sábado, 6 de dezembro de 2008

599 SERÁ QUE O MEREÇO,COMPANHEIRO PIERRE?


Victor Barata
Esp.Melec./Inst./Av 3ª/69 Guiné
Vouzela






À momentos na nossa vida em que somos fulminados por acontecimentos que nos marcam para a eternidade,uns positivos outros negativos.
Na 4ªfeira passada,fui atingido pela positiva!
Então porque só agora a sua divulgação? Perguntaram muitos de vós.
Porque só agora consegui que o meu ego estabiliza-se a minha emoção.
Pois bem,naquele dia foi-me entregue pela minha funcionária da recepção uma encomenda,via uma empresa de serviço domiciliário,remetida por PIERRE FARGEAS,de França,com uma volumetria de 30x30x30 cm.
Primeira reacção."Este Pierre é na realidade um grande amigo e companheiro,aqui me manda mais uns DVD's de diversas passagens na Guiné".
De imediato,parecendo uma criança a abrir uma prenda de aniversário,desembrulhei a encomenda para a visualização dos supostos filmes.
Mas que filme,companheiros,se alguns que me tem enviado me deixaram emocionado,este deixou-me com as lágrimas nos olhos.







Presenteou-me com esta magnifica peça em vidro, com a gravação do logótipo do G.O.1201 e a sua dedicatória!
Debaixo da emoção equacionei-me a mim próprio:

-
Será que sou merecedor de tão grata distinção?

Conheci o Pierre durante a minha comissão de serviço na Base Aérea 12,Bissalanca,era técnico de Helicópteros contratado pelo governo português para prestar a assistência ás referidas aeronaves,um homem com idade mais avançada que nós, sempre com uma disposição alegre,onde o respeito mutuo era uma grande virtude, como aliás sempre foi e será praticado pela família FAP.
Desde Agosto /73,data em que deixei aquele antiga colónia por ter terminado a comissão,nunca mais teve contacto com o Pierre.
Como o saudosismo que me é conhecido,no fim destes 35 anos de interregno resolvi desenvolver contactos no sentido de o localizar.Consegui!
Foi para ele,e para mim, uma grande alegria,entrou de imediato nesta nossa "casa",enviando-nos documentos e vídeos que são únicos,fazendo com que muitos que com ele conviveram me solicitem assiduamente o seu contacto.
Vou ficar à espera,conforme por diversas vezes já lhe fiz sentir esse meu(nosso)desejo,que esteja presente no último sábado do mês de Maio do próximo ano,em Vouzela-Viseu,no 32ºAlmoço de pessoal da Base Aérea nº12 Bissalanca,será para todos nós uma grande HONRA!

Obrigado Companheiro Pierre!


598 EPOPEIA DA LDM 302 NA GUINÉ(2)


Manuel Lema Santos
1ºTen.Reserva Naval Guiné
Massamá - Sintra
...continuação...

Novo ataque e incêndio da lancha em 10 de Junho de 1968
No dia seguinte, a 20 de Dezembro, equipas do SAO - Serviço de Assistência Oficinal e da secção de mergulhadores sapadores, rumaram para Ganturé embarcadas na LFG “Sagitário” com a finalidade de procederem ao salvamento da LDM 302. Aquela unidade naval, conjuntamente com a LFP Canopus, garantiram apoio próximo e também escolta ao rebocador “Diana".






A LDM 302 em Ganturé durante a manobra de encalhe para recuperação

Reposta a lancha a flutuar e ainda sob escolta da mesma LFG, foi rebocada para Bissau, onde subiu o plano inclinado no dia 23. Os trabalhos de reparação prolongaram-se até 6 de Julho do ano seguinte.
Dia de alegria e também de orgulho para toda a equipa, foi aquele em que a LDM 302 içou à popa a bandeira nacional e recomeçou a navegar com nova guarnição, pronta para outras missões.

Depois de recuperada, a LDM 302 navega em experiências


Entendeu o Comando da Esquadrilha de Lanchas que deveria regressar ao rio Cacheu, agora integrada na organização operacional do dispositivo de contra-penetração ali montado, a Operação Via Láctea, que viria a manter-se até final de 1971.
Seis meses depois do primeiro afundamento e exactamente no mesmo local, Porto de Coco, Tancroal, no dia 10 de Junho, descendo também o Cacheu, foi novamente atacada com canhão sem recuo, lança-granadas foguete, morteiros, metralhadoras pesadas e armas ligeiras, numa dura demonstração de poder de fogo do inimigo.




Em cima, no rio Cacheu, assinalado o Tancroal - Porto de Coco, local de ataque à “302”



Apesar a reacção imediata da LDM 305, comandada pelo cabo de manobra Lobo que navegava nas suas águas, logo aos primeiros disparos do inimigo foi atingido mortalmente por uma munição de lança-granadas foguete o grumete artilheiro António Manuel. Outro projéctil idêntico atingiu o escudo da Oerlinkon, fragmentando-se em numerosos estilhaços que feriram com gravidade, no tronco e nas pernas, o marinheiro artilheiro Manuel Luís Lourenço da Silva.
Mesmo ferido, continuou o artilheiro a fazer fogo sobre o inimigo, até que uma granada de morteiro deflagrou no poço da lancha, ateando um incêndio que se propagou à cobertura do poço e ao bote de borracha, provocando tal fumarada que o forçou a abandonar o posto da peça.
Ajudado pelo marinheiro fogueiro Ludgero Henrique de Oliveira, lançou o bote à água, fazendo o mesmo com o depósito de gasolina, pelo perigo que constituia. Colocaram o camarada já sem vida à popa, a salvo das chamas, voltando seguidamente à peça e continuando a fazer fogo até calar o inimigo.
O incêndio já tinha tomado proporções alarmantes estendendo-se a toda a lancha e o patrão, cabo de manobra Francisco Pereira da Silva, resolveu abicar à margem Norte. Saltaram então para a água e nadaram para terra conseguindo atingir o tarrafe.
A LDM 305, que não fora atingida, aproximou-se do local, embarcou todos os elementos e seguiu para Ganturé, onde o patrão da lancha, em estado de choque e o marinheiro artilheiro ferido, foram evacuados de avião juntamente com o corpo do artilheiro morto em combate.
No dia seguinte, a “302” que continuava a arder foi rebocada pela “305” para Ganturé, onde mais uma vez a equipa SAO e uma equipa de mergulhadores sapadores, com guarda montada por um destacamento de fuzileiros especiais a conseguiram repor em condições de ser rebocada para Bissau.


ApoA LDM 302 encalhada em Ganturé, após o incêndio




Apoio próximo dado pelas LFP Canopus e LFG Orion, tendo esta última procedido ao reboque da lancha até Barro, continuado depois pelo rebocador Diana até Bissau, com escolta daquela LFG.
Além dos elementos referidos, faziam igualmente parte da guarnição da LDM 302 o marinheiro telegrafista António Marques Martins e o marinheiro fogueiro Manuel Fernando Seabra Nogueira....


e novamente recuperada, já não voltou ao Cacheu!


Em 26 de Julho voltou a subir o plano inclinado donde saíra quinze dias antes, mantendo-se ali em reparações até 10 de Novembro, data de aprontamento para regressar às habituais fainas.
Sabido que, na generalidade dos casos, os marinheiros são supersticiosos, não seria de estranhar que as guarnições da LDM 302 fossem sedimentando a convicção de que a lancha não se dava bem com os ares do Cacheu.
Compreensivelmente, o Comando da Esquadrilha de Lanchas decidiu-se pelo não regresso da lancha àquele rio, atribuindo-a à TU4*, conjunto de unidades navais encarregadas de manter o dispositivo de contra-penetração no rio Grande de Buba e com as mesmas missões de sempre, ou seja, transporte de forças de desembarque, apoio de fogo em operaçoes militares e escoltas a combóios mercantes além de outras acções.
Já em 1969, pelas 11:30 horas do dia 18 de Fevereiro, quando navegava em missão de fiscalização, frente à foz do rio Uajá, afluente do rio Grande de Buba, foi atacada violentamente da margem esquerda com canhão sem recuo, lança-granadas foguetes e ainda metralhadoras ligeiras e pesadas.
Logo aos primeiros disparos, a cobertura da lancha ficou parcialmente destruída e foi ferido com gravidade o marinheiro artilheiro Dimas de Sousa Correia que, mesmo perdendo muito sangue, se manteve no seu posto de combate, disparando ainda quatro carregadores da Oerlinkon sobre o inimigo.
Talvez o seu sacrifício tenha evitado piores consequências ainda que, mesmo assim, registassem ferimentos ligeiros o marinheiro telegrafista, já mencionado em ocasião anterior, e o marinheiro fogueiro Custódio Mestre Paquete.
Houve igualmente um princípio de incêndio, originado por estilhaços dum projéctil de lança-granadas foguete que atingiu a cobertura do poço, mas foi rapidamente extinto.
O patrão da lancha era o cabo de manobra Manuel António Inácio, e ainda fazia parte da guarnição o marinheiro fogueiro Nogueira, numa prova evidente e confirmando o popular ditado de que não há duas sem três...


Cinco homens da guarnição que sofreu o último ataque, da esquerda para a direita: Mar CM Paquete, Cabo M Inácio, Mar A Correia, Mar CM Nogueira e Mar CE Martins (o penúltimo estava presente em três ataques à lancha e o último, no segundo e terceiro ataques).


Depois de evacuados e substituídos os elementos da guarnição referidos neste combate, a LDM 302 continuou a cumprir as habituais missões no rio Grande de Buba.
Até ao final da sua vida operacional, nunca mais foi atacada a gloriosa e nobre LDM 302. Passou à situação de desarmamento em 27 de Julho de 1972, tendo sido abatida ao efectivo dos navios da Armada em 30 de Novembro desse mesmo ano.
Notável historial de uma pequena unidade da Marinha de Guerra, a roçar a ficção ou o lendário, não tivessem sido reais os combates travados e as baixas sofridas. Os elementos das sucessivas guarnições, sem excepção, honraram ao mais alto nível um dever pátrio, no cumprimento das missões de que foram incumbidos, pagando alguns deles com a vida, a dedicação, a determinação e o estoicismo.
Estarão sempre presentes na Memória!


Das unidades:- LFG Sagitário tinha como oficiais: 1TEN Joaquim Manuel Vaz Chaves Ubach (comandante) e 2TEN RN José Horácio Gomes de Miranda (imediato).- LFG Orion tinha como oficiais: 1TEN Luis Joel Alves de Azevedo Pascoal (comandante) e STEN RN Luis Mendes do Nascimento (imediato).- LFP Canopus tinha como oficial: STEN RN Henrique Nunes de Oliveira Pires (comandante).Fontes:Arquivo de Marinha, Revista da Armada nº 129 de Julho 1982, Setenta e Cinco Anos no Mar da Comissão Cultural de Marinha, Anuário da Reserva Naval de Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado e Fuzileiros - Factos e Feitos na Guerra de África de Luís Sanchez de Baêna* TU4 - Task Unit 4


mls

reservanaval

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

597 EJECÇÃO DE PILOTO DE F16.

A notícia foi dada à pouco.
Não sabemos o nome do nosso companheiro,mas sabemos o mais importante,está bem de saúde!



Hoje, dia 5 de Dezembro de 2008, pelas 14H00 de Lisboa, durante a execução de um exercício internacional na Bélgica, o piloto de uma aeronave F16 da Força Aérea Portuguesa, durante a operação de aterragem, deparou-se com problemas de travões e, cumprindo o procedimento estipulado para o efeito, ejectou-se.
O piloto está bem e a aeronave, aparentemente, só sofreu danos de pequenas dimensões.
O acidente ocorreu na Base Aérea de Florennes, a cerca de 68 quilómetros de Bruxelas - Bélgica, durante o Curso NATO "Tactical Leadership Program" (TLP).
A Força Aérea Portuguesa activou de imediato a Comissão de Investigação de Acidentes com Aeronaves, a fim de partir para a Bélgica e determinar as causas do acidente.

596 MECUMBURA OU MUCUMBURA?



Carlos Alves
Esp.MMA 2ª/70 Tete
Alvaiazare






No dia 2.12.08,o nosso companheiro Carlos Alves relatou-nos uma missão ocorrida em Mecumbura,Moçambique.
Entretanto,no dia seguinte,o Augusto Ferreira "historiador nato" das terras Moçambicanas e não só,enviamos uma mensagem para que constatasse-mos junto do Carlos Alves se não seria Mucumbura em vez de Mecumbura.
Assim procedemos e a resposta foi imediata e com o seguinte texto:



Boa noite Victor Não sei ao certo se é uma coisa ou outra, na realidade como se pode ver na foto de satélite está Mecumbura embora na minha caderneta de vôo e se calhar também na do Augusto Ferreira está Mucumbura. Estou de acordo com ele , de certa forma fui influênciado por recentes visitas que fiz a esta zona no Google Eart .Não me recordo como lhe chamavamos na altura se Mu ou Me. Fico muito contente por haver alguém que partilha comigo a lembrança destas fantásticas terras. Um abraço ao Augusto. Pena é, que não apareça mais ninguém conhecedor destas terras para as revivermos aqui . Que é feito do Arlindo "Piriscas"também ele homem de Tete? Há tempos que não aparece. Quanto ao almoço do Núcleo,ja tinha conhecimento dele,ainda não sei se posso ir.




Foto da região de Mecumbura ou Mucumbura tirada Google Eart

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

595 CORRECÇÃO DA MENS.591.


Arnaldo Sousa

Esp.MMA Guiné

Lisboa






Bom dia Víctor.
Já que colocaste no blog o email que te mandei, aproveito para fazer algumas considerações.
O email que te enviei a ti e outros companheiros, e que transcrevia uma petição para transladação de antigos combatentes que se encontram enterrados nas ex colónias, foi retirado de um site- http://www.ultramar.terraweb/.
Na petição existe uma janela para clicar a fim de subscrever a mesma, como não colocaste o link para o site , não há possibilidade de quem a quiser subscrever ter acesso.

É tudo
Um abraço




VB: Arnaldo,agradeço a tua chamada de atenção para este facto.
Eis a mensagem integral:




To: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa As cidadãs e cidadãos abaixo assinados pretendem que o Estado Português cumpra o dever patriótico de trasladar para Portugal – para as suas terras de origem, de onde partiram para a Guerra do Ultramar / Guerra Colonial - os restos mortais dos Combatentes que morreram ao serviço da Pátria e ficaram enterrados em campas espalhadas pelos antigos territórios ultramarinos.
Assim, e ao abrigo do Decreto-Lei nº. 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei nº. 6/93, de 1 de Março, pela Lei nº 15/2003, de 4 de Junho e pela Lei nº. 45/2007 de 24 de Agosto, subscrevemos o requerimento, proposto pelo “Movimento Cívico de Antigos Combatentes”, a enviar à Assembleia da República para:
1 – Que seja decretada a trasladação para Portugal dos restos mortais dos militares mortos e abandonados em terras africanas, em cumprimento do mais elementar desígnio das nações civilizadas e para dignificar a memória dos que morreram ao serviço da Pátria.
2 – Que esses restos mortais sejam trasladados para Portugal, entregues às respectivas famílias e/ou depositados junto do Monumento Nacional aos Combatentes, em local apropriado e digno.
Até esta situação estar resolvida, as Comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal e das Comunidades - continuarão ensombradas pela ausência daqueles que, lutando sob a bandeira de Portugal, por ela deram o sacrifício máximo, a própria vida.
Apoiam esta Petição, além dos subscritores da mesma, muitas associações de Antigos Combatentes e outras Instituições. Sincerely, The Undersigned [Click Here to Sign Petition] View Current Signatures

The Petição pelo resgate, para Portugal, dos militares mortos na Guerra do Ultramar / Guerra Colonial Petition to Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa was created by and written by José Nascimento Rodrigues (
m.civico.antigoscombatentes.2006@gmail.com). This petition is hosted here at www.PetitionOnline.com as a public service. There is no endorsement of this petition, express or implied, by Artifice, Inc. or our sponsors. For technical support please use our simple Petition Help form. tags: 2006 antigos combatentes militares mortos movimento resgate ultramar

594 OBRIGADO PELO CONVITE.


Fernando Castelo Branco
1ºSargºMMT 2ª/69 Moçambique
Terceira - Açores
AMIGO Victor
Faço sinceros votos para que estejas bem.
As imagens são lindas, do que VÓS neste “prolongado” fim-de-semana, tiveram por aí...
Muito sinceramente, se tivesse vida, muitas vezes estaria ao pé de Vós, conforme Tu desejas também de vez enquanto, passares por estas bandas...
“Estou sempre” aí e cada vez mais, (não sei porquê), mas estou....
Continuo a ir “ás formaturas”, sem horário imposto, e continuo a sentir-me no vosso meio, separado pelo MAR, que eu tanto “acarinho”...
Estou PRESENTE, e começaria por desejar uma boa recuperação ao NOSSO José Ribeiro,(porque fez um “iram”), (não sei se está bem escrito, mas eu fui MMT)...
Quanto ao Nosso PIERRE Garcia, estou sempre atento ás Suas mensagens, (codificadas), mas dá para ver que ELE também, continua com o SEU Espírito de ZÉ...
O Nosso João SOUZA, lá vem de vez em quando com o Seu BAIRRISMO Vianense “desenfiado”...
O Nosso AUGUSTO, continua com as “suas rapadas”...e eu ao nomear ESTES NOMES, quero transmitir-vos a TODOS, que FOMOS milhares, que o CARINHO E AMIZADE, não tem fronteiras nem Limites...
Uns, foram os meus Mestres, conforme ainda hoje se ouve na ARMADA e outros, foram os meus Escolinhas, conforme também modernamente se diz hoje na NOSSA FAP...
Sendo assim, sobre a mensagem do nosso CARLOS ALVES MMA-2ª/70, daria para voltar a RECORDAR, que “a nossa meninice” era de simpatia e boa harmonia, realmente, houve OS que tiveram que fugir com as calças nas mãos, mas também houve OS que por terras de Angola, que tinham que fazer destacamentos no TOTO, porque estavam colocados no NEGAGE-AB3, para recordar mais tarde, tiraram fotos com Naturais da altura?!...





Ao ver as fotos que vou enviar; “sem maldade”, perguntei na presença da Sua Digníssima Esposa:
-PEDRO, o “puto é clarinho”; não é teu? Respondeu-me como “quem quisesse jurar solenemente”, que não era dele e que até nem sabia o nome da senhora e do pequeno, que agora deve ter cerca de trinta e oito anos...
Como tal, a homenagem que posso prestar a este “bebé da altura”, oxalá que tenha uma VIDA mais sorridente do que a minha, e que a Senhora esteja bem, não era a mãe do pequeno, pode ser que um dia (só Deus é que sabe)” não nos encontremos”?
Realmente, o PEDRO de MMT 3ª/68, contou-me que quando ia fazer destacamento ao TOTO, também fornecia os naturais com combustível que sobrava das revisões, para uso da sua iluminação e fogões de petróleo...
Por agora, com o MAR a separar-nos, envio um forte abraço.
Fernando Castelo Branco




VB. Este Fernando é muito "maroto"!
Lembras-te quando fazias "destacamentos" em Vila Real? Ò Fernandinho!!!

593 MAIS UM TERTULIANO.


Abílio Ferreira
Esp.OPC
1ª/72 Guiné
Amadora









Cartão de identificação da Base Aérea nº 12




Também aproveito a oportunidade para enviar 2 fotos da recruta 1.ª / 72, onde aparece o malogrado Evangelista (algarvio), com a garrafa entre as mãos (juramento de bandeira)




Na foto da camarata: ao fundo, à esquerda o Evangelista, eu e o Matias Grilo - poderás enviá-las ao Matias para juntar à foto de família que enviei recentemente.
Sobre o Matias Grilo e apesar de teres-me enviado o seu e-mail, «S. Exa.» não respondeu.
Um abraço.
Abílio Ferreira

VB.Bom-Dia Abílio.
Finalmente entras-te na Tertúlia.Pois embora já tenhas enviado diversas correspondência para a nosso Blog,faltava os "requisitos"da praxe para seres Tertuliano.
É realmente para nós uma grande honra poder contar contigo nesse grupo de companheiros que tantos e tantos momentos,independentemente do local ou situação,passamos juntos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

592 EPOPEIA DA LDM 302 NA GUINÉ (1)







Manuel Lema Santos
1ºTen.Reserva Naval Guiné










19 de Dezembro de 1967 – O ataque e afundamento da lancha







A LDM 302, de que apenas o casco veio dos EUA em 1963, foi adaptada nos estaleiros da Argibay, onde permaneceu para esse efeito de 9 de Outubro desse ano a fins de Janeiro do ano seguinte.
Foi aumentada ao efectivo das navios da Armada em 18 de Janeiro de 1964.
Chegou à Guiné, Bissau, a bordo de um navio da Marinha Mercante, na manhã de 23 de Fevereiro desse ano. Era seu patrão de então o marinheiro de manobra n.º 2156, Aristides Lopes.
Após um curto período de adestramento da guarnição, foi atribuída ao Destacamento de Fuzileiros Especiais nº 2 – DFE 2, ao qual competia a fiscalização da zona do rio Geba tendo aí iniciado intensa vida operacional.
Efectuou um primeiro cruzeiro de fiscalização naquele rio, em 18 de Março, sem que nada de anormal tivesse ocorrido, o que poderia ser interpretado como bom augúrio naquele teatro de guerra.
De 9 a 11 de Abril, pela primeira vez, em conjunto com a LDM 101, 201, LFG Escorpião, LFP Canopus e os DFE’s 8 e 9, foi incluída numa missão de apoio de fogo e transporte de fuzileiros, a operação “Tenaz”, levada a cabo no rio Cumbijã.
Em 22 de Abril o baptismo de fogo. Frente a Jabadá quando, em conjunto com mais três LDM’s procedia a um desembarque de fuzileiros, o inimigo tentou opor-se com fogo de armas ligeiras mas não conseguiu evitar o desembarque.
No dia 22 de Julho, foi atacada pela segunda vez, desta feita no rio Cacheu, em Porto de Côco. O inimigo, emboscado nas margens, utlizou metralhadoras pesadas e morteiro, sem consequências.
Durante o resto do ano de 1964 tomou parte em várias operações no rio Geba e recolheu ao SAO – Serviço de Assitência Oficinal, onde foi submetida a alterações no poço, procedendo-se à instalação de uma cozinha e alojamentos para a guarnição. Foram também protegidos com chapa balística a casa do leme e o escudo da peça Oerlinkon de 20 mm.
A partir de então ficou com possibilidades de alojar permanentemente a guarnição, como viria a revelar-se indispensável.
1965, veio a revelar-se para a LDM 302 um ano muito duro. Continuando a desempenhar denodadamente missões de fiscalização, escoltas a combóios de barcaças mercantes, transporte de tropas e apoio de fogo, no dia 4 de Fevereiro, em frente de Tambato Mandinga, no rio Cacheu, foi violentamente atacada das margens com morteiros e metralhadoras ligeiras, sofrendo 30 impactos no costado e superestuturas. Não houve baixas na guarnição para o que muito contribuiu, certamente, a sua pronta e valorosa reacção.




A LDM 302 navegando no Cacheu, junto ao tarrafo da margem.A – Poço(resguardado com chapa balística); B – Peça Oerlinkon; C – Tarrafo; D – Casa do leme; E – Bote de borracha; F – Porta de abater; G – WC.





No dia 4 de Outubro, no rio Armada, um afluente do Cacheu, em missão de transporte de forças terrestres, foi atacada das margens com metralhadoras ligeiras e granadas de mão, resultando 10 feridos ligeiros entre os militares embarcados.
Novamente, em 28 de Outubro, a leste de Farim, na margem do Cacheu, foi alvejada sem consequências com tiros de espingarda, durante uma operação de desembarque de fuzileiros.
Foi de relativa tranquilidade o ano de 1966 dado que, apesar de ter estado sempre no Cacheu no cumprimento das missões que lhe foram atribuídas, não teve qualquer contacto de fogo directo. Mercê do seu constante vaivém nos rios da zona, tornara-se já perfil conhecido e respeitada pelo inimigo.
Trágico viria a revelar-se o ano de 1967, ainda que pelo escoar do tempo se assemelhasse ao anterior, aparentemente tranquilo. Chegara-se a meados de Dezembro sem qualquer acção hostil e apenas no dia 16, em violenta acção do inimigo contra Binta, auxiliou com eficácia as forças terrestres na defesa daquele aquartelamento.
Não viriam aqueles seis homens de guarnição a terminar assim o ano quando, a 19 de Dezembro, pelas 11:00, a “302” descia o rio Cacheu, em postos de combate, calor já a apertar, margens de tarrafo denso a entranhar-se pelo rio.
No leme, o patrão, marinheiro de manobra Domingos Lopes Medeiros; nos seus postos, junto à Oerlinkon, os marinheiros artilheiros Manuel Luís Lourenço e Silva e Manuel Santana Carvalho; no posto de fonia, o marinheiro telegrafista Joaquim Claudino da Silva; na MG 42 o marinheiro fogueiro Manuel Fernando Seabra Nogueira e junto aos artilheiros, pronto a acorrer onde necessário fosse, o marinheiro fogueiro Ludgero Henriques de Oliveira, de serviço aos motores, comandados da casa do leme.
A lancha deixara para trás uma das muitas curvas sinuosas do rio e passava frente à clareira do Tancroal, com a guarnição em redobrada atenção pelo comprovado perigo que representava, pelo historial anterior de ataques já desferidos contra diversas unidades navais.
Subitamente, observaram-se fumos na margem sul à boca de peças e, quase de seguida, fortes rebentamentos. O navio estremeceu violentamente e os motores pararam. Estavam sob violentíssimo ataque de canhão sem recuo, lança-granadas foguetes e ainda metralhadoras, pesadas e ligeiras.











Em cima, no rio Cacheu, assinalado o Tancroal, local de ataque à “302”



A lancha atingida e com o patrão gravemente ferido ficou sem leme, entrando pelo tarrafo da margem Norte. Os ramos vergaram de imediato e, de seguida, ao recuperarem a posição normal, projectaram a LDM que recuou, ficando à deriva.
A lancha metia água e afundava-se rapidamente de popa. A inclinação era já muito grande e os artilheiros, com água pelo peito, ainda faziam fogo por cima do tecto da casa do leme com grande dificuldade. O posto de fonia, atingido por um estilhaço de granada, tinha ficado destruído e o patrão moribundo, jazia caído sem que alguém lhe pudesse sequer acudir no momento.
Sentido, de todo, que o navio estava perdido, os artilheiros viram-se forçados a abandonar a peça tentando então o telegrafista, socorrer o patrão. Fez um esforço para o por de pé mas foi-lhe de todo impossível. Atingido em cheio estava quase cortado em dois, pelas costas, com as vísceras de fora.
Inexplicavelmente, o inimigo deixou de fazer fogo. O telegrafista, o mais antigo depois do patrão, assumiu o comando e deu ordem para abandonar a lancha. Arriaram então o bote de borracha, colocaram lá dentro, o patrão, nessa altura já morto, os papéis de bordo e uma G3, dirigiram-se para a margem e esconderam-se no tarrafo. Fora de água, a lancha tinha apenas parte da porta de abater.
Era imperioso alguém ir a Bigene, o aquartelamento do Exército mais próximo, situado a cerca de três quilómetros e regressar com socorros. Sendo os restantes elementos novos na guarnição e o telegrafista o único conhecedor da zona, empunhou a arma e foi ele próprio, conseguindo lá chegar coberto de lama e sem precalços pelo caminho.
Entretanto, a LDM 304, que navegava não longe do local, alertada pelo ruído das explosões e tiros da “302”, dirigiu-se ao local deparando, para espanto da guarnição, com uma lancha totalmente afundada, sem ninguém à vista.
Passaram-lhe um cabo de reboque e seguiram rio abaixo, avistando pouco depois os sobreviventes que embarcaram e relataram o sucedido.
Mas nesse dia a má sorte acompanhava a LDM 302. Ao aportarem a Ganturé, local escolhido para encalhar a lancha, em águas poucos profundas para poder ser recuperada, o artilheiro Carvalho, que saltara do bote para a “302” a fim de manobrar os cabos de reboque, caiu à água e nunca mais foi visto, não obstante os porfiados esforços dos seus camaradas, soldados e nativos de terra que tinham acorrido ao local.
Tudo tinha sido muito rápido, com consequências trágicas em escassos vinte minutos de duração, num combate desigual para a guarnição, que enfrentou o inimigo com perda de vidas mas com exemplar determinação, abnegação e estoicismo.
Foram agraciados com a Cruz de Guerra na cerimónia anual do 10 de Junho, no Terreiro do Paço, estando os já ausentes representados pelas suas famílias.
A LDM 302 seria rapidamente recuperada e voltaria a navegar!
(continua)





Das Unidades:
- LFG Escorpião tinha como oficiais: 1TEN José Olias Maldonado (comandante) e 2TEN RN Fernando Tavares Farinha (imediato).- LFP Canopus tinha como oficial: 2TEN RN Luis Pinto Fernandes Sequeira (comandante).- DFE 2 tinha como oficiais: 1TEN Mário Augusto Faria de Carvalho (comandante) que tinha substituído o 1TEN Pedro Manuel de Vasconcelos Caeiro, ferido em combate; 2TEN Adolfo Esteves Sousa (imediato), 2TEN FZ SE António Carlos Samões e 2TEN FZE RN José Luis Couceiro.- DFE 8 tinha como oficiais: 1TEN Guilherme Almor Alpoim Calvão (comandante), 2TEN José Manuel Malhão Pereira (imediato) e 2TEN FZE RN José Luis Couceiro; este último tinha substituído o 2TEN FZ RN Abel Fernando Machado de Oliveira, ferido em combate.- DFE 9 tinha como oficiais: 1TEN Horácio Gata Metelo de Nápoles, 2TEN Francisco Isidoro Montes de Oliveira Monteiro (imediato) e 2TEN FZE RN Emídio da Silva Simões.






Fontes:
Arquivo de Marinha, Revista da Armada nº 129 de Julho 1982, Setenta e Cinco Anos no Mar da Comissão Cultural de Marinha, Anuário da Reserva Naval de Adelino Rodrigues da Costa e Manuel Pinto Machado e Fuzileiros - Factos e Feitos na Guerra de África de Luís Sanchez de Baêna

mls

591 PETIÇÃO



Arnaldo Sousa
Esp.MMA Guiné

Lisboa


To: Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa As cidadãs e cidadãos abaixo assinados pretendem que o Estado Português cumpra o dever patriótico de trasladar para Portugal – para as suas terras de origem, de onde partiram para a Guerra do Ultramar / Guerra Colonial - os restos mortais dos Combatentes que morreram ao serviço da Pátria e ficaram enterrados em campas espalhadas pelos antigos territórios ultramarinos.
Assim, e ao abrigo do Decreto-Lei nº. 43/90, de 10 de Agosto, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei nº. 6/93, de 1 de Março, pela Lei nº 15/2003, de 4 de Junho e pela Lei nº. 45/2007 de 24 de Agosto, subscrevemos o requerimento, proposto pelo “Movimento Cívico de Antigos Combatentes”, a enviar à Assembleia da República para:
1 – Que seja decretada a trasladação para Portugal dos restos mortais dos militares mortos e abandonados em terras africanas, em cumprimento do mais elementar desígnio das nações civilizadas e para dignificar a memória dos que morreram ao serviço da Pátria.
2 – Que esses restos mortais sejam trasladados para Portugal, entregues às respectivas famílias e/ou depositados junto do Monumento Nacional aos Combatentes, em local apropriado e digno.
Até esta situação estar resolvida, as Comemorações do 10 de Junho – Dia de Portugal e das Comunidades - continuarão ensombradas pela ausência daqueles que, lutando sob a bandeira de Portugal, por ela deram o sacrifício máximo, a própria vida.
Apoiam esta Petição, além dos subscritores da mesma, muitas associações de Antigos Combatentes e outras Instituições. Sincerely, The Undersigned [Click Here to Sign Petition] View Current Signatures

The Petição pelo resgate, para Portugal, dos militares mortos na Guerra do Ultramar / Guerra Colonial Petition to Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República Portuguesa was created by and written by José Nascimento Rodrigues (m.civico.antigoscombatentes.2006@gmail.com). This petition is hosted here at www.PetitionOnline.com as a public service. There is no endorsement of this petition, express or implied, by Artifice, Inc. or our sponsors. For technical support please use our simple Petition Help form. tags: 2006 antigos combatentes militares mortos movimento resgate ultramar share: blogger del.icio.us digg facebook furl reddit slashdot send to a friend Send Petition to a Friend - Petition FAQ - Start a Petition - Contributions - Privacy - Media Kit PetitionOnline - DesignCommunity - ArchitectureWeek - Great Buildings - Archiplanet - Search http://www.PetitionOnline.com/mcac/petition.html © 1999-2007 Artifice, Inc. - All Rights Reserved

590 Msg 585 - CARLOS MATIAS- 1.ª 72 / 2.ª Secção / 2.ª Esquadrilha

Abílio Ferreira
Esp.OPC 1ª/72 Guiné



Companheiro Victor Barata,
Relativamente ao pedido do Carlos Matias, reenvio a foto em causa, em tamanho maior, para que lha possas enviar.
Está digitalizada de modo a poder ser razoavelmente ampliada.
Espero desta forma poder contribuir para a satisfação da curiosidade (saudades) dos velhos companheiros de recruta.
Que ele Matias, não se esqueça de comentar a foto e aparecer no blogue, assim como os demais que estão na foto aproveitem a oportunidade para se manifestarem através deste blogue.
Um grande abraço.

Abílio Ferreira



VB: Obrigado Abílio pela foto.
Na realidade a que possuía não consegui aumentar,como se pode ver na referida mensagem 585,fica muito torcida.
Aproveito para reforçar o teu pedido em relação ao aparecimento dos componentes da foto no nosso e,depois,vosso Blog.
Para ti Abílio,continuamos a aguardar a receptividade das tuas fotos(militar e actual)bem como o teu contacto postal e telf.para assim poder-mos actualizar a nossa base de dados.

589 OBRIGADO COMPANHEIROS!


Victor Barata
Esp.Melec/Inst./Av. 3ª/69 Guiné

Vouzela

Boa-tarde,Companheiros.

Quero,através desta simples mas significativa mensagem agradecer a todos aqueles que me foram telefonando ao longo destes dias para se inteirarem da minha reacção às condições climatéricas,nomeadamente a neve, que têm assolado esta região onde tenho o meu "estado
maior fixo".
Tem sido abundante,como se pode verificar através das fotos que seleccionei para vos enviar e causar alguma "inveja"pois,apesar das limitações a que ficamos sempre sujeitos com estas situações,não deixa de ser um espectáculo natural muito bonito.
Segundo a meteorologia,vai continuar a nevar até 6ªfeira.Convido todos aqueles que queiram vir até aqui para presenciar esta beleza que a natureza nos oferece,jantar comigo junto de uma boa lareira.
Que querem mais? Que vos leve ai o espectáculo?

Um abraço a todos.


Victor Barata
















588-MISSÃO EM MECUMBURA.


Carlos Alves
Esp.MMA 2ª/70 Tete
Alvaiázere
Boa noite Victor.
Mecumbura ficava a cerca de 1h e 20m de Tete e a escassos metros da fronteira com a Rodésia.
Tinha uma comp. do Exercito e era com alguma frequência que fazíamos largadas na zona a partir deste quartel.
No centro da povoação havia um campo de futebol de terra batida , onde também aterravam os helicópteros ; á sua volta estava o quartel , 2 cantinas , algumas casas de colonos e ao fundo o aldeamento.
Mecumbura era diferente dos outros sítios por onde passávamos , tinha belas raparigas e a malta aproveitava ali para aliviar a "carga".



Aqui,em Mecumbura,o Carlos procede à inspecção do Alloutte III.



Numa das missões a Mecumbura o pessoal fez o que era hábito; à chegada abastecemos os hélis e o resto do combustível que ficava no fundo dos tambores dávamos á população que aguardava á nossa volta com todo o tipo de bilhas.
É claro éramos mais generosos com aquelas moçoilas que Deus abençoou fisicamente,aproveitando a oportunidade para fazermos as primeiras investidas.
Nesse dia os helis iam fazer 2 largadas "20 minutos cada" ,fomos avisados que,quando regressassem da última era só carregar o material e íamos logo embora nem tão pouco paravam os rotores.
Entre a 1ª e a 2ª largada dirigi-mo-nos ao aldeamento a fim de ultimarmos o "assalto final". Entretanto chegaram os hélis carregaram o resto da tropa e lá foram fazer a ultima largada, nós corremos que nem loucos aldeamento abaixo cada um à sua palhota, o tempo disponível era pouco.
Inesperadamente e passados menos de 10 minutos ouve-se o barulho dos helicópteros ,foi o caos. Serviço incompleto!..
Nem pensar. Só visto, contado não tem tanta graça .Ver a malta a correr na direcção dos helicópteros a puxarem pelas calças no meio das gargalhadas da garotada que corriam ao nosso lado, valeu-nos de certa forma o pó levantado pelos rotores que nos ajudou a esconder tanta atrapalhação.
Não nos livramos de um raspanete.
Um abraço
Carlos Alves