
terça-feira, 16 de setembro de 2008
MAIS UM REGRESSADO!

O REGRESSO DO FILHO PRÓDIGO!!!

Esp.OPCOM 2ª/69 Negage
Braga




segunda-feira, 15 de setembro de 2008
BASE AÉREA 4 - LAGES.
VB: Vejam bem como as coisas são,acabamos de fazer um "pequeníssimo"elogio ao Fernando e logo de seguida recebo este Email.
O FERNANDO C.BRANCO FAZ HOJE 58 ANOS,PARABENS!

426-Tertúlia Linha da Frente
VB:Companheiros,o Fernando completa hoje 58 anos.
Em nome da Tertúlia "Linha da Frente",quero desejar-te um dia muito feliz na companhia daqueles que te são mais queridos.
Escolhemos a foto do lado para apresentar o mais novo herdeiro do nome Castelo Branco,da Terceira,ATENÇÃO,nada de misturas!!!
Pois é,o Fernando é na realidade um verdadeiro ZÉ ESPECIAL,transmite alegria e amizade a todos aqueles lidam consigo,mas muito mais importante ainda,é que consegue criar amizade também com aqueles que o não conhecem,senão vejam as mensagens seguintes:
Do Rui Elvas
Boa noite
Camarada Castelo Branco,
Mais uma vez, muito obrigado, pela tua colaboração neste blog, a tua disponibilidade é de louvar. Um abraço enorme e aproveita para divulgar a ANPA aos PA's da zona.
Rui Elvas-ANPA
Deste lado do Atlântico, envio-te um abraço.
Quanto a me voltares a agradecer, voltando aos” Saudosos Tempos” de FAP, “utilizo o Posto da altura”, para te dar a “ordem”,que não tens nem deves agradecer?!...
A minha assiduidade diária ao Vosso blog, é com o espírito de Especial e TUDO que tem azul, (farda e acessórios), representa a minha Mocidade, que já tentei mostrar no “Nosso “ blog, “baú do VICTOR BARATA”…
Quanto á divulgação da ANPA, sempre que posso, vou transmitindo, desde aos que já saíram, aos presentes e aos vindouros(por acaso, recentemente, chegaram novos elementos, que agora estão em adaptação)…
Estou no meu local de trabalho e acabou de passar uma Patrulha mista, PA/FAP e Policia Americana, esta Patrulha é sempre Chefiada pelo Elemento Português…
Um abraço e tudo bom para Ti e continua que “poucos há” com esse espírito?!
Fernando Castelo Branco…
Do José Ribeiro:
Eh rapaz! ... estás mesmo em forma para passares o ano sempre na mesma, isto é, nessa Ilha maravilhosa que é a Terceira, no conjunto das outras descobertas e que eu não conheço.
Eu, em 27 deste mês, vou com os "NANAMUE" até Viseu para mais um convívio, de qualquer forma não esqueço o da OTA, onde tive o prazer de te conhecer e à tua filha Marta, que vive para um sítio, também muito bonito, que é Sintra.
Tens aparecido no BLOG BA12 e tenho lido com atenção o que lá escreves, assim como o escrito por todos os outros ex-camaradas de armas e não só.
Eu, como OPC 3/66, pouco e/ou quase nada posso dizer da Guiné, porque e somente, outros passaram pior, especialmente aqueles que tinham que ser intervenientes directos na contenda "Guerra".
Já o mesmo não aconteceu comigo em Angola "Guerra Civil", onde, julgo, foi para mim muito mais dura de roer, devido a ter outra função não muito ligada a armas.
Contudo, sempre disse e afirmo, nunca gostei de armas, mas sei manejá-las, e se fosse preciso, mesmo passados tantos anos, voltava a pegar numa, somente para me defender e o meu país "Povo" que tanto mal tem sido tratado pelos abrilistas de má memória e seus continuadores do "Tachão".
Por isso meu amigo, dou-te os parabéns por aquilo que me tens mandado por msg.
José Luís Ribeiro - OPC 3ª/66
AMIGO José Ribeiro
Muito OBRIGADO, pelo teu CARINHOSO email…
VÓS estais sempre comigo no pensamento e no coração, volto a repetir, o que em tempos já disse, quando “meninos”, só éramos “diferentes”no pijama quando depois das habituais “algazarras”,antes do toque de silêncio, tínhamos que nos deitar com os sonhos de cada um?!...
É sempre com muito gosto, que dentro da minha humildade vos vou transmitindo o que por aqui se vai passando…
Estou a responder-te e neste momento está na final um abastecedor que foi a “vaquinha” de uns caças que há momentos aterraram, enquanto eu atendia a chamada de Um Nosso Zé Especial Rogério Nogueira…
Este ligou-me, não só para me cumprimentar e saber se eu estava bem, como também, para me dizer como lhe correram as férias na pacata Ilha da Graciosa; (Ilha Branca)…
Quanto ao Blog, é o nosso baú de recordações, AMIZADE, saudade e o “nosso Centro de Convívio” que contando com a realidade da Vida, temos o NOSSO ESPECIAL VICTOR BARATA, como administrador(qualquer dia; começo a receber percentagem dele;??? Da publicidade que lhe faço)…Continuo a desejar a Tua visita, se pudesse tinha cá todos para poder retribuir humildemente a maneira como VÓS me acarinhastes…
Quanto há “abrilada”,são águas passadas, nós, continuamos a ser AQUELES, que em tempos, estavam sujeitos a substituir o bacalhau por atum?!…
Um abraço AMIGO.
Fernando Castelo Branco
Parabéns,Fernando!
Victor Barata
LEITURA DA ORDEM DE SERVIÇO.
Esp.MARME 1ª/69 Guiné
Angola
A LEITURA DA O. S. – ORDEM DE SERVIÇO.
A leitura da ordem de serviço (O. S.), em voz alta, era uma rotina diária, efectuada com “as tropas em parada”, se bem recordam.
Para a maioria do pessoal era cá um “pincel”..., uma verdadeira maçada, ter de ouvir toda aquela “ladaínha”, que apenas interessava a uns quantos, porque eram notícias meramente protocolares e formais.
Para cortar a chatice de tal rotina, de quando em vez lá aparecia uma notícia algo especial pelo seu próprio conteúdo.
De todas aquelas leituras, recordo sempre com alguma graça, das vezes em que era lida o nome de um civil que trabalhava nas “infraestruturas”, natural da Guiné, cujo nome, até para o escrever ainda hoje me faz parar para reflectir...
Pois o dito trabalhador (perdoemos os seus padrinhos e quem o registou), tinha como nome de baptismo: Mamadu Cona.
Achava enorme piada cada vez que um camarada nosso, de serviço à leitura da dita O.S., tinha que ler o nome de tal pessoa, porque tinha ido em serviço a determinado local, ou porque faltou, ou porque esteve doente, pelos risos mal contidos do pessoal que ouvia.
Uns, na tentativa de dissimular o efeito, pronunciavam: Mamadu Coná, outros Mamadu Conan, mas como devia ser lido, era cá um problema...
Muitas vezes pensava eu que, se fosse aquele indivíduo, arranjaria maneira de mudar o nome. Por exemplo, para: António..., Manuel..., Joaquim...
Anexo estes emblemas dos Roncos e Lobo Mau


O NOSSO CABO.

1º Sargº MMT 2ª/69 Moçambique
Terceira - Açores
FILME DE MONS.PIERRE PARA TODOS
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
PROVAVELMENTE NÃO CHEGARAM,MAS "CORTAR"...NÃO,JORGE.

422-Jorge Félix
Alf.Pilav. Allouete III Guiné
Braga
Victor, fiquei bastante contente com as fotos. Obrigado.
Gostaria de ter o contacto do Sr. Pierre para com ele falar de certos momentos, que depois colocarei no blog.
Ficou por falar o momento em que foi trocada uma turbina nos anos de 69 em Galomaro.
Várias histórias se tem perdido e não percebo porque?
Á dias lembrava a um camarada o nome do snack bar que tinha carrinhos de pistas , "a Meta".
Também informei que era um especialista que tratava da manutenção , lembrei-me entretanto do nome desse companheiro, o cabo Lourenço.
Pode não ser importante para ti, Victor, mas é destas pequenas coisas que podes enriquecer o teu Blog.
Tens "cortado" algumas coisas que tenho enviado e julgo de interesse para todos.
O Ant Damaso falou à tempos num Furriel piloto que o transportou várias vezes numa operação. A foto que segue junta, mostra os dois Furrieis que voavam em 69 em Bissalanca; o Coelho e o Duarte.
O Marta já não estaria por lá.

UM APELO DO RUI ELVAS.

1ºCbº PA
Lisboa
Um abraço e muito obrigado
Rui Elvas-ANPA
O DIA EM QUE NASCI PELA SEGUNDA VEZ...

420-Américo Silva
Esp.Marme 1ª/69 Guiné
Angola
O DIA EM QUE NASCI PELA SEGUNDA VEZ...
( acidente com o T6G Harvard )
Nova Lamego,13 de Fevereiro de 1971.
Era Sábado, dia igual a todos os outros da semana.
Na véspera tínhamos partido da BA12-Bissalanca, rumo a Nova Lamego (Gabu), onde a parelha de T6G Harvard aterrou com normalidade, tal como decorreu todo o voo.
Ali pernoitámos, nos alojamentos destinados à Força Aérea, junto ao quartel do exército, numa antiga moradia mesmo na rua principal da povoação.
A equipa era constituída pelos dois pilotos e os respectivos mecânicos, um MMA no caso o camarada Almada de seu nome, madeirense de nascimento e eu, MAEQ, Américo, natural do Montijo.
Tudo decorria como habitual, naquela povoação que eu tão bem conhecia e gostava, ao ponto de fazer lá “comissões” prolongadas, pois prorrogava o tempo substituindo os camaradas que deveriam seguir para lá, por escala.

Ali, em Nova Lamego, havia uma “mística” diferente. Era o contacto directo com o povo. Sentir o seu cheiro e o da terra.
Tudo ali era puro, informal e não protocolar.
É espantoso como em trinta e sete anos depois, recordo tudo como se fosse hoje. Os jantares no restaurante do senhor libanês, velho simpático, prestável e sempre sorridente, de seu nome Anis Bourafé, a quem o pessoal da F.A.P. muitas vezes lhe pregou o “calote” quando abandonavam Nova Lamego sem liquidar as contas das despesas “fiadas” por ele, apenas por amizade e boa fé.
A manhã anunciava um dia quente e solarengo.
Depois de tomarmos o pequeno almoço, o Jeep do exército levou-nos até à pista onde as aeronaves estavam estacionadas.
Os preparativos foram feitos. O Almada ocupando-se das suas tarefas e eu das minhas, pois no regresso iríamos fazer uma visita de surpresa, lá para os lados do Saltinho...
Os “T6” estavam equipados com ninhos de lança-roquetes e havia que os municiar, enquanto os dois pilotos por seu turno faziam as suas inspecções exteriores e de seguida os seus “check-list”, já instalados “amarrados” no interior dos aparelhos.
Com tudo pronto e os motores em marcha, lá seguimos para a pista, após o que passados curtos minutos já rolávamos em plena velocidade na pista e nos erguíamos no ar.
Com uma passagem “à vertical” da povoação, os “T6” já em parelha, apontaram rumo ao objectivo.
A “função” decorreu como devia e após duas passagens com as respectivas picadas, novo rumo foi tomado, já mais “leves”, desta vez para Bissalanca, com a satisfação do dever cumprido.
A viagem deveria ter a duração de mais cerca de 30 minutos até aterrarmos, quando, passados que são cerca de 15 minutos, subitamente, o motor do “T6” em que voo, começa a falhar, vendo-se um rasto de fumo vindo do lado do escape, ao mesmo tempo que perdia de imediato altitude.
O piloto, Furriel Mil. de nome Brandão (se não me engano...???), começa a informar a Base da ocorrência, enquanto eu, ainda a pensar no que acontecia e qual o procedimento a tomar para tal situação, começo a ouvir um sinal sonoro intenso, que por simples ignorância, entendi ser o aviso que antecedia a explosão da aeronave.
Aí num ápice, que não durou mais que um par de segundos, desamarrei os suspensórios e o cinto de segurança, abri a canopy e preparava-me para saltar, com o firme pensamento de que, pelo menos não havia de morrer da explosão...
Afinal o aviso sonoro, soube-o mais tarde, era accionado automáticamente sempre que o aparelho se fazia à aterragem (em baixa rotação) e o piloto se esquecia de baixar o trem de aterragem.
Como o “T6” não estava preparado para destingir uma pane duma aterragem, o alarme suou...
Felizmente o piloto, vendo-me já com a cabeça meio de fora, avisou-me para sentar novamente, pois iria efectuar uma aterragem sem rodas, a chamada “papada”, uma vez que acabávamos de sobrevoar uma densa área de arvoredo e havíamos entrado numa grande bolanha, completamente plana e apenas com capim.
Obedeci rápido e embora já não tivesse tempo para me “amarrar” novamente, finquei os pés na estrutura que fixava o painel frontal, segurando-me com a máxima força, agarrando-me ao referido painel de instrumentos, enquanto pensava: - puxa, logo teria que acontecer a mim.
Naqueles breves segundos que antecederam o primeiro embate no solo, o meu pensamento, com uma velocidade supersónica, fez a retrospectiva de toda a minha vida até aquele momento.
Tudo que de bom e de mau me tinha acontecido, vindo igualmente à lembrança, os meus familiares.
Entretanto, o aparelho descia vertiginosamente ao mesmo tempo que descrevia uma curva acentuada enquanto se aproximava do solo, mantendo o rasto de fumo, como só nos filmes se vê, quando os aviões são atingidos e se despenham.
O primeiro embate, foi feito com violência, projectando o “T6” para a frente, deslizando, sem contudo ter capotado. Ao segundo e terceiro “pulos” percebeu-se que perdia velocidade e amplitude. Lá para o quarto ou quinto salto, de repente fez um “pião”, rodando 180º e parando, no meio de uma nuvem de poeira e fumo.
Segundo me disse o Almada mais tarde, que entretanto observava do seu “T6”, o desenrolar da aterragem forçada, nunca antes tinha visto alguém tão rápido saltar fora do avião e correr, enquanto se afastava do mesmo.
Esse alguém era eu, que tão rápido quanto pude e depois de abrir os olhos e perceber que ainda estava vivo..., uma vez que já estava liberto do cinto da cadeira, numa fracção de segundo, saltei, tendo caído de pé no meio do capim e rápidamente iniciei a corrida, algo atrapalhada pois o paraquedas, sendo de assento, batia-me nas pernas, dificultando as passadas. Mesmo assim, acho que naquele momento fiz os mínimos para ir aos 100 metros nos Jogos Olímpicos...
Só passados alguns momentos quer pareceram uma eternidade, o piloto saiu, tendo-o chamado para junto de mim.
Afastados uns bons metros do aparelho que jazia inerte no solo, com o hélice, qual bigode mexicano, mas sem mais consequências, ensaiámos o acender dos cigarros para acalmar os ânimos, mas os nervos eram tantos e o tremor de tal ordem, que as nossas mãos não conseguiam acertar e tocar um cigarro no outro...
Tínhamos acabado de participar num acidente que podia ser trágico e fatal para ambos, mas cujo desfecho fez-se, felizmente, apenas com prejuízos materiais.
Com a aflição e a atrapalhação, o piloto tinha-se esquecido de libertar os ninhos lança-roquetes, das asas, os quais fizeram de “ski”, tendo um deles se arrancado no percurso dos saltos, motivo pelo qual o “T6” fez o tal pião sobre o outro que permaneceu fixado à asa.
Até neste pormenor, que nos poderia ter sido igualmente fatal, tivemos a sorte pelo nosso lado.
Fiquei com a sensação de ter nascido novamente naquele dia. A partir daquele dia 13, o respectivo número é para mim especial e de sorte.
Ao fim de uma hora que me pareceu quase um dia, fomos recuperados por um Alouette, embora tivesse havido sempre a protecção do outro “T6”, que nunca nos abandonou até à chegada dos paraquedistas, vindos em nosso auxílio.
Quando finalmente aterrámos na Base, foi uma festa.
Lembro-me de estar uma “comitiva de recepção” à minha espera e alguém teve a lembrança de me oferecer um copo de água, cheio de whisky, que bebi com uma satisfação nunca antes sentida.
A aeronave acidentada foi no dia seguinte recuperada.
O motivo da ocorrência foi que o cárter do motor, partiu (rachou), perdendo óleo, que por sua vez e devido à deslocação do avião, passava-se para o escape. Este, estando em brasa, queimava-se deixando aquele rasto de fumo.
A área onde ocorreu o acidente, chama-se Rossum, fica entre a estrada de Bissau para Mansoa e o rio Geba, a sensivelmente meio caminho deste trajecto, frente a um posto do exército, existente na altura nessa mesma estrada, cujos militares observaram todo o desenrolar do acontecimento.
A estória da recuperação da aeronave, da qual também tomei parte no dia seguinte, fica para outra altura...
Américo Silva
BASE AÉREA 4 - LAGES - AÇORES.
2ºSargºMMA Tete
Lisboa

Boa noite Victor,
um grande abraço para ti, extensivo a toda a família dos Zés.
Cá estou de regresso e através do Blog solicitar ao Castelo Branco que dê uma ajuda a identificar os Zés que estão na foto, já que a mesma foi tirada num convívio na Terceira, aquando das minhas permanências na BA4 em 1970 ou 1972,
sendo eu o que estou de costas com o cotovelo ligado, este pedido deve-se ao facto de se me ter varrido da memória os nomes, aos quais peço imensa desculpa.Mais uma vez te envio um abraço e saudações aeronáuticas para a linha da frente.
Arlindo Pereira
VB. Até que enfim que aparece alguém que ponha o Fernando a trabalhar!?
Anda Fernando,puxa lá pela cabeça,mas atenção não te esforces...muito.
Um abraço para ti ,amigo .
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
DESTA VEZ "FALHEI"!

1ºSargºMMT Moçambique
Terceira-Açores



