terça-feira, 14 de setembro de 2010

Voo 1914 O RECONHECIMENTO DE UM CAMARADA DO EXÉRCITO.



Santos Oliveira
2ºSargº.Ranger
V.N.Gaia


Comandantes

Acabo de aceder ao Sítio e é com a maior das tristezas que tomo conhecimento da separação de uma das “nossas”.
Palavras de apreço, carinho e, já, de saudade, nem isso agora tenho.
Apenas quero Homenagear a Camarada, a Companheira, a Amiga de qualquer um de nós, fôssemos quem e o que fomos.
Que uma parte da Paz e Tranquilidade que a todos transmitia, no desempenho das suas Missões, a façam subir MAIS ALTO no lugar que para si teve reservado desde o seu nascimento. Todos comungamos esse desejo.

Adeus, Zulmira. Estarás, Espiritualmente, sempre presente.

Santos Oliveira

Voos de Ligação:
Voo 1904 Adeus querida Companheira - Rosa Serra
Voo 1905 A Enfermeira Zulmira partiu - Giselda e Miguel Pessoa

Voo 1913 O teu último alerta,Zulmira - Victor Barata

Voo 1913 O TEU ÚLTIMO ALERTA,ZULMIRA!





Victor Barata

Esp.Melec/Inst./Av.
Vouzela









ALERTA AO DO-27!

Desta vez, só tens a companhia da Nª.Sª do AR. Para sempre. De outras vezes connosco a teu lado, em auxilio de quem sofria e carecia dos teus préstimos. Quantas foram as nossas viagens?! Dezenas e dezenas onde a tua presença era marcante para os quais tinhas sempre a solução recomendável.
Muitos dos que te vêm agora partir, certamente se recordaram que foste tu a culpada quando lhe salvaste a vida naquele momento em que ferido num teatro de guerra, tanto suplicou pela tua presença que de pronto chegou para lhe salvar a vida.
Acredito que a tua generosidade, ainda vai ser utilizada nesta tua nova unidade.

ADEUS “MARIA” ZULMIRA

O Comando dos Especialistasdaba12

Voos de Ligação:

Voo 1904 Adeus querida Companheira - Rosa Serra
Voo 1905 A Enfermeira Zulmira partiu - Giselda e Miguel Pessoa

Voo 1912 MAIS UMA QUE PARTE...





António Loureiro
Fur.PA
(Policia Aérea)
Figueira da Foz




Não tive o prazer de conhecer a Zulmira e isso também não é muito importante, o importante é neste momento de dor dos familiares e amigos, manifestar a minha singela homenagem de solidariedade e esperar que Nossa SRª. do Ar, tenha um cantinho onde possa alojar esta pioneira das coisas do ar.
Hoje, com o desenvolvimento tecnológico e abertura psicológica, tudo é muito mais fácil, mas para ter a coragem que esse grupo de mulheres tiveram em contexto completamente diferente e adverso, sabendo que iam enfrentar uma frente de combate, é obra.
Paz à sua alma

Voos de Ligação:
Voo 1904 Adeus querida Companheira - Rosa Serra
Voo 1905 A Enfermeira Zulmira partiu - Giselda e Miguel Pessoa

Voo 1911 ADEUS ZULMIRA.





Jorge Narciso

Esp.MMA
Lisboa




Ola Victor

Soube agora que a Zulmira partiu
Na impossibilidade de estar presente nas exequias pois estou no Funchal, venho por teu intermédio e do blogue manifestar o meu profundo pesar.

Tinha acabado de escrever um texto de homenagem à Zulmira, para enviar, quando a Net caiu.
Em vez de o repetir, vou sintetizar na frase que o encerrava:

Um amigo só morre realmente quando nos esquecemos dele.
Aqui fica o meu até sempre Zulmira

Jorge Narciso

Voos de Ligação:
Voo 1904 Adeus querida Companheira - Rosa Serra
Voo 1905 A Enfermeira Zulmira partiu - Giselda e Miguel Pessoa

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Voo 1910 PESSOAL,VAMOS A FORMAR.



Fernando Castelo Branco
1ºSargºMMT

Terceira - Açores


Digníssimo Comando da Linha da Frente; “Especialistas da Guiné” e RESTANTES IRMÃOS…

Nem por nada quero “beliscar” o VOSSO, tão atento e DIGNO COMANDO, ao dar o titulo desta como: PESSOAL; vamos “FORMAR”…

Por muito que “ás vezes” queiramos esquecer; o TEMPO; já ficou para trás e por muito que nos custe, vemos “embarcar” sem “querermos”, os NOSSOS IRMÃOS, que um DIA, quiseram deixar de “ser JOVENS” e escolheram usar uma FARDA, que dignificava um PAÍS, que MUITA GENTE AMA,?!...Eram os JOVENS de dezassete anos que hoje ao verem partir uma “andorinha” do seu BANDO,já têm sessenta anos e “certamente” em silêncio; ficam com os olhos humedecidos; (os meus se o liquido for demais) deixo que “ele” se misture com o MAR, ou humedeça as hortênsias, que “apreciaram” (?)a passagem da Dona ZULMIRA, quando certamente muito rapidamente esteve no Hospital Militar da Força Aérea na Terra Chã ; nesta TÃO LINDA Região que se chama AÇORES?!…

MINHA SENHORA, desfardados formamos em ALAS para A ver partir para uma MISSÃO que em vez de encontrar um SEU IRMÃO a pedir o Seu auxilio, encontrará UMA SENHORA, que LHE queremos como NOSSA SENHORA DO AR.

Fernando Castelo Branco

Voos de Ligação:
Voo 1904 Adeus querida Companheira - Rosa Serra
Voo 1905 A Enfermeira Zulmira partiu - Giselda e Miguel Pessoa

Voo 1909 A NOITE.




José Caseiro
Fur.Mil (Exercº) CART 3503


O dia já ia longo, a noite aproximava-se rapidamente, estava a começar a escurecer; estávamos em pleno mato, tínhamos que pernoitar ali, mas o local não era o mais indicado.
Há que procurar um lugar seguro para pernoitar; um lugar distante dos trilhos e que nos oferecesse uma boa camuflagem para não sermos detectados pelo IN.
Encontrado o lugar há que proceder às regras de segurança, fazer o círculo, nomear o primeiro que iria ficar de vigia e, mediante o número de pessoas se estipulava o tempo de vigia. Assim procedia a CART 3503, não facilitando em nada nos momentos vividos no mato.
Entretanto eu ia analisando o terreno, procurando um bom local para fazer uma boa cama, com um colchão de terra batida e o mais plano possível para no dia seguinte não acordar com o corpo todo dorido.
Enquanto preparava a cama a minha companheira esperava tranquilamente para se deitar comigo, que bela companheira eu tinha. O quanto eu gostava dela, gostava tanto dela que andava todo o dia com ela ao colo; tinha um carregador de 20 munições e mais uma na câmara, sempre pronta a disparar a qualquer momento que fosse necessário. Companheira que sempre me acompanhou nos momentos difíceis que eu passei em Mueda e que a abandonava no quarto da flat para ir para o bar dos sargentos desfrutar um belo descanso com umas cervejas, umas anedotas, uns cigarros, um jogo de cartas. E mais umas cervejas, e já noite, ao regressar ao quarto, um pouco alegre, para não dizer borracho, ela nunca reclamou, sempre ali esperando por mim á cabeceira da cama.
Mas naquela noite, ali no mato, como era de costume, deitou-se ao meu lado, a contemplar a lua e as estrelas, e como era hábito também, desejando que no dia seguinte não fosse necessário ser usada.
A noite estava a ser calma, quando de repente alguém salta, se sacode, se despe, todos acordam e a perguntar o que foi? Esse alguém era o soldado A, B ou C que com o cansaço adormeceu sem que tenha atirado para longe a lata com restos de comida da ração de combate, o que para as formigas era um rico banquete.
Formiga, animal tão pequeno, que nos fazia ter um enorme respeito por ela, que só quem lá andou sabe o quanto elas nos faziam sofrer quando resolviam subir pelas nossas pernas acima e nos ferrar nas partes mais sensíveis, era cá uma aflição que por vezes éramos obrigados a despir as calças para nos livrarmos delas, mas só do corpo, porque a cabeça ficava lá agarrada.
Muitas noites no mato foram passadas; noites quentes, noites de cacimbo, noites de chuva, onde o melhor seria dormir de pé, se pudesse ser; com um colchão ondulado, plano, com covas, com pedras… mas lá passávamos a noite dormindo.
Hoje, quando se vai a qualquer lado, como não podemos levar a nossa cama, lá passamos uma noite quase em branco, porque estranhamos a colchão ou o travesseiro. Como somos esquisitos agora, quando naquele tempo já nos bastava não ser incomodados a tiro quando dormíamos; onde estávamos deitados não importava.
E assim o tempo vai passando, as recordações vão aparecendo de longe em longe e fazem-nos reviver esta ou aquela situação, fazendo-nos revisitar a nossa passagem pelas terras do ultramar e pela Guerra de África.

Origem do Voo:
Blog Cacimbo

Voo 1908 ESTA É PARA TI SOTERO.





António Loureiro

Fur.PA

Figueira da Foz




Da-me licença senhor Comandante

Caros Tertulianos

Quero manifestar o meu profundo mais agradecimento aos mentores do magnífico almoço do pessoal da Linha da Frente, não só pelo repasto e pelo magnífico espaço, mas também pelos momentos de franca camaradagem que tal nos proporcionou.

Legenda: O Victor Sotero e sua mulher durante o almoço do 1ºEncontro da Tertúlia "Linha da Frente".
Foto:Augusto Ferreira(direitos reservados)

Quero agradecer também a lembrança do nosso querido amigo Sotero que, para além do seu espírito poético, vai passeando a sua sensibilidade com a lembrança de pormenores que por vezes nos escapam mas que fazem a diferença.
O Grande Cavaleiro, deixou-me um repto e sem rigor métrico, fiz umas quadrazinhas que, desde já, peço desculpa pela minha inabilidade, mas é apenas a primeira tentativa.


A Grande Escola


No Centro de Formação
Com especialidades importantes
Por vezes desvalorizadas
Por palermas ignorantes

Mecânicos ou Electricistas
Omet?s e Radaristas
Falam a mesma língua
São todos especialistas

Sejam eles da PA
Rádio ou de Enfermagem
Têm algo em comum
O espírito de camaradegem

Bombeiros e clarins
Abastecimentos ou OPC's
Todos da grande família
Que é a FAP já se vê

E os Pilotos bem acima
Que seriam Furriéis
Tal como os OCART
Que eram os Reis dos quartéis

Mas os Cabos eram Cabos
Uma raça especial
Nunca se amedrontavam
Nem que fosse do General

Voluntários sim senhor
Sempre prontos para o dever
Não nasceu dificuldade
Que resista ao seu saber

Bem dispostos quanto baste
Só compram bilhete de ida
Para a frente é o seu caminho
O futuro é a sua vida

Mas o tempo foi passando
Foi deixando as suas marcas
O vigor vai-se esfumando
E os diplomas para as arcas

Como é bom chegar aos sessenta
Com a vindima já feita
Com um olhinho nos setenta
E o corpinho sem maleitas

Por agora vou terminar
Vou agarrar na sacola
Nossa vida ficou marcada
Por passar naquela ESCOLA

Um abraço Especial

Voo 1907 ORGULHO-ME DE SERES MEU AMIGO.






Victor Sotero

Sargº.Mor EABT

Damaia





São recordações que ficam para sempre na memória de quem muito nos quer.

Sentimo-nos felizes quando reunimos à nossa volta tantos amigos para "saborear" oitenta e dois anos na vida de uma respeitável SENHORA.
Sentimos a falta de outros que por uma razão ou outra não podem estar presentes.
A vida tem destas coisas!
Eu, também não posso acompanhar fisicamente, mas estarei por perto, de certeza, em espírito, na vossa companhia.
Muito sinceramente, desejo que para alem de um dia muito "especial" seja acima de tudo um dia muito agradável para a senhora tua MÃE.
Um dia muito feliz.
Será um dia que marcará a memória de uma senhora de tão respeitável idade.
É, acima de tudo, um dia de festa. A festa da senhora tua MÃE.
Que DEUS lhe dê muitos anos com paz, alegria e muita saúde.
Para a senhora tua MÃE, os meus mais respeitosos beijos de parabéns.

Parabéns também para ti, Victor.
São os votos sinceros e amigos do:
Sotero


Legenda: A aniversariante Dª.Gracinda entre os seus filhos Victor e Carlos
Foto:Augusto Ferreira(direitos reservados)

Ouve bem o que o teu filho TE diz!




Diz-me mamã.
Se os anos passaram por TI sem sentires!
Se sou capaz de TE dar tudo quanto me pedires.
Adoro-te minha mãe, quando me beijas.

Porque choras, mamã?
A vida para TI não foi feita só de abrolhos.
Não, não chores.
Ouve bem o que o teu filho TE diz:
Minha mãe.
TÚ és linda! Tão linda como a mais bela flor.
Mãe,
TÚ que tens uma alma tão pura, tão bela e carinhosa,
Porque às vêzes choras?
Ouve minha mãe.
Ouve bem o que o teu filho te diz:
Mãe.
Porque pensaste tanto em mim?
Em me educar!
Mamã.
Ouve bem o que o teu filho te diz:
Quero que este dia TE faça MUITO FELIZ.

Oretos

VB:
Amigo Sotero, é um orgulho muito grande para mim ter-te como amigo.
Na verdade tu superas tudo com estas tuas intervenções que nos deixam bastante emocionados.
A tua ausência foi notória,acredita que ficamos com bastante magoa pelo facto de não nos fazeres companhia neste momento tão especial para a minha família,mas não se pode estar em todo o lado...
Bem -Haja Companheiro!

Voo 1906 "OPERAÇÃO AMESTIA REAL"





António Dâmaso
Sargº Mor Paraqª(Refº)
Azeitão










OPERAÇÃO AMETISTA REAL


Em 17MAI73 cerca das 17H00, a minha companhia CCP 121,juntamente com o BAT Comandos Africanos, embarcou no cais de Bissau na LDG (Lancha de desembarque grande) 201 BOMBARDA, com destino a Bigene, nesta lancha tinha um tripulante conterrâneo que não ma deixou “passar sede”, iam-mos como sardinha em lata, fui para a ponte estendi o colchão pneumático, mas não consegui dormir por causa do ruído das máquinas e da trepidação.

Levamos a noite toda e parte do dia seguinte a navegar, estivemos a fazer um compasso de espera na foz do rio Cacheu não me apercebi se tinha a ver com marés, ou se foi para só chegar a Bigene ao anoitecer, abicámos no porto de Ganturé ao meio da tarde e dirigimo-nos a pé até ao aquartelamento de Bigene, no caminho cruzamo-nos com elementos da CCP 123, que se dirigiam ao porto depois terem andado em operação na zona, chegamos a Bigene perto do por do sol.

Os Comandos Africanos seguiram em frente em direcção ao Senegal e nós ficamos na parada de Bigene, comemos a ração de combate da ordem e preparamo-nos para passar a noite ali, ao meu pelotão calhou ali mesmo num canto da Parada em terreno limpo, liso e descoberto.

Depois de anoitecer, não posso precisar a hora, rebenta uma violenta flagelação ao aquartelamento de armas pesadas e lá estávamos nós, alapados ao chão rezando para que nenhuma granada nos caísse em cima, foi por pouco, uma caiu a escassos metros do meu pelotão espalhando uma saraivada de terra e pedras para cima de nós.

Sempre que pernoitava em operações, colocava o equipamento à frente da cabeça, o que me protegeu porque no dia seguinte descobri vários furos nas cartucheiras

Dia 19 quando começou a clarear, seguimos em direcção à fronteira que ficava a cerca de6 Km chegados a esta, viramos à esquerda, seguimos pela picada da mesma, passando pelo marco de fronteira 129, mais um pouco à frente viramos novamente à esquerda, caminhamos nessa direcção entre 200 metros e 800 e emboscamos no cumprimento da missão que nos estava reservada que era manter um corredor de segurança para uma possível evacuação sanitária via heli, entre Neneco e Bigene.
Cerca das oito horas ouvimos do outro lado da fronteira os bombardeamentos dos Fiat G 91,
assim como os rebentamentos dos combates que se prolongaram até meio da tarde, perto do por do sol regressamos a Bigene, nesse dia tivemos direito a uma refeição quente.
De novo preparamo-nos para passar a noite na parada e mais ou menos à mesma hora do dia anterior, mais uma violenta flagelação de armas pesadas, desta vez não caiu nenhuma perto.
Havia um oficial do Exército que andava num jipe de luzes acesas, em alta velocidade de um lado para outro, fiquei sem saber qual a lógica de tal atitude, mas não interessava porque naquela guerra, o mais que se viam eram coisas ilógicas, como já tinha visto em 1969 em Galomaro um Tenente andar de pistola em punho a atirar aos cães.

Mal sabia eu que dali para a frente, os ataques/flagelações iriam fazer parte do nosso dia-a-dia.

No dia 20 fizemos o mesmo trajecto do dia anterior, fomos emboscar mais ou menos no mesmo sítio, à tarde regressamos e seguimos em viaturas para o porto de Ganturé onde embarcamos juntamente com alguns comandos africanos num navio patrulha, vim a saber no mesmo que se destinava a Binta.

Saudações Aeronáuticas

A Dâmaso


VB-Olá Manuel,bem vindo sejas a esta base depois desta ausência tão prolongada.As mudanças de unidade dão sempre nisto.
Pois essa data,Abril/Maio de 73 foi marcante para a nossa FAP,faleceram muitos camaradas abonados pelas tropas inimigas. Não deixou de louvar o que foi importante a vossa acção,assim como das restantes tropas em terra,para nós.

Recordo em Fevereiro ter estado no Guilege,o Com.do Aquartelamento era um verdadeiro Getilman para nós,Cap.Quintas,eu dormi no quarto do Cap.Para Caldas que estava no mato,mas passado dois dias tive a sorte de fazer uma evacuação e já fiquei na base. Estava presente nessa altura o Com.do BCP 12,Araujo e Sá,já falecido.

Voo 1905 "A ENFERMEIRA ZULMIRA PARTIU"





Giselda e Miguel Pessoa





Victor
Como ontem disse com muita sensibilidade uma camarada sua, igualmente ex-enfermeira pára-quedista, a Enfermeira Zulmira partiu, após doença prolongada.
Teve a felicidade de nestes últimos tempos se ver rodeada pelas amigas e ex-camaradas que solidariamente a acompanharam nesta difícil fase final da sua vida.

Legenda: Durante o 3º Encontro das Boinas Vedes em 2007,na Base Aérea nº 7,S.Jacinto,a Giselda,Rosa Serra e a Zulmira.

Sobre ela já a Enfª Rosa Serra, sua camarada, teceu noutro local palavras elogiosas que deixavam transparecer as suas qualidades pessoais e profissionais. Desse texto tomo a liberdade de relembrar algo do que ali foi escrito:
"A Zulmira hoje, a esta distância da juventude de então, continua a ser um Ser Humano ainda mais maravilhoso, de sentimentos puros, que escuta as lamentações dos outros, mima a alma ferida de quem sofre, apazigua quando as emoções se revelam agitadas dos magoados pelas amarguras inesperadas da vida e sem se aperceber o quanto faz bem aos outros, continua a ser aquele anjo feito gente que se projecta no outro acreditando no ser humano, desculpando comportamentos e levando-nos a saber perdoar a quem nos ofende, de uma forma tão generosa e solidária que chega a ser comovente.
Tem uma fé inabalável, que não impõe a ninguém, limita-se quando fala dela a dizer que Deus é seu amigo e que lhe pede para quando fizer a travessia (palavra dela) Ele esteja lá, para lhe dar a mão e que também gostava que a mãe e avó estivessem presentes para a acolher."
Que descanse em paz.
Giselda e Miguel

PS 1 - Informação adicional
O corpo dará entrada na Igreja de S.Domingos de Benfica, em Lisboa, pelas 14H00, realizando-se ainda hoje a missa de corpo presente pelas 21H00. A Enfª Zulmira seguirá amanhã para a sua terra natal, no Algarve, onde ficará sepultada.

Voos de Ligação
Voo 1904 - Adeus querida Companheira - Rosa Serra