e ao fim da tarde regressei ao Porto. O outro colega, o Almeida veio de Londres, mas esse tem residência em Lisboa.
Para além do natural anseio de poder reencontrar os colegas com quem passei um ano na Ota, fui eu, juntamente com o outro colega o Matos que no ultimo almoço da AEFA em Monte Real tivemos a ideia de o realizar. Em Monte Real, encontrei-o também depois de 38 anos, e então pensamos em pôr mãos à obra e reunir o curso todo. Ele como está aí teve bastante mais trabalho mas mesmo aqui a 2000 km consegui contactar muita gente que nos levou depois a descobrir o paradeiro de todos eles. Foi assim que tudo nasceu.
Do curso tivemos conhecimento do falecimento de 2 colegas e um outro estava também impossibilitado de comparecer pois está internado há mais de 20 anos num hospital psiquiátrico, não conhece ninguém e parece que é um problema genético pois um irmão já teria falecido há uns anos com os mesmos problemas.
Como calculas não foi uma tarefa fácil , mas conseguimos e por isso me entristeceu um bocado saber que faltaram 5 , dois do norte e os restantes da zona de Lisboa, porque não tiveram a sensibilidade, e mesmo o respeito pelo trabalho sobretudo do Matos e acabaram por arranjar desculpas "esfarrapadas" para não comparecerem, um deles no próprio dia, umas horas antes. Realmente e felizmente não somos todos iguais e por isso cada um tem um comportamento único, mas chocou-me a ausência deles.
O mundo não pára e já estamos a preparar para o próximo ano um encontro dos 3 cursos OPCART's de 1969 pois vamos ter que comemorar os 40 anos. Acho que foi efectivamente uma boa herança que nos deixou a FAP, esta capacidade de união e companheirismo.
O único do nosso curso que esteve na Guiné provavelmente conhece-lo, foi o Valter Alves da Silva, conhecido pelo ultimo apelido , que é do Porto e foi um dos ausentes.
Tive o cuidado de enviar uma vez mais o link do teu blogue para todos os colegas com a sugestão de darem também o contributo possível, para que se mantenha efectivamente viva a chama.
Da minha parte sempre que tenha alguma coisa para contribuir fá-lo-ei, já que como te disse o blogue faz parte da minha leitura diária, assim como outros sites relacionados com a malta da FAP. Um abraço e uma vez mais obrigado pela tua iniciativa.
A. Teixeira


VB:Amigo Teixeira,quero desde já manifestar-te a minha total solidariedade para com a tua magnifica mensagem,é uma realidade o que expões em ralação à nossa "malta".
É verdade que nem todos podemos ter as mesmas apetências,é verdade que a vida actualmente,por variadíssimas razões,hoje em dia não nos permite participar ou colaborar em diversas actividades que gostaríamos de ver realizadas,mas não deixa de ser menos verdade que em tempos idos todos precisamos uns dos outros,procurava-mo-nos uns aos outros com bastante assiduidade,dividíamos bens,estávamos inseridos numa grande ESCOLA,a Força Aérea Portuguesa! Esta casa foi para muitos de nós um abrir de portas para a vida futura e hoje muitos regalam-se com uma qualidade de vida média,já não falo na alta e na baixa,fruto disso.
Respeito as opções de todos,menos uma,o DESPREZO!
Felizmente,Teixeira,também são muito poucos estes e,por muito que eles queiram afastar-se de nós,estamos sempre com eles!

Mágoa sinto para com os nossos ZÉS que gostavam e queriam estar junto a nós e não podem,uns...já partiram,outros com saúde deficitária e outros vitimas do País que temos.
Quanto ao tal Valter Alves da Silva,penso ser um companheiro que fez parte da Associação
de Especialistas da Força Aérea,será?

Saudações ESPECIAIS