domingo, 17 de fevereiro de 2019

Voo 3500 OBRIGADO ZINGARELHO,ATÉ SEMPRE





Francisco Serrano
Esp.MMA
Caparica

Até sempre ZINGARELHO companheiro de tantos momentos e aventuras , foste o cavalo alado de uma tribo de ÍNDIOS a que tive a honra de pertencer , uma tribo de homens com valores e defeitos , solidários , amigos , que na juventude foram combatentes , que tiveram coragem mas também medo , marcados por uma guerra que hoje á distância de cinco décadas os traumas persistem.
Difícil suster uma lágrima de emoção ao vê-lo passar e ouvir o som da sua turbina .
Tantas recordações !
O pensamento é livre e voa como o vento ultrapassando a fronteira do tempo.
Hoje quantas noites antes de adormecer deixome levar com o vento e monto o meu cavalo alado , o meu ZINGARELHO , e vôo alto , parto para longe , para os céus de Moçambique , e cavalgo por entre as nuvens onde nada mais existe senão a minha máquina voadora envolta naquela brancura intensa de quase ferir os olhos.
Ser Mecânico de Helicópteros foi o momento alto e apaixonante da minha vida.
Obrigado ZINGARELHO até sempre !

Voo 3499 AW 110 "KOALA" ATERRARAM NA BASE AÉREA Nº11,EM BEJA







Alfredo Cruz
Ten.Gen.PILAV
Lisboa








Ontem, dia 16 de fevereiro de 2019, constituiu-se como um dia histórico para a Força Aérea Portuguesa. Uma parelha de helicópteros AW 119 “Koala” aterraram na Base Aérea N. 11 de Beja.
Depois de 56 anos e mais de 300 mil horas voadas em Portugal, em Angola, na Guiné Bissau e em Moçambique, os helicópteros Alouette III preparam-se para fechar uma história inesquecível de enorme sucesso e fama na Força Aérea, nas Forças Armadas Portuguesas e em Portugal.
Os Helicópteros “Koala” são os dignos sucessores desta “Máquina” fabulosa que foi o Alouette III.
Os Alouette III foram um marco fundamental na história da Força Aérea e na Aviação Militar em Portugal. Talvez o mais importante no seu historial, feito em grande parte durante a guerra em África, foi a marca profunda na memória e no imaginário de um milhão de combatentes durante os anos que apoiou a guerra através de operações de assalto, transporte logístico e na execução missões de evacuação sanitária.
Para melhor compreender a espantosa história e a longevidade destas aeronaves, aconselho a leitura de dois importantes livros que contam em detalhe a história do Alouette III em Portugal.
50 Anos Alouette III Na Força Aérea. De André Garcez e Alexandre Coutinho
História das Esquadras de Helicópteros da Força Aérea Portuguesa. 
De Luís Palma de Figueiredo

Voo 3498 EXPOSIÇÃO DE PINTURA "A ARTE É LONGA,A VIDA É BREVE" DE ANTÓNIO SIX:





No Museu do Ar em Sintra está patente a Exposição do pintor António Six até Abril de 2019. Não perca a oportunidade de visitar esta excelente exibição de pinturas sobre os aviões da Força Aérea desde os primórdio da Aviação Militar em Portugal.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Voo 3497 APRESENTAÇÃO DO LIVRO "BASE AÉREA nº6, ANOS DE MEMÓRIAS 1953-2018"







Américo Dimas
Esp.MARME
Montijo



Caro Victor
Embora com algum atraso, não quero perder a oportunidade de participar o lançamento do livro "Base Aérea n.6 65 anos de memórias, da autoria do Sr. Capitão Polícia Aérea Pedro Gonçalves Ventura. Evento realizado na B. A. 6 com a presença de diversas individualidades civis e militares, designadamente os presidentes das Câmaras Municipais de Montijo e Alcochete, respectivos presidentes de juntas de freguesia dos dois concelhos, assim como o Cemfa Sr. Gen. Pil. Av. Manuel Teixeira Rolo e outras patentes tanto da F. A. P. como da Marinha.
O Núcleo do Montijo da Liga dos Combatentes, do qual faço parte, esteve também presente, a convite do Sr. Comandante da B. A. 6.
Junto envio fotos do referido evento.
Meus cumprimentos
Américo Dimas 


domingo, 27 de janeiro de 2019

Voo 3495 FALECEU JOSÉ ARRUDA,PRESIDENTE DA ADFA









Faleceu José Eduardo Gaspar Arruda Presidente da Direção Nacional da ADFA
Nasceu em Moçambique em 10 de Março de 1949, desenvolveu uma carreira de atleta até integrar o serviço militar obrigatório e foi ferido, em 1971, durante a guerra colonial, num acidente do qual resultou a cegueira e a amputação o membro superior esquerdo. Em 1973, durante a permanência no Hospital Militar Principal, participou no movimento de apoio à criação do estatuto do deficiente das Forças Armadas, tendo posteriormente, em 1974, participado na primeira assembleia Geral da recém-criada Associação dos Deficientes das Forças Armadas, que surgiu na sequência da Revolução do 25 de Abril.
A Tertúlia dos Especialistas da BA 12,apresenta sentidas condolências á sua família e á ADFA.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Voo 3494 COMPLEMENTO AO VOO 3493



Companheiros,
Em complemento ao nosso “voo 3493” junto anexamos das noticias referente ás exéquias fúnebres



quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Voo 3493 O ÚLTIMO VOO DO VICTOR RODRIGUES






Companheiros,
Ainda a conter-mos as lágrimas pela partida do António Six,eis que somos abalroados com mais esta triste notícia da partida do Victor Rodrigues...
O Victor foi meu companheiro na Base Aérea nº12 ,em Bissalanca,Guiné.
Desde essa data que ficamos sempre presos a uma grande amizade que se foi mantendo durante a nossa vida.
Ficou-me a grande mágoa de nunca ter ido a sua casa,para onde tantas vezes me convidou...
Amigo,que a Nª.Sª.do Ar te acompanhe neste teu eterno voo e te coloque no local merecido.
Até um dia meu...AMIGO!
Sabemos que o corpo irá amanhã á tarde para a Casa Mortuária de Tomar e o funeral se realizará na 6ªfeira .
Os horários ainda não estão definidos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Voo 3492 O ÚLTIMO VOO DO ANTÓNIO SIX.






Victor Barata
Esp.Melec.Inst./Av.
Vouzela



Querido e saudoso Amigo Six. Vivi á pouco um momento difícil ao ler esta triste noticia da tua partida para o teu ÚLTIMO voo,AMIGO...
à dias confessaste-me que estavas a travar uma dura "batalha" contra um inimigo era duro de vencer,perdes-te-a... mas serás sempre um HERÓI AMIGO.
Não pode conter as minhas teimosas lágrimas que insistentemente se soltaram, que insistem em voltar,quando hoje precisamente ao proceder á desmontagem da Exposição das tuas serigrafias que em tempos fizeste o favor de me oferecer que esteve patente ao público no Museu de Vouzela,recebo esta notícia...
Nas minhas orações matinais á Nª.Sª do Ar,farei os meus pedidos para que te acompanhe neste teu ultimo voo e te estacione no lugar que mereces. Até um dia...AMIGO!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Voo 3491 A HISTÓRIA DESCONHECIDA DO MEU PÉ ESQUERDO.





Manuel Bastos
Fur.Mil.Op.Esp.
Aguim
Coimbra



Esqueci-me do meu pé esquerdo. Sei que era como o direito mas ao contrário. Não me lembro muito bem, mas acho que não era um pé muito especial, porque para além de andar e correr não me servia de mais grande coisa. Bem vistas as coisas, para o futebol eu tinha até dois pés esquerdos, era, por assim dizer, ambissinistro. Mas dava-me muito jeito para nadar. O meu amigo Vasco acompanhava-me de barbatanas na dobragem do paredão Sul da barra de Aveiro e ria-se do meu estilo pouco ortodoxo, um misto de crawl e bruços, mas não me levava vantagem por muito tempo.


Na verdade, só me esqueci da imagem do meu pé esquerdo – se teria um sinal particular, ou alguma cicatriz que o tornasse especial – pois sinto-o agora melhor do que quando o podia ver. Chame-se “sensação do membro presente” esta sensação de ter um pé… que está ausente. É diferente da “dor fantasma” porque simplesmente não dói, e faz com que o ProFlex Foot XC fabricado na Islândia pareça mais real. Este cérebro humano acha estranho que dali não venha nenhum sinal de vida e aumenta a sua própria sensibilidade para ver o que acontece. E o que acontece é que se sente um pé onde apenas está uma engenhoca de duralumínio, titânio e fibra de carbono.
Para um espírito otimista, alguma coisa de bom haveria de ter um pé de metal, mas eu ainda não descobri nenhuma, mesmo quando o cão de um vizinho me tentou ferrar. Eu ofereci-lhe a prótese, mas o faro do bicho tramou-me.
No dia de Páscoa de 1972 tiraram-me uma fotografia em Mueda, onde ele aparece pela última vez, muito sossegado ao lado do seu irmão direito. Alguns meses depois pisou o chão de África pela última vez, despedindo-se deste mundo com muito estrondo, tanto quanto seria possível com o quarto de quilo de trotil de uma mina antipessoal, tendo acabado aí a sua missão de me transportar a meias com o seu irmão simétrico.
Para ser justo, não poderei subestimar as suas qualidades, tanto mais que as várias tentativas para o substituir condignamente falharam redondamente, a começar pelo trambolho tosco e mal-amanhado que rematava a perna de pau desequilibrada e rudimentar com que os nossos parceiros alemães da NATO queriam que eu voltasse a caminhar. Vim da Alemanha com um objeto de tortura medieval que deve ter chegado para espiar os meus mais escabrosos pecados. Tanto os já cometidos como os que eu venha a cometer até ao dia do juízo final.
Os meus netos parecem achar interessante que o avô se pareça com o cyborg dos seus jogos de vídeo quando anda de calções, e pensam que deve ter sido um ato de guerra heroico que esteve na origem da minha amputação. Aqui nasceu uma dificuldade didática, porque na verdade eu dei o que dão os heróis quando combati na guerra colonial, só que uma guerra é talvez o lugar menos provável para se praticar atos heroicos, e numa guerra criminosa como esta, se não tivermos muito cuidado arriscamo-nos até a cometer crimes.
Como se explica a uma criança da geração do Google que isso foi possível apenas por desinformação? E que o país onde a chateiam para aprender imensas coisas, é o mesmo país onde um dia a ignorância era obrigatória, onde as escolas tinham um livro único e os jornais um lápis azul para os ignorantes riscarem as coisas ditas por pessoas inteligentes.
É tão difícil explicar uma coisa estúpida a uma criança inteligente como uma coisa inteligente a um adulto estúpido.
Antes de eu partir para a guerra a minha mãe parece que fez um contrato com a Nossa Senhora de Fátima para garantir que eu vinha de lá são e salvo, cujo compromisso da sua parte era ir a pé de Aguim até à Cova da Iria todos os anos. Nunca percebi o que ganhava a santa com aquilo, mas desconfiei sempre que se tratava de uma tara originada pela vida sensaborona de uma virgindade eterna. Além disso, pareceu-me que tendo vindo eu sem um pé, a minha mãe não deveria pagar a promessa por inteiro, mas não consegui convencê-la a ir a pé, digamos, até Coimbra apenas.
Um dia, no verão de 1965, na praia da Costa Nova, a Marisa sentou-se mesmo em cima do meu pé esquerdo. Com o peso da Marisa o meu pé esquerdo enterrou-se na areia e ela esteve bem meia hora naquela posição sem dar por nada. Passado um quarto de hora sem me mexer, para sentir todas as delícias da região sagrada da anatomia da Marisa, o meu pé esquerdo ficou dormente, depois acabou por ficar totalmente insensível. Foi a primeira vez que o meu pé esquerdo sofreu uma amputação, ainda que virtual, mas aquele primeiro quarto de hora teve os melhores 15 minutos que o meu pé esquerdo viveu.
No inverno de 1971, na casa de banho comunitária do quartel das Caldas da Rainha, o meu pé esquerdo, e apenas o meu pé esquerdo, desenvolveu uma infeção fúngica. O Capitão médico do quartel, num relance, garantiu com ar categórico - É pé de atleta! Soou-me, assim de repente, mais a uma distinção desportiva do que a um diagnóstico médico. O pior é que durante o resto da minha vida de militar vi-me obrigado a introduzir um gesto extra em todos os exercícios físicos: coçar o pé de atleta.
Esse martírio só terminou na picada do Chindorilho, na província de Cabo Delgado da colónia de Moçambique, exatamente às 14 horas e 12 minutos do dia 4 de Junho de 1972. Nem o antifúngico do capitão médico, nem as pomadas de todos os enfermeiros do meu batalhão resolveram o problema, só a mina antipessoal da FRELIMO lhe pôs fim.
Este desfecho fatal aconteceu ao meu pé esquerdo porque eu acreditei que era um dever humanitário ir matar terroristas para África e salvar o império. Pelo menos foi assim que eu entendi as coisas.
Sempre que precisam de mandar soldados matar alguém, convém convencê-los que são terroristas; e quando os professores, os livros e a imprensa dizem em coro que são terroristas, a gente acredita, não é verdade? O pior é quando se descobre que os terroristas são demasiado parecidos connosco, ou que estamos a rematar para a baliza errada. Cria-se-nos a confusão mental típica de quem aparece por engano num funeral vestido com uma fantasia de carnaval. Alguém se aproveitou da nossa ignorância, e o pior é que também nos mantiveram ignorantes compulsivamente desde início para melhor se aproveitarem de nós.
Se isto não é abuso moral por parte do Estado é de certo escravatura intelectual. Impediram-me o acesso ao conhecimento para poderem usar a minha ignorância.
Do Estado não exijo muito mais para mim, na reparação material da minha lesão física de guerra, ao contrário de muitos camaradas meus verdadeiramente injustiçados, mas exijo um condigno e honorável pedido de desculpas pela lesão moral, se não a mim pessoalmente, pelo menos, a título póstumo, ao meu pé esquerdo. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

VOO 3490 - 42º. ENCONTRO DE ESPECIALISTAS DA BA-12






Mário Aguiar
Metralha
V. N. de Gaia








Boa tarde companheiros

Anexamos a apresentação do 42º. Encontro de Especialistas da Base Aérea Nº. 12, que terá lugar na zona de Évora, sobre o comando do nosso companheiro 




José Pedras










Manuel José Lanceiro, 







Ferreira de Castro “menino” 














terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Voo 3489 BOAS FESTAS DO NÚCLEO DE LISBOA DA AEFA.



A DIRECÇÃO DO NÚCLEO DE LISBOA , deseja á DIRECÇÃO NACIONAL , a todos os NÚCLEOS , Sócios , Familiares , Amigos da Associação e a todos aqueles que connosco têm colaborado ,UM PRÓSPERO ANO DE 2019 , com muita saúde e sorte para continuarmos o nosso trabalho em prol dos nossos associados , com a dignidade que todos são merecedores.
AGRADECEMOS TAMBÉM Á DIRECÇÃO NACIONAL , todo o empenho que até á data nos tem prestado , no sentido de esta Direcção conseguir cumprir com os objectivos a que se propôs.

SAUDAÇÕES ESPECIALISTAS

O NÚCLEO DE LISBOA