quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Voo 3055 VOAMOS TANTAS VEZES JUNTOS, T6 1737!



Victor Oliveira
Esp.Melec./Inst./Av.
Caneças
https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif 



Eu e o meu querido neto Alexandre no Museu do Ar na BA1 Sintra junto do T6 1737 no qual eu voei.

Tenho esses voos registados na minha caderneta.
Nota: Queria chamar á atenção que o hélice devia de estar na horizontal pois é nessa posição que indica que está operacional.
Um abraço.

Vitor Oliveira (Pichas)
1ª 66 Melec


VB:Bom Dia Amigo Victor.
Quanto a tua chamada de atenção para o facto de o hélice não estar na horizontal, indicativo da sua operacionalidade, julgo estar correcta a posição do mesmo na medida em que aeronave não está  mesmo operacional.

Voo 3054 AS OBRAS DE ARTE DO SIX (7)







António Six
Esp.MRÁDIO
Pontével






Aqui vai mais um, Super Constelation,  para que sonhem  e fiquem bem.


Abraços

Six

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Voo 3053 MISSÃO NA ÍNDIA.






Maria Arminda
Ten.Enfª.Paraqª.
Setúbal




MISSÃO À ÍNDIA

Foi no dia 18 de Dezembro, de 1961 que a Índia foi invadida pelas tropas da União Indiana no governo do seu primeiro-ministro, o Pandita Nehru, como à data se dizia.
Hoje vou recuar no tempo e relembrar porque tal facto fez parte da minha vivência cheia de emoções, que não se apagaram da minha memória.
Prestava serviço em Angola, Luanda, como enfermeira pára-quedista, onde tinha sido colocada; tinha ali chegado a 12 de Outubro de 1961 na companhia das minhas colegas, Maria da Nazaré e Maria Zulmira – já falecidas - chegando a Maria de Lourdes, também apelidada de Lurdinhas, pelo seu aspecto físico mais franzino, cerca de duas semanas depois.
Terá sido entre os dias catorze a dezasseis de Dezembro que nos soou que se encontrava de prevenção uma companhia de pára-quedistas para a hipótese de ser necessário enviá-la para o Estado da Índia Portuguesa; havia notícias de uma possível invasão daquele território por parte dos Indianos, que estavam a concentrar as suas tropas nas nossas fronteiras. A 2ª companhia, comandada à época, pelo Cap.  pára-quedista  Heitor Almendra, a que estava destinada essa missão, partiria por via aérea até à Beira, através do canal de Moçambique, por ser geograficamente mais próximo desse nosso território e haver habitualmente uma ligação entre Goa e Moçambique assegurada pelos TAIP (Transportes Aéreos da Índia Portuguesa).
Dissemos que se fosse necessário também nos oferecíamos para ir; tínhamos a consciência de que por certo não poderíamos ir todas, dado o trabalho a desenvolver em Luanda. Trabalhávamos nos postos de socorros das companhias, íamos em missões de vacinação às tropas estacionadas na Base Aérea do Negage e outros locais, dávamos apoio ao bloco operatório do hospital militar e na Direcção do serviço de Saúde da Força Aérea, onde também eram tratadas as famílias dos militares e pessoal civil. Acresce ainda que assegurávamos o acompanhamento de feridos e doentes, nas denominadas “Evacuações Aéreas” entre Luanda e Lisboa.
Nessa manhã tratámos da esposa do Senhor Cor. Magro, que a acompanhava, e com quem desabafámos sobre a hipótese da nossa ida à Índia, ao que o mesmo respondeu com ar de troça: “Falam assim mas sabem que não vão, porque se tivessem que ir, se calhar não quereriam”. É claro que estava a brincar connosco pois, além de conhecer o nosso empenho, era acima de tudo nosso amigo. A conversa ficou por ali e combinou-se que à noite, eles viriam a nossa casa, para fazermos o tratamento à senhora.
O dia passou-se tranquilamente e não mais se ouviu falar da saída dos Páras, nem do seu embarque. Após o jantar a Nazaré e eu fomos chamadas à 2ª companhia (sedeada em Belo Horizonte), a mesma que estava de prevenção, onde alguns militares apresentavam sintomas de paludismo.
Um avião DC-6 da Força Aérea estava a essa hora prestes a partir para Lisboa, com passageiros sem feridos ou doentes, pelo que nenhuma de nós previa viajar nesse voo. Acontece que um rádio chegado pouco tempo antes ao comando da Região Aérea, tinha entretanto dado instruções para embarcarmos com urgência nesse transporte a Nazaré e eu, ficando atrasada a hora de saída do DC-6 até ao nosso embarque.

O capitão pára-quedista Jerónimo Gonçalves dirigiu-se a nossa casa e tendo encontrado a Zulmira e a Lurdinhas, disse-lhes que “tínhamos que embarcar imediatamente no avião que aguardava a nossa chegada para partir” e informou-as de que “iríamos para a Índia”. Como ainda não tínhamos chegado o oficial saiu ao nosso encontro, enquanto as duas preparavam as nossas bagagens com algumas peças de roupa, umas a mais e outras a menos.
Daí a pouco chegámos nós nas calmas, muito longe de imaginar o que se estava a passar; ao vermos a Zulmira, excitadíssima, gritar-nos do alto da janela da pensão da dona Maximina, onde habitávamos, “despachem-se e subam depressa que têm que ir para a Índia”. Começámos a rir, pensando que elas nos estavam a pregar uma partida. Perante as malas de viagem prontas e as palavras do oficial é que ficámos convencidas e, tal como estávamos vestidas, despedimo-nos apressadamente sem tempo sequer para ver as roupas que nos tinham emalado, para um clima que não conhecíamos.
Na saída deparámo-nos com o senhor Coronel Magro, que vinha com a esposa levar a injecção; vendo todo aquele aparato e a nossa pressa interpelou-nos, acabando por saber naquele momento o nosso destino. Escusado será dizer que o senhor ficou perplexo, visto ser um dos comandantes da Região Aérea, mas como o rádio tinha chegado fora do horário normal, não tinha dele conhecimento. Despediu-se de nós, desejando-nos que a missão decorresse bem e ainda brincou acerca da conversa que tínhamos tido de manhã.
A pressa foi tanta que, chegadas à placa, entregámos as malas ao oficial responsável pela carga de embarque de passageiros e muito lestas nos vimos dentro do avião, sem que o restante pessoal se apercebesse. Foi o capº. Jerónimo Gonçalves quem comunicou ao Senhor General Resende que já estávamos a bordo, a aguardar pelos restantes passageiros; O Gen. Resende era o responsável máximo da Força Aérea em Angola e possivelmente teria recebido a comunicação directa de Lisboa, tendo-se deslocado propositadamente ao aeroporto, para se despedir de nós. Pedimos desculpa pelo lapso e despedimo-nos do Senhor General, com certa estranheza, dado o insólito da situação.
No decurso da viagem para Lisboa comentámos entre nós, que não levávamos nenhum dinheiro nem roupa quente. Íamos com um vestido leve e de manga curta, dado que naquela data em Angola era verão e na metrópole inverno. Depois de quase vinte horas de viagem, com escalas em S. Tomé e na Guiné, chegámos ao aeroporto da Portela cerca das dezassete horas, com um dia gélido, de apenas quatro graus, segundo nos disseram.
Esperavam-nos o Senhor Coronel Kaúlza de Arriaga, Secretário de Estado da Aeronáutica e esposa a Senhora Dona Mª do Carmo Arriaga. Acompanhavam-no o seu chefe de gabinete, Tenente-coronel Troni e um dos oficiais às ordens, o Alferes Francisco Pinto Balsemão; o outro era o Alferes Francisco Vanzeller, que nós também já conhecíamos.  
Pensávamos que teríamos tempo de arranjar alguma roupa mais apropriada, mas enganámo-nos. Fomos de imediato com o alferes Balsemão à Embaixada do Paquistão, para tratar do passaporte e do visto, sendo entretanto informadas de que iríamos para Carachi.
Um funcionário da Embaixada pediu-me mesmo se eu não me importava de levar uma encomenda com um relógio de pulso, um presente para a mulher - que se encontrava na parte oriental do Paquistão – a quem eu podia enviar a encomenda directamente do aeroporto de Carachi. Aceitei fazer esse favor ao senhor e fiquei com a encomenda.
Terminadas estas formalidades o alferes levou-nos de seguida para o local onde íamos jantar e entregou-me um envelope com dólares, para as nossas despesas, com a recomendação de que não levássemos nada que nos pudesse identificar como militares e que estivéssemos de novo no aeroporto às vinte e uma horas, para seguirmos viagem a bordo de um avião da TAP (um Super Constellation).
Após essas diligências dirigimo-nos ao Lar das enfermeiras do Hospital de Santa Maria, onde tínhamos trabalhado, e de onde tínhamos saído poucos meses antes. Ali jantámos, revemos colegas, arranjámos roupa adequada para a época e aproveitámos para telefonar à família, sem lhes darmos conta do porquê da nossa vinda e do destino seguinte. Inventámos para todos, que tínhamos vindo trazer doentes, mas por sermos poucas e haver necessidade de voltar, partiríamos de novo após o jantar, não dando tempo para uma visita. A minha família vivia em Setúbal mas, morando a da Nazaré na capital, mesmo assim ela não os foi visitar, tal “o secretismo”.
Todos acreditaram, mas umas amigas mais próximas fizeram questão de nos levar ao aeroporto e aí se despedirem. Esperava-nos o Ten-coronel Troni, que ao ver as acompanhantes disse “que já não embarcávamos, mas que tínhamos que ir com ele”. Não percebemos na altura essa mudança brusca de procedimento. Afinal fomos para ali ao lado, ao aeroporto militar de Figo Maduro. Foi a maneira das nossas amigas regressaram sem nós, não tendo desconfiado de nada.
Fomos então informadas do conteúdo da missão. Íamos para o Paquistão Ocidental para a cidade de Carachi, onde já se encontravam há alguns dias as nossas colegas a Mª do Céu e Mª Ivone, que estavam muito cansadas; nós íamos revezá-las no seu trabalho, como reforço, no acompanhamento de mulheres e crianças, famílias de militares a prestar serviço nesse território, que estavam a ser retiradas, de Goa, através da ponte aérea assegurada pelos TAIP e posteriormente evacuadas para Lisboa pelos aviões da TAP. Estavam nessa missão o chefe da mesma, um representante do nosso Ministério do Ultramar, o Dr. Espinheira, o Major médico da Força Aérea, Dr. Fernandes Tender e o sº. Rodrigues, Relações Públicas da TAP.
O Aeródromo Base nº1 de Figo Maduro, estava em silêncio e pouco iluminado, o que estranhámos; o avião da TAP mantinha-se ali, imobilizado, parecendo que esperava por algo para ser posto em marcha e rolar para a pista. Pouco depois apareceu o Chefe do Estado Maior da Força Aérea, General Mira Delgado, que nos veio desejar boa viagem; ficámos um pouco curiosas e apreensivas perante tanta despedida e votos para que tudo corresse pelo melhor.


Colocaram-nos na zona da 1ª classe do avião, comunicando-nos que qualquer pergunta do pessoal de bordo sobre a nossa presença deveria ser remetida para o piloto, comandante Magro (que viemos a saber posteriormente ser irmão do Coronel que estava em Luanda). Fomos informadas de que só sairíamos, definitivamente, em Carachi.
Passado pouco tempo sentaram-se atrás de nós cinco ou seis homens trajando à civil; soubemos mais tarde tratar-se de oficiais e sargentos do nosso exército, da arma de engenharia, enviados à pressa nessa missão. Ouvimos o ruído de um carro, que pude divisar da janela do avião, um carro grande, com capota de lona vi encostar ao avião, não tendo conseguido detectar mais pormenores. Passado pouco tempo arrancámos para a placa do estacionamento do aeroporto, para a entrada do pessoal de cabine, duas hospedeiras e um comissário de bordo que, penso eu, só nesse momento souberam para onde iam voar, porque nos perguntaram pelos bilhetes; respondi-lhes que perguntassem ao comandante o avião.
Por volta das onze da noite locais descolámos rumo ao nosso destino. Nessa altura, disse à Nazaré: “Com todo este aparato, achas que nos vai acontecer alguma coisa? Uma das hospedeiras deu-nos cobertores para nos taparmos e dois banquinhos para descanso das pernas, pois a viagem ia ser longa e nós, poucas horas antes, tínhamos chegado dum local bem distante. Dormimos tranquilamente algum tempo, até porque estávamos muito cansadas e havia que recuperar forças para o que viesse.
Recordo-me que quando acordei para não mais dormir até à chegada no outro dia já de noite, talvez por volta das vinte horas locais, ter sobrevoado as costas da Itália, Grécia, Turquia, as Ilhas de Rodes e Chipre, até fazermos a primeira paragem no Líbano, na cidade de Beirute, onde almoçámos e o avião foi reabastecido.
Toda aquela vista aérea me encantou, pois foi feita com condições atmosféricas favoráveis e o mar mediterrâneo por baixo de nós, de tons de verde e azul, fascinou-me. A aproximação ao Líbano mostrava-nos uma cidade que me parecia ser linda. Não deu na ida para a apreciarmos, mas na vinda pudemos visitá-la. Ao sairmos para o restaurante reparámos então no avião seguiam umas dezenas de rapazes, que tinham em comum peças de vestuário iguais: nuns, eram as camisas, noutros as gravatas, ou sapatos e até as meias. Não nos foi difícil de adivinhar que se tratava de militares.
A vida é um misto de acasos e emoções. Aconteceu que na nossa mesa se sentou, entre outros, um jovem que na minha frente me olhava, parecendo rebuscar na sua memória a minha fisionomia, para chegar à conclusão de onde me conhecia. Porém, eu com a minha memória de elefante, que afirmam que tenho, reconheci-o de imediato. Comíamos em silêncio, quando o rapaz mete conversa e me diz conhecer-me, embora não se lembre donde. Sorri nessa altura e perguntei-lhe se não tinha uma cicatriz, por cima do ombro direito, respondendo-me afirmativamente, muito espantado. De repente, exclama “Srª enfermeira Lopes Pereira, o que faz aqui no meio de nós?” ao que lhe respondi, que ia no mesmo passeio turístico que ele. Ficou espantado e de repente começou a falar do que os jornais tinham noticiado sobre as primeiras mulheres pára-quedistas e eu pedi-lhe que se calasse. Tinha estado internado no meu serviço no Hospital de Santa Maria, meses antes de ir para a tropa e por esse facto, estava muito presente na minha memória.
Despedi-me dele em Carachi; continuou viagem para Goa, ficou prisioneiro e nunca mais o vi. Prestes a chegarmos ao Paquistão o comandante mandou avisar-me que possivelmente teria que seguir directamente para Goa e assim sendo, não nos deixava em Carachi. Eu como mais antiga, era a interlocutora, respondendo que as ordens que recebera eram para ficar ali e não noutro lado.


Não sabíamos o que se estava a passar mas o comandante, via rádio, sabia que o assalto ao aeroporto podia estar eminente. A invasão já tinha começado e o avião dos TAIP, que deveria estar em Carachi, para fazer o transporte do material de guerra e os militares para Goa, que connosco tinham viajado, não tinha conseguido sair, pelo que o nosso avião fez uma paragem técnica. O pessoal saiu para comer e voltar para continuar a viagem. Nós ficámos em Carachi e, talvez por volta da meia-noite, soubemos que o aeroporto em Goa tinha sido bombardeado; desconhecíamos o que acontecera ao avião e a todos os que iam a bordo, incluindo a tripulação.
Na viagem até Carachi fomos muito bem tratadas pelo pessoal de cabine, de cujos nomes tenho pena de não me recordar. O comissário de bordo, ao conversar connosco, contou-nos que era casado e que esperava ser pai do primeiro filho, pois a mulher estava grávida de seis meses. Quando se soube que o bombardeamento tinha sido no desembarque em Goa, as palavras do comissário não me saíam do pensamento, embora estivesse preocupada com todos os que iam naquele avião, com menos sorte que nós.
Ninguém no grupo sabia da missão, que aquele avião ia chegar e o que transportava. Carachi era uma cidade de espionagem intensa e estava em guerra há anos com a União Indiana, por integração do território de Caxemira, cuja posse ambos reivindicavam. Se o governo indiano soubesse desta missão, da ajuda e das facilidades de manobra que o governo paquistanês nos tinha concedido, por certo nos teriam abatido, daí todo o grande secretismo à volta deste voo.
A Mª do Céu quando viu chegar o avião e este se imobilizou, disse ao Dr. Tender: “parece a Mª Arminda que vem ali à janela, mas não pode ser, porque ela está, em Angola”. Foi um espanto para todos a nossa chegada - os homens pareciam pertencer a grupos desportivos, até transportavam alguns sacos de rede com bolas, o que eu e a Nazaré não tínhamos visto, na paragem em Beirute e ficámos espantadas e convictas de que se tratava de uma missão secreta.
Aquela noite foi um pesadelo, não nos deitámos, apesar do alojamento disponibilizado ser nas instalações do aeroporto, num piso térreo, que as várias companhias estrangeiras que nele operavam tinham para descanso das tripulações. O nosso era da Companhia da KLM. Apesar de muito cansadas permanecemos por ali a fim de sabermos mais algumas informações através dos paquistaneses, porque de Lisboa ainda menos se sabia e de Goa, nem pensar. Mais nada se soube e foi com forte angústia que por ali fomos ficando, em alerta a novos acontecimentos.
Entretanto encontrava-se ali estacionado outro avião da TAP que iria transportar algumas crianças e as últimas mulheres e que aguardava partida para Lisboa; entre elas estava uma grávida, em fim de gestação. Foi decidido que seguiriam nesse voo a Céu e a Ivone e que ficaríamos nós, Nazaré e eu. com os restantes elementos da missão, até chegarem ordens de Lisboa. A ansiedade que nos tomou, também tomou a parturiente, que começou a dar sinais evidentes de que o parto podia ocorrer a qualquer momento - o que teria acontecido, se o avião tivesse ido para o ar. Foi de imediato acompanhada pela Mª do Céu e internada numa clínica obstétrica local, tendo nascido uma menina. O pai, um sargento enfermeiro do exército, foi, como todos os outros militares, feito prisioneiro e só veio a conhecê-la, meses depois, quando da sua libertação.
No dia seguinte continuávamos sem notícias, nem de Goa nem de Lisboa. Nessa tarde o Dr. Tender foi confrontado com telefonemas anónimos, em que o interlocutor perguntava se ele era militar, bem como o restante grupo. Essa ocorrência deixou-nos a todos um pouco apreensivos, pois tínhamos sabido que algum tempo antes uma hospedeira da TWA tinha sido assassinada. Quando o avião estava prestes a sair, o comandante foi avisado de que deveria aguardar, porque estavam a caminho dois aviões, que conseguiram descolar de Goa, em condições muito desfavoráveis e escapar ao controle dos radares indianos.
Foi com grande alegria que vimos chegar a tripulação, com o avião que nos transportara, bem como o dos TAIP, que não tinha podido anteriormente descolar de Goa, trazendo o pessoal civil que trabalhava no aeroporto e o director da Emissora de Goa. Com os novos acontecimentos ficámos todos em Carachi, até a senhora ter alta; no dia vinte à tardinha, o avião dos TAIP (ainda com marcas dos estilhaços de bombas) iniciou a viagem de regresso, transportando-nos a nós e a todas as pessoas que tinham conseguido fugir, as restantes mulheres e crianças e a nossa nova passageira recém-nascida.


O avião da TAP ficou no aeroporto, para reparação, tinha sofrido mais estilhaços que o nosso. O que nos trouxe, pilotado pelo comandante Solano de Almeida, era um DC4, muito mais lento, um quadrimotor a hélice, enquanto a primeira aeronave era turbo-hélice e mais rápido. Soubemos de imediato, que seria uma viagem muito mais demorada e com escalas pelo meio. Preocupava-nos além dos condicionalismos existentes, o bem-estar de todos os que estavam a bordo, até porque alguns dos passageiros estavam psicologicamente abalados. Tinham embarcado à pressa, apenas com a roupa que traziam na altura vestida. Acima de tudo preocupava-nos a recém-nascida e a sua mãe. Passámos desde então a assumir o papel de enfermeiras hospedeiras, o que teve a virtude de nos trazer distraídas e ocupadas.
Saímos na noite do dia vinte e a primeira paragem foi na Síria, em Damasco, apenas para reabastecimento; daí seguimos para o Líbano rumo à cidade de Beirute, onde pernoitámos, sobretudo para descanso da tripulação, que era única para toda a viagem. Este percurso, segundo o que os pilotos nos disseram, foi mais demorado porque o avião tinha que subir lentamente acima dos montes da cordilheira do Líbano, que separa este país da Síria, não sendo as condições as mais favoráveis, pelo que teve que subir em espiral até atingir a altitude de segurança.
No dia seguinte, vinte e um à noite, descolámos para mais um percurso; mas a paragem na cidade de Beirute tinha-me permitido visitá-la, pois era linda e com duas zonas distintas: uma parte mais antiga, no centro, e outra, nova, de enormes edifícios, que lhe valeu pela sua imponência a designação da “Riviera do Oriente”.
Aterrámos em Beirute já era escuro, com mau tempo e chuva intensa; e foi debaixo desta, que a Nazaré e eu deixámos o hotel onde estávamos alojados e procurámos uma farmácia próxima para comprar, material de penso a fim de tratarmos o cordão umbilical da bebé, que ainda não tinha caído. Escusado será dizer que sem qualquer protecção e a água a entrar no pescoço e a sair nos calcanhares, nos deixou molhadas até aos ossos, mas foi por uma boa causa.
Aproximava-se o Natal e a cidade com enfeites alusivos ao mesmo, com cedros e pinheiros de montanha, fascinou-me. Actualmente e com o grau de destruição que caiu sobre a mesma, a paisagem deve ser muito diferente e alguns daqueles imponentes edifícios da zona moderna, penso que foram em parte destruídos nos conflitos mais recentes, a avaliar palas imagens televisivas que nos têm sido mostradas nos últimos anos.
Na permanência em Carachi, também fui, mas sozinha, ao centro da cidade, tendo utilizado um riquechó, tipo lambreta com capota de lona, onde o dono levava uma esteira. Era cerca do meio-dia e para meu desespero, chegou a um local onde se encontravam vários veículos iguais, mandou-me descer e apontou-me a zona para onde eu me deveria deslocar a pé. Dito isto, puxa pela esteira e virou-se ao que julguei ser para Meca e com os outros, ficou a fazer as suas orações.
Eu ficara num local onde se situavam os Bancos e assim vestida à ocidental a cruzar-me com os naturais, as mulheres de saris e lenços na cabeça, os homens de calças largas e de turbantes, fizeram-me ter algum receio, até porque me veio ao pensamento a história da hospedeira raptada e assassinada, anteriormente à nossa chegada.
Achei a cidade suja; uns vendedores ambulantes nuns carros do tipo dos da venda de castanhas em Portugal, comercializavam um caldo espécie de sopa, ao mesmo tempo que mascavam uma pasta encarnada, que muitas vezes cuspiam para o chão, o que me enojou fortemente e me fez retardar a saciação da fome, que começava a sentir. O trânsito era caótico, com carros sempre a apitar no meio de veículos motorizados, onde também passavam como meio de transporte, vacas e camelos. Uma verdadeira babilónia, que gostei de apreciar, pela sua excentricidade.
A Nazaré aproveitou o dia para visitar uma religiosa sua amiga, que se encontrava num convento no deserto, a uns quilómetros de distância, tendo feito também só, o percurso num táxi que alugou no aeroporto. Finda a visita, a religiosa com outras Irmãs, veio trazê-la na sua viatura por receio e porque era preciso chamar da cidade, um novo transporte.
 Na véspera à tarde ela e eu já tínhamos andado num táxi da marca Gogomobil, que era pequeníssimo, conduzido por um homem, muito alto e com um mau aspecto, que dizia saber onde ficava o convento, mas na realidade não sabia. Quando o vimos sair da estrada e meter para um bairro da periferia quase sem luz, onde os homens nas soleiras das portas e fumando os seus cachimbos, descansavam acompanhados de alguns camelos, começamos a ter receio de prosseguir a viagem. Estava prestes a anoitecer e o condutor por informação que outro lhe dera, dizia-nos que esse convento ficava no meio do deserto. Pedimos-lhe então a conta e apanhamos outro carro, que ali estava e regressámos ao aeroporto, felizmente sem mais incidentes. Esta missão foi um misto de aventuras e emoções, mas ainda não tinha terminado.


Descolámos então de Beirute, no dia vinte e um de manhã, desejosos de chegar a Lisboa; nesse percurso apanhámos tanta turbulência que julgávamos que o avião ia cair. Alguns passageiros começaram a ficar assustados e o nosso médico, o Dr. Tender, quase que desmaiou. O susto por que passámos foi tão grande, que resolvemos fazer o baptismo da menina, “sob condição”, fórmula existente na Igreja Católica para situações de urgência, como morte iminente, não invalidando um baptismo, a posteriori, por um sacerdote. A menina a partir daquele momento foi por nós, considerada nossa afilhada.
Após muitas horas de voo, aterrámos debaixo de chuva intensa em Palma de Maiorca, conscientes do perigo que tínhamos corrido, sabendo dos buracos feitos pelos estilhaços na fuselagem do avião na sequência do bombardeamento do aeroporto de Goa. Na viagem um dos tripulantes de nome Vinhas, com quem mais tarde viemos a contactar de perto e com quem voámos muitas vezes, porque era um navegador da Força Aérea, mostrou-nos um estilhaço de uma das bombas lançadas, que tinha apanhado antes de fugir.
 Nessa noite pernoitámos na ilha, de onde saímos no dia seguinte, vinte e dois, com um sol radioso, que nos permitiu desfrutar a linda vista aérea e nos animou o espírito. Lisboa estava mais próxima e até já sentíamos o cheiro do Natal.
No final desse dia, avistámos a nossa capital e todos nos animámos; porém, ao sairmos do avião fiquei impressionada com o mar de gente que aguardava a nossa chegada, na ânsia de saberem mais notícias dos acontecimentos e de familiares que tinham sido feitos prisioneiros. A televisão mostrou no noticiário essa chegada e a minha família viu-me aparecer na saída e desfez as dúvidas com que tinha ficado na semana anterior.
Quando em Portugal se soube da invasão dos nossos territórios na Índia, a minha cunhada, tinha dito para o meu irmão: “A tua irmã não voltou para Angola, foi de certeza para a Índia”. E tinha razão, foi por um acaso que não fui lá parar, porque talvez não tivesse tido a sorte de regressar.
Também em Angola, quando se soube do sucedido e o que acontecera ao nosso avião, a Zulmira e Lurdinhas, foram nessa tarde à igreja do Carmo mandar rezar uma missa pelas nossas almas, convencidas que tínhamos morrido nessa ocasião. Contaram-nos depois que a Zulmira dizia para a Lurdinhas, ”Como é que vai ser agora, que grande responsabilidade só ficámos as duas e ainda por cima perdemos as nossas grandes amigas”, respondendo a outra que haveriam de se arranjar; e choravam ambas copiosamente, até que o Dr. Varela - que as acompanhara - lhes disse que ia procurar saber mais notícias, para as tranquilizar; não era fácil, pois as notícias não chegavam a Luanda tão rapidamente, só pela comunicação oficial, por meio dos chamados “Rádios”.
  Graças a Deus que cheguei a esta data para recordar todas as emoções vividas nessa missão, tendo todas nós sido condecoradas, pelo então Ministro do Ultramar, Professor Adriano Moreira, com o Grau de Cavaleiro de Benemerência. No dia seguinte depois de cumpridas as formalidades militares, fui à Baixa comprar um casaco por causa do frio, mas tinha dificuldade em caminhar a direito, parecia embriagada por efeito de tantas horas de voo.
No dia vinte e quatro passei no barco para o outro lado do Tejo e com a chuva a cair, vi partir a última camioneta que me levaria para Setúbal. Não podia ali ficar parada mais tempo naquele lamaçal, isto porque o cais de embarque de Cacilhas, era de terra batida. Felizmente apareceu um conterrâneo que estava nas mesmas condições, alugámos um táxi e dividimos a meias a despesa e cheguei a casa. Foi o melhor presente que tive: bater à porta dizer que era eu e não, o Pai Natal, abraçar os meus irmãos e festejar essa quadra com a minha família. Depois do Ano Novo, apanhei com a Nazaré outro avião, de regresso a Luanda.
Esta missão estava cumprida e foram muitas as que realizei ao longo de quase dez anos de vida militar, a maioria nos ex-territórios ultramarinos, de Angola, Guiné e Moçambique, entre outros.
Passados meses sobre a nossa missão, em Maio dá-se início ao repatriamento dos prisioneiros, tendo sido para eles uma eternidade o período em que ficaram privados da liberdade. Foram então nomeadas para essa nova missão, a Mª Zulmira, e a Mª Ivone que rumaram para Carachi. Porém, foi à Ivone que coube o papel de ir ao campo de prisioneiros, como hospedeira da companhia francesa da UAT e acompanhar, entre outros, o General Vassalo e Silva no seu regresso.
Começava outro capítulo da Nossa História Colonial. Tínhamos perdido os territórios do Estado da Índia, a nossa “Jóia do Império”, que tantas tormentas tinham dado aos nossos valorosos navegadores. Confesso que tive pena, nós ficámos mais pobres, sentimentalmente e culturalmente, foi uma perda que a muitos de nós deixou marcas, mas todos sabemos, não ter sido possível, pelas armas, virar os acontecimentos, a nosso favor.
“FOI O COMEÇO DO FIM, DA NOSSA EXPANSÃO ULTRAMARINA, NO ORIENTE E EM ÁFRICA E DO FIM DO NOSSO IMPÉRIO COLONIAL”.
Todos os anos, quando chega o dezoito de Dezembro, recordo e revivo esta missão sem nunca ter esquecido aquela criança, que hoje tem quarenta e nove anos. Algumas vezes perguntei à Ivone por ela e manifestei vontade, de a procurar. Por parte da Ivone tinha havido um contacto entre ambas, mas posteriormente, perdera-se. Nesta data, através de felizes acasos, a minha amiga e colega enfermeira pára-quedista Rosa Serra conseguiu o seu contacto e deu-mo. Finalmente sabia do seu paradeiro. Pude por isso falar-lhe, dar-lhe os parabéns, por mais este aniversário, saber que se chama Ivone Cruz, que é casada, tem uma filha e um filho e vive no Caramulo. A sua mãe já faleceu, mas o seu pai embora idoso, ainda vive.
Assim como eu sempre digo,” A VIDA É OS DIAS QUE NOS LEMBRAMOS”.
Espero que Deus me permita por mais alguns, lembrar-me desta data, que para muitos, foi dolorosa e lhe possa continuar a dar os parabéns.

Maria Arminda Santos     
 Ex: Tenente Enf. Pára-Quedista

Voos de Ligação:
Aeroportos da Portela e de Goa - "Restos de colecção"
DC-6 - "Pássaro de Ferro"
(Com a devida vénia)


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Voo 3052 PARABÉNS LUÍS BASTIAS.





Luís Bastias
Esp.Melec./Inst./Av.
Évora






Hoje é dia de aniversário, o Luís Bastias completa mais um ano de vida.
Em nome de toda a Tertúlia “Linha da Frente”, desejamos-te um dia muito feliz na companhia de quem te é mais querido. 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Voo 3051 O HOMEM.





Santos Oliveira
2ºSargº.Mil. Ranger
V.N.Gaia








Sou o homem
Que criou seu Mundo
Com suor
E o vê despido
De vantagens, vazio,
Sem sentido, 
Sem pousio,
Perdido,
Despedaçado...

Sou o homem, desolado,
Que não foi vivido
Porque não viveu
(Não tendo nada para viver
Ou a doar),
Mas se sente roubado
Em todo o seu passado.

Sou aquele que vegeta,
Sem terra para enraizar,
Sem meta,
Porque a tentam apagar.

Pudesse destruir este Mundo,
Transformá-lo, com suor,
Num novo modo de viver,
Profundo,
Onde apenas coubesse o Amor,
Num novo renascer...

Sou apenas o homem!
Por louco, não me tomem.



SOL da Esteva

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Voo 3050 AS OBRAS DE ARTE DO SIX (6)






António Six
Esp.MRÁDIO
Pontével




Aqui está mais um  para vos fazer recordar , a tristeza da ida e felicidade da volta.


Nele passei bastantes anos a trabalhar e francamente tenho saudades
Six

Voo 3049 ÍNDIOS;CANIBAIS E OUTROS ZIGARALHISTAS MAIS.




FUNCIONAMENTO BÁSICO SE UM HELICÓPTERO


O helicóptero é um aparelho capaz de levantar voo na vertical por possuir uma hélice na parte superior, que funciona como propulsor.
Quando o motor é ligado, a hélice principal gira, impulsionando o ar para baixo. Pelo princípio da ação e reação, o ar aplica na hélice uma força de reação para cima; a diferença de pressão gerada por ela devido a passagem do ar mais veloz sobre ela do que abaixo gera diferença de pressão e a união deste dois efeito é o que faz o helicóptero subir. 


Qualquer variação da velocidade angular da hélice produz uma variação de seu momento angular, que é a grandeza física que relaciona a massa de um corpo ao redor de um eixo de rotação com a sua velocidade angular. Os helicópteros são aeronaves altamente manobráveis ​​que não voam forçando o ar ao longo de um par de asas fixas, como em um avião, mas girando uma lâmina presa em um rotor que gira em alta velocidade. Leonardo da Vinci (1452-1519) é um dos percussores da invenção do helicóptero, mas o primeiro projeto prático foi desenvolvido somente na década de 1930 pelo russo Igor Sikorsky (1889-1972).

Sobre Igor Sikorsky


Igor Ivanovich Sikorsky ( Kiev, 25 de Maio de 1889 — Easton, 26 de outubro de 1972) foi um pioneiro da aviação.
Nascido em Kiev (à época, parte do Império Russo), Sikorsky posteriormente naturalizou-se estadunidense. Concebeu o primeiro avião quadrimotor e desenvolveu os primeiros hidroaviões de casco para a Pan American Airways, nos anos 1930. Também liderou, em 1940, o desenvolvimento do helicóptero VS-300, dentro da configuração que se tornou usual - um rotor principal e um rotor vertical anti-torque, na cauda.

 Vought-Sikorsky VS-300
A Vought-Sikorsky VS-300 era um  helicóptero monomotor projetado por Igor Sikorsky . Ele tinha um único rotor de três pás originalmente alimentado por uma de 75 cv (56  kW ) do motor. 

primeiro vôo "livre" do VS- 300 foi em 13 de maio de 1940. Apesar de não ter sido o primeiro a conseguir voar com sucesso , como o Yuriev / Cheremukhin TsAGI machine-1-EA foi na União Soviética em 1931 -32, o VS-300 foi o primeiro nos Estados Unidos eo primeiro helicóptero bem sucedido que usava um único rotoe vertical, e o primeiro rotor de cauda de configuração de anti-torque. Com flutuadores instalados, tornou-se o primeira helicóptero anfíbio .
Embora Sikorsky seja frequentemente aclamado como o responsável pela produção de helicópteros em série e por outros feitos ligados à história do helicóptero, algumas fontes indicam que esses méritos seriam devidos ao alemão Anton Flettner,  que parece ter sido, de fato, o responsável pelo desenvolvimento do primeiro helicóptero monorrotor, bem como pela fabricação em massa e pelo uso realmente significativo dessas aeronaves durante a Segunda Guerra Mundial. Um pequeno documentário de 1936 mostra o FI-185 de Flettner em vôo.




Como é que um helicóptero ficar no ar?
Pás do rotor trabalhar como asas giratórias. Helicópteros voam para cima contra a força da gravidade, utilizando os seus rotores para jogar ar para baixo abaixo deles. Como as asas de
um avião , cada lâmina no rotor de um helicóptero é um aerofólio (aerofólio): a asa com um topo curvo e uma parte inferior reta. Como a lâmina gira em torno, ele força o ar sobre a superfície superior curva e, em seguida, atira-o por trás em direção ao chão, produzindo uma força para cima. A inclinação das pás (o ângulo que eles fazem para o fluxo de ar de entrada)controla a quantidade de sustentação. Durante a decolagem, o piloto aumenta a campo com um controle chamado de passo coletivo. A sustentação produzida é superior ao peso do helicóptero e isso faz com que o helicóptero suba. Se a sustentação é exatamente igual ao peso, o helicóptero paira. Se o peso é maior do que a sustentação, o helicóptero desce. Rodar o regulador de pressão aumenta a velocidade das lâminas, e também aumenta a sustentação.
Normalmente, a sustentação produzida pelo rotor visa diretamente para cima, mas o piloto pode inclinar as pás do rotor com um dispositivo chamado o passo cíclico, esse controle faz com que o helicóptero voe em uma direção particular. Embora a maioria da força de sustentação ainda aponte para cima, alguns dos que agora também aponta para a frente, para trás, para a esquerda ou para a direita, inclinando todo o helicóptero e empurrá-lo nesse sentido.
Os movimentos do piloto são transmitidos a partir da cabine de pilotagem para as pás do rotor, por dois discos chamados de placas oscilantes . O prato oscilante inferior não gira, mas pode inclinar ou mover para cima e para baixo. A placa oscilante superior gira com os rotores sobre os rolamentos de esferas na parte superior da placa oscilante inferior. Quando o piloto empurra os controles, o prato oscilante inferior atinge o prato oscilante superior, e as lâminas são inclinadas por sua vez, por um sistema de hastes de controle.


Características básicas

As lâminas são em forma de aerofólios (asas de avião com um perfil curvo) para que eles geram elevador enquanto giram.
Cada lâmina pode rodar à medida que gira.
Hastes verticais empurrar as lâminas para cima e para baixo, tornando-giratória que giram.
Um eixo central ligada ao motor faz com que o conjunto de lâmina de rodar todo.
A tampa acima dos rotores é a prova de mísseis para proteger contra ataques inimigos.
Existem dois motores turbo-jacto de eixo, uma em cada lado dos rotores. Se um motor falhar, deve ainda haver energia suficiente do outro motor para pousar o helicóptero em segurança.

A diferença entre o Avião e o Helicóptero

Um avião pode ir pra frente e virar para esquerda ou para direita; também é capaz de ir para cima e para baixo, mas não voa para trás. Como mostra a imagem ao lado.




Um helicóptero pode fazer três coisas que o avião não pode:

Voar para trás
Girar no ar (360º)
Pairar no ar
Em um avião, é necessário estar se movendo para fazer uma curva. O helicóptero pode se mover lateralmente em qualquer direção ou girar 360º. Essa liberdade extra e a habilidade necessária para dominá-la fazem os helicópteros ser tão instigantes, mas também complexos.
Para controlar um helicóptero, uma mão segura um comando chamado cíclico, que controla a direção lateral do helicóptero, incluindo ir para frente, para trás, para a esquerda e para a direita. A outra mão segura um comando chamado coletivo, que controla o movimento para cima e para baixo do helicóptero e a rotação do motor. O pé do piloto fica sobre os pedais que controlam o rotor de cauda, que permite ao helicóptero girar em qualquer sentido no seu eixo.
Como Sikorsky projetou o rotor de helicóptero moderno
Tudo isso soa genial, e é! A pessoa que fez isso possível foi o brilhante inventor nascido na Rússia que já conhecemos um pouco de sua história no começo do post ,  Igor Sikorsky. Aqui estão dois de seus desenhos originais de helicóptero, a partir da patente de uma aeronave que passou a se chamar (helicóptero), ele apresentou, em Junho de 1931:



Observe como o mecanismo é semelhante ao que encontramos em um helicóptero moderno? A patente é extremamente detalhada é bastante complexo, então eu removi a maioria dos rótulos e os números e destaquei apenas algumas características fundamentais:
Há um aileron , no final de cada pá do rotor, em laranja.
Os ailerons podem ser inclinado pelas hastes azuis.
Há duas pás do rotor principal (que Sikorsky se referiu como "hélice elevador."
As pás do rotor inteiras podem girar sobre as varas verdes e também pode ser inclinado como eles rodam.
A pá de rotor principal roda em torno de um cubo central (amarelo) com um motor por baixo.
Um único motor alimenta ambas as lâminas do rotor principal e do rotor da cauda. Uma das inovações principais da Sikorsky era produzir um helicóptero que apenas tinha uma pá de rotor principal, com um rotor de cauda para equilibrar, por razões discutidas a seguir. Como Sikorsky observou em sua patente, tendo apenas um rotor significa um helicóptero "leve, simples de construir e barato para produzir" e três vantagens poderosas em relação aos projetos anteriores!
Por que os helicópteros precisam de um rotor de cauda?
De acordo com as leis do movimento , nenhuma força (ou ação) produz uma força igual (ou reação) na direção oposta. Isto significa que o "tracão" (a força de rotação), produzida por um
helicóptero no caso as lâminas, tende a transformar a fuselagem (o helicóptero corpo principal) no sentido oposto. Todos os helicópteros têm uma segunda hélice ou outro dispositivo para neutralizar a "tração" da lâmina principal. Na maioria dos helicópteros, um rotor de cauda equilibra o torque empurrando no sentido oposto ao do rotor principal. Alguns helicópteros tem dois rotores montados no mesmo eixo, que rodam em direções opostas ( contra-rotação ) para cancelar o torque. Outros tem um rotor na parte da frente e um rotor na parte de trás e anula a "tração" girando em direções opostas. Rotores de cauda resolvem o problema, mas pode causar outros. Barulhento e perigoso para os passageiros, o rotor de cauda de um helicóptero também é altamente suscetível a danos de passar pássaros ou detritos. Este é um grande problema, porque um helicóptero com um rotor de cauda danificada é perigosamente incontrolável. Note que helicópteros têm um ventilador gigante dentro da fuselagem que suga o ar logo atrás do cockpit e sopra novamente através de um orifício lateral perto da cauda. Isso produz a mesma força para o lado como um rotor de cauda, ​​mas é mais silencioso e seguro.
Abaixo segue uma ilustração de como funciona o helicóptero , é bem interativo vai ajudar a esclarecer algumas dúvidas , assim como os vídeos também. Espero ter ajudado, sei que as informações são básicas mais acho que com elas, muitas dúvidas podem ser sanadas!
Um abraço e até mais.

Voo de Ligação:
Mecânico de Aeronaves



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Voo 3048 AS OBRAS DE ARTE DO SIX (5)





António Six
Esp.MRÁDIO
Pontével



Aqui vos deixo mais um  para matar saudades  e sonhar naqueles anos , como éramos jovens  , quantas loucuras ...



Sincero abraço.
Six

VB: Sendo que a importância deste teu trabalho de arte  é de uma qualidade excelente, permite-me que realce o teu saudosismo pela nossa FAP.
Obrigado Companheiro.

Voo 3047 COMPANHEIROS PILOTOS E MECÂNICOS,LEMBRAM-SE?







Victor Barata
Esp.Melec/Inst./Av.
Vouzela



É uma verdade que "o tempo não traz de volta o que o tempo levou", mas por vezes é bom recordar o passado.
O meu AMIGO  José António, mais conhecido pelo “Pilão”, ofereceu-me o manual do Check List do Dornier  DO 27!

Devo dizer que 80% das minhas horas de voo foram feitas nesta aeronave… Que saudades tenho de ti meu Teco-Teco,eras o maior do mundo, contigo passei maus e bons momentos na minha juventude em teatro de guerra  nunca nos separamos.
Revisitamos quem fomos, relembramos um certo tipo de inocência, de optimismo e de limpidez no olhar e no final sorrimos a quem fomos com a melancolia, a maturidade e a sabedoria do presente...”
Descansa em Paz!
Obrigado Pilãozinho!


Victor Barata

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Voo 3046 AS OBRAS DE ARTE DO ANTÓNIO SIX (4)






António Six
Esp.MRÁDIO
Pontével






Aqui vai mais um dos meus bonecos,o T6 - Harvard com o titulo Sinfonia em Azul
Abraços  
Six