terça-feira, 18 de maio de 2010

VOO 1716 TÉCNICAS AERONAUTICAS. VI

A era dos jactos comerciais de passageiros começou na década de 1950, quando uma grande encomenda da Pan Am para 20 Boeing 707 e 25 Douglas DC-8 forçou as empresas concorrentes a substituir rapidamente seus prematuramente velhos Douglas DC-7 e Lockheed Super Constellation por aeronaves a jacto.
A transição da aviação comercial a pistão para a aviação a jacto não foi gradual, os jactos substituíram rapidamente os velhos e lentos aviões a hélice. Mas a era do jacto trouxe novos problemas para a sociedade. O principal desses problemas foi o enorme ruído produzido pelos motores a jacto.

Os primeiros motores turbojactos tinham dois problemas principais: consumo altíssimo de combustível e um elevado nível de ruído, resultante da aceleração de uma relativamente pequena massa de ar a grandes velocidades. O consumo alto era até tolerado em vista dos baixos preços do petróleo antes do boicote dos árabes em 1973, o chamado "Choque do Petróleo". O alto ruído foi sendo gradualmente menos tolerado, especialmente pelas populações vizinhas aos grandes aeroportos.

No início da década de 1970, o ruído dos aviões equipados com motores turbojactos forçou quase que a sua imediata substituição por motores mais silenciosos. Até mesmo o revolucionário Concorde teve sua introdução nos Estados Unidos atrasada por motivos ambientais.

Já na década de 1960, os fabricantes de motores aeronáuticos conceberam motores do tipo turbofan, nos quais uma parte do ar admitida pelo motor não entra na área quente (combustores, turbinas e duto de escapamento), mas é derivada ao redor da mesma, em menor velocidade. A razão de derivação inicialmente era muito pequena, mas foi aumentando gradualmente até o desenvolvimento do motor militar GE TF-39, o primeiro motor de alta razão de derivação (bypass), desenhado para equipar o enorme Lockheed Galaxy C-5. A partir do TF-39, a GE desenvolveu o CF-6 civil, que até hoje é utilizado em aeronaves como o Boeing 747, Boeing 767, Airbus A300, A310 e A330.

Devido à rápida introdução das aeronaves a jacto na aviação comercial, um grande número de aeronaves, como os Boeing 707, 720, 727 e 737-200 e Douglas DC-8 e DC-9, foi colocado em serviço. Essas aeronaves eram muito eficientes, permanecendo em produção durante muito tempo, e muitas permanecem em serviço ainda hoje.

As restrições relativas ao ruído produzido chegaram ao nível da ICAO - International Civil Aviation Organization, e criaram um sério problema para as antigas aeronaves produzidas nas décadas de 1960 e 1970, equipadas com os barulhentos motores turbofan de baixa razão de derivação. Essas aeronaves tinham um longo tempo de serviço potencial pela frente e eram muito úteis, justificando propostas que reduzissem seu ruído, sendo as principais a remotorização, por motores mais modernos e silenciosos, ou a instalação de redutores de ruído nos motores antigos.

A remotorização mostrou ser uma solução muito cara, especialmente em aeronaves quadrimotoras, mas foi utilizada em alguns casos, como as aeronaves Douglas DC-8 série 60 alongados, nas quais os motores originais Pratt & Whitney JT-8D foram substituídos por CFM-56 de alta razão de derivação.

A melhor solução para manter os velhos 707, DC-8, 727, 737-200 e DC-9 em serviço foi mesmo a instalação de equipamentos redutores de ruído, os chamados hushkits*. Um hushkit nada mais é que um silenciador, que transforma o ruído de baixa frequência do escapamento dos jactos em um ruído de alta frequência, que se dissipa em um espaço físico muito menor.

Para se conseguir esse efeito, em uma das soluções o escape foi modificado com a forma de vários tubos pequenos, que fazem o som aumentar a frequência. A energia total do ruído não pode ser reduzida sem afectar o desempenho do motor, mas o ruído de alta frequência (mais agudo), tem um alcance muito menor, dissipando mais rapidamente que os ruídos graves. Modificações adicionais incluem alterações nas IGV (inlet guide vanes) e OGV (outlet guide vanes), que orientam respectivamente a entrada e a saída de ar nos fans e compressores. Nos motores mais modernos, houve a supressão completa das barulhetas IGV.

Quase todos os hushkits incluem algum dispositivo que divide um grande fluxo de ar em alta velocidade, que produz um ruído de baixa frequência de longo alcance, em vários fluxos menores, que produzem som com a mesma energia, mas em frequências mais altas e que se dissipam mais rapidamente.

Os hushkits também se mostraram especialmente úteis para pequenos jactos executivos, nos quais o pequeno tamanho da aeronave impossibilitava a instalação de motores turbofans de alta razão de derivação.

A evolução dos hushkits acompanhou a evolução da legislação, especialmente a da FAA - Federal Aviation Administration, que estabeleceu fases nas quais a redução de ruído seria gradualmente implantada. Essas fases ficaram conhecidas como Stagge I, II, III e IV, esse último actualmente em fase de implantação nos Estados Unidos. Admite-se que, ao final do Stagge IV, as aeronaves equipadas com turbofans de baixa razão de derivação já chegarão ao final de sua vida útil e podem ser substituídas por aeronaves equipadas com motores mais avançados e silenciosos, os turbofans de grande razão de derivação, que prescindem dos hushkits mas que absorveram a sua tecnologia.

Em 1999, o uso de hushkits em aeronaves americanas criou uma crise com a União Européia, que tentou proibir o uso de aeronaves com motores modificados na Europa. Os Estados Unidos responderam com uma proibição aos voos do Concorde aos Estados Unidos, o que significaria a inviabilidade de se manter o supersónico em operação. A União Européia acabou cedendo, mas o Concorde acabaria virtualmente condenado depois do acidente ocorrido em 2000, em Gonesse, na França.

* Tubo silencioso para reduzir o barulho do motor.

VOO 1715 HISTÓRIA DE ANGOLA (II)






Américo Dimas
Esp.MARME "Lobo Mau" Heli-Canhão
Angola



Incentivado pelas amáveis palavras do nosso “comandante” Victor Barata, aqui estou eu novamente a divulgar um pouco mais da história portuguesa em Angola, desta vez escrevendo sobre Cambambe, também localizada na província do Kwanza Norte, próximo do rio Kwanza, onde os portugueses implantaram outra fortaleza-presídio, para além de Massangano e Muxima, quais praças fortes, para melhor defenderem a soberania nas terras dos reinos do Ndongo e da Matamba.

Muitos anos mais tarde, seria ali igualmente construída a barragem com o mesmo nome (Cambambe), agora com fins muito mais pacíficos…


Legenda: Muralhas e entrada da Fortaleza de Cambambe.

Foto: Américo Dimas (direitos reservados)


Dentro das muralhas da fortaleza, igualmente em ruínas, encontra-se a igreja de Nª Senhora do Rosário.

Este conjunto militar-religioso, fica localizado nas proximidades do bairro onde foi implantada a área residencial dos técnicos portugueses que trabalhavam na barragem, mantendo-se assim até aos dias de hoje e desde a sua saída, aquando da independência.

As habitações foram ocupadas por cidadãos angolanos, que agora garantem o funcionamento da barragem, uma vez que continua a produzir energia eléctrica.

Nas minhas “andanças”, visitei este local em Agosto de 2008, onde pude registar algumas imagens que podem ser vistas no site:

www.prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/ADimNeto/Cambambe01.htm

Apesar do estado lastimoso em que encontrei a fortaleza e a igreja, foi possível “sentir” a importância que teve aquele local, na sua época áurea assim como a sua beleza.

Américo Dimas

Voos de Ligação:

Voo 1710 História de Angola (I) - Américo Dimas

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VOO 1714 BASE AÉREA nº5,DIA 23.5,DIA DA BASE ABERTA

Integrado nas comemorações do seu 51ºAniversário,vai a BASE AÉREA nº5 no próximo dia 23 de Maio abrir as suas portas ao público em geral.
Queremos agradecer ao Ten.Cor.Pilav João Pereira,Comd do GO 51 e ao Major TMMA Aires Marques o convite que nos formularam. Certamente que não deixaremos de estar presentes neste evento que consideramos especial relevo,não só para a BA5 como para a grande família da
FORÇA AÉREA PORTUGUESA.


Este é o programa do evento.
Apelamos a todos os ESPECIALISTAS que participem nesta jornada onde brilhantemente servimos a nossa FAP.

VOO 1713 CINEMA AO AR LIVRE...SÓ EM ANGOLA!




Guiomar Silva

MELEC 1ª 68
Moita




Caro comandante e companheiros:

Os meus votos de boa saúde para toda a familia especialista.
O voo nº 1711 do amigo Joaquim Maurício, mais uma vez, me trouxe á memória algumas situações passadas na BA9 pois, como ele, eu também passei por lá embora só por alguns meses...

Legenda:Central eléctrica da Base Aérea nº 9,em Luanda.
Foto:Joaquim Maurício(direitos reservados)

Aquela foto da Central Eléctrica recorda-me também, os meus electricistas de dia que fiz e onde se contava uma história de um especialista que morreu electrocutado ao manobrar um seccionador em carga não respeitando as manobras correctas para o fazer...verdade ou não, fiquei sem saber. De qualquer modo era uma boa vida e os dias passavam sem grandes problemas sempre á espera da hora da saída para ir "curtir" para aquela cidade maravilhosa que era Luanda, onde havia um pormenor curioso que eu nunca tinha visto, cinemas ao ar livre...O Zé ido daqui da Metrópole, onde tudo eram regras, para cumprir, claro... chega a África, vai ao cinema e vê o pessoal a fumar enquanto vê o filme, que lá isso!!! Fazia-me uma certa confusão, que começou na BA9 pois lá também tínhamos um cinema ao ar livre. Depois de me habituar, achei aquilo o máximo, era cá uma sensação de liberdade...! Na BA9 havia um grupo musical do qual ainda fiz parte embora por pouco tempo pois regressei á metrópole para o curso de sargentos, gostava de contactar com o pessoal desse grupo especialmente do "Luanda" que tocava órgão e era da minha recruta. Se estiverem por ai um grande abraço para todos!

Foto do cinema da BA9 com um amigo que já não recordo o nome.

Voos de Ligação:

Voo 1711 O Apagão na Base Aérea nº9 Joaquim Maurício

VB. Pois meus amigos,na central eléctrica da Base Aérea nº 12 as coisas eram muito difíceis. Material muito velho,o quarto onde dormia o Elec/Dia era apenas utilizado até ás 10/11 da noite,depois era o desenfianço para o quarto pessoal.

VOO 1712 VOO 1692 OS FILMES MAIS VISTOS.


José Osório
Esp.M.Rádio
Suécia

VOO 1692 OS FILMES MAIS VISTOS.
Caro amigo Vitor,
Aqui está uma apreciação que gostaria de comentar em teor da Sinopese do filme, em questão, que de certa forma está bem visto. Mas estou curioso pois há aspectos que na realidade tem muito haver com a minha pessoa. Gostei e como tal também gostava de saber como chegaste a tal conclusão.
Abração amigo
José Osório
Já agora a Sinopese: » Sinopse: Um funcionário de uma companhia de seguros em Nova York que descobriu uma maneira mais rápida de evoluir de cargo: emprestar seu apartamento para que os executivos da empresa levam para lá suas amantes. O problema começa quando uma dessas mulheres, tenta se matar em seu apartamento.

Voos de Ligação:

VOO 1711 O APAGÃO NA BASE AÉREA nº 9



Joaquim Maurício
Esp. Melec. Av./Inst. 3ª/69
Angola 72/74
Vila do Bispo, Algarve



APAGÃO NA BA9, LUANDA 1972

Início de Dezembro de 1972.

O que a seguir transcreve, aconteceu no meu primeiro serviço de escala

(eléctricista dia) na BA9, a central eléctrica da BA9, como qualquer outra central das bases por onde tinha passado, BA6 Montijo e AB1 Portela, estava equipada com um grupo de alternadores, a sua finalidade era a de se substituir a uma eventual falha de energia do exterior.

Quer a BA6 ou AB1, estavam equipadas com alternadores de potência superior aos da BA9.

Achei o facto estranho e comentei-o com o meu companheiro de serviço, um cabo electricista, já com algum tempo de comissão, respondeu que não se recordava da energia ter faltado na Base.

Acordamos “trabalhar” por turnos, com a condição, caso a energia faltasse, convergirmos para a central, ele ficou com a manhã, eu com a tarde, a seguir ao jantar juntámo-nos na central.

“Injuriava o clima”, a camisa de meia-manga estava colada ao corpo, a pele mantinha-se permanentemente peganhosa, esta era a minha segunda noite em África.

Abençoava o frio do Continente, as noitadas no comboio Algarve/Barreiro, a travessia do rio Tejo, Barreiro/Praça do Comércio/BA6, o último percurso era feito a bordo da lancha da marinha.

Estremeci ao ouvir o som estridente e irritante da buzina de alarme, a BA9 estava às escuras, sem energia.

O interior da central estava precariamente iluminado, com a energia de recurso fornecido por uma bateria

Desligar os componentes e circuitos eléctricos ligados à rede exterior,arrancar com os geradores, e voltar a ligar os circuitos eléctricos à energia produzida pelos alternadores da central, ocuparam-nos mais tempo do que o que seria desejável, ( todo este processo era manual e requeria cuidado ).

Já tinha passado por uma situação idêntica na BA6, na altura faziam serviço à central eléctrica um marinheiro fogueiro da Marinha,e um cabo electricista da FAP.

No AB1 o sistema estava automatizado.

Finalmente com os alternadores a funcionarem, fomos ligando os circuitos indicados como prioritários, e controlando a corrente de saída dos alternadores, quando esta atingiu o máximo, muitas ligações ficaram em circuito aberto.( sem energia.)

Por indicação do meu companheiro, dirigimo-nos ao PT (Posto de Transformação, equipamento eléctrico, utilizado para reduzir alta/média tensão, em baixa tensão, a que é normalmente utilizada em iluminação, electrodomésticos,etc.), eu desconhecia a existência de tal equipamento e a sua localização.

Munidos duma lanterna dirigimo-nos ao PT, boa parte do exterior da base permanecia sem iluminação.

Quando abrimos a porta do PT e iluminamos o interior, deparamo-nos com um festival de chapa amolgada,ferros torcidos , paredes negras a escorrer óleo, o interior do PT, estava num reboliço, pensei estar perante um acto de sabotagem ou algo idêntico.

A chegada apressada dum jipe e uma voz alterada a perguntar pelo responsável cortou-nos a análise do que se teria ali passado.

Entre portas estava o Oficial dia à Base, um capitão! Avancei na direcção do Oficial com a intenção de o pôr ao corrente da situação.

Não tive qualquer hipótese.

Tem cinco minutos para iluminar a base, foi o que ouvi! O capitão, deu meia volta e desapareceu.

Estamos feitos diz o meu companheiro! Perguntei-lhe se havia mais algum equipamento, outro PT, ou ligação ao exterior que se pudesse utilizar?

Não! O PT e a Central,são os dois equipamentos que a base dispõe para produzir e distribuir energia eléctrica.

Então deixe andar! Os alternadores estão no máximo o PT nem pensar.

Regressamos à central, importava vigiar o comportamento dos alternadores.

O barulho e o calor extra dos motores, era um convite a permanecermos no exterior, uma cerveja agora outra mais logo, foram-nos refrescando e alimentando os assuntos que ao longo daquela noite abordamos, ( a todo o momento esperava-mos nova visita do Oficial dia a exigir a base iluminada, coisa que não aconteceu).

Fica como nota final :

· A avaria do PT, deveu-se a um erro de manutenção, introduziram uma quantidade superior de óleo para arrefecimento, a dilatação do mesmo devido ao aquecimento, provocou o rebentamento do depósito e acessórios nas proximidades.

· O tempo da reparação foi de quinze dias.

· Os geradores originais da BA9, estavam instalados numa vivenda particular na Ilha do Mussulo.

· Que tenha conhecimento a energia não voltou a faltar durante o restante tempo que andei pela BA9

· A mim e o ao meu companheiro nada nos aconteceu, dele recorde, cabelo ondulado e preto, trato fácil e educado, originário do Norte, com imensa mágoa o nome apagou-se.


VB: Olá Companheiro Mauri!(Eu sou o padrinho!!!)

Estava a ver que te tinham retirado o "brevet"pois à muito tempo que não voavas?!...

São sempre histórias engraçadas de reviver e contar,pois certamente que mais alguns de nós se iram também lembrar.


domingo, 16 de maio de 2010

VOO 1710 HISTÓRIA DE ANGOLA. (I)





Américo Dimas
Esp.Marme "Lobo Mau" Héli-Canhão
Angola


Recordando o passado histórico: MASSANGANO

Caros “Tertulianos”

Muito provavelmente, o nome de Massangano não será muito conhecido de quem visita este blogue e concerteza muito menos para quem nunca viveu, visitou, ou se interessa por assuntos relativos a Angola.

Contudo, Massangano foi, em devido tempo, de primordial importância para a manutenção da presença portuguesa nestas terras.

Localidade situada próximo do Dondo, na margem direita do rio Kwanza, foi uma fortaleza-presídio, tal como Muxima e Cambambe, mandadas construir pelo primeiro governador de Angola, Paulo Dias de Novais, neto do navegador Bartolomeu Dias, como forma dos portugueses de então, melhor se defenderem dos ataques dos Reis Ngola Kiluange, do seu filho Ngola Mbande e posteriormente pela irmã, a Rainha Ginga Mbande.

Construído em 1583, foi, durante largos anos, uma fortaleza de fulcral importância no aspecto militar e mais tarde, em 1641, foi o refúgio dos portugueses de Luanda, aquando da invasão dos holandeses nesse ano.

Durante o período da ocupação, a fortaleza de Massangano sofreu diversos ataques dos holandeses e dos nativos guerreiros daqueles reinos, mantendo-se sempre impenetrável.

Em 1648, Luanda foi finalmente libertada, com a chegada do almirante Salvador Correia de Sá e Benevides.

Já antes, em 1580, aconteceu naquele local, uma grande batalha entre os guerreiros do rei Ngola Kiluanje e as tropas de Paulo Dias de Novais, tendo este vencido.


Pelo feito, mandou erigir uma igreja que ficou conhecida com o nome de Nª Senhora da Victória de Massangano.

Enfim, muito mais haveria para escrever sobre este local, agora infelizmente votado ao abandono.

Em tempos, para se lá chegar, percorriam-se cerca de20 km em estrada asfaltada. Agora, pouco resta dessas condições, apesar de manterem-se erguidos alguns edifícios, como a Câmara Municipal; o Tribunal; a Fortaleza; a Igreja e em ruínas, algumas casas daquele tempo, paredes meias com a sanzala local.

Para os interessados, convido-vos a visitarem o site:

www.prof2000.pt/users/secjeste/arkidigi/ADimNeto/Massangano01.htm , onde, com o pseudónimo de A. Dimas Neto, apresento algumas imagens dessa localidade, registadas quando pela primeira vez a visitei em 2007.

Cumprimentos

Américo Dimas


VB.Olá Américo.Mais uma vez nos apresentas um excelente trabalho,Vamos esperar pelos próximos,pois Angola tem História.

VOO 1709 "O BILTRO".



M.Santos
Esp.MMA

Loulé


Caro Companheiro de recruta “Biltre”

Peço imensa desculpa de me imiscuir nos vossos voos de longa data, mas como Especialista MMA de gema nunca poderia passar em branco esta oportunidade! Na verdade o meu “voo” que tal como o de todos vós se iniciou na BA2, onde tirei o “brevet” com distinção, prosseguiu depois No AB1(Figo Maduro) Ba12 (Esquadra de Fiat´s) e Acabei por finalmente aterrar em Monte Real nos F-86 onde acabei por passar à disponibilidade!

Provávelmente não te recordarás deste teu amigo da recruta de alcunha “o careca” por ter sido rapado 2 semanas depois de todos os outros que entretanto já tinham algum cabelo a crescer! Tu eras o “biltre”rapaz alto e espadaúdo, morador em Sintra e bateria dos “Diamantes Negros” que ainda tive o prazer de ouvir tocar quando numa das vossas festas de aniversário aí em Sintra! O Chança de quem falas no Blogue também me recordo bem, assim como do chanfrado do Tony Carvalho do Algueirão, Do nosso Guitarrista do fado José Luís Nobre Costa, Do Zé Luís Narciso do Montijo (infelizmente já desaparecido) e tantos outros todos frescos na memória como de não tivessem passado já 44 anos!

Passei grande parte da vida emigrado ( África do Sul e Inglaterra) regressei agora à base e procuro afincadamente e em voo picado algumas das nossas velhas glórias!É óbvio que se fôsse pela tua foto actual nunca lá chegaria( meio careca e com óculos) quem diria!! Eu ainda tenho algum e óculos por enquanto só para ler! Vou tentar digitalizar umas fotos mais ou menos actuais já que na cidade e casa onde me encontro não tenho nada da “guerra”

Seria com enorme alegria que receberia uma palavra tua!! Espero bem que pelo menos a tua memória esteja a voar tão alto como a minha.

O meu E-mail directo è: mcsantosonline@yahoo.com em caso que te sintas com coragem para me enviares uma palavra!

Eu vivo neste momento no Algarve, tenho casa em Loulé e Tavira, também me desloco de quando em vez à Amadora onde vive a minha mãe e irmão !

Um grande abraço deste teu amigo e saudações aeronáuticas!

Voos de Ligação:

Voo 1705 Resposta ao Victor Sotero - Carlos José Santos

VB: Amigo Santos,sejas bem vindo ao seio desta tua grande família.

É com enorme satisfação que te recebemos neste teu primeiro voo,foste "largado" agora à que continuares a voar mais vezes trazendo-nos as tuas belas histórias vividas na tua vida FAP.
Chamamos a tua atenção para o facto de nos faltar ainda elementos teus,o nome completo,onde estiveste no serviço militar,morada e telf.,pata possamos integrar-te nesta Tertúlia que se chama "LINHA DA FRENTE"

sábado, 15 de maio de 2010

VOO 1708 ASSUNTO VOO 1692


Jorge Narciso
Esp.MMA
Lisboa


Olá Vitores (Barata e Sotero)


Após alguns dias sem vir ao blogue deparo com o voo 1692, do meu contemporâneo de incorporação e agora praticamente vizinho (Damaia / Mem Martins) Sotero editou uma lista de pessoal associando a cada um determinado filme,
E encimava tal lista:
O Equilibrista - Jorge Narciso.
Não tendo, nem à primeira nem às seguintes vistas, conseguido estabelecer a relação, resolvi recorrer à Net para encontrar pistas:
- Definição de Equilibrista.
Aquele que consegue equilibrar-se em situação difícil; artista que anda sobre um arame ou uma corda suspensos a grande altura.
- Do Filme
O Equilibrista (em inglês Man on Wire) é o filme vencedor do BAFTA de 2008 na categoria documentário. O filme foi dirigido por James Marsh e conta a história de Philippe Petit em sua travessia através de um cabo de aço suspenso entre as torres do World Trade Center em Nova Iorque, em 1974. Ele é baseado no livro de Petit, To Reach the Clouds, que acabou sendo relançado sob o título de Man on Wire
E o mistério adensou-se:
Artista (pelo menos desse tipo) nunca fui, em cima de cordas nem as da roupa, Nova Iorque não conheço e aliás nem sequer sabia da existencia de tal filme.
Só depois de muita unha roida, cabelos arrancados, murros na parede e sei lá mais o quê, acabou por se fazer luz:
Afinal o homem além de veia poetica e boa disposição tem tambem artes de adivinhação: Não sei como, deve conhecer uma foto (que anexo) tirada na BA12, onde eu - com dentes - mas sem capacete, nem fato especial ou outro qualquer meio de protecção me encontro pensdurado a 30 ou 40 metros, efectuando os testes ao 1º guincho montado nos helis SEM PERDER O EQUILIBRIO.
Legenda: O Jorge Narciso (pendurado) a fazer teste de guincho no Aloutte III
Foto: Jorge Narciso (direitos reservados)
Já agora e não de somenos importancia talvez também porque (na tal vei poética) Equlibrista rima com Especialista.
Agradecia que o Sotero, a quem desde já envio um abraço, confirmasse ou não esta teoria e já agora aproveito para o associar tamb+em a um filme;
Vitor Sotero --- O Desaparecido (por acaso estava em Paço de Arcos) Heheheh.
Finalmente, não fossem estes laivos de humor e como aguentariamos as caneladas que dia a dia nos vão impost(ando).
Uma nota à margem;
Após "desenterrar" esta foto do meu arquivo, contactei o Jorge Felix, que julgo ter sido o piloto destes testes e através dos registos da sua caderneta (é do nª do heli) estes testes parece terem ocorrido em 5 e 6 de Outubro de 69.
Um abraço a todos
Jorge Narciso

Voos de Ligação:
JC: Realmente é de artista..., de equilibrista..., digo de Especialista.

VOO 1707 DOUGLAS C-54 (SKYMASTER)



José Bento
Melec, BA12
Philadelphia U.S.A.



Boa tarde meu Comandante e amigos especialistas
Gostaria de acrescentar alguma informação respeitante ao Douglas C-54 Skymaster,questionada pelo nosso amigo Manuel Santos no voo 1690. O camarada Américo Dimas do voo 1701, já respondeu ao assunto em questão, no entanto, como fiz algumas pesquisas no google acerca desta matéria, desejava tambem compartilhar convosco.
Quero antes de mais pedir desculpa por estar um pouco atrasado, mas como aindo não sou reformado, por vezes o tempo é um pouco limitado.
Os quatro voos que fiz entre Lisboa e Bissalanca, foram todos no famoso Skymaster com os tais bancos de lona laterais. O google tem uma vasta informação acerca de esta aeronave que demora largas horas a consultar.
Legenda: Douglas C-54 Skymaster
Foto: Enviada por José Bento

Pois o tal Skymaster tem uma história riquíssima. Foi o primeiro avião de transporte de 4 motores a entrar ao servico da Forca Aérea Americana, que adquiriu 1164 unidades entre 1942 e 1947.
Este avião fez história quando se tornou o primeiro avião oficial de transporte do presidente Americano, denominado (air force one), era conhecido como (a vaca sagrada).
Esta aeronave foi utilizada durante a 2ª Guerra mundial para transporte de feridos da Europa para os Estados Unidos. Segundo a legenda da foto, o voo demorava normalmente 24hrs, incluindo uma escala para mudar de Tripulação, reabastecimento e alimentar os feridos. Como os tempos mudaram!!

Legenda: Transporte de feridos no C-54 Skymaster
Foto: Enviada por José Bento
Achei interessante durante a pesquisa que fiz ao site do Skymaster, ao ver publicada uma foto dum envelope cujo selo nos Estados Unidos tinha o símbolo desta aeronave, a frisar que o preco dos selos tinha baixado de 8 para 5 centimos de 1946-48. Ate aí nada de anormal, só que ao reparar no destinatário do envelope, verifico que esta dita carta, era destinada a uma senhora portuguesa residente em Lisboa. Isto passou-se em 1948 de acordo com a data do carimbo do correio. Espero que a foto fique legível depois de atravessar o atlântico.

Legenda: Envelope de correio aéreo cujo selo tem a imagem do C-54 Skymaster

Foto: Enviada por José Bento

É tudo por hoje, um abraco para toda a família especialista, até à próxima aterragem.

José Bento
Voos de Ligação:
VOO 1690 O DOUGLAS DC-6.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

VOO 1706 O RECONHECIMENTO DE UM ESPECIALISTA,PELO TRABALHO DESENVOLVIDO NESTA BASE.




Victor Sotero

Sargº.Mor EABT
Damaia




Em nome da "Linha da Frente", tomei a liberdade (desculpem) de fazer a seguinte proposta de louvor.


PROPOSTA DE LOUVOR


"Que seja louvado o Comando abaixo indicado pelo trabalho desenvolvido ao longo de
três anos de intensa actividade.
Confrontado nos últimos tempos com um aumento de volume de trabalho muito supe-
rior à capacidade dos efectivos, tem sempre procurado dar resposta com serenidade aos diver-
sos problemas surgidos, ultrapassando dificuldades burocráticas e compensando com a sua ex-
periência, espírito de sacrifício e assiduidade, os vários assuntos referentes à "LINHA DA FRENTE"de uma forma muito notável, complexos problemas quer em situações normais quer em situaçõesurgentes e difíceis.
Pelas elevadas qualidades evidenciadas à sua clara noção de disciplina, grande sentido do
dever, não regateando sacrifícios e trabalhos fora das horas normais de serviço, é de inteira justi-
ça considerar os serviços prestados pelo Comando como relevantes e de muito mérito contribuindoactivamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão a que se propõe," o Comando
da Base Aérea 12 - Guiné 65/74

P'LINHA DA FRENTE
V.SOTERO










Nota.:- Na foto, uma parte do meu museu.
-Agora, vou de férias. O ano passado não as pude gozar.











VB. Caro Companheiro Sotero,estamos (João Carlos,Augusto Ferreira,Jorge Mendes e Victor Barata) muitos sensibilizados com este teu LOUVOR.
Acredita que tens mais valor para nós que aquele que nos fosse atribuído por qualquer organismo oficial.
Este teu gesto é a expressão máxima de gratidão de um companheiro que valoriza o trabalho
que este grupo de quatro verdadeiros ZÉ ESPECIAIS tem desenvolvido para que esta nobre família ESPECIAL se mantenha unida.
Sabemos que nem sempre agradamos a todos,o que é absolutamente normal,mas exigimos apenas e só honestidade e frontalidade.
Em nome do COMANDO desta Base,o nosso agradecimento ESPECIAL.

VOO 1705 RESPOSTA AO VÍTOR SOTERO - VOO 1548



Carlos José Santos
Negage
Sintra


Amigo
Não sabes o arrepio que me deu primeiro ver que estavas por aqui, eu não tenho visitado o blogue, do que me penitencio, mas tenho atenuantes!
Há pessoas que nunca se esquecem, tu foste um deles, ainda hoje me lembro de uma frase tua, que era:
-Isto é melhor que outro pior!
Como companheiros de viagem, de camarote e de porrada (3 dias de detenção) uma verdadeira estupidez!
Não fomos à formatura de abandono do navio porque estávamos os treze a jogar às cartas, o alarme do barco dava para acordar um morto a quilómetros de distância, a nossa desculpa; - Não ouvimos tocar!...
Há algumas imprecisões na tua descrição, o nosso camarote era à ré, éramos treze (dá para imaginar que ia dar azar!) e fomos para lá porque os Páras que iam connosco também meteram um valente cagaço ao tenente de Abastecimentos, que não foi como deveria ter ido com os outros oficiais do exército à reunião para alojamento do pessoal. Nós tínhamos direito a camarotes e o Tenente borrifou-se e quando lá chegámos queriam meter-nos no porão. Fizemos recusa na primeira noite ninguém dormiu, ou a maioria recusou-se a dormir e depois de uma noite a deambular pelos dec’s do navio lá nos arranjaram aquele espaço onde íamos como sardinha em lata. A minha cama era no meio, e só servia de cama à noite porque durante a maior parte do dia era a banca do montinho ou da lerpa, mas mais montinho.
Outra coisa que te esqueceste, quem desenrascou comida para o pessoal durante a viagem fui eu, porque tinha lá um amigo (já falecido) que era cozinheiro António Pedro de seu nome e nos dava comida e bebida a todas as refeições, não só para mim mas também para os outros camaradas. O Chança, meu companheiro desde a primeira hora de FAP, também teve esse privilégio porque a comida era para a malta até dar! Fiz anos a bordo, porque sou de 7 de Fevereiro, e esse amigo proporcionou-me a minha melhor festa de aniversário até então, grandes bebedeiras. Toda a malta da FAP esteve presente, Pára-quedistas, especialistas, e alguns do SG, e até do exército, lembro-me de um tipo já velho que era refractário lisboeta “pintas” muito engraçado que alinhava muito connosco, o Velez tocou acordeão e a festa foi até de manhã, o vinho veio numa enorme cafeteira de alumínio extra forte, de dez litros com uma asa enorme na boca.
Uma curiosidade dessa viagem, estávamos na amurada do navio a despedirmo-nos das nossas famílias, ao meu lado estava o Pinto, também de Abastecimentos, que tinha comprado um relógio na altura de embarcar, a um cigano qualquer que lhe pediu por ele 1.500$00 salvo erro, o objecto tinha apresentação e o argumento do meliante era que tinha que ir apanhar o comboio e não tinha dinheiro, e vendia o relógio de marca consagrada ao desbarato por esse motivo. Assim que apanhou o dinheiro na mão ninguém mais o viu, o objecto, de relógio só tinha o mostrador a caixa e a correia, foi um fartote de rir, mas por outro lado, malandro não tem pena de ninguém, nem o desgraçado do militar escapa nas mãos desses trafulhas!
Sotero, o meu conjunto era os DIAMANTES NEGROS, os Demónios eram da Madeira, onde pontificava o Luís Jardim.
Daquela foto dos Génios do AB3, (é a formação anterior à nossa chegada) que tu pedes para eu identificar,

Legenda: Génios do AB3, Negage, 1967

Foto: Sotero Cavaleiro (direitos reservados)

só sei o nome do Zé Themudo que tu identificas e bem, Legenda: Themudo Barata, AB3, 1968
Foto:
Sotero Cavaleiro (direitos reservados)
e do Manjerão, que salvo erro era o baterista, ainda toquei com o viola ritmo que está à esquerda da foto mas não me lembro do nome dele, e com o Costa que era o baixista, curiosamente estive esta semana com o fulano que está nas teclas, no Cascais Shopping, e com o Branco que era MMA, natural de Lourenço Marques, (hoje Maputo), um apaixonado por formula um, e assinante da revista L’Automobil, estive com eles mas não me lembro do nome. Vejo-o muitas vezes por lá hei-de falar no assunto.
Vítor eu continuo a morar em Sintra, aqui nasci, e espero nunca de cá sair, quando quiseres dá notícias. Podes pedir o meu e-mail ao mentor deste espaço que está desde já autorizado a dar-te caso tenhas vontade em me contactar, e ele não se importar de o fazer.
A todos os camaradas da FAP, em especial ao Sotero, na pessoa do mentor deste espaço Vítor Barata,
Um grande abraço do
Carlos José Santos (BILTRO, nome que só tive na FAP, por causa da música e de ser músico dos anos 60 fã dos BEATLES!)

Voos de Ligação:
VOO 1548 "A ATRACAGEM".
VOO 1540 NÃO FOI ATERRAGEM MAS SIM "ATRACAGEM"

JC: Companheiro Carlos Santos tens andado ausente desta Base ?! É através de mensagens como a tua que percebemos que vamos cumprindo alguns dos objectivos, como é o reencontro de antigos camaradas e as histórias contadas na primeira pessoa.
Queremos ver-te mais vezes por aqui, vamos a contar essa histórias.