Victor Sotero
EABT
Lisboa
O Victor Sotero enviou-nos a nota deste
livro.
Do livro "Madrinhas de guerra" de Marta Martins da Silva.
e umas chamadas de atenção
As minhas saudações
V. Sotero
Victor Sotero
EABT
Lisboa
O Victor Sotero enviou-nos a nota deste
livro.
Do livro "Madrinhas de guerra" de Marta Martins da Silva.
As minhas saudações
V. Sotero
Alfredo Santos
EABT
Lisboa
Rapaziada
Assim foi em 1972 a nossa Festa
dos Especialistas, que decorreu na esplanada do nosso Clube., aqui vos deixo
alguns momentos.
Memórias de Meninos/Homens que
forjaram a nossa Vida.
Em breve publicarei as da nossa Festa de 1973
Abraço-vos fraternalmente.
Boa tarde companheiros
Giselda Pessoa
ENF./PARA
Lisboa
NO FIM DO MUNDO
Na preparação de uma conversa sobre as enfermeiras paraquedistas em que fui convidada a participar, lembrei-me de imediato de um episódio que vivi na Guiné, que ficou inesquecível na minha memória.
A camaradagem e a solidariedade sempre orientaram a minha vida e, sendo
algo característico da vida militar, parecem ter tido ainda mais relevo no
território da Guiné. Se é habitual haver um grande companheirismo entre os
paraquedistas, tive a oportunidade de ver exemplos desse companheirismo junto
de outros grupos na Força Aérea, fossem pilotos ou mecânicos da BA12.
Também nas minhas deambulações pela Guiné (em 26 meses de comissão(*) tive
a possibilidade de chegar aos sítios mais invulgares, em que afinal muitos
tiveram que viver) pude testemunhar as manifestações de camaradagem e
solidariedade que sempre mostraram ter para com os tripulantes dos DO-27 e
AL-III que por ali passavam e particularmente para com a enfermeira que os
acompanhava.
Este episódio que acima referi, sendo algo que me tocou profundamente, narro-o aqui
No decorrer de uma evacuação que tinha como objectivo um aquartelamento no
nordeste da Guiné, o helicóptero aterrou na placa, onde embarcou o evacuado. No
decorrer dessa operação, aproximou-se do AL-III um Furriel daquela unidade, o
qual se me dirigiu com um pedido fora do vulgar.
Explicou-me que com ele estava naquele quartel a sua mulher, sendo ela a única branca que ali vivia; e que, não vendo nenhuma branca há já muitos meses, certamente apreciaria falar comigo por uns momentos. Avisei-o do facto de transportarmos um ferido e do pouco combustível de que dispúnhamos não permitir prolongar a nossa estadia ali. Mesmo assim, ele montou a sua motoreta e foi buscar a mulher, para a levar junto de nós.
A espera prolongou-se por mais tempo do que aquele de que dispúnhamos, o
que levou o piloto a decidir-se por descolar, com grande pena minha. Já no ar,
tive a possibilidade de ver aproximar-se da placa a motoreta com o Furriel,
trazendo a mulher à boleia. Ali chegados, apenas teve ela tempo para nos acenar
enquanto o AL-III rodava em direcção a Bissau.
Senti naquele momento um desgosto enorme por não ter podido proporcionar
àquela mulher um momento de carinho e de solidariedade, de que ela tanto
necessitaria; e imagino a sua frustação quando não lhe foi possível partilhar
de uns momentos de proximidade com alguém que lhe recordaria outras companhias
e outros ambientes deixados há muito para trás.
Giselda Pessoa
(*) As comissões das enfermeiras paraquedistas variavam entre seis meses e um ano, o que provocava uma constante rotação do nosso pessoal. Vá-se lá saber
Alfredo Santos
EABT
Lisboa
Boa tarde companheiros
Por sugestão do nosso Amigo Mário Aguiar, aqui publico uma
“reportagem fotográfica” de um dos momentos bons que vivemos na Guiné.
É sobre a famosa equipa de Basquetebol dos Especialistas da
B.A.12, que espalhou a sua magia em 1972/1973 e as não menos famosas: a
sua grande falange de apoio e a sua celebre equipa de Comunicação Social.
Saudações de um Zé Especialista
Alfredo Santos - “Velho” - EABT
Miguel Pessoa
Cor.Pil.Av.
Lisboa
É UMA INJUSTIÇA!...
Talvez se recordem de haver, há muitos anos atrás, uma série de desenhos animados com o Calimero, um patinho preto que usava uma casca de ovo à laia de chapéu, e que passava o tempo a lastimar-se de tudo o que lhe acontecia: “É uma injustiça! É uma injustiça!”.
Foi um pouco assim com uma decisão das chefias que me fez sentir que não
tinha sido tratado em plano de igualdade com outros meus camaradas.
Mas vamos começar pelo princípio: Iniciei a minha comissão na Guiné em
Novembro de 1972 e, apenas quatro meses depois de lá ter chegado, fui
recambiado para Lisboa para recuperar das mazelas sofridas na ejecção de um
avião Fiat G-91 atingido por um míssil.
Naquele tempo a medicina aeronáutica ainda estava um pouco incipiente e o
Hospital da Força Aérea ainda não existia. Assim, a minha recuperação passou
pelo Serviço de Ortopedia do Hospital Militar (do Exército), que tratou
razoavelmente da recuperação da minha perna partida. O mesmo não posso dizer de
outros dois aspectos importantes que foram descurados: A recuperação da minha
coluna, que tinha sofrido uma compressão de vértebras de 2 centímetros (perdi 2
cms de altura, que não recuperei…) e o apoio psicológico para ultrapassar o
stress da situação vivida, agravado pela necessidade de me adaptar à ideia de
voltar a operar no mesmo teatro de operações.
|
O "corpo do delito" - O Fiat G-91 5413 abatido em 25 de Março
de 1973 na zona do Guileje |
O facto é que esses dois aspectos acabaram por ficar à minha conta no meu
regresso á Guiné quatro meses depois – e se no primeiro caso pouco pude fazer
para além de ver a coluna a piorar com o tempo, já a readaptação à actividade
aérea foi ultrapassada com grande esforço da minha parte, sem nenhum
acompanhamento profissional e dependendo unicamente de mim e da possível
solidariedade dos outros camaradas.
No ano de 1973 acabei por não gozar férias, para compensar o tempo perdido
na minha recuperação; e em 1974 as únicas férias que gozei na comissão acabaram
por coincidir com o período revolucionário pós-25 de Abril… Tinha chegado a
Lisboa em 22 de Abril de 1974…
Calculam o meu espanto quando, no regresso à Guiné, fui informado de que os
meus três camaradas que se tinham igualmente ejectado, tinham “passado” pela
Guiné para fazerem o desquite e encerrarem a sua comissão de serviço. Parece
que a argumentação terá sido a dificuldade de adaptação dos pilotos à
actividade aérea depois dos traumas psicológicos sofridos…
Naturalmente perguntei: “Então e eu?!...”. - “Ah, pois. Parece que
consideraram que tu podias continuar, que já tinhas passado a parte difícil…”
(Na altura eu já tinha feito cerca de mais 9 meses de comissão, fazendo das
tripas coração e readaptando-me como possível às rotinas do dia-a-dia).
A irritação acabou por me passar. A actividade aérea passou a ser mais
reduzida na fase final da minha comissão (depois do 25 de Abril), não passei
por situações de grande risco e, chegado o termo da minha comissão, em meados
de Agosto de 1974, pude regressar à metrópole com a satisfação do dever
cumprido… e sem dever nada a ninguém…
Mas ainda hoje penso quais foram os critérios para um tratamento diferente
entre pessoas que tinham passado pelo mesmo, e sem me ter sido transmitida uma
palavra sequer sobre o assunto…
Miguel Pessoa
Carlos Barata
PA
Lisboa
Mano, foste e serás sempre um dos meus heróis, apesar de estar sempre contigo não estive presente para te dar saída a este teu voo de partida.
A tua padroeira N. Srª. do Ar
acompanhou-te nesta viagem, serás a partir de agora uma estrela a brilhar
intensamente (tal como brilhaste em vida) a zelar por nós família e por todos
os teus amigos.
Diz á Maria Vitória que a amo muito e
sinto imensas saudades dela (tal como vou sentir de ti).
Sei que quando chegar a minha vez estarás
aí para dar chegada ao meu
Serei
sempre o teu “Manito“
Corpo vai para a capela de Campia às 16H00
de hoje 25 de Outubro
Augusto Ferreira
2º. Sargº. Mil. Melec/Inst/Av
Coimbra
NOSSA
VISITA AO VICTOR BARATA
.
Foi
com enorme satisfação, que um grupo de amigos se deslocou de Coimbra a Vouzela,
para visitar o grande amigo Victor Barata, que se encontra debilitado,
com um problema de saúde que o apoquenta há já uns meses.
Levávamos
na bagagem muita amizade e alegria para partilharmos com o nosso “Vitinho”.
A
pandemia que ainda nos continua a afectar, causou entre outras coisas, o
cancelamento dos nossos encontros e as notícias que íamos tendo do Victor, eram
telefonicamente.
Como
ele estava receptivo para nos receber, apesar da sua saúde débil, agendámos
logo que possível a visita.
Ela
aconteceu este domingo num lindo dia de Primavera.
Recebeu-nos
em sua casa com os seus familiares e depois, porque já estava na hora, fomos
almoçar a um restaurante ali perto.
Julgo que foi um dia memorável para todos, principalmente para o Victor Barata, que manteve uma alegria permanente, reflectida nos seus olhos.
Falou-se das aventuras comuns na juventude, na FAP e depois dela, com o relato de situações muito engraçadas, que nos fizeram recuar no tempo e que alegraram o nosso anfitrião.
O
almoço estava bom e as “pingas” que o acompanharam ainda melhores, o que levou
o Carlos Ferreira, já com a garganta afinada, a interpretar alguns fados e
cações à capela que agradaram a todos.
Foram-lhe entregues algumas lembranças para registar a visita.
Houve
direito a brindes com espumante fresquinho e o encontro foi-se prolongando até
ao final da tarde.
O Baratinha fez o discurso de encerramento com alguma dificuldade, pois foram muitas horas seguidas sem descanso, mas já com o acordo entre todos de novo encontro.
Foi
um dia muito bom para todos, incluindo como é óbvio o nosso “ Vitinho”.
Que
ainda façamos muitos com ele.
Victor Oliveira
Meliav
Caneças
Descobri
no meu baú esta foto colorida, a primeira que apareceu na BA12 só que dos
pilotos lembro-me do Nico e Balacó dos colegas o Six. A idade não perdoa.
Quem
poder completar os nomes dos restantes elementos era interessante.
Identificação:
1 -
2 - Mário C. Santos
3 - Victor Oliveira
4 - António Six
5 -
6 -
7 -
8 -
9 -
10 -
11 -
12 -
13 -
14 -
15 - J. Vasquez
16 -
17 - Nico
Manuel José Lanceiro MMA (Canibais) Guiné Lisboa Viva companheiros, aqui mando duas coisinhas, Varanda do bar do CAOP 2 – Nova Lamego...