terça-feira, 19 de janeiro de 2010

VOO 1424 A GUINÉ.




Fernando Moutinho
Cap.Pil. Guiné
Alhandra





Boa noite Barata
Ao pesquisar algumas fotos, encontrei esta composição de Bissau que reconhecerão.

Foi tirada em 1963 e mostra locais conhecidos e caras que alguns recordarão.Reconheço algumas "caras" mas, os nomes "cá tem".Alguém os reconhecerá?
Por falar em reconhecer e lembrar, veio-me à memória alguns factos dessa época.Quinta-feira era o "Dia de S. Avião" . A TAP com o seu Super Constellation visitava-nos todas as 5ª feiras.Nessa época não havia TV, a Rádio era incipiente e, nós, vivíamos com um pequeno rádio para ouvir a ex-E.N. em onda curta mas, entre as 18 e as 21 horas, ouvia-se em onda média, mérito de "salto de cavalo". Mas, a quinta-feira era o grande dia. Além do correio, era a chegada dos jornais. Fazia-nos uma falta tremenda. Eram devorados durante dias. Havia um pequeno jornal semanal o "Arauto" que nós apelidávamos de "Araúto" devido à sua peculiaridade:Era posto à venda ao sábado, com a data de domingo mas, com notícias atrasadas.Díziamos nós, parodiando um pouco: Saíu hoje com a data de amanhã mas com as notícias de ontem. Ainda se lembram do "Arauto"?

Um abraço
Moutinho

VB. Pelo que me é dado ler,nesse tempo não existia o "Pifas",nem a Rádio Conacry!?...
Mas também já tínhamos avião(TAP) ás terças e quintas,era outro tempo,muito mais namoradas.Era realmente uma grande alegria a chegada das notícias,um colorido divertido transmitido pelo azul e amarelo dos "bate-estradas"e as cartas normais debruadas a verde e vermelho.Depois havia os coleccionadores de selos,enfim,um recordar de situações que muitas vezes se misturam com a emoção.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

VOO 1423 AVIÔES.



António Six
Esp.M.Rádio Guiné
Pontével



Caro Victor Barata.
Fiquei sensibilizado com as tuas palavras e vou fazer-te recordar um pouco.Também passei pela linha da frente das DO 27 e dos T6 e de todos eles pois era M/Rádio e não MMA.

Será que te lembras do caixote que estava atrás dos DO 27 e onde guardava-mos coisas da linha e onde enquanto se esperava se batia uma grande sorna?Pois se calhar no teu tempo já o tinham tirado mas fiz janelas uma divisão enfim estava um primor dadas as condições e o eterno improviso dos Zés.Será que ainda conheceste o cão Borrachão que tinha mais horas de voo que muita boa gente???Junto te mando mais uns aviões entre os quais o nosso Do 27.
Quanto á organização de um almoço, agora avanço mais, tenho em meu poder os restantes aviões que vou guardando religiosamente e gostaria de oferecer uma colecção (30 gravuras)a ser Leiloada quando desse almoço de modo a reduzir o preço total e assim também brincar-mos um pouco


Os nossos tempos foram outros hoje, olho tristemente para o museu do ar em Sintra que tentei visitar e que encontrei fechado depois de ter sido inaugurado, e sinto pena, agora as guerras são outras.Estive 30 anos a voar e as bases e o amor ficaram para o resto da minha vida hoje já tenho um filho também a voar .Abraços e até breve
António Six

VB.Boa Noite Six.
Falares-me da DO-27 é como me recordar dos meus brinquedos de criança.
Pois em toda a minha vida na FAP onde voei no BC,Dakota,Nordatlas,Alloute III,o DO 27 foi aquele que mais recordações me deixou.Foi nele que saboreei as melhores e piores horas de voo da minha vida.
Quanto à caixa a que te referes,julgo que era de sobrevivência,de onde sempre desapareciam as racções de combate!?..
Perguntas-me se o "Borrachão" é do meu tempo?Que te diz esta foto?

É ele mesmo! Aqui em plena praia de Bubaque entre o Simões,à esqª e eu à dirª,com o seu boné de ESPECIAL.
Defacto quem o baptizou não se enganou,bebia mais álcool que o homem!
Era engraçado este animal,quando saia do avião depois do voo,não se segurava nas pernas,caia.
Essa ideia de leiloar os quadros durante o almoço do nosso encontro anual,acho óptima,mas não sou eu o organizador
.

VOO 1422 A MINHA RELÍQUIA,O F86-F.



Fabrício Marcelino
Esp.MMA Guiné
Leiria



Bravo Tango comandantes e um Alfa Bravo a todos.
O nosso colega António Six, apresentou no seu Voo 1415, a continuação de algumas gloriosas máquinas voadoras do passado.Curiosamente voei em algumas delas.Relembro com saudade o JU 52,embora numa das viagens, tenha apanhado com ele,o susto da minha vida até essa data.Este relato, veio acordar a minha memória, para falar hoje também, do "meu" nosso avião que nessa época era o topo de gama da nossa aeronáutica.Refiro-me ao F86-F.
Logo que terminei o curso de M.M.A. na B.A.1 em Sintra,fui para a B.A.5 Monte Real tirar o MTU do F86-F.Logo a partir dos primeiros dias de estudo, comecei a ficar fascinado com as perfumances desta aeronave.
Após terminar o MTU e estágio, fui para a linha da frente da Esquadra 51.
Com o passar do tempo, mais apaixonado ficava pelo avião que inspeccionava diariamente,com carinho e muita responsabilidade.Foi um avião que deixou por certo muita saudade a muitos outros colegas que com ele "conviveram", quer mecânicos quer pilotos.
Provavelmente o colega Fernando Moutinho, sinta a mesma saudade, porque voou muitas horas neste "Rolls Royce" dos anos 60.
Para os leigos desta maravilha da época em Portugal,eis alguns dados técnicos:

-Era equipado com um motor General Eletric J-47-27.
-Um Empuxo de 2.681 Kg.
-Velocidade Máxima de 1.118 Km/hora.
-Razão de subida 2.835m/min.
-Tecto de serviço 14.630m.-
-Alcance com 2 tanques 2.044Km.
-Peso em Vazio 4.940Kg.-
-Carregado 9.234Kg.
-Envergadura 11,31m.
-Comprimento 11,44m.
-Altura 04,47m.
-Armamento incorporado 6 metralhadoras Browning 50 pol.

Foi um avião, que na guerra da Coreia, conseguiu fazer frente e, levar a melhor, em variadíssimas situações sobre os Mig-15 russos, coisa que não acontecia antes dos F86 entrarem no teatro de guerra,pois os F80-Shoting star e os F84-Thunderjet, viam-se aflitos com os referidos Mig 15. Por curiosidade informo que os 2 últimos aviões F86-F que chegaram a Monte Real, Nºs.5364 e 5365, vieram da guerra da Coreia e, vinham com algumas pequenas blindagens, redondas e rectangulares, que tapavam a entrada e saída das balas inimigas e, as fugas que traziam eram várias obrigando a uma grande remodelação.
Um abraço a todos os comandantes e colegas,sem excepção

Fabrício Marcelino

VOO 1421- PEDIDO DE INFORMAÇÃO.


Mário Aguiar
2ºSargºMil. MARME (Metralha) Guiné
Porto
Boas Companheiro
Como já estamos a meio do mês de Janeiro de 2010, ou seja já só faltam mais ou menos 4 meses para o nosso encontro, o “33º. ENCONTRO DE ESPECIALISTAS DA BASE AÉREA 12 / GUINÉ”, será que já sabes se sempre é o nosso companheiro João Fernando Pato (MMA) a organizar o referido encontro e se é já sabes onde é e como é ? Será que estou a exagerar por sentir que nada se está a passar, e pensar que está em risco o nosso encontro ?? Ou vai ser à porta fechada para a generalidade dos especialistas que passaram na BA-12 ? Lamento mas não consigo deixar de pensar de que com um jeitinho o João Pato não confirma a organização, até porque nunca o fez, e à ultima da hora vamos fazer uns telefonemas, mandar uns e-mail’s e juntar de uma forma um pouco atamancada um grupo aí sim muito restrito de companheiros. Se o João Pato já vos comunicou alguma coisa e só eu é que nada sei, por mim não tem problema, se eu tiver que ficar de fora, para que os outros especialistas da BA-12 se reúnam e unam, pois como diz o outro por morrer uma andorinha não acaba primavera.
Força companheiro mantém a saúde física e mental, e se tiveres notícias, e as poderes compartilhar comigo agradecia.
Um abraço
Mário Aguiar MAEQ / MARME / METRALHABA-2, BA-3, 3ªRM, AB-5, AM-51, BA-2, DGMFA, BA-12 e BA-6
P.S.:- Eu só tive uma especialidade, que inicialmente era MAEQ, que actualmente se chama MARME, mas é sempre e será METRALHA.
VB:Olá Mário.
Em primeiro deixa-me agradecer a foto que nos envias-te,assim sim!
Quanto ao nosso 33ºAlmoço.aqui à uns tempos o João Pato ligou-me e,entre os vários assuntos de que falamos,fiquei ciente que a organização do referido repasto,é da sua jerudição.
Onde é,como vai ser.apenas sei que é no último sábado de MAIO.

VOO 1420 RESENHA DE UM ZÉ ESPECIAL




Olvidio Sá
Esp.Eabt Angola
Chaves


Resenha de um Zé Especial


Atribulações do Zé Especial.

De seguida concluo o curso de Abastecimento sem grandes sobressaltos fiquei colocado no meio da tabela e, como qualquer base ficava longe de Chaves e era no tempo aventureiro resolvo eu, o amigo Chaves ou Rebelo como queiram apodá-lo, um de Vila Real a quem nós chamávamos o Vila Real mas que o seu nome completo era Antonino José Dias Teixeira e mais um do Mogadouro , o Ruano. resolvemos oferecermo-nos para as Lajes, Field, Azores, Portugal onde desaguámos no solo Terceirence dia vinte e dois de Fevereiro de mil novecentos e sessenta e sete, a Bela Terceira que jamais será esquecida.

Legenda:Base Aérea nº4,Lages-Terceira.
Foto:
Fernando C.Branco(direitos reservados)

Foi o meu Primeiro voo e logo num multi usado Skymaster, durante um ano menos um dia, uma vez que o regresso à Metrópole aconteceu dia vinte e um de Fevereiro de mil novecentos e sessenta e oito.
Pois como era de esperar oferecemo-nos os três eu, Rebelo e Vila Real , uma vez que o Ruano já tinha embarcado para a Guiné, para Moçambique e isso sim fomos todos mobilizados e desmobilizados numa ordem posterior. Entretanto eu ofereço-me para Angola e sou então desta vez, agraciado com o pedido feito. O Rebelo e o Vila Real de novo reiteram o seu pedido e são então idos para Moçambique. No avião de regresso à Metrópole viajam também o Senhor Fialho Gouveia, Carlos Cruz bem como outros que não conhecíamos os quais tinham ido â Terceira fazer a reportagem de um suposto OVNI que sobrevoou a ilha deixando, sem explicação inanimado, um guarda nocturno de serviço a uns paióis americanos.
To Be Continued.
Um grande ABRAÇO do Olvídio
Zé Especial Eabt 1ª de 1966

domingo, 17 de janeiro de 2010

VOO 1419 BEIRA,1973 PRAIA DO MACUTI.


Augusto Ferreira
Com.Esqª.Rel.Públªs.e Fotografia desta Base.
2º Sarg.º Melec./Inst./Av.
Coimbra
Ainda a cidade da BEIRA em 1973.
Caros amigos e companheiros na sequência dos escritos que vos tenho enviado, acerca desta linda cidade Moçambicana, aqui estou hoje mais uma vez, para vos falar dela.Esta cidade como todos se recordarão, foi ponto de passagem de todos os companheiros, que cumpriram as suas missões de serviço, nesta ex-colónia Portuguesa e é a eles que dedico estas imagens da praia do Macuti, desse ano de 1973 para que as recordem para sempre.Serão um pouco individualizadas, mas os cenários são certamente conhecidos por todos e tem como objectivo, o relembrar daqueles tempos, que decorriam por estes meses de final e de princípio de ano, em que o calor apertava mais e as “fugidas” das zonas operacionais do norte até ao Oceano Indico aconteciam.A praia do Macuti obteve esta designação, devido ao carregueiro do mesmo nome, que operava na costa Moçambicana e que acabou por encalhar e ficar colado definitivamente a esta praia.


Estou a enviar-vos uma foto dele, quando ainda flutuava. Em 1973 o aspecto do casco era o que segue noutra, estando eu no seu interior mais o Chefe Fitas Custódio.A felicidade que sentíamos, com a sensação de liberdade que desfrutávamos por aquelas paragens, tinha obrigatoriamente que ser registado e a máquina fotográfica, era a primeira coisa a ser metida no nosso saco de viagem. Os recursos técnicos e a capacidade económica naquela época não eram grandes, mas a nossa vontade essa sim, era maior que tudo.As amizades eram fortes, porque aprendemos a viver em conjunto os bons e os maus momentos e a partilhá-los como se de uma família natural se tratasse e até os pequenos planeamentos de férias eram feitos em conjunto.Seguem duas fotos em que estou eu e o Margarido, dentro das bóias de salvamento que estavam colocadas junto ao Farol do Macuti e ainda

uma última com o Margarido e o Ribeiro ao lado do respectivo farol.
Por hoje vou terminar, pois vou ter de tirar os calções de banho e de voltar para 2010 com a respectiva roupa de Inverno.
Um grande abraço para toda a Linha da Frente e amigos, assim com para a Cabine de Pilotagem deste Zé Especial.
Augusto Ferreira
VB:Olá Companheiro Augusto.
Sinceramente que estamos a equacionar se se havemos de manter à frente da Esqª que comandas ou na de arquivo.Já tive o privilégio de observar o local onde armazenas o material "militar",mas nunca imaginei ser tanto e tão diversificado.
Esperamos que outros companheiros,com um espólio como o teu, (acho dificil!?...)nos remetam também para que aqueles por qualquer motivo as não poderão guardar,agora as recordem passados estes anos todos.

VOO 1418 ZÉ ESPECIAL



João Carlos Silva
MMA 2ª/79, BA6
Sobreda







Companheiros,
No seguimento do comentário do comandante Víctor Barata ao “VOO 1415 AS NOSSAS GLORIOSAS MÁQUINAS VOADORAS. ” e de muitos outros Voos do nosso Blog em que são relatados diversos temas sempre com aquela "paixão", fiquei a pensar e fui ao baú.
Realmente “putos” que depressa se fizeram homens ao ingressar na nossa FAP com 17/18/19 anos e que muita responsabilidade se habituaram a ter desde cedo.
Eu, pela minha parte e como tantos outros, entrei pela porta de armas da então BA2 com 17 anos e com 18 tinha nos ombros as divisas de 1º Cabo Especialista a que correspondiam as responsabilidades enumeradas pelo Víctor no Voo acima referido. Estava na manutenção dos Fiat G91 na Esquadra 301 na BA6 e pouco depois na Linha da Frente da mesma Esquadra.



Legenda: As minhas divisas de 1º Cabo com o símbolo da Especialidade (1).

Da mesma forma sempre estarei grato pela formação e “escola” que me foi transmitida e nunca poderei esquecer, além da camaradagem, os momentos da preparação dos aviões para os voos, dar as saídas e recebê-los. Digamos que para um jovem de 18 anos era um misto de responsabilidade, de enorme orgulho por ter esse privilégio de trabalhar com aviões e de poder ser actor nas diversas actividades que contribuíam, no seu todo, para a operacionalidade da nossa FAP.

Envio cópia do emblema da Manutenção – “Os Mágicos” e da Linha da Frente – “Para Que Se Sintam Seguros” da Esquadra 301 - “De Nada a Forte Gente Se Temia” do inicio dos anos 80.




Saudações Especiais para os Operacionais da Linha da Frente e para todos os Amigos e visitantes desta Tertúlia,
João Carlos Silva

Nota (1): O símbolo da Especialidade varia consoante a área. De acordo com a recente denominação e classificação existem as seguintes Especialidades:
- Operações:
OPCOM - Operador de Comunicações
OPMET - Operador de Meteorologia
OPCART - Operador de Circulação Aérea e Radarista de Tráfego
OPRDET - Operador Radarista de Detecção
- Manutenção:
MMA - Mecânico de Material Aéreo
MMT - Mecânico de Material Terrestre
MELECT - Mecânico de Electricidade
MELECA - Mecânico de ELectrónica
MELIAV - Mecânico de Electricidade e Instrumentos de Avião
MARME - Mecânico de Armamento e Equipamento
- Apoio:
OPINF - Operador de Informática
OPSAS - Operador de Sistemas de Assitências e Socorros
ABST - Abastecimento
CMI - Construção e Manutenção de Infra-estruturas
SS - Serviço de Saúde
PA - Polícia Aérea
SAS - Secretariado e Apoio dos Serviços
MUS - Músico
SHS - Serviço de Hotelaria e Subsitência
Fonte: site da Associação de Especialistas da Força Aérea

sábado, 16 de janeiro de 2010

VOO 1417 SER OU PORQUE É QUE SE NÃO FOI ZÉ ESPECIAL.




Santos Oliveira
2ºSargº Mil.A/P Ranger Guiné
V.N.Gaia


Permissão de aterragem

Caríssimos Comandantes e Tripulantes que partilham esta Base. O olhar, com imensa nostalgia, o Postal do Junkers Ju52/3m, que o impagável Six, reproduziu no Voo 1415, ao ler o Comentário correspondente, do Comandante Victor Barata, ao constatar que nem todos os que o desejaram, foram Zés Especiais, ocorre-me narrar o facto, ou factos, que obstaculizaram o meu ingresso na Força Aérea Portuguesa e, estou bem seguro, de muitos Portugueses da época (alguns amigos de infância) igualmente foram vitimas da negação Familiar, para que tal fosse concretizado.
Assim, corria o ano de 1959. Com os meus 17 anos, sonhava com o Ar e com as máquinas com ele relacionadas, com o cheiro do óleo e a gasolina, com o vento na caro, com as sensações estranhas nas entranhas, aquando das perdas... Solicitei, por isso, á Força Aérea, informações das Condições de Admissão e aguardei.
Quando as informações chegaram, pelo Correio, eu não tive acesso imediato a elas.Tive, sim, a recepção que estava de acordo com a rígida, exigente e pesada disciplina Familiar da época, pelo que classificarei o nosso conhecido RDM (igual no conteúdo mas substancialmente diferente na sua aplicação dentro da Força Aérea e Exército), como um leve exercício disciplinar. Recordo a sova monumental, a última. Que bem me lembro! Foi-me vedada qualquer referência ao assunto Força Aérea, pois, seria necessária a respectiva autorização escrita de Familiar acreditado, e, essa, eu não a teria nunca.
Chegada que foi a Inspecção Militar, propus-me para a Força Aérea. Igualmente vi negado o meu desejo, agora por razões Orgânicas. No Final da 1ª Parte do meu Curso (Formação Básica), na EPI-Mafra, foi aberto Concurso para o Ingresso respectivo... O Comando da Escola (Cor. Ribeiro de Faria) nem sequer me permitiu concorrer e com a evocação solene (do então Major Jasmins de Freitas-Director de Instrução), de que seria "Infante até morrer". Mercê do Complemento de Instrução na parte do Curso Ranger, beneficiei do privilégio (não pelo caminho que desejei ou desejava) de estar no seio da vossa família, embora entrando pela ala lateral: o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas, ao tempo, Comandado pelo Cor Paraqª.(ou Ten.Cor.???) Robalo.Aqui, avivam-se as saudades do Junkers, pois foi nesta aeronave de fuselagem peculiar que foi dado o meu salto inaugural.
Como eu, certamente centenas ou milhares de Companheiros, viram as suas Carreiras cortadas, sem motivo aparente, pelos familiares mais conservadores, o que, ao tempo, até se compreendia; hoje, seria uma completa aberração.
Aos que o são, aos que o desejavam ser, aos que foram impedidos por razões várias,a solidariedade e sobretudo a Camaradagem que sempre pontua cada acto do ser humano, o abraço, do Santos Oliveira


VB. Amigo Oliveira,lamentamos não poder publicar os exemplares que nos enviaste sobre as condições de admissão na FAP,mas os originais que nos enviaste,talvez pelo seu tempo,não são legíveis.
Pois amigo,não te deixaram concretizar as tuas paixões aeronáuticas,mas agora vieste cá parar.
Vale mais tarde que nunca!!!

VOO 1416 BISSAU AIR SHOW"




Manuel Lema Santos
1ºTen.Reserva Naval Guiné
Belas



"Bissau Air Show"


Meu Caro Victor Barata, Deixa-me agradecer-te de forma muito especial, ainda que apenas por palavras, o teu gesto de inestimável amizade ao enviares-me um DVD com uma cópia do filme que o Jorge Félix tão bem "armadilhou". Claro que "espiolhei". Está retirado o trecho final do autor, Sr Pierre Fargeas, "Bissau Air Show - 1969/1974", que ilustra um trabalho conjunto de uma corveta da Marinha de Guerra com um helicóptero da FAP, utilizando a plataforma porta-helicópteros do navio. Pontos interessantes a fixar:


– As imagens são de 1971 e não são filmadas. Apenas no período que decorreu de 18 de Março a 3 Maio desse ano, a corveta "Jacinto Cândido" - F 476 esteve na Guiné. Numa das imagens a
cores figura numa bela perspectiva de "vista de pássaro" com dois botes por perto.
– Participou em vários exercícios e o Brigadeiro António de Spínola, durante o tempo de permanência do navio ali, quis avaliar a capacidade efectiva daquela unidade naval se poder mostrar eficaz na luta contra os badalados "Migs" soviéticos estacionados na Guiné Conakry. Fantasias, mas sempre era melhor que tentar com G3...


– Comandava a corveta o então CTEN Victor Manuel Trigueiros Crespo, visível junto de uma das 2 peças "Bofors" anti-aéreas, em reparo binado, equipadas com alças giroscópicas. A seu lado está o CMG Alberto Magro Lopes, nessa altura já Comandante da Defesa Marítima da Guiné, tendo sido promovido ao posto de Comodoro por essa altura.


– Noutra das fotos a cores, está estacionado na plataforma porta-helicópteros da corveta um Alouette III suponho, mas aqui, se não forem os Especialistas da BA 12 a confirmar e informarem quem são os oficiais presentes, então nada é possível por parte aqui deste marinheiro.
O piloto parece ser Capitão e ter um Tenente junto dele mas...




– Há diversas fotos da guarnição, bem como da tripulação e evolução do Alouette mas reconhecimentos já não são fáceis.
A corveta largou de Bissau a 3 de Maio, rumo a Luanda. Deixo-te aqui a proposta de publicarmos os dois em conjunto depois de acrescentados os valiosos esclarecimentos dos Especialistas da BA 12.
Forte abraço,Manuel Lema Santos
VB.Boa Noite Manuel.
Mais uma vez a tua invejável memória nos faz recuar no tempo para recordar-mos momentos e locais que são parte integrante da história da nossa vida.O Cap.Pilav.que se encontra aos comandos do Helli,se a minha memória me não atraiçoa,é o Zuquete,o outro Piloto não consigo reconhecer,não se vê o rosto,o mecânico que se encontra atrás do Cap.Pilav.Zuquete é o Pestana (MMA).

VOO 1415 AS NOSSAS GLORIOSAS MÁQUINAS VOADORAS.


António Six
Esp.MMA Guiné
Pontével






JUNKERS Ju 52/3m




DOUGLAS C-53D DAKOTA





FIAT-G91 R/4






VB: Bom-Dia Six.
É com alguma nostalgia que recordamos estas gloriosas máquinas voadores a quem nós,ZÉS ESPECIAIS,tanto dedicamos a nossa juventude nas mais adversas condições profissionais e materiais.Eu que fiz a minha comissão de serviço na linha da frente das DO 27,em Bissalanca-Guiné,reconheço hoje que na realidade fomos os alicerces do trabalho desenvolvido pela FAP durante o período da guerra colonial,para hoje sermos o grande pilar desta tão nobre e digna componente das nossas Forças Armadas.Os valores materiais que nos eram responsabilizados,as vidas humanas que dependiam do nosso profissionalismo(os pilotos),e éramos...menores,lembram-se?! Na época,adquiria-se a maior idade aos 21 anos,e nós tínhamos 18/19,obrigando-se os nossos encarregados de educação a assinarem (emancipação) um termo de responsabilidade para podermos ingressar na FAP.Seria uma injustiça minha não manifestar aqui a minha gratidão aos pilotos que depositaram em nós toda e absoluta confiança nas nossas capacidades profissionais. A FAP deu-nos formação teórica catorze meses,pratica de trinta e seis,em algumas situações mais,abriu-nos as portas para a aviação civil,(tu és um exemplo disso Six),projecto-nos para a pratica de profissões inerentes aos diversos cursos que nos ministrou e abriu-nos as portas do ensino superior onde alguns de nós concluíram licenciaturas nas diversas especialidades.
Hoje,orgulha-mo-nos de sermos os homens que somos e pertencer à NOBRE FAMÍLIA FAP.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

VOO 1414 A INTENÇÃO NADA TEM HAVER COM O SENTIDO...


Santos Oliveira
2ºSargºMil. A/P Ranger
V.N.Gaia
Caros Comandantes.
Não deixo de ficar espantado e triste quando, passados tantos anos, ainda se belisca com o RDM das Armas para invocar Classes que, a existirem, eram apenas nas cabeças de cada um.Querer pertencer às elites, ter nos cargos importantes, visibilidade, até é um sentimento humano. Mas será que é positivo? Dignificante? Ou apenas põe a descoberto o egoísmo existente dentro de cada um.
Pertencer, ou não, á designada linha da frente (destaque atribuído legitimamente pela Equipa de Comando dos Zés Especiais) não (é) era assunto para ser carreado para este palco, sobretudo ao ser feita comparação com outros Camaradas, neste caso, do Exército. É uma indelicadeza (no mínimo) que, passados tantos anos da nossa vida, ainda não tenhamos aprendido a evitar.
O pior é ter, pretensamente, “encostado á parede” o Editor Victor Barata… Ser-se Zé Especial, acredito, é apenas ser-se homem pleno de dignidade e que tenha compartilhado uma parte da sua Vida e Experiência, sem necessidade de se colocar em bicos de pés para ser visto.
Gostaria, a fim de evitar melindres ou desvios de classe ética, que fosse atribuído o lugar na Linha da Frente, com que me honraram, a um qualquer elemento que se sinta menos dignificado.
Por mim, sempre fui Pára-quedista do Exército, formado pela FA a quem muito devo, mas nem por isso me senti ou sinto relegado. Este, o meu reparo.
Santos Oliveira
Srgtº MilºA.P.Infª/Ranger

Voos de Ligação:
Voo 1412 As histórias do “Ti Tomás”!

VB:Meu bom Amigo Oliveira.
Queremos desde já assumir a plenitude da responsabilidade por este desabafo do nosso Companheiro Olvídio,pois fomos nós que não colocamos sua integração na "LINHA DA FRENTE"em devido tempo. Também sabemos que não foi sua intenção menosprezar ninguém,foi uma forma de justificar a sua observação.
Como sabes,e prova disso é o mérito que nos tens imputado na feitura deste espaço,nunca foi,é ou será intenção dos operacionais desta base,dividir mas sim unir.
Temos um privilégio muito grande que nos motiva muita acção para a continuidade e aumento dos nossos voos,é receber nesta base,tal como o fazíamos na BA 12,o Exército e a Marinha.
Oliveira ficamos à espera para te receber no próximo voo.
Um abraço.

VOO 1413 ANIVERSÁRIO DUPLO



Jorge Mendes
Ex.2ºSarg.Milº EABT- BA2-BA5-BA10-BA2
Coimbra
Amigo Comandante
É verdade hoje dia 15 de Janeiro é data de aniversário duplo.
Tal como consta na caderneta militar que junto , é visível que fui incorporado em 15 de Janeiro de 1968 e passei á disponibilidade em 15 de Janeiro de 1974.


Legenda: Caderneta Militar Jorge Mendes
Assim faço 42 anos no mesmo dia que completo 36.
Nem todos conseguem o privilégio de num só dia comemorar dois aniversários.
Mas atençao 36 e 42 anos são aniversários da nossa FAP, porque o meu aniversário já chegou à barreira dos 60.
Um abraço
Jorge Mendes
Ex.2ºSarg.Milº EABT- BA2-BA5-BA10-BA2
Coimbra

JS: Jorge Mendes curiosa coincidência esta que referes. Podes continuar e pensar que 60 noves fora nada são 6 que é a diferença entre os 42 da incorporação e os 36 da disponibilidade. É um bocado rebuscado da minha parte, mas, que é outra coincidência, lá isso é. Já agora parabéns pela incorporação e...parabéns pela passagem à disponibilidade.