sexta-feira, 30 de maio de 2008

O MEXIA ALVES TAMBÉM É...ESPECIAL FAP!



235-Joaquim Mexia Alves
Ex-Alf.Mil. (Exército) Guiné
Monte Real

Caro Victor Barata.
Acabei de ler no blogue uma mensagem do Jorge Félix, sobre o Honório.
Quanto à história que ele conta do Honório, tem sem dúvida nenhuma o cunho dele.
Conheci-o em Angola e bebi com ele muitos gin tónicos deitados nas "camas" da Barracuda, na Ilha de Luanda, ao sol.
Dizia ele que ia para ali bronzear-se!!!
Era um tipo fantástico, e passei com ele muitas noites de farra em Luanda.
Sei que regressou a Cabo Verde e perdi-lhe o rasto...

Abraço amigo do

Joaquim Mexia Alves

VB. Companheiro Mexia Alves,permite-me que te diga que se perdeu um Grande Piloto em beneficio de um...Grande Alferes do Exército! Realmente de tudo o que tenho apreciado de ti em relação à FAP,talvez pelo facto de seres de Monte Real e teres convivido muito na estrutura da Base Aérea nº 5,tens um carinho muito,muito especial por NÓS.
Mas,é reciproco,também nutrimos o mesmo por ti. Ainda à bem pouco tempo tive um Companheiro que me procurou como é que tu não enveredas-te pela nossa arma.
Ficas desde já "obrigado"a reportar-nos,mais ao pormenor,a tua vivência dentro da FAP.
Ah! Ainda vos tenho de confidenciar que este nosso ilustre companheiro de Tertúlia,é um exímio fadista,só não vos mostro um vídeo desses seus dotes demonstrados no último encontro da Tertúlia Tabanca Grande,a que me orgulho de pertencer também, porque não pedi ao Luís Graça. Eu sei perfeitamente,e estou autorizado a fazê-lo,que o Luís nada diria,mas tu também me tens que autorizar,pois quem é que tinha dinheiro para te pagar a indemnização dos direitos de autor,Joaquim?!...

RECORDAR TETE.







234-Arlindo Pereira
Ex-2ºSargº MMA Tete
Feijó-Almada





Amigo Victor Barata, antes de mais um abraço.



Têm sido feito várias intervenções acerca do falecido VITÓ, todas são poucas, para definir um camarada com o qual convivi durante bastante tempo até ao fatídico dia 29 Agosto 1974.
Tenho-me contido de tocar neste tema, pois foi um acidente que me marcou profundamente, conhecemo-nos na OTA, no curso de Sargentos e posteriormente fomos para BA4, onde alugámos uma casa a meias para fazermos alguns convívios com as moças da Terceira, esta amizade foi-se cimentando a qual se estendeu aos nossos progenitores e irmãos, entretanto chegou a hora de conhecermos TETE, o VITÓ foi primeiro que eu, mas lá nos encontramos e convivemos até aquele fatídico momento. Momentos antes do acidente, tinha estado com a equipe que padeceu, tendo-me ausentado no momento em que chegaram os Pilotos para fazerem os testes ao Heli, pois eu nessa altura fazia parte dos Corpos Gerentes do Clube de Sargentos e estávamos com obras as quais eu acompanhava, passados pouco mais de cinco minutos houvi um estrondo e apercebi-me que algo tinha acontecido, corri para lá e deparei-me com um cenário que é difícil de apagar da memória, os momentos que seguiram foram dramáticos para mim, mesmo depois de chegar ao Continente a 29 Novembro 1974, e dirigir-me à Parede a casa dos pais e confrontá-los com a realidade tornou-se mais penoso para mim. Sempre que visitava a casa dos pais, era um sofrimento para eles e para mim, o irmão Fernando ainda foi ao meu casamento, conheceram a minha primeira filha pois cheguei a passar fins semana na casa deles e descer a rua onde moravam e ir até à praia da Parede.
Por isso amigo Barata, quero agradecer a todos aqueles que têm evocado a memória do VITÓ, nomeadamente o nosso amigo Augusto Ferreira, que também conviveu de muito perto com ele. Por agora fico-me por aqui, um abraço para todos e saudações aeronáuticas.



Arlindo Pereira


Nota:


Victor podes acrescentar na minha ficha, que eu resido mo Feijó - Almada

quinta-feira, 29 de maio de 2008

RECORDAR É VIVER...

233-Victor Barata
Ex-Esp.Melec/Inst./Av. Guiné
Vouzela

Companheiros,ontem peguei no telefone e liguei ao nosso Zé Ribeiro(o Melec)para saber se vinha ao nosso encontro do próximo dia 31,na Marinha Grande. Não pode vir!
Apesar da sua justificação perfeitamente aceitável,fiquei bastante triste,pois não o vejo à 36 anos,embora tenhamos,por diversas vezes,falado ao telefone.


O Ribeiro foi um grande Companheiro com quem tive o prazer de conviver na Guiné,amigo do seu amigo,benfiquista "nato" e sempre bem disposto. Os piriquitos eram os seus grandes carrascos através dos famosos julgamentos logo que chegavam

Recordamos este Melec nas fotos que se seguem:






Foto 1 - O Ribeiro à esqª(repare-se no martelo que está em cima da mesa,o feitio)durante um julgamento,o Pato(que barbas!...),a seguir o Pita e de pé,óculos escuros,o Nunão.

Foto 2 Da esqª/dirª Cadete,Ribeiro,Victor Barata,Rosa e Graça.






Foto 3 Na sec. eléctª.esqª/dirª,Victor Barata,Rosa,Curado,Barros,Figueiredo(já falecido) Sabino,Victor Rodrigues,Nunão e Ribeiro.


quarta-feira, 28 de maio de 2008

CAMARADA JOSÉ RIBEIRO...




232-Jorge Félix
Ex-Alf.Mil.Pilav. Heli Guiné
Braga






Caro Victor:Agradeço que envies um grande abraço ao José Ribeiro, certamente meu camarada de "bolanhas" em Bissalanca.A sua tão delicada e educada maneira de aceitar a "observação" que lhe foi feita, mostra que é um verdadeiro "Especialista" e foi suficientemente competente para passados estes anos todos guardar a verticalidade que mostrou. Os meus parabéns Amigo José Ribeiro. Depois de lhe ter escrito recordei-me do Ten Balacó, também piloto de G91 em 68/69.
Porque conviveu com o Sargento Honório, vou lhe contar uma história que retrata o perfil do "Jagudi", nome de guerra do nosso amigo.
- Nos anos 90 o Honório era Comandante dos Transportes Aéreos de Cabo Verde. Um dia, uma avaria no trem obrigou-o a fazer uma aterragem mais atribulada, levando o avião para fora da pista, "partindo" um pouco a aeronave, mas conseguindo pará-la sem que algum passageiro tivesse qualquer problema, além do susto ,claro. Rapidamente os Bombeiros da pista se abeiraram dos acidentados e junto do Comandante Honório escutaram o seguinte pedido: "Um Gin tónico, urgentemente!"
Era desta fibra, amigo José Ribeiro, que os nossos amigos eram feitos.
O copo que o amigo segura na foto, com que se apresenta, que nunca seque por falta de generosa amizade que nos há-de manter "especiais" e como tal de superiores princípios.
Bem haja.
Jorge Félix
VB. Jorge e Zé Ribeiro,cada vez tenho mais orgulho de ter pertencido à FAP,são Companheiros como vocês que fizeram,e fazem,com que esta arma seja admirada e respeitada em qualquer canto do mundo.
O vosso dialogo é digno de ser analisado,a suavidade das vossas palavras,o significado delas junto dos factos descritos,leva-me a dizer que: Somos ESPECIAIS!
Obrigado Companheiros.

ATENÇÃO ZÉS,TUDO EM SENTIDO.CHEGOU O FABRICIO DE 1960!













231-Fabrício Marcelino
Ex-Esp.MMA 1960


Leiria



VB.Companheiros,permitam-me que antes de
publicar a mensagem do ZÉ mais "Velho"da nossa
Tertúlia,lhe de as Boas-Vindas à sua casa.
O Fabricio ingressou em 1960 na FAP tendo vivido
de perto,em 1962,no ex-AB2,depois BA 12 Bissalanca,com outro símbolo da nossa arma,o ex-Pilav António Lobato,sofrendo,como ele me diz,o
duro golpe de o ver sair da Base para não voltar.
Tinha sido abatido e feito prisioneiro.Vejam como
o Fabricio descreve o "Lobo",como era conhecido:



"Eu tive o prazer de conviver com o Pilav Lobo, pois foi feito prisioneiro quando eu me encontrava ao serviço no (ex-A.B.2), posteriormente B.A.12.O meu contacto com ele, não foi muito intenso, dado que ele era dos T-6 e, eu do destacamento 52 dos F-86 e, tínhamos locais separados para o nosso serviço do dia a dia, mas muitas vezes convivemos nas escalas de serviço à Base e não só.Era como militar e como homem um amigo que merecia o nosso respeito,porque ele próprio era muito respeitador.Custou-nos muito a todos nessa altura o seu azar. Nunca mais o vi e folgo em saber que ele ainda é vivo, a quem desejo muita saúde."



Amigo Barata, dado que ainda não tinha dito, sou de 1960 ex-Esp.M.M.A. último curso tirado na B.A1-Sintra.Como prometi , eis-me a enviar as minhas fotos. Assim, envio duas fotos fardado, sendo uma de meio corpo tirada com a farda da metrópole e, outra de corpo inteiro tirada na Guiné, com a farda do Ultramar.Envio igualmente uma actual e, por último, envio uma do grupo da minha missão à Guiné,( a 7ª da B.A.5), com todos os 'aviadores' da mesma.







Chamo a atenção para um grande piloto que se encontra nesta foto ao centro de óculos escuros!Refiro-me ao Ten.Cor.José Fernando Almeida Brito. Este HOMEM foi o comandante da nossa missão (capitão à data) e, consta na lista do teu blogue como um dos falecidos em combate na Guiné.
Não merecia tal morte,pois como deves saber o seu corpo só foi encontrado mais de uma dezena de anos após ser abatido e, foi reconhecido apenas pela aliança! Privei com ele no dia a dia durante 2 anos e meio, na linha da frente,tanto na B.A.5 como na B.A.12, onde constituíamos uma autêntica família.
É-me difícil ainda hoje, falar dele, tal é a saudade de tamanha personalidade.Sabemos que não podemos agradar a todos,mas estou certo que, quem o conheceu e privou com ele, é da minha opinião.Um homem recto,íntegro,respeitador e amigo de todos os seus colegas,independentemente do posto.
Terei o prazer de contar algumas histórias noutra altura, mas hoje não quero deixar de dar a conhecer esta.
Um belo sábado, na Guiné,com um calor abrasador, ele mandou reunir todo o pessoal da missão,sentados no chão, debaixo duma árvore de grande porte, que estava situada às 16 horas em relação à base.A sua preocupação e motivo da reunião, foi saber se algum dos seus homens tinha algum problema que ele pudesse ajudar a resolver. Depois aplicou a sua psicologia necessária naquela época para levantar a moral dos seus homens. Após ter conseguido o seu objectivo,'levantar a moral',perguntou quem ainda não tinha carta de condução.Perante um número razoável de colegas sem carta, disse: todos os que não têm carta devem meter o requerimento, para que todos levem esse documento bastante necessário para as vossa vidas no futuro.
Assim aconteceu e, todos trouxemos carta de condução,lista branca. Eu fui um deles!
Só um GRANDE SENHOR podia actuar desta forma.
Sentidamente peço,Paz à sua Alma.

Fabrício Marcelino






ORDEM DE SERVIÇO Nº 151 DE 28.6.1973 TETE.

229-Augusto Ferreira
Ex-2ºSarg.Mil. Melec Tete
Coimbra



Ordem de Serviço de TETE



Amigo Barata,



Voltei hoje de novo à linha da frente, na sequência das últimas mensagens, que tens transcrito para o nosso blog, sobre o grande amigo Arlindo "Piriscas", por uma razão simples, é que tinha aqui guardada, no meu baú de recordações, uma preciosidade.Nada mais nada menos, que a OS nº 151 do AB7 de 28 Junho de 1973- pág 761.




E porque é que aguardei ? Simplesmente, porque nela vinha publicada, a atribuição da minha Medalha de Cobre, de Comportamento Exemplar.
Mas não a estou a enviar por isso, é que nesta lista, além de outros companheiros, também está, o nosso saudoso companheiro Vitó, ( Vítor Matos ) de que falámos nas mensagens atrás e que faleceu num acidente, em frente ao hangar da Esq,703 –VAMPIROS, quando efectuava testes, a um Allouett III que saía de manutenção. Pelos vistos, também esteve na Ota, durante alguns meses, com o nosso companheiro Castelo Branco e que só nos falou bem dele. Era realmente um rapaz alegre e divertido, mas quis o destino, que a sua vida terminasse por lá. A nós cabe-nos o dever, de o manter vivo na nossa memória. Que esteja em bom lugar.
Amigo Victor Barata aqui segue em anexo a respectiva Ordem de Serviço.
Um grande abraço para ti e para todos os Grandes Zés Especiais desta Linha da Frente.
Até breve


Augusto Ferreira

segunda-feira, 26 de maio de 2008

GUINÉ,FAP E NÃO SÓ...














228-Manuel Lema Santos
1ºTen.Reserva Naval Guiné

Belas




Meu Caro Victor Barata,

Poderia passar por menos educado, não fora a minha ignorância da publicação que fizeste do meu texto do Cumbijã e de que, apenas por mero acaso, me dei conta.
Confesso que já podia e devia ter contigo comunicado há dias atrás mas, a necessidade que tenho tido de tentar alongar o tempo disponível diariamente, com insucesso total acrescente-se, tem-me feito protelar a comunicação.
Trata-se de agradecer a inclusão do texto no teu blogue numa sintonia de camaradagem que me lembra os excessivamente reduzidos contactos havidos com a FAP, mesmo na Guiné, em oposição à excelente imagem que dessa Instituição guardo.
E tenho motivos justificados para essa grata recordação.
Começa porque fui despachado para a Guiné num DC 6, quadrimotor da FAP, em 31 de Maio de 1966, aeronave de transporte de páraquedistas ou carga, suponho, já que dispunha de bancos em lona estendidos em fiadas ao longo da fuselagem. Era assim ou estou a delirar, ainda apanhado pelo clima?
Expliquem-me os especialistas...
Pelo caminho, em jeito de treino complementar, como quem nos sujeita a testes de sangue frio, um dos motores do lado esquerdo, ameaçou incendiar-se algumas vezes, sendo classificado como "avaria técnica", tendo feito escala no Sal. Umas longas 9:45 horas depois pisávamos o solo em Bissau.


Foto. LFG Orion na qual Lema Santos foi o seu imediato,a navegar no Cacheu

Embora tendo havido missões abortadas por diversos motivos, não me recordo de alguma vez, com a LFG Orion, a FAP se ter ausentado na hora do apoio, facto constatado ao longo dos meus dois anos de comissão.Em todos os momentos em que foram necessários, do Cacheu ao Cacine, com outras unidades navais, fuzileiros, páraquedistas ou exército, o necessário apoio aéreo esteve sempre presente e foram muitas as missões. Cantanhez e Cumbijã, Ilha de Como e Cobade, uns toques de Olossato no Cacheu, onde não se deve esquecer o Tancroal com o Porto Batu sem esquecer outros locais, viraram imagem de marca registada para quem por lá andou, a pé, a navegar ou a voar!
Dormir descansado é que era difícil!Recordo especialmente o pesadelo de filme a que chamávamos "Os Canhões de Navarone" que do início de 1965 a 1972, data do último episódio que tenho registado, passou em múltiplas sessões na entrada da barra do rio Cacine, margem esquerda, com canhão anti-carro 57 mm. Naquela ponta da Ilha de Canefaque, zonas de Cassumba, Cassebeche e Cassantene, as LFG's eram especialmente brindadas com mensagens de boas vindas que nos obrigavam a navegar em ocultação de luzes, à noite, e com as máquinas praticamente no mínimo para evitar o ruído por eles detectado. Visavam-nos a distâncias superiores a uma dezena de quilómetros e as nossa anti-aéreas de 40 mm, eram pura e simplesmente inúteis, já que os projécteis deflagravam no ar, por gravidade, ao iniciarem a trajectória descendente.
Connosco a fazer de chamariz, sós ou acompanhados por irmãs gémeas, com desembarques de fuzileiros, páraquedistas e até com obus do exército montados numa LDG, a Força Aérea também lá foi várias vezes com Fiats G-91.
Suponho até que um deles até foi atingido de nariz numa picada que fez para o objectivo em Cassumba. Dispunham de Guryunov quádruplas anti-aéreas e também não se encolhiam demasiado!
Se houver alguém habilitado a fornecer esclarecimentos adicionais todos agradeceremos por certo.
O dispositivo de que fazia parte um abrigo anti-aéreo foi destruído mas supôs-se voltar a renascer das cinzas. Aliás, esteve sempre em causa a estratégica ambição do PAIGC de fechar a barra do Cacine à nossa navegação. Nunca foi bem sucedido.
Tenho no meu espírito registados alguns outros acontecimentos, igualmente gratificantes, fruto do meu relacionamento com a Instituição FAP mas deixarei para conversa mais alargada, em ocasião própria mas também com mais inspiração.

Um abraço de Amizade para todos,



Manuel Lema Santos
1ºTEN Reserva Naval, 1965/72
Guiné, 1966/68
LFG "Orion"


VB.Lema Santos,antes de mais congratulo-me com esta tua, sempre desejada, mensagem
que tanto tardava a chegar.As tuas narrativas descrevem-nos os factos com uma funcionalidade tão viva que,por vezes,dá-nos a sensação que estamos no próprio local.
Quanto ao DC 6,...era mesmo assim,mas...muito seguro,tinha mais três motores!
A missão da Força Aérea,muitas vezes incompreendida por muitos,foi sempre cumprida e muitas vezes em situações muitos arriscadas.Quando se fala da falta de evacuações nocturnas,eu digo que ainda se fizeram algumas.Recordo,como exemplo,eu próprio com o piloto,fazer uma a S.Domingos de Ingóre,cerca das 22:00h,em que a iluminação da pista era feita através de bidons de 200l ,nos dois lados da pista de terra batida,por archotes incendiados tipo fogueiras. O vento obrigou-nos a fazer a final, para alinhar à pista, por território que não era "nosso". Enfim,temos que saber entender o desespero de quem estava ferido no terreno e que precisava de um hospital para aliviar a sofrimento por que estava a passar.
Já lá vai,é bom que ainda cá estejamos para contar estes episódios.

Espero que a tua ausência não seja tão longa coma esta última.

ANTÓNIO LOBATO.



227-Fabricio Marcelino
Ex-MMA - Guiné
Leiria





Caro colega Barata.

Obrigado pelas tuas palavras enviadas por E-mail a 5 do corrente mês.Não te envio hoje as fotos solicitadas, mas brevemente o faço. Hoje apenas te quero dizer que visitei o blogue dos Especialistas da B.A.12 e li a mensagem do Arnaldo Sousa a pedir-te para divulgares o livro "Liberdade e Evasão" do GRANDE pilav Lobo, (2º sargento à época).Dizes na resposta ao mesmo que não tiveste o prazer de o conhecer. Eu tive esse prazer, pois foi feito prisioneiro quando eu me encontrava ao serviço no (ex-A.B.2), posteriormente B.A.12.O meu contacto com ele, não foi muito intenso, dado que ele era dos T-6 e, eu do destacamento 52 dos F-86 e, tínhamos locais separados para o nosso serviço do dia a dia, mas muitas vezes convivemos nas escalas de serviço à Base e não só.Era como militar e como homem um amigo que merecia o nosso respeito,porque ele próprio era muito respeitador.Custou-nos muito a todos nessa altura o seu azar. Nunca mais o vi e folgo em saber que ele ainda é vivo, a quem desejo muita saúde.Dado que não sei se te conheço, pergunto, costumas ir aos encontros da A.E.F.A? Se sim a que núcleo pertences? Eu pertenço a Leiria,como deves saber. No próximo dia 07 de Junho vou à Ota ao almoço e talvez nos possamos ver se lá fores.


Um abraço
Marcelino
VB.Olá Fabricio.é invejável esse teu privilégio de conheceres,e teres contactado,o Lobato,pois como tu dizes,o seu respeito pelo próximo e a sua comunicabilidade ao tempo em que esteve contigo na BA 12,continuam ainda hoje a marcar uma das grandes virtudes deste nosso Companheiro,HUMILDADE!
Mas,vou ter o prazer e alegria de poder conhece-lo e conviver com ele no próximo dia 31 na Marinha Grande,por altura do 31º Encontro da malta da BA 12,pois formulei-lhe o respectivo convite ao qual acedeu.
Quanto ao Encontro Nacional,fui o ano passado à BA 5 Leiria e vou este ano à Ota,irei no autocarro de Coimbra,é o meu Núcleo,será fácil de ma encontrares através deste veiculo.
Até lá fico à espera das fotos.

domingo, 25 de maio de 2008

QUE BONITO !


226-José Ribeiro
Ex-Esp.Opcart Guiné
Lisboa













BA12
Amigo, Victor Barata.
Depois de lida a mensagem do amigo, Jorge Félix, julgo de me pronunciar sobre o conteúdo da mesma. Assim, para efeito vou anexar um texto.











“Quanto ao que o ex - camarada de armas, piloto de helicópteros, Jorge Félix, tenho que agradecer as correcções feitas pelo ele ao texto por mim elaborado e publicitado por ti.
É um facto que muitas das realidades que nós assistimos enquanto militares em África – porque não muito marcantes – são às vezes um pouco modificados pelo tempo passado da ocorrência e o de hoje. Chama-se a isso lapsos de memória.
De qualquer forma, tendo em atenção a correcção bem feita pelo ex – camarada de armas, Jorge Félix, em dois aspectos referidos por mim, há que considerar o seguinte:
- No que se refere ao falecido Sargento, Honório, falava-se na Base que era o piloto do General Spínola – afinal não era, como referiu o amigo Jorge.
- Em relação aos Fiat`s G91, quando cheguei à Base pouco ou nada os vi operar. Ainda possuo uma foto da primeira (julgo) aterragem de um F91 na ex. BA12. Os T6 eram os mais operacionais, daquilo que me apercebi. Progressivamente estes aviões deixaram de operar. Não me lembro se quando me vim embora algum ainda operava;
O falecido sargento piloto, Honório, era um artista. Quando vinha de Nova Lamego, em regra, aterrava com o motor da DO27 desligado. Segundo constou na altura, foi algumas vezes chamado à atenção pelo facto.
Lembro-me do capitão piloto, Monteiro?, segundo ouvi dizer já falecido em Portugal em desastre aéreo. Foi atingido várias vezes em ataques aéreos. Uma vez fui ver o Fiat G91, estava todo furado por balas, sendo que conseguiu trazê-lo até à Base e aterrar em segurança.
Também me lembro do capitão piloto, Rodrigues e o cabo espec. MAE, não me lembro do nome, mortos no desastre em Bafatá, contra uma antena de rádio, senão estou em erro, não havendo na altura qualquer hipóteses de os salvar (morreram queimados).
José Luís Monteiro Ribeiro, OPC 3ª/66


VB: O Zé Ribeiro enviou-nos uma mensagem relatando uns episódios que,dizia,ter constatado durante a sua permanência na BA 12.
O Jorge Félix ao ler essas notícias,entendeu que...não tinha sido bem assim,e de imediato nos enviou a sua leitura dos acontecimentos à época.
Hoje o Zé Ribeiro enviou-nos a mensagem em cima publicada. Que bonito este diálogo escrito entre dois verdadeiros COMPANHEIROS da FAP! Mais uma vez ficou evidenciado aquele grande sentido de amizade e compreensão Piloto/Especialista.


Bem Haja.

OS METRALHADAS

225-Carlos Nóbrega
Ex-Esp.Marme Guiné
Estarreja


Amigo Victor:
Aqui te envio estas três fotos e gostaria que os elementos que a compõem se apresentassem neste Blog,pois passados todos estes anos,e nesta fase das nossas vidas,seria muito saudável para todos.
Espero que este meu apelo seja bem sucedido,fico à espera.
Até lá,recebam um abraço

Carlos Nóbrega


Foto 1 Curso Armamento


Foto 2 "Os Metralhas" na Base Aérea 12,Bissalanca,Guiné 70/72




Foto Três "Metralhas" na BA 12,Bissalanca,Guiné 70/72.
Da Esq./Dirª Manuel Lourenço,Luís Lima e Eu,(Carlos Nóbrega)




VB. Amigo Nóbrega,este teu apelo vem integrar-se num dos objectivos principais deste nosso espaço.Foi realmente a pensar onde estão, e como estão, aqueles nossos Companheiros que compartilharam parte da nossa juventude,durante alguns anos,por vezes em situações em que uma simples palavra ou atitude,servia para o enfrentar a adversidade de uma Guerra.

sábado, 24 de maio de 2008

ARLINDO PEREIRA "PIRISCAS"

224-Arlindo Pereira
Ex-2ºSargº MMA 3ª/69




Em cima;João Oliveira e Aníbal Ribeiro.Em Baixo,Eu,Vitó e Severino


Antes de mais um abraço para toda a família da LINHA da FRENTE .
Seguidamente um agradecimento ás palavras proferidas por um " Especialista Especial " o Augusto Ferreira .
A criação deste BLOG é o seguimento de uma formação que foi ministrada na OTA a muitos jovens adolescentes os quais se transformaram em grandes homens .
Para se ser Especialista , também foi necessário criar mística , requisito que o Victor Barata adquiriu e que o tornou num Especialista Muito Especial , a sua tenacidade tem feito com que muitos de nós , que por diversas razões perdemos o contacto uns dos outros ao longo de muitos anos , possamos agora reactivar esses laços e recordar uma parte muito importante das nossas vidas , digo isto porque desde que conheci este BLOG , percorri todas as suas páginas com sofreguidão na procura de noticias de companheiros com os quais convivi ao serviço da FAP . Amigo Barata , tenho alguma dificuldade em cumprir todos os requisitos que são necessários para integrar a "Linha da Frente" , pois conforme disse o nosso amigo Augusto Ferreira , o ( PDI ) já não ajuda muito , no entanto espero fazê-lo em próximas intervenções .
Um grande abraço para toda a Tertúlia da Linha da Frente .

Arlindo Pereira ( Piriscas ) .

O AR QUENTE DA GUINÉ.


223-Jorge Félix
Ex-Alf.Pilav Helis
Braga
Caro Victor:



Depois de tanto silêncio, escrevo-te pela terceira vez.
Desta feita é por causa de um poste do amigo e camarada José Luis Ribeiro Monteiro que esteve em Bissalanca na mesma altura que eu, Outubro de 68 a Julho de 70. (O post é de 28 de Setembro 2007).
Falam -se de assuntos que eu vivi também e outros de que não estou de acordo. Talvez por já terem passados muitos anos alguns factos são "adulterados" sem outra intensão que não seja falar duma vivência que parece que aconteceu.
Ora vamos lá aos casos pontuais.
1- Quando o José Monteiro chegou a Bissau já por lá voavam os Fiats. Já tinham abatido um (Ten Coronel Costa Gomes) poucos meses antes. Voavam nessa altura o Cap Vasquez, o Cap Nico o Ten Cruz, em Fiats.
2- Outra confusão que está a fazer é com o Sarg Honório, excelente piloto na época a voar sómente Do 27.
O Honório nunca voou helicópteros como piloto, e se fizer um esforço de memória lembrará que o Honório passava muitas épocas no destacamento de Nova Lamego, com as DO 27. Quem está ainda vivo e pode dizer quem era o Piloto do "Spinola", se é que havia um piloto, é o Sr General Almeida Bruno. Ele deve ter uma memória disso. Pela minha parte não quero ter o epíteto de piloto de ..., mas o certo é que voei muitas e inesquecíveis "manobras" com os dois Senhores referidos, Capitão Almeida Bruno e Brigadeiro Spinola.
Victor, "posta" o que melhor entenderes, como fizeste com a minha "estória" do "Borrachão", e dá esta memória ao camarada.
José Monteiro a quem envio um forte abraço. Escutamos as mesmas mornas e bebemos da mesma chuva.


Um abraço

Jorge Félix