segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Voo 2676 QUEM CONHECEU ESTA COMPANHIA DE AVIAÇÃO?

Esta, é provavelmente uma das companhias menos conhecidas e faladas, que integrou o Grupo CUF, até pela sua singularidade. Quem é que afinal sabia que a CUF teve uma companhia de aviação?
Arrisco a dizer que certamente serão poucas pessoas as que sabem tal facto, provando mais uma vez o pioneirismo da CUF em muitos sectores, até mesmo o da aviação.
Pois bem, essa é a interessante e curiosa história que hoje aqui vos trago.


A 19 de Julho de 1945, a Sociedade Continental de Transportes Aéreos, é transformada na C.T.A. com o objectivo de explorar linhas aéreas no território nacional ou fora dele. Aquando da sua fundação o capital desta sociedade era de 5.000 contos, subscrito e divido pelos seguintes accionistas:

- Daun & Bleck, Limitada, 500.000$
- Carlos Eduardo Bleck, 250.000$
- D. José de Saldanha, 250.000$
- Manuel Augusto José de Mello, 300.000$
- Sociedade Geral de Comércio, Industria e Transportes Limitada, 2.000.000$
- José Inácio Castel-Branco, 100.000$
- Dr. Luiz Albuquerque de Sousa Lara, 300.000$
- Sousa Lara & Filhos Limitada, 500.000$
- Fernando Enes Ulrich, 100.000$
- Dr. António Garcês, 100.000$
- António de Sommer Champalimaud, 200.000$
- Dr. José de Sousa e Melo, 200.000$
- João Maria José de Mello, 100.000$
- Dr. Álvaro Belo Pereira, 100.000$

Como se pode ver pela lista atrás apresentada, vamos nela encontrar nomes sonantes da economia nacional, como António Champalimaud, a família Sousa Lara que detinha grandes investimentos no Ultramar, ou os Ulrich ligados a diversos interesses económicos. A maioria do Capital accionista (2.300.000$)é detida pela Sociedade Geral e Manuel de Mello, colocando assim esta Holding da CUF
no comando desta nova empresa.
Será no dia 2 de Dezembro de 1945 (4 meses após a constituição desta sociedade) era oficialmente inaugurada pelo Presidente da República Óscar Carmona e demais membros do Governo a carreira Lisboa-Porto-Lisboa.
Apresenta nesse mesmo ano a filiação na I.A.T.A. (International Air Transport Association, que ainda hoje é a mais alta autoridade internacional do transporte aéreo) sendo esta aceite.









A sua frota era constituída por um Percival Proctor, e por três bimotores DeHavilland DH-89 cujas matriculas eram as seguintes: CS-ADI, CS-ADJ e CS-ADK, todos adquiridos na Inglaterra. Posteriormente um destes bimotores foi adquirido pela Aeronáutica Militar em 1950, podendo ser vista hoje no Museu do Ar em Alverca.
Mais tarde são ainda adquiridos à Força Área dos Estados Unidos dois Douglas C-47A(CS-TDX e CS-TDZ) sendo a sua adaptação aviação civil sido feita por pessoal das Oficinas Metalomecânicas da CUF.
A C.T.A. vai construir toda uma infra-estrutura de apoio as suas rotas aéreas, para isso constrói hangares privativos nos Aeroportos de Lisboa e Porto, com oficinas,  armazéns, operações de voo, equipamento de rádio, salas de pessoal navegante, cantinas etc. Por essa altura o pessoal ao serviço da C.T.A. deveria de rondar o numero de 70 pessoas, numero que teria tendências a subir com a expansão da Companhia. Havia já planos de expansão delineados por fases, em 1946 o objectivo seria inaugurar uma carreira Lisboa-Madrid com um serviço diário, pedindo autorização para tal ao Governo, sendo esta recusada, ficando outros projectos na gaveta, como as Linhas Internacionais no Continente Europeu, e obviamente aquilo que então se designava pelas Linhas Imperiais de modo de ligar a Metrópole com as principais cidades do seu Ultramar.
Para essa expansão tinha já a C.T.A. pensado adquirir 4 Douglas DC-4 "Skymaster" e também Douglas DC-6 aviões já de grande capacidade e com maior alcance aéreo. Podemos dizer que á C.T.A. de certa maneira foram cortadas as pernas. Devido à politica do Governo, e de homens como o sobejamente conhecido Secretário da Aeronáutica Civil Humberto Delgado, preferiu-se reorganizar o Transporte Aéreo em Portugal, chamando as Autoridades tais responsabilidades, preferindo deixar cair a C.T.A. (talvez por esta estar nas mãos de privados) e criar assim os Transportes Aéreos Portugueses (T.A.P.) cuja metade do capital accionista estava nas mãos do Estado sendo o restante subscrito por privados.
A linha Lisboa-Porto-Lisboa é suspensa em 1947, e a C.T.A. seria liquidada definitivamente em 1949.
E desta efémera e interessante história falta apresentar um interessante e raro lote de documentos respeitantes a esta empresa, isto porque uma tal Madame Silva (que é como está escrito no bilhete) que na época tinha 23 anos, guardou tais documentos, talvez como recordação, e assim chegaram ás minhas mãos, sendo um testemunho da breve história da C.T.A.























Origem do Voo:
Os Araújos


domingo, 8 de janeiro de 2012

Voo 2675 VITIMAS DO "STRESS DE GUERRA"









Manuel Bastos
Fur.Mil.Op. Esp. (DFA)
Coimbra





Ana Rute disse-me que não é feliz.
A primeira reação íntima que tive foi a de não acreditar no
que me disse.
Uma jovem mulher de 26 anos, com um curso de enfermagem,
senhora de uma vivacidade a que o seu belo rosto empresta um inegável encanto,olhando-me de frente e como se estivesse a falar de algo que toda a gente deveria saber, diz-me que não é feliz.
Ana Rute é vítima da Guerra Colonial.
Quando a Ana nasceu já a guerra tinha acabado há muito, e por isso, nenhum tiro, nenhum estilhaço, nenhum horror da guerra a pode ter atingido, e no entanto a Ana é infeliz por causa da guerra.
Mas ela sabe o que são tiros, ela sabe o que são estilhaços,e o que ela mais sabe é o que são os horrores da guerra.
Já sentiu o medo, já sentiu a ansiedade, já ouviu os gritos,já acordou a meio da noite em sobressalto, já teve que se proteger para não ser
abatida, mas nunca fugiu. A Ana continua no seu posto tão contrariada como
todos os soldados que se veem obrigados a ficar no seu posto quanto todos
fogem.
Foi-lhe roubada a juventude como a todos os combatentes. Foi adiando um relacionamento sério, porque um dever que lhe foi imposto não lhe deixa espaço para os afetos. E hoje ao falar disso, parece um veterano a queixar-se que às vezes a chamavam de maluca por deixar transparecer os seus traumas.
Sim, a Ana Rute tem traumas de guerra. Traumas a que nenhuma junta médica reconhecerá qualquer nexo de causalidade com o serviço militar e muito menos com o teatro de guerra.




O estado, que tem dificuldade em aceitar que os seus combatentes, que foram recrutados, mobilizados e massacrados no açougue da guerra, sejam condignamente reconhecidos como vítimas desse processo todo e portadores de sequelas geradoras de sofrimento, concedendo-lhes o estatuto de DFA, jamais aceitaria sequer a hipótese de olhar a Ana como uma vítima também.
E no entanto, a Ana fez durante anos o que o estado deveria ter feito. O que alguém deveria ter feito, mas ninguém fez: tratar do seu pai.
O seu pai tem 16 dos 17 sintomas que se usam para diagnosticar a Perturbação Pós-Stress Traumático, em que 5 seriam suficientes para um diagnóstico seguro, e a Ana tem sido vítima de todos esses sintomas.
A violência verbal e física em torno de si, a deserção, um a um de todos os familiares, primeiro a mãe e depois os irmãos; e por fim,indefesa, sozinha, convivendo dia e noite com a Guerra Colonial debaixo do mesmo teto.
Os colegas da escola que lhe diziam que ela era maluca como
o pai e se afastavam. Uma professora que lhe disse em frente de todos que ela
não deveria poder frequentar a sua aula porque era filha de um combatente
maluco e era maluca também; a quem a Ana moveu um processo que resultou numa simples chamada de atenção à professora e numa reprovação para si, conforme tinha sido ameaçada. Os rapazes que se afastavam dela com medo do pai. As festas a que não foi. O atraso na conclusão do curso de enfermagem, o que contribuiu para que agora não arranje colocação. E uma vida afetiva que foi
impossível paginar com este verdadeiro serviço de campanha numa missão pouco menos que impossível.
Quando ela saiu do gabinete onde a recebi vieram-me à cabeça as palavras que uma visitante do Facebook me enviou. "Não vives demasiado no passado? Não devias procurar coisas alegres e esquecer a guerra?" Ana Rute, uma jovem mulher que deveria viver nesse meu futuro, onde supostamente haveria coisas alegres para procurar. E que me diz que não é feliz, como eu digo que não sou alentejano: um facto indiscutível, que toda a gente já sabe. Uma coisa que se diz embora se saiba que é óbvia e consensual.
Mas a Ana não anda em busca de piedade ou de comiseração,anda em busca de justiça e reconhecimento. Para o seu pai. Que ela, como todos os lutadores,sabe que se  fizer justiça sairá recompensada.
O pai precisa de cuidados médicos especializados que não tem por falta de dinheiro. Precisa de medicamentos que às vezes não compra por falta de dinheiro, precisa de algum conforto para si e para ela, que não obtém por falta de dinheiro. É isso mesmo: tudo por falta de dinheiro.
E há coisas que a Ana não entende: se os médicos são
unânimes em afirmar que o pai sofre de uma doença que se apanha na guerra, como podem as autoridades médicas militares dizerem que essa doença não tem relação nenhuma, nem com a guerra onde ele combateu e que trouxe para casa, nem sequer com o serviço militar? Eu bem tento explicar que se trata de um problema processual, uma coisa burocrática, que o que é preciso é delinear uma estratégia para tentar desenovelar isto tudo, mas a verdade é que também não entendo.
Ana Rute é vítima da Guerra Colonial. Um dano colateral, um dano diferido, mas uma vítima. E eu que deveria olhar mais para o presente do que para o passado, em busca de coisas alegres, segundo a minha visitante do Facebook, fico com a impressão que ganhei o dia, porque alguém me olhou nos olhos com a coragem dos heróis e me disse: "Não sou feliz." Não como um lamento, também não como se fosse eu a dizer que não sou alentejano. Não.
Foi uma declaração de quem se conhece e sabe o que quer. De quem está em guerra e não vai baixar as armas. De quem está habituada a deixar pelo caminho os desertores e os cobardes e que olha de frente as pessoas com quem lida para
saber se pode contar com elas.
Ana Rute, nós somos uma associação de combatentes, de sobreviventes,
de camaradas que depois da guerra ter acabado escolhemos continuar nela, porque outros não conseguem sair dela; que conseguimos ainda assim ser felizes, pelo menos alguns de nós, e continuar combatendo.
Enquanto houver uma jovem que nos diga que não é feliz por causa da
Guerra Colonial, nós também não esqueceremos esse passado de pesadelo, para ir em busca da fácil alegria do presente, e também não baixaremos as armas. Cada drama de um só de nós será um drama de todos. E a Ana Rute é um de nós.

Manuel Bastos

VB: Olá Manel.
Mais uma vez nos trazes um drama sobre as vitimas da guerra colonial, onde se pode concluir que o “Stress de Guerra” ‘e crónico e contagioso.
Como a Rute, existem muitas pessoas que nunca estiveram numa guerra, nunca dispararam um tiro, nem escutaram o silvar frio das balas, nem sentiram o cheiro da morte, mas na realidade vivem em guerra à muitos anos. Os familiares dos ex-combatentes são o grande exemplo disso mesmo, pois vivem dentro de suas casas uma guerra insidiosa, violenta e permanente.
Uma guerra que nunca vai ter paz!

Voo 2674 MARIA ARMINDA EM HOMENAGEM À MANUELA FRANÇA.






Maria Arminda
Cap.Enferª.Paraqª.
Setúbal








Amigo Victor.
Só agora me foi possível dizer algo sobre a minha e vossa ex- camarada Mª Manuela Flores França.






MARIA MANUELA FLORES FRANÇA


Entrou na Força Aérea em 1962 para frequentar o 2º Curso de Paraquedismo para enfermeiras. Porém um acidente na instrução que lhe causou uma fractura num membro inferior, fê-la perder o respectivo, curso. Recomeçou desde o princípio o 3º. em 1963, tendo terminado e ingressado como Sargº no "Quadro Equiparado a Sargentos Paraquedistas".

Acompanhei os dois cursos e trabalhámos juntas em vários locais: Hospital da BA4- Terra -Chã, Ilha Terceira Açores, BA Nº 12 Guiné e ,Moçambique (ex Lourenço Marques e Nampula).

Desempenhou também serviço em Angola. Passou pelas três frentes da Guerra, tendo feito inúmeras missões nas (Bases de Operações) e evacuações nos ex territórios Ultramarinos e destes para a Metrópole e em maior número na Guiné. Ela fora uma das quatro enfermeiras  destacadas para acompanhar por terra e no âmbito da sua especialidade (enfermagem), a deslocação das populações de um local (Tabanca) para outra.

Foi a primeira de um número reduzido de enfermeiras paraquedistas, que fizeram a "Queda Livre, Abertura Manual ".








Era uma excelente profissional, boa colega e amiga. Pela sua maneira de ser e estar na vida com grande força, dinamismo e alegria dispunha bem os que com ela conviviam.
Finda a "Guerra", foi colocada no Hospital da F.Aérea (Base do Lumiar), onde passou por vários Serviços, especialmente pelo Bloco Operatório.
Por certo muito mais haveria por dizer da nossa camarada, sobretudo pelas que mais de perto, a acompanharam nos últimos anos.
Com o seu falecimento, vai ficando mais pobre o "Grupo das Enfermeiras Paraquedistas". Mais uma que não desceu, mas subiu ao Céu.
Que descanse em paz.
A Manuela partiu e deixou de estar fisicamente entre nós , mas ficará  na memória e nos corações dos seus familiares,  camaradas e amigos.

Mª Arminda Santos
Enfª Paraquedista

sábado, 7 de janeiro de 2012

Voo 2673 RECORDAÇÕES DO PASSADO(I). ANTÓNIO DÂMASO.



António Dâmaso
Sargº.Môr Paraqª.
Azeitão





Talvez não seja do tempo de muitos, mas eu aos Domingos fui algumas vezes ao Aeroporto ver as chegadas e partidas de aviões, deslocava-me a pé da zona da alameda, isto em 1953/4.
Mais tarde em 1962, já no cumprimento do Serviço Militar tive a oportunidade de ver os aviões mais de perto, quando estive a fazer segurança ao Aeroporto e quando estava na zona dos Hangares, tive a oportunidade de entrar dentro de alguns, lembro o Superconstelacion.
Grandes tempos.










VB: Caro Dâmaso, registamos com muita alegria o teu regresso à base.
Atendendo ao volume de imagens que este voo nos traz, vamos dividir a sua publicação em cinco voos. 

Voo 2672 O MEU PIN MACH BUSTER...






Fernando Moutinho
Cap.Pil.Av.
Alhandra



Boa tarde Victor
Continuas bem?
Acabei de visitar o BLOG e depara-se-me uma descrição do Cavaleiro (Voo 2670) que me trouxe agradáveis recordações mas, recordou-me uma coisa que me desgosta.





Legenda:PIN de Mach Buster
Foto:Gabriel Cavaleiro

Um dia numa visita ao Museu do Ar em Alverca, levei o meu PIN de Mach Buster para mostrar mas, numa manobra menos cuidada o PIN foi para o chão. Por mais que se procurasse, nada...Nunca mais o vi.
Tenho pena mas, é a vida...
Apresento os meus cumprimentos ao Cavaleiro pela sua presença e seus contos...
Um abraço

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Voo 2671 QUEM DÚVIDA QUE O AVIÃO É MEIO DE TRANSPORTE MAIS SEGURO?



A SEGURANÇA NO TRANSPORTE AÉREO, É UMA REALIDADE.




Nunca foi tão seguro viajar de avião como hoje, apesar do aumento do número de passageiros mundiais, com um rácio de um acidente letal por cada 1,5 milhões de voos em 2011, indica um estudo publicado nesta terça-feira.
Mais de 2800 milhões de pessoas viajaram de avião em 2011, em cerca de 38 milhões de voos, de acordo com uma análise da Ascend, uma consultora que estuda a indústria da aviação. 
“2011 é o ano mais seguro até ao momento. A maioria dos acidentes envolve pequenas transportadoras locais, operadores locais que provavelmente não são conhecidos fora das comunidades que servem”, afirmou à AFP Paul Hayes, director de segurança aérea da consultora.
De acordo com a Ascend, em 2010, ocorreram 28 acidentes mortais em todo o mundo, fazendo 828 mortes.
Destes 38 milhões de voos, registaram-se apenas 25 acidentes mortais, o que dá uma distribuição de um acidente por cada 1,52 milhões de voos. No total, em 2011, morreram 497 pessoas em acidentes de aviação. 
As regiões mais seguras a este nível são a Austrália, os Estados Unidos e a Europa Ocidental, seguindo-se a América Latina o os países da antiga União Soviética.


Origem do Voo:
No Tempo dos Araújos




Voo 2670 O DIA EM QUE VOEI MAIS RÁPIDO QUE O SOM!






Gabriel Cavaleiro
1ºSargº Pil.Av.
Olhão




A minha Força Aérea – O dia em que voei mais rápido que o som


Sou um Mach Buster!
Aquele que passou para além de Mach 1.0.
O Número de Mach é a velocidade de um objecto que se move no ar ou em qualquer outra substância, dividida pela velocidade do som. É um termo comummente usado para representar a velocidade de um objecto que se desloca à velocidade aproximada ou imediatamente acima da velocidade do som:
- Cerca de 340 m/s, 760 mph ou 1224km/h.
O Número de Mach depende da velocidade do som num gás e a velocidade do som depende do tipo de gás e da sua temperatura.
Por exemplo, um veiculo que se desloque a Mach 0.8, está a 80% da velocidade do som, enquanto que um míssil que voe a Mach 3 está a voar a três vezes a velocidade do som.
A palavra Número de Mach deriva do nome do físico e filósofo Austríaco Ernst
 Mac , que investigou o fenómeno.






















Reconstituição:









O fabricante do avião, a extinta North American Aviation, brindava os pilotos que ultrapassassem aquele fictícia barreira com um pin muito bonito em esmalte e todo colorido, atestando que éramos Mach Buster's. E o diploma que já vos mostrei acima.











quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Voo 2669 PARECE ANEDOTA!...





Victor Sotero
Sargº.Môr EABT

 Lisboa





As minhas saudações ao “Comando”, à “Linha da frente” e a todos os “Zés” que por aqui nos vão espreitando.
Na aldeia de “Picanços”, para os lados de Entre Douro e Minho, o frio é intenso chegando por vezes a temperaturas negativas.





O ti “Zé” que foi um especialista da Força Aérea dos tempos áureos da “heróica aviação”, já conta com alguma idade.
Tinha-lhe valido para esta época, a lenha que durante o Verão conseguiu com alguma dificuldade cortar.
Cá fora, junto ao “carrascal” ainda se amontoavam grandes toros de madeira e alguns cepos de árvores.
Por vazes, para o cumprimentar  e dar meia dúzia de palavras passava pela casa do ti “Zé” o José Teixeira, um “Zé” especialista que tinha sido de Comunicações e muito estimado pelas gentes da terra.
As conversas, por vezes, iam parar à Ota, ao Major Tomás, ao Tenente Mineiro e ao “Zé” que recebia cartas da namorada endereçadas ao “Soldado Recruta Aluno Piloto Aviador”.
Enfim, recordações!...
-Então ti “Zé” ainda tem lenha para o resto do Inverno?
-Lenha tenho, mas quem é que ma corta? Eu já não tenho forças e a minha mulher também não pode. Este ano é que vou passar frio com tanta lenha lá fora!
-Deixe estar que eu vou tratar do assunto. Vou ver se arranjo gente para a cortar.
Matreiro como sempre, a caminho de casa, o “Zé” Teixeira lá imaginou uma cena que não lembrava ao diabo.
Já em casa, pegou no telefone e discou o numero do telefone do posto da G.N.R. localizado na aldeia vizinha de “Folhos” que dista de “Picanços” cerca de cinco quilómetros, tendo logo sido atendido pelo Comandante do posto, o Primeiro Sargento Fernando Castelo Branco, que o conhecia vagamente.
-Comandante, é só para o informar que no monte de lenha junto ao “carrascal” do ti “Zé”, aquele que foi da Força Aérea, no meio dos cepos e dos toros de lenha, deve de haver muita droga escondida. Ao cair do dia os rapazes andam sempre por lá. De certeza que há por lá droga.
-Eh...pá, obrigado. Hoje não podemos lá ir, mas amanhã de manhã, lá estaremos. Não diga nada a ninguém.
Tendo ficado surpreendido pela  informação, o Comandante reuniu os militares a quem contou o que se estava a passar e pediu três voluntários que rapidamente se ofereceram, ou não fosse apanágio da própria G.N.R..
O nosso cabo João Carlos Silva foi o primeiro, logo seguido do nosso cabo Fabrício Marcelino  e ainda pelo nosso cabo José Ribeiro.
Manhã cedo já carregavam o geep com machados, serras e algumas alavancas de ferro.
Esperaram ainda alguns minutos, pois o Comandante entregava o comando do posto provisoriamente ao Sargento Augusto Ferreira.  

Meteram-se a caminho da casa do ti “Zé” . Fazia frio que rachava!...
Descarregaram do geep os machados e as serras e vai de começar a partir e a cortar lenha na ânsia de encontrar o “produto”.
Ao fim da manhã já toda a lenha estava cortada sem que tivesse sido encontrada qualquer “substância” escondida.
Os rapazes da G.N.R. estavam desmoralizados. Escorria-lhes pelo rosto o suor.
Tristes, voltaram a carregar os machados e as serras bem como as 
alavancas e regressaram ao posto com o sentimento de que tinham sido enganados. Mas como provar?
De tarde, o José Teixeira pegou no telefone e ligou para o ti “Zé”.
-Então? A lenha foi toda cortada?
-Eh pá...foram uns “gaijos” porreiros. Cortaram-me a lenha toda e foram-se logo embora. Nem esperaram que lhes tivesse agradecido.
Despeço-me do “Comando”, da “Linha da frente” e de todos os “Zés” com o desejo de um ano 2012 muito feliz.
 Sotero
 Nota.:- Todos os militares do posto da G.N.R. de Folhos” foram “Zés” Especialistas da Força Aérea.

VB: Mais uma linda história nos contas, Victor.
E os personagens…parece que já ouvi falar neles em algum lado.

https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

Voo 2668 LIGA DOS COMBATENTES EMITE PROGRAMAS NA NET.





Miguel Pessoa
Cor.Pilav.
Lisboa




Meus caros,
A Liga dos Combatentes está a começar a emitir programas televisão na net.





Anexo o link:
Abraço.

 Miguel

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Voo 2667 REVIVENDO A BASE AÉREA nº 12, BISSALANCA.




Elmano Duarte
1º Sargº.PA
Lajes – Terceira
Açores



Boa-Tarde.                                              
 Junto em anexo algumas fotos que gostaria de partilhar na página /especialistas.
Um abraço e obrigado
 Elmano Nunes






VB: Bom Dia Elmano.
Começamos o ano com alguma satisfação. Primeiro a tua chegada a esta base, depois o recordar um sonho vivido à algum tempo, a NOSSA BA 12!
Os nossos desejos para que continues a ser um dos elos de continuidade de nosso espaço e que o Ano de 2012 seja com muita saúde.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Voo 2666 BOM ANO DE 2012 DO VICTOR SOTERO.





Victor Sotero
Sargº.Môr EABT
Lisboa




Tas aí?





É que não queria terminar este ano sem te desejar um Ano de 2012 só com coisas boas…muito boas mesmo…
Feliz ano 2012
Victor Sotero



VB: Em meu nome pessoal e de toda a Tertúlia, agradeço e retribuo os teus votos de um bom ANO DE 2012.