sábado, 14 de junho de 2008

F 86 - SABRE.


258-Augusto Ferreira

Melec Av/Inst 3ª/69 Tete
Coimbra




Amigo Barata,

a mensagem nº245 de 9 de Junho, do nosso amigo Hugo Carmona, trouxe-me de novo à linha da frente, não porque tivesse alguma da informação solicitada pelo Hugo, que lamento, mas porque me trouxe á memória o tempo em que passei pela BA5 de Monte Real, na altura em que ainda operavam os F86, ao serviço da NATO.E como ele admira estes aviões, lembrei-me de te enviar para o blog ( que ele visita ), uma foto da placa de aviões, daquele ano de 1972 comigo ao meio, com os Fiats G91 do lado esquerdo e os célebres F86 Sabre, do lado direito.



Foto comigo, mais o Aurélio Cruz e outro companheiro de me não lembro do nome, junto a um destes aviões, que faziam parte do nosso trabalho de manutenção.










Durante a nossa permanência na BA5, tirámos o MTU do Fiat G91, que provocou a minha mobilização para Moçambique –Tete, aonde fui substituir o 1º Sarg. Melec Barata, de quem nunca mais tive notícias.
Curiosamente quando lá cheguei, acabei por integrar a Esq. 701 "MOSCARDOS" dos aviões convencionais, sem nunca ter passado pela 702 "ESCORPIÕES".
Vou abandonar a linha da frente, que já são horas, para dar entrada ao próximo Zé.
Um grande abraço para ti e todos os Zés Especiais desta Linha da Frente, que cada vez mantêm esta chama mais viva.


Até breve

Augusto Ferreira




O MAIS NOVO TERTULIANO.

257-Sousa Silva
Ex-Esp.MMA BA 4,BA6
Sobreda



Olá Victor Barata,

Vou então tentar cumprir o primeiro requisito e passar ao tratamento por TU. Obrigado por me permitires partilhar deste espaço.


O local é o mesmo 29 anos depois, embora o calçado seja mais leve e o bigode tenha ficado após uma aposta na 1ª missão com os FIAT à BA4



Envio fotografia militar com os meus companheiros do 1º Pelotão 2ª Esquadrilha da 2ª de 1979, a tal da praxe nas escadas do grupo de pessoal (eu estou na 1ª fila e sou o 4º a contar da esquerda, ao lado do 2º Sargento Margaça)



Saí da FAP em 1982 e entrei na IBM onde estive durante 14 anos e que foi outra grande escola, profissional e humana ou não se desse o caso de que muitos dos elementos do departamento técnico (nessa altura) terem sido também Especialistas. Este ano tentei motivar alguns para marcarem presença no encontro anual, mas, não fui bem sucedido. Falei por exemplo com o meu instrutor quando entrei na IBM, actualmente reformado e que entrou na FAP em 1957. No encontro da AEFA vou encontrando o Reis que vem do Porto e também é de 1957 ou 58. Depois da IBM, onde desempenhei funções de técnico, primeiro de HW nas máquinas de escrever (há que começar pelo princípio), passando pelo início dos computadores pessoais e depois de SW nos grandes sistemas, entrei para a CA onde me encontro actualmente há 12 anos. A CA é também uma multinacional americana da área das tecnologias de informação, mas apenas em SW, onde tenho desempenhado as funções de gestor de projectos nos últimos 10 anos, umas vezes acumulando com a gestão do departamento de serviços profissionais da CA Portugal, dependendo da organização em cada ano, com maior presença da organização espanhola ou menos (umas vezes ibéria outras nem tanto).Embora seja lisboeta e aí tenha vivido até casar, actualmente vivo na margem Sul do Tejo (posso assegurar que de "deserto" não tem nada). Como anteriormente referi, este meu interesse e prazer na leitura do blogue não vem do facto de ter passado pelos mesmos locais e acontecimentos que estão na sua génese, mas apenas pela admiração por quem o fez. Por exemplo de me lembrar bem de pensar, enquanto bastante jovem, que um dia seria a minha vez quando fui esperar o meu primo Víctor Condeço (BART 1913 e membro da tertúlia Luís Graça & Camaradas da Guiné) ao cais de Alcântara no seu regresso da Guiné. Adicionalmente, tenho por vezes a oportunidade de ouvir algumas passagens de missões a bordo de lanchas da Marinha pelos rios da Guiné, por um tio da minha esposa que aí cumpriu o serviço militar e que, apesar de já estar reformado, parece que finalmente lá consegue ir falando do tema.
Até breve.
Um abraço,
João Carlos Silva
VB: Bom Dia,João.
Não tens nada que agradecer a tua entrada na Tertúlia,pois como membro da grande família FAP , uma das "obrigações"que temos como homens,é integrar este espaço onde se pretende congregar todos aqueles que souberam e sabem honrar as ASAS que ostentamos no nosso fardamento.
Agora que foste "largado"esperamos que faças muitas horas de voo neste espaço aéreo

sexta-feira, 13 de junho de 2008

RECORDAR AB 7 TETE.

256-Luís Santos
Enfermeiro FAP Tete
Cacém




AB7 - È Recordar a saudade muito sentida de todos os camaradas que por ali passaram, e fizeram do AB7 a base mais operacional a Norte de Moçambique onde chegavam militares em transito, para Cabo Delgado Lago Niassa, Nacala, etc.era também ponto de chegada de voos civis da DETA.



Recordar os momentos bons que tínhamos nas horas de lazer, tínhamos um agrupamento musical os Skimasters, mais tarde o Quarteto+1, cujos seus elementos, se compunham: Alberto Eiras, César Avilez, Quedas, e havia mais 2 elementos que não me recordo. Recordo-os com muita saudade, do fado que nos ajudavam a passar o tempo, a piscina para nos refrescarmos, o bar de especialistas, onde confraternizávamos, e petiscávamos, enfim era uma grande família.
Recordar, o monte do Carraço, que ficava em linha recta da Base a cerca de 1km, no enfiamento da pista, onde íamos comer um bom frango á cafrial, e beber umas lLaurentinas, ou Manicas bem frescas, que ajudavam a matar as saudades das nossas famílias e namoradas que por cá ficavam, á espera que um dia regressássemos sãos e salvos de qualquer percalço.
Recordar, a a travessia do Zambeze, feita por pequenos barcos, e batelões para transporte de viaturas que nos transportavam do Matundo para a outra Margem que era a cidade de TETE. uma vez que na época não havia a ponte, só em 1972, é que se começou a construir.
Recordar a Cidade de TETE, muito pequena, e com um aspecto seco, devido á rigidez do seu clima, com amplitudes térmicas, na ordem dos 44 graus, e noites, também muito quentes, mas sempre dava para irmos ao cinema, comer uns petiscos etc.
Recordar momentos difíceis em 1971 e 1972, dos camaradas que perderam a vida ao serviço da pátria, nessa altura 10 baixas, uma mina anti-carro, perto do rádio farol, e aeronaves que caíram, e uma abatida em combate, em que morreu o Furriel Pil AV. Mesquita, estava a voar em parelha com o Salbany, que é actualmente Comandante da TAP.
Valeu a pena ter passado por aquelas paragens, onde fiz muitas amizades e amigos, que agora estão dispersos no tempo e espaço.


AB 7 - Tete em 1972 para que todos que por lá passaram recordem.



AB 7 Tete em 2009



Junto te envio uma imagem recente do que é o AB7, na realidade, é triste, que assim aconteça. Ao menos poderiam preservar, o que ficou de instalações, e aproveita-las, para o que melhor lhes conviesse, ou até, ficando, como, edifícios históricos, do que foi a passagem dos Portugueses, por as suas terras, uma vez, que as infraestruturas, que ficaram, eram boas.
Assim os naturais daquele pais, não quis, é uma perda para eles e para a sua história recente.
Um abraço,
Luís Santos

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O PILOTO GIL.




255-Arnaldo Sousa
Ex-Esp.MMA Guiné
Lisboa








«FUI FEITO PRISIONEIRO NA GUERRA DO BIAFRA»
Piloto de combate em Angola, Gil Pinto de Sousa estava convencido de ser o melhor aviador do mundo quando a Força Aérea o desmobilizou. Sedento de aventuras, apanhou boleia num avião de mercenários com ligações a Bob Denard e acabou por ir dar ao Biafra. Esteve lá em duas ocasiões diferentes – e à segunda foi obrigado a ejectar-se em território inimigo. Ficou preso cinco anos em Lagos. A guerra na Nigéria, primeiro grande conflito civil pós-independências africanas, fez dois milhões de mortos entre 1967 e 1970.
Nome: Gil Pinto de Sousa. Idade: 62 anos. Naturalidade: Peso da Régua. Profissão: piloto-aviador.
Gil Pinto de Sousa aos comandos do último avião em que se especializou, antes da aposentação: um Dornier da SATA (foto: Rodrigo Bento) Gil Pinto de Sousa não pode esquecer aquela madrugada de 2 de Novembro de 1969. Mesmo que o quisesse. O seu T-6, o avião que conhecia por dentro e por fora desde que se fizera piloto da Força Aérea e rumara a Angola para defender uma vaga ideia de «império», simplesmente desistiu. Perante condições atmosféricas extremas, deixou-o com um motor, uma bússola magnética – e mais nada. E, então, Pinto de Sousa teve de ejectar-se. «Nem foi bem uma ejecção. Basicamente, subi para o assento, de pára-quedas às costas, e deixei-me cair pelo vão entre a asa e o leme», conta. Resultado: passou cinco anos preso em Lagos. Foi o único prisioneiro estrangeiro da Guerra do Biafra, o primeiro grande conflito africano pós-colonial, com dois milhões de mortos em menos de três anos. Nascido em Peso da Régua, filho de mãe angolana, Gil Pinto de Sousa recebeu, como tantos outros da sua geração, o Ultramar como destino. Combatente por combatente, tornou-se piloto-aviador, seguindo o exemplo dos ídolos de infância, Pierre Clostermann e Antoine de Saint Exupéry. Mobilizado para Angola, julgava-se o melhor piloto do mundo quando o contrato com a Força Aérea cessou. «Tinham-nos dito que éramos uns tipos excepcionais e, de repente, víamo-nos apeados. E alguns de nós foram à procura de acção noutros lados», conta. É assim que se proporciona a sua primeira estada no Biafra. A viagem é feita à boleia de um Skymaster ligado a Bob Denard, mercenário francês, e inclui uma largada de munições sobre as forças rebeldes do Congo, cercadas em Bukavu, e uma perseguição feita por T-28 congoleses. Chegado a Enugu, então ainda na posse das forças secessionistas da Nigéria Oriental, Pinto de Sousa confronta-se primeiro com dificuldades logísticas. «Não havia aviões para mim. Eu era especialista em T-6, mais nada», recorda. Mas o próprio conflito biafrense vem a revelar-se um universo estranho.
«Dois exércitos mal armados, com roupas civis, viajando em carros particulares... Uma guerra de brincar, mas que fazia centenas de milhar de mortos», recorda.
Os aviões eram aparelhos recuperados a outros conflitos: bombardeiros B-25 do tempo da II Guerra Mundial ou Fokker Friendship, de transporte, armados com engenhos explosivos instalados em extintores vazios, depois empurrados à mão pelas portas dos aviões. «Mais tarde, o exército federalista haveria de ter vários MIG 15 e 21, bem como bombardeiros Il’yushin. Naquela altura, contudo, era assim dos dois lados», explica. Um dos Fokker veio a rebentar no ar, e então Gil Pinto de Sousa teve sorte. «Convidaram-me a ir bombardear Lagos como co-piloto. Mas havia todas as noites uma festa no apartamento de um de nós e, naquela noite, era no meu. Não fui», recorda. Pinto de Sousa volta então a Portugal, três meses depois, para concorrer a piloto da TAP. Recusado por suposta «psicose de guerra», vai primeiro trabalhar como piloto de mondas químicas no Alentejo. Está já na Guiné-Bissau, como comandante dos Transportes Aéreos da Guiné Portuguesa, quando o chamam de Lisboa. «Disseram-me: “Temos em Tires uns T-6 abatidos da Guerra da Argélia para mandar para o Biafra. Alinhas?” E eu alinhei.» E então começa a sua segunda aventura africana – aquela que não pode nunca esquecer. Ao todo, eram cinco os pilotos destinados ao Biafra: Artur Alves Pereira, José Peralta, Armando Cró, José Manuel Pignatelli e ele próprio. A posição de Portugal quanto ao conflito na Nigéria era uma extensão da delicada política de equilíbrios gerida por Salazar desde a II Guerra Mundial: Lisboa estava tacitamente ao lado do Biafra, a quem fornecia bens alimentares em troca de sal e petróleo, mas vendia armamento a Lagos, em especial espingardas Mauser. Estes homens, porém, não agiam em nome de Portugal – agiam em nome próprio e no da sua sede de aventuras. Cró desiste antes de partir para Abidjan, a base aliada onde os T-6 deviam fazer escala, e Peralta não chega a deixar a Costa do Marfim. Pignatelli, Alves Pereira e Pinto de Sousa, pelo contrário, partem para o Biafra a 1 de Novembro de 1969, em direcção a Uli-Ihala, no centro da faixa de 100X50 km a que as forças de Lagos já haviam reduzido o território rebelde. Só os dois primeiros, contudo, levariam a viagem até ao fim. «Eu fui o último a arrancar – e perdi-me. Não tinha instrumentos e não consegui encontrar a pista. Ainda fiz alguns quadrados de reconhecimento, mas nada», conta. É então que, sem combustível, abandona o avião. «Nunca tinha saltado na vida e sabia que podia cair em território inimigo. Senti muito medo», conta. À procura da orla da mata, preocupado em ir ao avião «destruir alguns documentos importantes», é descoberto por uma mulher que começa aos gritos.
«Vieram os aldeões e eu disse-lhes que era um piloto brasileiro que ia para Libreville. Mas não tive hipóteses. Prenderam-me.»
Preso em Lagos, Pinto de Sousa passou cinco anos quase sem contactos com o exterior. Garante que não foi maltratado na prisão, mas prefere nem falar nos interrogatórios. «O pior era não saber de nada. Estar cinco anos sem ser julgado, a ver as listas de amnistiados e sem nunca encontrar o meu nome… Foi duro.» Escrever à família era um equívoco. «Davam-me aerogramas e eu escrevia em inglês, para eles verem que não estava a divulgar informações. Mas os meus pais só receberam a primeira carta um ano e meio depois. Sabiam que tinha caído – mais nada.» Da parte do Estado português, apenas o general Diogo Neto e o embaixador Borges Coutinho, sediado em Londres, auscultaram as autoridades de Lagos para a sua libertação. E o regresso a Lisboa apenas aconteceria depois do 25 de Abril, na sequência de uma intervenção de Mário Soares numa conferência para a independência da Guiné-Bissau, realizada em Argel. O Biafra, chefiado pelo coronel Chukwemeka Ojukwo, viria a claudicar perante as forças do general Yakubu Gowen em Janeiro de 1970, sendo reintegrado na República da Nigéria. Os últimos meses da guerra concentraram as atenções do planeta: com dois milhões de mortos já contabilizados, as igrejas cristãs dispersas pela Nigéria Oriental haveriam de coordenar uma ponte aérea em direcção a São Tomé, onde mulheres e crianças desembarcando de aviões apinhados viriam a despertar a solicitude dos fotógrafos de todo o Mundo. «Se tivesse aterrado em Uli, ia ganhar 500 dólares por mês. Mas nunca fui um mercenário», garante Pinto de Sousa. E nem o facto de ter primeiro combatido ao lado do imperialismo português, e logo a seguir junto às forças anti-imperialistas do Biafra, o faz reconsiderar.
«Quando fui para Angola, ia defender a Pátria. Era o que me haviam dito. Já quando fui para o Biafra, sabia que se tratava de uma guerra em defesa dos ibos, a minoria católica, alvo das mais variadas injustiças por parte dos maometanos do Norte. Não teria nunca combatido pelo outro lado. Portanto, não fui um mercenário.»
Gil Pinto de Sousa junto ao T-6 com que combateu em Angola e, mais tarde, na Guerra do Biafra, em defesa dos ibos (foto: D. R.)
SAUDADES DE FUMAR
Gil Pinto de Sousa sabe que teria feito uma carreira mais bem-sucedida na aviação se não tivesse voltado a África, para uma segunda experiência no Biafra. «As oportunidades passam…», suspira. Mesmo assim, não se arrepende. «Se fosse agora, não o fazia. Mas, arrepender, não me arrependo… Tinha a meu favor a juventude e, embora os resultados sejam melhores quando há mais experiência, é preciso fazer na vida algumas das coisas que a juventude impõe.» Reformado da SATA, depois das mais variadas experiências na aviação comercial e privada, incluindo transportes na construção civil e na distribuição de bens alimentares em Portugal ou no estrangeiro, Pinto de Sousa entrega-se hoje a uma rotina tranquila, feita de passeios a pé por Leça da Palmeira, onde vive, e de visitas ao Estádio do Dragão, no Porto, para ver os jogos de futebol. «Tenho sobretudo saudades do tabaco», diz. «Fumava quatro maços por dia e, quando me foi diagnosticada doença obstrutiva crónica, tive de parar. Isto foi há dez anos. E o cigarro era um companheiro extraordinário…» (Correio da Manhã, 26 de Fevereiro de 2006)




OBRIGADO FORÇA AÉREA PORTUGUESA.


254-Fernando Castelo Branco
Ex-1ºSar.Mil. MMT Tete
Praia da Vitória - Açores
BASE DA OTA
Desde 26 de Março de 1940
Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA)
32º Encontro da Associação de Especialistas da Força Aérea
07 DE JUNHO DE 2008


Quero aproveitar a oportunidade de ao fim de 28 anos regressar á “Base Mãe” para um convívio de ESPECIALISTAS. Esta “Mãe” que nos acolheu e da qual me despedi para iniciar uma nova etapa numa linda Terra chamada Açores, aqueles que me acolheram e abraçaram como um filho.
Para mim foi sem sombra de dúvida a Mãe que colocou no Mundo uma “Vida”, pois por estes lados, conheci aquela que viria a ser a Mãe dos meus filhos, Esposa, Amiga e Companheira desta Jornada que é a Vida!
Quero agradecer a todos os que me incentivaram a estar presente neste evento que tanto me tem animado os Dias, o Pensamento e a Alma.
Ao Amigo que redescobri no Victor, o grande impulsionador, que através de um “Blog” mobiliza e tem a capacidade de recordar e reavivar histórias e amizades dispersas pelas Circunstâncias das Vidas.
Quero agradecer á BA4 e ao Comando da Zona Aérea dos Açores, na pessoa do Coronel Candeias pela disponibilidade e prontidão com que foi providenciado o meu transporte em avião militar, e a cedência de todas as insígnias para distribuir pela Classe.
Desde que aterrei em Lisboa no passado dia 3, tenho vivido momentos que jamais esquecerei, partilhado conversas que nunca sairão do meu pensamento, revivido histórias que nunca serão Passado por fazerem parte do meu Presente e recordado amigos e camaradas que aqui reencontrei!
O meu muito Obrigado!
Ficarei para todo o sempre grato a todos os que contribuíram para que estes dias se Perpetuem no meu Pensamento.

Fernando Borges Castelo Branco
07 de Junho de 2008
2º Recruta /1969
VB.Esta foi a mensagem que este nosso Companheiro nos trouxe, expressamente da Ilha Terceira-Açores, para ser lida no 32ºEncontro da AEFA,local de confraternização do colectivo ESPECIALISTA.

Bem-Hajas,Fernando!

32º Encontro de Especialista (Base Aérea Nº2 - Ota), Jun/2008










253-José Ribeiro
Ex-Esp.OPC Bissalanca - Guiné
Lisboa





Amigo Victor,



Depois de ter feito uma busca no BLOG BA12, constatei que não tinha sido publicitada nenhuma fotografia da actuação dos "Asas de Portugal" no encontro anual de ex-especialista da Força Aérea, realizado na Base Aérea nº 2, Ota, Junho/2008.






Por tal facto, te envio esta foto de um dos Alfa-Jecta que compõe a Esquadra 103 "Os Caracóis" sendo que, pensei, devido à situação meteorológica, que não conseguia nenhuma. Se assim o entenderes publicita-as no sítio do costume.
Aproveito, também, para felicitar os organizadores do evento (muito bom) e a disponibilidade demonstrada pela Entidade Pública - Força Aérea - BA2 - permitindo uma óptima logística, em todos os aspectos possíveis, para eventos desta natureza.
Quanto ao evento propriamente dito e ao convívio, nada há a dizer pela negativa, isto é, na minha simples análise foi dos melhores, não esquecendo outros, também com boa organização e logística.
É um facto que a média etária dos participantes devia ter rondado os 55/58 anos, logo diminuitiva para um "repasto" em pé. Eu, apesar de possuir mais de 60 anos de idade, prefiro que seja assim, somente porque, quando as pessoas se sentam, devido à idade, tem tendência para adormecer, logo não chegam a conviver com ninguém. Convivem apenas com aqueles que estão na mesma mesa. Agora, não sou contra uma parte sentada - para os mais idosos e, (...) - e outra para aqueles que gostam de estar de pé.
Quanto a outras coisas não me vou pronunciar (gosto de conviver com todos), porque bastou a "guerrilha" em África que muitos prejuízos causou à juventude da altura.
Até logo amigo.


José Luís Ribeiro




VB: Conheci este Companheiro à cerca de um ano,mas desde logo o identifiquei como um "jovem"de ideias próprias,amigo do amigo e com muito sentido de ...frontalidade. Não me enganei na análise ao seu equilíbrio humano,o Zé é um verdadeiro ZÉ.
Muitos,nós,humanos temos reacções emitidas pelo nosso ego que nem sempre são bem recebidas por outros.É normal. O que realmente não considero normal é falta de diálogo que motive o entendimento de pessoas que passaram horas como,alimentação dificiente,condições de sobrevivência sub-humanas,transportados carregando mortos,feridos,sujar-se com sangue sem medo de contaminações(repare-se hoje,um pingo de sangue,ninguém toca sem luvas!)por uma simples discordância!
Não quero nem tenho o direito,a minha formação è cientifica e não letras,de julgar ninguém.O que quero, como ser humano,homem de paz e,fundamentalmente, um homem devotado à
causa da FAMÍLIA FAP,é que impere o bom senso e que se discuta,frente a frente, em locais próprios,com consciência e tranquilidade,no fundo é esse o lema desta GRANDE FAMÍLIA!





O "PIRIQUITO" DA TERTÚLIA,2ª/79!!!

252-Sousa Silva
Ex-Esp.MMA BA6




Portas de armas da Base Aérea nº2 no dia do 32º encontro de Especialistas da Força Aérea





Caro Victor Barata,

No dia 7 de Junho durante o enconto anual da AEFA na nossa BA2, onde entrei há 29 anos (6 de Junho de 1979), tive o prazer de o conhecer pessoalmente, assim como a Augusto Ferreira, naqueles caminhos tantas vezes percorridos e que nos levavam desde as camaratas até às aulas e de regresso.
Isto porque sou um leitor assíduo do blogue e gostaria de lhe dar os meus parabéns pelo excelente ponto de encontro que permite a partilha de vivências e de dados importantes que por um lado fazem parte da história recente de Portugal e por outro reflecte de forma inequívoca um espírito de camaradagem que às vezes parece ir escasseando no dia-a-dia.
Este meu interesse e prazer na leitura do blogue não vem do facto de ter passado pelos mesmos locais e acontecimentos que estão na sua génese, mas apenas pela admiração por quem o fez e pelo facto de também ter estado na nossa Força Aérea.
Para mim foi um dia excepcional ao visitar todos aqueles espaços que fizeram parte duma fase importante da vida, assim como o convívio com toda a família Especialista.
Acabei por não me dirigir ao Fernando Castelo Branco, por hesitação ou falta de iniciativa ou de oportunidade, que transmitiu umas bonitas palavras na cerimónia inicial e cujas mensagens também aprecio pela sua franqueza e generosidade. No entanto, teremos outras oportunidades se Deus quiser.
Passo a apresentar-me, sou o João Carlos Silva da 2ª de 1979, com a especialidade de MMA. Fui colocado na BA6 onde trabalhei na esquadra 301 em FIAT G91, quase sempre na linha da frente. No verão de 1980 fui integrado na 1ª missão à BA4 quando aí foi iniciado o destacamento dos FIAT e que deu origem à formação da esquadra 303 Tigres, tendo posteriormente regressado à BA6, onde estive até sair em 1982.
Pelo ano da minha incorporação, o Víctor perceberá que não passei pelos acontecimentos importantes da nossa história recente que me poderiam permitir enriquecer o seu blogue, no entanto não queria deixar de lhe transmitir o meu gosto pelo mesmo.
Como sei que tem na página alguns emblemas de esquadras, envio alguns da 301 que creio não serem muito conhecidos e pode achar interessantes.




Também reparei que as fotografias da recruta nas escadas do grupo de pessoal eram uma praxe e assim se mantinha em 1979.
O meu obrigado por proporcionar este magnífico espaço que continuarei a visitar.

Um abraço,

João Carlos Silva



VB:Companheiro Silva,antes de mais,e em nome da Tertúlia,dou-te as Boas-Vindas esta tua "nova" casa,pois verifico que teu espírito é de Zé Especial.
De seguida quero agradecer a generosidade das tuas palavras para comigo,mas com toda honestidade te digo que não faço nada que
a família FAP não mereça.
O facto de não teres vivido o período da Guerra Colonial ,e ainda bem,não quer dizer que não possas exteriorizar as tuas vivências através de episódios que passas-te como Zé.Ficamos à espera delas.
Por último e como já te fins sentir através do Email que te mandei,é obrigatório o tratamento por TU.



terça-feira, 10 de junho de 2008

SER ESPECIALISTA.







251-Jorge Mendes
Ex.Esp.Abast. (Beira)

Coimbra




Caro Amigo:
Há acontecimentos que não jogam com o Espírito do Especialista.
Sou frontal e não jogo em bastidores. Tomo a liberdade de te enviar o que mandei para o Pista Livre.
Faz o que entenderes com as palavras deste leal servidor da Forca Aérea.
Um abraço ,

Jorge Mendes


Companheiros,

Foi com enorme satisfação e direi mesmo felicidade, que estive no encontro nacional da AEFA no passado dia 07 na nossa SEMPRE BA2. Muito sinceramente foi dos encontros que mais gostei. Tudo correu muito bem. A organização esteve exemplar. Parabéns a todos os organizadores e participantes que estiveram com o verdadeiro Espírito Especialista. No entanto existem sempre excepções e desta vez coube a uma edição de uma Publicação BATE ESTRADAS que pelos vistos esta a denotar alguns problemas em bater estradas....... Permitam-me emitir alguns comentários;
-Este jornal é da responsabilidade do Grupo NANAMUE(Nacala,Nampula, Mueda)mas parece que o caminho que esta a levar já para Nacala,Nampula, Mueda & Outros.
O que isto de Outros.?
Não existira já algum problema de sobrevivência ? Parece bem que sim.
Há que ter calma e não entrar por caminhos menos claros.
Quando há problemas de afirmação tem que se puxar pela inteligência e não seguir caminhos que apenas aceleram os problemas já existentes.
O que e isso da AEFA estar dependente da FAP?(está escrito no Bate Estradas).
Óbviamente sendo uma Associação de Especialistas da Forca Aérea, terá que ter uma forte ligação com a mesma FAP, sobe pena de não ter razão de existência.
O Sr.Luís Henrique(autor do artigo)diz que a AEFA e uma Associação de Servidores da Forca Aérea. Sr.Luís Henrique, fui durante 6 anos um verdadeiro Servidor da FAP e hoje como ex-especialista e com o espírito do verdadeiro ESPECIALISTA sou sempre um servidor da Forca Aérea.; apenas não confundo servidor com subserviência.
Milhares, todos os que passamos pela FAP fomos servidores da nossa Forca Aérea, e é com este espírito que nos encontramos.
Ao ser voluntário foi para que? Servir a Força Aérea. Para voluntário só vai quem quer.
Aos encontros da AEFA também só vai quem quer. Foram os ensinamentos que tive na FAP, juntamente com os obtidos na vida civil e com o meu trabalho sério , honesto e a minha verticalidade que me proporcionaram uma vida que considero de sucesso em todas a suas vertentes.
Artigos destes não são correctos (estou a ser meigo na apreciação), não correspondem à verdade e acima de tudo distribuir o jornal no Encontro é no mínimo uma facada nas costas de milhares de especialistas.
Só para terminar, informo que falo em meu nome pessoal e de mais ninguém, pois nunca necessitei de me servir de alguém e muito menos de utilizar métodos IMPRÓPRIOS da verticalidade que deve nortear o sr humano.
SER ESPECIALISTA É SER SEGUIDOR DOS PRINCÍPIOS QUE SEMPRE NOS NORTEARAM. Sr Luís Henrique, espero bem que não tenha estado no Encontro , pois como se diz na aldeia onde nasci" ou se cava na vinha ou no bacelo"
Gratos pela atenção e as minhas desculpas de me ter alongado.
Jorge Mendes

1ª/68 BA2/BA5/BA10/BA2

MAIS TERTÚLIANO DA LINHA DA FRENTE.




250-Luis Filipe Santos
Ex.Enfermeiro da Força Aérea (Tete)
Cacém

Esta primeira foto,foi tirada em TETE,tinha 24 anos
A outra é com a minha família,o meu filho à Esqª e a minha mulher à Dirª
Amigo Barata:
Antes de mais quero agradecer-te, em me ter incluído no Vosso blog, para mim é um prazer e uma honra, estar junto e presente da família FAP, que foi a minha casa, nas horas difíceis, todos vós, os que estiveram em África , e não só, também os que aqui estavam em Portugal, foram os meus irmãos, Pais ; Mães, confidentes etc.
Foi uma experiência positiva para a minha vida, que nunca mais esqueço.
Conforme o combinado, junto vos envio as minhas fotos, tenho as civis, posteriormente, envio as outras, O meu scanner, está estragado, e não me é possível, mas vou ver, como as posso enviar o mais rapidamente.
Procurarei ser breve em enviar as restantes, tenho muitas tiradas no AB7 TETE, e no AM71 Furancungo, destacamento, que pertencia a TETE, ai, estive cerca de 7 meses, porque o clima, era parecido ao daqui, estávamos num planalto, a cerca de 1500 mts de altitude.

Com os melhores cumprimentos,
Um abraço para todos,
Luís Santos
VB. Pois bem Luís,congratulo-me com este teu espírito de Zé Especial,chegaste de manhã e à tarde és Tertuliano da nossa LINHA DA FRENTE.
Agora venham de lá essas passagens por Tete e outros locais.

O FADO DA GUINÉ,NA VOZ DO JOAQUIM MEXIA ALVES.


Meu caro Victor Barata
Em primeiro lugar obrigado pelas palavras que me diriges no blogue, das quais não sou merecedor.
Brevemente te darei conta de alguns episódios da minha "fortíssima" ligação à Força Aérea.
Mas para já te digo em relação ao fado que por mim estás à vontade para o colocar no blogue.
Não exigirei direitos de autor...eheheheh
Agora podes perceber a história que está publicada no "Luís Graça & camaradas da Guiné", e penso que também já publicaste, da boleia aérea que me queriam dar, para eu ir cantar fados a Nova Lamego!

Abraço amigo do
Joaquim Mexia Alves




No dia 31.5,data em que se realizou o 32ºEncontro Anual do Pessoal da FAP em Bissalanca,o Cor.Miguel Pessoa,no dia seguinte,envia-me esta mensagem:

Com a excitação do encontro, não percebi se lá estava o Mexia Alves, de Monte Real. Bom, se lá esteve, não o reconheci, ou falei com ele sem o relacionar com o nome... Acontece que nós já fomos apresentados um ao outro, em 1972 (antes de eu marchar para a Guiné) através de um amigo comum, (Cap. à época) Amílcar Oliveira ("Big"), da Administração da Força Aérea, também colocado então na Base Aérea nº5. E voltamos a ter um amigo comum, o Brandão dos A-7P (piloto da Esq. 302 que conheci quando estive a comandar o GO51, em '85-'87), que ele já teve oportunidade de referir aí no Blog. Coincidências da vida... Penso que em 1972 o Mexia Alves estaria ligado ao Hotel das Termas de Monte Real. Talvez num próximo encontro tenha possibilidade de falar com ele. Suponho que estivemos ao mesmo tempo na Guiné, mas só fui uma vez ao Xitole, para fazer uma evacuação...


VB:Realmente eu tenho razão quando digo que se perdeu um piloto da FAP...Acho que és mais conhecido no seio da Força Aérea do que no Exército,porque será?!... Estamos à espera das tuas histórias!!!
Como já vos tinha dito o Joaquim é,também,um verdadeiro fadista (já o ouvi ao vivo),apreciem-no a cantar o fado da Guiné.

VILA REAL.

248-Luciano Guerra

Ex-Esp.MMT (Nanamue)

Murça



AMIGO VICTOR BARATA :


Em primeiro que tudo boa saúde e parabéns pelo teu blog.
Estou deveras zangado contigo e com o Castelo Branco....malandros...isso não se faz.


O Victor Barata e o Fernando Castelo Branco


Queria conhecer-te pessoalmente e rever o meu amigão Fernando que já não o vejo há 38 anos e não me avisastes da vinda a Vila Real. Vou puxar do meu velhinho RDM e dar-vos uma pancada das grandes....talvez até vos mande pra xefina....rsrs.Já percebi tudo,o ditado é antigo.QUEM NÃO VISITA,NÃO QUER SER VISITADO....(BRINCADEIRA).
Sei que ele teve o tempo contado aos minutos,mas foi uma pena,eu tinha ido ter convosco se era avisado com antecedência.
Fica para outra ocasião.

UM ABRAÇÃO AÉREO PARA VÓS.


Luciano Guerra


VB:Luciano,era também para nós um prazer estar contigo mas o tempo de que o Fernando disponha era realmente muito curto.Ele já ia a Vila Real,sua terra natal,à muitos anos por isso todo o tempo era pouco.Só as antigas"namoradas"ocuparam-lhe o tempo todo,e estava a ver que...vinha sozinho!
Sempre que venhas para estas paragens,diz qualquer coisa.

É PRECISO UM ENFERMEIRO?...ELE AQUI ESTÁ!




247-Luís Santos
Ex-Enfermeiro Força Aérea Tete-Moçambique
Agualva - Cacém

Companheiro Barata:

Tive a oportunidade de ler o v/blog ESPECIALISTAS DA BASE AÉREA 12, e nele vi que a 1ª 68/2ª Esquadrilha 3ª secção, penso que foi a minha esquadrilha, onde fiz a recruta, eu tinha o nº 613/68, o nosso comandante te esquadrilha , era o aspirante Camacho, e tínhamos um Furriel, que lhe chamavam o Sandokan, se estiver errado, agradeço que me corrija por favor.Já lá vão muitos anos, e nomes dos meus colegas, já não me lembro.Estive em TETE, AB7, no período de 1969, a 1972, como Ex-1º Cabo Enfermeiro com o nº 195/EP.
Colegas, que estiveram comigo nessa época: Alberto Eiras, César Avilez, Galveias, Um colega da especialidade, que nunca mais o vi, Raul Marques Fernandes, etc.
Aqui a cerca de uns 12 anos, fui a um convívio, de Especialistas, na OTA, nunca mais fui a nenhum.
Fico sensibilizado, pelo vosso blog, ai me fez reviver, todo esse tempo passado, e mais ainda, o tempo passado na Terrachã, onde tirei a especialidade de enfermagem, no Hospital militar da BA4.Com os melhores cumprimentos, e votos de boa saúde para o v/ blog. Um abraço para todos, se alguém ainda se lembra de mim, aqui fica o meu endereço:

Luís Filipe de Jesus Ferreira dos Santos
Rua João Martins da Fonseca nº 7 - 2º C2735-030 AGUALVA - CACEM
Tel.: 214313847 - Faqx:. 214313847 - Tm.: 917814726
VB: Companheiro Luís Santos,antes de mais deixa-me dar-te as boas vindas a este Blog,é sempre motivo de alegria receber um novo neste espaço.No entanto gostaria de te chamar atenção para as fotos,militar e civil,que ainda não mandas-te,pois é uma das regras desta Tertúlia Linha da Frente para a integrares,vamos ficar à espera desses elementos.
Como deves ter calculado,retirei o "Emº.Sr." à tua mensagem,nesta casa,é também regra,todos nos tratamos por tu,é um verdadeiro sentido de camaradagem onde impera o devido respeito,pois como já observaste ,no conteúdo deste Blog,temos nesta Tertúlia Oficiais Superiores da FA e trata-mo-nos todos por igual,não é falta de respeito,é sim o grande espírito de amizade que a FAP nos ensinou.