domingo, 20 de fevereiro de 2011

Voo 2163 MAIS UMA ATERRAGEM DO MÁRIO.





Mário Santos
Alf.Pilav.
Loulé



Olá amigos!
Saúdo todos os camaradas, com um Bem Hajam aos que não deixam morrer a chama, aos que narram, comentam e ficcionam feitos e aventuras!
Gostaria também de saudar e relembrar todos os que já nos deixaram, evocando-os na saudade e na recordação do que melhor fizeram e deixaram!
Esta será a 2ª vez que vos envio fotos e algumas informações sobre o meu período na Base Aérea 12 como M.M.A. na esquadra de Fiat´s G91,
Período atribulado entre 1967 / 1969, em a Base foi atacada e um nosso antigo colega infelizmente já desaparecido, disparou de um dos Fiat´s (a ser preparado e inspeccionado para mais uma missão) um rockett que foi rebentar no Tabancal situado nas traseiras da Base sem ter causado quaisquer danos em vidas ou materiais!
Agradeço aos que porventura se reconheçam nas fotos por mim enviadas que se acusem, falem ou comentem, já que infelizmente não nos conseguimos lembrar de todos!

Obrigado

Legenda: Linha da Frente dos Fiat´s

Foto:Mário Santos(direitos reservados)

Legenda: Pessoal da Linha da Frente dos Fiat’s.É pena não poderem ser identificados os seus elementos mas não é possível.

Foto:Mário Santos (direitos reservados)

Mário C. Santos

M.M.A/ 2ª 66

N.B. Junto segue identificação, foto actual e também algumas do período entre 1967/68/69

VB. Caro Companheiro, queremos desde já apresentar-te as nossas desculpas pelo facto de só agora apresentarmos o teu precioso “voo”, mas, como já deves ter verificado através de diversos comentários em voos anteriores, “Marte”esteve um pouco INOP por variadas razões, o que motivou que as comunicações não se fizessem nas condições normais.
Felizmente tudo está recomposto e o tráfego vai voltar ao normal. Agora podes voar à vontade Mário.
Lamentamos não poder publicar as três fotos que nos envias-te,mas uma delas não conseguimos abrir.

Voo 2162 ÚLTIMO VOO.


FALECIMENTO


Faleceu ontem, dia 19,Major TABST José Afonso Góis Batista, encontrando-se o seu corpo na igreja do Forte da Casa onde será celebrada missa ás 11h de hoje.
O funeral realiza-se hoje ás 11.30H para o Crematório da Póvoa de Santa Iria, onde ás
12 h será cremado.
A Tertúlia “LINHA DA FRENTE”,apresenta a todos os seus familiares as sentidas condolências.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Voo 2161 ACIDENTE DO DORNIER DO 27 Nº3435.




Jorge Mendes

2ºSargº.Mil.EABT
Coimbra



ACIDENTES COM AERONAVES DA FAP- DO-27 NR.3435

Caro Comandante, restante Comando e toda a Linha da Frente e Companheiros que visitam esta nossa Base as minhas saudações amigas.

Na continuidade dos voos 1923,2000 e 2021, solicito autorização à torre para mais uma aterragem cuja carga da aeronave é mais um acidente com um dos nossos aviões da nossa FAP desta vez ocorrido em Dezembro de 1968 no Negage – Angola.

Assim passo a mencionar o plano de voo:


1-TESTEMUNHO DE PILOTOS DA BA-7 S.JACINTO


Dois alferes pilotos do mesmo curso o Lamy e o Lopes do AB-3 Negage, descolam para um voo de rotina num DO-27.O cacimbo estava cerrado e ao regressar à base enfiam-se a voar por um morro, tendo ambos falecido no impacto. Seria este simplesmente mais um triste caso de indisciplina de voo a ceifar a vida de dois jovens, não fosse um falso desenvolvimento, a saber: à noite ouvimos na camarata da BA7-S.Jacinto, o locutor da Rádio Portugal Livre, emitida a partir da Argélia , regozijar-se por mais “esta vitória dos combatentes da liberdade de Angola” (isto apesar do inimigo não ter tido qualquer actuação neste acidente).

2-TESTEMUNHO DO COMPANHEIRO ESPECIALISTA CARLOS JOSÉ SANTOS( BILTRO )


Nem que dure cem anos nunca vou esquecer o acidente no Negage que vitimou o Tenente Lamy um outro piloto, do qual não me lembro o nome e o nosso colega dos Açores( MMA ) o Massas. Saíram do Negage de manhã muito cedo num DO-27, para fazer um RVIS, estava tudo ainda muito cacimbado, bateram nas copas das árvores e ficaram lá.

Eu fiz vigília aos corpos na capela da Base das 4 às 6 da manhã.

Arrepiante não esquecerei nunca.

3-TESTEMUNHO “A VERDADE OFICIAL DOS FACTOS”


Análise: o acidente com o DO-27 nº 3435 do AB-3 – Negage ocorrido no dia 20 de Dezembro de 1968.


Tripulação:

Manuel António Salgueiro Lopes-Alf.Milº Pilav –Adjunto de operações ( operador )

Vasco Lamy Rodrigues Matias – Alf.Milº Pilav

António Carlos Dias dos Anjos – Alf.Milº Pilav

António Duarte Almeida Correia – 1ºCabo Esp. MMA.

Aeronave totalmente destruída.

Colisão da aeronave com o solo por voar excessivamente baixo, devido à má visibilidade e teto baixo.

Falha do Operador.

Plano de voo: Negage para Negage

Houve violação das regras gerais de voo determinadas pelo Comandante de Esquadra.

O Operador tinha 1.387H30 horas de voo e nesta aeronave 280H10, tendo voado nos últimos 30 dias 12 horas.

Local do Acidente: Serra de Canzundo pelas 07H10.

Colisão com objectos no solo. Condições meteo desfavoráveis.

História do voo: O DO-27 nº 3435, descolou da pista do AB 3 às 06H55 para uma missão de RESP.

A finalidade da missão era a de observar as condições meteo existentes na Serra Ambuíla com vista à efectivação de um bombardeamento nessa zona.

A bordo além do Operador seguiam dois pilotos observadores e um mecânico de avião.

As condições meteorológicas no aeródromo de partida com estratos baixos e visibilidade reduzida.

Às 07H00 aproximadamente a aeronave sobrevoava “a zona de operações”, mas como aí as condições meteo eram más e com tendência a agravarem-se o operador decidiu regressar à Base, já com visibilidade muito reduzida.

Quando o avião sobrevoava a Serra Canzundo, bateu com a asa esquerda numa árvore, guinando para a esquerda, perdendo altitude e acabando por chocar com o solo a aproximadamente 30 metros da árvore onde havia embatido.

Após o choque com o solo, declarou-se incêndio no motor e nas asas.

Um dos pilotos observadores( António Carlos Dias dos Anjos ) conseguiu abandonar o avião, tendo mais tarde sido recolhido por pessoal que se encontrava próximo do local do acidente e conduzido à enfermaria do AB 3, donde depois foi evacuado para Luanda.

Toda a restante tripulação ( operador, piloto e mecânico ) faleceram no acidente.

4-CONCLUSÕES


Causa primária: desobediência consciente por parte do operador a determinações expressas do Comandante de Esquadra.

O Comandante de Esquadra havia-se ausentado na ante-véspera do dia do acidente e regressou no dia em que este ocorreu. A data de regresso do Comandante de Esquadra era do conhecimento do Operador.

O Operador ficou na ausência do Comandante de Esquadra , exercendo as funções de Oficial de Operações, tendo recebido do Comandante de Esquadra directivas no sentido de somente ser executada actividades de rotina, ficando-lhe completamente proibido o planeamento de missões por sua própria iniciativa pessoal.

O Operador ficou consciente da proibição, porquanto para a efectivação do bombardeamento previsto, pediu autorização ao Comandante da Unidade, ocultando no entanto , a proibição do Comandante de Esquadra, não tendo pedido autorização para a efectivação de missões de rotina, logo era porque tinha a consciência de que a missão prevista(bombardeamento com descolagem ao alvorocer) saía da rotina.

Aliás comentou com camaradas seus que o pedido de autorização se destinava a evitar qualquer acção por parte do Comandante de Esquadra.

A própria missão RESP estava expressamente proibida pelo Comandante de Esquadra, porquanto estava determinado que havendo dúvidas quanto às condições meteorológicas, se deve optar pelo cancelamento da missão.

Assim, na opinião da Comissão de Investigação, temos:

a) O planeamento de um bombardeamento a executar segundo moldes fora da rotina, criou nos pilotos que o iriam executar um clima de agressividade e ou excitação descontrolada.

b) Criou no Operador a ânsia de cumprir, a todo o custo, a missão que havia planeado, antes da chegada do avião onde vinha o Comandante de Esquadra.

c) Muito provavelmente afectou psicologicamente o Operador(aliás há um relatório médico onde refere alguma imaturidade no Operador),porquanto estava consciente de estar a desobedecer ao Comandante de Esquadra e a ludibriar o Comandante da Unidade.

Falha do Operador: por ausência de planeamento da missão RESP, má avaliação das condições meteorológicas e má decisão em querer continuar a voar em contacto visual com o terreno, quando as condições meteo existentes o deconselhavam, podendo ter optado por subir para uma altitude de segurança ou ainda melhor, aterrar no Qauítexe.

Falha de Surpevisão: ao insistir em prolongar a missão quando as condições meteo existentes, mesmo que viessem a possibilitar a passagem ao DO-27, eram impeditivas do cumprimento da missão por parte de uma formação de T-6 .

Há ainda falha de surpevisão do Operador ao permitir levar a bordo um piloto que seguia deitado numa maca e sem capacete e auscultadores, portanto quase que completamente alheio à missão e desnecessário.

Recomendação para a prevenção de acidentes

-Critério mais” apertado” na selecção de pilotos.

-Dotar a Esquadra Operacional da Unidade com maior número de pilotos experientes, Oficiais do Quadro Permanente e Sargentos Pilotos.

-Com o actual efectivo é impossível ter-se um enquadramento pelo menos aceitável e, o que é pior tendo a unidade dois destacamentos permanentes é impossível conseguir reunir em destacamento, um piloto experiente ou sensato , com um piloto menos experiente ou menos sensato.

Este é o RELATÓRIO PRELIMINAR DO ACIDENTE MAIOR, ocorrido no dia 20 de Dezembro de 1968 no Aeródromo – Base nº3 Negage.

Meu Comandante, restante Comando e toda a Linha da Frente, aqui fica sem qualquer comentário dos factos, o relato de mais um acidente com aeronaves da nossa FAP. Como sempre procuro introduzir a versão dos factos dos acidentes, com os relatórios oficiais de inquérito , elaborados pela Força Aérea.

Um grande Bem – Haja ao Víctor Sotero que com o seu sentido de pesquisa consegue sempre junto do AHFA todos os elementos e com a sua amizade e disponibilidade mos transmite..

Até ao próximo voo sobre acidentes.Estou a iniciar um que ocorreu com um Capitão Piloto Aviador de Monte Real que quando fazia treinos de tiro em Alcochete , faleceu a bordo de um F-86.

Saudações Aeronáuticas .

Jorge Mendes


Voo 2160 VAMOS FALAR DE COISAS MAIS ALEGRES.




António Loureiro
Fur.Mil.PA
Figueira da Foz


Dá-me licença senhor Comandante

Dia dos namorados

Hoje é dia dos namorados
Também não precisa esbanjar
Mas pegue na sua cara-metade
E vá com ela jantar

Dê-lhe um bocadinho mais de atenção
Ofereça-lhe uma flor
Dê-lhe também um beijinho
Como uma prova de amor

Elas são a nossa bênção
Também são ESPECIAIS
E é nos momentos difíceis
Que elas nos amam mais

Nesta vida de loucura
Que nos leva à exaustão
Como é bom chegar a casa
E ter ali uma mão

Vamos gozar este dia
E as amarras libertar
Que se lixem os problemas
Hoje é tempo para amar

Amanhã logo se vê
O mundo não vai acabar
Tudo está como deixamos
Para a "loucura" continuar

Partilhem bem este dia

As melhoras senhor Comandante

VB: Bom dia Loureiro.
Desde já as nossas desculpas pelo facto de só agora o teu “voo” estar autorizado, efectivamente a nossa unidade tem tido uns ligeiros percalços que não esperávamos, nomeadamente no que concerne à área técnica e saúde.
Mas pensando bem,o “Dia dos Namorados” para nós é todos os dias,como tal estes versos também são bem lidos hoje.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Voo 2159 TETE AGRESTE.




Augusto Ferreira
2º SargºMil.Melec./Inst./Av.

COIMBRA



TETE AGRESTE

Decorriam os anos 72/74 no AB7 - TETE em Moçambique, naquela terra do fim do mundo, onde se contavam pelos dedos da mão, as coisas boas que por lá haviam e como se não bastasse, o clima que nos rodeava, também tinha que ser agreste, para ajudar à festa.Calor sufocante de dia e de noite, não fossem as Manicas e as Laurentinas e algum engenho da nossa parte e teríamos ficado desidratados, ou quiçá em algumas alturas “ gratinados”. As imagens que se criaram, de que lá se estrelavam ovos nas asas dos T6G e de que as cabras até comiam papel, na altura de maiores calores e seca, não andavam muito longe da realidade.
Nos períodos de maiores temperaturas (que variavam entre os 35 e 45ºC),a vegetação rasteira desaparecia completamente e praticamente só os majestosos embondeiros, conseguiam manter as suas pequenas folhas. A única zona verde que existia por lá, era a nossa machamba, , que ficava logo à saída da porta de armas. Haviam por lá papaieiras, bananeiras e hortaliças, que eram para consumo interno, sendo tudo tratado pelo nosso pessoal.
Mas quando apareciam as primeiras chuvas, a natureza com se acordasse de um sono profundo, começava de imediato a povoar de verdura todo o espaço, dando a ideia de que o tempo que havia para o fazer, era curto. Concretamente o capim atingia alturas para cima dos dois metros e existiam um pouco por toda a parte.Não era fácil de noite, quando em serviço de ronda, ter que sair do Aeródromo para irmos até ás bombas de água, que nos alimentavam e que estavam instaladas nas margens do rio Revuboe, com três companheiros lá de serviço.
A uma distância de cerca de 2kms, com o capim a emparedar toda a estrada de um lado e do outro, em que a única iluminação existente era a da nossa viatura. Nós levávamos formalmente as G3 em posição de defesa, mas se houvesse alguma coisa…Nestes períodos surgiam grandes bandos de pássaros coloridos (idênticos aos nossos pardais), que pousavam no capim derreando-o, ou nas árvores que existiam dentro do aeródromo. Havia pessoal com alguma disponibilidade, que se sentava debaixo das árvores, com espingarda de 9mm e cada vez que pousava um bando, a cada disparo para a copa, caíam sempre seis ou sete pássaros. Ao final da tarde quando chegávamos ao bar, já lá havia uma tachada deles fritos ou guisados, para acompanhar com as cervejas da colheita do ano.
Depois já se está a adivinhar, com o ZÉ LEAL sempre inserido nestas actividades, era viola e cantorias até ao limite das gargantas e da noite.
Estou a enviar uma foto aérea da cidade de de TETE daqueles tempos, outra próximo do AB7 e uma tirada na machamba.


Uma última tirada em frente ao hangar, com três companheiros nossos que seguram um cordão, com dezenas de pássaros enfiados nele. O Neto, o Eliseu e Vasconcelos.
Não será porventura um quadro bonito, mas retrata a realidade de uma determinada época.Dali estas pequenas aves seguiriam para as mãos dos especialistas em petiscos.
Por agora é tudo, termino enviando o habitual abraço para todos os Zés Especiais da nossa Linha da Frente e amigos que nos visitam.
Para o Comandante Victor Barata que já iniciou alguns voos de treino, os desejos da sua rápida recuperação.

Até breve

Augusto Ferreira

Voo 2158 ONDE É QUE VOCÊS PARAM?



Fernando Castelo Branco
1ºSargº.MMT
Terceira-Açores



Assunto:
Amigos e Camaradas Especialistas

O nosso Amigo Companheiro e Camarada Luís Manuel Costa Corte Real,
Especialista de Rádio do ano de 1954, procura Camaradas deste ano e especialidade para contacto.
Se souberem ou conhecerem algum Camarada nestas condições, aqui deixo o endereço.

albuquerque39@sapo.pt

Desde já os meus agradecimentos e que este nosso Amigo tenha resposta
á sua pesquisa.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Voo 2157 "UNS TÊM ESPINHA E OUTROS NÃO"



Paulo Castro
Esp. OPMET
Porto




“Uns têm espinha e outros não”

O título não é meu, ouvi-o este fim-de-semana e considerei que no contexto tinha muito conteúdo.
No contexto em que escrevo estas palavras também o tem.
Não conheci a Fur. Enf.ª Paraq. Celeste Costa.
Apenas pelo que aqui foi escrito conheço a história.
Contudo conheço o nosso “brigadeiro”. Conheço-o há alguns anos. Sei lá… há 35 anos?...
Não lhe conhecia tal veia poética. Não lhe conhecia tamanha capacidade de observação.
Não lhe conhecia tamanha carga sentimental.

Corre uma lágrima, correm duas
Chorar não posso porque sou forte
Minha força quebra com lágrimas nuas
Alguém perde a vida e ganha a morte.

Simplesmente sublime.
Pela minha parte já não sou forte. Correram-me mais de muitas lágrimas.
E convenhamos este poema associado ao “Silêncio”, com todos aqueles considerandos que “das Ilhas de Bruma” o Castelo Branco evoca, até hoje o “brigadeiro” deixava de ser forte.
Grande momento de espiritualidade, amizade e camaradagem que este “posts” me permitiu

Obrigado

Paulo Castro

VB: Bom-Dia Paulo.
Ao ler este teu voo, sendo tu o fundador da AEFA e sócio numero 1,só te posso dizer que, chorar é próprio dos homens com sentimentos.

Um abraço.

Voo 2151 Não te esquecemos,Celeste!
Voo 2152 Estamos contigo,Camarada! Rosa Serra
Voo 2153 Obrigado "Brigadeiro"! Samuel Girão
Voo 2154 O Toque do Silêncio Fernando Castelo Branco
Voo 2156 Eu esta em Bissalanca António Dâmaso

Voo 2156 EU ESTAVA EM BISSALANCA.




Manuel Dâmaso
SargºMôr Paraqª.
Azeitão


TOQUE DE SILÊNCIO


Referência ao voo 2151
Na data do acidente da Celeste, encontrava-me em Bissalanca num período descanso do Cantanhez, senti mas não com a intensidade de quem presenciou, estes acontecimentos deixam marcas profundas que dantes eram desvalorizadas.
Hoje em dia e bem, por coisas mais pequenas, aparece logo um acompanhamento de Psicólogos, dantes o menor sinal de fraqueza era logo ameaçado com uma «porrada».
Gostaria de saber quem teve a iniciativa de nos brindar com tão significativa homenagem à Camarada Celeste.Apareceu uma jovem franzina com aquele instrumento que penso ser um clarinete, à partida ninguém dá nada por ela, mas ao contrário de que muita gente pensa, os franzinos têm uma grande caixa-de-ar, digo por conhecimento.
Já ouvi mais de uma vez sem poder conter a emoção, no momento vieram-me à memória não só a Celeste mas todos os tombaram no cumprimento do dever, a quem tomei a liberdade de endereçar a intenção.
Palavras para quê, parabéns a que teve a iniciativa.

Um abraço

Saudações Aeronáuticas

  1. Dâmaso
VB: Bom-Dia, Dâmaso.
Acredito perfeitamente que a emoção te tenha assaltado, de ti não se podia esperar outra situação, não só pelas tuas qualidades humanas como homem que viveu de perto com a Celeste.
O autor da homenagem foi o colectivo desta Base,uma família tão nobre como a nossa nunca pode esquecer do aniversário desta data em que um seu querido elemento partiu para o seu último voo.

Voo 2155 APRESENTAÇÃO DE OBRA LITERÁRIA.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Voo 2154 O TOQUE DO SILÊNCIO.



Fernando Castelo Branco
1ºSargº.MMT

Terceira - Açores


AMIGOS

Não se “arrependam de fazer BEM”!...
Para mim, “inocentemente”; direi ;É LINDO; mas com SAUDADE E AMIZADE; “lembrares-te” da NOSSA ANJO, que MUITAS VEZES; veio do CÉU!...
Mas; quis “NOSSA SENHORA DO AR”; que naquele “fatídico” dia, de Fevereiro de 1973; ELA; ficasse por terra; para depois “mais tarde”, ir pertencer á SUA ESQUADRA?!...
A VIDA, tem destas coisas.
Os anos passaram, para nós e para a “NOSSA CELESTE”; e MUITOS mais; estejam aonde estiverem ao som do TOQUE DE SILÊNCIO, teremos sempre um “CLARIM”, que NUNCA esquecer-se-á de tocar e nós com SAUDADE E AMIZADE juntaremos (também) a RECORDAÇÃO de “atabalhoadamente e a correr” irmos para o GINÁSIO da BASE MÃE OTA, para vermos o (filme TOQUE DE SILÊNCIO)?!...
Já passaram alguns ANOS, mas; nós “os meninos de ontem”; continuamos; mesmo “tendo crescido”; a RECORDAR as “boas maneiras” de saber dividir um papo seco; com o Companheiro do lado?!….
Um abraço; para TODOS e nunca esqueçam-se do “TOQUE DE SILÊNCIO”; porque para mim; além de um dos toques “mais bonitos” da TROPA era um toque que obrigava-nos a “tocar baixinho a guitarra”;….. para nós era na altura “a canção do Vitinho” que nós mais tarde “quisemos” que os nossos filhos ouvissem…

Fernando Castelo Branco

Voos de Ligação:

Voo 2151 Não te esquecemos,Celeste!
Voo 2152 Estamos contigo,Camarada! Rosa Serra
Voo 2153 Obrigado "Brigadeiro"! Samuel Girão

Voo 2153 OBRIGADO "BRIGADEIRO".




Samuel Girão
1ºSargº.MMA
Póvoa de Stº.Adrião


Obrigado Carvalho pela beleza deste teu poema.Pena que tenha sido escrito baseado na dor que todos na altura sentimos.
Assistir á tragédia
como nós assistimos não foi fácil.

Legenda: Foi o hélice de uma aeronave destas, DO 27,que na placa de estacionamento da BA 12,ceifou a vida da Celeste quando se preparava para assistir no mato o camarada que necessitava dos seus préstimos

Resta-nos recordá-la com a saudade e o carinho que sempre nos mereceu.
Um abraço do (na altura) teu chefe, que sabes nunca o foi.
GIRÃO

Voos de Ligação:

Voo 2151 Não te esquecemos,Celeste!
Voo 2152 Estamos contigo,Camarada! Rosa Serra

Voo 2152 ESTAMOS CONTIGO,CAMARADA!




Rosa Serra
Alf.Enfª.Paraqª.
Parede



Victor,Em primeiro lugar desejo que estejas melhor e que os problemas com os teus olhos se vão afastando cada vez mais, ou seja que vão para o espaço.... e tu estejas cá neste espaço sempre bem disposto como nos habituas-te.Hoje apesar da hora tardia dei uma olhada ao blogue e fiquei muito sensibilizada com o post dedicado ao falecimento da minha camarada Celeste e até fiquei com sentimento de remorsos por eu não saber a data do que aconteceu em 1973.

Como sabes eu não estava lá nessa época, mas conhecia-a perfeitamente pois a primeira comissão da Celeste foi em Luanda onde estivemos juntas. Normalmente estou mais ou menos por dentro dos acontecimentos das enfermeiras, neste caso foi uma falha grande porque nem tão pouco sabia da data do falecimento da Celeste.
Estou muito sensibilizada, por alguém se ter lembrado e em nome das enfermeiras pára-quedistas o nosso muito obrigado a quem não a esqueceu, não obstante me sentir triste por nenhuma enfermeira expressar esse sentimento de tristeza que esta nossa colega deixou no nosso coração ao ter partido tão cedo e de uma maneira tão trágica.
Celeste apesar destas nossas falhas, não te esqueceremos. Descansa em Paz - e se te for permitido vai olhando por todos nós, um dia iremos encontrar-nos todos.
Rosa Serra
Ex- Enfermeira Pára-quedista

Voos de Ligação:

Voo 2151 Não te esquecemos,Celeste!

VB: Olá Rosa.
Antes de mais as nossas desculpas pela morosidade da publicação do teu”voo”,mas tivemos uns dias muito desgastantes com a actividade profissional de cada um de nós.
Somos uma família muito ESPECIAL, por isso nunca nos esquecemos deste seu membro que, embora já tenha feito o último voo, está sempre junto a nós.
Obrigado pela tua preocupação sobre o meu estado de saúde, embora em período experimental, já vou voando.