quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

VOO 1461 "VOO 1455 NÃO ERA ELE..."


Santos Oliveira
2ºSargºMil. A/P Ranger Guiné
V.N.Gaia


Caro Comandante e demais Tripulantes
Camarada “passageiro” Luis Martins
A dica que hei dado não surtiu em resultado positivo. Lamento. Entretanto, como não havia “cortado” os magnetos, continuei a pesquisar para a eventualidade do que infelizmente veio a acontecer.
Ontem, depois de ver o VOO 1455, passei a tarde a ligar para os “Carlos Alberto de Sousa Dias”, que são referenciados, neste País, passíveis de serem eventualmente o tão desejado. Infelizmente o Rumo não estava correctamente definido e nenhum dos nomeados era o verdadeiro.
Disto, desejava fosse dada informação ao Luis Martins.
Apenas resta esperar que o Especial apareça ou seja referenciado por interpostos Camaradas.
Continuemos atentos.
Abraços, do
Santos Oliveira

Voos de Ligação:
JC: Companheiro Santos Oliveira, de registar a tua dedicação ao alerta que tinha sido dado no sentido de localisar o Carlos Alberto Sousa Dias. Aqui fica a tua informação para o Luis Martins.
Saudações Especiais,

VOO 1460 AS ESPECIALIDADES NA NOSSA FAP - II




João Carlos Silva
MMA 2ª/79, BA6
Sobreda






Companheiros,
Hoje publico a 2ª parte da informação referente às actuais especialidades existentes na nossa FAP.
Sempre dá para recordar um pouco e comparar com o que era no tempo de cada um de nós, mas, quem sabe, talvez algum(a) jovem faça escala nesta base e lhe desperte o interesse por esta causa.

Especialidades Actuais - 2
Área de MANUTENÇÃO

MMA - Mecânico de Material Aéreo
Efectuar e verificar a manutenção preventiva e correctiva de aeronaves, identificando avarias ou anomalias, procedendo à reparação, substituição e regulação dos equipamentos ou componentes dos sistemas eléctricos, mecânicos e estruturas. Executar acções de preparação e manutenção em aeronaves, de linha ou de hangar, programadas ou correctivas, em sistemas eléctricos e mecânicos.

MMT - Mecânico de Material Terrestre
Efectuar a manutenção preventiva e correctiva de viaturas, equipamentos auxiliares de apoio a aeronaves, equipamentos de engenharia e demais equipamentos terrestres motorizados, bem como a condução de viaturas ligeiras, pesadas de mercadorias, pesadas de passageiros, equipamentos auxiliares de apoio a aeronaves, operação de auto-reboques, auto-guindastes e auto-empilhadores. Operar equipamento móvel de abastecimento de combustível a aeronaves e instalações, controlar a corrosão dos equipamentos associados aos combustíveis, recolher amostras de combustível para análise e efectuar a recepção, armazenagem e distribuição dos produtos combustíveis.

MELECT - Mecânico de Electricidade
Executar de forma autónoma, a instalação de edificações e controlar a colocação em serviço e a manutenção dos equipamentos eléctricos. Montar, desmontar, manter, diagnosticar avarias, reparar e testar motores eléctricos, automatismos de controlo, fontes ininterruptas de energia, equipamentos de calor, de frio e de climatização. Executar trabalhos de manutenção em baixa e em média tensão.

MELECA - Mecânico de Electrónica
Executar de forma autónoma, tarefas de carácter técnico relacionadas com a instalação, utilização, manutenção e reparação de materiais e sistemas electrónicos pluri-tecnológicos. Instalar, manter, reparar e inspeccionar sistemas de radar de terra, rádio-comunicações, rádio-ajudas à navegação, telefones, redes de microondas e redes de informática. Instalar, diagnosticar e reparar avarias em computadores e seus periféricos. Instalar, manter, reparar e inspeccionar equipamentos de electromedicina, opto-electrónicos, guerra electrónica, meteorologia, simuladores de treino e equipamentos criptográficos.

MELIAV - Mecânico de Electricidade e Instrumentos de Avião
Executar de forma autónoma e de acordo com as especificações técnicas e de segurança dos equipamentos, tarefas de carácter técnico relacionadas com a instalação, utilização, manutenção e reparação de materiais e sistemas eléctricos e electrónicos das aeronaves. Executar acções de manutenção sobre as aeronaves, de linha ou de hangar, programadas ou correctivas, em sistemas aviónicos e eléctricos.

MARME - Mecânico de Armamento e Equipamento

Executar acções de aprontamento e manutenção, de linha ou de hangar, programada ou correctiva, em sistemas de armamento e sistemas de sustentação da vida (sistemas de ejecção, oxigénio, equipamentos de voo, sobrevivência e salvamento), de acordo com as especificações técnicas definidas. Executar medições eléctricas, movimentar munições e explosivos, manusear produtos químicos, gases e criogénios, reparar cablagens eléctricas relacionadas com os sistemas de armamento, efectuar reparações mecânicas, prevenir a corrosão e interpretar/preencher documentação técnica.

Saudações Especiais,

João Carlos Silva, MMA, 2ª/79

Fonte: http://www.aefa.pt/

Voos de Ligação:
VOO 1448 AS ESPECIALIDADES NA NOSSA FAP - I
VOO 1418 ZÉ ESPECIAL

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

VOO 1459 LEMBRANÇAS DA COLECÇÃO DO SIX




António Six
Esp.Mec.Rádio
Pontével




Meus amigos.
Aqui vão mais umas lembranças para esse grande album.



















Legenda: Artigos publicitários à TAP e ao Lockheed Super Constellation.
Da colecção do António Six (direitos reservados).















Legenda: Junkers JU-52, na placa e em pleno voo.
Da colecção do António Six (direitos reservados).
Sinceros abraços
António Six

JC: Amigo Six, gostamos disto e da tua contribuição para o enriquecimento desta nossa Linha da Frente.
Saudações Especiais,

VOO 1458 QUEM NÃO SABE,FAÇA COMO EU,PERGUNTE.


António Loureiro
Fur.Policia Aérea
Figueira da Foz
Caro aviador João Silva
Apresenta-se o Loureiro

Sei que o assunto versado no seu voo 1448, é de algum modo longo e por isso alguém decidiu e muito bem, apresentá-lo de modo faseado e creia que estou desejoso de ver os próximos capítulos e a razão é simples.
Já vi num sitio qualquer os distintivos das especialidades mas infelizmente, o que não é de admirar, não consegui identificar alguns e por isso, a sua eloquente acção de esclarecimento, despertou em mim uma curiosidade enorme, por finalmente alguém vir de encontro ao meu desejo.
Eu pertenço ao grupo de pessoas que tem a ombridade de assumir a sua ignorância e como tal, quando não sei, peço que expliquem porque há muito que percebi que nunca ninguém sabe tudo, mas sim, todos, sabemos quase tudo.
Ao contrário de alguns "ilustres", eu não tenho vergonha de pedir que me ensinem, seja ele/a quem for, duma fraca moita pode sair um bom coelho, porque depois de saber, ando muito mais aliviado e muito mais descansado em vez de outros que, não sabendo e tendo medo ou vergonha que se venha a saber que não sabem, muitas vezes fazem asneira grossa ou vivem dramaticamente sobre o espectro da vergonha de serem descobertos.
O que é bom até podemos esquecer, mas o que é mau, isso é que nunca esquecemos.
Desculpem-me a ousadia e o atrevimento.
Tive uma vez um psicólogo do trabalho que numa acção de formação sobre liderança nos explicou muito habilmente o seguinte:
A nossa mente é como que uma janela grande, composta por duas janelas, uma por cima e outra por baixo.
As da parte de baixo, vamos imaginá-la com duas cortinas, uma de cor cinzento escuro e outra preta cosida uma há outra, efectivamente pode entrar alguma luz, mas há ali um problema grave, não falo dela porque pertence ao foro da psiquiatria e só à custa de outras ajudas, como medicamentos etc, é possível passar para a janela de cima.

Na da parte de cima, que é sobre essa que eu quero falar, vamos imaginar uma cortina de cor cinzenta, num vidro incolor, limpo, translúcido.
Naturalmente, todos temos consciência dos nossos segredos, dos nossos medos, dos nossos complexos, etc, etc, etc, essa será a parte cinzenta, assim como também temos as nossas qualidades e as nossas competências, essa será a parte translúcida.
Sendo certo que nós vivemos tanto melhor quanto maior for a luz e o nosso campo de visual, é mais do que lógico que o nosso objectivo deve ser encurtar o mais possível a cortina para assim, aumentar a parte disponível da janela translúcida, o que podemos chamar de área aberta.
Cada um à sua maneira, assumidamente, deverá procurar reduzir os seus medos, os seus complexos com a aquisição de mais e novas competências porque os segredos, se não forem uns serão outros, é mais difícil de eliminar.
Por favor, compreendam bem isto e dentro do possível, tenham como objectivo o aumento da vossa área aberta, porque se não tiverem arte e engenho para o fazer, caso contrário, há a sempre a possibilidade de, sem se dar por ela, abrir demasiado a cortina cinzenta, passando a viver com pior qualidade.
Esta situação é muito mais comum do que possa parecer e tem o efeito de uma espécie de bola de neve, sendo assim que aparecem as depressões e numa fase mais adiantada, passar para a janela de baixo.
Perceberam a comparação.
Por mim, entendi perfeitamente disse eu abertamente, quanto mais área aberta melhor.
Foi uma boa lição para mim, mas isso porque sou um bocado burro.
Quando não sei, o melhor é tratar de aprender e perguntar é também uma das maneiras possível.
Perdoem-me a "seca".
Oh senhor Comandante Barata, se ver que isto é palermice sem nexo, não publique que eu não fico aborrecido.
Um abração especial
Loureiro


JC.Boa noite Loureiro,
Estou plenamente de acordo consigo, ou contigo, como nos devemos tratar agora que fazemos parte desta tertúlia da Linha da Frente. Por estas e por outras é que por vezes se complica de forma inexplicável o relacionamento entre as pessoas, não deixando abertura para focar no essencial.
Mais informação sobre as Especialidades seguirão em breve.

Um abraço,
João Carlos Silva

VOO 1457 RECORDAR COIMBRA.






António Loureiro
Fur.Policia Aérea
Figueira da Foz




Coimbra- linda cidade



Dá-me licença senhor Comandante Ferreira
Apresenta-se o Fur.MilºPA-Loureiro

Muito obrigado pelas considerações, acho que não mereço.
Pois efectivamente, porque o meu pai foi trabalhar para a Fábrica de Curtumes, na Casa do Sal, eu com 2 anitos tive que alinhar também.
Fiz a escola primária no Arco de Almedina e depois continuei na Brotero.
Já não tenho a certeza se a Escola foi inaugurada quando fui para lá ou se foi um ano antes, mas sei que foi implantado o Ciclo Preparatório, que no tempo do meu irmão não existia.
Eu lembro-me perfeitamente do nome Madeira e não me admira nada que fôssemos da mesma turma, mas por um pormenor que vou referenciar vai dar certamente para ver se tem alguma coisa a ver consigo.
Eu tenho 62 anos.
Quando havia o intervalo o pessoal tinha por hábito, no pátio ao pé das casas de banho, jogar ao caldo, que não era mais nem menos do mandar uma casca de laranja para o ar na direcção de um qualquer e, se esse não conseguisse dar também uma chapada na casca da laranja (já enrolada) na direcção de outro, levava uma caldaça de cada um, para ficar esperto.
Fui da turma do Pedro Ministro, que vim a saber que também foi MMA e de um dos Osmar.
Só saí de Coimbra para ir para a tropa.
Ainda na tropa, tratei de ir para Moçambique onde estive até Junho de 74 e depois disso na Rodésia e Angola.
Quanto à fotografia, muito bonita sem dúvida, penso que foi tirada naquilo que é agora o Queimódromo, mas depois que essa margem foi remodelada eu nunca lá fui.
Ainda me lembro da Ponte de Santa Clara antiga, feita em ferro, bem como da construção desses campos da AAC, onde antigamente era um baldio onde faziam a Feira dos 23 e existiam laranjais praticamente até à linha dos caminhos de ferro.
Coimbra tem para mim um carinho muito especial onde a vida e a morte se cruzam.
A vida, porque foi na Maternidade Daniel de Matos que nasceu a minha neta.
A morte, porque no Cemitério da Conchada estão sepultados os meus pais e o meu irmão.
Como é natural, apesar de muito mais pequena, a cidade de eleição para mim é a Figueira da Foz ou Coimbra C, como alguns costumam chamar.
Agora compro tudo feito, estou reformado e só espero desfrutar deste privilégio o máximo de tempo possível, tenho um barquito onde me entretenho à pesca quando o tempo convida, o que não é o caso de agora e nem posso porque está em reparação por ter ido ao fundo com o temporal.
Estive muitos anos ligado ao Basquetebol onde fui também Oficial de Mesa da Associação de Basquetebol de Coimbra, com sede ai no Estádio do Calhabé.
Vamos certamente ter oportunidade de nos conhecermos melhor.
Receba um abraço de amizade.
Loureiro

AF:Amigo Loureiro mais uma vez um grande abraço para ti.
Antes de mais quero só lembrar-te, que faz parte das regras deste nosso espaço, tratarmo-nos por tu, certo.
Agora conheci e reconheci todos os locais e situações que mais uma vez descreveste com grande pormenor. Desde a Fábrica de Curtumes que já está desactivada há muitos anos.
A Escola de Almedina que pertence à freguesia do mesmo nome, que tem o nosso Grupo Etnográfico de Coimbra anexado, do qual eu faço parte como músico.
A Escola Brotero com as actividades desportivas com as “cascas da laranja”.Não sei se te recordas, que também jogávamos com elas de árvore a árvore e até dava para se apanharem umas “avançadas”.
Também vou fazer 60 anos mas ainda não estou reformado, vamos ver se qualquer dia.
No ultramar também estive contigo, na mesma altura em Moçambique no AB7- Tete.
Relativamente ao Basquetebol acompanhei quando era jovem a equipa do Olivais F. Clube, que pertence à freguesia onde cresci e vivi e começo a pensar, que ainda te chamei alguns nomes menos correctos, quando andavas lá pelas mesas.
Só não me dedico à pesca, mas um dia destes muito próximo, vou encontrar-me aí contigo na Figueira da Foz de que também gosto muito.
Tenho muita pena de não perceber nada de barcos, para te ajudar a recuperar o teu. Se fosse um avião?!
Depois contacto contigo.
Mais uma vez um grande abraço para ti.

Até breve

Augusto Ferreira

VOO 1456 O MEU BAPTISMO DE VOO.



Arlindo Piriscas
2ºSargºMil.MMA Tete
Cova da Piedade



Já vai longe o ano de 1970, depois de concluir o curso de MMA, no GITE - OTA, na altura um menino com 19 anos a quem foi dado o destino da Base das Lajes - Terceira, na fiquei aborrecido pois o meu fascínio pelos aviões iria permitir-me fazer o meu Baptismo de Voo, nada mais do que o Douglas C-54 Skymaster DC 4,




Legenda:O DC 4 Skymaster estacionado na placa de Bissalanca.
Foto
.António Six

sim essa máquina barulhenta que levou 4 horas de Lisboa até ás Lajes, conforme diz o António Six a quem agradeço o facto de ter prostrado mais este trabalho sobre as máquinas que serviram a FAP, os assentos eram uma maravilha, recordo-me que uma das portas tinha uma folga que dava para vermos o mar.
Obrigado António Six, pelo que tens feito neste campo, pelo menos dá para fazermos activar os nossos neurónios, fazendo-nos recuar no tempo e ao mesmo perpetuar estas Gloriosas Máquinas Voadoras.
Um abraço para a nossa tripulação extensivo a todo pessoal da Linha da Frente.
Arlindo Pereira - Piriscas


Voos de Ligação:
Voo 1451 Fotos Skimaster – António Six

VOO 1455 NÃO ERA ELE...


Luís Martins
Esp.M/Rádio Guiné
Ferreira do Alentejo
Localizar paradeiro de ex-especialista MMA.


Boa tarde caro amigo e companheiro de armas Victor Barata.
Na sequência do voo 1377 do camarada Santos Oliveira, agradeço a informação prestada, no entanto após contacto, não se trata do companheiro que há anos tento localizar, mas sem êxito.
Deixo uma vez mais no ar esta solicitação, para quem possa dar alguma pista sobre o paradeiro do ex-especialista MMA da 2ª incorporação de 1972, Carlos Alberto de Sousa Dias, que esteve na B.A. 12 até Outubro de 1974, tripulante e 2º mecânico dos Nord Atlas.
Participo desde o ano de 1986 nos encontros anuais realizados pela AEFA, todos os anos tento saber se está presente o Sousa Dias e ninguém sabe de nada em relação a este companheiro, será que está fora do País?
Aguardo as notícias possíveis.
Um forte abraço para todos.
Luís Martins

Voos de Ligação:
Voo 1377
O Alerta nesta Base funciona - Santos Oliveira
VB- Bom Dia Luís.Então que é feito de ti? Tens voado muito pouco!?...
Espero que não tenhas a máquina avariada impedindo-te de o fazeres?

VOO 1454 A TABANCA DO CENTRO REALIZOU O SEU 1ºENCONTRO.



Joaquim Mexia Alves
Comandante da "Tabanca do Centro"
Alf.Mil. Op.Esp. Guiné
Leiria



Tabanca do Centro – Relatório da Operação “Cozido à Portuguesa



Manhã cedo, aí pelo raiar das 11.15, aterrou em Monte Real a Força Aérea, acompanhada da Enfermagem Especializada em saltos de pára-quedas, prontos para as primeiras instruções sobre a Operação “Cozido à Portuguesa”.

Legenda: O Comandante Mexia Alves,da as boas vidas ao Piloto Miguel e Enfª Giselda,que se deslocaram de Lisboa em solidariedade para com esta missão tão arriscada para o...colesterol!
Foto:
Tabanca do Centro
À sua espera, a minha pessoa, “graduada” em Comandante Improvisado das Forças Camarigas, aguardava-os no Palace Hotel Monte Real, onde pernoitaram para o dia seguinte, pois a Operação revelava-se cansativa.
Acertados os primeiros pormenores, rumámos para o ponto de encontro, onde esperaríamos pelo resto das forças, para depois prosseguirmos para o Teatro de Operações.

Legenda: O Magalhães Ribeiro dando um Breifing a alguns efectivos da Força Aérea que se encontravam na sala de "prevenção".
Foto: Tabanca do Centro
Qual não é o nosso espanto quando verificámos que numa dedicação total à Operação, já alguns camarigos se tinham adiantado, quais batedores/picadores, (até lá estava um das “especiais”), e desbravando terreno, nos receberam com alegria incontida.
Entretanto o resto das forças foram chegando, tais como reforço para a Força Aérea, (que a operação era de vulto), transmissões, enfermeiros, operacionais e outras coisas mais, um homem de Astrolábio e Sextante, e também calculem bem, um enviado julgamos que da Nato, vindo expressamente da Lapónia para ver as forças a actuarem e com elas participar nesta Operação de grande envergadura.

Legenda:O António Matos preparava-se para o registo dos acontecimentos.
Foto:Tabanca do Centro
Ansioso por entrar em combate, o pessoal olhava e questionava o Comandante Improvisado, que assobiando para o lado tentava disfarçar, dizendo que o inimigo ainda não estava pronto, que a Operação devia iniciar-se à hora marcada, que ainda faltavam algumas forças importantes para a Operação, e todo o género de desculpas esfarrapadas, que não conseguiam demover as forças presentes de avançar para o objectivo.
Assim decidiu o Comandante Improvisado rumar ao Teatro de Operações e questionar da possibilidade de se avançar desde logo para o terreno e fazer alguns exercícios degustativos mesmo antes de o inimigo estar pronto para o combate.

Legenda:Da esqª./dirª Artur Soares,Miguel Pessoa,Mexia Alves,Jaime Brandão,António Matos e Magalhães Ribeiro.
Foto:
Tabanca do Centro
Tendo obtido luz verde, correu, (devagarinho que a idade conta), a chamar os operacionais, que muito ordeiramente, ao magote, se dirigiram para o terreno de combate.
Tranquilamente e em silêncio quase absoluto, como é apanágio dos Portugueses, (não se ouvia uma mosca, tal era o barulho), ocuparam as suas posições e cada um deu início aos primeiros exercícios, utilizando para tal uma broa divinal, um pão a sério, azeitonas de rija têmpera e um tinto de se lhe tirar a barretina!
Convém informar que, apoiando-se nas medidas em boa hora tomadas em Portugal de aceitar nas Forças Armadas as Senhoras deste país, algumas delas, convocadas pelo dever pátrio e também para controlarem os copos dos maridos, responderam sim à chamada, abrilhantando assim com graciosidade esta Operação que se poderia revestir de graves riscos para as nossas forças, causados por alguns possíveis excessos.
Chegada a hora aprazada, deu-se a conhecer o inimigo, que se apresentou bem ataviado, nas couves com sabor a campo, na cozedura certa, as batatas sabendo a batata e não a terra, uns nabos bem melhores do que este nabo que escreve, uns enchidos que se percebia nunca terem conhecido plástico de embalagem no vácuo e umas carnes suculentas, recheadas dos seus líquidos próprios e que se desfaziam na boca.
Nesse momento houve algum descontrolo, (perfeitamente aceitável dada a ansiedade de entrar em combate), e mesmo sem esperarem a voz de ataque, todos se atiraram ao inimigo com notável empenho e valentia.
“Dos fracos não reza a história”e ninguém se negava, (com risco da própria barriga), a ir lutando denodadamente tentando esgotar o inimigo, o que se afigurava tarefa assaz difícil, visto que o mesmo ia sendo reforçado em permanência pela Senhora Dona Preciosa e seu apoio logístico, incansáveis nessa missão.
O representante da Nato, (acreditamos que o fosse), vindo da Suécia, ia conversando e tentando inteirar-se deste tipo de combate tão usual no nosso país, e integrando-se totalmente nas forças presentes lutava também ele incansavelmente para chegar á vitória final.
Mas há derrotas que são vitórias, e humildemente temos que, dizendo a verdade, dar a conhecer a nossa derrota, a nossa capitulação, perante a qualidade e quantidade do inimigo.
De tal forma a batalha foi, que houve alguns que ainda levaram inimigo para casa a fim de prosseguirem o combate, depois de um merecido interregno.

Legenda: Aqui o Miguel parece perguntar à mulher,Giselda: -Como ou tiro a foto?!...
Foto:Tabanca do Centro

Começou então o rescaldo da Operação à volta de uns quantos bafejados pela sorte que ainda tiveram direito a arroz doce, mas não ficando os outros atrás, perante uma mesa ataviada de doces e frutas em qualidade e quantidade.
Começou então também a perceber-se pelo meio das conversas, o nome de um tal Luís Graça, havendo unanimidade no reconhecimento que só era possível agora convocar estas forças para tais Operações devido à sua brilhante ideia de ter fundado e liderar a Tabanca Grande, que é afinal o Quartel General onde acabam por reportar todas estas forças já disseminadas em boa hora, pelo nosso Portugal.
O tal representante da Nato, (seria ou não?), embalado nesta união de forças e depois de já ter recebido uns vinhos Portugueses para o aquecerem nas longas noites da Lapónia, decidiu brindar o Comandante Improvisado com um “capacete” típico das terras mais a Norte da Suécia, bem como, um artefacto que imitava a “voz” das renas daquelas paragens, que servirão ou não, para fazer o “Cozido à Laponesa”.
Coube então a vez ao Comandante Improvisado de usar da palavra para ler um relatório circunstanciado, em verso, sobre a Tabanca do Centro escrito e trazido por quem veio das planícies alentejanas.
Pediu depois que cada um colaborasse nos custos da Operação que se revelaram assustadoramente elevados, 8,50€ por cada combatente, e a Preciosa, (tratemo-la assim carinhosamente), num rasgo de generosidade ainda colocou à disposição das forças, duas garrafas de um liquido amarelado, que segundo diziam teria vindo da Escócia.
Depois desse momento o Comandante Improvisado continuou no uso da palavra para acertar agulhas sobre o combate já nos seus momentos finais, e alertar as forças para a necessidade de se traçarem novas Operações, e sobretudo como aproveitar as sinergias, (estava a ver que não utilizava esta palavra!), geradas neste grupo.
Passou depois a palavra ao homem da água que se queixou amargamente de que a picada para a fonte de água potável tinha muito mau piso e que precisava de materiais para arranjar a dita cuja.
Como “quem não chora não mama”, logo ali se lhe arranjaram creio que 155,00€, o que não dando para alcatroar a picada, já dá para a desmatação.
Aproveitando a deixa, outro homem da logística veio alertar as forças para a necessidade de ajudar de várias formas o povo irmão da Guiné, pelo que pedia a compreensão das forças presentes.
Estas intervenções levaram o Comandante Improvisado a propor que, não colocando de lado essas ajudas, este grupo de combatentes reunidos na Tabanca do Centro se deveria preocupar em ajudar os ex-combatentes que nada têm e vivem em dificuldades, o que foi de um modo geral bem aceite, ficando cada um de dar o seu contributo em ideias para melhor se colocar em prática tal acção.
Perante o dever cumprido, e bem cumprido, e dada a ordem de desmobilização, o pessoal começou a retirar em boa ordem, não deixando nunca de gabar a qualidade e quantidade do inimigo que se apresentou a combate.
Outras Operações irão ser agendadas e em tempo será dado conhecimento das mesmas aos denodados combatentes.

Monte Real, 29 de Janeiro de 2010

O Comandante Improvisado
Joaquim Mexia Alves

VB: Companheiros,mais uma tabanca foi edificada,a do Centro,sendo o seu "Homem Grande" o Mexia Alves.
Teve o seu primeiro encontro no passado dia 27.01.2010,uma 4ª feira,que,atendendo ao dia da semana,tornou impossível a comparência de muitos que reclamaram a sua presença.Fica um aviso ao nosso "Homem Grande"para que meta uma "cunha"à Dª Preciosa para abrir uma excepção,convencionando este excelente(dizem...)petisco a um sábado. Esta é a tua próxima missão,Mexia Alves.
Quanto as actividades desenvolvidas serem de grande satisfação dos presentes,eu pergunto:
-O que é que se pode esperar das "missões" que comandas?

Na próxima(quando é?)não posso falhar.

VOO 1453 AS ENCOMENDAS TÃO DESEJADAS QUE...NUNCA CHEGARAM!


António Damaso
Sargº.Môr Paraquedista Guiné
Odemira


Boa noite Comandante Barata e respectivo Estado Maior.
Como já tenho autorização para aterrar, vou-me fazer à pista.
ENCOMENDAS

Hoje deu-me para falar de encomendas.
Quem é que durante a vida não foi solicitado para entregar uma encomenda a um amigo, ou mesmo um desconhecido?
Tinha dois pára-quedistas do meu Concelho que foram em 1963, para a BA12 Bissalanca, digo tinha porque infelizmente um há cerca de 10 anos que partiu.
Eu era de 1961 e eles de 1963, encontramo-nos em Tancos e acompanhei-os até partirem para a Guiné, fomos trocando correspondência até eu embarcar para Angola no final do ano de 1964, como sabia que o avião fazia escala em Bissalanca, um pediu-me para lhe levar uma boina nova e o outro como eu tinha passado por casa dos pais, deram-me um pacote com chouriços de carne de porco preto para lhe entregar.


Legenda:O DC-6 estacionado na placa.

O DC 6 aterrou em Bissalanca pouco depois das 6 da manhã, fui a correr à BA12 junto das camaratas onde estavam instalados, tinha acabado de tocar para formatura do pequeno-almoço, um como era aprumadinho já estava formado, outro como era muito descontraído, tinha por alcunha o “Sorna” foi o último a formar, apareceu com uns chinelos de enfiar nos dedos dos pés e mereceu um reparo do sargento dia que lhe disse:
-Então Sr. Sorna, é sempre o último a formar?
O amigo António Jorge com a calma que o caracterizava, com um sorriso nos lábios respondeu:
-Ó meu sargento, alguém tem que ser o último.
Claro que o Sargento dia, conhecedor das características do bonacheirão do Sorna, deixou passar e nem sequer o brindou com uma completa de dez que era da praxe.
As encomendas foram entregues e eu segui a minha viagem para Angola.
De quando em vez vou encontrando o Sorna, que continua com a sua calma e boa disposição rimo-nos ao recordar esta e outras passagens.
Em 1967 estava eu na Guiné, um Civil que estava empregado na Casa Gouveia, soube que eu vinha de férias, pediu-me para lhe trazer uma encomenda, uma pele de jacaré, para a entregar em Lisboa, mais concretamente na Av. da Liberdade, utilizei transportes a minhas expensas, mas a encomenda foi entregue.
Em Março de 1973, estava eu destacado no Cantanhês em Caboxanque, fui a Cadique para depois partir daí para uma operação, tive tempo para ir ao bar improvisado da CCAÇ 4540, encontrei lá umas garrafas de Whisky mais baratas que o bagaço, comprei 6 que coloquei numa caixa de madeira e enderecei à minha pessoa, esta encomenda chegou ao destino antes de mim.
Em Agosto de 1973, depois de ter passado pelos infernos de Guidage e Gadamael Porto, vim cá de férias, tinha levado de Guidage 8 invólucros de granada de Obus, havia um camarada que das mesmas fazia uns candeeiros e uns aviões, fui de táxi a casa dele levar o material com a condição de me fazer um candeeiro e um avião, até hoje nunca mais vi nada, em vez de aviões, fiquei a ver navios, não fez mal porque tinha bons amigos na Marinha.
Não me recordo se foi em final de 1973 ou princípio de 1974, pedi a uma familiar para me enviar de cá uns óculos escuros e esta entendeu por bem mandar também uns chouriços caseiros, ficou combinado ir ao Figo Maduro e pedir a algum militar que embarcasse para a Guiné que fizesse a gentileza de me entregar a dita encomenda, houve um cavalheiro Especialista que se prontificou e deu o nome à minha irmã para eu depois o procurar.
Azar, como aconteceu a muita gente, o jovem não embarcou naquele dia, só embarcou no avião da semana seguinte.
Os camaradas deste, cheirou -lhes ao chouriço, só o cheiro fazia crescer água na boca, lá convenceram o rapaz de que o material se ia estragar, era um desperdício e que o melhor era tratarem dele quanto antes.
Na semana seguinte lá fui eu à procura do nosso amigo Especialista, este encavacado e eu não me recordo o que lhe disse, eu estava mais preocupado com os óculos, não pela importância monetária mas pela falta que me faziam.
Em 1974, já no final da comissão, arranjei uma caixa com várias garrafas de Whisky e outras coisas, pedi ao meu conterrâneo Barreiros que fazia parte da tripulação dos DC6, para a trazer e deixar no AB1, quando cheguei e fui lá à procura, estavam lá algumas mas da minha nem rasto.
Já agora, se alguém que ajudou a comer os chouriços do sargento ler isto, desportivamente diga se os mesmos eram bons?
Enfim, é caso para dizer, encomendas! …
Haja saúde e coza o forno!
Saudações Aeronáuticas
Dâmaso

VB: E pronto Dâmaso,os calções estão metidos,corte de motores e sejas bem vindo neste teu regresso à base. Estas ausências de voo não são muito benéficas para ti,não podes estar tanto tempo sem dares umas "voltinhas" neste espaço.
Que episódios nos contas Companheiro,realmente foste um azarento com os portadores de encomendas que merecias ser distinguido com a medalha de"bons serviços prestados"!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VOO 1452 A SAGA CONTINUA




Olvidio Sá
Especialista Eabt 1ª de 1966, Angola N'gage
Chaves




Quando chego ao A.B. 3 vou, uma tarde, na companhia do Medeiros também Eabt de 1965,para a Agro-Pecuária muito perto da camarata seis que eu ou alguém destinara para viver os dois anos que se seguiam, enquanto ele procurava o que eu chamava ananases sentado no chão de terra, ou seja no meio da lavrada de ananases, comi uns três ou quatro, até me saciar.

Legenda: A minha Camarata seis
Foto: Olvídio Sá (direitos reservados)


Num sábado, vamos para o N´gage no autocarro, após formatura dos soldados e cabos que trajavam militarmente, no regresso, após a meia-noite, mandam-me sair do autocarro por estar completo dizendo que ia levar aqueles e vinha buscar os demais. Como eram cerca de 5 Km dali, penso faze-los a pé e meto-me ao caminho. Nessa noite estava muita gente no N´gage pois o autocarro foi lá buscar pessoal três vezes, mas antes, quando passou por mim a segunda vez ainda parou para me levar, recusando com um obrigado mas que o autocarro estava pleno e a base era já próxima.
Para todos os Zés Especiais
aquele Abração do Olvídio Sá Chaves

Voos de Ligação:

VOO 1451 FOTOS SKYMASTER



António Six
Esp.Mec.Rádio
Pontével





Para os saudosistas
Foi este , f....oi este que me levou de Lisboa , Las Palmas ,Sal ,Bissau.

Legenda: 1950- Douglas C-54 Skymaster DC 4. FAP
Foto: Cedida por António Six

Banquitos de lona laterais, uma barulheira e uma fomeca dos diabos, mas já passou.
António Six

VOO 1450 QUEM SABE DO ÓSCAR,FUR.M/RÁDIO QUE ESTEVE NA BA 12 ?


António Six
Esp.Mec.Rádio
Pontével
Voando

As minhas desculpas por esta ausência mas esta vida de reformado tem que se lhe diga.
Em resposta ao Mário Rodrigues , olho e reolho para a tua fotografia fardado e aos poucos vou-me recordando de ti,mais um camarada reencontrado e folgo por te saber bem com mais uns anos e uma barriguita, mas que fazer este é o rumo da vida e certamente não te esqueces que já la vão mais de 40 anos.
Mas estou certo que em breve nos vamos encontrar com o Pichas e outros que certamente vão aparecer.
A propósito:
Alguém conheceu o Fur .Mec. de Rádio Óscar que estava na BA12 pelos anos 68 e 69???
E que venham boas novas
Abraços a todos

António Six


VB.Bom-Dia Six.
Realmente estávamos a estranhar a tua ausência,mas nem sempre existe disponibilidade para determinadas acções.
Pois ,tal como nos solicitas,e esse é um dos motivos porque criamos este espaço,aqui vamos deixar a tua mensagem no sentido de que um companheiro habilitado te consiga dar noticias do Óscar.