quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

VOO 1335 TÉCNICAS AERONAUTICAS (II)

OS INSTRUMENTOS DE NAVEGAÇÃO:

O Voo IFR no avião em causa, é feito com a ajuda dos seguintes instrumentos de navegação: VOR/LOC e ADF. Actualmente existem outros auxílios; navegação, como o INS, o LORAN e o GPS, que ao que tudo indica, deve tornar-se o método de navegação do futuro. O ATP possui um sistema rudimentar de INS.
Os VOR/LOC são aqueles instrumentos à direita do Altímetro e do Climb. O ADF é activado no FS 5.X apertando-se as teclas SHIFT+TAB.













O ADF:

O mais simples instrumento de navegação é o ADF (Automatic Direction Finder). Foi o primeiro auxílio-rádio para o vôo IFR. Surgiu por volta de 1923 e é usado até hoje. Utiliza-se de sinais em AM de estações transmissoras chamadas de NDB (Non Directional Beacon) ou radiofarol, ou então de emissoras de rádio em AM comuns ( Broadcasts).Consiste o ADF um receptor e de uma unidade receptora. Vamos primeiro analisar o seu mostrador. Ele consiste de um ponteiro, que gira sobre um mostrador dividido em 360 graus. Veja a figura.

QDM e QDR (no código Q) (Marcação magnética e Linha de Posição):

O código Q foi concebido para ser usado em linguagem telegráfica e não falada. Não se sabe quem iniciou a usar em linguagem falada os termos QDM e QDR em lugar de "Marcação Magnética" e de "Linha de Posição", os termos correctos e coerentes com o termo "Marcação Relativa". O termo "Linha de Posição", significa a linha a grave; partir da antena transmissora do NDB, sobre a qual está o avião, medida à partir do norte magnético. A Marcação Magnética é a linha magnética que leva à antena do NDB. A Linha de Posição, portanto é a recíproca da Marcação Magnética. A primeira eqüivale ao FROM do VOR, e a segunda ao TO. Enfim, introduziu-se a "semântica" aeronáutica e, pelo menos no Brasil, tornou-se lugar comum os aviadores adoptarem alguns itens do código Q em comunicações por voz: QDR, QDM, QNH, QFE - Talvez pela maior facilidade de pronunciar QDM do que Marcação Magnética; QNH do que Ajuste de Altímetro QFE do que Ajuste a Zero; QRM no lugar de Ruído, QAF em vez de Altura; QSL em vez de Freqüência; QAM em vez de Boletim Meteorológico.
Conhecendo o conceito de marcação relativa, vamos nos aprofundar no conceito de QDM e QDR. Com o avião em Meigs Field, alinhado na cabeceira 36, ou seja, com proa de 001 graus, sintonize o ADF na frequência 414 e ative o receptor (SHIFT+TAB). O ponteiro do ADF vai apontar para uma relativa de 310 graus (60 graus à esquerda). Então, o nosso rumo para o NDB (QDM) é (Proa do avião+MR) que seria 311. Para saber qual o QDM, some a sua proa com a MR. Se passar de 360, diminua 360 graus que você vai encontrá-la. Outro exemplo: Suponha que o avião está com proa 325 e MR de 120. O QDM é (325+120)= 445. Só que 445 é maior que 360, ent&ati lde;o subtraímos 360 de 445 e encontramos 085, que é o QDM. Para voar para o NDB devemos então voar com proa 085. O QDR é um rumo a partir de um NDB, ou seja, um rumo de afastamento. Suponha que você esteja voando na direcção de um NDB com proa 035. O seu QDM então é 035. Se após passar sobre ele você mantiver proa 035 e a sua MR for de 180 graus aí você estará no QDR 035, ou seja, se estará afastando com proa 035. Se nessa hora você quisesse voltar para o NDB, seu QDM seria (035+180)=215. Note que o QDR é 180 graus oposto ao QDM. Muitas vezes é necessário aproximar em um determinado QDM. Para isso, usamos as TÉCNICAS DE MUDANÇA de QDM.
Vejamos um exemplo de mudança de QDM:
Suponha que estamos voando no QDM 090, ou seja, estamos com proa 090 e MR zero (1). Queremos nos aproximar no QDM 105. Para isso devemos proceder da seguinte m aneira: Voar com uma proa MENOR que a actual (por exemplo, 070). Você verá que a sua MR agora é 20 graus ( Proa 070+MR 020=QDM 090 ) (2). Mantenha a proa e voc&eci rc; verá que a sua MR vai aumentando. Quando a sua MR for de 35 graus, você estará no QDM 105 (3), pois proa 070+ MR 035=QDM 105. Vire à direita para a proa 105. Sua MR deverá agora ser zero (4) Veja a figura:


Vamos agora fazer um voo simulado usando exclusivamente o ADF para orientação:

O voo sairá de Avalon para San Diego, na Califórnia. Vá no menu Airports do FS 5 e escolha a área de Los Angeles. Clique no aeroporto de Avalon, pista 04. Sintonize o ADF na freqüência de 245, que é o NDB BONG e ative o receptor usando SHIFT+TAB. O ponteiro do ADF vai apontar para a direita. Descole da pista 04 e inicie uma curva para a direita de modo que a seta do ADF aponte para o numero zero no instrumento. A proa vai ser aproximadamente 110. Mantenha esse rumo. O voo é meio demorado, por isso eu recomendo ligar o autopiloto mantendo uma altitude de 1500 pés e rumo 110. Acelere o tempo do SIM se você quiser (usando R e + ou - ). Ao se aproximar da costa, você vai notar que o ponteiro pode começar a cair para a direita ou para a esquerda. Mude o rumo a fim de mantê-lo sempre apontando para o zero do instrumento. Vamos pousar na cabeceira 09 de San Diego, O NDB BONG fica a 800 metros da cabeceira 09 e alinhado com o eixo da pista. Seria interessante aproximarmos para pouso alinhados com a pista, então aproximaremos com o QDM 092, que é o rumo da pista. Nosso QDM actual é cerca de 105 a 110, então proceda da seguinte forma:
Quando estiver com a costa a vista, vire para a direita rumo 122. Você verá que o ponteiro vai se deslocar para a esquerda. Voe na proa 122 até que a ponta da seta esteja apontando para o numero 33 no indicador d o ADF (MR 330 graus). Faça então uma curva suave (1 ponteiro de bank) para a esquerda. Você verá que o ponteiro vai virando para a direita. Alinhe-o com o numero zero. Veja o rumo que você esta voando. Se for 092, parab&e acute;ns! Você estará praticamente alinhado com a cabeceira 09. Continue nesse rumo que você vai sair lá. Se o rumo for MAIOR que 092 , você está a ESQUERDA do eixo da pista. Teremos que fazer outra correção;o de QDM. Voe para uma proa 20 graus maior que o QDM actual e espere que a soma da sua proa+MR seja igual ao QDM desejado (092).Vire então para a esquerda de modo a ficar com MR igual a zero. Se o seu QDM for 092 você verá a pista em frente. Suponha então que ao fazer a curva o seu QDM ficou em 103. Vire para proa 123, e espere até que a sua MR seja de 329. Vire então para a esquerda até que a sua MR seja zero e a proa 092. Suponha agora que o seu QDM ficou em 087. Vire para a esquerda, proa 067 e espere até a sua MR ser de 025. Quando a MR for 025, vire para a direita até que a MR seja zero e a proa 092. Visualize a situação na figura. Devo lembrá-lo que o NDB não é um radio auxíliar muito preciso, e que muitas vezes, embora o ponteiro esteja marcando o QDM correcto, podemos estar um pouco desalinhados com a posição desejada. Na vida real é assim também, às vezes até pior...


O uso do ADF nos Estados Unidos actualmente está mais restrito à indicação do Marcador Externo no ILS. Aqui no Brasil, no entanto, muitos aeroportos ainda dependem exclusivamente do NDB para operar IFR. Mostramos como aproximar-se por um determinado QDM. Para afastar-nos por um determinado QDR deveremos adoptar o seguinte procedimento:
Após o passar sobre o NDB, veja qual o QDR que você se está afastando. Para isso, tem que deixar o ponteiro do ADF na MR 180 (directamente na cauda). Suponha então que após bloquear o NDB BONG foi só licitado se afastar no QDR 110. Lembre-se que se estava aproximando pelo QDM 092, se mantiver a proa após o bloqueio, estará agora no QDR 092. O QDR 110 estará à sua DIREITA. Voe com uma proa 30 graus MAIOR que o QDR desejado (no caso proa 140) e aguarde a MR de 150 graus. Quando chegar a essa MR, vire a esquerda para proa 110. O ponteiro vai estar na MR 180, e você estará no QDR. Se houvesse sido solicitado voar no QDR 075, por exemplo, ele estaria à ESQUE RDA. Faríamos curva à ESQUERDA para proa 30 graus MENOR que o QDR, ou seja, proa 045. Esperaríamos agora uma MR de 210 graus, e então viraríamos à direita para proa 075, a fim de afastar no QDR desejado. Veja a fi gura, mostrando uma mudança de QDR :


Estimando o tempo e a distância para o NDB:

Ao contrário do VOR/DME que nos dá a distância para a estação, o NDB não nos fornece tal ajuda. Podemos, no entanto, calcular o tempo para a estação e a distância, usando o método da variação de marcações relativas. Lembram de eu ter dito que quanto mais próximos estivéssemos do NDB, mais rápida seria a mudança de MR's ? Pois us aremos essa característica para determinar o tempo de voo e a distância para o NDB: Aproe o NDB. Anote e a sua proa. Agora vire para uma proa 30 graus MENOR que a atual Sua MR agora será de 30 Graus. Acçione o cronómetro e aguarde até que a MR seja de 60 graus. Esse é o tempo de voo para a estação. Aproe novamente o NDB. Para saber a distância é só multiplicar a velocidade no solo por minuto(VS/min) pelo tempo encontrado até a leitura dessa marcação dobrada. Exemplo: Se a VS for de 100 Kt e o tempo encontrado for de 10 minutos: 100 dividido por 60= 1,666 nm/min x 10 = 16,6 nm da antena do NDB. Se você não tiver como saber a VS, use a VA que o resultado será de razoável precisão. Há um método para fazer a estimativa a partir do través da estação, por exemplo:
O piloto manobra para colocar a estação no través, mantém a proa, altitude e velocidade estabilizadas; dispara o cronômetro e espera a marcação cair 10 graus, marca o tempo em segundo s, digamos 120 segundos; divide por dez e obtém o tempo para a estação em minutos. Ao multiplicar a VS/min pelo tempo em minutos, da mesma forma obtém a distância estimada.
Voando IFR com o ADF
Vamos agora aprender a efectuar saídas e chegadas IFR. Usaremos aqui as cartas de subida (SIDs) e as cartas de descida (IALs) publicadas pela DEPV. Existem outros padrões, tais como o Jeppesen e o NOAA americanos, mas todos eles são similares. As diferenças resumem-se a detalhes. Vejamos inicialmente uma típica SID. Será usada como exemplo a SID ORCA 1 do aeroporto de Salvador.























Notem que além das saídas ORCA1 e ITAU1 há ainda a saída ALBA1 com suas respectivas transições. Prestem atenção na secção RMK, onde existem informações a respeito de mínimos para descolagem, altitude de transição (altitude acima da qual o ajuste do altímetro deve ser 1013,2 Hpa ou 29.92 Pol.) e principalmente o gradiente de subida que é o ângulo mínimo com que você deve subir para evitar os obstáculos. Para transformar o Gradiente em razão de subida, que é a indicação que temos no painel do avião, multiplique o gradiente pela sua velocidade em nós. Arredonde o resultado para o múltiplo de 50 imediatamente superior. Ex.: Para uma velocidade de subida de 120 Kts com um gradiente de 3,3% a razão mínima seria de 120x3.3=396 .Arredonde para 400 pés por minuto. Essa é a razão mínima que você deve manter durante a subida. Outro exemplo: para uma velocidade de 130 Kts, qual seria a razão de subida mínima para um gradiente de 4.5% ? Teremos 130x4.5=585, arredondando obtemos 600 ft/min.
Vejam agora um outro exemplo de SID:


Vejam o exemplo acima ,da Saída MOGI 3 do Campo de Marte, São Paulo. Devemos descolar e afastar no QDR 112 do NDB MAE, mantendo condições VFR até cruzarmos o QDR 205 de IG. Ao interceptar o QDR 164 de IG, curvar à direita e afastar neste QDR. Note que você está restrito a 5000 pés até interceptar o QDR/radial 224 de BCO. (Aqui é bom observar que o QDR do NDB e a Radial do VOR são os mesmos - isso é devido á distância que o avião está das antenas respectivas, e do fato delas estarem relativamente bem próximas entre si) Vire à esquerda e afaste na radial 096 de CGO ; cruzar o QDR 148 de BCO e prossiga de acordo com a transição que você deve efectuar. Note que se fizer a transição BRAGANÇA você deverá estar no mínimo no FL 070 quando estiver
a 20 NM do VOR BGC (não mostrado no detalhe).
Fonte:Abrapiv

Voo 1334 "NÃO PENSEM QUE TÊM O REI NA BARRIGA"



José Ribeiro
Esp.OPC Guiné
Lisboa
Envio de comentário.
Amigo, Victor, com sempre te disse que somente publicavas os meus comentários se assim o entendesses. Conheces-me bem.Não gosto de polémicas e muito menos daqueles pessoas que pensam que têm o "rei na barriga", como é o caso dos Dirigentes da AEFA, máximos, já que contra os outros, salvo raras excepções pouco há a dizer.No entanto, relembro que diz o Regulamento Interno que a Direcção Nacional não tem poderes absolutos, apenas aqueles que são explícitos no RI, sendo que, outras deliberações, devem ser submetidas a Assembleia Geral, na pessoa do seu presidente e convocada uma Assembleia Geral, desculpa a letra pequena "presidente", apliquei-a pelas acções tomadas no litígio.
Quanto à exoneração dos dirigentes do Núcleo de Coimbra, acho que não está previsto no RI, logo tinham-se que reger pela Lei Geral, no que diz respeito a essa matéria de facto.O facto da DN (sem poderes) aplicar uma pena a um dirigente de um Núcleo e depois, conhecida a ilegalidade do acto, arquivar o processo disciplinar que não houve, nunca levaria à exoneração dos dirigentes desse. Logo, no meu entender, a Direcção do Núcleo de Coimbra da AEFA nunca poderia ser demitida, atento o que diz o Regimento Interno, neste caso (omisso - aplica-se a Lei Geral), para todos os casos análogos.Ainda mais, no RI estão descritas as competências da DN e a forma das exercer, logo não posso aceitar, nunca como válida qualquer acção cometida por essa que ultrapasse as suas competências, como foi o caso, sendo que os sócios em pleno direito, nunca podem ser culpados pelas más acções da Direcção actual (RI).No caso das atribuições e competências da Assembleia Geral, também não são totais (ler com atenção o seu articulado). Contudo, todas as AG realizadas que não cumprirem o que diz o RI podem ser consideradas ilegais, especialmente no que diz respeito a notificações a associados e ouro casos, isto é, somente podem realizar a 2ª Assembleia Geral desde que o número de sócios seja inferior a 80% se não estou em erro, mas têm que cumprir as regras aquando da marcação da 1ª Assembleia Geral Ordinária. Eu, como sócio com quotas em dia, deveria ter conhecimento do dia e data da 1ª Assembleia, o que não aconteceu.
Tudo isto para dizer que é preciso ter cuidado quando tomamos determinada acção, sem sabermos se estamos a violar a Lei, e se seguirmos esse rumo, todos os actos praticados são considerados nulos, sendo que se houver prejuízos a terceiros, ainda sujeitos a processos judiciais.
No anterior comentário, disse que a DN (... tem legitimidade ...), o que segundo li no RI, não é bem assim. Por isso peço desculpa pelo lapso.
Amigo, Victor, se não quiseres publicitar o 1º e este 2º comentário não publicites, apenas porque sempre fui habituado a cumprir à letra o que diz a Lei, na minha simples interpretação - sou geógrafo (L. em Geografia e Planeamento Regional) -, não jurista. É ao jurista que compete analisar estes casos, apenas porque complexos, somente resolvíveis por comum acordo e/ou em Tribunal Cível. Mas nada impede, no meu entender, que o Núcleo continue a exercer as suas funções, dando cumprimento ao que diz o RI. O não cumprimento é que pode criar problemas insolúveis, sendo que se não for possível tal cumprimento, lavrem acta a relatar os factos. Este é um documento fundamental e necessário para o funcionamento de qualquer que seja a Instituição.
Quando pertenci a uma Associação de Pais, era uma das minhas atribuições todo os expediente que tinha que ser entregue nos Serviços de Estado competentes, sob pena de inexistência de documentos necessários a aplicação de coimas, que não era pequenas aplicadas aos dirigentes dessa Associação.
Por hoje não vou escrever mais nada.
Cumprimentos amigos, e Festas felizes para toda a tripulação da aeronave, familiares e outros passageiros desta mesma aeronave, não esquecendo que o NOVO ANO, traga tudo o que a gente deseja, saúde, dinheiro e amor, deste vosso ex, camarada de Armas e de Guerra.
José Luís Monteiro Ribeiro.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

VOO 1333 O ALLOUET III.



Costa Ramos
Esp.MMA Guiné
Coimbra
Comandantes.
É com alegria que verifico que o Sr.Pierre Fargeas,(voo 1329) mais conhecido pelo (M. Pierre) ainda se lembra dos tempos em que nos deu o tirocínio do allouet III na Guiné,um bem haja para ele, e toda a sua família por não se esquecer,pese embora os anos passados, desta família Especialista,fazendo ver a alguns o que é trabalhar viver com os "Zés Especiais".
Aproveito para desejar um Santo e Feliz Natal a todos.
Costa Ramos
Sócio da AEFA nº 949
Fundador do Núcleo de Coimbra

VOO 1332 A SITUAÇÂO DA AEFA.



Arlindo Pereira(Piriscas)
2ºSargº.MMA Tete
Cova da Piedade
Núcleo de Coimbra
No próximo dia 12 de Dezembro, o " NÚCLEO DE COIMBRA " vai levar a efeito uma Assembleia Geral, findo o qual terá o seu encontro de convívio anual, embora eu não pertença ao Distrito de Coimbra tenho conhecimento que a sua Direcção foi eleita " DEMOCRATICAMENTE " pelos ZÉS desse Distrito, o trabalho realizado é visível aos olhos de todos, excepto por uns senhores que se apoderaram da Direcção Nacional, que vêm constantemente criando conflitos com todos os que não são da sua laia.
Meus senhores da Direcção Nacional, já é tempo de deixaram o poleiro para o qual não foram eleitos, a família dos Especialistas até agradece que o façam com brevidade, que autoridade têm vocês para dizer que o evento acima citado é fraudulento, porque os seus Dirigentes foram exonerados, mas por quem? Pela " DN" ? No próximo dia 12 concertesa que vós ireis ter a resposta dos ASSOCIADOS do Núcleo de Coimbra, dos quais espero que com a sua firmeza, vos dirijam um comunicado dando conta da sua insatisfação perante tamanha afronta, porque só eles é que são responsáveis pela sua Direcção e como tal só eles os poderão exonerar em Assembleia Geral.
Para toda a FAMÍLIA dos Zés, e em especial para o Núcleo de COIMBRA, um abraço faterno.
Arlindo Pereira - Piriscas


VOO 1331 NATAL 2009




Augusto Ferreira
2ºSagto Melec/Av
Coimbra


NATAL 2009

Caros companheiros e amigos, aproxima-se mais um Natal. Que seja um bom Natal para todos, diferente daqueles que vivemos, quando estivemos presentes nos vários espaços, em que se desenrolou a Guerra Colonial.Nestas noites que se querem de Paz e na família, nós passámo-los na guerra e fora dela, além do espaço físico nos ter sido também estranho.Apesar de tudo o “Zé especial”, conseguiu contornar sempre as situações e o Natal nunca deixou de se comemorar, apesar de em algumas situações, não se terem estabelecido tréguas na guerra, que continuou a decorrer ali ao lado.O espírito da “Família FAP” funcionou sempre, nas mais diversas situações.Era normal haver algum de nós, naquelas alturas, que recebia encomendas que chegavam da “Metrópole”, com preciosidades da nossa gastronomia, que partilhávamos com todos e o espírito desta família, estava sempre presente.
Hoje assisto com grande tristeza, a atitudes e posturas de ex-companheiros, que se sentaram à mesma mesa nesses tempos e que por razões que não entendo, estando em lugares de grande responsabilidade a representar-nos, não têm sido capazes de perpetuar essa força, que nos tem mantido unidos até aos dias de hoje.Seria bom que neste Natal 2009, esta “ GRANDE FAMÍLA” se unisse e todos juntos, engrandecêssemos ainda mais, esta arma que todos servimos com grande orgulho e dedicação.
Junto envio uma foto, tirada no nosso AB7 –Tete no Natal de 1973.Nela podem recordar muitos companheiros daqueles anos.
Aproveito para desejar, a todos os companheiros (incluindo os comandantes)e amigos desta nossa Linha da Frente um SANTO E FELIZ NATAL.
Até breve
Augusto Ferreira

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

VOO 1330 APRESENTAÇÃO DA OBRA "EM NOME DA PÁTRIA" DE BRANDÃO FERREIRA.






José Brandão Ferreira
Ten.Cor.Pilav. (Refº)

Apresentação da obra:"EM NOME DA PÁTRIA"
Autor:Ten.Cor.Pilav. (Refº) José Brandão Ferreira
Data:9.12.2009
Hora:18 horas
Local:Quartel General,Porto
Publicações D.Quixote
Preço:16 €





O índice da obra ilustra naturalmente o seu conteúdo, por isso transcrevemos os seus pontos principais:
- Enquadramento Geopolítico e Geoestratégico de Portugal no Fim da Segunda Guerra Mundial;
- Situação Interna Portuguesa;
- A Ofensiva (da subversão na Índia e em África);
- As Acções Defensivas e a Evolução da Guerra;
- Da Justiça e do Direito da Guerra;
- A Colonização Portuguesa;
- A Guerra era Sustentável?
- Porque Desistimos da Guerra?
- Conclusões.
As 580 páginas do livro (e mais um bem escolhido caderno fotográfico que o integra), mais do que revelações inéditas - embora tenha várias fruto de entrevistas nunca ou pouco conhecidas que o autor fez ao longo dos anos - apresentam a interpretação de Brandão Ferreira sobre muitos aspectos da nossa história, culminando e analisando o que se passou na Índia e em África nas décadas de 50, 60 e 70 do século XX.
O autor apresenta sem dúvida uma alternativa à história que é ensinada hoje nos bancos da escola. Em termos políticos defende claramente, naquele tempo e naquelas circunstâncias, as acções do Dr. Oliveira Salazar, condena muitas do Dr. Marcelo Caetano e arrasa as saídas do 25 de Abril de 1974. Defende intransigentemente as Forças Armadas e embora lhes reconheça por vezes algumas limitações e erros, dá delas uma visão - optimista - de grande competência, eficiência e eficácia.





O livro insere ainda no seu final entrevistas que o autor fez a personalidades “com nome feito em diversos campos profissionais da vida portuguesa“, onde procura no fundo opinião sobre a visão que ele próprio apresentou no livro, questionando:
- Os então territórios ultramarinos portugueses, definidos constitucionalmente como «Províncias» e «Estados» eram nossos?
- A guerra defensiva que Portugal desenvolveu era justa?
- A guerra era sustentável?
- Porque desistimos da guerra?
Responderam: General Brochado Miranda; Vice-Almirante Ferraz Sachetti; Embaixador Leonardo Matias; General Loureiro dos Santos; Major-General Martins Rodrigues; Inspector Óscar Cardoso; Vice-Almirante Reis Rodrigues; Tenente-General Silvino Silvério Marques; Professor Doutor Soares Martinez.
Nem todos concordam com as opiniões de Brandão Ferreira, ou pelo menos parte delas, o que demonstra bem, no nosso entender, um dos objectivos do autor: contribuir para um debate sério, fundamentado, sobre o assunto do livro e que o sub-título ilustra de modo claro - Portugal, o ultramar e a guerra justa.
Brandão Ferreira acha que em 1974 Portugal devia ter continuado a combater como sempre o fez na sua história. Devia tentar manter, na medida em que lhe fosse possível, a sua integridade territorial , bens e população. Apresenta argumentos e interpreta factos sustentando ter havido capacidade para o fazer. Refere-se à falta de vontade de sectores militares e políticos em continuar a guerra.
Adriano Moreira que apresentou a obra perante centenas de pessoas que se deslocaram à Academia Militar, em Lisboa, no dia 28 de Outubro de 2009, escreveu no Prefácio:
“A critica severa à contabilidade do passivo que a sua geração (a do autor) herdou, tem o mérito inegável de exigir o reconhecimento dos erros de percepção e de decisão passados, certamente por adesão ao principio de que apenas a verdade é conciliadora”.
O autor, José João Brandão Ferreira, 56 anos,tenente-coronel piloto-aviador na situação de reforma, comandante de linha aérea e mestre em Estratégia, é conhecido de todos o que se interessam pela coisa militar em Portugal. É autor de vários livros, tem centenas de artigos escritos quer na imprensa militar quer, cada vez mais, na imprensa generalista e também já colaborou com o “Operacional”.

VOO 1329 BOAS-FESTAS:

Companheiros,a família é GRANDE e como tal muita correspondência nos chega para o tradicional desejo de Boas-Festas. Tornaria muito volumoso e um difícil,a nossa tarefa de publicação individual. Assim,entendes ir publicando esses amáveis desejos,em conjunto.
Queremos agradecer a todos vós e retribui os votos de um SANTO NATAL e UM ANO DE 2010 com saúde,extensivo a todos os que vos são queridos.







Pierre Fargeas
Técnico Francês de Alloutte III (Guiné)
França







Caro Victor,
Um prospero ano 2010 com muita paz e e saúde .
Um grande abraço para todos Pierre FARGEAS




Giselda Pessoa
Sargº.Enfª.Paraqª Guiné

Miguel Pessoa
Cor.Pilav. Guiné (Refº)
Lisboa


Caros Victor e João Carlos

Aqui vão os nossos votos de umas Festas Felizes e de um bom 2010, extensivos a todos os camaradas que partilham este blogue.
Com amizade
Giselda e Miguel Pessoa







Fitas Custódio
Cap.TMMA Tete
Leiria



Fitas Custódio e Maria Helena
Presépios à volta do mundo !!



Todos os anos ele aparece, como é tão lindo eu repasso.
Para todos um Feliz e Santo Natal





Luís Nabais
Alf.Mil. Guiné (ADFA)
Lisboa




Feliz Natal
No reino da fantasia... aqui está um .pps de Feliz Natal
liga o som...






António Correia
2ºSargº.Mil. Guiné
Cacém



BOAS-FESTAS
Desejo a todos que um dia pertencerem à FAP, bem como aos que não pertenceram, mas que connosco sofreram as amarguras de um tempo já distante, um SANTO NATAL, assim como às suas Exªs. Famílias. Grande abraço para todos e Boas Festas António Correia

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

VOO 1328 O BROUSSARD.



Gil Moutinho
Fur.Pil. Guiné
Gondomar



Amigo Victor e restante tripulação.

Ultimamente ( quase todos os dias visito o blogue)tem-me despertado curiosidade os artigos do Fernando Moutinho,que apesar de sermos homónimos,não tenho prazer de conhecer pessoalmente.Em toda a minha permanência na FA nunca estive na mesma base nem me cruzei c/ele.Sinto-me pequenino comparado com a experiência e curriculum dele.Nós ,os milicianos,estávamos condicionados ao contrato de alguns anos que não nos dava grandes chances de pilotar quaisquer aviões e muito menos por sermos necessários todos(quase)no teatro de operações,vulgo Ultramar.
Olá Moutinho,vou ter todo o prazer,de falar e partilhar experiências contigo,quando houver reunião no mínimo,a anual do pessoal da BA12.

O teu artigo ,Moutinho, acerca do “Broussard”,despertou-me a recordação de também ter pilotado esse avião.Quando estava a dar instrução de T6 em S.Jacinto,meados de 75,como tu, fui punido com transferência para Sintra ,por ter feito um tonneau a rapar a pista ,o que alegadamente foi mau exemplo para os alunos.A decisão foi do então Ten.Nav. Neves que deve ser da tua geração, que tinha responsabilidades na instrução.
Voltando a Sintra,fui largado no Broussard a fazer fotografia aérea e gostei.Era um avião pesado e macio ao mesmo tempo e nunca se me engasgou,até desconhecia esse pormenor ou não me recordo.
Após o 25 Nov 75,toda a tropa estava de prevenção,não havia saídas nem de fim de semana.Estava eu deslocado no Sul,saudades da garota(agora minha esposa)resolvi pedir um avião para vir ao Porto alegando doença grave de um familiar directo.
Dia 3 Dez,plano de voo para Pedras Rubras,Broussard 3304,lá venho eu.Depois de passar uma rapada pela Trofa ,aterrei ,almocei,matei saudades e regressei a Sintra.Comigo foi um especialista que não me recordo o nome.
Passados 2 dias vieram-me questionar acerca do tubo de “Pitot”do3304,pois tinha aparecido amolgado,partido.Claro que não tinha sido da minha responsabilidade pois não havia mais dano algum,nunca em voo mas sim na placa ou hangar.Fiz cerca de 30 horas nesse avião.
A todos Um abraço e até breve
Gil Moutinho
Voos de Ligação:

VB: Aqui temos gerações diferentes de pilotos da FAP.Realmente somos uma grande e unida família! Bom,é verdade que também aparecem alguns que também querem ser da família,mas...faltam-lhes as verdadeiras qualidades.

VOO 1327 ...INQUALIFICÁVEIS AS ATITUDES DESTES INDIVÍDUOS!


Fabricio Marcelino
Esp.MMA Guiné 1960
Leiria
Caro colega e amigo Victor Barata.
Li atentamente o comunicado do Manuel Pais.Este sim, também pertence ao grupo dos bons e, que se interessam pela AEFA, em conjunto com alguns colegas que também já deram muito à AEFA,como sendo o Paulo Castro,o José Martins,o Alves da Silva e outros.
A minha posição sobre a Direcção Nacional da AEFA,Presidente da Mesa de Assembleia Geral,Conselho Fiscal etc. é por todos vós conhecida.Já em determinada altura escrevi sobre isso e, inclusivé comuniquei que deixei de ser sócio, enquanto estes oportunistas do poder não se forem embora.
Pouco mais há a dizer de que, continuam a ser inqualificáveis as atitudes destes indivíduos,que de espírito especialista nada têm.
Dado que não têm dignidade e por isso não saem livremente,há que pedir uma assembleia geral extraordinária e correr com essa gentalha.
Um abraço
Fabrício Marcelino
Voos de Ligação:

VOO 1326 AEFA




José Gomes
Esp.M/Radar

Coimbra



Caros amigos.
Depois do testemunho do nosso associado Manuel Pais, penso muito pouco há para dizer, todas as suas interrogações e afirmações são verdadeiras, não fosse ele um Homem de coragem.
Gostaria de neste momento fazer um acto de contrição e afirmar que até ao presente não me sinto minimamente culpado por a este diferendo chegar a este ponto. Também tal como o Manuel Pais e outros colegas onde me incluo, foram feitas diligências e dadas muitas oportunidades para que a Direcção Nacional da AEFA tomasse o bom caminho, contudo a ausência de respostas tanto do Presidente da Direcção como do Presidente da Assembleia-geral demonstrando rancor e prepotência nas suas intervenções deram como resultado um agravar da situação. Desde o princípio afirmei que a DN estava a combater pessoas em vez de debater ideias. Foi este o mote que a DN utilizou para radicalizar e estremar posições e no final ainda tem o desplante de fazer crer que legitimamente tem absoluta razão. Tenho afirmado também que com esta DN nada mais será como dantes, foram feitas tantas feridas que deixam marcas para os que directamente sofreram na pele as ofensas e os maus-tratos a que já nos habituou, coisa nunca observada em anteriores Direcções onde muito embora tivessem havido divergências nunca com este desenrolar.

Penso ser tarde ou talvez não, para voltar uma página na vida da AEFA, mas uma coisa é certa será muito difícil sentar á mesa com os actuais dirigentes pois a sua arrogância falta de ética e, acima de tudo, a falta de amor á causa Especialista e Aeronáutica, está bem demonstrado no tratamento que tem dado ás questões desta nossa Associação.
Um abraço
José Gomes
Sócio AEFA Nº 1844
Coimbra
Voos de Ligação:

VOO 1325 À,AINDA FALTAVA A AUSTER!




Fernando Moutinho
Cap.Pil. (Refº.)
Alhandra





Aditamento

Boa noite Victor Barata. Após ter enviado a mensagem sobre o Broussard, acabei por reparar que houve outro pequeno avião que serviu na Guiné - Auster.


Legenda: A Auster sobrevoando o Tejo.
Foto:Museu do Ar

Foi precisamente na Guiné que fiz as primeiras horas nesse avião.
Quanto aos emblemas, em anexo, seguem alguns:

Esquadra 10 (F-47)
























Esquadra 51


















Esquadra 52



















Base Aérea nº5

















Esquadra 21























Esquadra 93 (Angola)





















Esquadra 50
























Um abraço
Moutinho
VB: Era uma lacuna muito grande,defacto,não nos lembrar-mos desta aeronave ,a Auster.
Que saudade rever velhos emblemas de esquadras que tão bom nome deram à nossa FAP

VOO 1324 A UNIÃO DOS ESPECIALISTAS...NOUTRO TEMPO!


Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria
A UNIÃO DOS ESPECIALISTAS NOUTROS TEMPOS


Até 1961 inclusivé,se a memória não me atraiçoa, os militares para o serviço geral da Força Aérea,eram requisitados ao exército.Estávamos em finais de 1961 ou início de 1962,a B.A.5 necessitou de um oficial e, certo dia, apareceu lá um alferes, vindo do Regimento de Cavalaria 8, de Castelo Branco. Naquela altura, a farda de cavalaria, era um pouco diferente da dos outros militares do exército.A farda era de cor clara,o bivaque bastante côncavo, com bicos nos extremos,fazia lembrar uma traineira.As botas eram pretas e tinham cano alto,até um pouco abaixo dos joelhos.Atrás tinham esporas.Era bem notada a sua presença na Base,por ser diferente.Chegou ao ponto, de não querer receber a farda da Força Aérea,que lhe ia valendo uma punição,acabando por receber a mesma contra a sua vontade.Era muito militarista e, queria impor na Base tudo o lhe impuseram em cavalaria.No primeiro dia em que fez oficial de prevenção,ainda com a farda do "arre macho",como nós apelidávamos nessa altura,teve um dia que nunca mais esqueceu na vida certamente.Os especialistas, habitualmente à hora do almoço, não formavam antes de entrarem na messe.O dito oficial de prevenção, pensou em impor tal medida e, quando nos encontrávamos junto à messe à espera da abertura da porta,chegou e gritou a altos berros para formarem todos pela direita.Logo nós nos acotovelámos e passámos a palavra a dizer "ninguém forma".O militarista, gritou mais duas ou três vezes e, como não conseguia o pretendido, voltou a gritar mas, desta vez, a perguntar quem era o mais antigo.Logo o nosso colega Nogueira gritou, sou eu. Ordenou-lhe então que desse o exemplo, começasse a formar e os outros que o seguissem.Claro que ele não formou e, fez-lhe ver que não era hábito formarmos e não era ele que vinha dar essas ordens, sobrepondo-se ao comandante da Base.(Acrescento que, este nossos colega Nogueira,já tinha sido castigado 1 ou 2 vezes,quando estava à beira da promoção, o que fazia dele, um especialista mais velho).O Alferes perante a recusa do Nogueira e, após a resposta dele,passou-se e deu-lhe ali mesmo uma grande bofetada.Como bater num especialista é bater em todos,cercámos o alferes até ele sentir bem o aperto corporal.Parecia uma azeitona a ser espremida no lagar! Vendo-se aflito, puxou a pistola de serviço e, de braço no ar gritava, que começava a disparar se não o deixassem.Entretanto alguém tinha ido chamar o oficial de dia (um tenente),que pôs fim ao caso,desarmou-o e lá o levou.Fomos almoçar e, talvez por influência do oficial de dia,no fim da tarde, andava todo aflito a pedir desculpas a todos nós e, em especial ao colega Nogueira,que levou a bofetada.Com o pedido de mais oficiais,incluindo o adjunto do comandante,lá foi perdoado e escapou sem punição.A partir desse dia foi um óptimo amigo para todos os especialistas.
Termino,dizendo a título de curiosidade, que ele é de Coimbra e, era advogado na vida civil, quando foi para a vida militar.Seria revolta?
Um abraço ao comando e toda a tripulação
Fabrício Marcelino