domingo, 21 de março de 2010

VOO 1555 MAIS UM VOO AB3 NEGAGE/BA12 BISSALANCA.


João Sousa
Esp.OPC
Braga



Ao Comando da BA12.
Como ontem foi Dia do Pai, data que me ia passando despercebida, endereço daqui os meus parabéns para todos.
Victor: Gostei da pinta do Augusto Ferreira como artilheiro da anti-aérea do AB7. Adorei a praxe do CHECA Arlindo Pereira (Piriscas). Numa fase posterior contarei a minha (em simultâneo com outro OPC, o Jaime Alberto Mambo, da Matola, Lourenço Marques, hoje Maputo) no AB3. Até lá, gostaria - mais uma vez o solicito -, que companheiros que visitam este sítio, apareçam para divulgarem as suas histórias e documentação. Só assim é possível dar continuidade, logo manter a operacionalidade, desta base. Pela parte que me toca, tudo farei para que assim seja.Como vem sendo habitual, vou disparar mais algumas recordações fotográficas.

Legenda - AM31 - Maquela do Zombo (pôr-do-sol)
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Zé Pereira, Sousa (MMA) e Leitão
Foto: João Sousa (Direitos reservados)


Legenda - O 6706: foi esta bela máquina (na altura) que me levou para Angola). Ao vê-la neste estado até chorei...
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Como estamos na época dela, faço-vos aqui este brinde! Bom proveito!
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - O Dias de Coimbra (OPMET) e eu no nosso Clube no AB3 já com alguns "scoteches"
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Termino enviando para todos um forte abraço.
João Sousa

VB:Bom-Dia João.
É sempre com grande emoção que recordam estes momentos que o tempo marcou.
Gostávamos que os intervenientes nestas fotos,nos contassem também as suas aventuras.
Vamos saber esperar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

VOO 1554 QUE CAGAÇO EU APANHEI,ERA...CHECA.



Arlindo Pereira (Piriscas)

Esp.MMA

Cova da Piedade



Amigo Augusto, não há dúvida que as tuas capacidades se mantêm intactas, depois de tantos anos ainda consegues que algumas mentes mais distraídas consigam reviver e recordar certas passagens por Tete.
Ao recordares a segurança no A.B.7 , fazes-me lembrar o único " cagáço " que tive lá, embora já tivesse passado pelo Negage, nunca tinha sido confrontado com uma situação daquelas, não posso precisar há quanto tempo estava em Tete, mas ainda era " Checa ".

Estava eu em pleno Clube de Sargentos, quando a sirene começou a tocar, o estrondo dos rebentamentos dos morteiros, dos obus e das anti-aéreas, deixara-me em pânico, ainda por cima a rapaziada mais velha que se encontrava no Clube, começou a dizer que era um ataque, ainda pior, só tive que respeitar as indicações deles, era " Checa " mais não poderia fazer porque desconhecia a realidade.
São estes momentos que nos alimentam um pouco, faz-nos bem recordar, porque aos poucos vamos caminhando com um destino que mais cedo ou mais tarde será o de todos nós.
Quero aqui mais uma vez agradecer ao nosso Comandante e a toda a tripulação desta aeronave, a Felicidade que me dão ao permitir que todos os dias marque encontro nesta nossa casa.
Arlindo Pereira - Piriscas

VB.Olá Arlindo,estávamos a iniciar o processo de cancelamento do "brevet",como não tens voado os mínimos... Bom ainda não vai ser desta.Onde tens andado?
Pois a história que nos contas é própria de um verdadeiro CHECA!


VOO 1553 MISSA DO 7ºDIA.



António Abrantes
Esp.MMA "Canibais"

Lisboa


Companheiros e amigos
Realiza-se amanhã,dia 20, a missa de 7º dia do companheiro Cagica.
Será na igreja do Cristo Rei às 17 horas. Quem puder comparecer para prestar a última homenagem é bem vindo
Abraços
--
António Abrantes

quinta-feira, 18 de março de 2010

VOO 1552 A SEGURANÇA NO AB7.



Augusto Ferreira

Sarg Melec Av/Inst
Coimbra

Dispositivos de Segurança do AB7-Tete

Amigos venho hoje à linha da frente, para vos falar dos sistemas de segurança, instalados no nosso AB7 nos anos 72/74.

O exército colocou lá um grupo de companheiros. que eram responsáveis pela manutenção e operação de anti-aéreas e de morteiros 80. Um deles era o Fur. Quen Gui ( nos morteiros), um amigalhaço do pessoal da FAP, de descendência chinesa e grande basquetebolista nacional naquela altura.

Os T6G à tardinha faziam o habitual “revis”, observando detalhadamente todo o espaço que circundava o aérodromo e se tudo estivesse normal, o avião regressava encerrando-se mais um dia.

Porém se durante a operação se notasse algo de anormal, acontecia pontualmente nova descolagem, com armamento instalado para largada.

Também por vezes, o armamento pesado do Exército instalado no AB7, entrava em acção. E companheiros, quando estas situações nos apanhavam desprevenidos, o pânico instalava-se de imediato, porque os disparos destes equipamentos não são brincadeira nenhuma, pois estremecem tudo e naqueles momentos, não éramos capaz de identificar, se os disparos eram de dentro para fora se de fora para dentro.

Além destes dispositivos, estavam os postos de sentinela, distribuídos por todo o perímetro do Aérodromo, que garantiam o resto da segurança.

Já nos meses finais daquele ano de 1974 (A seguir ao 25 de Abril ), foi estranho para mim ver, quando efectuava as rondas nocturnas, num posto um soldado da FAP e no a seguir um da Frelimo.

Afinal naqueles últimos meses 74 nós estávamos de alerta nos postos para quê? Se o “inimigo” já lá estava dentro connosco a comer e a dormir. Estranho não acham?

Terminei a comissão regressando à “Metrópole”, numa altura em que os elementos da Frelimo já tomavam as refeições conjuntamente com o pessoal da FAP e começavam a tomar conta das secretarias, onde alguns tiveram o primeiro contacto com uma máquina de escrever.





Em anexo uma foto comigo junto a um morteiro e outras duas, com o nosso companheiro OCART Onildo Rosa com ar de guerrilheiro, mas só para a fotografia. Uma junto a um morteiro e outra sentado numa anti-aérea.

Termino enviando o habitual abraço para todos os Zés Especiais da nossa Linha da Frente, extensivo à Cabine de Pilotagem desta aeronave.

Até breve

Augusto Ferreira

quarta-feira, 17 de março de 2010

VOO 1551 EM JEITO DE HOMENAGEM


Victor Sotero Cavaleiro
Esp.EABT
Damaia

Meu Comandante:
Cá estou para saudar o Comando bem como toda a linha da frente desta Unidade.

Na passagem pela secretaria da Unidade, foi-me atribuido o numero de ordem 176/66. Ao Pinto, meu companheiro de curso e de viagem, foi atribuido o 177/66. Ficava para trás o 1020/66.

...a minha apresentação na Esquadrilha de Abastecimento, foi como não podia deixar de ser, em forma de "praxe". Os nossos "ZÉS", com as divisas dos sargentos, arranjaram dois carrinhos com quatro rodas e uma bateria em cima de cada um. Eu e o Pinto, com uma guia de fornecimento, lá andamos pelos diversos serviços a tentar entregar as baterias mas ninguem as queria, claro.
Como ninguem quis as baterias, regressamos ao Abastecimento e por lá ficamos com a "malta" da Esquadrilha muito contente porque tínhamos colaborado com a brincadeira. Sabíamos que tínhamos andado a dar "gozo" mas aguentámos até ao fim e "visto" esta "praxe" à distância a que estamos, serviu perfeitamente para nos dar a conhecer os "cantos" do A.B.3.

Instalado na "célebre camarata 6", havia que "mobilar" o melhor possivel o meu "quarto", tendo-me "socorrido" do próprio Abastecimento.
Serviu para candeeiro uma granada rocket desactivada. Ficava muito bem em cima da mesa de cabeceira de chapa, pintada a verde.
Para dentro do armário, instalei uma lâmpada que se destinava a evitar a humidade da roupa.

Tinha levado de Lisboa um cristal "galena" e um auscultador que tinha "roubado" de uma cabine telefónica. Com algum material que arranjei no Abastecimento, começo a montar um "rádio" junto da minha cama. O arame que servia para pendurar a roupa, no exterior, servia tambem de antena. Fiz passar o fio junto do tecto para que não desse nas vistas. Assim fiz tambem com a antena terra que fui buscar a uma torneira da casa de banho.
Montada a bobine, o condensador variável, as duas antenas, o auscultador e o cristal, eis-me a ouvir a rádio. Ouvia-se até muito bem. Foi uma novidade para a camarata! Com tão pouco material e tão rudimentar, eu tinha música sem prejudicar ninguem.
Para o meu companheiro do lado era uma admiração! Tive que arranjar outro auscultador para o Maciel, um rapaz Açoreano da Ilha Terceira. Era mecânico de material aéreo.
Este moço, tinha uma espécie de lenga-lenga que a principio eu não percebia mas que a pouco e pouco decorei. Sempre que o Maciel acabava de ler um
livro, normalmente de banda desenhada, ajeitava-se na cama, colocava as mãos em prece e dizia:
" A vida decorria plácidamente para os irmãos Teddy e Pegy Cart no seu pequeno rancho de Nevada. Sómente eram incomodados pelos seus vizinhos, os aguerridos Pés Negros. Ouviram o primeiro folhetim do romance, O Forasteiro que trazia a morte. Taaammm....Taaammm....Taaammm."
O Maciel, puxava então pelo lençol e pelo cobertor para cima da cabeça e por lá ficava até de manhã.
Tinha vaidade no que fazia. Mal nascia o Sol, era dos primeiros a chegar à linha da frente para fazer ponto fixo ao "seu" T6. Só depois é que ia à messe tomar o pequeno almoço.
Um dia de 1969, o Maciel regressa ao "puto", acabada a sua comissão.
O espólio que ficou dentro do armário, era constituido por livros de banda desenhada e ficou para mim. Juntei-os aos meus. Só dei ou troquei os que tinha repetidos.
Numa noite, começo a ler um livro da colecção Falcão. O seu começo era assim: "A vida decorria plácidamente para os irmãos...."
Fiquei "parvo". Não podia ser! Então a oração do Maciel era o inicio de uma história banal de um livro de banda desenhada?
Tinha tambem uma frase que muitas vezes lhe ouvi mas que nunca consegui saber qual o significado. "branca solha dos cae tembes da mama rosa dos outros".

Em 1987, de visita aos Açores, Ilha Terceira, de passagem pelo Clube de Sargentos, pergunto pelo amigo Maciel. -Está ali sentado naquela mesa, -dizem-me. Pelas costas, em surdina, começo: "A vida decorria plácidamente...." O Maciel, como que impulsionado, em voz alta, diz: É Negage!
Abraçámo-nos e recordámos um pouco da nossa juventude passada naquela unidade.
Vimo-nos mais tarde em 1992.
Hoje, é com muita emoção que recordo o Albano Manuel Ferreira Maciel, porque já foi chamado por Deus à Sua Divina Presença em 02 de Setembro de 2008.
Descansa em paz, Maciel.
Nota.:- JARDINAGEM: Frente da "camarata 6".
Na foto, da esquerda para a direita: Pereira (Janica) ABST, Medeiros ABST, Sotero ABST e Maciel MMA.
Foto: Víctor Sotero Cavaleiro (direitos reservados).

Meu Comandante:
Com as minhas saudações Aeronauticas ao Comando e a toda a linha da frente.
Até breve
Sotero

VOO 1550 GUIÕES DE BASES E AERODROMOS-BASE.


Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria

Caro comandante Victor Barata,como recordar é viver,envio hoje a título de pura curiosidade,os antigos guiões das Bases e Aeródromos-Base da FAP.Provavelmente muitos colegas, nunca mais os viram e, os colegas mais novos ,certamente nem sequer os conheceram.

Pela ordem de cima para baixo e da esquerda para a direita temos: BA1(Sintra) + BA2(Ota) + BA3(Tancos) + BA4(Lages-Açores + BA5(Monte Real) + BA6(Montijo)


+ BA7(S.Jacinto-Aveiro) + OGMA(Alverca) + *BA8?(Alverca). Esta BA8, foi definida para Alverca nos anos 50, mas a FAP nunca a chegou a activar + BA9(Luanda-Angola) + BA10(Beira-Moçambique) + AB1(Portela-Lisboa) + AB2(Bissalanca(Guiné) + AB3(Negage-Angola) + *AB5? (Nacala) Moçambique??? + BCP(Tancos)= Batalhão de Caçadores Paraquedistas + GDACI (Monsanto)= Grupo de Detecção Alerta Conduta e Intercepção + TAM(Montijo)=Transportes Aéreos Militares.

Apenas em 2 casos assinalados com * me suscitam algumas dúvidas.Peço desde já desculpa se não estão correctas.
Um abraço para toda a navegação desta aeronave
Fabrício Marcelino

VOO 1549 FOTO DE FAMÍLIA



Luís Martins
Esp. M/Rádio - Guiné
Ferreira do Alentejo



Boa tarde caro amigo e companheiro de armas Victor Barata.
Em anexo envio ficheiro com a foto referente à 3ª Incorporação de 1972, 3ª Esquadrilha, 3ª Secção, instrutores: Aspirante Parracho e Cabos Milicianos Rebelo e Furão, para a galeria "Foto de Família".

Legenda: 3ª/72, 3ª Esquadrilha, 3ª Secção.
Foto: Luis Martins (direitos reservados).

Por hoje é tudo, um abraço.

Luís Martins
Esp. M/Rádio - Guiné
Ferreira do Alentejo
JC: Viva Luís Martins, vamos colocar a "Foto de Família" na galeria a que pertence. Um abraço.

terça-feira, 16 de março de 2010

VOO 1548 "A ATRACAGEM".


Victor Sotero Cavaleiro
Esp.EABT
Damaia

Meu Comandante:
Cá estou a saudar não só este Comando mas tambem toda a nossa Linha da frente.

...já não se viam os contornos da nossa costa quando já tarde, a sirene do navio toca para o almoço.
Os militares da Força Aérea, mal se conheciam mas unidos, como é nosso apanágio, entravam por uma porta do refeitório e saiam por outra com uma maçâ nas mãos. Era a fruta da refeição porque esta, só de olhar, não nos trazia apetite nenhum.
Foi, a quase todas as refeições, durante toda a viagem de onze dias o que acontecia.
Valianos o pequeno almoço que não sendo nada de extraordinário, pelo menos, comia-se.
Valianos tambem o sargento Velêz, controlador aéreo.
Seguia no andar superior do navio juntamente com os oficiais e para alem dos nossos, tambem os sargentos do exército.
Quase sempre o Velêz vinha ter connosco a saber se era preciso alguma coisa!
Muitas sandes, cervejas e cafés ele nos facultou!
Tocava piano e acordeão no salão do navio para os oficiais e sargentos e depois vinha ter connosco para a coberta. Por lá ficávamos até ás tantas ouvindo os acordes que tirava da sua viola. Grandes serenatas!
No camarote onde me "instalei", lerpa, montinho, sueca...Entretanto, as nossas fardas começavam a ficar imundas!
Começamos a andar à civil dentro do navio.
O Comandante de Bandeira, um Major do Exército, sendo o mais graduado, era no fundo o Comandante das forças embarcadas.
O quê?... Não podia ser!... Andar à civil num navio cheio de militares fardados?
Foi-lhe dito pelos nossos sargentos que não tinhamos outra farda e lá fomos andando à civil.
Fomos avisados de que haveria um ou mais exercícios de abandono do navio. Para uma eventualidade, estariamos aptos a proceder de acordo com os exercícios.
Assim aconteceu. Ouvimos a sirene durante muito tempo e lá fomos a correr para junto das baleeiras.
Cada um de nós, sabia agora qual a baleeira para onde correr, caso houvesse outro exercicio de abandono do navio!
- Se fosse a sério, não sei o que aconteceria, tal era a desordem!
Terminado o exercício, lá voltamos aos camarotes, às nossas tarefas, à batota.
Era a melhor maneira de "ver" passar os dias, já que de noite, para quem queria, podiam-se ver filmes.
O ecram, ficava próximo da "ré" entre dois mastros.
- Costas para a "prôa", olhos para a "ré". Por mais que se tentasse olhar, Lisboa estava muito distante. Apenas se via água.
Aquando da segunda vêz que as sirenes se fazem anunciar para mais um exercicio, faltavam quatro dias para chegarmos ao nosso destino.
Os "ZÉS" que não tinham achado piada nenhuma ao primeiro exercício, desta vêz não se fizeram anunciar. Faltamos ao exercicio.Por ordem do Comandante de Bandeira, foram três dias de detenção. Ninguem nos pôde safar.
Na minha caderneta militar consta:
"Segunda classe de comportamento artº 188 do R.D.M."
(por no dia 03fev68, pelas 10h15, ter faltado sem motivo justificado à formatura para exercicio de abandono de navio)
"inflingiu o dever 6º do artº 4º do R.D.M."
Dizia-se que quando chegássemos a Luanda a "pena" seria agravada pelo Comando da 2ª Região Aérea, mas não foi.
Aquando da visita a Angola do Primeiro Ministro Marcelo Caetano, creio que em Março de 1968, todos fomos amnistiados. O pior é que a "mancha" ficou para sempre.
Tornava-se insuportável o calor que se fazia sentir nos camarotes!
Viam-se já os peixes voadores saltarem fora da água. Angola aproxima-se.
Para atenuar o calor, retiramos dos armários as portas e vai de as "entalar" pelo buraco das vigias. O Pior é que com a deslocação do ar, as portas dobraram.
Sentia-se assim que pelo menos havia corrente de ar e lá fomos até Luanda.

No dia 08 de Fevereiro de 1968, "atracavamos" finalmente em Luanda. Ficavamos adidos à B.A.9.
Já sabiam que tinha havido "porradas" a bordo.Esperamos pelas colocações e dizem-me que vou para o mato. -A.B.3, era mato? Claro que fiquei apreensivo!
Passada uma semana lá nos meteram num NORD e pouco depois de uma hora de voo estavamos no A.B.3, Unidade de muita camaradagem.
Nesse mesmo dia eu apanhei a maior "bebedeira" que se pode imaginar.
Legenda: No AB3 jogando futebol com o Pinto.
Foto:Sotero Cavaleiro (direitos reservados)
Foi na camarata 6, de onde nunca mais saí.
No dia a seguir fizemos então a apresentação pelas Esquadras e Esquadrilhas da Unidade.
Na "célebre camarata 6", eu tinha ficado instalado junto do "ZÉ ESPECIALISTA", M.M.A. Maciel.....(Açoreano da Ilha Terceira)....

Nota.: - No navio, era nossa intenção provocarmos um levantamento de rancho.
- Quase que o conseguiamos se não fosse o Major do exército.
- Eram muitos militares do Exército e alguns...

Meu Comandante:
Para o Comando e para a magnifica linha da frente, as minhas mais cordiais saudações.
Despeço-me com um até breve.

Sotero

VOO 1547 INTERCÂMBIO AB3 - NEGAGE VS BA12 - BISSALANCA.



João Sousa
Esp.OPC
Braga




Para o digníssimo Comando desta base vão os meus votos para que todos se encontrem bem!Hoje envio mais algumas fotos daquela casa que foi minha, durante a permanência em Angola: o AB3.Comparativamente a outras regiões aéreas, o AB3 sempre foi, felizmente (durante a "minha estadia"), uma unidade calma tendo no seu registo muito poucos acontecimentos (que eu tenha conhecimento). De vez em quando lá surgia uma escaramuça, prontamente debelada. Coisa de pouca monta.
Meus caros: fiquem com as imagens porque, essas sim, transportam-nos até lá com aquela lágrima no canto do olho... Caramba pá... só tínhamos menos 40 anos, mais coisa menos coisa!!!
Legenda - Porta de Armas do AB3 NegageFoto: João Sousa (Direitos reservados)F2 Legenda - Esta foto deve ser nas comemorações do Dia da Unidade (como andava sempre em destacamento, não posso precisar)
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda: Esta foto deve ser nas comemorações do Dia da Unidade (como andava sempre em destacamento, não posso precisar)
Foto: João Sousa (Direitos reservados)


Legenda - Vista aérea (mais uma) do AB3 Negage
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - AM31 em Maquela do Zombo: o Dakota que está na placa pertencia à DTA - Divisão de Transportes Aéreos
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Porta de Armas do AM31 - Maquela do Zombo.
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Como habitualmente, aquele abraço!
João Sousa

VB.Amigo João,as nossas desculpas de só agora a colocação deste voo,mas na realidade surgiram algumas complicações com as inserção das fotos.
Mais umas belas e saudosas imagens que nos apresentas do AB 3 no Negage e do AM 31.

VOO 1546 FOMOS DAR-LHE A PARTIDA.


Castro
Esp.Marme (Héli-Canhão) "Lobo Mau"
Lisboa

Companheiros

Amigo Victor

É com grande Mágoa que vos comunico queO nosso amigo Cagica fez hoje o seu mais longo vou as 13:30 horas: Espero que quando lá chegarmos ele já tenha tudo preparado para nos receber e acomodar. Foi o escolhido para abrir o nosso futuro destacamento.

Legenda:Foto tirada no 31ºEncontro do Pessoal da BA 12,na Marinha Grande.O Cagica está assinalado pela linha vermelha.

Eu e Alguns companheiros (Castro (Menino do Canhão) Lanceiro Poeta Amaro e Reis fomos dar a partida assim como despedirmo-nos do nosso querido amigo e companheiro CAGICA as 10:00 na igreja Velha de Almada donde seguimos em cortejo até ao Crematório de Camarate, onde foi cremado.Saudoso Amigo e Companheiro, Paz na tua Alma, e crê que estarás sempre nos nossos corações

Castro (Menino, Heli Canhão)

segunda-feira, 15 de março de 2010

VOO 1545 MAIS UM QUE PARTE.


Manuel Lanceiro
Esp.MMA (Canibais)
Lisboa

VB: No fim de um dia exaustivo, profissionalmente,chego a casa e abro o meu portátil para aliviar um pouco o meu stress,lendo as mensagens que acumulam na minha caixa de correio.Não,não é possível! O Lanceiro atinge-me com a noticia da morte do Cagica assim:

Vitor,
É com muita mágoa e tristeza que te informo da derradeira descolagem do nosso companheiro e amigo Cagica.

Se achares oportuno, informa o nosso pessoal.
Um abraço
Manuel José Lanceiro

VB: Pois Companheiro Cagica,agora que partiste para esse eterno vou,vamos pedir à Nossa Senhora do Ar que te estacione no lugar que mereces,um dia voltaremos a encontrar-mo-nos.
Descansa em Paz.
Nota:Lamentamos não poder dar mais informações sobre as exéquias fúnebres de momento,mas iremos desenvolver todos os meios para obter essa informação.

sábado, 13 de março de 2010

VOO 1544 ERA ASSIM A FAMÍLIA ESPECIAL.


Fabrício Marcelino
Esp.MMA
Leiria

Após algum tempo de ausência,venho solicitar autorização de aproximação à base e respectiva aterragem na pista 03.
Num belo dia de verão (segundo creio) de 1962,uns colegas acabados de regressar da Guiné (AB 2),foram confraternizar com um jantar na Vieira de Leiria.No regresso,ao chegarem a Moinhos de Carvide,o condutor não conseguiu desfazer uma curva e tiveram um acidente grave.Ficaram todos feridos e,um deles,(cujo nome não me recordo),foi transferido para o Hospital militar da Estrela em Lisboa,onde infelizmente,acabou por falecer horas depois.Foram escalados 6 especialistas para lhe irem prestar a Guarda de Honra,entre os quais,eu fui incluído.
Prestámos a Guarda de Honra ao nossos querido colega,durante o resto da tarde,após a nossa chegada a Lisboa e durante toda a noite.Embora soubéssemos que ele tinha um familiar (cunhado segundo creio) que era sargento ajudante na B.A.5, o mesmo nunca apareceu,durante as muitas horas da nossa presença.No dia seguinte,prestes a iniciar o cortejo fúnebre para Ortigosa ( cerca de 6 km de Monte Real),subimos para o carro funerário militar (aberto).Estávamos já os 6 especialistas da Guarda de Honra sentados e,eis que apareceu o referido sargento ajudante,todo poderoso a comunicar que um de nós tinha de sair,porque ele ocupava um lugar.Respondemos simplesmente que não saía ninguém,porque fomos nós os escolhidos para prestarmos a referida Guarda de Honra. Como pretendia impor a ocupação do lugar,baseando-se
no posto militar, levantámo-nos e dissemos que,ou ia ele sózinho,ou íamos nós os 6.Vendo a nossa união,que ele bem conhecia,resolveu sair.
Fez uma trista figura e,não conseguiu o que pretendia . Era esta a união dos especialistas de outrora e que se foi perdendo ao longo dos tempos.
Um abraço aos comandantes e a todos os colegas da linha da frente
Fabrício Marcelino