domingo, 8 de novembro de 2020

Voo 3587 COR.MÉDICA MARIA SALAZAR NOS LARES DE IDOSOS

 





Victor Barata
Esp.Melec/Inst./Av.
Vouzela




 

Um testemunho muito importante, para conhecimento, neste período difícil das nossas vidas.

Maria Salazar, a coronel médica que leva sabedoria aos lares de idosos

Desde há um mês, as Forças Armadas já fizeram ações de formação aos funcionários de 631 lares de todo o país. Todo o plano de ação foi arquitetado por uma mulher que nunca sonhou ser militar e que agora faz a diferença.

Avatares, drones, carros e motos telecomandados. Forças Armadas preparam batalhas do futuro

FORÇAS ARMADAS

Avatares, drones, carros e motos telecomandados. Forças Armadas preparam batalhas do futuro

Almirante Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

FORÇAS ARMADAS

Silva Ribeiro: "Conseguimos estancar a saída de militares das Forças Armadas"

A médica e coronel da Força Aérea integra a Direção de Saúde Militar.

A médica e coronel da Força Aérea integra a Direção de Saúde Militar.© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

É quase impossível Maria Salazar passar despercebida quando anda, quase sempre em velocidade e com passadas longas, nos corredores do quartel-general da Direção de Saúde Militar (DIRSAM) do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Se o sonante apelido, instintivamente, já provoca reações, o seu elegante 1,87 metros, dentro de um uniforme camuflado, e os olhos vivos que espreitam debaixo da máscara não deixam mesmo ninguém indiferente.

A médica e coronel da Força Aérea coordena 139 equipas de militares no terreno.

A médica e coronel da Força Aérea coordena 139 equipas de militares no terreno.© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

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Mas, mais do que isso, o seu trabalho tornou-se uma peça fundamental em centenas de lares de idosos por todo o país, com um plano pioneiro que está a levar conhecimento e ensinamentos aos funcionários destas instituições sobre como prevenir o contágio pelo novo coronavírus.

Comando Conjunto para as Operações Militares: as Forças Armadas acompanham em permanência a evolução

COVID-19

Saúde reforçada com planeamento militar no combate à pandemia

Maria Salazar, 49 anos, coronel da Força Aérea, médica formada na Faculdade de Medicina de Lisboa, com a especialidade de Gastroenterologia, é quem está à frente do programa das Forças Armadas para as ações de sensibilização em lares, em apoio ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS).

Até 5 de novembro, cerca de um mês depois do arranque desta gigantesca operação, foram já visitados pelos militares 631 lares.

Até 5 de novembro, cerca de um mês depois do arranque desta gigantesca operação, foram já visitados pelos militares 631 lares, do total de 2770 que o MTSSS atribuiu às Forças Armadas, a cujas ações de formação assistiram 7748 funcionários.

Escapa com ligeireza às perguntas mais pessoais e devolve quase sempre respostas que envolvem o trabalho. Ainda conseguimos a confidência de que nunca sonhou ser militar. "Foi por mero acaso", admite a oficial. "Por curiosidade e insistência de uma grande amiga fui assistir a uma sessão de esclarecimento na Força Aérea, no âmbito de um concurso que se destinava a recrutar médicos para o quadro permanente do Hospital Militar. Foi muito importante e apelativo saber que havia ali uma alternativa para a minha carreira. Como estava a pouco menos de dois meses de ter de escolher a especialidade, entrando na carreira militar teria acesso imediato ao que queria, gastroenterologia, ainda com a mais-valia de ficar colocada em Lisboa, quando naquela altura, na minha geração, não só era difícil ter acesso logo a vagas para esta especialidade no Serviço Nacional de Saúde como também nos primeiros anos seria sempre colocada noutras zonas do país", conta, de um fôlego.

"O facto de ter estudado na Escola Alemã e estar habituada a ambientes disciplinados e a hierarquias era uma vantagem, que depois se comprovou como uma ótima base para me adaptar à vida militar."

Depois veio a dúvida de quem nunca tinha pensado numa carreira militar. "Será que vou conseguir habituar-me? Acreditei que sim. Por um lado, o facto de ter estudado na Escola Alemã e estar habituada a ambientes disciplinados e a hierarquias era uma vantagem, que depois se comprovou como uma ótima base para me adaptar à vida militar. Mas também cresci com o meu pai, que cumpriu o serviço militar na Marinha e era oficial da Reserva Naval, sempre com muita estima pelas Forças Armadas. A única coisa que ele me disse quando o informei de que tinha concorrido à Força Aérea foi 'ao menos podia ter sido a Marinha!'", assinala com um sorriso nos olhos.

Pensar fora da caixa

Maria Salazar é filha do economista Ernâni Lopes, falecido em 2010, que foi ministro das Finanças de Mário Soares, governador do Banco de Portugal e também fundador da Associação dos Oficiais de Reserva Naval.

"Focada, inteligente e dinâmica. Pensa fora da caixa", diz-nos um oficial que trabalha com a coronel. "A grande mais-valia de ser médica militar é fazer muitas coisas em áreas completamente diferentes. Sou gastrenterologista, tenho competências em medicina aeronáutica e assumi diferentes chefias", reconhece a médica.

Antes desta nova missão, ainda quando a pandemia era observada ao longe, Maria Salazar estava envolvida numa nova estrutura do EMGFA, a Unidade de Ensino, Formação e Investigação da Saúde Militar.

Maria Salazar, médica e coronel da Força Aérea responsável por todas as ações da Direcção de Saúde Militar

Maria Salazar, médica e coronel da Força Aérea responsável por todas as ações da Direcção de Saúde Militar do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) nos lares, militares e civis, no âmbito da covid-19.© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

"Há anos que se fala nesta nova unidade, que faz parte da grande reforma da saúde militar. Serve de elemento diferenciador na criação de novas aptidões na saúde militar para os três Ramos", explica a médica. Mas "quando caiu a bomba em março, pouco antes da declaração do estado de emergência, no dia 18", passou "a fazer parte da task force Covid-19".

Nos cenários e no planeamento que tinham começado a ser traçados pelos analistas militares, desde fevereiro, antes de a pandemia se instalar no nosso país, os lares de idosos surgiam já à cabeça das preocupações, a começar pelos três do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA).

O Centro de Comando para as Operações Militares - CCOM.

CORONAVÍRUS

Os planos, a tensão e o bunker "secreto" da guerra biológica nas Forças Armadas

"Víamos o que estava a acontecer em Espanha, e a apreensão era enorme. Decidimos logo trabalhar com um dos nossos lares, em projeto-piloto. Partir do zero, ver tudo o que estava feito, planos, organização. Ficámos satisfeitos com o que vimos. Testámos toda a gente: residentes, funcionários, todos os que ali entregavam mercadorias. Para nossa surpresa, naquela estrutura tão bem organizada, havia três idosos positivos. Foi um momento muito difícil, com funcionários e familiares com muito medo. Decidimos que a única forma de os ajudar era estar lá com eles o tempo todo. Foram revistos todos os procedimentos, recordados todos os passos, coisas que não podem ser esquecidas, como lavar as mãos. O truque está mesmo nas coisas simples. Nada pode falhar. O segredo é mesmo a formação. Foi uma equipa do Hospital das Forças Armadas fazer essa formação e esteve lado a lado com eles o tempo todo, até a desenhar os circuitos no chão. Depois disto, instalou-se a serenidade", recorda.

Mais de 300 militares no terreno

Com a segunda vaga a aproximar-se, o Governo pediu ajuda ao EMGFA. Era preciso voltar ao terreno e levar conhecimento, insistir nas tais "coisas simples". Com os procedimentos já testados nos lares do IASFA, o diretor da Saúde Militar, major-general Jacome de Castro, entregou a Maria Salazar esta missão. "Entre a decisão do MTSSS e mandarmos as equipas para o terreno foi uma semana, um recorde", frisa a coronel.

Almirante António Silva Ribeiro, Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas

PODER

Forças Armadas preparam sensibilização e desinfeção em 800 escolas secundárias

As equipas que na primeira vaga tinham feito as ações de sensibilização nas escolas, nas prisões e noutros organismos foram de novo ativadas e alvo de formação específica atendendo às necessidades destas estruturas residenciais.

Com uma lista de 2770 lares no mapa, atribuídos pelo MTSSS, prepararam 139 equipas (130 do Exército, cinco da Marinha e quatro da Força Aérea), com mais de 300 militares dos três ramos, e em apenas um mês já foram a 631 lares.

"A presença dos militares é um fator muito importante para transmitir confiança e credibilidade às pessoas."

"A presença dos militares é um fator muito importante para transmitir confiança e credibilidade às pessoas", salienta a coronel médica. Estas equipas tiveram formação nos conteúdos específicos para os lares e também foram treinadas em comunicação.

O primeiro passo, quando chegam, é verificar, através de uma check list, o que está a ser feito e reforçar, na formação, os conteúdos que sejam necessários.

O plano gizado por Maria Salazar consiste em duas fases: uma é constituída pelas ações de sensibilização, "numa abordagem prática, adequada ao dia-a-dia da instituição"; a segunda, uma estreia absoluta, são sessões de esclarecimento online, em tempo real.

Coordenados pelo capitão-tenente Luís Farinha, médico anestesista da Marinha, médicos, enfermeiros e farmacêuticos militares estão diariamente junto aos computadores na Dirsam e, através, da plataforma Teams, vão esclarecendo as dúvidas dos funcionários dos lares.

Maria Salazar, médica e coronel da Força Aérea responsável por todas as ações da Direcção de Saúde Militar

Maria Salazar, médica e coronel da Força Aérea responsável por todas as ações da Direcção de Saúde Militar do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) nos lares, militares e civis, no âmbito da covid-19. Na imagem com José Pereira, primeiro-tenente da Marinha, durante uma ação de formação online para os lares.© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

"Percebem que não estão sozinhos, há sempre alguém deste lado para ajudar", afirma a coronel médica, mostrando a sala onde estão os operacionais no Teams desse dia, com auscultadores e microfone, a falar para o computador, em cujo ecrã se veem as imagens de técnicos e funcionários de lares.

A previsão de Maria Salazar é que todas as ações de sensibilização terminem até ao fim do ano e que as sessões no Teams se prolonguem durante mais cerca de um mês depois disso. "As maiores preocupações que temos sentido da parte dos lares prendem-se com a reorganização dos recursos humanos, caso alguém fique infetado. Muitas instituições não têm possibilidade de ter equipas em espelho. A manta é muito curta", assinala esta responsável.

"É preciso contrariar o medo para se conseguir trabalhar. O medo bloqueia o encontrar soluções."

Em jeito de balanço, de "lições aprendidas", que começaram nos lares do IASFA, esta oficial da Saúde Militar destaca uma: "É preciso contrariar o medo para se conseguir trabalhar. O medo bloqueia o encontrar soluções."

Forças Armadas no combate à covid-19

Além das ações nos lares, as Forças Armadas estão noutras frentes da guerra contra a pandemia:

- disponibilização de sete centros de acolhimento com um total de 504 camas;

- ações de descontaminação, pelo Exército;

- núcleo de Apoio à Decisão, com quatro oficiais do EMGFA, para assessorar a ARSLVT na gestão de camas hospitalares;

- acolhimento de 49 doentes de covid-19 nos hospitais das Forças Armadas, transferidos de vários hospitais da zona norte, de Loures e Setúbal;

- identificação e gestão de 7890 voluntários da "Família Militar", que se disponibilizaram para apoiar nos centros de acolhimento de doentes, em caso de necessidade.

 

 

 


sábado, 7 de novembro de 2020

Voo 3586 ALOUETTE III -MUSEU DO COMBATENTE

 


Alfredo Cruz
Ten.Gen.PILAV
Lisboa

 




Finalmente uma das aeronaves mais icónicas da história da Força Aérea tem o seu merecido lugar no Museu dos Combatentes, foram mais de 250 mil horas na guerra, em Angola, na Guiné e em Moçambique (1963/1975).
Os primeiros 15 Alouette III chegaram a Luanda, Angola, em abril de 1963. O primeiro voo é executado pelo então capitão piloto aviador Abel Queirós no dia 18 de junho de 1963. Foram estes helicópteros que formaram a ESQ 94 em 1963.

A BA3 recebeu em 1965 os primeiros Alouette III para a instrução.

A ESQ 33, BA3, Tancos, é formada em 1965

A ESQ 122 “Canibais” na BA12, Biassalanca, Guiné é formada em 1965

A ESQ 503 “Índios” no AB5, Nacala, Moçambique, é formada em 1965

A ESQ 402 “Saltimbancos” no AB4, Henrique Carvalho, Angola, é formada em 1969.

A ESQ 703 “Vampiros” no AB7, Tete, Moçambique, é formada em 1970.

Em 1975 a grande maioria dos Alouette III regressa a Portugal. Os helicópteros são distribuídos pela BA6, Montijo e pela BA3 e os restantes para o DGMFA, em Alverca, para serem alienados.
Em Tancos os helicópteros são colocados na ESQ 33. Na BA6 são colocados no Grupo Aéreo de Helicópteros – GAH, constituído para albergar os helicópteros vindos de África, duas esquadrilhas uma com os Alouette III e outra com os PUMAS.
Pela Diretiva 3/78 do CEMFA são constituídas três novas esquadras de Alouette III. Uma nova esquadra mista de instrução, composta por Alouette III e por C-212 Aviocar e duas esquadras de Alouette III para substituir a ESQ 33 e a esquadrilha do GAH.

A ESQ 551 na BA6 é formada em 1978. Missão Operacional.

A ESQ 552 na BA3 é formada em 1978. Missão Operacional.

A ESQ 111 na BA3 é formada em 1978. Missão Instrução.

Em outubro de 1986 foi desativada a ESQ 551 e integrada na ESQ 552

A ESQ 111 foi desativada em 25MAR93 por Despacho do CEMFA

Oficialmente a BA3 foi desativada em 1994 pelo DL Nº 128/94 de 19 de Maio. A ESQ 552 foi para a BA11, Beja em novembro/dezembro de 1994.
Entre 2000 e 2002 o Alouette III/ESQ 552 formou um destacamento em Timor-Leste a fim de cumprir uma missão “Peace Keeping” das Nações Unidas
Nos últimos anos e na ESQ552 o Alouette III foi responsável por: formação de pilotos, FAP e Marinha, busca e salvamento, evacuações médicas, combate aos fogos, etc...
Junho de 2020 foi o fim glorioso dessa “máquina” fabulosa, chmada Açouette III, um helicóptero que ficou na memória de um milhão de portugueses que combateram em África.

“... Em Perigos e Guerras Esforçados...”

Em 05FEV92 a ESQ 552 foi condecorada com a Medalha de Valor Militar, como depositária de todas as esquadras de helicópteros Alouette III.

 

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Voo 3585 ASSEMBLEIA GERAL DA A.E.F.A.

 



Com a presença de 19 associados e seguindo as regras sanitárias obrigatórias e recomendadas, decorreu no passado dia 26 de Setembro de 2020 a Assembleia Geral Ordinária da Associação de Especialistas da Força Aérea que por força do Coronavírus (Covid 19), e suas medidas preventivas e legais, se realizou fora da nossa Sede, no Salão Polivalente da Paróquia de Mafamude, sito no Largo São Cristóvão, 4430-224 freguesia de Mafamude, V. N. de Gaia, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

 

1. Leitura, discussão e aprovação da ata da Assembleia Geral anterior,

2. Apresentação, discussão e aprovação do Relatório e Contas, bem como parecer do Conselho Fiscal, referentes ao exercício do ano 2019,

3. Proclamação a Sócio Honorário de acordo com a proposta da Direção Nacional, do associado efetivo nr. 17, Artur Alves da Silva,

4. Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2020/2022,

5. Trinta minutos para abordagem e discussão de assuntos de interesse para a nossa Associação.

 

 

No ponto 2 da Ordem de Trabalhos foi dada a palavra ao Presidente da Direção Paulo Castro que explicou o conteúdo do documento, seguindo-se a intervenção do Presidente do Conselho Fiscal José Luís Martins que leu o relatório do Conselho. O Relatório e Contas foi aprovado por unanimidade.

A mesa propôs um voto de louvor à direção na pessoa do presidente Paulo Castro, pela sua exemplaridade e rigor na gestão da AEFA, durante a vigência do mandato que agora termina, tendo o mesmo sido aprovado por unanimidade e aclamação.

Passando ao ponto 3, foi apresentada pelo Presidente da Direção a proposta de sócio honorário ao associado efetivo nr. 17 Artur Alves da Silva e que obteve a unanimidade e aclamação de pé de todos os presentes em sinal de muita consideração e apreço pelo nosso Sócio Honorário Artur Alves da Silva.

Observando o ponto 4, Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2020/2022, a única lista presente a sufrágio teve a unanimidade dos votos expressos. Procedeu-se de imediato ao Auto de Posse de todos os eleitos em livro próprio para o efeito, pelo que o Presidente cessante e eleito da Mesa da Assembleia Geral, César Oliveira, a todos conferiu a posse e legitimidade para o início das suas funções.

Após conclusão do ponto 5 onde foram abordados alguns assuntos de interesse para a nossa Associação, usou da palavra o novo Presidente da Direção João Carlos Silva que agradeceu na pessoa do presidente Paulo Castro todo o trabalho desenvolvido por todos os elementos da direção cessante na reorganização da estrutura e processos e respectiva afirmação e consolidação, permitindo a reposição da credibilidade e prestígio, interno e externo. Agradecimento extensivo ao relevante trabalho dos Núcleos, estruturas de enorme importância dada a proximidade com os nossos associados e agradecimento aos Sócios que marcando presença ou não nunca o deixaram de ser e de viverem a AEFA, dignificando-a.

Referiu também o sentimento de honra e até orgulho pelo cargo que passará a assumir, nesta Associação com 43 anos de existência, mas, que transporta um historial insubstituível e inolvidável desse que foi, é e será o Especialista da Força Aérea, no entanto, também um sentimento de tristeza e de frustação devido à pandemia que nos assola e que conduz a uma conjuntura que limita enormemente a execução das actividades normais da AEFA.

Agradeceu ainda a disponibilidade de todos para a composição da lista agora eleita e a confiança em si e seus pares depositada.

Referiu ter sido um objectivo claro o de manter a mesma equipa, dando garantias de continuidade a um trabalho bem feito e que importa não estragar, a bem de todos os envolvidos e principalmente dos nossos sócios Especialistas, mantendo o prestígio que os mesmos merecem ter junto da Força Aérea Portuguesa e demais entidades com quem nos relacionamos.

Existindo uma mudança nos representantes dos cargos de Presidente e Presidente-Adjunto foi e será fundamental para estes a manutenção desta coesa equipa onde o relacionamento, as tomadas de decisão e a execução sempre se pautaram por grande alinhamento e proximidade.

Reforçou a total confiança nos dirigentes dos Núcleos, cujo trabalho é crucial junto dos sócios, sendo mesmo um alicerce da AEFA.

Aos Sócios, referiu ser uma preocupação este interregno e o risco que tal pode comportar para a desmobilização dos mesmos em torno da AEFA, mas, referiu que tudo fará para não desmerecer a confiança, afirmando a determinação de darem o melhor pela nossa AEFA.

Reforçando o agradecimento a todos os que compõem os corpos dirigentes, a enorme confiança nos dirigentes dos Núcleos e o enorme apreço e respeito por todos os sócios, afirmou a determinação com que irão servir a AEFA em prol dos nossos sócios Especialistas e na contínua consolidação, divulgação e representação do Especialista da Força Aérea

Viva o Espírito do Especialista

Vivam os Especialistas

Viva a AEFA

Corpos Sociais da Associação de Especialistas da Força Aérea
 
Biénio 2020/2022


Mesa da Assembleia Geral:

 Presidente: César Couto Oliveira - Sócio nº 503 •

Vice-Presidente: Américo Silva Dias - Sócio nº 794 •

Secretário: José Luís Silva - Sócio nº 2192 •

Secretário: Jovino Augusto Lourenço da Chão - Sócio nº 2921

Conselho Fiscal:

• Presidente: José Luís Martins - Sócio nº 43 •

Relator: Joaquim Fernando Ribeiro - Sócio nº 16 •

Vogal: Orlando Fernandes - Sócio nº 3656

Direção Nacional: •

Presidente: João Carlos Silva - Sócio nº 3249 •

Presidente-Adjunto: Jorge Couto - Sócio nº 3302 •

Vice-Presidentes: o Ana Paula Gomes – Sócia nº 4000

Carlos Alves - Sócio nº 3949

Mário Aguiar - Sócio nº 3719

Manuel Oliveira Barbosa - Sócio nº 2634

Manuel Teixeira Gomes - Sócio nº 1315

Manuel Gonçalves - Sócio nº 595

António Alves - Sócio nº 545

Felizardo Bandeira - Sócio nº 49

Paulo Castro - Sócio nº 1

26/09/2020




segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Voo 3584 UMA MEMÓRIA COM MAIS DE MEIO SÉCULO!

 



Mario Santos
Esp.MMA
Lisboa

Cumpre-se hoje 28 de Setembro, 53 anos da minha chegada à Guiné no HC-54 Skymaster 7504.
Guardei para sempre a recordação da abertura da porta de cabine dos passageiros e da baforada de ar quente rançoso e húmido, proveniente de águas paradas e dos muitos rios lodosos existentes no território.
Esta foi a antevisão desagradável do que nos esperava: um clima doentio e que marcaria indelevelmente para sempre as nossas vidas.



Para além de muitos outros de quem não guardo memória, chegaram no mesmo voo os Tenentes Pil./ Aviadores José Nico e Rui Balacó.
Com eles convivi na Esquadra de Fiat's até ao fim da comissão.
Foram cerca de 22 meses em que interagimos diariamente na Esquadra de Tigres, eu como Mecânico na Linha da frente e eles Pil./Aviadores.
Pragmaticamente todos aceitámos o drama de guerra, irregular, assimétrica e mortífera que enfrentaríamos no futuro imediato, lutando para tentar preservar um legado deixado pelos nossos antepassados.
A guerra na Guiné teve características muito diferentes da que se travava em Angola e Moçambique.
A elevada organização da guerrilha e a forma como a sua luta se iniciou, através de acções de combate e não com massacres como em Angola, eram reveladores das dificuldades que as FA iriam ter neste território. O movimento de gerrilheiros contra o qual iríamos lutar, era o Partido Africano para a Independência da Guiné e de Cabo Verde (PAIGC).
Na Guiné, não só os factores históricos e a hostilidade da geografia e do clima tornaram difícil a actuação das FA.
Para piorar a situação militar portuguesa, em termos de apoio aéreo, fundamental para a nossa defesa, devido a pressões exercidas pelos EUA, a FAP foi obrigada a retirar da Guiné os oito F-86F, a principal arma de ataque aéreo de que dispunha. Desde a retirada destes, em finais de Outubro de 1964, e a chegada dos seus substitutos, os novos caças FIAT G-91 R4 adquiridos à Alemanha Ocidental.
As missões de apoio aéreo próximo às forças no terreno foram entretanto garantidas pelas aeronaves T-6G. Este era um avião que estava longe de possuir o mesmo poder de fogo do anterior F-86F ou do posterior FIAT G-91 R4
Aqui deixo o meu abraço de grande estima ao General J. Nico e ao Coronel R. Balacó (que felizmente ainda se encontram entre nós) assim como a todos os companheiros de todas as Esquadras e que contribuíram com o seu esforço e as suas vidas para Portugal poder ter orgulho nos seus filhos que lutaram com honra e dignidade para preservar o que nos tinha sido legado!

Um abraço,

Mário Santos

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Voo 3583 100 ANOS DO PODER AÉREO - A HISTÓRIA DA AVIAÇÃO MILITAR

 



Alfredo Cruz
Ten.Gen.PILAV
Lisboa



100 ANOS DO PODER AÉREO - A História da Aviação Militar

Autor: Alfredo Pereira da Cruz, Tenente-general Piloto Aviador

O livro já no circuito comercial. Disponível online na Fronteira do Caos Editores

SINOPSE

O Livro “100 Anos do Poder Aéreo - A História da Aviação Militar” é uma caminhada espantosa pela história da Aviação Militar nas últimas dez décadas. Esta obra, elaborada numa escrita simples, fluída e sempre linear, analisa, por vezes de forma exaustiva, a evolução tecnológica, conceptual e doutrinária da aplicação do Poder Aéreo e o seu contributo, muitas das vezes decisivo, nos mais importantes conflitos durante o século XX.

A leitura do livro mostra claramente ser o autor um conhecedor e um pedagogo atualizado, que se move de forma apreciável entre a teoria e o exemplo concreto. Neste percurso temporal dos conflitos onde a aviação militar foi empregue, somos conduzidos a perceber as componentes sociais, económicas e políticas do Poder Aéreo. É relevado o papel das Forças Aéreas e evidenciado a sua influência na história, através duma realista análise das implicações que o Poder Aéreo teve na guerra, na diplomacia, na política, na tecnologia e, indubitavelmente, no avanço da civilização.

O Livro dos “100 Anos do Poder Aéreo” foi pensado e escrito em duas partes distintas que acabam por se completar. A primeira parte, é o relato fidedigno da história do Poder Aéreo nos últimos cem anos, através da análise de diversos conflitos em que o Poder Aéreo esteve diretamente envolvido. Começa ainda antes do primeiro voo dos irmãos Wright, em kitty Hawk, nos EUA, com uma pequena descrição da aerostação e depois caminha até ao conflito no Kosovo, a primeira Guerra Aérea da curta história da aviação militar.

A segunda parte desta obra, embora elaborando numa perspetiva histórica, desenvolve-se em áreas que, vindo do passado, continuam atuais e de importância primordial para o emprego do Poder Aéreo no presente. Áreas como a “Blitzkrieg” e o Apoio Aéreo, os Veículos Aéreos não Tripulados (UAV), a Guerra no Ciberespaço, o Direito dos Conflitos Armados, numa perspetiva da Guerra Aérea, e as implicações do desenvolvimento tecnológico na doutrina e na estratégia do emprego do Poder Aéreo.

No último capítulo do livro é aberta uma janela para o futuro. São analisados os principais avanços tecnológicos, nomeadamente nas áreas da robótica, da biotecnologia, e da inteligência artificial, mudanças que vão ser radicais e com implicações revolucionárias no emprego do Poder Aéreo do futuro. É um projetar do porvir numa visão partilhada com as gerações presentes e vindouras.

Um livro indispensável na compreensão do emprego do Poder Militar para os guerreiros do século XXI, sejam eles marinheiros, soldados ou aviadores.

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

VOO 3582 O MEU AVIÃO C-47 "DAKOTA".

 


Manuel Araújo
Esp.MMA
Funchal






Abastecendo o "👌"de óleo. Bissalanca 1971.A grande máquina.C47-B.Com 261 descolagens em Bissalanca.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Voo 3581 CONTRA VENTOS E MÁRES.

 





Alfredo Cruz
Gen.Pilav
Lisboa



Num tempo, onde o politicamente correcto assume um enorme protagonismo sobre a história das nações, é importante relembrar, contra "ventos e marés", o que de bom fizemos. Desde a sua fundação em 1952, a Força Aérea Portuguesa sempre teve como lema "... nunca deixar ninguém para trás..." foi assim no inicio, é assim hoje e será assim no futuro. Fui piloto de combate, combati em África, nunca deixámos ninguém para trás, muitas das vezes, de baixo de fortes ameaças antiaéreas, nunca deixámos ninguém para trás, incluindo os inimigos feridos em combate. Tenho um enorme orgulho na minha Força Aérea. do que fizemos, do que fazemos e estou certo, continuarão a fazer no futuro,

Voo 3580 QUE GRANDE AERONAVE!

 



António Fiche
Esp. Rádio
Lisboa




Bela imagem pesquisada na net de Dornier DO-27 que diz ter sido fotografada na Guiné... Será? Quem sabe? Ano?

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Voo 3579 UM ALUNO ESPECIALISTA,O DISTANCIAMENTO DE 50ANOS





Alfredo Santos

EABT

Lisboa





Existe um distanciamento de 50 Anos, para este momento de descontracção de um Aluno Especialista da Força Aérea Portuguesa na Base Aérea Nº. 2 - Ota (Alenquer) - Junho de 1970.

Depois começou uma longa viagem,primeiro pela Base Aérea Nº. 1 - Granja do Marquês (Sintra), depois um voo até à Base Aérea Nº 12 - Bissalanca (Guiné/Bissau), seguidamente no DGAFA - Lumiar Lisboa), para finalizar C.R.M. 1 - Lisboa.

Uma Viagem de 5 Anos e 1 Mês, valeu a pena ? O que ficou ?

Claro que sim, tornaria a vivê-la novamente, o que ficou, foram: a vida, as memórias e principalmente o melhor de Tudo: a Amizade Incondicional dos meus Companheiros, nessa imensa Fraternidade de Miúdos que lado a lado se tornaram HOMENS.

OBRIGADO COMPANHEIROS.

 



Voo 3578 REQUERIMENTO DO CARTÃO DE COMBATENTE

    Fernando Gama 

                                            MAEQ

                                            S. D. Rama         




 

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São considerados como ex-combatentes, para efeitos da presente lei:
a) Os ex-militares mobilizados, entre 1961 e 1975, para os territórios de Angola, Guiné e Moçambique;
b) Os ex-militares aprisionados ou capturados em combate durante as operações militares que ocorreram no Estado da Índia entre 19 de Dezembro de 1961 e 31 de Maio de 1962;
c) Os ex-militares que se encontrassem no território de Timor Leste entre 25 de Abril de 1974 e 7 de Dezembro de 1975;
d) Os ex-militares oriundos do recrutamento local que se encontrem abrangidos pelo disposto nas alíneas anteriores;
e) Os militares dos quadros permanentes abrangidos por qualquer das situações previstas nas alíneas anteriores.

Ex-combatentes com descontos na Segurança Social e CGA
alíneas a) a e) do artigo 1º da Lei 9/2002 de 11 de Fevereiro e alíneas a) a c) do artigo 2º da lei n.º 3/2009 de 13 de Janeiro.

Ex-combatentes abrangidos pelo sistema previdencial de Segurança Social ou pelo subsistema de Solidariedade Social do Sistema de Segurança Social ou ainda, abrangidos pela Caixa Geral de Aposentações

Ex-combatentes emigrantes na UE ou na Suiça
alínea a) do artigo 1º da Lei 21/2004 de 5 de Junho e alínea d) do artigo 2º da lei n.º 3/2009 de 13 de Janeiro.

Ex-combatentes abrangidos por sistemas de segurança social de Estados membros da União Europeia e demais Estados membros do espaço económico europeu, bem como pela legislação suíça, coordenados pelos regulamentos comunitários, que não tenham sido beneficiários do sistema de segurança social nacional.

Ex-combatentes emigrados noutros países
alínea b) do artigo 1º da Lei 21/2004 de 5 de Junho e alínea e) do artigo 2º da lei n.º 3/2009 de 13 de Janeiro.

Ex-combatentes abrangidos por sistemas de segurança social de Estados com os quais foram celebrados instrumentos internacionais que prevejam a totalização de períodos contributivos, desde que tenham sido beneficiários do sistema de segurança social nacional.

Ex-combatentes Bancários, Advogados ou Solicitadores e Rádio Marconi
alínea c) do artigo 1º da Lei 21/2004 de 5 de Junho e alínea f) do artigo 2º da lei n.º 3/2009 de 13 de Janeiro.

Ex-combatentes que não sejam subscritores da Caixa Geral de Aposentações nem beneficiários do regime de pensões do sistema público de segurança social.

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