domingo, 31 de janeiro de 2010

VOO 1449 O ANÍBAL MADEIRA



Augusto Ferreira
Com.Esqª.Rel.Públªs.e Fotografia desta Base
2º Sarg.º Melec./Inst./Av., Moçambique
Coimbra



Ainda o ANÍBAL MADEIRA
Caros amigos, tem sido com grande satisfação, que tenho acompanhado as intervenções na nossa Linha da Frente, do companheiro figueirense António Loureiro.
Pela oportunidade dos assuntos que aborda e também pela intensidade que coloca neles. É sem dúvida um Zé Especial.
Na sua última participação surpreendeu-me, quando referiu, que também tinha tirado o seu curso na Escola Avelar Brotero em Coimbra, quando nos falava, sobre o desaparecimento precoce do nosso grande amigo Aníbal Madeira.
Companheiro António Loureiro, tanto eu como o nosso ex-presidente do Núcleo da AEFA de Coimbra Carlos Ferreira, fizemos parte da mesma turma dele, durante o Curso Industrial que tirámos nesta escola, que recordamos com muita saudade. Provavelmente cruzámo-nos contigo na Brotero, naqueles já longínquos anos sessenta.
O Madeira entrou um ano antes de mim para a nossa FAP e nunca nos encontrámos por lá.
Ele era, como sabe quem privou com ele, um grande amigo do seu amigo e infelizmente, tenho agora que lamentar, que embora vivendo na mesma cidade a não muitos quilómetros dele, já o não via há cerca de trinta e tal anos. Incrível ,não é?
É verdade que verifico passados estes anos, que ele se isolou bastante, talvez por razões de saúde, não comparecendo aos encontros que o núcleo e outros promoviam e lá vem a justificação de quem não aparece esquece. Mas isto acabou por acontecer, dentro do esquema de vida em que nos encontramos envolvidos hoje.
Que esteja em paz, onde quer que esteja o nosso Aníbal Madeira.
Em função do texto de hoje, vou enviar-vos uma foto da nossa linda cidade de Coimbra.
Legenda: A bonita cidade de Coimbra
Foto: Augusto Ferreira (direitos reservados)
Um grande abraço para a cabine de pilotagem, extensivo a todos os Zés Especiais e amigos desta Linha da Frente.
Até breve
Augusto Ferreira
Voos de Ligação:

sábado, 30 de janeiro de 2010

VOO 1448 AS ESPECIALIDADES NA NOSSA FAP - I



João Carlos Silva
MMA 2ª/79, BA6
Sobreda







Companheiros,
De forma a complementar o VOO 1418 e socorrendo-me do "site" da AEFA, compilei alguma informação relativa às especialidades actuais existentes na nossa FAP. Sempre dá para recordar um pouco e comparar com o que era no tempo de cada um de nós, mas, quem sabe, talvez algum(a) jovem faça escala nesta base e lhe desperte o interesse por esta causa.
"A origem dos Especialistas da Força Aérea perde-se no tempo, algures nos primórdios do Sec. XX.
Antes mesmo da criação da Força Aérea Portuguesa como ramo independente (Julho de 1952), já haveriam Especialistas, quer na Aeronáutica Militar, quer na Aeronáutica Naval , ainda assim, é com a criação da Base Aérea nº 2, a Casa Mãe (14 de Abril de 1940) que se intensifica a formação de Especialistas, atingindo o ponto alto no ano de 1960 com a sua passagem de Base Operacional a Base de Instrução, em 1976 é criado o Centro de Instrução nº 2 (CI-2) posteriormente Grupo de Instrução de Técnicos e Especialistas (GITE), retomando novamente a anterior designação (CI-2), até 1992 quando passa a ter a actual designação de Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA) que forma Especialistas em três áreas, Operações, Manutenção e Apoio, que interligadas são verdadeiros pilares onde assenta o "FAZER BEM", fundamental para o cumprimento da missão atribuída à FORÇA AÉREA PORTUGUESA.
O Lema da Força Aérea "Ex Mero Motu", que deriva do latim e que poderá ser traduzido em "À mais pequena solicitação", ilustra também o Espírito dos Especialistas, que, desde sempre ingressaram nas fileiras da FAP voluntariamente."

Especialidades Actuais - 1
Área de OPERAÇÕES


OPCOM - Operador de Comunicações
Operar sistemas de comunicações e de informação no âmbito do serviço de mensagens, nos centros de comunicações e nos domínios das Unidades/Órgãos e no Sistema Táctico de Comando e Controlo. Processar e explorar funcionalidades de troca e processamento de informação, aplicando técnicas de segurança. Operar equipamentos rádio e de outra natureza em ambientes fixos ou tácticos.

OPMET - Operador de Meteorologia
Realizar observações meteorológicas de aeródromo e de altitude. Executar tarefas relacionadas com a observação e codificação do estado do tempo, preenchimento de impressos meteorológicos e prestação de informação meteorológica, difundindo os dados nos sistemas informáticos apropriados e informando directamente os diversos utilizadores (nacionais e estrangeiros), com realce para os directamente ligados à actividade aérea.

OPCART - Operador de Circulação Aérea e Radarista de Tráfego
Efectuar o Controlo do Tráfego de Aeródromo e processar a informação aeronáutica nacional e internacional necessária à operação segura e eficiente dos voos.

OPRDET - Operador Radarista de Detecção
Processar a informação aeronáutica nacional e internacional, recebendo analisando e inserindo no Sistema de Defesa Aérea as informações e mensagens aeronáuticas, operacionais e tácticas necessárias às operações aéreas. Verificar e corrigir o percurso das aeronaves que evoluem no espaço aéreo nacional e a troca de dados com plataformas aéreas, marítimas e terrestres. Executar funções em ambiente de guerra electrónica hostil e em ambiente simulado. Operar equipamentos de envio/recepção de mensagens.

Saudações Especiais,
João Carlos Silva, MMA, 2ª/79
Fonte: www.aefa.pt
Voos de Ligação:
VOO 1418 ZÉ ESPECIAL

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VOO 1447 O ÚLTIMO VOO.


António Loureiro
Fur.PA
Figeira da Foz
Dá-me licença senhor Comandante Barata
Apresenta-se o ex-Fu.Milº.PA

Quando li o "alerta" sobre o falecimento do nosso querido companheiro, não pude deixar de ir dar uma "rabuscadela" ao meu sótão das memórias, cada vez mais desarrumado e com dificuldades acrescidas na localização de informação.
No meu subconsciente a palavra Madeira dizia-me qualquer coisa e por não saber de onde, cada vez ficava mais incomodado até que a manhã finalmente chegou.
Peguei no telemóvel e liguei ao nosso amigo David para o pôr ao corrente da triste notícia, e combinámos a hora de nos encontrarmos na Base onde pela última vez o nosso querido aviador iria aterrar.
Já na placa, pedi ajuda ao David (EABT), no sentido de me tirar aquele "peso" que tanto me incomodava e afina,l a resposta era tão cruelmente fácil e meu instinto se negava a aceitar, o Madeira era, nem mais nem menos, o meu querido amigo e companheiro da Escola Brotero que à tantos anos não via.
O meu pensamento fez-me recuar meio século para trás, triste e meditabundo que estava, só "acordei" com a mudança súbita de movimento.
Quando a aeronave preta e reluzente passou a baixa velocidade por nós, a dúvida instalou-se, será esta??? e tudo se esclareceu ao avistarmos o nosso companheiro Costa Ramos que também seguia naquela "formação".
Como é natural, o tema da conversa foi o saudoso Madeira e por opção, não entramos no hangar e mantivémo-nos na placa à espera que os familiares regressassem da última despedida ao seu ente querido e para lá nos dirigimos para apresentar as nossas mais sentidas condolências e dar algumas palavras de conforto, tendo o cuidado de informarmos quem éramos e o que nos levava ali.
O inesquecível Madeira, pelo que representava para todos nós, vai certamente ficar gravado na nossa memória por aquilo que ele sempre foi, amigo do amigo, jovial, sério e que procurou fazer da melhor forma que podia e sabia, as tarefas que lhe foram confiadas.
Todos ficamos mais pobres e em 2040, decerto que não haverá mais nenhum aviador da nossa geração para contar na primeira pessoa o que representámos para Portugal, os sacrifícios que que nos foram pedidos e a resposta que soubemos dar, enfim, somos uma geração, obrigada por força das circunstâncias, a amadurecer demasiado cedo e isso tem um preço, como alguém já disse antes.
Somos diferentes.
O Madeira era assim, deixou-me um pouco dele, levou um pouco de mim.

Paz à sua alma.

Resta-me despedir com um abraço generalizado.

Loureiro

Voos de Ligação:

Voo 1441 Notícia de última hora, faleceu o Madeira.
Voo 1442 O Madeira partiu para o seu último vooVoo 1444 Adeus Amigo.

VOO 1446 É PENA,JÁ NÃO TEMOS IDADE.


José Teixeira
Esp.OPC
Trofa
Meu caro VICTOR BARATA-
Enviaram isto para o meu filho: será autêntico?

José Teixeira


Centro de Recrutamento da Força Aérea


O Centro de Recrutamento da Força Aérea é o órgão da Força Aérea que tem por missão “proceder ao Recrutamento para a prestação voluntária do serviço militar na Força Aérea…”. Na página do Recrutamento da Força Aérea encontrarás um conjunto de informação que te será útil para dares corpo à tua ideia de vires para a Força Aérea e fazeres dela “A TUA FORÇA”.

Ofertas de Emprego Centro de Recrutamento da Força Aérea:

Força Aérea - Secretariado e Apoio dos Serviços - 106 vagas

Força Aérea - Informática (TINF) - 14 vagas

Força Aérea - Pessoal e Apoio Administrativo (TPAA) - 18 vagas

Força Aérea - Controlo de Tráfego Aéreo (OPCART)

Força Aérea - 11º/12º ano

Força Aérea - Construção e Manutenção de Infra-Estruturas (CMI) - 10 vagas

Força Aérea - Oficiais

Força Aérea - Polícia Aérea - 115 Vagas

Força Aérea - Informática (OPINF) - 14 vagas

Força Aérea - Hotelaria e Subsistências (SHS) - 24 vagas

Força Aérea - Licenciatura

Força Aérea - Material Electrotécnico (TMMEL) - 7 vagas

Força Aérea - Controlo de Tráfego Aéreo - Licenciatura - 7 vagas

Força Aérea - Praças 9º ano

Força Aérea - Mecânico de Material Aéreo - 75 vagas

Força Aérea - Banda e Fanfarras (MUS) - 12 vagas

Força Aérea - Praças 11º/12º ano

Força Aérea - 9º ano

Consulte Todas as Ofertas:
http://www.net-empregos.com/emprego-empresa/centro-de-recrutamento-da-forca-aerea/
VB: Pois muito bem,aconselho todos aqueles,e não são poucos,que procuram emprego a seguir um excelente rumo de vida.
Que pena não ter idade!?...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

VOO 1445 O BREVET MMA.



Fabricio Marcelino
Esp.MMA Guiné
Leiria

BREVET MMA

No voo 1433 o colega António Loureiro,a quem saúdo nesta sua entrada para a nossa linha da frente,faz alusão ao brevet que nós, os MMA usávamos. António Loureiro,a esta distância a memória já nos atraiçoa a todos, o que te levou, por certo à alusão de 2 chaves de bocas no mesmo.


Junto envio foto do referido brevet. Como podemos observar, é composto por: 2 asas, uma hélice de avião ao centro na vertical e, igualmente ao centro, cruzam na diagonal, uma chave de bocas e um martelo. Desculpa a correcção,mas assim mantemos mais vivo o passado.
Um abraço e sê bem-vindo
Fabrício Marcelino

VOO 1444 MAIS UM QUE ABANDONOU A BASE,TÃO CEDO!



José Ribeiro
Esp.OPC Guiné

Lisboa


Boa Noite, Victor e restantes comandantes desta Base.
A vida tem destas coisas, isto é, não somos eternos. Mas morrer com essa idade (61 anos), já não é tão usual nos tempos que correm, por isso dou desde já os sentidos pêsames à família enlutada, participando nós desse pesar.
Nós morremos mais cedo porque estivemos sujeitos a "tempestades" por outros criadas e que hoje se promovem à custa da desgraça desses. Vários seriam os exemplos que provam os factos e que testemunham aquilo que se diz.
O nosso camarada falecido, Madeira, foi um no conjunto do outros, que sofreu na carne o cumprimento da missão para que foi indigitado e dele nos lembramos com saudade, amizade e que esteja em paz nos novos voos que por ventura venha a fazer, em qualquer lugar que esteja. Estes serão os votos sinceros de todos os ex-camaradas de armas e conhecidos, incluindo eu.
Conheci-o em Soure (Foto, Victor), julgo? Se a memória visual não me engana; já era sofredor de um mal terrível, cujas causas desse, ele não me soube dizer.
Como seres humanos que somos, cuja durabilidade não obedece a critérios de tempo, estamos sujeitos a ser apanhados num qualquer momento do final e/ou princípio, da nossa vida.
A vida às vezes prega-nos tais partidas e custa-nos aceitar a realidade dos factos. Temos que estar cientes dessas realidades e aceitá-las como naturais.
Infelizmente o nosso grande e tão pequeno ex-camarada de armas, já não nos pode acompanhar em vida nos nossos encontros, mas estará sempre connosco, assim como outro, cujo nome/apelido? Prates, do Porto, também se foi e esteve também na Guiné (BA12), com apenas 59/60 anos de idade.
Temos que ser fortes e capazes de aguentar tais perdas, sem remédio, sendo que delas, enquanto vivos, nos vamos lembrando, na esperança que um dia estaremos todos juntos e lutando pelos mesmos ideais.
Mais uma vez, OS MEUS SENTIMENTOS PROFUNDOS À FAMÍLIA ENLUTADA.
Amigo, Victor, desculpa o alongamento deste texto e se não o quiseres publicitar não o publicites.
JLRibeiro, OPC, 3ª/66 - Guiné(BA12) e Angola.

Voos de Ligação:

Voo 1441 Notícia de última hora, faleceu o Madeira.
Voo 1442
O Madeira partiu para o seu último voo
Voo 1444 Adeus Amigo.

VOO 1443 ADEUS AMIGO.


Fernando Castelo Branco
1ºSarg.MMT Moçambique
Terceira-Açores
Amigos ESPECIAIS

Como é “ minha obrigação”; todos os dias, vou á “ formatura da SAUDADE”...
Antes de “formar e ler a ORDEM DO DIA”, o Nosso Comandante da AMIZADE, disse que ia “faltar” UM, de Nome ANÍBAL MADEIRA...
Não se “desenfiou”; mas sim; foi fazer um VOO; para perto de Nossa Senhora do Ar?!...daqui deste lado do MAR, só lhe digo ADEUS AMIGO...
Para a Sua Digníssima Esposa e restante Família, vão os meus SENTIDOS pêsames, com o Espírito de Especial que de certeza o ANÍBAL teve.
Fernando Castelo Branco

Voos de Ligação:Voo 1441 Notícia de última hora, faleceu o Madeira.
Voo 1442 O Madeira partiu para o seu último voo

VOO 1442 O MADEIRA PARTIU PARA O SEU ÚLTIMO VOO.




Victor Barata
Comandante desta Aeronave
Esp.Melec./Inst./Av Guiné
Vouzela
Olá Companheiro.

Embora pertence-se-mos à mesma família,a FAP, conheci-te pela primeira vez na Base Aérea nº 12,em Bissalanca,Guiné.Quando ali desembarquei do DC-6 que me transportou do AB 1,Portela,tudo para mim era uma interrogação: -Vou ter que estar aqui dois anos?O que será esta vida na guerra? Vou morrer? que pedir muito a Deus para me guardar! Não conheço ninguém... Ó "pira" qual é a tua especialidade?-Pergunta-me um companheiro que já tinha terminado a comissão à dois meses.Levam-me para uma camarata ocupada com umas oitenta camas,protegidas por redes,parecendo o berço de crianças, onde eu iria pernoitar esperando pelo dia seguinte para me arranjarem um quarto.
Assim foi,no dia seguinte fui para um quarto com oito camas,sete estavam ocupadas e uma livre que iria ser minha.
Então "pira"qual é a tua especialidade? De que base vens?És de onde?
As perguntas habituais.
Nesse quarto habitavas tu,Madeira! Foi ai que te conheci e que recordamos os nossos tempos de Coimbra,pois sem sabermos,éramos vizinhos, habitavas no Chão do Bispo e eu na Casa Branca. Os primeiros tempos na Guiné, eram sempre dificéis para quem ali chegava com os 18/19 anitos,as saudades da família,namorada,amigos,aliado ao clima de guerra que se vivia,era muito duro,com a agravante de ter sido colocado de imediato na linha da frente.
Companheiro foste tu que me ajudas-te a superar tudo isso,foste tu que me mostras-te os cantos da casa,foste tu que me levas-te a primeira vez a Bissau(já não me recordo,mas se
calhar até ao Pilão?!),foste tu,e o Nóbrega,que me ensinaram a beber Genebra.
Enfim,ajudas-te-me a não sofrer o impacto inicial da GUERRA! Eras o gajo que nos "limpavas"os pesos a vender as fotos que nos tiravas e que tiravas ás bajudas.
Regressas-te e eu fiquei.
Procurei-te em Coimbra,uns cinco anos depois,eu já casado e com o meu filho de 2 anos e tal, a quem tu ofereces-te uma máquina fotográfica que ainda hoje existe e funciona.
Depois de disso,trinta e tal anos,encontramo-nos em Aguiar de Sousa,na Quinta do Baptista,durante um encontro do pessoal da BA 12. Lembras-te o que sofri nesse dia por te ver como vi,Madeira?...
... já não vou a tempo! O Zé Raimundo telefonou-me ontem à noite a dizer que ...não falavas mais comigo!
Não era isto que eu desejava,Companheiro.
Procurei-te,por onde julguei ser possível encontrar-te,mas...não consegui.
Quis ajudar-te naquele momento que sabia que precisavas de mim...não consegui.
Não te pude transmitir o quanto era teu amigo,mas...tu sabias.
Fui hoje,bem cedinho,para Coimbra,capela de S.José,ali bem pertinho dos locais que habitamos,para te dar saída ao teu eterno voo,mas...só vi a aeronave.
Ainda pensei que as lágrimas me obstruíssem a visão fazendo com que te não visse,o que era impossível,mas...não te vi.
Partiste Amigo,espero que me recebas nessa base quando eu aterrar,tão bem como o fizeste na BA 12.



ATÉ UM DIA COMPANHEIRO!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

VOO 1441 NOTICIA DE ÚLTIMA HORA,FALECEU O MADEIRA!

Companheiros,acabo de receber a informação,através do Zé Raimundo, que perdi um GRANDE AMIGO,o Aníbal Madeira faleceu!
Está de luto esta família ESPECIAL pela perda deste ZÉ.

Aníbal Reis Madeira faleceu, aos 61 anos.
Casado com Alice Bernardo Vieira Madeira, era natural de Castelo Branco e residia em Coimbra. O funeral realiza-se esta quinta-feira, às 10h00, da Capela de S. José (Nova) para o Cemitério Oriental da Figueira da Foz.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

VOO 1440 REAL THAW 2010.



Real Thaw 10 - O Exercício


O Exercício Real Thaw 10 (RT10), que decorre entre os dias 25 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2010 entre Monte Real e Covilhã, é um exercício planeado e conduzido pela Força Aérea Portuguesa que tem como objectivo facultar treino ao nível táctico às forças participantes.
No sentido de se obter um ambiente operacional multinacional e conjunto (forças aéreas e terrestres) semelhante ao das actuais operações militares internacionais, foram convidados a participar no RT10 forças terrestres e aéreas de diversos Países. Assim, além das forças nacionais, quer da Força Aérea quer do Exército, participam também forças dos Estados Unidos, da Dinamarca, da Lituânia, da Bélgica e da Espanha.
Para a correcta execução deste exercício foi desenvolvido um cenário que pretende criar um conflito geo-político desafiando as forças participantes a executar as acções aéreas adequadas. Para esse efeito, foram criados três países fictícios que ocupam unicamente o espaço geográfico de Portugal continental.
A norte, o País A que possui um sistema político-militar autoritário, potenciando situações de crise e conflito com minorias étnicas. Estas, vendo os seus direitos renegados e as suas condições de segurança ameaçadas, migram para o País B, geograficamente a Sul do País A. Esta situação vai provocar o aparecimento de campos de refugiados junto da fronteira sem as condições mínimas de sobrevivência. Finalmente, o País C, também a sul do País B, caracterizado por políticas progressistas e abertas, recebem uma força militar da NATO (representada pelos participantes do exercício) para garantir a segurança aos refugiados e encontrar uma solução para o conflito.
Toda a coordenação do RT10 é feita na Esquadra 301 "Jaguares", da Base Aérea Nº5, em Monte Real. A partir daqui são planeados e executados diariamente vários tipos de missões, como extracção de não combatentes e apoio sanitário e logístico, com recurso a largada de tropas aerotransportadas e Militares da Unidade de Protecção da Força, transporte táctico por helicópteros e protecção armada facultada pelos aviões de combate F-16.





Até 4 de Fevereiro a Força Aérea Portuguesa desenvolverá, assim, várias e diferentes missões
que lhe permitirão verificar o seu nível de aprontamento para situações reais.


VB.Companheiros,gostava de realçar a presença do Ten.Pil.João Ribeiro nesta missão,como piloto dos Aloutte III,da Esqª 552.
Este jovem,é filho do nosso companheiro Ribeiro que,também ele,esteve ligado a este tipo de aeronave na especialidade de MMA (Mec.Material Aéreo),estando hoje aposentado com Sarg.Mor(penso ser esta a patente?!)
Desejamos ao João uma excelente missão.

VOO 1439 QUE NÃO SE SENTE?!...


António Loureiro
Fur.Mil.PA
Figueira da Foz
Lindo

Dá-me licença senhor Comandante Barata
Apresenta-se o ex-Fur.MilºPA-Loureiro

Simplesmente lindo
Mais uma vez sou surpreendido positivamente por este magnífico site.
Vinha para dar azo ao meu pensamento por certas reacções que julgava já não terem cabimento, mas não sou capaz.
Ao ler a mensagem do voo nº. 1438, seguido daquele vídeo, não me contive, chorei e voltei a chorar, estive largos momentos incapaz de reagir, aquele toque de silêncio penetrou bem fundo dentro de mim. Instantaneamente fui-me lembrando dos camaradas e amigos brancos e pretos que que caíram na defesa dos superiores interesses da Nação, não me interessa se a guerra era justa ou injusta, pois não me compete a mim, um zé ninguém, arvorar-me em responsável de decisões para as quais não tive e nem tenho competências para tal.
O certo é que, face à excelência da execução e à beleza do toque inserido no contexto em que foi tocado, pedi perdão a Deus pelos meus pecados e compaixão pela alma dos meus queridos e finados defuntos que perderam a vida em defesa do solo pátrio.
É perfeitamente natural e aceito pacificamente, que haja outras maneiras de analisar a mesma realidade, afinal, a verdade não é absoluta e, cada um, certamente terá a sua.
Apesar de coabitar com o sofrimento alheio, ainda consegue haver situações que me tocam no mais profundo dos meus sentimentos.
Há mais de 20 anos que sou voluntário da Cruz Vermelha Portuguesa com tripulante de ambulância e como tal, escusado será dizer o que já me passou pelas mãos, e podem acreditar que ali não há "artistas", quando conseguimos vencer, ficamos felizes, e quando somos vencidos, dá-nos uma imensa tristeza e ficamos sempre com a ideia de que, se calhar, possivelmente, talvez pudéssemos ter feito mais alguma coisa se tivéssemos mais este ou aquele meio ou se tivesse sido possível ter chegado um pouquinho mais cedo.
A completar este cenário, também a minha filha é Enfermeira e, de imediato, me pus no lugar daquele pai que certamente projectava a sua continuidade naquela querida filha e, com aquele terrível momento de infelicidade, viu-se assim, de repente, tal como outros, condenado a viver angustiado o resto da sua vida, afinal para que?
Paz à alma daquela jovem que galhardamente ostentava o nosso uniforme.
1 abração generalizado
Loureiro

Voos de Ligação:
Voo 1438 Homenagem à nossa Celeste.

VB: Bom-dia Loureiro.
Pois se não conseguiste conter a emoção ao ler o “plano de voo”1438,devo dizer-te que o mesmo me aconteceu a mim para o redigir e agora para ler este teu voo!
Recordo-me muito dos que partiram,e que defenderam a causa Aeronáutica, que tão esquecidos foram e são.
Resta-nos aguardar, com um longo tempo pelo meio,da hora de partirmos para a mesma Base onde se encontram agora estacionados.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010