sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

706 CARTA ABERTA À Dª.ANA BRITO.


Fabricio Marcelino
Esp.MMA 1960 Guiné
Leiria
Senhora D.Ana Brito, permita-me que lhe apresente primeiramente as minhas condolências,pelo falecimento do seu saudoso marido, embora a sua morte tenha ocorrido já há vários anos.
Arrepiei-me, ao ver de novo, a foto do seu saudoso marido e, ao ler as palavras que a Senhora fez o favor de dirigir a todos os elementos do Blogue,dos quais me incluo.
Eu tive o privilégio de contactar com o seu saudoso marido, diariamente durante 2 anos,pois eu era um dos 12 elementos da linha da frente dos aviões F-86 na B.A. 5 em Monte Real e posteriormente, um dos 5 da mesma linha da frente, que fomos à Guiné.
O que sentia dele, eu já disse no nosso Blogue, em especial nas posturas nºs.231, 400 e 499.Mesmo assim, muito mais havia a dizer.
Todos nós sabemos, que ninguém consegue agradar 100% a Gregos e a Troianos,mas para mim, o seu saudoso marido,foi uma das pessoas que mais me marcou,tanto como homem, bem como militar.
Era uma pessoa que não se andava sempre a rir, mas era íntegro, com uma elevada postura, educação e respeito, pelos seus colegas superiores e subordinados.
Como piloto era perfeito!
Em 1962/63,como capitão,foi meu comandante à Guiné,na 7ª missão da B.A 5, ao então A.B.2, posteriormente B.A. 12.Foi precisamente na Guiné, que mais transpareceu o GRANDE HOMEM que era.
Variadas vezes se prejudicou,para se colocar ao lado do "seu pessoal", ao ponto de, na qualidade de 2º.Comandante interino da Base, ter cortado relações com o 1º.Comandante,para precisamente se colocar ao lado e, em defesa dos seus colegas da B.A.5, quando este nos queria tramar.
Quem foi militar sabe, que em circunstâncias idênticas,poucos se comportaram assim.Só os GRANDES HOMENS!
Passámos juntos o dia da mãe (antigamente dia 8 de Dezembro), passado com ataques constantes, durante 5 dias e 5 noites sem dormir.
O Natal de 1962 e passagem do ano 1962/63.
Estas, como todos sabemos eram datas festivas com a família,mas na guerra a nossa família eram os colegas!
Estes, que nós que por lá passámos jamais esqueceremos!
Chorei, quando há poucos anos tive conhecimento da sua morte, pelos motivos descritos.
Minha Senhora, peço imensa desculpa por lhe dirigir respeitosamente estas palavras, mas não ficava bem comigo próprio se não o fizesse.
O seu saudoso marido, foi mais um militar herói da nossa pátria.
Oxalá esta pátria não o tivesse esquecido, como tem feito à maioria dos militares deficientes,com doenças pós traumáticas e, aos milhares de mortos espalhados pelo antigo Ultramar,sem permitir às famílias fazerem-lhes os merecidos funerais.
Cumprimento respeitosamente a Senhora e seus filhos e desejo-vos tudo de bom.
Fabrício Marcelino - Leiria

705 COMENTÁRIO.


José Raimundo
Esp.MMA 1ª/68 Mueda
Coimbra
COMENTÁRIO

Acabei de ler a mensagem de agradecimento da Srª D. Ana Brito, esposa do nosso querido companheiro Sr. Ten. Coronel Almeida Brito.
Não tive o privilegio de contactar com ele directamente uma vez que os nossos destinos em África foram diferentes.
Ele na Guine e eu em Moçambique nos helicópteros.
Não importa os destinos mas sim a forma com que cada um se entregou apaixonadamente à sua arma, neste caso, a FORÇA AÉREA.
Permita-me minha senhora que, como esposa daquele que foi GRANDE HOMEM ,e mãe lhe preste sinceramente a minha homenagem e que ao mesmo tempo tão bem sabe qualificar aqueles que nos tempos da sua irreverencia foram os Cabos Especialistas.
Por tudo, bem haja!
Por outro lado, e se mo permite, queria igualmente manifestar o meu respeito por outras mulheres que também elas, a troco de coragem e abnegação,tão altos e bons serviços prestaram e, que,ainda hoje tão esquecidas estão.
A Vª Exª ,Srª D.Ana Brito,peço-lhe que continue a partilhar este nosso cantinho e que Deus lhe de muita saúde em companhia de seus filhos, Rui,Luís e Miguel.
Que o nosso querido companheiro Almeida Brito descanse em paz.
Com amizade,
José Raimundo-
1º Cabo MMA-Helicópteros- Moçambique.

704 É BONITO QUANDO O PRESIDENTE ASSUME O ERRO DO COLECTIVO!

VB: Quem acompanha este espaço, certamente se apercebeu da insatisfação reinante no seio da classe Especialista em relação à Direcção Nacional da AEFA.
Acredito que algumas coisas terão sido transmitidas(muito poucas)com um cariz emocional,mas outras com a realidade dos factos bem demonstrados através das diversas intervenções dos seus associados,pois quem não preserva o espírito do ZÉ ESPECIAL,não se pode considerar ESPECIALISTA.
Foram diversos os Companheiros que também o endereçaram a este órgão que dirige os destinos da classe ,ou seja a, AEFA.
De todos os que nos chegaram ao conhecimento,salientamos o do Fernando Castelo Branco:



De: Fernando C. Branco [mailto:fernandocbranco@sapo.pt]
Enviada: quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009 20:40
Para: Angelino SaldanhaAssunto: "PISTA LIVRE"...

Amigo Angelino

Primeiramente, sinceros votos para que 2009, seja como Imaginaste para Ti e respeitosos Familiares e Todos aqueles que admiras.
Quanto a nós, por cá no meio do Atlântico, vamos indo; mas sempre perto de Vós e muito particularmente de TI, Pessoa que aprecio muito e admiro…
Pois Amigo, “achei”(pensando eu), que por esta via, além de brincarmos e nos aperfeiçoarmos culturalmente, também devia enviar-te este?!...
Pois, como é meu costume, eu “visito todas as Esquadrilhas” da FAP; Especialistas da Guiné; Pista Livre, Nanamues, ANPA etc. no …e foi no PISTA LIVRE; (que muito honestamente, admiro), vi que um Nosso Eis Colega; (já fora do “NOSSO TEMPO”, mas com o NOSSO ESPÍRITO de há quarenta anos) fazer o comentário que fez no PISTA LIVRE …acerca da AEFA mãe…Angelino, falando-te com toda a AMIZADE, “não gostei”, mas “subscrevo” o que Ele afirma…todos os dias, não é o caso de ultimamente, vou visitar a “NOSSA ESQUADRA AEFA”, e continua a não haver nada de novo??!!...
Amigo, também hoje, por via do meu Chefe Alferes PERES, foi-me entregue um envelope , do Nosso NÚCLEO de Coimbra, que vinha dirigido ao Núcleo de Especialistas na Base Aérea 4, continha um Postal de Boas Festas e como o de César é de César, eu vou reencaminhá-lo para a Nossa Especial Margarida, pode ser que o carteiro”consiga” contactar com Ela?!…
Sem mais, despeço-me com um forte abraço e se Deus quiser a partir do dia 13 corrente, “infelizmente” estarei mais próximo de VÓS…
Tudo estará entregue além dos médicos, á NOSSA SENHORA DO AR e a VÓS AMIGOS…Fernando Castelo Branco


Resposta do Presidente da AEFA:


De: Angelino Saldanha [mailto:angelino.saldanha@gmail.com]
Enviada: sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009 3:02
Para: 'Fernando C. Branco'
Assunto: RE: "PISTA LIVRE"...
Caro amigo Castelo Branco.
Uma saudação muito especial para ti e para os teus.
O site AEFA tem sido ao longo da sua existência um problema, porque era o José Borges que tinha acesso a ele, mas como trabalha ,nem sempre havia tempo para o actualizar.
Este Verão pedimos a um nosso associado, que é docente da Faculdade dentro desta área da informática, para o actualizar e modernizar, só que isto é tudo muito lento. È carolice!!
No dia 17 de Dezembro, o Borges tinha-lhe enviado material para publicação no site e … nada.
O pessoal tem toda a razão. Vamos estar mais atentos.
Sabes que embora as pessoas não se apercebam, o tempo disponível que cada um tem para a AEFA, é absorvido a resolver assuntos de fundamental interesse.
Por exemplo a alteração do “REGULAMENTO DA AEFA, que nos ocupou muitos dias de férias depois de chegarmos dos Açores, o Protocolo que brevemente será assinado com o Museu do Ar, para que os associados com disponibilidade, possam recuperar/dar manutenção a aviões ou outras peças do acervo do Museu do AR nos diversos pólos do país.
Já temos uma equipa piloto a funcionar no POLO de OVAR a quem demos formação para isso aos sábados e domingos de manhã.
Apesar de tudo os críticos do site têm razão. Porque o site só se justifica sendo dinâmico.
Quando vieres tratar da tua saúde a Lisboa, podendo gostaria de estar contigo.
Tudo vai correr bem, porque sei que és forte, estás em boas mãos, tens uma família que te apoia e muitos amigos também.
Um forte abraço e obrigado pelo contacto.
Angelino Saldanha
VB:O Presidente assume que realmente os associados tem razão!
Pois muito bem,é de ESPECIALISTA,mas...esperemos a sua correcção rápida.
Penso e tenho a certeza,que muitos de nós não conseguimos avaliar o trabalho desenvolvido pela direcção da AEFA,é verdade,eu próprio o assumo.
Mas a falta de informação da actividade deste organismo junto dos seus associados,em que a sua página da Internet deveria der o local para isso,leva-nos a meditar assim.
Assumo isto porque aquando da convocatória para a Assembleia Geral passada,se te lembras Angelino,ao dizer que não tinha conhecimento de nada,tive como resposta que devia consultar a página da Internet da AEFA.
Esperemos que para bem desta mui digna classe que sempre orgulhou de ser ESPECIAL,esse espírito se mantenha.

703 OBRIGADO DªANA DE BRITO.


Arlindo Pereira (Piriscas)
2ºSargºMil.MMA Tete
Lisboa
Dª. Ana Brito, em primeiro lugar os meus sinceros agradecimentos pelas palavras que transmitiu a esta grande família, pois só alguém que viveu de perto e sofreu profundamente com a guerra colonial, poderá reconhecer todos os traumas que foram infligidos à nossa geração, é de lamentar que os políticos de hoje à semelhança dos que governavam este País na época continuem a menosprezar-nos.
Dª. Ana Brito, não tive o prazer de conviver com o Ten.Cor.Pil.Av. Almeida Brito, no entanto os Zés que tiveram essa felicidade concerteza que devem guardar boas recordações.
Finalizo com o meu obrigado, e o desejo que continue a participar no nosso Blog.
Saudações Aeronáuticas.
Arlindo Pereira

702 MACACO KOM.


Luís Graça
Fur.Mil. Exér. C.Caç.12 Guiné

Doutorado em Saúde Pública
Editor do Blog "Tabanca Grande"

Amigos e camaradas:



Recebi o mail, abaixo transcrito, de uma bióloga portuguesa, que está fazer um trabalho de investigação, para efeitos académicos (doutoramento, no Reino Unido), sobre os babuínos da Guiné-Bissau, mais concretamente o nosso tão conhecido e querido macaco-cão, tão abundante ainda no tempo da guerra, apesar da guerra...
Hoje o maco-cão é uma espécie em perigo: continua a ser caçado e comido pelos guineenses, é um iguaria apreciada em Bissau, parece ser também um bom substituto para a falta de uma alimentação mais proteica nas cidades (e no campo)...
Vamos ajudar a nossa nova amiga, Maria Joana, com depoimentos, fotos, histórias, etc. relacionados com o babuíno... Já publicámos no nosso blogue algum material. Lembro-me de fotos do Joaquim Mexia Alves, do Hugo Costa, do Samúdio... E de uma história fabulosa do Victor Junqueira que comeu a mais saborosa sandocha do mundo, em Bissau, com carne de "cabrito pé de rocha"...
Vamos ser solidários: ajudando a conhecer melhor a genética, a demografia e o habitat do babuíno, também ajudamos os guineenses a conhecer, a admirar e a proteger o seu património, que inclui esse animal fabuloso que é o babuíno, nosso parente (uma vez que pertence à ordem dos primatas, como nós...).
Gostaria de começar a receber algum feedback vosso, antes de publicar o apelo da nossa amiga no blogue...
Tanto quanto se lembro e sei, nós não caçávamos babuínos (a não ser muito esporadicamente)... Os fulas fazíam-no, um pouco às escondidas... Também os comiam, nas nossas costas.
Eles sabiam que para os tugas, carne de macaco era tabu alimentar (tal como o porco, para eles). Tinham crianças ou adolescentes com mausers (!) nos campos de cultivo: Afugentavam-nos e às vezes matavam-nos quando invadiam (e destruíam) os campos de mancarra... (Não façamos de juízos de valor, em função dos nossos padrões civilizacionais: no passado, os nossos caçadores matavam, por exemplo, as aves de rapina, para poderem ter coelhos em abundância...).
Vi uma vez um macaense, de origem chinesa, nosso camarada, preparar e assar na brasa um pequeno babuíno... No final, a carcaça fez-me lembrar os nossos bebés... Reconheço que ia quase vomitando...Nas diversas tabancas fulas, em autodefesa, por onde andei (às vezes por períodos de algumas semanas), nunca me percebi do consumo de carne de babuíno... Mas havia tantas coisas de que a gente não se apercebia naquela terra e naquela guerra... A única (e pouca) carne de caça que eu comprava (ou que me ofereciam) era de gazela... A caça era uma actividade de risco nas tabancas por onde passei, de diferentes regulados: Joladu, a norte do Geba, Corubal, Xime...
Na floresta-galeria do triângulo Xime-Bambadinca-Xitole e nas matas do Cuor, era relativamente frequente depararmo-nos, no decurso de operações, com bandos de cem e mais babuínos, ruidosos e agressivos perante a invasão do seu território... Quando esteve no sector L1 (Bambadinca), na tropa macaca, nunca mais esquecerá o maldito Mato-Cão onde se fazia segurança às embarcações que passavam pelo Geba Estreito, entre Xime, Bambadinca e Bafatá... É difícil precisar o nº de machos: talvez dois ou três, talvez mais (posso estar a ser influenciado pelas minhas leituras posteriores na área da etologia, pela qual me interesso...).
Nunca vi, felizmente, ninguém matar um babuíno... Em contrapartida, havia crias de babuíno que serviam de mascote nos nossos quartéis...
Um triste hábito que era tolerado por todos nós... Naquela época não havia consciência ecológica, nem respeito pelos direitos dos animais... Também nunca dei conta da utilização da pele do babuíno para efeitos medicinais, por parte das populações com quem lidei (fulas, mandingas, balantas), quer em Contuboel (Maio/junho de 1969), quer em Bambadinca (Junho de 169 / Março de 71)...
A nossa amiga também refere alguns antigos militares portugueses, que foram citados em entrevistas com habitantes do Cantanhez... Há referências a Cabedu e a Bedanda...
Há erros na identificação das unidades militares, que não será difícil de corrigir: por exemplo, Grupo Caçador 6, de Bedanda (em vez de CCAÇ 6 )...
Amigos e camaradas: digam da vossa justiça e continuem a ser fantasticamente solidários como têm sido desde sempre.

Um alfa bravo do

Luís Graça

VB.Olá Luís,é sempre uma honra para nós poder contar com a tua colaboração no nosso espaço,seja ela de que natureza for.
Sobre o artigo em questão,obviamente que publicitamos,embora, como sabes,a nossa aérea de actuação não nos permitisse dar oportunidade de ver essas espécies,o que leva a crer que provavelmente pela parte dos "aviadores"poucos se iram pronunciar.

Mas,felizmente,muitas pessoas extra à FAP lê o blog e certamente irá colaborar com a Joana.
Um abraço para ti
Victor Barata

701 AINDA A AEFA.


Carlos Alves
Esp.MMA 1ª/70 Tete

Alvaiázere

Boa noite .
Victor Ainda bem que se começa a falar sobre a AEFA.
Eu muita vez me tenho questionado:como é possível tanta apatia por parte dos sócios entre os quais eu me incluo?!
É curioso que até nos dias dos Encontros anuais Nacionais não se ouvia falar de nada, até parecia o único descontente.
Quando comentava com alguém todos encolhiam os ombros.
Não sou muito dado a politiquices ou tretas do género,mas isto de ser sócio de uma coisa que não nos passa cartão nenhum é estranho.
Limita-se a receber as nossas quotas , o dinheiro do almoço e transporte e cola-nos no bolso da camisa um dístico "Livre Transito".
O resto do ano, já não existimos ninguém nos presta contas de coisa nenhuma nem tão pouco um Cartão de Natal.
Não sabemos se o dinheiro chegou, se sobrou ,onde foi gasto.
No último encontro na Ota tive conhecimento de umas esferográficas com o nome AEFA,tenho uma, mas graças a uma cunha.
Se calhar não é dever da AEFA dar-nos qualquer informação somos apenas um investimento deles que rende uns juros cobrados no primeiro sábado de Junho.
Companheiros vamo-nos unir em torno dos Núcleos, em particular no de Coimbra, que aí sim,tal como já foi dito temos gente competente.
Há obra feita,prestam-se contas,há retorno das nossas contribuições.
Força Carlos Ferreira,Fernando Duarte e Aníbal.
Um Abraço Carlos Alves

700 CURIOSIDADES.


Américo Dimas
Esp.Marme Guiné
Angola
- CURIOSIDADES:

A aviação militar portuguesa em África, ( período pré guerra colonial ).

MOÇAMBIQUE:

A primeira unidade da aviação militar em África foi formada em Moçambique e activada em 07.Agosto.1917 na Mocímboa da Praia, distrito de Cabo Delgado.
A E.E.M. - Esquadrilha Expedicionária de Moçambique, era constituída por 3 Farman F.40, 3 pilotos, 3 observadores e 3 elementos em terra.
A 08.Agosto, um dos Farman caiu matando o seu piloto.
Em 1919 os 2 Farman seguiram para a Matola, próximo da cidade de Lourenço Marques (actual Maputo), indo juntar-se à recentemente formada E.P.M. - Esquadrilha da Província de Moçambique, que operou por curto espaço de tempo.

ANGOLA:

A primeira esquadrilha formada em Angola em Outubro.1918 foi a E.I.C. – Esquadrilha Inicial Colonial, para fazer a ofensiva contra os alemães nos territórios a sul, durante o período da I Grande Guerra.
Esta esquadrilha estava baseada na Humpata no distrito da Huila e era equipada com 9 Caudron G.IV .
Em 1921 foi redesignada de G.E.A.A. – Grupo de Esquadrilhas de Aviação de Angola, equipado com a esquadrilha dos Caudron G.IV e também outra Esquadrilha com 12 Breguet 14 A2, entretanto mudada para a cidade de Nova Lisboa (actual Huambo).
O Grupo recebeu em 1922 alguns (construídos) PMA – Parque de Material Aeronáutico, Caudron G.III , tendo sido desactivada em 1923.
Desde 1923 até 1961, a presença da aviação militar na África portuguesa era virtualmente inexistente.

GUINÉ:

Neste território, para além de uma embrionária linha aérea, não existem registos da presença de aviação militar, no período antecedente ao início da guerra colonial.







Breguet 14




Farman F 40




Caudron g4



699 DESTACAMENTO DE NOVA LAMEGO.


José Ribeiro
Esp.OPC Guiné
Lisboa
Amigo, Victor.
Li a mensagem do companheiro, Manuel Lanceiro, ex-MMA, sobre a constituição do destacamento da Força Aérea, em Nova Lamego (Gabu).
Não sei em que anos ele esteve na Guiné, em comissão de serviço, por isso tomo como verdade tudo o que disse sobre as condições sócio-militares em que participou, que em nada foram diferentes daquelas por que passaram outros nossos camaradas de armas e não só.
Na altura em que estive na BA12 (1968/1970), não me lembro bem se estavam dois ou apenas um heli e uma DO e o número de pilotos e equipa de mecânicos e marme. Sei que estavam lá destacados dois operadores de comunicações o Castro e o Jesus - ambos moram ou moraram em Lisboa -, não estava lá destacado nenhum meteorologista enquanto eles lá estiveram.
Eram eles que exerciam as funções correspondentes ao meteo em acumulação com as funções que exerciam de comunicações.
Um belo dia, fui, por imposição do ex-capitão pilav. Nico, dar um volta de Dakota - como já referi numa mensagem -, cujo trajecto foi Nova Lamego, onde dormi, no outro dia fomos a Farim, e ía-mos com a intenção de aterrar em Guidague, com a intenção de levar correio e alguns abastecimentos.
Acontece que não podemos aterrar devido ao aquartelamento do exército estar a ser atacado, sendo que deitamos a carga para a pista e rumamos directos a Bafatá e depois BA12.
Quanto ao tipo de instalações eram as possíveis e no que se refere à comida não era má, ainda passei por um bar, não me lembro do nome, para entornar umas cervejas.
Daquilo que os meus camaradas de funções me disseram, os "turras" de dia andavam por lá no meio da população e à noite atacavam as tabancas vizinhas, sendo que nessa altura atacaram também o posto de comunicações, sorte foi não terem atingido uma reserva de combustíveis que estavam paredes meias como o posto de comunicações e os meus camaradas não se encontrarem no centro, disseram-me eles na altura.
Eu, como dos mais antigos na Base, safei-me de ir destacado para Nova Lamego, apesar de se ganhar mais uns trocos, mas o risco era maior.
Só conheci Nova Lamego (Gabu), Farim e Bafatá, por imposição, mais nada.
A comissão, como sabes, era de 18 meses, estive lá 21, sendo que o meu chefe capitão, Rovisco, queria que eu fosse para a Ilha do Sal, Cabo Verde, uma vez que ainda não tinha sido desmobilizado, não havia risco nenhum e ainda ganhava ajudas de custo.
Logicamente que lhe disse que não, e ainda bem, porque passados alguns dias fui desmobilizado, por comunicação via rádio de uma camarada de comunicações, Barros, que fazia parte da tripulação de um DC6 que fazia a rota Lisboa/Sal/Lisboa, e colocado em Monsanto (ex-GDACI hoje COFA), aliás, fui parar ao mesmo sítio donde tinha sido nomeado para Angola e fiz troca para a Guiné, com um camarada angolano.
A razão porque estive 21 meses de comissão de serviço na BA12, teve como causa principal, o facto de o meu irmão mais novo, Operador de Radar, também da Força Aérea, ter sido nomeado para a mesma Base.
Havia na altura um normativo na FA que não permitia que dois irmão estivessem no mesmo teatro de guerra ao mesmo tempo, e de facto tal não aconteceria, mas ele fez-se de esperto e meteu baixa, quando estava para embarcar, por isso a razão de eu aguentar 21 meses.
De qualquer forma, não se safou, logo que teve alta foi logo despachado, sendo que eu não o cheguei a encontrar lá, só mais tarde em Monsanto.
Quando cheguei a Monsanto (GDACI) passaram-se umas cenas particulares entre alguns actores e eu incluído, que nunca mais hei-de esquecer, enquanto vivo.
Amigo, Victor, se achares conveniente este escrito publicita.
Cumprimentos amigos.
VB: Olá Zé,espero que tenhas entrado bem e...com juízo!
Não te esqueças que este ano temos o porco novamente e como tal quero-te em forma.
Pois em relação ao destacamento do Gabu,o que o Lanceiro diz foi o que eu também encontrei,o João Vida,Meteo,em destacamento lá.Deixa-me dizer-te que este nosso companheiro é dos "nossos",não fosse ele de Palmela!

698 MENSAGEM DE AGRADECIMENTO.




DªAna Brito

Esposa do Falecido Ten.Cor.Pilav.Almeida Brito Leitor do Blog






O Ten.Cor.Pilav.Almeida Brito,faleceu na Guiné,no dia 28 de Março de 1973,atingido ,em plena missão aerea a bordo de uma aeronave tipo FIAT G-91, por um missel "Strella".
Era o Comandante do Grupo Operacional 1201.
Sua esposa,Srª.Dª.Ana Brito,ao tomar conhecimento do nosso Blog,desde logo nos fez sentir o seu carinho e amizade por este cantinho onde,muitos de nós, que tivemos o privilegio de conviver com esse grande HOMEM e COMANDANTE,deixamos os nossos episódios vividos,alguns,com ele.
Brindou-nos.esta Senhora,com esta mensagem que transcrevemos.
Em nome da Tertúlia "A LINHA DA FRENTE",agradecemos-lhe nos ter distinguido com tal facto.
Desejando que a sua continuidade no seio desta "família FAP" seja duradoira,despeço-me com

Saudações Aeronáuticas.


MENSAGEM DE AGRADECIMENTO
Mensagem para os meus"amigos virtuais" que conheceram o meu marido JOSÉ FERNANDO:Ota - M. Real - Guiné Bissau 1961 - 1963-Destacamento - Angola/Luanda 1963/1967- M. Real- Guiné Bissau 1970 -1973.
- Para todos aqueles HOMENS E MULHERES, que ficaram marcados e sofreram durante tantos anos a dor imensa e a angústia provocada por acontecimentos violentos, obscuros e dolorosos de uma guerra - que antes de ter começado - já deveria ter terminado - e que ainda hoje, após estes anos passados, esses mesmos acontecimentos permanecem vivos nas suas memórias e que mudaram para sempre as suas vidas, vai o nosso mais profundo respeito, solidariedade e admiração.
- A juventude passou, mas deixou neles bem gravado a forma mais sublime de viver a Vida em pleno : - a Dignidade, a Amizade e o Respeito.
Hoje são essas pessoas que pelo seu carácter e coragem marcaram uma época e pode dizer-se até: uma geração.
- O tempo passou mas o que mais nos importa, não são os seus cabelos já brancos, nem a idade muito vincada e marcada nas suas fisionomias, mas sim, os grandes e sagrados raros valores e qualidades das suas personalidades.
O seu espírito e os seus corações permanecem tão jovens como outrora e continuam a amar a Vida e também os amores mais remotos, os mais recentes e porque não, aqueles que ainda irão surgir e surpreender no horizonte das suas vidas.
- MUITO OBRIGADO a todos, em meu nome e dos meus filhos Rui, Luís e Miguel, por conservarem de uma forma tão nítida, fiel e clara na vossa memória a lembrança do José Fernando.
Também um agradecimento sincero ao Sr. Victor Barata, por ter, com a sua boa vontade e generosidade, proporcionado este "encontro virtual".
BOAS FESTAS E SAÚDE PARA TODOS - Então até 2009 !
ANA
VB: É este o ORGULHO SER ESPECIALISTA!
É esta uma da grandes causas que transmite a força necessária para que este Blog tenha a continuidade que merece.
Em nome da classe,muito OBRIGADO!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

697 MÁRIO CRESPO ESCREVEU...







Eduardo Magalhães Ribeiro
Fur.Mil. Op.Especiais (Exército) Guiné








VB: Recebemos deste nosso companheiro,que embora de arma diferente,exército,não deixar de colaborar connosco enviando-nos o extracto de uma notícia de Mário Crespo:



Baixas em combate22-12-2008.
Foi notável o apelo que o presidente da República se sentiu obrigado a fazer ao Governo para que cumpra com as responsabilidades que o Estado tem com os que sofrem as consequências das guerras coloniais.
A assistência aos deficientes das Forças Armadas tem sido considerada questão menor. Sucessivos governos têm aguardado que o problema dos antigos combatentes em geral e dos deficientes em particular se resolva por si.
Na realidade é isso que tem acontecido. A morte prematura resolve com arquivamentos definitivos, um a um, processos protelados em burocracias complicativas, diligentemente alinhavadas para satisfazer expectativas orçamentais.
Têm-se inventado redefinições dos graus de invalidez. Reavaliado o que são situações de guerra e de combate. Tudo para conseguir roubar na assistência aos veteranos. Burocratas que não imaginam o que foram as décadas de desumanidade que gerações de jovens dos anos 60 tiveram que enfrentar decidem agora em termos de custo-benefício se vale a pena rubricar nos orçamentos as verbas necessárias, ou se é de aguardar mais uns anos até que os problemas naturalmente se apaguem.
Não se trata só de acudir às deficiências fisicamente mais óbvias, que infelizmente têm sido descuradas ou insuficientemente assistidas.
Há graves consequências clínicas da guerra que estão a ser mantidas discretamente afastadas do foco mediático.
O elevado número de antigos combatentes que padece hoje de uma forma particularmente virulenta de Hepatite C é uma dessas situações.
São as vítimas directas das vacinações em massa sem seringas descartáveis, que eram norma nas Forças Armadas até bem dentro da década de 70.
Centenas de milhar de jovens foram injectados nas piores condições sanitárias possíveis. Era usada a mesma seringa colossal de uns para os outros.
Apenas substituíam as agulhas que depois de fervidas voltavam a ser reutilizadas. As hipóteses de contágio eram máximas.
A Hepatite C é assintomática durante dezenas de anos até os danos no fígado serem irreversíveis e, numa alta percentagem, fatais.
Nunca houve um programa de rastreio sistemático dos antigos combatentes. Mas já houve muitas mortes.
Sei de várias e de casos em que, face a diagnósticos positivos em militares de carreira, não foram recomendadas medidas terapêuticas no próprio Hospital Militar. Porquê? Pode haver várias respostas. Que o tratamento é difícil e muito penoso. Que pode ser falível. Tudo verdade, como também é verdade que a despistagem e o tratamento são caríssimos e seria impensável nos actuais orçamentos da defesa torná-los extensivos aos sobreviventes da guerra colonial.
Este é só um exemplo de consequências ignoradas da guerra que são responsabilidade do Estado. Haverá milhares de vítimas mortais se se mantiver a ligeireza fútil e desumana como o problema tem sido encarado em democracia.
Atitude que em nada se distingue da bestialidade com que, em ditadura, se enviaram gerações sucessivas de jovens para conflitos absurdos. Um pormenor mais. O mesmo governo que disponibiliza verbas significativas para assistir drogados contaminados em trocas de seringas descartáveis, já pagas pelo Estado, não considera prioritário destinar pelo menos o mesmo montante para assistir em hospitais militares antigos combatentes que padecem dos males que involuntariamente contraíram, sem se drogarem.

696 O COMENTÁRIO À AEFA VINDO DE ANGOLA.


Américo Dimas
Esp. Marme Guiné
Angola
MAIS VALE QUEM QUER, DO QUE QUEM PODE

Esta frase bem popular serve de mote para esta minha intervenção, que vale o que vale, pois não pertencendo nem a Núcleos nem a Associações, não deixará apenas de ter o peso de um desabafo, um lançar de palavras ao vento.
Contudo, tendo sido também “especialista”, pertenço por direito próprio a essa digna classe como todos aqueles que constituem essas organizações espalhadas pelo país e estrangeiro, que melhor ou pior nos vão representando.
Será por isso apenas uma reflexão, um comentário a tudo que tenho lido ultimamente acerca do protagonismo de alguns dirigentes e suas condutas à frente dos destinos de tais organizações, denotando negatividade, incapacidade e descontentamento.
Como exemplo contrário, por isso de sucesso, nunca é demais salientar este “blogue” onde quase diáriamente nos vamos encontrando, que extravasou de há muito os seus primários propósitos de congregar apenas especialistas da BA12.
Isto se deve ao querer de uma única pessoa, que não sendo aposentado ou reformado, terá que sacrificar o seu tempo de profissional no activo para dedicar o tempo necessário para que o blogue se desenvolva com a actualidade que lhe é reconhecida.
Estas organizações em geral, se não têm pessoal com capacidade própria para desenvolver os “blogues” ou “sites”, recorram a quem sabe ou a profissionais no assunto.
As quotizações servem para isso mesmo, para financiar este tipo de despesas.
Não podem é cair em rotinas, acomodações e outras posturas negativas, nada consentâneas com os propósitos destas organizações.
Assim é realmente fazer um mau trabalho e isso não é nem nunca foi o espírito “especialista”.

Américo Dimas
VB. A tua mensagem é por mim aconselhada a todos os Especialistas,para que seja lida e reflectida.

695 AS RECORDAÇÕES DO OLINDO OLIVEIRA.




Olindo Oliveira
Esp.Marme 3ª/65 Guiné


Aqui vai em suporte jpeg como pediu, as fotos, espero que agora bem melhores.Quanto a historias da guine, estava a pensar fazê-lo mais tarde mas lembrei-me agora de um episódio que muitos recordarão.

ESTÁVAMOS NO ANO DE 1967 NÃO ME RECORDO DO DIA NEM DO MÊS QUANDO SE DISPUTAVA UM ENCONTRO DE FUTEBOL DE SALÃO ENTRE O ASA E O MARÍTIMO NO CAMPO DO UDIBE QUANDO DE UM MOMENTO PARA O OUTRO TODOS SE ENVOLVERAM NUMA FEROZ LUTA MUITOS FUGIRAM COMO PUDERAM PARA TODOS OS LADOS DOS TIROS QUE SE COMEÇARAM A OUVIR OUVE MORTOS E FERIDOS,E TRISTE MAS MUITOS SE LEMBRARÃO DESTES MOMENTOS E O QUE SENTIMOS.



Alunos do Curso de Marme 3ª/65.
Os mesmos alunos pousando junto a um Fiat-G91

Festa de final de curso onde se pode ver o Pina(Metralha),referido em tempos pelo Carlos Nóbrega,no lado direito da foto fazendo um brinde comigo.

As assinaturas dos elementos do referido Curso de Marme.

Porta de Armas da Base Aérea nº 12 ,Bissalanca.



Num jardim de Bissau acompanhado,da esqª/dirª,Lino e Ventura.



VB: É com muita alegria que te saudamos nesta nossa/tua casa e agradecemos este saudoso e lindo álbum de fotos com que nos fazes recordar belos tempos.
As histórias vamos ficar a aguardar que cheguem,pois acredito que tens muitas e bonitas para nos contar.