quarta-feira, 6 de abril de 2011

Voo 2232 O 10 DE JUNHO E O POSSÍVEL DESFILE DOS EX-COMBATENTES.



António M.Matos
Ten.Gen.Pilav
Lisboa



Caros amigos
Em vista ao interesse demonstrado por muitos de vós para “participarem” no 10 Junho, num desfile junto ao Monumento em Belém, justa homenagem aos camaradas aí referenciados, ficou-me no entanto o receio que, com o programa da cerimónia eventualmente já delineado, exigiria a anuência dos organizadores e um ou outro acerto.
No sentido de tentar solucionar eventuais problemas, esta segunda-feira entrei em contacto com a Comissão Executiva do Encontro Nacional de Combatentes (CPHM) através do Sr. Coronel Morais Pequeno e hoje, 5 Abril, com o Presidente e responsável máximo pela cerimónia, o Sr. Tenente General Piloto Aviador Vizela Cardoso.
Ambos me confirmaram que o programa já está definido (já estava, é o mesmo desde 2008), sendo o seguinte:

10H15 Missa no Mosteiro dos Jerónimos;

11H30 Concentração junto ao Monumento;

12H00 Discurso alusivo por orador convidado;

12H10 Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana);

12H20 Homenagem aos mortos e deposição de flores;

12H40 Hino Nacional (salva por navio da Marinha Portuguesa)

12H45 Sobrevoo por aeronaves da Força Aérea;

12H50 Passagem final pelas lápides;

13H10 Salto de Pára-quedistas;

13H15 Almoço convivio (pode ser adquirido nos local).

A “Passagem final pelas lápides” tem o seguinte descritivo:

Finda a passagem dos aviões da Força Aérea, inicia-se o movimento dos Guiões que, por ordem de antiguidade, passarão à frente do Monumento e farão uma passagem de homenagem e despedida pelas lápides, no sentido directo (contrário ao dos ponteiros do relógio). Quando houver acompanhantes dos Guiões, estes juntar-se-ão no início da passagem pelas lápides. Guiões e acompanhantes igualmente completam a passagem pelas lápides, saindo, no final, para o lado da Torre de Belém.
Logo atrás dos Guiões, o Presidente convida os Convidados de Honra para passarem à frente do Monumento e fazerem o mesmo percurso, voltando ao local de partida.
Logo após será a vez do público em geral, o qual terá também oportunidade para depor as suas flores e passar, em recolhimento, pelas lápides, seguindo o mesmo trajecto dos guiões. No final saem em frente para verem o salto dos pára-quedistas ou para almoçar.
Todos estes movimentos são anunciados pelo locutor.
Mais uma vez se realça o solene cerimonial desta passagem e para o atavio que todos devem usar na circunstância.

Em vista do programa acima referido a minha solicitação era tão só a substituição da “Passagem final pelas lápides”, pelo “Desfile”, o resto do programa mantinha-se inalterado.
Sem pretender fazer juízos de valor sobre o significado de, numa cerimónia militar, se comparar um “Desfile” versus uma “Passagem pelas lápides”, (o que quer que isso signifique) entendia e entendo que a cerimónia seria altamente prestigiada com o desfile dos Guiões seguido pelos vários pelotões de combatentes.
E, na minha ingenuidade, julgava eu que a hipótese de haver um número significativo de “marchantes”, fosse aceite pelos responsáveis de braços abertos.
Pura ilusão.
A minha (nossa) pretensão foi recusada.
Ainda consegui rebater a maior parte dos argumentos que me foram apresentados para justificar a recusa do desfile, que, por decoro, me dispenso de vos enumerar.
O argumento que não consegui ultrapassar foi o de:

“Já está tudo planeado e como tal não se pode alterar”

Quero terminar penitenciando-me por vos ter incutido infundadas esperanças que este ano íamos ter uma cerimónia diferente.
Os portugueses são assim, parcos em ideias mas com o copy-paste a funcionar na perfeição.
O meu 10 de Junho termina aqui.

Abraços

AMM

Voo 2231 UMA NOITE DE SONHO.



Victor Sotero
SargºMor EABT
Lisboa



Meu Comandante:

Saúdo o “Comando”, a “Linha da Frente” e todos os “Zés” que nos deitam o olho por aqui.
Lembras-te, Victor?
Daquela noite em que estivemos de serviço?
Verdadeiramente, não me lembro em que noite foi que estivemos de serviço no Comando Operacional da Força Aérea.
Éramos quatro: Tu, eu, o Jorge Mendes e o António Loureiro.
Esperámos que a noite nos visitasse e depois do jantar, como habitual, lá nos dispusemos para uma cartada.
Servia de “mesa” a própria secretária e de cabide para os bivaques e boina, a pequena mesinha que servia de apoio ao telefone.
Eras o meu parceiro como sempre. Os nossos adversários, eram o Jorge Mendes e o António Loureiro.
Nunca gostei de perder e claro que nesse dia o “vento” estava de feição para o nosso lado.
A noite já ia entrada e nós continuávamos com a nossa “sueca”.
Sem darem por isso, dou comigo a olhar para a boina do Loureiro e espanto meu, vejo-a a movimentar-se. Com a minha mão direita, fiz o gesto de a deslocar para o lado do Loureiro e logo a seguir, com outro gesto, foi colocar-se na sua cabeça.
Eu estava calmo mas tanto tu como os nossos adversários rapidamente se levantaram e não queriam acreditar.
Fiz o mesmo gesto ao teu bivaque e ele foi para a tua cabeça. De imediato também ao do Mendes que em breves instantes se encontrava colocado.
Impossível de acreditar.
Porque a noite estava “linda”, viemos para a escadaria que dá acesso à porta de entrada do Comando.
Uma noite de Luar. Comentávamos o que tinha acontecido. Como era possível?
Na mata, em frente do Comando, reparei que qualquer” coisa” brilhava por debaixo de um pinheiro. Que seria?
Mais um gesto, e o tal “brilho” movimentou-se. Continuei gesticulando com a minha mão e em breves instantes uma lata vazia que antes tinha servido para conserva de grão, estava junto a nós.
Inacreditável. Afinal, que poder tinha eu?
O Loureiro, parecendo que não estava de acordo com as minhas “potencialidades”, em breve recolheu para os lados do quarto do pessoal de serviço à Porta de Armas.
Que pensaria de mim?
Que pensavas tu e o Mendes?
A noite avançava e cada um para o seu local de descanso. Qual o estado de espírito?
Pela manhã, no inicio de um radioso dia de Sol, quando abri as persianas do quarto, reparo que em frente do Comando havia muita euforia.
Quase toda a Imprensa, escrita e falada esperava por mim.
Pensei: Isto é para mim. Como é que esta gente aparece por cá?
Teria sido o Loureiro que os avisou das “potencialidades” que eu não sabia ter?
Nas janelas do edifício COFA, viam-se já o “Comando”,e a “Linha da Frente” com algumas senhoras para alem de alguns visitantes.
Que irá acontecer?
Rapidamente fiquei rodeado de muita gente.
Muitas perguntas que eu não sabia responder.
Victor. Tu estavas perto de mim e não sei se de propósito, fizeste cair uma moeda para o chão.
Quando a vi, o mesmo gesto e a moeda, sem me ter mexido do sitio onde me encontrava, veio para a minha mão tendo-a mostrado depois à Imprensa.
Fiquei então rodeado por tanta gente que nem eu próprio sabia onde me encontrava.
Então...abri os braços e num ápice “voei” na direcção de uma nuvem muito baixa que atravessei cheia de gelo.
O Fernando Moutinho que se encontrava na sala da Meteorologia, provavelmente para saber se tinha condições para voar, disse em voz alta:
-O gajo vai a “voar” furou a nuvem de gelo.
Ouvi-o perfeitamente!
Fui “aterrar” a cerca de quinhentos metros de distância, na Central de Emissores do COFA.
Depois... acordei. Era ainda noite e já não consegui dormir mais.
Meu Comandante:
Despeço-me acordado de um sonho, do “Comando”, da “Linha da Frente” e de todos os “Zés” que nos visitam.
Até breve

Sotero

VB: Bom Dia Victor.
Vamos todos ficar à espera para ver este filme.
Com este teu poder todo, vamos crer que vais conseguir “arrumar” com estes pseudos-políticos que governam e querem governar este País.

Voo 2230 EU SUBSCREVO (3)



Victor Tavares
1º.Cbº Páraqª.
Águeda



Olá Victor Barata, estimado amigo, comandante e chefe supremo desta grande base. Venho através deste email, manifestar o meu apoio incondicional e na integra á carta do nosso Camarada Joaquim Mexia Alves enviada ao Sr. Presidente da Republica, á sempre alguém que está na vanguarda e na defesa dos legítimos interesses dos ex combatentes, neste caso é o nosso camarada Mexia Alves o mentor de tão feliz ideia, ao qual endereço os meus agradecimentos e cumprimentos.

Despeço-me enviando um abraço da grandeza da GUINÈ para ti Comandante e todos os restantes Camaradas.

Voo 2229 EU SUBSCREVO (2)



Paulo Castro
Esp.OMET
Porto



Meu caro Comandante:

É sempre um prazer voltar a aterrar aqui.
Ao ler e reler o vôo 2224 do Mexia Alves entendi que naquele texto existia algo que eu deveria compartilhar dado o sentimento que nele é vertido e que reflecte o a minha forma de sentir desde que devidamente contextualizada.
Temos uma necessidade, que é premente e que não podemos contornar: Nós servimos a Pátria e hoje muitos servem-se dela e quiçá ... invocam o nome de dezenas de milhares de patriotas, fossem eles literatos ou ileteratos, politizados ou apolíticos, mas que lhes guardaram as costas num supremo conteúdo ideológico de defender Portugal.
Foi essa a nossa vida entre o período áureo que a fisiologia nos deu para sermos mais activos. E fomos! Só que muitos a perderam ou deixaram de gozar (a vida).
Acho que devemos demonstrar ao Povo, que não as pseudo-representantes do povo e para que fique para memória futura que existiram gerações que deram a vida pela sua Pátria.
Na mera condição de fundador e Presidente Honorário da Associação de Especialistas da Força Aérea acabei de enviar a Carta aberta a Sua Excelência o Presidente da República tendo usado o mesmíssimo texto do Mexia Alves.
Recordo que a Associação de Especialistas da Força Aérea é um dos movimentos promotores activo ao Monumento do Combatente do qual nos sentimos orgulhosos, sempre com a liderança "obrigatória" da Liga dos Combatentes.
É altura de os "aviadores" se afirmarem como tendo estado na guerra, a não ser que alguns tenham vergonha

Paulo Castro

terça-feira, 5 de abril de 2011

Voo 2228 ÚLTIMO VOO DO ÉLIO MESQUITA

Élio Mesquita
Cap.Pil.
Cantanhede


A notícia chegou-nos em forma de pergunta:Ouvi dizer que faleceu o Élio Mesquita?
Foi o Fernando Moutinho que a colocou.
De imediato nos descolamos à procura da verdade, e foi na aterragem que fizemos nos Bombeiros de Cantanhede que, infelizmente, era verdade, o Élio ,no fim de tantas horas de voo, como piloto da nossa Força Aérea, partiu para o último.
Conheci-o à cerca de 3 anos quando expôs, no Museu Municipal de Cantanhede, os seus mais de….exemplares de aviões em miniatura que construía e outros que comprava em kit’s para depois montar e pintar a seu gosto.
Na realidade o seu estado de saúde já não era o melhor, demonstrava muitas dificuldades respiratórias, embora fizesse a sua vida normal, estava muito medicado.
À cerca de um ano a sua esposa, que tive oportunidade de conhecer nessa mesma ocasião, faleceu.
Telefonei ao Élio, como habitualmente o fazia depois de o conhecer, pela última vez à cerca de 15 dias para saber do seu estado de saúde, dizendo-me ele que ia “benzinho” e pedindo-me para não lhe telefonar de manhã (Ó Victor desculpa mas eu gosto muito de dormir a manhã!).
Faleceu no Sábado, dia 2 e o seu funeral realizou-se ontem, dia 4.
Devemos-te a ingratidão de te não dar-mos a “saída” para este teu voo final, mas…não sabíamos desta tua última missão Élio.
Que a Nª.Sª.do Ar te acompanhe e te coloque na unidade que meceres.





Gostava de vos legendar as imagens, mas estou desprevenido devido à inesperada notícia.
Um abraço.

Victor Barata












segunda-feira, 4 de abril de 2011

Voo 2227 VAMOS FORMAR UMA ESQUADRILHA DA FAP PARA DESFILAR NO DIA 10 DE JUNHO JUNTO AO MONUMENTO DOS COMBATENTES FALECIDOS NA GUERRA DO ULTRAMAR:


Companheiros, gostaríamos de vos deixar aqui o nosso apelo no sentido de sermos solidários com a carta que o nosso camarada Mexia Alves dirigiu ao Presidente da República, Prof.Cavaco Silva.
Como tal vamos formar a nossa Esquadrilha, e para que com a “cagança”a que habituamos a sociedade, voltarmos a desfilar prestando a nossa honrosa homenagem, que os nossos camaradas que tombaram junto de nós merecem e que tanto, foram e são, esquecidos por quem de direito.
Já temos o primeiro “voluntário”:


José Teixeira
Esp.OPC
Trofa

Meu comandante e «amigo» VICTOR BARATA-
Solidário com a carta que o MEXIA ALVES & Cª enviaram a Sª Exª o Exmo. Snr P.R.
Estou pronto para desfilar, nem que chova, aguardo que me digam onde, quem organiza aqui das bandas do Norte deste NOSSO PORTUGAL.
Felicito o nosso companheiro d'armas MEXIA ALVES & Cª, pela iniciativa em reactivar em nós e em quem nos rodeia a honra de sermos VETERANOS DE GUERRA.
Satisfeito pela utilidade que este BLOG merece, tanto para comunicar «brincadeiras» como para situações que nos enobrecem.
Bem haja
José Teixeira( OPC 2/67- BA12/COMCHEFE)

domingo, 3 de abril de 2011

Voo 2226 A MINHA PASSAGEM POR NOVA LAMEGO.




José Ribeiro
Esp.OPC.
Lisboa




Bom Domingo, amigo, Victor.

Em relação ao voo 2223, do camarada de armas, Six, estive na ex-BA12 de 9 de Outubro de 1968 a 14 de Julho de 1970 (21 mês), sendo que exerci sempre as funções de operador de comunicações, junto Centro de Operações "Placa". Quando regressei à Metrópole, voltei a ser colocado no Estado Maior da Força Aérea, na Avenida da Liberdade, Lisboa.

Somente saí da Base Aérea, para outras localidades uma vez, excluindo Safim "comer os saborosos camarões", Tabanca de Bissalanda e Bissau, onde eu e mais camaradas deixava de visitar, uma cervejaria onde me deliciava com as "fabulosas ostras" e umas "bazucas".
Foi o capitão Nico que me fez sair da área já referida, apesar de não ter gostado muito dessa "cena" devido ao risco que se corria e eu não estava nada interessado em arriscar, aliás, não era essa a minha missão, mas tive que ir. Fui num Dakota até ex-Nova Lamego, onde passamos a noite, indo primeiramente ao posto de comunicações, onde já estavam colocados o Castro e o Jesus, dois operadores de comunicações. Não me lembro quem lá estaria antes. Disseram-se se alguma vez atacassem o posto ía tudo pelos ares, já que lá havia diversas barris com combustível junto a ele. No dia seguinte fomos a Guidaje levar abastecimentos, mas não conseguimos aterrar devido a um ataque que estava a acontecer, lembro-me que tivemos que; mandar os abastecimentos do Dakota para a pista e regressamos a Nova Lamego.

Legenda: Vista aérea do Gabu, Nova Lamego.

Seguidamente passamos por Bafatá e logo a seguir BA12. Nessa altura já constava que os "turras" possuíam mísseis, especialmente na mata de Morés, acho que deveria se escrever assim. Lembro-me também, das grandes operações feitas e dos seus efeitos. Pelas minhas mãos passaram muitos relatórios das forças aplicadas e dos resultados, que não poderei divulgar mas que é do conhecimento dos actuantes e não só.

A partir de uma certa altura, por falta de mecânicos de rádio, passei a fazer serviço na Central de Rádio (duas vezes por mês), cuja companhia obrigatória era, duas G3 e umas granadas. Logicamente que não dormia nada (passava pelas brasas). Ouvia os artistas a passar na noite e a falar aquela língua que não percebia, logo por instinto pegava na amiga e metia uma granada no bolso "olha o pêlo". Não tinha medo mas era muito novo para morrer. O facto dos operadores de comunicações irem fazer esse serviço devia-se a facto de não estarem disponíveis os mecânicos de rádio. Sei que antes esteve lá um, mas nunca fiquei a saber para onde tinha sido deslocado, sendo que as funções que me eram cometidas era as de ligar e desligar os emissores/receptores e ajustar as frequências. Eu, por causa das radiações, ligava e desligava os emissores com o cabo de uma vassoura "não arriscava muito". Lembro-me da morte de um grande amigo na altura de armamento e equipamento e o piloto no heli, em Bafatá, se não estou em erro.
Devido ao longo tempo passado, já não me lembro dos nomes dos camaradas de armas que comigo lá passaram um pouco de tempo da nossa mocidade, afinal para nada. Acho que foste a um almoço em Leiria, mas não te reconheci "são muitos anos passados", mas ainda me lembro de vários episódios passados na dita cuja base, mas é difícil descrevê-los ao pormenor. Lembro-me do Nobre, que encontrei em Angola, em 1973. Tinha uma bomba de gasolina ou era sócio, entretanto, deu-se o 25 de Abril e nunca mais o vi. Esse amigo, era um artista, quando ía visitar a palhota junto à Base tinha azar, porque tinha que se deslocar à enfermaria de imediato para tomar umas penicilinas. Chegou ao ponto de se querer enforcar. Eu e outro camarada (não me lembro o nome), fizemos a forca com o arame para secar a roupa. Não é que ele queria lá meter a cabeça. Tivemos que dar um pontapé às caixas de cerveja, senão estava-mos "fritos", Elvas era ali mesmo, tão longe e tão perto.
Tive lá na altura um primo da minha idade, já falecido devido a uma queda "tinha no corpo alojados estilhaços". Foi isso que o levou à morte. Outro amigo da minha terra, estava em Guileje, quando vou a Barcelos estou com ele "passou nessa altura, as passas do Algarve", mas safou-se. Como sabes, todos os dias era atacado, era o dia-a-dia. Nessa altura ía ao CO falar com o capitão Nico, sendo que numa altura dei-me ordem para contactar o falecido general Neto, no sentido de autorizar a sua ida até lá no Fiat G-91, engraçado era que logo que levantava voo deixava de se ouvir o ataque, como sabes em Bissau, ouviam-se muito bem os ataques. Eu desconfiava que havia informadores infiltrados na Base.
Amigo, Victor, se achares conveniente publicita este e-mail.
Cumprimentos especiais e amigos.
JLRibeiro

Voos de Ligação:
Voo 2223 O Destacamento de Nova Lamego - Antonio Six

Voo 2225 EU SUBSCREVO.(1)

Companheiros,
Dando continuidade à carta aberta enviada pelo nosso companheiro Mexia Alves ao Presidente da República sobre o "Dia dos Combatentes",que hoje publicamos, recebemos as seguintes adesões à mesma:







Mário Fitas
Fur.Mil.Ranger
Cascais




Camaradas,
Também eu acabei de reenviar a carta do Joaquim Mexia Alves ao Sr. Presidente da República.

Na rubrica do site da presidência “ESCREVA AO PRESIDENTE”, cujo endereço é:

http://www.presidencia.pt/?action=3

Bom domingo e um abraço Amigo do Mário Fitas

Exmo. Senhor Presidente da República
Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva

Porque subscrevo e me solidarizo na íntegra com as ideias e o teor da carta infra-anexa, da autoria do ex-Combatente da Guerra do Ultramar - Joaquim Manuel de Magalhães Mexia Alves -, e porque começa a ser muito tarde para se fazer algo de prático e útil neste nosso Portugal que amamos, por uma grande parte dos Homens que passaram por aquela guerra, reenvio a mesma reforçando tudo o que nela é dito, esperando a continuação e novas iniciativas engrandecendo a excelente atitude que Vs. Exa. tão bem iniciou nas cerimónias do dia 10 de Junho de 2010.

Com os meus melhores e mais respeitosos cumprimentos,

Mário Vicente Fitas Ralheta
Furriel Miliciano de Operações Especiais/RANGER na disponibilidade.

Guiné 1965/1966




Magalhães Ribeiro
Fur.Mil.Ranger
Porto





Camaradas, Também eu acabei de reenviar a carta do Joaquim Mexia Alves ao Sr. Presidente da República.

Na rubrica do site da presidência “ESCREVA AO PRESIDENTE”, cujo endereço é:

http://www.presidencia.pt/?action=3

Bom domingo e um abraço Amigo do Eduardo MR

Exmo. Senhor Presidente da República
Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva

Porque subscrevo e me solidarizo na íntegra com as ideias e o teor da carta infra-anexa, da autoria do ex-Combatente da Guerra do Ultramar - Joaquim Manuel de Magalhães Mexia Alves -, e porque começa a ser muito tarde para se fazer algo de prático e útil neste nosso Portugal que amamos, por uma grande parte dos Homens que passaram por aquela guerra, reenvio a mesma reforçando tudo o que nela é dito, esperando a continuação e novas iniciativas engrandecendo a excelente atitude que Vs. Exa. tão bem iniciou nas cerimónias do dia 10 de Junho de 2010.
Com os meus melhores e mais respeitosos cumprimentos,

Eduardo José Magalhães Ribeiro
Furriel Miliciano de Operações Especiais/RANGER na disponibilidade.

Guiné 1974



Santos Oliveira
2ºSargº Ranger
V.N.Gaia


Caros Comandantes

Caros Camaradas

Já me haviam chegado algumas informações acerca deste assunto, tanto do António M Matos como do Joaquim Mexia Alves, com as quais estou solidário de Alma e Coração.
Quero, aqui, expressar que tomo as palavras e actos manifestos como parte da minha solidária forma de ser, sentir e estar.
Aproveito para saudar os Autores (Mexia, Matos e Vasco da Gama) pela iniciativa

Santos Oliveira

Voo 2224 CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE O "DIA DOS COMBATENTES".





Joaquim Mexia Alves
Alf.Mil. Ranger
Monte Real


Meus caros camarigos editores:

Hoje mesmo enviei via site da Presidência da República, a carta que anexo, ao Senhor Presidente da República. Esta carta surgiu das ideias ontem apresentadas pelo António Martins Matos no Encontro da Tabanca do Centro. A ele enviei o primeiro esboço desta carta, tendo-me dado conselhos preciosos para chegar ao texto final, que como acima afirmo, já foi enviado pelo site da Presidência.

Já recebi aliás a informação de que tinha sido recebida. O texto da carta envolve-me obviamente a mim, mas julgo que expresso, mais coisa menos coisa, o sentir da grande maioria dos Combatentes.
Fica à vossa disposição para publicação nos “Especialistas da BA 12”e quem sabe, poder posteriormente receber a assinatura de todos aqueles que nela se revejam. Poder-se-á perguntar porque não a submeti à anterior apreciação de todos? Eu respondo, pela experiência que tenho e todos vós também, que tão cedo não teríamos um texto final que pudéssemos enviar. Assim, como acima refiro, a carta envolve-me a mim, mas pode ser expressão de todos aqueles que a ela queiram a aderir.
O modo de fazer essa adesão deixo-o ao cuidado de quem sabe mais do que eu dessas coisas.


Um abraço camarigo para todos do

Joaquim Mexia Alves

VB: Companheiros, quem se disponibilizar para subscrever esta carta, poderá fazê-lo directamente no site da Presidência da República ou para este nosso espaço.




Carta aberta ao Presidente da República

Exmo. Senhor Presidente da República
Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva

Escrevo esta carta aberta a V. Exa., pois na sua qualidade de Presidente da República é também o Comandante Supremo das Forças Armadas de Portugal.
Aproxima-se o dia 10 de Junho, e como sempre acontecerão as respectivas celebrações e actividades, que se vão tornando no tempo e na história, cada vez mais afastadas daquilo que deveriam efectivamente ser.
Com efeito, hoje já não faz sentido o chamado “Dia de Camões e das Comunidades”, por razões tão óbvias que nem precisam ser enumeradas
O dia 10 de Junho, que deveríamos entender como o Dia de Portugal, esteve sempre ligado, na sua mais original génese, aos Combatentes de Portugal, que ao longo da História da Nação foram dando o melhor de si para a servir.
E é perfeitamente legitimo que assim seja, porque uma Nação que se honra da sua História, sempre deve homenagear os seus filhos que por essa História se entregaram com risco, e muitas vezes entrega da própria vida.
A maior parte das nações que de um modo geral Portugal considera aliadas ou amigas, têm em cada ano, um dia especialmente dedicado aos seus Combatentes, independentemente das razões ou legitimidade das guerras travadas.
Assim, em nações como a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos da América, (para citar apenas estas duas), esse dia é comemorado com “pompa e circunstância” e os Combatentes são a figura principal das celebrações desse dia, sem distinção, conotações políticas, ou quaisquer outras, mas apenas respeitando e homenageando aqueles que serviram a Pátria com as suas próprias vidas.
Se o 10 de Junho não é entendido nesta dimensão, (e é óbvio pelo passado recente que o não é), duas coisas há a fazer:

- Ou fazer do 10 de Junho esse dia de homenagem e respeito aos Combatentes.

- Ou criar um novo dia específico para essa homenagem, na certeza porém, de que o 10 de Junho nos moldes em que é celebrado agora, perderá rapidamente a anuência e empenho dos Portugueses que agora, apesar de tudo, ainda minimamente tem.

Não se perguntarão as autoridades de Portugal, o porquê de, ainda havendo tantos Combatentes das guerras recentemente travadas por Portugal, ser tão diminuta a afluência às celebrações do 10 de Junho?
A resposta é sem dúvida muito fácil. É que os Combatentes não se revêem na forma como esse dia é celebrado e muito menos ainda na forma como são tratados nesse dia e em todos os dias.
Escrevo a V. Exa. por mim, mas também por muitos que ouço e pensam como eu.
Não se trata agora de subsídios, ou outras “compensações” financeiras, seja por que motivos forem, mas sim, única e exclusivamente, de respeito e consideração por aqueles que, tendo deixado tudo, (voluntária ou involuntariamente), não deixaram de servir Portugal, a maior parte das vezes em condições de terrível sobrevivência.
Foram gerações sacrificadas, mas generosas, como V. Exa. muito bem disse no seu recente discurso na “Cerimónia de Homenagem aos Combatentes no 50º Aniversário do início da Guerra em África”, e que, mesmo não tendo na sua maior parte “ido à guerra” de modo voluntário, não deixaram de cumprir até á exaustão com tudo o que lhes foi exigido, e em condições de inigualáveis dificuldades, prestigiaram Portugal e todos aqueles que pela Nação combateram desde a sua própria Fundação.
Pode parecer uma escrita épica, ou desajustada das “realidades” de hoje, mas é verdadeira para todos aqueles que se orgulham de ser Portugueses e se orgulham da sua História.
E isto, repito, nada tem a ver com política, ou formas de interpretar as guerras, mas sim como o respeito que sempre deve existir por aqueles que se deram pelos outros.
Nós, Combatentes, não queremos ser anónimos, nem envergonhados, (que o não somos), mas queremos sim, (tal como nos países acima referidos), desfilar, de pé, de cadeira de rodas, ou conduzidos por outros, seja qual for a nossa condição, acompanhados pelos estandartes e símbolos, sob os quais servimos Portugal.
Não nos movem quaisquer razões político/partidárias, nem conotações com qualquer regime, mas sim, a razão de querermos desfilar em Belém, pois queremos desfilar em homenagem e honrando aqueles que estão inscritos naquele Monumento aos Combatentes, e que deram tudo o que tinham a Portugal, ou seja, a sua própria vida.
Não queremos discursos de circunstância que ninguém ouve, nem queremos discursos de instituições mais ou menos estatizadas, queremos sim ouvir algum ou alguns de nós, que nos encham a alma, o coração, bem como o Comandante Supremo das Forças Armadas, para nos sentirmos vivos, para nos sentirmos respeitados, para sentirmos que a «Pátria nos contempla», não para nosso orgulho, mas para nosso respeito, e para que as gerações vindouras saibam que Portugal honra os seus filhos.
Senhor Presidente da República, está nas suas mãos ouvir os Combatentes!
Não, como acima refiro, as instituições mais ou menos “estatizadas” de Combatentes, mas ouvindo os Combatentes, que até pela força do seu passado, com muita facilidade se organizarão para responder a um seu convite.
Estamos, como V. Exa bem sabe, pois também fez uma comissão em Moçambique, a ficar cada vez mais velhos, já para além dos 60 anos, pelo que é tempo de se corrigir o desprezo a que foram e são votados os Combatentes de África.
E não só os de África, mas os de todos os tempos que serviram Portugal.
Desfilaremos, transportando com tanto orgulho o estandarte das nossas unidades militares da guerra em África, como com o estandarte dos nossos irmãos mais velhos da guerra na Europa, ou em qualquer parte do mundo.
Portugal precisa, mais do que nunca, de se olhar, de olhar as suas gentes, de redescobrir a generosidade com que os Portugueses sempre se deram pela sua Nação, para não corremos o risco de cada vez mais nos fecharmos em nós próprios apenas para “lambermos as nossas feridas”.
Homenageando, respeitando e enaltecendo os Combatentes, homenageamos, respeitamos e enaltecemos a vontade inabalável dos Portugueses.
Homenageando, respeitando e enaltecendo aquelas gerações, fazemos também com que as gerações de agora e as vindouras, sintam orgulho e vontade de pertencerem à Nação que «deu novos mundos ao mundo».
Está nas suas mãos, Senhor Presidente da República, marcar uma viragem importante e imprescindível nas celebrações do 10 de Junho, e assim, dar aos Portugueses e ao mundo, uma nova imagem de Portugal que honra os seus filhos, porque só por eles existe e é Nação.

Com os meus respeitosos cumprimentos

Joaquim Manuel de Magalhães Mexia Alves
Alferes Miliciano de Operações Especiais na disponibilidade.
Guiné 1971/1973

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Voo 2223 O DESTACAMENTO DE NOVA LAMEGO.




António Six
Esp.M.Rádio
Pontével



Caros amigos
Espero que tudo vá voando pelo melhor.
Sem querer cai no Voo 699 Destacamento de Nova Lamego da Autoria do camarada José Ribeiro que gostaria de conhecer pois pelos vistos é do meu tempo na Guiné 67 /68 /69
Passo então a dar algumas informações que creio serem pertinentes.
Em Nova Lamego estava instalado um posto de Rádio junto á pista de terra esse posto era supervisionado por um operador de rádio que lá estava destacado e do qual não me recordo o nome.Os destacamentos iniciaram-se comigo tendo os primeiros dias dormido em colchões repimpa no chão do bar de Sargentos e só mais tarde por intervenção do Gen Diogo Neto passamos a ter alojamentos.

Legenda: A Dornier DO 27 no serviço de alerta no destacamento de Nova Lamego.

Foto: António Matos (direitos reservados)

Destacados estavam normalmente dois T6 e uma Do 27 mas tudo se podia alterar, pois os aviões regressavam á base .

Voávamos todos os dias e cheguei a aterrar com lamparinas de petróleo e faróis de Berliets
Assim creio poder ter contribuído para mais uma achega
Abraços e podem fechar o circulo???
Obrigado
António Six

Voos de Ligação:

Voo 699 O Destacamento de Nova Lamego - José Ribeiro