segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Voo 3451 HOJE COMEMORAMOS O 49º ANIVERSÁRIO.







Alfredo Santos
Esp.EABT
Lisboa


Hoje ao Comemorarmos o 49º. Aniversário do inicio dessa nossa Viagem Mágica, ao serviço da Força Aérea Portuguesa, quero enviar aos meus Camaradas da 3ª Recrutados Especialistas da F.A.P. do Ano de 1969 e em especial ao pessoal da 1ª Esquadrilha, 6ª Secção, um forte Abraço de Amizade e Saudade. Não se esqueçam para o ano é o nosso Cinquentenário.

Voo 3450 49 ANOS DEPOIS...







Victor Barata
Esp.Melec.Inst/Av.
Vouzela




Companheiros,parece que foi ontem,mas...o espírito é o mesmo!
Pois é,49 nos se passaram desde o dia em que tive o privilégio de ingressar numa “Universidade” que me formou como homem para a minha vida, FORÇA AÉREA PORTUGUESA.
22 de Outubro de 1969,sai de casa com destino á estação de Stª.Apolónia  fim de entrar no comboio que me levou até á estação de Vila Franca de Xira,onde me aguardava uma viatura e homens que conheci pela primeira vez na vida. Estes HOMENS viriam  a ser algumas das pessoas que me ajudaram a fazer-me HOMEM e com os quais ainda mantenho,e manterei,uma ligação eterna.
Já dentro dessa viatura azul que ostentava num dístico amarelo, na frente e retaguarda,no qual esta  inserido BA2, (Base Aérea 2)fui conduzido á primeira unidade militar onde entrei pela primeira vez na minha vida.
Muitas caras novas,roupa a ter que ser rectificada pelo alfaiate PARTICULAR,cabelo rapado...um mundo diferente,mas onde sempre pairou o respeito e a ética militar.
Hoje,passados estes 49 anos,sinto-me um HOMEM muito orgulhoso por ter servido a FORÇA AÉREA PORTUGUESA!
Para todos os meus camaradas desta geração,o meu
BEM-HAJA!
Victor Barata


domingo, 16 de setembro de 2018

Voo 3449 SETÚBAL RECONHECEU E CONDECOROU ARMINDA SANTOS





Maria Arminda Santos
Ten.EnfªParaqª.
Setúbal

SETÚBAL RECONHECEU E CONDECOROU ARMINDA SANTOS como cidadã de grande relevo nacional, ela que foi a primeira paraquedista militar como enfermeira na Guerra Colonial. Andámos na mesma guerra em Angola nos anos de 1961 a 1963, mas por sorte e por ter uma saúde de granito do Alto Minho, mais exatamete da terra onde começou a nascer Portugal, só precisei de seguir o exemplo da sua coragem. Esperemos agora que lhe seja atribuída uma rua com o seu nome nesta cidade que a viu nascer e ainda por cá vive aos 81 anos...

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Voo 3448 ALUNOS BREVETADOS.






Vasco
Aluno Pil.Av.
Oliveira do Hospital






Olá, Victor
Conforme prometido no sábado, aqui vai a página da Revista "MAIS ALTO" n.º 127/128 - NOV/DEZ, com a referência aos, então, novos pilotos.
Abraço.
Vasco


Legenda: Esq./Dir.:Giraldes, R.Martins,Crespo,Oliveira,Pessoa,Marques,Martins de Matos.Andrade e Martins Jorge


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Voo 3447 VIAGEM À GUINÉ.







Victor Sotero
Sargº.Môr. EABT
Lisboa





Guiné Bissau – Roteiro da Memória
Alfredo Cunha
Data 10 Nov 2018 - 18 Nov 2018
Duração: 9 Dias
Preço por pessoa, desde: 3.175 €

Mais de quatro décadas depois da Independência da Guiné-Bissau e do fim do mais terrível conflito armado em que a tropa portuguesa esteve envolvida antes do 25 de Abril, regressamos para uma “Viagem à Memória” neste pequeno país da África Ocidental. A Pinto Lopes Viagens irá levar neste roteiro Alfredo Cunha que, desde 1973, vai regularmente à Guiné e é o autor de algumas das imagens mais conhecidas dos momentos-chave do País O roteiro proposto visa mostrar a Guiné: o país de contrastes, belezas naturais únicas e diversidades étnicas e geográficas que foi palco de uma história militar que marcou uma geração de portugueses. Será,mais do que uma abordagem histórica, o relato de um jornalista e da sua relação com a reconstrução dessa realidade do ponto de vista da atualidade, revisitando alguns dos pontos marcantes e de como é possível relacionar-se e relatar algo ainda tão vivo e sensível na memória de tantos.
PROGRAMA

1º DIA • PORTO OU LISBOA (AVIÃO) – BISSAU

Em horário a combinar, comparência no aeroporto escolhido para embarque em voo regular com destino a Bissau, via Lisboa. Chegada, assistência nas formalidades de desembarque e transfer para o hotel. Alojamento no Hotel Império 4*, situado na praça do Império, em pleno centro de Bissau, ou similar.

2º DIA • BISSAU
Visita a Bissau, capital da Guiné-Bissau, localizada no estuário do Rio Geba, na costa atlântica. É a maior cidade do país, com o maior porto, constituída como centro administrativo e militar do país. Fundada em 1697 como fortificação militar portuguesa e entreposto de tráfico de escravos, obteve o estatuto de cidade e de capital, estatuto que manteve após a independência. Início das visitas à cidade velha, com destaque para o Cemitério Português, local onde foram sepultados muitos soldados portugueses durante a Guerra Colonial, e onde muitos dos quais permanecem por identificar; à Fortaleza de São José da Amura, estrutura primitiva erguida por forças Portuguesas a partir de 1696, sob o comando do Capitão-mor José Pinheiro. Foi reconstruída várias vezes ao longo dos séculos e, atualmente, abriga a Sede das Forças Militares Guineenses e o Mausoléu de Amílcar Cabral, líder na fundação do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, no início da década de 1960, iniciou a luta armada contra o regime colonial; ao Mercado de Bandim, que surgiu no início da década de 60. O entreposto recebeu, numa primeira fase, a denominação de Beco de Bandim, alterada alguns anos mais tarde com o incremento das trocas comerciais para a Feira de Curva de Bandim. Alojamento.

3º DIA • BISSAU – CANCHUNGO – CACHEU – PRAIA DE VARELA

Ao amanhecer, saída para Canchungo. Visita e encontro com a tribo Manjaco, povo que habita nas margens dos rios Cacheu e Geba. Durante a visita iremos perceber de que forma é que factores como a escravatura, a evangelização, a colonização, a emigração e a globalização contribuíram para a transformação das comunidades Manjaco e a sua influência no Estado da Guiné-Bissau. Seguimos para a região de Cacheu, segunda região mais populosa da Guiné-Bissau. Considerada fonte principal do comércio de Cabo Verde e Guiné, era aqui que os navios portugueses vinham obter escravos e produtos da região. A pequena cidade de Cacheu, capital desta região, torna-se assim muito importante nas relações comerciais, o que leva à construção do Forte de Cacheu. Visita a este pequeno Forte, fundado em 1588 por forças portuguesas, com a função de defender a primeira feitoria da região. Além de assegurar a presença militar portuguesa, constituía um importante apoio ao comércio de tecidos manufacturados, marfim e escravos. Neste contexto, é criada a Companhia de Cacheu, fundada em 1675, que visava garantir o direito ao tráfego na Costa da Guiné e no arquipélago de Cabo Verde, assim como de escravos para a Metrópole, domínios do Ultramar e América Espanhola. Visita ainda ao Museu da Escravatura, estrutura de construção recente que nos conta a história do comércio de escravos da região. Dotada de extraordinária beleza natural, Cacheu assume-se como principal zona de pesca artesanal do país. Travessia de barco até à Praia de Varela, uma das mais famosas e bonitas da Guiné-Bissau. Conhecida também como a Praia dos Pescadores, assim chamada por ser o ponto onde os pescadores partem para a pesca. Esta praia é continuidade da Tabanca de Varela. A sua beleza, águas calmas e ar puro fazem da zona de Varela um ambiente natural onde o sabor de África é genuíno. Alojamento no Aparthotel Chez Hélène, simples, mas um lugar calmo, no meio da natureza, perto da praia, pintado com as cores de África.

4º DIA • PRAIA DE VARELA – BISSAU

De manhã, visita à Tabanca de Varela para descobrirmos o modo de vida simples destas populações. Regresso a Bissau, passando por pequenas e singelas localidades com São Domingos e Bula. Alojamento no Hotel Império 4* ou similar.

5º DIA • BISSAU – BAFATÁ – BAMBADINCA – SALTINHO

Manhã cedo, partida em direção a Bafatá. Localizada no centro norte da Guiné, é a segunda maior cidade do país. Construída sobre rio Geba, Bafatá é uma cidade tranquila com uma arquitetura predominantemente colonial, conhecida sobretudo por ser a terra natal de Amílcar Cabral. Perto da casa onde nasceu, em setembro de 1924, existe um pequeno monumento com o seu busto. Em 2011, a casa foi restaurada pela UNESCO, em colaboração com a Comissão Nacional da Organização da Guiné Bissau, com o objetivo de criar uma exposição permanente sobre a vida e obra de Amílcar Cabral. Partida em direção a Saltinho com passagem pela pequena localidade de Bambadinca, conhecida por ser a primeira cidade a desenvolver eletricidade constante, permitindo à população uma melhor qualidade de vida. Mais tarde, com ajustes feitos ao modelo de produção e distribuição de energia elétrica, desenvolveu-se esta produção a partir de energias renováveis. Continuação para Saltinho, onde vamos poder admirar os Saltos do Rio Corubal, com as suas famosas cascatas. Este rio é também famoso pelo desastre de Cheche, ocorrido na retirada do quartel de Madina do Boé, que vitimou 47 militares portugueses. Alojamento na Pousada de Saltinho, onde se pode desfrutar de um ambiente calmo. Nesta pousada contamos com quartos simples, mas com as condições básicas necessárias para o alojamento.

6º DIA • SALTINHO – GUILEJE – BUBA (BARCO) – BIJAGÓS

Partida em direção a Guileje. Localizada junto à fronteira da Guiné Conacri, o quartel militar português de Guileje foi alvo de vários ataques e emboscadas devido à sua frágil localização e ao facto da envolvente ser maioritariamente mata. Havia uma constante necessidade de deixar o quartel para reabastecimento de provisões e armamento, o que deu origem a várias emboscadas que resultaram na morte de muitos militares portugueses. Continuação para Buba. Situada junto ao Rio Grande de Buba, foi na época colonial ponto de paragem e de importância estratégica nas trocas comerciais e tráfico de escravos. Em 1670, foi aqui fundada mais uma feitoria Portuguesa por forma a garantir a sua supremacia na cidade e suas margens. Embarque e descida do Rio Grande de Buba até à sua foz através de bonitas paisagens dentro de uma área protegida. Depois, já no mar, continuação para o Arquipélago dos Bijagós. Alojamento no Hotel Ponta-Anchaca, o espaço ideal para repousar e apreciar o esplendor da natureza e das culturas ancestrais das populações locais.

7º DIA • BIJAGÓS – ILHA DE SOGA – BIJAGÓS

Neste dia, navegaremos em determinadas zonas do Arquipélago de Bijagós, considerado Património da Humanidade pela UNESCO devido à sua rica e abundante fauna e flora. Esta região foi uma das mais afectadas pela presença dos europeus, escolhida pelos colonizadores alemães antes da I Guerra Mundial e pelo Governo Português depois de 1920, como o centro principal das suas actividades no arquipélago. Os alemães construíram aqui uma fábrica para extracção de óleo de palma e um porto para navios de pequena e média tonelagem. Pelo percurso, avistaremos eventualmente os flamingos e os hipopótamos dos Bijagós, espécie cujo habitat é permanentemente em água salgada. Continuação pela zona da Ilha de Soga. Esta ilha tornou-se famosa por ser o local onde foi organizada uma missão altamente secreta pelos “homens do Calvão”. Os indícios dessa operação “saltaram” para conversas quando o Comandante Alpoim Calvão efetuou, anteriormente, uma série de “golpes de mão” clandestinos nos países vizinhos. Foi nesta base militar que foi organizada secretamente a ação militar à Guiné-Conacri, com o objectivo de tomar o poder e aniquilar os principais dirigentes do PAIGC, apelidada de “Mar Verde”. Regresso a Bijagós. Alojamento.

8º DIA • BIJAGÓS (BARCO) – BOLAMA (BARCO) – BISSAU (AVIÃO) …

Travessia de barco até à Ilha de Bolama. É a ilha mais próxima do território continental da Guiné-Bissau. Estava desabitada quando os colonos britânicos a ocuparam em 1792. Após uma série de incidentes, a ilha foi abandonada em 1794. Foi então que, no ano de 1830, Portugal reclamou Bolama e iniciou-se um conflito diplomático pela sua posse. Em 1860, os britânicos declararam sua a ilha a que chamaram “Rio Bolama”, como parte de Serra Leoa, tendo sido concedida a posse novamente a Portugal em 1877. Mais tarde, após uma ação militar portuguesa, Bolama assumiu oficialmente o estatuto de primeira capital da Guiné Portuguesa, condição que manteve até à sua transferência para Bissau, em 1941. Hoje, possui restos da ocupação colonial portuguesa com edifícios à procura da recuperação. Continuação de barco para Bissau. Jantar de despedida com música local. Após este, em horário a combinar localmente, transfer ao aeroporto de Bissau para embarque em voo regular com destino ao Porto, via Lisboa.

9º DIA • … – PORTO OU LISBOA

Chegada a Portugal. Fim da viagem e dos nossos serviços.





sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Voo 3446 QUE GRANDE EQUIPA.





Victor Barata
Esp.Melec/Inst./Av.
Vouzela

Legenda:Em cima,Esq/Dir.Srg.do Bar Fits,Cadete,Nunão,Corte-Real,Magalhães,Estevens e Jaime (Picha D´aço) ( (falecido)
Em baixo,Esq/Dir, Quintas Ferreira,Vitorino (Falecido)Victor Barata,Gonzaga e Ribeiro

Companheiros,
As boas recordações são o que de mais valioso podemos carregar na nossa vida. Dizem que o tempo é o senhor da razão, que o tempo vence tudo, no entanto,não elimina uma boa recordação. Todos os anos que já passaram,e são muitos,não foram o suficiente para nos roubar uma boa lembrança, forjada na plenitude da nossa juventude.
Aqui vos deixo esta foto com 46 de vida,em que alguns dos seus elementos já partiram para o seu último voo.
Um dia voltaremos a estar todos juntos...



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Voo 3445 NOSSA SENHORA DO AR.


Nossa Senhora do Ar e/ou Nossa Senhora do Loreto?
A agência Ecclesia, a 18 de agosto, publicou uma crónica de Paulo Caetano, detentor do pelouro do Património na Câmara Municipal de Seia, que refere o Santuário de Nossa Senhora do Ar, situado na área do município de Seia, como um dos “maiores símbolos em termos religiosos e turísticos” da diocese da Guarda. Trata-se dum lugar que “representa a beleza harmoniosa do ponto mais alto de Portugal continental” – a Torre da Serra da Estrela – “criando um sentimento de paz nas pessoas, convidando-as para realidades mais sublimes e profundas”.
Fazendo alusão ao texto publicado no último número do semanário ECCLESIA (29.07.2016), sublinha que “a devoção a Nossa Senhora do Ar teve origem na ligação das pessoas a Nossa Senhora do Loreto, que teve grande difusão no século XVI”.
Segundo a tradição, a casa que, em Nazaré, serviu de habitação a Jesus, Maria e José, foi local de peregrinação durante 13 séculos. Tendo a região onde ela se situava sido devastada pelo Emir Alá-el-Din e a casa de Nazaré estado na iminência de ser destruída, terá esta sido salva por anjos que a conseguiram retirar e levar para Loreto, em Itália, no ano de 1294.
Desta feita, Loreto tornou-se local de peregrinação e até de devoção de muitos dos Papas. E, em Portugal, temos o santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Quintela, do município de Sernancelhe, que o Padre António Cordeiro considerava o Loreto Lusitano.
A iconografia tradicional da Senhora do Loreto apresenta-a vestida com um manto que cobre, quase na totalidade, o Menino Jesus, conferindo-lhe uma forma aerodinâmica cuja força propulsora será dos anjos que a suportam.
A 24 de março de 1920 (festa do anjo São Gabriel, mensageiro de Nazaré), Bento XV, acedendo ao desejo do clero, mercê da predita forma aerodinâmica, declarou a Virgem do Loreto, Padroeira Universal da Aviação. E, a 12 de setembro do mesmo ano, os aviadores reuniram-se em massa na Basílica do Loreto e fizeram oficialmente a consagração à sua Padroeira. Porém, em 1921, um incêndio destruiu a imagem, pelo que em 1922, Pio XI benzeu a nova imagem da Virgem do Loreto, esculpida sem grandes diferenças em relação à anterior, sendo então esta acompanhada por aviadores da Capela Sistina para a Basílica do Loreto, aonde chegou a 8 de Setembro.
Tem a Senhora do Loreto em Alcafozes, Idanha-a-Nova, especial devoção e culto da parte do povo e da Igreja, que, apesar de desconhecerem as circunstâncias e a origem do aparecimento da imagem da Senhora do Loreto naquela zona, sempre lhe dedicaram grande afeição. Os festejos em sua homenagem têm, para esta zona, grande significado e adesão e ocorrem, habitualmente, no último fim de semana de agosto ou primeiro de setembro. E atualmente a sua capela, em Alcafozes, já tem um interessante e curioso espólio de ofertas relacionadas com a área da aviação civil, comercial e militar. 
***
Embora a padroeira dos aviadores fosse e ainda seja Nossa Senhora do Loreto, um grupo de aviadores militares de Portugal, liderado pelo seu diretor, o major Salvador Alberto du Courtiils Cifka Duarte, difundiu no meio aeronáutico do país, a partir de 1924, uma devoção particular a Nossa Senhora do Ar. Tal devoção levou a que a Senhora do Ar fosse entronizada como padroeira da Força Aérea Portuguesa (FAP), o que foi ratificado por Breve do Papa João XXIII, “Aligera Cymba”, de 15 de janeiro de 1960. A sua imagem original foi adquirida em Paris, em 192-6 e encontra-se em Sintra, na Base Aérea n.º 1 da FAP.
Depois do predito breve de João XXIII, subscrito pelo cardeal Domenico Tardini, a imagem de Nossa Senhora do Ar, nova padroeira da Força Aérea Portuguesa, foi entronizada em Seia, em 1962, pelo bispo da Guarda, Dom Policarpo da Costa Vaz. Paulo Caetano explica:

“A partir desta data, a Força Aérea Portuguesa era a única Força Aérea no mundo que tinha uma Santa por padroeira por despacho papal, Nossa Senhora do Ar – razão pela qual a Força Aérea, ainda hoje, celebra missas de Ação de Graças a Nossa Senhora do Ar”.

O templo de Seia foi construído em 1962, por iniciativa da FAP, quando edificou, no ponto mais alto da Serra da Estrela, duas torres-radar para a Esquadra 13 do Grupo de Deteção Alerta e Conduta de Intercepção.
Do conjunto arquitetónico formado pelas antigas instalações do Grupo de Deteção Alerta e Conduta de Intercepção, com a então Sede em São Romão, Seia, a Capela de Nossa Senhora do Ar tornou-se um espaço exclusivo e singular em que os peregrinos podem fazer uma caminhada pelos trilhos da Serra da Estrela para observar e absorver a paisagem excecional que se transforma em louvor existencial.  
A dita Esquadra 13 foi descativada no início da década de 1970, pelo que as suas instalações foram desocupadas e, mais tarde, entregues ao Estado, o qual, por sua vez, as colocou sob a alçada do turismo local. E, por audaz iniciativa da Turistrela – empresa que explora o turismo na Serra da Estrela, que a recuperou e entregou à Diocese da Guarda –, a capela reabriu ao culto em outubro de 2007, sendo retomado o seu uso de celebrações religiosas, após várias décadas de abandono à intempérie e ao vandalismo dos transeuntes, situação que também originou o desaparecimento de imagens e de peças de paramentaria. (cf semanário Ecclesia, cit, pgs 44-45).
Atualmente sob a alçada da Diocese da Guarda, a capela acolhe, assim, diversas celebrações religiosas, muitas delas presididas pelo Bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício”, que tem acarinhado o santuário. Ainda no passado dia 20 de junho, centenas de peregrinos subiram até ao Santuário de Nossa Senhora do Ar para celebrarem o Jubileu da Misericórdia.

Nos Açores

Também nos Açores se situa a Igreja de Nossa Senhora do Ar, que se localiza no bairro do Aeroporto, na freguesia e concelho da Vila do Porto, na ilha de Santa Maria. O primitivo templo foi edificado, juntamente com o Aeroporto, em 1944, pelo Comando das Forças Armadas dos Estados Unidos da América para o atendimento das necessidades espirituais do pessoal da base. Com caraterísticas ecuménicas, o imóvel era destinado à prática dos principais cultos professados por aquele pessoal: catolicismo, protestantismo e judaísmo – facto que, à época, causou certa admiração, não apenas aos marienses, mas aos açorianos em geral. Para esse fim, ao fundo do grande salão, o interior do edifício possuía uma espécie de palco com um altar muito simples destinado aos cultos referidos. Posteriormente, foi construída uma pequena capela onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora do Ar, padroeira da Força Aérea Portuguesa, e onde se encontrava o sacrário, com vista ao culto e devoção eucarística. Esta capela, destinada exclusivamente ao culto católico, após autorização do Bispo de Angra, Dom Guilherme da Cunha Magalhães, para o culto dominical, foi consagrada a 6 de abril de 1947. Foi o seu primeiro responsável eclesiástico o padre Artur Brandão, que faleceu no naufrágio do navio de cabotagem interinsular N/M Arnel, no baixio dos Anjos, em 19 de setembro de 1958.
Erguido em madeira, foi destruído quase por completo por um incêndio, a 12 de junho de 1985.
Foram infrutíferos os esforços dos bombeiros e da população para salvar o templo, do qual subsistiu apenas a torre sineira, de alvenaria, que havia sido construída recentemente. Mas, com recursos públicos e da população, o templo foi reconstruído, tendo sido, a 2 de janeiro de 2000, solenemente inaugurado. Presentemente dispõe de pároco próprio, que assiste a toda a população católica do Aeroporto.

Na Força Aérea 

E, no dia 20 de outubro de 1995, na Base Aérea n.º 1, na Granja do Marquês, em Sintra, o então Bispo Castrense e Patriarca de Lisboa, Dom António Ribeiro, presidiu à cerimónia da solene entronização de Nossa Senhora do Ar como Padroeira de todos os Aviadores Portugueses, com as honras e privilégios que lhe são devidos.
O evento religioso teve o patrocínio militar do CEMFA (Chefe do Estado-Maior da Força Aérea), General QE Aurélio Benito Aleixo Corbal, e constituiu um eloquente testemunho de irmanação dos militares no ativo e na reserva ou na reforma, os sacerdotes capelães militares no ativo e antigos, as famílias do militares e dos demais devotos de Nossa Senhora do Ar.
O General CEMFA, nas palavras que dirigiu no início da missa presidida por Dom António Ribeiro, congratulou-se por haver sido distinguido com este “singular privilégio” de “ser testemunha” de homenagem, tão merecida e inteiramente devida, à Padroeira da Força Aérea”. E o presidente da celebração, na sua homilia, suplicou a proteção da Virgem Santíssima para todos os aviadores portugueses: “Que Ela os acompanhe sempre pelos caminhos da Vida, na terra e no ar, os livre dos perigos e os defenda de todas as adversidades”.
Celebrada a Eucaristia e prestadas as honras militares pelo corpo de alunos da Academia da Força Aérea, seguiu-se a procissão para a capela, com sobrevoo de formações de aeronaves e acompanhada pela Banda da Força Aérea. Na capela, o Ordinário Castrense proferiu a oração de Consagração a Nossa Senhora do Ar, após o que recolocou a imagem no trono donde preside de 1926. E, tendo como pano de fundo um mavioso canto a Nossa Senhora do Ar, executado pelo coro da Força Aérea, o Patriarca e o CEMFA assinaram um documento alusivo ao ato, onde consta para a posteridade a memória do evento.

Celebração Litúrgica 2016

Para este ano de 2016, por disposição do Ordinariato Castrense, a festa litúrgica de Nossa Senhora do Ar, Padroeira da Força Aérea foi celebrada na Estação de Radar N.º 2, em Paços de Ferreira. Para além duma celebração litúrgica mariana e procissão, procedeu-se à bênção e entronização da imagem de Nossa Senhora do Ar. Estiveram presentes uma Alta Entidade militar, o bispo e todos os capelães da Força Aérea. Mais foi referido que é desejo do Ordinário Castrense dotar esta Unidade de um capelão que lá vá algumas vezes por mês.
***
Como se vê, a fé católica e, em especial o culto mariano, não se encontra tão distante da alma portuguesa e da família militar como às vezes se pensa. É preciso aprender com todos.
Transcreve-se, a propósito, um pequeno poema de António Henrique Trigo Perestrello da Silva:


Com o seu manto
imaculado
Sob o Céu azul
estrelado
De braços erguidos aos Céus
E a CRUZ DE CRISTO ao lado
 – Orai, por nós a DEUS!
As ASAS
DE PORTUGAL
Devotas
do Teu altar
Deu-mas DEUS
para voar
- Oh Nossa Mãe
imortal

“NOSSA SENHORA DO AR”!


Origem do Voo:
Ideias Poligraficas

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Voo 3444 REENCONTRO DE AMIGOS.






João Mesquita
Esp.Melec
Régua


Legenda:
Em cima da Esqª/Dirª.Gama,Lobo,(?) Mesquita
Em baixo da Esqª/Dirª. (?) e Fonseca



 Hoje, finalmente, reencontrei volvidos tantos anos, um amigo e companheiro da Escola Técnica da Régua, da FAP - EMEL e BA12.
Vejam se recordam e o local onde foi tirada e ano.
No grupo para além de mim está ele e mais 4.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Voo 3443 A CHEGADA DOS F-16 Á FORÇA AÉREA PORTUGUESA.







Victor Barata
Esp.Melec.Inst./Av.
Vouzela


Boa Tarde Companheiros.
Hoje ao tentar da uma limpeza no Museu “Zé Especial”,detive-me um pouco sobre uma leitura superficial  das revistas “MAIS ALTO”.
Deparei-me a visualizar fotos e ler artigos com alguns anos de publicação,pois a biblioteca tem no seu acervo revistas de 1988 a 2018.
Assim,considero oportuno publicar hoje a primeira de uma série de artigos que vamos iniciar  o seu lançamento neste espaço recordando momentos inesquecíveis.
Espero ser de vosso agrado esta recordação de um passado recente de que todos nós ,que servimos a Força Aérea Portuguesa,nos orgulhamos.

Saudações Especiais

Victor Barata


Origem:
Revista “Mais Alto”
Nº 290
Jul/Agost.1994














terça-feira, 14 de agosto de 2018

Voo 3442 ACIDENTES COM AVIÕES MILITARES PORTUGUESES.


Carlos Marques
1ºCbº. CHERET (Transmissões Execº.)
Leitor do n/Blog



Exmos. Senhores,
Está em vias de conclusão o blog que decidi criar sobre os acidentes ocorridos na aviação militar com vítimas mortais, desde o seu início até aos dias de hoje.
Têm especial relevância a informação sobre os ocorridos durante as guerras no território africano, tendo sido recolhida a informação em diversos sitios na internet, jornais, revistas e livros, para  além de blogs nos quais se inclui o vosso.
Como um trabalho destes nunca se encontra concluído, subsistindo sempre pequenas incorreções, pese o facto de um dos contribuintes para a informação ter sido o Arquivo Histórico da Força Aérea, que alegou não ter recebido a totalidade de informação existente nas antigas bases aérea sitas no território africano, muito grato fico pela vossa ajuda, na divulgação do blog  https://acidentesaviacaomilitar.blogspot.com/ bem como na eventual correção ou adição de situações que não tenham sido contempladas.

Apresento os meus melhores cumprimentos e fico à vossa disposição.

Voo 3441 CLAQUE DE APOIO Á "ASA"





Eduardo Gama
Esp.MARME
Lousã

Viagem a Bissau, de apoio à equipa "ASA" de futebol de salão, nos princípios de 1972.

domingo, 12 de agosto de 2018

Voo 3440 O NOSSO "ESPECIALISTA/ELECTRICISTA "BRIGº.PILAV.EDUARDO FARIA





Fernando Castelo Branco
1ºSargº.MMT
Praia da Vitória
Terceira
Açores


AMIGOS
Muito humildemente envio-vos estas fotos do NOSSO"ESPECIALISTA/ELECTRICISTA" BRIGADEIRO GENERAL PILOTO AVIADOR  EDUARDO FARIA. Actual Comandante da Zona Aérea dos AÇORES,nas Cerimonias comemorativas da Batalha da Praia da Vitória homenageando os Nossos COMBATENTES já falecidos e também os presentes.

Legenda:
Numa visita que um grupo de Especialistas efectuou á BA4,ainda como Cmt. Desta unidade,o,então Cor.Pilav. Eduardo Faria encontrou-se inesperadamente como o nosso companheiro e seu colega de Jorge Couto.


Legenda:
Aqui e na foto seguinte,na qualidade de Cmt.da Zona Aérea dos Açores,o Brigº.Pilav.Eduardo Faria preside ás cerimonias comemorativas da Batalha da Praia da Vitória homenageando os Nossos COMBATENTES já falecidos e também os presentes.

Um abraço.

Fernando Castelo Branco