terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Voo 2698 Voo 2698 LANÇAMENTO DO LIVRO "PÁTRIA PORQUE NOS ABANDONAS"?






Luis Fraga
Cor.FAP
Lisboa




Companheiros,
No próximo dia 3 de Fevereiro pelas 17.30h,no anfiteatro C da Universidade dos Açores,o nosso camarada Cor. Luís Fraga irá proceder ao lançamento de mais uma obra literária de sua autoria, cujo titulo é:


Pátria porque nos abandonas?



A sua apresentação estará a cargo do Prof.Doutor Carlos Cordeiro.
Desde já deixamos o convite  a todos os Tertulianos e publico em geral, no sentido que assistirem ao evento.

Voo 2697 APÓS A CAÇADA.



Victor Sotero
SargºMôr EABT
Lisboa



Meu Comandante

Saúdo o “Comando”, a “Linha da Frente” e todos os “Zés” que por aqui nos vão espreitando.
Apesar de tudo, roía-me por dentro, ainda o facto de ter acabado com as aulas regimentais.
Trabalhava na Esquadrilha de Abastecimento até cerca das 17h00. Passava pelo Clube e normalmente bebia uma cerveja “Nocal” e comia uma sandes ou simplesmente, tomava um café.
Aprendia com o meu sócio a maneira como se curtiam peles.
Aprendia ainda a maneira mais fácil de tirar os ossos dos “crâneos” das corsas e a limpar a carne que os envolvia para depois serem injectadas com formol e ficarem embalsamadas para resistirem no tempo.




Legenda: Um veado em plena mata.





Legenda: Clube de Sargentos

Foto:António Dâmaso (direitos reservados)


No pescoço, junto à cabeça, colocava-se uma garrafa de vidro que se pendurava numa arrecadação junto da Esquadrilha de Abastecimento. Ficavam assim durante alguns dias até ficarem bem secas e o cheiro a formol ter desaparecido.
Na carpintaria, mandavam-se fazer bases em madeira para serem colocadas as cabeças, agora já com olhos de vidro que tinham sido enviados do Continente.
Cada cabeça era então vendida por cem escudos.
As patas, devidamente envernizadas e colocadas em bases de madeira, serviam de cabides.
Faziam-se cabides com o número de patas, de acordo com as “encomendas”. Cada patinha, era vendida por sete escudos e cinquenta centavos.
As peles, eram curtidas em celhas feitas de barris de vinho. Curtidas, recortadas e bem limpas eram depois vendidas a quarenta escudos.
Havia “encomendas” para as cabeças, para os cabides feitos das unhas e para as peles.
Na base, Sargentos e oficiais que viviam com as famílias na cidade, eram de vez em quando “bafejados” com carne de corsa. A restante, era vendida a doze escudos e cinquenta centavos na Sanzala desaparecendo rapidamente.
Até um dia o “nosso” Comandante levou com duas pernas para assar no forno.
Sem darem por isso, nós íamos “comprando” algumas pessoas colocadas em serviços que no futuro nos iriam facultar a vida.
Porque se sabia existir muita caça em redor da Base, então, havia que caçar mais!...

Despeço-me do “Comando”, da “Linha da Frente” e de todos os “Zés” que nos vão fazendo companhia com um até breve, porque a caça não acaba aqui.
Sotero



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Voo 2696 QUEM PODE INFORMAR O ABDUL?







Mário Aguiar
2º.Sargº.Mil.Marme
Porto




Boas a todos

O nosso companheiro
Coloca-nos o seguinte pedido




Alguém sabe de um 1º cabo MMA chamado Batista, que foi para Guiné em 1973 da 3ª incorporação de 1971 e que era do Porto? Deve ter ido para os hélis...
 Um abraço

Mário Aguiar


Voo 2695 QUEM SE LEMBRA DO FADO DO ZÉ ESPECIAL?




João Henrique
Esp.MRádio
Vancouver
C anadá





" O FADO DO ESPECIALISTA "
 

 ... ONDE ESTÁ O NOSSO CABO
 ESSE BRAVO DO PASSADO
 DA HERÓICA AVIAÇÃO
 COM UM FATO EMPRESTADO
 PARECIA UM HOMEM HONRADO
 MESMO SEM TER UM TOSTÃO


 ERAM OS CABOS ESPECIALISTAS
 MECÂNICOS, ELECTRICISTAS,
 RADARISTAS DE DETECÇÃO
 INCORPORADOS NA OTA
 ERAM OS REIS DA BATOTA
 PARA GANHAR MEIO TOSTÃO
 
 E ENTRE AVIADORES,
 OPERADORES, CONTROLADORES
 NO PIFÃO E COBOIADA
 POR CAUSA DE UM AVIÃO
 HAVIA CONFUSÃO, DISCUSSÃO
 RESOLVIDA A BOFETADA
 
 ONDE ESTA O NOSSO CABO
 ESSE BRAVO DO PASSADO
 DA HERÓICA AVIAÇÃO
 DAS BOLEIAS NAS ESTRADAS
 DAS NOITADAS MAL PASSADAS
 SÃO TEMPOS QUE JÁ LA VÃO

VB:Bom-Dia João!
Vamos lançar um desafio aqueles que o cantaram muitas vezes para que o façam agora e nos enviei um vídeo com o fado cantado agora.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Voo 2694 ATENÇÃO ESQ.122,"GINGA" ACABA DE ATERRAR!


João Almeida Silva
Cor.Pilav.
Nigéria 





Olá companheiro
Agradecido pelas datas. Vamos ver se consigo estar presente nalgum deles.
Quanto a Bissalanca o meu nome de guerra era Ginja e vivia no famoso quarto do canhão.
Histórias são muitas. A seu tempo sairei com algumas.
Por agora um grande abraço daqui da Nigéria.





João M. de Almeida Silva 




VB: Caro Companheiro Almeida Silva, em nome de toda a Tertúlia “Linha da Frente” damos-te as Boas-Vindas a esta Base e esperamos receber os teus “voos” o mais rápido que te seja possível, pois bem necessitamos deles.
Certamente que já reconheceste, nesta tua nova unidade, muitos “Canibais” que contigo fizeram história em tão importante e saudosa esquadra  onde ponderavam os nossos não menos saudosos “Zingarelhos”.
Vamos então ficar na ânsia dos teus esperados voos, em alta rotação!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Voo 2693 OS ANTECEDENTES.








Gabriel Cavaleiro
1ºSargº.Pil.Av.
Olhão




A minha Força Aérea - Os Antecedentes


Brasão de Lourenço Marques


1961. Em Lourenço Marques.


No dia 30 de Janeiro, morava eu na Pensão Vouga, na Av. Pêro de Alenquer, nº 8, fiz a minha participação obrigatória para ser inscrito no recenseamento militar desse ano, na Câmara Municipal da Capital de Moçambique.
E a 18 de Agosto desse mesmo ano recenseei-me mesmo. No dia 14 de Setembro fui presente à junta de recenseamento, presidida pelo Ten. Cor. Hintze Ribeiro.
Apurado para todo o serviço militar, com Cédula de Recenseamento Militar passada e tudo.
Só me via a marchar, esquerdo, direito, esquerda volver e eu sem vontade nenhuma de ser somente um número. E as noites na caserna? Selvagem como sempre fui, como é que ia aguentar? Passei meses de “tormento militar” antes de o ser.
Uma noite, depois de jantar na Pastelaria da Cooperativa dos Criadores de Gado o iogurte e torrada do costume (como é que eu podia ser gordo?) fui a pé até ao Diário de Lourenço Marques onde li, na vitrina onde o expunham, o jornal do dia.
Li-o de uma ponta a outra. Sendo que a outra ponta, onde já não havia mais jornal, era um quadradinho a comunicar que a Força Aérea estava a recrutar Pilotos.
Escusado será dizer o que se passou nessa noite.
Contactada a Força Aérea, preenchidos os papéis, deram-me uns folhetos mágicos onde pude ler que ia fazer o curso na “Granja do Marquês”, em Sintra.
- Granja do Marquês!
Granja, não sabia bem o que era... Na minha terra, que eu soubesse, só havia machambas.
Mas aquilo soava-me a prados muito verdes, uma grande mansão centenária, grandes salões, tudo muito limpo, vaquinhas a pastar e aviões pelo meio a elevarem-se graciosamente em direcção ao céu, muito azul.
- Que maravilha! Que maravilha!
- É mesmo isto que eu quero!
Passei nos exames médicos e lá fui, finalmente livre da caserna da tropa, para a Metrópole a requintar na minha imaginação a Granja do Marquês.
Meteram-me num avião DC 6 e no dia seguinte, um dia gelado de Abril, aterro naquele “enorme” Aeroporto em Lisboa.



Aeroporto da Portela anos 60

Aterrei cheio de orgulho da minha condição de Piloto Militar que ia ser e chego finalmente à Granja do Marquês, a Base Aérea de Sintra.




As tais vaquinhas deviam estar nos estábulos, àquela hora da minha chegada tão ansiada. Não vi nenhuma. Nem a tal mansão.
Aquilo tinha muito pouco aspecto de ser uma exploração agrícola…





A Base de Sintra, hoje

Mas para compensar deram-me logo um passaporte.
- Inacreditável!
Ia ter um passaporte para voar para todo o lado!
Mas não era bem isso…
O passaporte era um documento oficial em papel amarelado que me habilitava a ser recambiado, por via férrea, em 3ª classe, para a Base Aérea de S. Jacinto. Em Aveiro.
Não faz mal, aceitei ainda e sempre, entusiasmado.
E lá nos meteram, aos 69 Alunos Pilotos, num comboio correio, em 3ª classe, em Sta Apolónia, a “voar” toda a noite e a “aterrar” em todas as paragens e apeadeiros que o maquinista conseguia inventar, até Aveiro. Se calhar só não parou onde não teve mesmo vontade.
Chegámos, felizmente, já de manhã.




Estação da CP, de Aveiro

Digo felizmente porque podíamos não ter chegado todos.
O que se passou naquela viagem, toda a noite, com aqueles quase 70 manfios, tinha dado para chamar a Polícia várias vezes e meter tudo dentro.
Entre outras coisas realojámos alguns passageiros que não tiveram outra coisa a fazer senão mudar de carruagem para o maralhal poder estar todo junto e assim dar largas, afinal, àquela grande libertação da idade da inocência que tudo aquilo realmente representava.
Deixávamos para trás, definitivamente, em especial aqueles que tinham embarcado no Ultramar e não sabiam quando poderiam voltar a casa, a autoridade e protecção do Pai, os carinhos da Mãe, a boa comida, as miúdas, os grandes amigos de toda a vida.
O nosso mundo nunca mais ia ser o mesmo. Tínhamos consciência de estar a viver dentro da mudança.
E íamos a caminho da Guerra…



A Ria de Aveiro

Chegámos, em lanchas da Marinha de Guerra, à muito simpática Base Aérea de S. Jacinto, numa língua de areia à entrada da Ria, frente a Aveiro.



Logo da Base Aérea Nº 7 em S. Jacinto, Aveiro

Afinal… o imaginário do quartel da tropa terrestre não era assim tão diferente da “fotografia” exposta. Só tinha a mais haver mar a toda a volta, uma praia imensa de água abaixo de gelada, aviões que eu já conhecia do Aeroclube e uma enorme alegria em ir fazer o que se gostava.
E já se começavam a fazer grandes amizades que só ainda não acabaram porque ainda estamos vivos



Vista geral da Base nos dias de hoje

Aqui começámos aquilo que nos levaria a ser o Curso mais conhecido da Força Aérea: embora quiséssemos ser conhecidos por “Ícaros”, ficámos conhecidos como sendo os ” VCCs”, que queria dizer, e todo o Estado Maior sabia isso, “Velhos Como o C…” Né?




O nosso Logo

E porquê? Na Força Aérea os cursos demoravam cerca de um ano.
Fomos brevetados ao fim de mais de dois anos, daí o nome, bem aplicado, como se vê.
E isto deveu-se às contingências do momento: a grande aglomeração de Alunos Pilotos na Base Aérea de Sintra, passo seguinte na nossa instrução com vista à guerra no Ultramar, que fez com que só tivéssemos lugar uns 8 meses depois do final do nosso curso em S. Jacinto.
Fomos o curso da Força Aérea com mais Pilotos na TAP. Quase todos chegaram a cargos superiores, como Chefes de Divisão, Chefes de Frota, Instrutores de Voo e Simulador, Verificadores, etc.
Uns quantos andaram por guerras alheias, como a do Biafra. Outros optaram por fazer carreira noutras paragens, como a DETA em Moçambique, a Singapura Air Lines, DHL, Air Macau, etc,etc, com grande destaque. Também chegaram a Instrutores e Verificadores, do outro lado do Mundo.
Nenhum VCC desertou.
Dois foram feitos prisioneiros. Um na Nigéria 4 anos e meio.
O outro foi barbaramente assassinado à catanada numa tentativa de fuga, em Angola.
Lamentamos e choramos todos os nossos mortos no Ultramar. E não só.
A velhice não significa, obrigatoriamente, saber. Neste caso,
os VCCs demonstraram que foram “Velhos” antes do tempo e por isso se mantiveram sábios no que sabiam fazer, mas jovens…
Os VCCs juntam-se todos os anos num almoço de confraternização. Alguns bem acompanhados… das respectivas VCCs.
Um abraço a todos os VCCs.
- Estamos todos VCCs...
Gabriel Cavaleiro

 VB: De facto a nossa FAP deixou-nos grandes recordações.
O Cavaleiro traz-nos aqui histórias vividas na primeira pessoa que nos deixam emocionados e nos obriga a repetir a sua leitura.
Muitas mais ainda têm para nos contar, como já o fez no seu espaço “ Rio dos bons Sinais”e que gentilmente nos facultou a sua reprodução.
De facto estes nossos antigos aviadores viveram tempos, passaram situações, que hoje para nós vindouros nos deixam agarrados à sua leitura, muitas vezes idealizando a realidade, dificilmente concretizado.
São estes companheiros como tu que, sem qualquer grão de superioridade perante quem quer que seja, mas utilizando a simplicidade para com quem não esquecem de um longo passado, fazem a história da FAP.
Pena é que outros mais recentes e que frequentaram a mesma escola não tenham tido o mesmo aproveitamento.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Voo 2692 RECORDAÇÕES DO PASSADO NA GUINÉ.





Fernando Moutinho
Cap.Pil.Av.
Alhandra




Curiosidades da Guiné I


Em  Maio de 1962 fui cumprir um período de 3 meses no  Destacamento dos F-86 em Bissalanca.
Nos primeiros dias de Julho de 1963 até fins de Fevereiro de 1965, cumpri uma Comissão normal.
A minha vivência na Guiné resume-se, portanto, a estes períodos e algumas passagens por Bissalanca efectuadas em missões em Nord Atlas. Algumas destas passagens e  missões das OGMA  já foram efectivadas após independência.
Foram ocasiões diferente mas,  o pequeno período entre o Destacamento e a Comissão revelaram-se muito interessantes sob, o ponto de vista de evolução.
Só ocorreu um ano mas as diferenças foram muitas.
Fenómeno observado nos tais 3 meses: “Invasão de insectos”
Numa tarde, quase na fase inicial do período da época das chuvas, estávamos 3 aviadores sentados a uma mesa do Hotel Pireza, em Bissau, apreciando mancarra e beberricando uma cerveja alemã, a “poortuguesa” estava ausente, quando nos apercebemos de um silêncio “esmagador”, a rua deserta, todos tinham desaparecido e portas todas fechadas.
Quando constatávamos esse ambiente, sem saber a que se devia, começamos a ouvir umas vibrações sonoras, sumidas mas aumentando de intensidade. Então alguém do Hotel, disse-nos para entrar rapidamente. Assim fizemos. Fechou de imediato a porta e, logo de seguida, o céu escureceu e uma vaga de insectos de vários tipos e tamanhos caiu sobre a cidade.
Tal como apareceu, a “nuvem” animal afastou-se tendo deixado uma camada impressionante de bichos caídos no solo, ainda mexendo, mas em fim de vida.
Comentando o sucedido, ficamos a saber que, não sendo um fenómeno corrente já era suficientemente conhecido.
Foi um fenómeno que não esqueci e que não voltei a assistir.
Continuando no ano de 1962.






Os locais respeitavam certas regras vindas do passado como, por exemplo, andarem calçados em Bissau.
Observei muitas vezes o pessoal, descalço, transportando uns pequenos chinelos debaixo dos braços que utilizavam dentro da cidade.
Já no período de 1963 a 65, senti que esse hábito se desvaneceu.
Outra vez, junto a Bissalanca vejo um elemento local nu mas com algo a tapar os órgãos genitais que, não era mais nem menos que um bocado de pneu de bicicleta colocado na vertical e preso à cintura.
Faltou-me a máquina fotográfica para poder documentar essa “tanga”.
Outra vez, dentro da cidade, um rapaz bem constituído, para além de trazer uma túnica de tecido branco, tipo lençol, apresentava no seu braço uma lata de conserva, sem tampa, amarrado com um fio de pele. E, o interessante, mostrava vaidade pela indumentária e respectivo adereço.
Fernando Moutinho


Voo 2691 NÃO SEI SE ANTES OU DEPOIS?




João Henrique
Esp.M.Rádio
Vancouver
Canadá




Foi antes ou depois?

Um abraço para todos.

 Já passaram tantos anos, que não me recordo se foi antes ou depois do 25 de Abril.
 Um dia de regresso à base vindo de Bissau, já noite e não muito longe do destino, o nosso autocarro cruzou-se com um outro civil, e nesse mesmo momento houve um embate no vidro da frente que o estilhaçou por completo.



 Nesse momento e como ninguém esperava, a reacção do pessoal foi atirar-se para o chão e de seguida sair.
 Foi de imediato comunicado à base e de seguida enviaram um carro do exercito com o banco no meio, virado para os dois lados com os militares do exercito e as suas inseparáveis companheiras.
O resto do pessoal seguiu para a base, eu e mais 2 ou 3,por curiosidade, fomos seguir o autocarro civil.
Chegamos ao jardim onde estava um parado, um soldado entrou pela frente e outro por trás, mas com pouca delicadeza deram uns fortes abanões ao condutor e ao cobrador perguntando de onde tinha vindo o autocarro, a resposta foi; vai sair para o aeroporto.
 Seguimos então para a garagem e depois de apalpar a frente de todas elas e encontrar uma quente, recebemos ordem para  regressar a base, que já sabiam o que tinha acontecido.
 Um civil, lançou sem pensar no perigo uma garrafa vazia de cerveja.
 O homem confessou e tudo acabou bem.

João Henrique

Voo 2690 O INICIO DA BASE AÉREA 4,LAJES-TERCEIRA,AÇORES.(I)



Elmano Duarte
1ºSargº.PA
Lages-Terceira
Açores



Caro amigo e Comandante, com a vossa licença junto envio fotos relacionadas com o começo da Base das Lajes.
Sei que nada tem a ver com, a nossa BA12, mas por se tratar de Força Aérea eis a razão do envio das seguintes fotos:








Legenda: Primeiros trabalhos de terraplanagem da Base
Foto: Elmano Duarte




Legenda: Barcaça descarregando material no Porto da Praia
Foto: Elmano Duarte




Legenda:Militar Inglês tratando das rastazanas
Foto: Elmano Duarte



Legenda: Mercearia

Foto:Elmano Duarte



Legenda: Bar e desfile das forças

Foto:Elmano Duarte



Legenda;Primeiros aviões

Foto:Elmano Duarte


Legenda: Enfermeiras

Foto:Elmano Duarte




Legenda:Bandeira Portuguesa içada, retirada da Inglesa

Foto:Elmano Duarte


Com os melhores cumprimentos,
 Elmano Nunes

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Voo 2689 QUEM ESPERA SEMPRE...












Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria









Bravo Tango comando e toda a tripulação. Primeiramente desejo a todo o comando e colegas sem excepção de armas, um Bom Ano 2012.
Seguidamente peço desculpa pela falta de acentuação, mas o computador colocado à minha disposição, onde me encontro não dispõe da mesma,  porque aqui a acentuação é diferente da nossa.
Peço autorização de aproximação à Base e respectiva aterragem, após longa ausência.
Embora me encontre ainda ausente de Portugal, desde meados de Dezembro, tenho visitado a nossa Base variadas vezes, para estar ao corrente do movimento na mesma e, ao mesmo tempo, saber se fiz falta, para inspeccionar e receber alguma aeronave.
Tenho verificado que a minha ausência não se fez sentir, dado o grande número de colegas aptos, disponíveis e com elevada qualidade, para assim se manter a Base a funcionar com a sua elevação de sempre. Louvo a categoria e o grande espírito de sacrifício de todo o comando, especialmente o seu primeiro comandante.
Li o VOO 2680 do colega João Henrique, que embora se encontre no Canadá, mantém a esperança que um dia se faça uma homenagem aos especialistas.





Colegas, também eu acho uma grande falta por parte da Força Aérea, bem como dos governos sucessivos, não terem feito já há muitos anos, uma homenagem, não só aos especialistas, mas também a todos os pilotos, que estivemos ao serviço da Pátria, em Angola, Moçambique e Guine.
Nos que lutamos em todos estes Teatros de Operações, quer especialistas, quer pilotos, sabemos o quanto passamos, os riscos e sacrifícios que corremos.
Não foi só aos que estamos vivos, que fomos esquecidos, mas também, a todos os dos nossos colegas, especialistas e pilotos, que deram o mais precioso que um ser humano pode ter, a sua vida, pela ditosa Pátria, que os enviou para a guerra e,  os esqueceu para sempre. Para estes colegas paz as suas almas.
Depende um pouco de nos e, acho que nos devíamos perfilar para que  aconteça uma homenagem, como foi feita, embora muito tardiamente,, as nossas colegas enfermeiras paraquedistas.
Um grande Alfa Bravo

Marcelino



VB: Olá Fabricio.
Pelo que constatamos, estás a gostar de permanecer nessa Base?
Bom, tens que tomar atenção que a “graciosa” que te concedemos está a terminar, tens que retomar o tráfego nesta tua Base.
“Homenagem aos Especialistas e Pilotos?!”... Onde é que eu já ouvi isto?
À já sei, foi uma história que li num livro aos quadradinhos do Major Alvega!

VOO 2688 O MEU AGRADECIMENTO.


Santos Oliveira
2º Sargº.Ranger
V.N.Gaia



Caros Comandantes,  Camaradas  e demais Operacionais desta Nave
 Já um tanto recuperado (e atrasado no dever) quero agradecer-vos os esforços desenvolvidos, que resultaram na melhor possibilidade que foi o envio e entrega, através de interposta pessoa, neste caso a Sobrinha da nossa Amiga.
Não desejaria nomear quem quer que fosse (pessoas), pois sei que cada um “deu” o seu melhor e Comungava um igual sentimento e um igual desejo.



Porém, pela razão pública conhecida (Voo 2683 PARABÉNS IVONE.), não posso deixar passar o meu Agradecimento á Linha da Frente, que se associou, ao publicitar a minha Mensagem.
O meu coração não parou e, parece, ficou sem se ouvirem as válvulas a bater, sintomático sinal de alerta para Mecânicos e Pilotos, por haver desafinação nos “martelos” das cames.
Mais uma vez renovo a minha gratidão (que o meu sentimento não tem palavras).
 Abraços, do
Santos Oliveira



VB: Meu caro Oliveira, ficamos satisfeitos com a notícia que nos transmites sobre o teu estado de saúde (de um Ranger não se espera outra coisa!).
Não tens que agradecer o que quer que seja, pois para além do teu “estatuto” de tertuliano, é uma obrigação nossa divulgar o elevado grau de amizade que estas nossas companheiras angariaram ao longo do seu duro trabalho realizado no período da guerra colonial, por quem,
como tu, assistiu no teatro operacional.

Voo 2687 PARABÉNS ANTÓNIO CORREIA.




António Correia
2ºsargº.MMA
Lisboa




Companheiros,
Está hoje de parabéns o nosso camarada ANTÓNIO CORREIA.
Para ele, em nome de todo o efectivo desta unidade, os nossos parabéns  e que tenha um dia muito feliz na companhia de todos os que lhe são queridos.