domingo, 8 de maio de 2011

Voo 2325 PARABÉNS MARCELINO.



Santos Oliveira
2ºSargº.Ranger
V.N.Gaia



Caros Comandantes

Fora do Dia mas não fora de tempo, solicito autorização para Saudar e desejar um magnífico Dia de Aniversário do Ten Cor Marcelino da Mata a quem as NT tanto devem.
Uma saudação especial, ao Especial Nuno Almeida, por nos trazer a Lembrança para uma justa Homenagem em qualquer tempo.

Abraços, do

Santos Oliveira

Voos de Ligação:

Voo 2322 O 71º Aniversário do Marcelino da Mata - Nuno Almeida
Voo 2324 O Aniversário do Marcelino - Cristiano Valdemar

Voo 2324 O ANIVERSÁRIO DO MARCELINO.




Cristiano Valdemar
Esp.MMA
Sobreda da Caparica




Parabéns pelo septuagésimo primeiro aniversário.
Tenho algumas recordações dadas por ele, após algumas operações, como por exemplo este maço de cigarros que conservo com todos os cigarros originais.



Um abraço

Cristiano Simões

Voos de Ligação:

Voo 2322 O 71º Aniversário do Marcelino da Mata - Nuno Almeida

sábado, 7 de maio de 2011

Voo 2323 O MAR É GRANDE , MAS A AMIZADE E SAUDADE É MAIOR.




Fernando Castelo Branco
1ºSargº.MMT
Terceira-Açores


NUNCA posso deixar de pensar que continuamos com o MESMO ESPIRITO, quando “alguém” na ESCOLA MÃE, (pensando que nos estavam a fazer mal),

fizeram-nos BEM, era o Programa da Escola de Recrutas, queriam que nos tornássemos “soldadinhos de chumbo”…

Porque á nossa maneira,crescemos e estivemos sempre UNIDOS?!...

A PROVA, está quando ficamos contentes por darmos os Parabéns a ALGUÉM, que continua a vir á formatura ou choramos com SAUDADE E AMIZADE; por AQUELES, que foram “obrigados” a “DESENFIAREM-SE” para irem ao encontro “DAQUELA” que esteve sempre na “nossa sombra”, para que as nossas “tropelias” fossem como quem cai em cima de algodão…
Refiro-me a Nossa Senhora do Ar; (respeitando Credos)?!...
Com mágoa, é” bonito”, vermos os ELOGIOS que damos aos “DESENFIADOS” ou que partem numa MISSÃO que também será para nós “cumprindo” o que o Filosofo um dia disse:
OS HOMENS DEVEM SER CHORADOS Á NASCENÇA, MAS NÃO HÁ MORTE!?...TODOS, que fomos MUITOS, continuamos sem darmos conta, a olhar para o lado a ver se falta alguém…
Bendita a HORA em que um nosso Companheiro lembrou-se de abrir o BAU da AMIZADE e SAUDADE e tocou a reunir para as TROPAS e HOJE, graças a Deus, quase obrigatoriamente, visitamos esta BASE DE ESPECIALISTAS DA GUINÉ.
OBRIGADO “COMANDANTES”, que DEUS deia-VOS o dobro do que desejam para nós, que “nós” saberemos retribuir com SAUDADE e AMIZADE nunca esquecendo AQUELES que mais cedo “quiseram voar mais ALTO”.

Fernando Castelo Branco

Voo 2322 O 71º ANIVERSÁRIO DO MARCELINO DA MATA.




Nuno Almeida
Esp.MMA
Lisboa





Hoje, Marcelino da Mata, comemora o seu 71º aniversário.
Desejos de Feliz Aniversário!!!

Junto uma foto, tirada do site:
http://ultramar.terraweb.biz/CTIG/Imagens_CTIG_TenCorMarcelinoda%20Mata_JoaquimSpinola.htm , a foto é de Joaquim Spínola e foi tirada em 27FEV72, Teixeira Pinto,
-- Caboiana > Churo (noroeste da Guiné) - 27Fev72, final da Op. Jamanta V (com a 35ªCCmds):
((Vejam nas vossas cadernetas de voo se estiveram nesta Operação)).
Nuno «;o)

VB:Em nome do Comando desta Base e toda a Tertúlia “LINHA DA FRENTE”,desejo ao Marcelino um feliz aniversário.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Voo 2321 QUE RECORDAÇÕES...





Luís Martins
Esp. M/Rádio
Ferreira do Alentejo



Caros amigos e companheiros de armas, este voo estava programado para que fosse efectuado no dia de ontem 2 de Maio mas, uma vez mais o estado do tempo com muita chuva acompanhado de trovoada, invadiu o Baixo Alentejo, o que provocou interrupção no fornecimento de energia eléctrica à torre de controle, logo, fiquei privado de voar.
No entanto como hoje o tempo está bom, vou realizar o voo.


Camaradas, recordo-me perfeitamente como se fosse hoje e já estão decorridos 37 anos, foi no dia
2 de Maio de 1974 na esplanada do Clube de Especialistas realizou-se um serão cultural muito animado, com as participações dos artistas e músicos da B. A. 12, dos intervenientes, recordo-me do Matias Grilo; Batista; Rui Custódio e Carlos Robalo.
Recordo-me também que, para assinalar o intervalo do espectáculo, em palco estavam a actuar nove especialistas, após a actuação, viraram-se de costas para o público
(militares da BA 12) e nas mesmas, cada um tinha uma letra da palavra INTERVALO.
Pois é caros camaradas como o tempo passa sem se dar por ele, as fotografias tiradas nesse dia mostram os rostos de meninos, quando, e com orgulho, servíamos e dignificávamos a Força Aérea como ESPECIALISTAS. Foram de certeza umas horas de franco convívio e camaradagem, onde não faltou rancho melhorado, na refeição do jantar o tradicional arroz com peixe frito foi substituído por batatas com carne (cabra do mato) vinho tinto à discrição e outros. No bar foi servido o café acompanhado como sempre do respectivo e saboroso uísque.


Na foto de grupo tirada no Clube de Especialistas, apenas me recordo, em pé da direita para esquerda, Serrão (MMA tripulante dos Nord Atlas); Serrano (M/Rádio) ?; Joaquim (soldado do exército anti-aérea); João Luís Henriques (M/Rádio) e eu Luís Martins (M/Rádio) os restantes não me recordo dos nomes, sei que eram do exército e P A. Na fotografia tirada na esplanada apenas recordo o nome do elemento, primeiro da direita de braços cruzados, João Augusto Melo (M/Rádio).

Um abraço de amizade.

Luis Martins

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Voo 2320 AERUBI/COVILHÃ.




Costa Ramos
Esp.MMA
Coimbra




Meu comandante permissão para aterrar..
Como não podia deixar de ser, o Aéro Clube de Coimbra, fará deslocar a esta infraestrutura,dois aviões ,um em instrução de vôo, e outro em vôo de treino com 4 pessoas.Sempre estivemos presentes neste festival, e ,já mais pensamos que a Câmara da Covilhã pudesse tomar tal decisão,"mal tomada" ,o poder instalado ao longo dos anos tem destruído, coisas boas, e feito muitas, e más, temos a possibilidade de lhes dizer...basta, a 5 de Junho, vamos lá em força para podermos acabar com este fartar de vilanagem.

Loc. N 40º 15,85´ -- W 007º 28,77´ -- N 40º 15' 51'' - W 7º 28' 46''

Alt. -- 1572´


Foto: Júlio César(com os nossos agradecimentos)

Este aeródromo, nada tem, a não ser a pista, e o restaurante no 1º andar, abastecimentos umas vezes há, outras não, mas há dias aterrei lá, e qual não é o meu espanto, quando o funcionário da Câmara me vem cobrar taxa de aterragem...sem ajuda rádio, sem ajudas de navegação, sem NDB's...sem VOR's...enfim sem nada, mas a taxita lá estava.
Enfim Portugal, no seu melhor.
Saudações aeronáuticas há AERUBI e força para a luta.

Costa Ramos

Voos de Ligação:

Voo 2317 Não podemos deixar fechar o Aerodromo da Covilhã.

Voo 2319 QUEM SABE DO PARADEIRO DO VICTOR MARTINS,OPC?




Abilio Ferreira
Esp.OPC
Amadora


Procura-se o ex-cabo especialista OPC, Vítor Augusto Oliveira Martins, algarvio de Portimão, recruta de 1970 na Ota e comissão na Guiné, BA12, em 1971, 1972, por aí.
Trabalhou no ex-Anuário Comercial em Alcântara-Lisboa e morou (mora), presumivelmente, ali para as bandas de Cascais.
Alguma alma caridosa que saiba onde se 'esconde' o Martins, entre em contacto com o Abílio. E já agora comigo, pois também gostava de o reencontrar! Abraços.

João Brito


Olegário Silva
3.5.2011

Brito

Por mim desconheço o local onde pára esse gajo.
Esse Abílio Ferreira é o velhote Abílio que era dos lados da Amadora e Saju há mts anos que esteve comigo na Ota (GITE)??
Vou fazer um reencaminhamento deste email para toda a malta da FAP com quem contacto.

Um abraço do

Olegário Silva


Olegário Silva
3.5.2011


Brito
Então cá vai pois os amigos servem para isto.
O Vitor Martins mora no Pinhal Novo e tem o nr. telefone 214195359.
O email é mvitor751@gmail.com

Um abraço do

Olegário Silva

VB: Fruto da grande camaradagem que impera no seio desta “LINHA DA FRENTE” e da família ESPECIAL, rapidamente o Abílio encontro o seu saudoso Amigo Victor Martins.
Gostaríamos de chamar a vossa atenção para o facto de reproduzirmos aqui o nºtelm e Email deste camarada, pois a privacidade de cada um é uma das principais regras deste nosso espaço. No entanto fomos préviamente autorizados a fazê-lo.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Voo 2318 O MAGALHÃES ESTÁ HOSPITALIZADO.




Nuno Almeida “O Poeta”
Esp.MMA
Lisboa


Camaradas;

Ontem o Paulo Sousa telefonou-me para me informar que o meu grande amigo Magalhães foi vítima de um acidente de automóvel.

No domingo de manhã, cerca das 08h00, após uma viagem de turismo a Torremolinos, ao regressar a casa na viatura dum seu amigo, foram abalroados por uma viatura, e foi tal o impacto, que o condutor, onde seguia o Magalhães, teve que ser desencarcerado.

O Magalhães encontra-se internado no Hospital de Penafiel, ainda a fazer exames para detectar as sequelas que resultaram desse acidente.

A sua mulher, a querida e amiga Júlia, sofreu contusões na face, pernas e outras partes do corpo, mas já teve alta.

O seu amigo Toninho, o condutor, ficou bem pior e ainda não se sabe a extensão das lesões sofridas na coluna.

Porque é, para mim, um irmão muito querido, e certamente para todos que com ele privaram, aqui deixo expresso os meus votos de rápidas melhoras, para os três, e o desejo de me encontrar, muito em breve, com estes queridos amigos que tenho no coração.

Do amigo que teve a sorte de conhecer, já há mais de 40 anos, este que é o meu irmão de sangue,


Nuno «;o) poeta especialista

VB.Pois desejamos ao Magalhães uma rápida recuperação,precisamos de ti no dia 28 deste mês!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Voo 2317 NÃO PODEMOS DEIXAR FECHAR O AERÓDROMO DA COVILHÃ.


Desta vez fazemos chegar o apelo da AeroUBI para que apoie a "Petição Contra o Encerramento do Aeródromo Municipal da Covilhã emhttp://www.peticaopublica.com/?pi=AeroUBIP e o convite para que esteja presente no Festival Aéreo da Covilhã nos próximos dias 7 e 8 de Maio...
Vamos juntar a comunidade aeronáutica em torno de um objectivo... Salvar um aeródromo que foi inaugurado por Gago Coutinho, o Aeródromo Municipal da Covilhã!

Obrigado

"Exmos Senhores,

O Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior (AEROUBI) é uma associação independente, sem fins lucrativos, inserida na EUROAVIA - European Association of Aerospace Students e que já conta com 18 anos de história. Desta forma, vimos por este meio convidá-lo a marcar a sua presença nas Conferências e no Festival Aéreo inseridos nas Jornadas Aeronáuticas da Covilhã (JAC's) 2011, que este ano comemoram o seu 15.º aniversário.

Os objectivos da nossa Associação passam por apoiar o percurso académico dos estudantes de
Engenharia Aeronáutica desta Universidade, em todas as suas vertentes; Promover relações entre a comunidade académica e a sociedade em geral; Cativar a população para a abrangente temática em redor da cultura Aeronáutica e da Aviação; Aprofundar relações entre entidades empresariais, académicas e a sociedade civil; Tornar o interior do país, em particular a Beira Interior, um pólo de interesse e desenvolvimento científico e cultural, que possa servir de alicerce ao desenvolvimento desta região.
Posto isto, o Festival Aéreo e as Conferências inseridos nas JAC's realizar-se-ão este ano, respectivamente, a 7, 8 e 10, 11, 12 de Maio. Sendo a grande temática das Conferências o "O Futuro da Indústria: Aeronáutica e Espacial".
Assim, sendo esta uma iniciativa de elevado valor para a Região em que nos inserimos, gostaríamos de poder contar com a vossa presença nestes nossos eventos. Tendo a certeza que a Vossa presença enriqueceria não só as nossas Jornadas, mas também enalteceria o esforço e o trabalho que temos vindo a desenvolver.
Este ano, com a anunciada destruição do Aeródromo da Covilhã, a temática do Festival aéreo (7 e 8 de Maio) tem uma tonalidade diferente, querendo reunir todas as entidades, aeroclubes, associações e grupos durante o evento para demonstrarmos publicamente o nosso descontentamento contra esta decisão! (com esperada cobertura significativa da comunicação social)


Apelamos então que passem a mensagem e que dentro das vossas possibilidades façam deslocar até á Covilhã durante o Festival a maior quantidade de aeronaves, associações e interessados para que mostremos a nossa força e a importância daquela infra-estrutura para a região e para Portugal, que não é de todo reconhecido pela Câmara Municipal da Covilhã, nem por quem mais tem poder, esquecendo-se dos interesses da população! Estamos a preparar também alguns movimentos como petições durante os eventos para apoiar esta causa.


" Será que a UBI vai defender os interesses dos Estudantes de Eng. Aeronáutica?

Não somos contra o investimento da PT, não somos contra o Data Center, não somos contra a inovação e o desenvolvimento, simplesmente somos contra a sua LOCALIZAÇÃO...!
Que Portugal não perca uma vez mais devido às incoerências de alguns. A região precisa do Aeródromo, os estudantes precisam do Aeródromo!
O único Festival Aéreo organizado EXCLUSIVAMENTE POR ESTUDANTES em toda a EUROPA precisa do Aeródromo!
Dia 7 e 8 de MAIO, vamos todos encher o Aeródromo da Covilhã e demonstrar que esta região GOSTA do seu Aeródromo!

Esperamos por vós! "

por AEROUBI


"Temo que se LPCV acabar, dificilmente haverá uma alternativa nos próximos tempos.
Acho que ainda é tempo de mostrar-mos a nossa indignação, e apelo a todos a estarem presentes no Festival Aéreo dia 7 e 8 de Maio.
Por todos os motivos e por este principalmente, compareçam!"

por José Miguel Campos, Piloto



Assim, deixamos desde já a nossa inteira disponibilidade para explicitar quaisquer questões que surjam da Vossa parte, para vos dar mais pormenores sobre os nossos eventos e para vos apoiar em qualquer iniciativa do género.

Enviamos em anexo o cartaz do Festival Aéreo e das Conferências.

Agradecemos desde já a Vossa atenção,



Os melhores cumprimentos,


João Lopes, AEROUBI"



Este e-mail não deverá ser considerado como SPAM. Está a recebe-lo porque em algum momento interagiu com o Campo de Voo de Benavente ou uma das empresas que nele opera (Aerolazer ou EET).
Caso não queira receber mais informação do Campo de Voo de Benavente devolva este email com o titulo "remover" ou simplesmente informe-nos da sua intenção\


Voo 2316 O DIA DOS COMBATENTES.




António Dâmaso
Sargº.Mor Paraqª.
Azeitão




O 10 DE JUNHO E O DIA DOS COMBATENTES

Aproveito para saudar todo o Comando, Linha da Frente e todos os Visitantes.
Em referência ao Voo 2311 aproveito para retribuir a saudação do Camarada António Loureiro.
Em tempos disse aqui que não estava a favor nem contra, de que o dia 10 de Junho fosse também consagrado ao dia dos Combatentes, mas hoje digo que estou mais a favor do que contra.
O Camarada Loureiro diz que o Dia do Combatente é o dia 9 de Abril, é um dia normal como outro qualquer, não tem aquela carga simbólica como se tratasse de um feriado ou um domingo, recordo que este ano algumas entidades comemoraram este acontecimento a 12 de Abril, sendo assim, a meu ver, temos e não temos um dia do Combatente.
Considerando que a Batalha de LA LYS de desenrolou de 9 a 29 de Abril de 1918, teve a duração de 20 dias e chamo a atenção para os dados deste acontecimento:
Consta que os Portugueses tiveram um efectivo envolvido nesta Batalha de cerca de 20.000 homens, mal armados e que foram colocados na frente, abandonados à sua sorte pelos Ingleses, servindo de carne para canhão, nos 20 dias de batalha os Portugueses tiveram as seguintes baixas:

-1.341 Mortos

-1.625 Feridos

-1.932 Desaparecidos

-7.440 Prisioneiros

Apesar de não haver referência ao número de gaseados, são dados impressionantes que nos levam a reflectir, provavelmente não existirá nenhum dos participantes vivo, no entanto todos os 20.000 merecem o nosso respeito.
Em criança conheci na minha Freguesia uns quatro Combatentes da 1.ª Grande Guerra, lembro-me que estes Senhores eram olhados com respeito e admiração.
Felizmente que não participámos na 2.ª Guerra Mundial.

Apesar de não haver nenhum sobrevivente para reivindicar a preservação desta data, acho que o dia 10 de Junho por ser feriado Nacional, está mais indicado para se celebrar o Dia dos Combatentes, até porque no meu entendimento, o actual 10 de Junho está desactualizado na sua essência, Camões foi Combatente, pensem naqueles que deram a vida pela Pátria e que e temos de ser nós enquanto estamos vivos, a reivindicar por eles.
Já agora não se ponham com ideias de desfilar, porque para o fazer têm de ter condição física, lembro-me bem daqueles que com vinte anos se punham a fazer de estátuas e caíam para o lado, é que estar numa Parada por muito tempo em Junho com o calor, à espera que uma cerimónia acabe, é muito pesado e não é para todos, a minha coluna não me permite estar 10 minutos de pé no mesmo local.
Ir para lá para estar sentado à sombra, é melhor não por lá os pés, já uma Romagem ao Monumento é completamente diferente.

Saudações Aeronáuticas

Dâmaso

Voos de Ligação:

Voo 2225 Eu subscrevo(1)
Voo 2227 Vamos formar uma esquadrilha para desfilar no 10 de Junho Victor Barata
Voo 2229 Eu subscrevo(2) - Paulo Castro
Voo 2230 Eu subscrevo(3) - Victor Tavares
Voo 2232 O 10 de Junho e o possível desfile dos Ex-Combatentes – António Matos
Voo 2233 Não era isto que nós queríamos – Fabricio Marcelino
Voo 2234 O 10 de Junho do Teixeira OPC
Voo 2235 Até parece que sou bruxo. - António Loureiro
Voo 2240 Vamos provar que temos algo a dizer. - António Six
Voo 2242 Eu também vou - Manuel Lanceiro
Voo 2243 Estes são os comandantes a que nos habituamos - Costa Ramos
Voo 2245 10 de Junho/Outra dignidade/Mais respeito - Fernando Santos
Voo 2246 Não podemos parar - António Six
Voo 2310 Mexia Alves...não desistas! - Fernando Santos
Voo 2311 A batalha de La Lyz,dia consagrado ao culto dos combatentes - António Loureiro

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Voo 2315 O 1º DE MAIO DE 1974 E A FAP.



Alfredo Cruz
Ten.Gen.Pilav
Com.Op.Forças Armadas dos Açores
Lajes-Tereira



Hoje é Tenente General, actual Comandante Operacional das Forças Armadas nos Açores: Alfredo da Cruz, o tenente que lançou os cravos sobre os manifestantes no Estádio Primeiro de Maio em 74


Eram por volta das 11h30 do dia 1 de Maio de 1974, faz hoje 37 anos. O Tenente Miliciano Alfredo Pereira da Cruz estava no antigo ‘AB1 – Aeródromo Base Nº 1’, onde hoje está o chamado aeroporto de Figo Maduro. Encontrava-se na messe de oficiais, em instalações onde hoje se encontram serviços da TAP quando recebeu um telefonema do comandante de esquadra de helicópteros ‘Puma’ a convocá-lo para uma missão. “Cruz, é preciso ir fazer uma missão. Queres ir?....”
O então Tenente Miliciano não pensou duas vezes e respondeu logo afirmativamente. O comandante de esquadra comunicou-lhe que iria aparecer alguém com uns cestos de cravos “e a tua missão é sobrevoar o Estádio Primeiro de Maio por volta do meio-dia e meia e largar os cravos sobre as pessoas”.
A resposta do Tenente foi um “está bem…” tranquilo que escondia alguma emoção pelo encargo assumido.
Vivia-se ainda o período quente pós 25 de Abril, com as populações a manifestarem regozijo e as estruturas sindicais a afirmarem-se no Dia do Trabalhador.
“O facto é que fiquei à espera e, mais tarde, lá apareceram as pessoas (lembro-me perfeitamente) com uns cestos de verga grandes cheios de cravos e, à hora combinada, largamos para o Estádio Primeiro de Maio”, descreve o agora Tenente General da Força Aérea e Comandante Operacional das Forças Armadas, nos Açores.
“A imagem profunda que ainda tenho”, diz Alfredo da Cruz, “é da alegria e do regozijo de toda aquela gente que enchia por completo o estádio. Eles seguiram a trajectória do helicóptero, viram-no descer suavemente e largar os cravos…”
Estas imagens foram vistas há cerca de dois anos pelo agora Tenente General que é, neste momento, um dos últimos dois pilotos de combate no Ultramar ao serviço na Força Aérea. “Estava a ver umas imagens do 25 de Abril na televisão e apareceu o helicóptero a lançar os cravos. Eu sei que era eu que estava lá…”, acentua.
O Tenente estava, há 37 anos, longe de saber que, ao aceitar esta missão, iria passar o 1º de Maio quase em jejum. “Como fomos fazer a missão à hora de almoço, e quando regressei para aterrar, almoço já não havia. Fomos tomar banho à residencial onde estávamos, em Saldanha e decidimos ir jantar e estava tudo absolutamente fechado. Foi uma noite com uns cigarrinhos, aguinha e nem um café…”
Apesar de tudo, conclui Alfredo da Cruz, “vivi aquele dia com enorme alegria. Foi uma coisa espantosa lançar cravos sobre os populares”, completa. E muitos destes populares deixaram o ‘Primeiro de Maio’ de cravo na mão ou à lapela como símbolo da implantação da democracia e liberdade em Portugal.

Do 25 de Abril de 74
ao 25 de Novembro

Trinta e sete anos depois, o agora Tenente General Alfredo da Cruz, Comandante Operacional das Forças Armadas nos Açores, não esconde alguma cumplicidade com o 25 de Abril de 1974, apesar de, na altura, ser Tenente Miliciano.
O General pertence ainda à geração da Força Aérea que combateu em África. Era piloto do helicóptero ‘Alouettes III’ que realizava missões de transporte táctico em operações de helitransporte e heliassalto, de transporte logístico, de evacuação sanitária e de apoio pelo fogo. No seu curriculum tem 800 horas de combate em África.
Quando regressou a Lisboa, após a missão de dois anos na frente de combate de Niassa, em Moçambique, veio para Portugal sem vontade para regressar a África para mais uma missão. “Gostava de voar, mas também estava consciente do que era a guerra e não estava para o que acontecia” no período anterior à revolução dos cravos.
O 25 de Abril apanha-o de surpresa, mas nem tanto. “Logicamente que a operação do 25 de Abril foi desenvolvida pelos capitães do quadro de oficiais e uma das coisas que se evitava era falar da sua preparação com tenentes milicianos”. Mas “havia muitos boatos” em todo o período entre o 16 de Março e o 25 de Abril. Lembro-me de uma vez ter encontrado um amigo (homem dos comandos) que combateu comigo em África e termos falado do 16 de Março. Ainda me recordo das suas palavras: “Não te preocupes, vamos tirá-los de lá…”. Referia-se então, entre outros, ao Major Monge e a Vasco Lourenço que tinham ficado presos a seguir ao 16 de Março.
“Por isso, para mim, quando aconteceu o 25 de Abril, a operação era o resultado de tudo o que estava a acontecer”, concluiu.
Alfredo da Cruz viveu mais de perto o 25 de Novembro de 1975 quando já estava na Academia Militar. “Havia duas correntes nas Forças Armadas. Uns que entendiam que a situação como estava não podia continuar e que era preciso fazer alguma coisa; e outros, ligados às forças revolucionárias, ao PC e à corrente de Otelo Saraiva de Carvalho. E houve o ponto de ruptura”.
Na Academia Militar, “eu e um grupo de camaradas tomámos uma opção e dissemos: ‘Bem, eu não quero isso para o meu país’.
Na altura, Alfredo da Cruz tinha 25 anos, “mas era um homem maduro. Fui para África com 21 anos e quando voltei a Lisboa com quase 24 anos não era a mesma pessoa. A guerra modifica completamente as pessoas. Saio daqui um miúdo e regresso um homem. Estava absolutamente consciente…”
Por isso, no 25 de Novembro, prossegue, “tomámos a opção por um dos lados, sabendo logicamente que, ao tomar esta decisão, poderíamos estar a pôr em causa toda a nossa carreira enquanto militares. Felizmente para Portugal, as coisas correram para o nosso lado”.
“E se temos hoje um regime democrático e vivemos em liberdade – esta é a minha opinião – isso deve-se, essencialmente, às forças que tiveram um papel importante no 25 de Novembro (o chamado grupo dos nove) e todos os militares envolvidos, com a Força Aérea a desempenhar um papel muito relevante”.
Na altura, algumas bases militares, como Vila Real e Tanques, foram ocupadas mas, apesar disso, “conseguiu-se desviar uma série de aviões para Ovar, base que nunca foi ocupada e onde a Força Aérea estava operacional…”
“Alguns voos foram feitos”, afirma o agora Tenente General Alfredo da Cruz, “e, felizmente, as coisas não descambaram para uma guerra civil. Nesta altura, como sabe, as coisas estiveram muito negras, especialmente em Lisboa. E eu não posso esquecer que morreu lá um grande amigo – o Tenente Coimbra – nas escaramuças entre a Polícia Militar e o Regimento de Comandos. Ele, infelizmente, faleceu… Pronto, esta tensão durou uma semana e, a partir daí, as coisas estabilizaram”.

O Tenente General Alfredo da Cruz vai proferir na próxima sexta-feira uma comunicação em Ponta Delgada intitulada ‘A Força Aérea na Guerra do Ultramar. Experiência de um piloto de combate”.
Trata-se de uma comunicação que se insere num ciclo de conferências-debate organizado pelo Centro de Estudos Gaspar Frutuoso que tem uma comissão organizadora coordenada pelo professor Carlos Cordeiro e é ainda constituída por Ferreira de Almeida, José Salgado Martins e Luciano Garcia Lopes.
Alfredo da Cruz é de opinião que Portugal levou tempo demais a reconhecer o empenho e denodo do soldado português em África. E que, só a partir do discurso “notável” de António Barreto proferido no 10 de Junho (Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades) do ano passado, é que o país começou a olhar com outros olhos para o milhão de jovens portugueses que combateu no Ultramar.
Neste discurso, António Barreto referiu que os soldados vão para a guerra por quatro razões: Por dever, por convicção, por serem solidários, e por obrigação.
“Nunca tive dúvidas”, afirma o agora Tenente General da Força Aérea, “que eu fiz a guerra logicamente por dever, por espírito solidário e por obrigatoriedade. Nunca por convicção. Vi muito poucos que estavam lá por convicção…”
“E eu também não tenho dúvidas”, continua Alfredo da Cruz, “que uma das coisas que me manteve sempre vivo e activo durante os dois anos que passei lá fora, foi o espírito solidário, o salvar vidas, o estar presente…”
“Durante os dois anos em que estive em África, não posso precisar, devo ter feito mais de uma centena de evacuações. Eu e os outros pilotos salvámos a vida a muita gente de entre os muitos milhares de jovens soldados do exército português, muitos deles oriundos dos Açores (Alguns, inclusive, eram do meu curso e voaram comigo). E isso dava-nos, ao fim do dia, outra forma de estar porque sabíamos que estávamos a fazer algo de útil…”
“Então, já não tínhamos dúvidas que a situação portuguesa em África nunca seria resolvida pela via militar. Estávamos, sim, a dar condições ao poder político para resolver a situação”.

Viver debaixo do chão
a combater a guerrilha

Na comunicação que vai proferir sexta-feira em Ponta Delgada, o tenente General Alfredo da Cruz vai falar de algumas das suas operações enquanto piloto de combate nas acções de contra guerrilha.
“Nós, pilotos de helicóptero, fomos – quase de certeza – quem melhor se apercebeu do que é que foi a intensidade da guerra. Isto porque, ao voarmos e estarmos ligados às forças terrestres, íamos a todos os lados. Eu vi coisas impressionantes que me doiam profundamente a alma: ver irmãos meus a viverem em locais sem o mínimo de condições humanas, a viverem debaixo do chão…”
“Eu conto-lhe uma história. São histórias verdadeiras. Eu tive um comandante de esquadra em África que é um homem que muito prezo e, felizmente, somos hoje grandes amigos. Ele chegou mais tarde junto a nós, quando eu já estou com um ano e pouco de comissão de serviço. Ele andava à minha asa, embora fosse meu comandante. Na altura, ele não conhecia a realidade, tinha pouca experiência nos helicópteros. E embora eu fosse seu subordinado, em termos de Força Aérea, o que conta são as qualificações. Na altura era mais qualificado e, por isso, ele voava à minha asa. E um dia fomos fazer uma operação algures no Niassa com uma companhia do exército. Agora não posso precisar se fomos buscar a companhia que estava numa operação para transportá-la para o aquartelamento. Aterrámos e fomos beber uma cerveja quando, de repente, a imagem que tenho é a do meu comandante de esquadra estar de frente com outro indivíduo do exército que não tinha galões. Até porque nós em África ninguém trazia nada. E o indivíduo do exército perguntava ao meu capitão: ‘Óh Zé, não me estás a conhecer?’ E o meu comandante de companhia reagia: “A sua cara não me é estranha”.
“Hei pá, sou o Manuel das Perdizes. Andamos na mesma camarata”, voltava a insistir o homem do exército. E, perante esta afirmação, “eu nunca mais posso esquecer a cara do meu comandante de esquadra a comentar: ‘Óh Manuel, não é possível. Não és tu…’.”
“O facto é que eles iam para o mato e, ao fim de uma semana, ficavam irreconhecíveis. Faziam escavações, tudo muito difícil. E o meu comandante de esquadra concluía virado para mim: ‘Óh Cruz, como é que é possível?’...”
“E eu lembro-me de ter respondido: Chefe, esta é a dura realidade…”

Reconhecer a estoicidade
do soldado em África

O actual Comandante Operacional dos Açores tem uma opinião crítica da forma como, durante anos, caiu no esquecimento a entrega dos militares portugueses em África. “Os nossos soldados, e isso é agora reconhecido, foram de uma estoicidade extraordinária”.
Aliás, prossegue, “tenho uma opinião sobre todo o processo de reconhecimento e de dignificação deste milhão de jovens que passou pela guerra em África, entre os quais eu me incluo”.
“…Naquela fase posterior ao 25 de Abril, não havia nem o tempo nem as condições nem a vontade para se analisar o que tinha sido a guerra e dignificar toda aquela geração que representa um milhão de jovens de todas as regiões. Aqui dos Açores foram milhares de açorianos para África….”
A partir dos anos 90, “começou a haver tempo e as condições, ainda de forma periclitante, para o fazer e reconheceu-se os deficientes das Forças Armadas através da criação da Associação de Deficientes das Forças Armadas”.
“Mas, só efectivamente em pleno século XXI é que houve, finalmente, a vontade de dignificar a Pátria, principalmente a Pátria. E não posso esquecer que, pela primeira vez, na comemoração do 10 de Junho do ano passado, há um desfile de veteranos e antigos combatentes que nunca tinha acontecido”.
E, mais recentemente, nas comemorações dos 50 anos do início da guerra em África, o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Aníbal Cavaco Silva, fez um discurso “extremamente importante” proferido num local “sagrado para todos nós que combatemos em África”, - que é o Monumento aos Combatentes em África. Então, “a Pátria e o Povo português na presença do senhor presidente da República reconhecem este milhão de jovens que combateu em África. Isto é extremamente importante”, completa Alfredo da Cruz.
E o Tenente General conclui: “Penso que, efectivamente, está a começar-se – 36 anos passados – a fazer justiça. Há um sector minoritário da sociedade portuguesa que ainda não compreendeu – e que eu normalmente chamo esquerda intelectual – que há que diferenciar muito claramente quem ordenou a guerra e a mandou fazer de quem a executou. São duas coisas completamente diferentes. E quem a executou por dever e obrigatoriedade foi todo aquele milhão de jovens que passou pela guerra de África, muitos deles (soldados que vinham dos Açores, de Trás-os-Montes, das Beiras…), nem tinham a verdadeira noção da guerra”.

Origem do Voo:

Correio dos Açores

Autor: João Paz

Voo 2314 CONDOLÊNCIAS.




José Gomes
Esp.
Coimbra




Caros companheiros


Que tristeza senti quando hoje pela manhã tomo conta da noticia do falecimento do nosso
Quen Gui.
Com ele privei momentos de camaradagem em Tete, depois quis o destino que a
amizade continuasse pois quando de Lisboa resolvi vir viver para Coimbra/Cernache o Quen Gui
foi professor dos meus dois filhos no CAIC - Colégio Apostólico da Imaculada Conceição.
O seu trato era agradável o companheirismo sempre evidente e a forma como falava dos
momentos passados demonstrava alegria e satisfação por os recordar.
Como alguém já frisou " Vais fazer-me falta meu amigo ! "
Um dia .... havemos de nos encontrar.
Á família os meus sentidos pêsames.
J. Gomes

Voos de Ligação:

Voo 2309 Faleceu o Quen Gui - Augusto Ferreira
Voo 2312 Funeral do Quen Gui
Voo 2313 O tributo merecido ao Quen Gui - Augusto Ferreira