domingo, 19 de fevereiro de 2017

VOO 3510 – ESTÁ DE LUTO O NOSSO COMPANHEIRO JOÃO CARLOS SILVA










O nosso Amigo e companheiro, João Carlos Silva está neste momento a viver um momento difícil na sua vida pela perda do seu querido Pai, esta manhã.

Em nome do Comando desta unidade e de todos os elementos que nela estão inseridos, enviamos ao nosso companheiro João Carlos Silva um abraço muito forte e solidário, apresentando-lhe as nossas sentidas condolências assim como a toda a Família.

Ainda não sabemos mais elementos para vos transmitir sobre as cerimonias fúnebres, mas assim que soubermos participaremos.  


PAZ À SUA ALMA.

Voo 3509 REENCONTRO DE "VELHOS" AMIGOS.







Alfredo Santos
Esp.EABT
Lisboa





Ontem, uma rua da Mouraria, estiveram as emoções à solta, um Reencontro de "velhos" Amigos, que a vida resolveu desencontrá-los durante 44 Anos. Foi reviver o passado, sentir o presente e falar do futuro. Estas duas fotos são o testemunho dessa vivência, uma dos momentos da nossa comissão (1972/1974) na Base Aérea B.A.12 - Bissalanca/Guiné , na mesma Esquadrilha de Abastecimento e a "ressonar" no mesmo quarto, a outra foi a alegria continuada dessa Amizade que o Tempo, amadurecer e fez questão de dizer:


Venha lá esse Abraço. Meu querido Amigo Carlos Pinto, obrigado por ontem termos dado azo às nossas "memórias".

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Voo 3508 CERIMÓNIA DE ENTREGA DO F-84G THUNDERJET AO MUSEU DO AR, EM 23 DE JUNHO DE 2016






Paulo Moreno
Sold.Fotog.FAP
Embra
Marinha Grande


UM DIA DE FESTA

Depois de mais de 3 Anos de restauro do F-84G Thunderjet, um trabalho chefiado pelo Sarg.-Ajudante Albano Torres,ficaram assim reunidas as condições, para que o primeiro avião de jacto militarem Portugal, venha a ocupar o seu merecido lugar no Museu do Ar. A Cerimóniaveio mesmo a juntar, osPilotos e Mecânicos mais antigos da grande Família FAP.
Logo cedo e na sala de embarque do AT-1, pude presenciar o grande dia que iria testemunhar, pois consegui fotografar alguns dos Veteranos que com grande entusiasmos se reencontravam, e que encontros.
Podemos ver juntos dois Pilotos da BA-9 Esq. 93 Magníficos, Sr.  Cmdt. Perestrelo e Sr. Cap. Fernando Moutinho; na mesma foto pudemos ver o Sr. Gen. Carlos Perestrelo.

Noutra foto pudemos ver o Cmdt. Lopo e o Sr. Cap. Fernando Moutinho, FALCÕES fundadores, e uma foto tirada da carteira do Sr. Cmdt. Lopo, dos velhos tempos.


 Era chegada a hora do embarque no C-130 com destino ao AM-1, um voo rápido. 


Já na chegada os convidados foram recebidos pelo Sr. Cmdt. do AM-1, Coronel Carlos Páscoa.


Testemunhei mais alguns encontros, de gerações diferentes mas ligadas entre si... novamente o Sr. Cmdt. Lopo e o Sr. Cmdt. Victor Silva num abraço espontâneo de quem não se via há muitos anos. 




De seguida uma visão muito rara pois actualmente só temos três pilotos vivos que fizerem parte da “Operação Atlas 1961”, os Cmdts. Lopo e Rui Cunha juntos novamente nesta cerimónia.





Mais uma curiosidade desta cerimónia, podemos ver dois dos primeiros mPilotos dos A-7P Sr. Gen. Pinheiro e Sr. Cmdt. Victor Silva, este o primeiro Falcão-Mor da Esq. 302.




Tempo para também apreciarem o polo museológico do AM-1 e, chegada a hora de ocupar os lugares para dar início à cerimónia de entrega do F-84G, depois de se destapar o F-84G, desvendado o beíssimo avião e o bom trabalho de restauro, houve um tempo para quem quisesse intervir. 






Podemos ver uma das intervenções feita pelo Piloto de F-84 Sr. Cmdt. Pardal, também Falcão fundador.





De seguida todos puderam apreciar o F-84G mais de perto...








Tive então mais uma vez o privilégios de fotografar mais um momento, que não podia passar em branco: Na frente deste do F-84G que era o N.º 5187 o avião reserva dos “DRAGÕES” encontrei em plena contemplação do F-84G os elementos ainda vivos da grandiosa Patrulha Acrobática Os “Dragões”, o Sr. Gen. Lemos Ferreira e o Sr. Cap. Fernando Moutinho, que trazia mesmo uma camisola do seu F-84G dos “DRAGÕES”. Na foto podemos ver ainda outro Piloto que passa, o Sr. Francisco Afonso.







Seguiu-se um almoço convívio de pé, com direito a um bolo representativo duma cerimónia que cedo se tornou numa festa de família, a grande família FAP.









Paulo Moreno





















segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Voo 3507 PANFLETOS PSIQUICOS...





António Fiche
Esp.MRÁDIO
Montijo




Panfletos que eram distribuídos às populações que viviam no mato na Guiné...




domingo, 5 de fevereiro de 2017

Voo 3506 COMISSÃO INSTALADORA DO NÚCLEO DA AEFA DO ALENTEJO.


Núcleo de Associação de Especialistas da Força Aérea
Alentejo


04.02.2017
Veteranos Alentejanos, eis o grupo de Especialistas da Força Aérea hoje reunidos em Ferreira do Alentejo com a finalidade da Direcção Nacional da AEFA empossar a Comissão Instaladora do Núcleo do Alentejo, que engloba os Distritos de Beja, Évora e Portalegre.
Se ainda não és associado, contacta-nos:
rojao.silva@gmail.com - 924078223 

Voo 3505 NÚCLEO DE COIMBRA ORGANIZA O TRADICIONAL ALMOÇO DE LAMPREIA





Augusto Ferreira
Esp.Melec.Inst./Av.
Coimbra





Sob o mote da Lampreia o Núcleo de Coimbra da AEFA levou a efeito o já habitual primeiro encontro do ano dos seus associados.
Contou com a presença de vários ex-Especialistas da nossa FAP, alguns com as suas respectivas esposas.
Houveram algumas ausências, dos que habitualmente costumam marcar presença neste evento, que por vários motivos não puderam vir. Todos foram lembrados.
A abordagem a estes peixes ciclóstomos foi brilhante pela maioria dos presentes, que quase todos bisaram a dose.
Para quem não simpatiza com eles, houveram alternativas gastronómicas. O importante foi o convívio.
Depois houve a necessidade de se cantarem umas modas, pois o tinto de “Pias” a isso nos tinha obrigado.
Cantou quem sabia e não sabia. Inventaram-se letras e as violas serpentearam no meio de algumas desafinações e marcações de ritmos assíncronos.
Resultado: Todos terminámos felizes mais este encontro, com informações sobre os próximos do mês de Março, fornecidas pelo nosso Presidente José Andrade.
O tempo invernoso esse ficou lá fora, também não tinha sido convidado e teve que se contentar só com água, o tinto foi só para convidados.
ESPECIALISTAS SEMPRE






quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Voo 3504 UMA EQUIPE "LOBO MAU".



Manuel Cascão
Esp.MARME (Lobo Mau)
Setúbal 


Foto da GUINÉ  (que nunca tinha visto) enviada pelo piloto aviador aos comandos do héli-canhão, "nosso" companheiro e amigo ANTÓNIO VAZ.
Fotografia tirada  em meados de 1970; referir que o António Vaz (como muitos companheiros nossos pilotos), ingressou na TAP e foi comandante como o Falé, Solano, Pinho, Rodrigues muitos outros. 


Voo 3503 O CUSTO DA MINHA EVACUAÇÃO.




Nuno Almeida
(Poeta)
Esp.MMA
Lisboa





Bilhete de avião da TAP para a minha evacuação urgente.
Repare-se no valor pago pela Força Aérea: 8.680$00.

Voo 3502 OPERADORES PORTUGUESES LANÇAM GUINÉ-BISSAU (ILHAS BIJAGÓS) COMO DESTINO DE FÉRIAS EM 2017



LUXO NOS BIJAGÓS

A francesa Solange Morin, proprietária do Ponta Anchaca na ilha de Rubane, assegura o transporte dos turistas ao seu hotel em avião privado
Os pacotes para a Guiné-Bissau serão lançados até à BTL, feira do turismo de Lisboa, como resultado da primeira viagem de reconhecimento do destino que envolveu a maioria dos produtores de viagens
Foi, literalmente, uma descoberta para os operadores turísticos portugueses. A primeira 'fam trip' à Guiné-Bissau de 'construtores' de programas de viagens promovida pela Euroatlantic de 6 a 11 de janeiro — onde participaram a Abreu, Solférias, Soltrópico, Sonhando, Clube Viajar, You e Across, que representam 80% da operação turística nacional — irá resultar na criação de pacotes de férias, de uma semana a 10 dias, a lançar já na próxima BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa), a feira que decorre na FIL de 15 a 19 de março e que é a principal montra do turismo português.
Para os operadores turísticos, a 'pérola' deste destino novo são os Bijagós, arquipélago com 88 ilhas ao largo da Guiné-Bissau e que é um santuário natural (tem os únicos hipopótamos marinhos do planeta, entre uma grande diversidade de vida animal, como tartarugas ou chimpanzés).
"O nosso objetivo é fazer um turismo de qualidade e controlado tendo em conta o ecossistema que existe em Bijagós, cujo potencial é muito aprazível para o turismo que o mundo hoje procura", salientou Fernando Vaz, ministro do turismo da Guiné-Bissau ao receber os operadores turísticos, a quem fez o apelo de criar um produto de férias "para que os portugueses também venham à Guiné onde vão sentir-se em casa, e não só ao Algarve".
O ministro guineense frisou ainda que "o nosso turismo ainda é incipiente, recebemos 30 mil turistas por ano, e queremos aprender com Portugal. Se Cabo Verde conseguiu tornar-se um destino reconhecido nós também vamos conseguir".

                                                        

                                                   
MAR DE ILHAS. O arquipélago de Bijagós, ao largo da Guiné, integra 88 ilhas em estado natural, o que é considerado um paraíso para eco-turismo
Para a Abreu Viagens, a Guiné tem todas as condições para "funcionar como um destino novo" de lazer, quando até à data era "desconhecido" dos turistas portugueses, conforme destaca Leonor Ramos, gestora do produto África do operador turístico, que participou nesta viagem de reconhecimento à Guiné-Bissau.
Tirando partido dos atuais quatro voos diretos por semana que ligam Portugal à Guiné (dois da TAP e dois da Euroatlantic), a perspetiva da Abreu é lançar a curto prazo programas de viagens de 5 a 7 dias, "focados no arquipélago de Bijagós mas sem deixar Bissau de fora, pois os portugueses têm uma ligação grande à cidade", adianta Leonor Ramos. Na sua perspetiva, o perfil do cliente-alvo para o destino Guiné é sobretudo o "passageiro que já bateu outros destinos ao nível de África, como São Tomé". Mas a gestora de programas da Abreu frisa que neste destino "está tudo ainda muito verde e tem de haver promoção do país, o que não passa só pelos operadores turísticos, é essencial que o Governo guineense assuma aqui o seu papel".

NA ROTA DO HIPOPÓTAMO. Os Bijagós têm a única colónia de hipopótamos marinhos no mundo, havendo programas especiais para os avistar
O mesmo objetivo é partilhado pela Solférias. "Faz todo o sentido incluir a Guiné-Bissau na nossa programação pois África é uma das principais apostas da Solférias", salienta Cláudia Martins, gestora de produto deste operador turístico. "Estamos a trabalhar já na programação de verão, válida de maio a final de outubro, e nesta altura do campeonato o que vamos fazer é lançar de imediato uma brochura com um combinado entre Bissau e Bijagós para pôr à venda já em fevereiro, e seguramente antes da BTL."
Do que viu na viagem de reconhecimento à Guiné-Bissau, a operadora da Solférias adianta que o objetivo é "lançar programas de uma semana, incluindo cinco noites em Bijagós e uma em Bissau" e também "conseguir pacotes a preços abaixo dos 2 mil euros", dependendo das tarifas a negociar com as companhias aéreas."Vai ser um complemento muito interessante para a nossa programação", prevê Cláudia Martins, sustentando que a Guiné pode funcionar como destino "que complementa a nossa oferta 'charter' para Cabo Verde, embora dirigindo-se a um mercado diferente, que não é do 'tudo incluído', mas sobretudo clientes que procuram outro tipo de experiências. Cada vez há mais pessoas a necessitar do contacto com a natureza, do desligar dos telemóveis, e destinos como este são cada vez mais procurados".

ECOSSISTEMA. O Turismo da Guiné-Bissau diz-se empenhado em "desenvolver um destino controlado e não massificado nos Bijagós"
Segundo a gestora da Solférias, "acreditamos que não será um destino de grande volume, mas nesta fase não queremos deixar de ajudar a Guiné-Bissau com tudo o que estiver ao nosso alcance". Salienta que "estão reunidas as condições" para se lançar este destino novo em Portugal, mas sublinha que há ainda "um longo caminho para a Guiné fazer, com todas as notícias negativas que têm saído sobre o país".

"UM PARAÍSO DESCONHECIDO PARA A MAIORIA DOS PORTUGUESES"

Lara Reis, gestora de produto da Soltrópico, também considera que o destino "tem muito potencial e o produto pode ter muita saída em Portugal, mas é preciso mudar a visão que os portugueses têm da Guiné-Bissau". Sustenta que este "pode vir a ser um produto Soltrópico", mas ressalva que terá de ser ainda sujeito à análise do operador turístico relativamente à programação para 2017. Na sua opinião, "de início, e para não correr muito risco, podíamos começar com um pacote mais pequeno, de cinco noites, com Bissau e Bijagós, um paraíso ainda desconhecido para a maioria dos portugueses e que poderá ser um próximo destino a estar em voga".
Segundo a criadora de pacotes de férias da Soltrópico, "mais tarde poderíamos fazer uma identificação de pontos interessantes no país com vista a programas associados a turismo de saudade e às memórias coloniais, pois há uma grande comunidade de portugueses que estiveram na Guiné-Bissau e podem ter interesse em voltar ao país e matar saudades". Frisando que "o que procuramos na Guiné não é um turismo de massas", Lara Reis refere que no início desta operação "os preços terão de ser bastante interessantes, em comparação com outros destinos como São Tomé ou Senegal".
No caso do operador turístico You, a previsão também passa por lançar programas a curto prazo. "Nós já tínhamos pensado fazer alguma coisa na Guiné-Bissau", salienta Elisabete Augusto, diretora de operações da You, para quem a recente visita de reconhecimento ao destino tornou "o produto mais fácil de trabalhar".

TURISMO DE SAUDADE As memórias coloniais são visíveis na antiga messe dos oficiais em Bissau, que deu lugar ao Hotel Azalai
Para lançar o destino Guiné, o objetivo da You passa por "publicar circuitos de uma semana a 10 dias, com quatro a cinco noites para ir à praia, e vamos de certeza incluir Bijagós", refere Elisabete Augusto, adiantando que os programas terão um alcance mais vasto. "A nossa ideia é também montar um 'tour' pelo interior da Guiné, passando por cidades como Bafatá ou Gabu, além de Bissau, a pensar nos antigos militares que querem visitar os lugares onde estiveram durante a guerra colonial". Como frisa a diretora de operações da You, "vamos trabalhar para que as pessoas em Portugal possam vir conhecer a Guiné".
Tendo já algum tráfego para a Guiné, organizando viagens associadas a ações humanitárias, também o Clube Viajar, cujo operador é o Viajar Tours, tem a perspetiva de começar a lançar pacotes com Bissau e Bijagós. “O arquipélago dos Bijagós é um paraíso natural e apenas a quatro horas de distância de Portugal”, faz notar Manuela Varanda, agente de viagens do Clube Viajar, frisando que, face ao potencial da Guiné ao nível de programas de lazer, o destino merece começar a ser explorado. “E esta viagem de reconhecimento demonstrou tratar-se de um destino tranquilo, genuíno e com um povo muito gentil, além de ter boa comida.”

LANÇAR UM MANUAL DE VENDA PARA OS AGENTES DE VIAGENS

Para o operador Sonhando, a 'fam trip' à Guiné-Bissau foi “um sucesso”, e também "um verdadeiro derrubar de preconceitos, pois apesar da instabilidade política do país encontrámos um ambiente pacífico e seguro", salienta Mariana Correia, gestora de reservas da Sonhando.
Destaca ainda as "paisagens deslumbrantes como o arquipélago dos Bijagós, hotelaria diversificada e de qualidade, receptivos locais com produtos bem trabalhados e prontos a receber o turista português".


ENERGIA AFRICANA. Os operadores também querem destacar a vertente cultural nos programas de viagens à Guiné
Segundo Mariana Correia, "a Sonhando tudo fará para divulgar e colocar a Guiné-Bissau como um dos destinos de eleição dos portugueses", através da criação de pacotes de 5 a 7 noites, que serão lançados ainda antes da BTL. "Vamos apostar em programas de lazer, e também de turismo de saudade associados ao regresso de ex-combatentes, além caça/pesca ou negócios", adianta.
A operadora da Sonhando adianta que "a nossa intenção é fazer um manual de vendas para os agentes de viagens em Portugal, pois sabemos que apesar de uma língua que nos une, existe um profundo desconhecimento da Guiné Bissau enquanto destino turístico com enorme potencial".
Apesar de ser mais especializada em safaris, e tendo o foco em África, também a Across prevê começar a incluir a Guiné na sua programação já em 2017.
"Esta viagem deu-nos a mostrar a verdadeira imagem da Guiné", sustenta Reno Maurício, diretor-geral da Across, frisando que o seu interesse está em "destinos com uma relação forte com Portugal, locais que não tenham só animais mas também história, algo com que o cliente português se possa relacionar".
Segundo o diretor-geral da Across, "vamos já lançar três programas para a Guiné-Bissau, com vertente cultural, de vida selvagem e de praias", e a curto prazo sairão as respetivas brochuras para venda nas agências de viagens. "Vamos aproveitar os voos da Euroatlantic para vender uma série de experiências", que irão resultar em combinados de Bissau com Bijagós e com locais para safaris, além de "programas à medida na área de turismo de saudade, em que queremos levar pequenos grupos de umas 18 pessoas, pois este é um mercado forte na Guiné".
A nível de preços, Reno Maurício avisa que "não vamos ser os mais baratos do mercado, pois a nossa guerra não é a dos preços". Na Across o preço dos programas para este destino vai depender de uma série de opções disponíveis. "Na Guiné estamos a falar de um produto que pode ir de pouco mais de mil euros até três mil euros", avança.

VIDA SELVAGEM. Assistir à desova das tartarugas na ilha de Poilão é uma das experiências que os turistas podem ter nos Bijagós


"Eu acho que vai haver uma grande dose de boa vontade dos operadores que aqui vieram no sentido de promover a Guiné-Bissau", sustenta o diretor-geral da Across.

A "NECESSIDADE DE RESPIRAR NATUREZA"

Para alojar os turistas nos Bijagós, a mira dos operadores está sobretudo no Ponta Anchaca, hotel da francesa Solange Morin na ilha de Rubane onde os quartos são 'tabankas' de madeira à beira do mar e entre palmeiras, exalando um ambiente de luxo natural.
"Quando aqui cheguei isto era selva virgem, não havia nada, nada, tive de fazer tudo do zero", diz Solange Morin, assumindo o seu "grão de loucura" ao ter vendido os seus hotéis no Senegal para criar uma unidade nos Bijagós. "Tinha necessidade de respirar natureza, não há outra sensação de paz e liberdade como há aqui", confessa.
É a mesma sensação que Solange Morin quer transmitir aos clientes do hotel. "Quando as pessoas querem ver as tartarugas ou os hipopótamos, nós podemos fazer isso", garante. O Ponta Anchaca conta com várias lanchas para passeios e também um avião privado em permanência para assegurar o transporte dos hóspedes de Bissau. "É um destino que ainda não é conhecido. As pessoas perguntam: onde ficam os Bijagós?", refere Solange Morin, que tem recebido sobretudo hóspedes franceses, belgas, ingleses ou italianos, "e espero que cada vez mais portugueses".
Além do Ponta Anchaca, são sobretudo os hotéis virados para a pesca, e também de proprietários franceses, que predominam nos Bijagós.

 ACAMPAR NA PRAIA O Dakosta Island Beach Camp do guineense Adelino da Costa põe a tónica na cultura bijagó
O destaque também vai para o Dakosta Island Beach Camp, do guineense Adelino da Costa, junto à praia de Bruce em Bubaque, onde parece que o tempo parou.
Além dos quartos em vivendas, o Dakosta Island tem também um espaço de tendas marcado por instalações artísticas associadas à cultura bijagó.
"Estamos num espaço protegido pela UNESCO, isto é um museu ao ar livre, é a pura natureza que está a faltar no mundo", faz notar Adelino da Costa, que trocou a vida nos Estados Unidos (onde é um lutador medalhado e tem uma rede de ginásios em Nova Iorque, com a marca 'Pump') para estar mais próximo do investimento turístico que quer reforçar na sua terra.
"A língua portuguesa está-se a perder aqui", considera Adelino da Costa, lembrando que o investimento turístico nos Bijagós está a ser feito sobretudo por franceses, e "há zero de portugueses". Como guineense, propõe-se aqui diferenciar pelo toque da cultura. "O atraso da Guiné pode tornar-se na sua principal vantagem, pois os Bijagós ainda estão em estado natural, nada foi estragado", salienta. "É um local para desligar o telemóvel e desligar de tudo. E isto para os turistas é o mesmo que lhes dar ouro."



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Voo 3501 AS ETNIAS GUINEENSES.





António Fiche
Esp.MRÁDIO
Moita





AS ETNIAS DA GUINÉ-BISSAU (II)

OS MANDINGAS




Os mandingas (em mandingo: Mandinka) são um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental, com uma população estimada em 11 milhões. São descendentes do Império Mali, que ascendeu ao poder durante o reinado do grande rei mandinga Sundiata Keita. Os mandingas pertencem ao maior grupo etnolinguístico da África Ocidental - o Mandè - que conta com mais de 20 milhões de pessoas (incluindo os diulas, os bozos e os bambaras). Originários do atual Mali, os mandingas ganharam a sua independência de impérios anteriores no século XIII e fundaram um império que se estendeu ao longo da África Ocidental. Migraram para oeste a partir do rio Níger à procura de melhores terras agrícolas e de mais oportunidades de conquista. Através de uma série de conflitos, primeiramente com os fulas (organizados no reino de Fouta Djallon), levaram metade da população mandingo a converter-se do animismo ao islamismo. Hoje, cerca de 99% dos mandingas em África são muçulmanos, com algumas pequenas comunidades animistas e cristãs. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, cerca de um terço da população mandinga foi embarcada para a América como escravos, após a captura em conflitos. Uma parte significativa dos afro-americanos nos Estados Unidos são descendentes de mandingas.
Atualmente vivem na Gâmbia, Guiné, Mali, Serra Leoa, Costa do Marfim, Senegal, Burquina Faso, Libéria, Guiné-Bissau, Níger, Mauritânia, havendo mesmo algumas comunidades pequenas no Chade. Embora bastante dispersos, não se constituem no maior grupo étnico em qualquer dos países em que vivem, exceto na Gâmbia.

OS FULAS



Os fulas ou fulanis (em fula: Fulɓe) são um grupo étnico que compreende várias populações espalhadas pela África Ocidental, mas também na África Central e no Norte de África sudanês. Os países africanos por onde se encontram incluem a Mauritânia, o Senegal, a Guiné, a Gâmbia, o Mali, a Nigéria, a Serra Leoa, o Benim, o Burquina Faso, a Guiné-Bissau, os Camarões, a Costa do Marfim, o Níger, o Togo, a República Centro-Africana, o Gana, a Libéria, até ao Sudão, a leste. Os fulas não são o grupo maioritário em nenhum destes países, com exceção da Guiné.
São povos tradicionalmente nómadas que praticam a pastorícia.

FELUPES



Os felupes são um grupo étnico, subgrupo dos Diolas e que compreende as populações existentes no Sul de Casamança e São Domingos na Guiné-Bissau, isto é, entre o Rio Casamansa e o Rio Cacheu.
Os felupes dedicam-se além da pesca, à cultura do arroz, da mandioca e da batata-doce.

MANJACOS


Os manjacos (em manjaco: Manjaku) são um povo que habita as ilhas de Pecixe e Jata e as margens dos rios Cacheu e Geba, na Guiné-Bissau. O nome do povo significa "eu digo-te".
A língua manjaca está classificada como parte das línguas Senegal-Guiné, que são uma subdivisão das línguas atlânticas.
Existem grandes comunidades de manjacos no Senegal, França, Gâmbia e nos países envolventes da Guiné-Bissau.

NALUS


Os nalus são uma etnia que habita no litoral sul da Guiné-Bissau (região de Tombali) e norte da Guiné, sendo maioritariamente muçulmanos. Estão numa fase de recente islamização, havendo ainda alguns elementos desta etnia de religião animista. Falam uma língua semi-banta. De elevada estatura, dedicam-se principalmente à agricultura, mas também à pesca.

PAPÉIS


Os papéis são uma etnia originária da Guiné-Bissau. Representam atualmente 7% do total da população guineense. O mais conhecido elemento pertencente a este grupo étnico foi o ex-presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira. Os membros deste grupo falam a língua papel.

BIJAGÓS


Os bijagós conhecidos por sua lealdade, gentileza, honestidade, respeito pelo outro e, sobretudo, pelos mais velhos, a etnia bijagó é um grupo de referência na Guiné-Bissau. Esta etnia dá nome ao conjunto de 80 ilhas que formam o Arquipélago dos Bijagós. Único arquipélago deltaico da costa oeste africana, classificado em 1996 pela UNESCO como Reserva da Biosfera, os bijagós que ali habitam e o modo de vida que eles desenvolvem em harmonia com a natureza explica o seu estado de conservação. A sociedade é matriarca, pois é o tipo de sociedade onde o poder é exercido pelas mulheres, em especial pelas mães; o facto de dar à luz confere à mulher o estatuto mais elevado da hierarquia familiar.
(in net)