sexta-feira, 30 de abril de 2010

VOO 1667 O AEROPORTO MARITIMO DE CABO RUIVO.


Arnaldo Sousa
Esp.MMA
Lisboa

Aeroporto Marítimo de Cabo Ruivo

Já certamente todos passearam à beira do Tejo entre Cabo Ruivo e Ponte Vasco da Gama. Mas será que tinham conhecimento que existiu ali um aeroporto marítimo internacional ?.

O aeroporto marítimo de Cabo Ruivo criado em 1942, estava localizado onde hoje se situa o Parque das Nações , mais propriamente a doca dos Olivais onde está instalado o oceanário . Depois de amararem na zona mais larga do estuário do Tejo conhecida por mar da palha, os aviões dirigiam-se para a zona de desembarque em cabo Ruivo, onde a companhia de aviação Pan América tinha um terminal.

Os passageiros com destino á Europa seguiam para o Aeroporto da Portela, que tinha sido inaugurado em Outubro de 1942,tendo sido construída a av. de Berlim para acesso ao mesmo. Os aviões utilizados pela Pan América eram os Boeings 314 conhecidos por Yankee Clipers encomendados por esta companhia de acordo com requisitos pré definidos, e partindo do bombardeiro XB 15.

Era um avião luxuoso para a época, a bordo nada faltava nem podia faltar, desde restaurante com louça de porcelana e talheres de prata,zona de lazer e dormitório, pois de Nova York a Lisboa o voo demorava 22 horas ! fazendo escala, nos Açores . O valor da passagem a preços actuais seria de 7000 euros, fazendo dele um avião só para ricos!

A partir de 1941 curiosamente o voo de regresso aos EUA fazia escala na Guiné em Bolama, e seguia pelo equador até às Caraíbas - Porto Rico e finalmente Nova York

Em Fevereiro de 1943 devido a má visibilidade ocorreu um acidente no Tejo durante uma amaragem que provocou 24 mortos e 15 sobreviventes.

Este aeroporto marítimo foi desactivado na década de 50

Para saberem mais curiosidades sobre os Clipper em Lisboa não deixem de aceder ao blog www.narotadoyankeclipper.blogspot.com

assim como www.mcguinnessonline.com/.../flyingboat2.htm

http://www.bluegrassairlines.com/bgas/clip01.htm podem ver os horários e destinos

características técnicas

MODEL

Model 314A

PASSENGERS

74

ENGINE

4 x Wright R-2600 Cyclone 14, 1193kW

WEIGHTS

Take-off weight

37421 kg

82500 lb

Empty weight

22801 kg

50268 lb

DIMENSIONS

Wingspan

46.33 m

152 ft 0 in

Length

32.31 m

106 ft 0 in

Height

8.41 m

28 ft 7 in

Wing area

266.34 m2

2866.86 sq ft

PERFORMANCE

Max. speed

311 km/h

193 mph

Cruise speed

295 km/h

183 mph

Ceiling

4085 m

13400 ft

Range

5633 km

3500 miles


Desembarque em Lisboa

Doca dos Olivais e Oceanário

Doca dos Olivais nos anos 60 vendo-se ainda um Clipper em terra- CML

Mecânico de voo a bordo de Clipper fotojreyerman

VOO 1666 O RELÓGIO.





Cristiano Valdemar

Esp.MMA
Sobreda da Caparica



Olá amigos desta Base
Tenho andado arredado desta linha da frente mas como "avião inimigo" estou todos os dias em cima verificando o que se passa.

Sobre o relógio de Sol da BA5 tenho uma historia que tem alguma piada para alguns, um sorriso amarelo para outros.
Em 1967 veio a Fátima Paulo VI, o avião que o conduziu até Portugal aterrou em Monte Real BA5.
A partir do ano de 1968 todos os 13 de Maio havia grandes enchentes de peregrinos que se faziam transportar em autocarros e que desejavam ver aonde o Papa tinha descido, julgo ainda hoje lá estar a placa que assinala a efeméride.
Pois bem dia 13 de Maio de 1971 sábado, precisamente 15 dias antes de eu ter rumado a Bissalanca BA12, eis que chega mais uma excursão para visitar o local , que era exactamente em frente á torre de controle onde se localiza o bonito relógio de Sol com as horas das antigas Províncias Ultramarinas.
Uma "Jovem" com a sua curiosidade natural pergunta para que eram aqueles ferros que estavam ali. Os ferros em questão são os Gnómon, eis que um motorista da nossa guerra que estava de serviço no fim de semana respondeu " é para ninguém se sentar ai em cima".
Um abraço com o desejo de voltar em breve, com desenvolvimento de alguns assuntos que foram tema de alguns intervenientes.
Cristiano Simões
1/68 MMA
BA12 Maio 71 a Junho de 73

Voos de Ligação:
Voo 1660 - Monte Real o passado e o presente - Mexia Alves

VB: Bom Dia Amigo Cristiano,realmente estranhamos as tuas aterragens não se verificarem,apesar de todos os dias irmos à sala das operações verificar os planos de voos e ser com alguma magoa que não constatamos o teu nome. Bom esperemos que comeces a voar com a regularidade que nos habituaste.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

VOO 1665 FELIZ ANIVERSÁRIO


João Carlos Silva
2ª/79, MMA, BA-6
Sobreda


Giselda,

Os meus Parabéns pelo teu aniversário e que contes muitos mais, felizes e na companhia de quem mais desejares.´

Acaba por ser indissociável e portanto impossível esquecer também a figura da Enfª Pára-quedista e da sua Nobre missão, já anteriormente aqui referidas por vários companheiros da Linha da Frente na série de posts "As Gloriosoas Enfermeiras Pára-Quedistas" ou na série "A Enfermeira Que Vinha do Céu".
Legenda: Enfª Pára-Quedista Giselda Pessoa.
Foto: Giselda Pessoa (direitos reservados).

Hoje aqui deixo da "nossa" FAP dois lemas que creio não podiam vir mais a propósito:

"Em Perigos e Guerras Esforçados..." (1) arriscaram a vida no cumprimento da missão de entrega a servir o próximo, prestando tratamento físico e conforto moral "Para que Outros Vivam" (2).

Um Dia Feliz,

João Carlos Silva,
JC:
(1) Lema da Esquadra 552 Zangões que opera os helicópteros Alouette III
(2) Lema da Esquadra 751 PUMAS que opera os helicópteros EH-101 Merlin

VOO 1664 FELIZ ANIVERSÁRIO.






Fabricio Marcelino

Esp.MMA
Leiria


Embora não tenha o grato prazer de conhecer pessoalmente a Giselda,não me impede de, com todo o respeito que devemos ter uns pelos outros,lhe desejar um dia de aniversário muito feliz e, que esta data se repita por muitos mais anos na companhia do marido e restante família.
Um abraço amigo
Marcelino

VOO 1663 TAMBÉM TU JORGE?!...



Jorge Narciso
Esp.MMA

Lisboa



Caro Poeta

Homem "marcado" por fases reflectivas, como há uns dias aqui confessavas.

Não sei se este teu poema é de hoje, de ontem ou de amanhã, porque o que é de facto é dum realismo intemporal.

Tinha acabado de o ler em comentário teu no Post de Parabens à Giselda que aliás apanhei de boleia no meu próprio.

Ora elevado à posição correspondente ao seu enorme peso especifico, não resisto a "debitar" algo mais:

Permite-me que dele respigue:

"... Já a voar pelo ar,
a caminho da Bissau almejada,
vai interiormente sofrendo,
(este não se safa),
e alegrando-se,
(desta vez chegámos a tempo)...
Falta só acrescentar, reforçando o citado realismo, o que acontecia entre nós (Enfermeira / Piloto /Mecanico) nos cerca de 5 minutos de voo seguintes, entre o Hospital Militar e Bissalanca:

No primeiro caso:
Comentários secos, surdos, senão mesmo silencio completo e absoluto.
No segundo caso:
"Palreio" e sorrisos de satisfação tão abertos, quanto o que permitia o dramatismo dos longos "momentos" anteriores.

A Giselda, em nome de todas as outras "Giseldas" merece inteiramente esta tua soberba homenagem que...
em mim fez reavivar "arrepios" antigos.

Jorge Narciso

Voos de Ligação:

Voo 1662 - O Anjo que vinha do Céu - Joaquim Mexia Alves

VB: Tal como disse no voo do Mexia Alves,nós que convivemos o dia/dia com estas ILUSTRES SENHORAS,hoje ditas ao verdadeiro esquecimento(que me perdoe o Gen.Pilav.Taveira Martins),salvaram a vida a muitos camaradas na Guerra do Ultramar.

VOO 1662 GISELDA,O ANJO QUE VINHA DO CÉU:





Joaquim Mexia Alves

Fur.Mil.Op.Esp. (Exérº)
Monte Real





Giselda, o anjo que vinha do céu




No meio da mata,
o pessoal por entre as copas das árvores,
olha atentamente para o Céu
à espera de que o mesmo Céu lhe dê
a salvação,
a cura,
a companhia,
o acolhimento,
a palavra amiga,
o sorriso que torne luminoso o dia
que se encontra cinzento e tão doloroso.


Ouve-se um barulho,
um ruído vindo lá das alturas,
e uma figura desce do Céu
ao encontro dos homens ansiosos e mudos de espanto.
Trocam-se informações:
"É uma ave,
é um avião,
é um cometa,
é uma estrela,
é o super-homem???"


Qual quê, é a Super-Giselda,
que desce dos Céus para tratar
e confortar
os que sofrem e já desesperam!


E, ela não perde tempo!
Põe e dispõe,
dá ordens,
organiza,
limpa,
trata,
cura,
à base do medicamento, do sorriso, da simpatia.


"Vá, pá, não tenhas medo, isto não é nada!
Nuns minutos e já estás em Bissau!
Eu trato de ti, eu não saio do pé de ti!
Vá anda, dá-me a mão!
Podes apertar, não tenhas medo!"


Palavras e gestos repetidos até à exaustão,
mas sempre repletos de uma primeira vez,
porque cada homem é um homem,
e cada momento é um momento novo.


Podem repetir-se muitas vezes,
mas em cada momento há um novo sofrimento,
e se ela já está calejada de tanta coisa vista e feita,
não deixa de viver cada um destes momentos,
como um momento único e individual.


Já a voar pelo ar,
a caminho da Bissau almejada,
vai interiormente sofrendo,
(este não se safa),
e alegrando-se,
(desta vez chegámos a tempo).


Não larga a mão daquele que conhece agora,
pois neste momento de dor,
ela é a mãe que está longe,
a mulher que chora em casa,
a namorada que espera ansiosa,
a filha que aguarda o regresso do pai.


Mais uma missão cumprida,
mas todas lhe parecem compridas,
porque onde há sofrimento
parece que o tempo se alonga...
e nunca mais passa!!!

Joaquim Mexia Alves

VB: Pois meu camarigo Mexia Alves,deixaste-me com uma lágrima ao canto do olho!
Que bonita prenda de anos que a Giselda tem.Uma descrição lindíssima da vida dela,e de todas as Enfª.Paraqª na Guerra do Ultramar.


VOO 1661 PARABÉNS.





António Loureiro

Fur.Mil. Polícia Aérea
Figueira da Foz



Dá-me licença senhor Comandante

Ainda bem que temos o doce prazer de ter a oportunidade de ir desejando os parabéns a alguém.
A nossa existência no Planeta Terra é de tal maneira fugaz, que o melhor é gozá-la o mais intensamente possível, aproveitando ao máximo cada dia que passa.
A nossa querida amiga Giselda, que não tenho o prazer de conhecer mas pelo que aqui foi exposto, merece toda a minha estima e consideração, e quero por isso, também desejar-lhe um óptimo dia de aniversário na companhia dos que lhe são mais queridos e que esse estado de alma se mantenha por muito e bons anos.
Ainda há Pessoa com muita sorte.
Que nunca por vencidos se conheçam.

1 beijinho para ela e um abração de amizade para a restante tripulação.

VOO 1660 "MONTE REAL O PASSADO E PRESENTE"



Joaquim Mexia Alves
Alf.Mil.Op.Esp.(Exerº)
Monte Real


Caro Victor

Um breve apontamento sobre os primórdios da BA 5.

No livro, “Monte Real no Passado e no Presente”, editado em 1955 e cujo autor foi o meu

pai Olympio Duarte Alves,* pode ler-se na página 74:

«Possui também Monte Real um dos melhores campos de aviação do País, a dois quilómetros ao Sul da vila e servido por uma boa estrada. Dispõe de uma das maiores pistas de aeródromos de Portugal, estando em curso grandes obras para a instalação de uma importante Base Aérea.

Tem ainda ali a sua actividade o Aero Clube de Leiria, que já brevetou alguns aviadores civis e promoveu muitos baptismos de ar, quer em aviões de sócios do clube, quer em aviões do Aero Clube de Portugal, que ali os manda para esse fim.»

Numa nota de fim de página, diz ainda:

«No largo em frente do edifício da Torre de Comando, na base do lindo relógio de Sol ali existente, foi colocada uma lápide com os seguintes dizeres:

No dia 17 de Outubro de 1948, aterrou pela primeira vez neste Aeroporto um avião da Aeronáutica Militar, tripulado pelo Tenente-Coronel Carlos da Costa Macedo, Sua Excelência o Ministro da Guerra, Fernando dos Santos Costa e o Comandante Geral da Aeronáutica, General Alfredo dos Santos Cintra».

Vou tentar encontrar mais coisas sobre a BA 5, escritas pelo meu pai, visto que ele foi um dos impulsionadores da instalação da Base Aérea, com o Ministro Fernando dos Santos Costa, (seu amigo pessoal), no antigo Campo de Aviação de Monte Real.

Um grande e camarigo abraço para todos do

Joaquim Mexia Alves


*Ex-Governador do Distrito de Leiria no periodo 14.02.1959 a 12.11.1969

VOO 1659 ALERTA AO DO 27! EVACUAÇÃO...HOJE VOU SÓZINHO.



PARABÉNS GISELDA.




Em 1971 deixei família e amigos para,embarcar num DC6 no AB 1 (Aeródromo Base nº1 Figo Maduro-Lisboa) para a província da Guiné para me integrar no quadro da chamada "Guerra do Ultramar".
Aqui chegado a expectativa era enorme,guerra,hábitos dos nativos,a habitabilidade e os camaradas com quem iria conviver durante os dois anos que ali teria de cumprir,caso não fosse abonado,eram os grandes dilemas.
Ao segundo dia de Base,para salvaguardar um companheiro que já estava com 26 meses,ou seja mais 2 do que era normal,fui para a Linha da Frente das DO 27.
É aqui que conheço e paço a compartilhar o meu dia/dia com uma enfermeira parqª de nome Giselda.
Furriel de patente,muito bela e bonita por natureza,culta e excelente companheira profissional por formação. A alegria com que nos brindava todos os dias através do seu rosto e boa disposição,era uma mais valia para enfrentar situações algumas vezes difíceis.
Esta senhora a quem hoje,por grande AMIZADE,trato por minha "MENINA" completa mais um aniversário!

Legenda: Eu e a Giselda no Cabeço da Neve-Caramulo,no mês de Outubro de 2008 quando nos voltamos a encontrar depois da nossa estada na Guiné.
Foto:Miguel Pessoa



Que este dia seja repleto de muito carinho e amizade na companhia dessa excelente PESSOA que se chama MIGUEL (Direitos de autor do Jorge Narciso!!!) e dos vossos filhos.
Já diz o ditado popular " Quando de faz a panela,faz a tampa para ela!
Um beijo grande do
Victor

VOO 1658 A COISA ESTÁ PRETA.





António Loureiro

Fur.Mil.PA

Figueira da Foz




Dá-me licença senhor Comandante


Caros camaradas

As últimas notícias não são nada animadoras, a ser verdade o que nos vai entrando pela casa dentro através dos noticiários, o recreio parece estar a acabar.
O meu pragmatismo há muito que me foi acendendo as luzes de alarme de nível baixo, mas agora já vai acendendo de tempos a tempos o nível de muito baixo e a ser assim, se não houver medidas correctivas imediatas, dentro de pouco tempo o equipamento vai parar.
Não há muitos dias, o nosso Comandante V.Barata , corajosamente, deu o mote, e desiludam-se os mais românticos, assobiar e olhar para o lado não é solução, todos, rigorosamente todos, estamos em perigo.
Mais uma vez, a nossa tão sacrificada geração, um dia destes vai acordar em sobressalto.
Vozes entendidas que até há muito pouco tempo se mantiveram caladas, e vamos respeitar os seus motivos, já ousam engrossar o coro dos que, sempre que têm oportunidade, começam a gritar: olha o vermelho pá, põe-te esperto e esse vermelho não tem nada a ver com o Benfica, com a Esquerda ou com o Tinto, antes fosse, é com o nível muito Baixo.
O piloto já reparou que corre sérios riscos de não ter capacidade para chegar à pista por falta de combustível, o seu campo de actuação começa cada vez a ser mais limitado, corrigiu a razão de descida, colocou motor nas rotações mais adequadas com vista a poupar o máximo possível sem comprometer a segurança.
A pista, tão longe e ali tão perto, o suor escorre-lhe pela cara a baixo e já lhe saboreou o salgado, mentalmente, vai fazendo uma revisão aos procedimentos e começa pouco a pouco e equacionar o plano B.
Fez tudo o que tinha a fazer: comunicou com a Torre de Controlo a contar a situação que por sua vez tomou as medidas adequadas e a aeronave está a comportar-se bem, resta-lhe a fé e a esperança, últimas coisas a morrerem, bem lá no fundo, o piloto corajoso e aventureiro, vai cantarolando uma musiquinha qualquer que lhe veio à cabeça porque afinal, mesmo que dificilmente, ele acha que se irá safar de mais aquele aperto.
A dado momento o motor, tal como ele esperava, parou por falta de combustível, mas nem tudo está perdido, com mais uma correcçãozinha, à altitude a que se encontra, ainda lhe permite fazer o pouco que lhe falta sem entrar em perda e quando toca finalmente com as rodas do trem na pista, ele respira fundo e vocifera meia dúzia de asneirolas e sente-se bem, mesmo que alagado em suor.
Está vivinho da costa e a aeronave, coisa bela e doce, está intacta, grande máquina.
Só espero que nós, mesmo que não tão competentes como este piloto, tenhamos engenho e arte para nos safarmos da situação grave em que nos encontramos sem entrar em perda, a verdade é que também já começo a suar.
Caros amigos, desiludam-se, ninguém está fora, alguém pagou a papinha que tu comeste ao almoço.
A solidariedade é um acto magnífico até teres para dar, quando já não tiveres nada, não há "milagres, acaba a solidariedade.
Não liguem, hoje estou de mau humor e apetece-me morder em alguém, vou-me embora, vou arranjar o barco para me libertar.

1 abração a todos os nobres pilotos desta magnífica aeronave.

VB: Está à vontade Loureiro,as verdades são para ser ditas,embora que alguns ainda se divirtam com elas. Houve realmente muitos heróis no 25 de Abril,mas repara bem,e é bom que todos nós façamos uma reflexão sobre isto,na situação de que desfrutam hoje. Revoltados? Foi só até a adquirirem o seu tacho.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

VOO 1657 QUEREMOS SEMPRES MAIS E MELHOR.



Felizardo Bandeira
Esp.Melec.Telt.
Coimbra


Se quiserem saber que tipo de avião, a que companhia aérea pertence, de
que aparelho se trata, de onde vem e para onde vai, altitude, velocidade,

basta clicar sobre o aviões e aparece um quadro com toda a informação.

Se tiverem que ir buscar alguém ao aeroporto, também podem sair de
casa à hora certa, sem ter que esperar, porque sabem exactamente onde
está o avião que vos interessa.

Também assinala os barcos da zona.



http://www.navpt.com/

VOO 1656 AB3 NEGAGE - BA12 BISSALANCA





João Sousa

Esp.OPC
Braga



MOTOR EM BANDEIRA
...

Desde a realização do último voo para esta base, houve uma série de problemas que me impediram de fazer, com mais regularidade, as aterragens julgadas minimamente necessárias para dar continuidade ao trabalho dos nossos "controladores aéreos".
Digo isto porque o meu motor lembrou-se de dar o badagaio numa altura em que mais precisava dele. Adiante...

Quero agradecer ao Américo Dimas o excelente trabalho que realizou naquilo que resta do AB3. A ousadia e a irreverência de um Especial, atendendo às circunstâncias, foi por demais evidente. Américo: eu só gostaria de saber o porquê de não se poderem tirar fotografias numa base que está praticamente em ruínas. Haverá alguma coisa especial? Numa das fotos está a Torre de Controlo e naquela pequena porta que se vê, funcionava o SPM = Serviço Postal Militar = Bate-estradas (azuis e amarelos). Numa outra foto, se não estou em erro, ainda existe a cobertura do paiol de munições. Quanto ao resto não consegui identificar devido ao denso matagal e, também, porque havia áreas que, de certa forma, eram restritas e não podíamos andar com grande à-vontade (daí o desconhecimento). Muito obrigado, Américo!
Aí vão mais algumas recordações daquela época.


Legenda - Eu, a "minha" Kinga (Honda 175, bicilíndrica) e a minha carga dossos. Queimei alguns depósitos! Digo minha entre comas porque, na realidade, não o era. Mendonça: onde páras?
Foto - João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Um DC7F da Rodésia no taxiway do AB3. Este aparelho transportava gado de alta qualidade para uma agro-pecuária de Camabatela.
Foto - João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Eu e o João Vale (Cabo PA) tendo como pano de fundo o mesmo aparelho descarregando o bom bife.
Foto - João Sousa (Direitos reservados)


Legenda - Queiroz, Mendonça, eu e o Neves (todos OPCs). Estávamos a "ensaiar" uma peça teatral em frente à camarata.
Foto - João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Esquadra de AL III da BA9 estacionada na placa do AB3, na véspera de uma operação para os lados do AM32 (Toto).
Foto - João Sousa (Direitos reservados)

Para toda a LF, vai aquele abraço de sempre. Até uma próxima!
João Sousa