Manuel José Lanceiro
MMA (Canibais) Guiné
Lisboa
Anos
1973/74, algures nas bolanhas de Babadinca.
o ZÉ foi arranjar almoço
Manuel José Lanceiro
MMA (Canibais) Guiné
Lisboa
Anos
1973/74, algures nas bolanhas de Babadinca.
o ZÉ foi arranjar almoço
Proposta de Regulamento para o Concurso de Fotografia do Blog
da BA-12.
O concurso de fotografia “A nossa vivencia na BA-12” é
organizado pelo Blog da BA-12.
Para a sua realização é constituída uma comissão composta pelos elementos
deste Blog, e por mais dois companheiros a nomear.
Objectivo e Tema
Este concurso tem como primeiro objetivo sensibilizar todos
os operacionais da linha da frente do nosso blog, para o tema “A
nossa vivência na BA-12”, pretendendo desta forma dar a ver, sob a
forma de ensaio fotográfico, diferentes perspetivas e pontos de vista que
enquadrem um mundo global onde pessoas de várias proveniências partilharam um
espaço físico.
Num segundo plano, anuncia-se como vontade da comissão dar a
ver a expressão fotográfica sem prejuízo de qualquer área da sua manifestação,
podendo os trabalhos a concurso serem mais documental ou conceptual, desde que
abranjam a temática proposta, sem qualquer imposição de meios privilegiados
para a sua produção conquanto que enquadrados na designação genérica de ”A
nossa vivência na BA-12”.
1. Destinatários
1.1 - Apenas serão admitidos a concurso os operacionais
desta unidade.
1.2 - Este concurso destina-se a amadores, profissionais.
1.3 - Não poderão concorrer os membros do júri bem como os
seus familiares em 1º grau.
2. Prazos e Regras
2.1 - O prazo para inscrição e envio das fotografias a
concurso decorre até 30 de Abril de 2022, inclusive.
2.2 - Serão aceites um mínimo de 3 e um máximo de 10
fotografias por autor.
2.3 - Os resultados serão anunciados na última semana de
Maio.
2.4 - A exposição decorrerá no nosso próximo encontro de
Especialistas da BA-12.
2.5 - A inscrição no concurso não tem qualquer custo.
3. Material para
Concurso
3.1 - Só serão admitidas imagens por email e com os seguintes
requisitos:
1. Formato: JPG
3.2 - As imagens a concurso devem ser acompanhadas por
legenda, introduzida no respetivo email, identificadas numericamente.
3.3 - Não poderão ser apresentadas obras cujos direitos de
autor não pertençam integralmente e sem exceção ao participante devendo este
indicar a autoria.
4. Júri
4.1 - O Júri é composto por um elemento deste Blog e dois representantes
dos operacionais a designar.
4.2 - Os elementos do júri serão divulgados no momento do
anúncio dos premiados.
4.3 - As decisões dos júris são soberanas e solidárias, não
sendo admitido recurso.
5. Utilização de
Imagens
5.1 - Ao participarem, os autores das fotografias, cedem os
direitos de reprodução das imagens tanto para promoção do concurso nas redes
sociais e no site do Blog da BA-12, como para publicitar o presente concurso
fotográfico da organização e email, não sendo o Blog da BA-12 obrigados a pagar
qualquer remuneração ao seu autor.
5.2 - Qualquer outra utilização das imagens, será objeto de
acordo entre o autor das mesmas e o Blog da BA-12.
Boa tarde companheiros
E já passaram 2 anos em que temos andado confinados,
mascarados/açaimados, enfim estivemos em destacamento forçado nas nossas casas.
E AGORA ????
Parasse que em Abril as restrições serão todas levantadas,
e:
Avançamos para o Nosso Encontro?
1.
SIM
2.
NÃO
Antes de pormos a máquina em andamento precisamos de saber o
que V.exas. desejam ?
Digam de vossa justiça P.f.
Um abraço
Mário Aguiar
Vitor Hugo Oliveira e Glória Oliveira informam a todos os
familiares, amigos e colegas do nosso Pai, que o velório será na igreja de
Caneças amanhã, domingo, a partir das 10h.
A cerimónia religiosa terá início às 15h30 e a saída para o
cemitério às 16h.
Devido à situação pandémica em que vivemos, recomendamos todo o cuidado e
distanciamento social, para proteção de todos.
Muito obrigado
Este era o nosso companheiro Benfiquista e alcunha
"PICHAS", como ele gostava de se identificar.
As nossa condolências à família na pessoa dos seus filhos que nos mandaram esta mensagem.
Manuel José Lanceiro
MMA (Canibais) Guiné
Lisboa
Viva companheiros, aqui mando duas coisinhas,
Varanda do bar
do CAOP 2 – Nova Lamego, três garbosos Especialistas (Lanceiro Ferreira e
Castro, três meninos de couro a beber água Perrier…
Esta fotografia foi tirada
em 1973/74, na Guiné, não me lembro em que zona, apesar da sua singeleza tem
vários aspectos curiosos.
A saber:
- Dois atiradores de canhão,
um mecânico, dois pilotos o terceiro era o fotógrafo. O Castro (Menino),
Lanceiro, Oliveira, Príncipe e o Santos (Bébé) respectivamente, o fotógrafo era
o Coelho.
- Estávamos a dar apoio a
uma operação importante, porque não era frequente, dois canhões na mesma
missão.
- Revela a amizade e
camaradagem que unia pilotos, mecânicos e atiradores de canhão.
Por fim era composta por
três Furriéis Milicianos (Pilotos) e três Cabos Especialistas, todos jovens de
19 a 23 anos.
Muita responsabilidade para
tanta juventude.
Um grande abraço
Manuel José Lanceiro
Alfredo Santos
EABT
Lisboa
Amigos
Envio-vos 4 bazucas da Festa dos
Especialistas da BA-12, realizada na esplanada do nosso Clube, nos fins de Maio
de 1974 (REABT).
Alfredo
Santos - “Velho”
(EABT
Giselda Pessoa
ENF./PARA
Lisboa
FARTOTE DE LEGUMES
Quando deambulava pelos aquartelamentos
espalhados pela Guiné, nas minhas missões, tive oportunidade de verificar as
condições difíceis em que viviam muitos dos nossos militares, nomeadamente no
que dizia respeito à alimentação.
Na verdade, devido às dificuldades de
abastecimento de géneros, mais visíveis nos aquartelamentos mais isolados, a
alimentação falhava com bastante frequência, quer na quantidade quer na
qualidade.
Essa situação era agravada nos locais que
não dispunham de pista ou que, por acção do inimigo, tinham visíveis
dificuldades no reabastecimento por via aérea ou mesmo por via terrestre.
Assim, o "prato do dia" em
muitos sítios era sistematicamente repetido, geralmente com base no arroz ou
massas e enlatados e algum produto produzido localmente, mas muitas vezes com
visível falta de frescos para acompanhar a refeição.
Tive a oportunidade de verificar isso
pessoalmente em diversos locais onde, por força do apoio a operações,
permanecia durante todo o dia, juntamente com as tripulações de alerta às
evacuações.
Lembro-me que, em determinada altura, devido ao sistema de rotação com as
minhas colegas, dia sim dia não "abancava" no aquartelamento de Cufar
onde, sistematicamente, ao almoço nos era servido esparguete com ovo estrelado,
salsichas e mortadela (das enlatadas). Poder-se-ia dizer que não era tão mau
como isso, mas não se pode considerar adequada uma alimentação que, por ser
repetitiva, se tornava enjoativa, acrescida da falta de frescos para equilibrar
a ementa.
Outra situação particular vivi-a num
aquartelamento no norte da Guiné que apenas dispunha de um heliporto
improvisado; após a nossa aterragem, logo pela manhã, muito amavelmente
perguntaram-nos se queriamos beber alguma coisa. Para evitar penalizá-los
pedi-lhes um simples copo de água. Disseram-me que água não tinham no momento,
que tinham que a ir buscar longe. Só se fosse whisky ou Martini...
Pelo contrário, outro local em que muitas
vezes permanecíamos, no sul, dispunha de bastante água, não costumando ali
faltar os frescos. No decorrer de uma operação em que ali parámos um par de
horas, numa visita às hortas que ali havia tive a oportunidade de gabar ao seu
responsável a qualidade dos legumes ali produzidos.
No momento em que nos preparávamos para
descolar tive a surpresa de ver o tal responsável pelas hortas dirigir-se-me,
trazendo-me simpaticamente dois sacos volumosos, um com alfaces, outro com
couves. Embora com os meus protestos, pois eles precisariam mais daqueles
frescos do que eu, acabei por embarcar o material que tão generosamente nos
tinha sido oferecido.
O nosso destino era Guileje, onde tive
igualmente a oportunidade de passar bastantes dias de alerta. Pela experiência
anterior, sabia das limitações de Guileje no que dizia respeito à água e aos
frescos, pelo que, lá chegados, foi com satisfação que ofereci os sacos com os
legumes que tinha trazido comigo. E o facto é que de imediato alguém tratou de
dar destino àquele "petisco" caído do céu. E ao almoço, que
partilharam com a tripulação, foi possível distribuir, por um dia, um
"rancho melhorado" a quem, devido às carências existentes, há já uns
tempos que não metia o dente nuns legumes tão frescos e tão apetitosos.
Nota: A foto 1 foi cedida pelo Gil
Moutinho, na foto (os nossos agradecimentos). As fotos 2, 3 e 4 aqui
reproduzidas destinam-se essencialmente a enquadrar o texto, não estando
directamente relacionadas com os eventos descritos. Reproduzidas de
"Luís Graça & Camaradas da Guiné", com a devida
vénia.
Joaquim Mexia Alves
Alf./Mil.Ranger
Monte Real
Partiu hoje um dos
maiores amigos que tive na minha vida!
As histórias com o Jaime Brandão são inúmeras desde garotos, passando pela
Guiné, pela dita revolução e até aos dias de hoje.
Por causa da nossa amizade passei fins de tarde quase contínuos na BA5,
mormente na Esquadra dos Falcões, e por isso mesmo me foi concedido algo único
na minha vida: um voo de A7.
Claro que, embora houvesse outros “candidatos” amigos que me queriam levar,
não poderia deixar de ser o Jaime a dar-me esse raro prazer, quase impossível a
civis.
Foi
um dia memorável.
Tal como o dia em que, envolvido na primeira Operação Militar na Guiné, no
segundo mês da minha chegada, com o camuflado ainda a “cheirar a goma”,
desembarco no quartel de Portogole e quando estou a subir a rampa para as
instalações vejo o Jaime vir direito a mim a sorrir e abraçando-me com toda
força.
Perguntei-lhe como era possível ao que ele me respondeu a sorrir que sabia
que eu estava envolvido naquela Operação e que ia desembarcar em Portogole para
passar a noite e como vinha de regresso a Bissau, declarou que tinha a porta
aberta do DO27 e que tinha de aterrar em Portogole.
As histórias são inúmeras, (de dia ou de noite), e todas elas são memórias
fantásticas que me trazem agora lágrimas aos olhos
O Jaime era um homem franco, honesto, sério, que não pedia licença para
dizer o que pensava e sentia, mesmo que isso lhe acarretasse incompreensões ou
mesmo problemas.
Amigo
do seu amigo, levava a amizade muito a sério, tão a sério que não se coibia de
me dizer algo que eu fizesse mal, como eu lhe dizia também a ele.
É assim a amizade verdadeira!
Mas tinha também um humor muito especial e vivemos momentos hilariantes ao
longo de todo este tempo que Deus nos deu de amizade verdadeira e vivida.
Muitas vezes as nossas conversas eram quase um monólogo tal a identidade de
pensamento e opinião que tínhamos os dois.
Em bom e antigo português era quase um: “se um diz mata o outro diz
esfola”!
Espero, (fazendo humor), que no Céu haja cerveja, porque ele tem que ter
uma esplanada onde a beber esperando por mim e por muitos mais que nos faziam
companhia.
Há
homens que nunca fizeram nada por Portugal e são recordados como se o tivessem
feito.
O Jaime foi voluntário para a Força Aérea, serviu o seu país na Guiné e em
Portugal, serviu o seu país na sua profissão como civil, lutou por um país
melhor do que o “politicamente correcto”, e ninguém, com certeza desta gente
que nos governa terá uma palavra para ele, o que ele, julgo eu, até agradece.
Envolvo
a sua família, mulher, filhas, netos, irmãs e irmão no meu estreito e muito
amigo abraço, sem palavras que as não tenho para dizer.
Estou profundamente triste, embora acredite que aos homens bons como o
Jaime, Deus tem sempre junto de Si, mas isso ainda não mitiga a saudade imensa
que já sinto em mim.
Como dizemos em Monte Real, pelo menos no tempo em que eramos garotos, quando as pessoas se encontram: Adeus!
Eu digo-te, Jaime meu querido amigo, adeus e até já!
Marinha Grande, 18 de Dezembro de 2021
Joaquim Mexia Alves
Santos Oliveira
2º.Sarg/Mil
Porto
Car@ Amig@
O natal é sempre tempo
de nos aproximar nos sentimentos que nos estão enraizados.
Aos meus desejos, são o
meu sentir.
Festas felizes e uma
amizade continuada.
Santos Oliveira
Ao aproximarmo-nos desta quadra natalícia é incontornável algum balanço de final de mais um ano e nesse sentido verificamos que ficámos indelevelmente marcados pela triste perda do nosso Comandante Victor Barata, mas, talvez e principalmente seja de relevar as inesquecíveis marcas de fraternidade, camaradagem, amizade e união com que nos brindou e que deixou nas nossas vidas. É altura de valorizarmos ainda mais estes valores pois, como percebemos muito bem durante este biénio de 2020/2021, os mesmos podem ser facilmente abalados por eventos inesperados e fora do nosso controle. Assim, mesmo que tenhamos de celebrar esta quadra de forma diferente do que seria habitual, não é menos verdade que a devemos abraçar de forma se possível ainda mais generosa e aberta de sentimentos e manifestações de afecto, pois com as menores dificuldades de comunicação hoje existentes, não há razão para deixarmos de assinalar aos que fazem parte das nossas vidas o muito que lhes queremos e os desejos que lhes queremos endereçar.
Muitos dos Operacionais desta Linha da
Frente passaram outros natais bem mais distantes e com muito maiores
dificuldades de comunicação com as famílias, uns viveram-no, outros talvez
possam imaginar. Hoje, mesmo sendo diferente do habitual, mesmo assim será
seguramente melhor que esses natais de outrora, vivendo a esperança de que tudo
vai ficar bem.
É nas alturas menos favoráveis que a
nossa capacidade de reinvenção e de empatia mais se devem fazer notar, por nós
e por aqueles que mais nos são queridos.
O Comando do Blogue Especialistas da
BA-12 faz votos que todos passem esta quadra de Natal em tranquila felicidade
assim como as vossas Famílias e que o próximo ano de 2022 vos traga a todos e
respectivas Famílias dias mais positivos e, sobretudo, muita Saúde.
Bom dia companheiros
Recebemos do Núcleo da AEFA de Setúbal o
cartão de Boas Festas, que agradecemos e retribuímos.
O Comando
Manuel José Lanceiro MMA (Canibais) Guiné Lisboa Viva companheiros, aqui mando duas coisinhas, Varanda do bar do CAOP 2 – Nova Lamego...