segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Voo 2906 PARABÉNS ROGÉRIO.




Rogério Nogueira
2ºSargº.MMA
Terceira
Açores





Companheiros,
O Rogério Nogueira completa hoje mais um aniversário.
Em nome do Comando e de toda a Tertúlia, desejamos-te um dia muito feliz na companhia de quem te é mais querido
.

Voo 2905 PARABÉNS AMÉRICO.






Américo Dimas
Esp.Marme “Lobo Mau”
Montijo/Angola




Companheiros,
O Américo Dimas completa hoje mais um aniversário.
Em nome do Comando e de toda a Tertúlia, desejamos-te um dia muito feliz na companhia de quem te é mais querido.




VB: Apresentamos as nossas desculpas ao Américo pelo atraso dos “parabéns” que dia ter sido no sábado,dia 28,mas o comando esteve ausente da unidade durante o fim-de-semana motivando assim a ausência do tão merecido voo do Américo.

Voo 2904 A ATENÇÃO DE QUEM PERTENCEU Á ESQª 751.

Rodrigo Henriques
1ºSargº.MMA                                                  



                         




                                                                                                                
Um grande bem-haja a todos os especialistas que fazem parte deste vasto blog. Fico muito contente por ver que mesmo passados muitos anos ainda mantêm as vossas histórias vivas.
Gostaria de vos pedir a vossa compreensão para o pedido que vos vou fazer, a Esqª751 está a elaborar uma base de dados de todos os militares desde 1978. Se pertenceram à esquadra ou têm camaradas que o foram, por favor preencham um documento com os dados abaixo referidos e enviem para henriques_rodrigo@hotmail.com

Um grande abraço a todos
Rodrigo “AÇOR” Henriques
        1SAR / MMA


Nome:
Morada:
Email:
Telefone/Telemovel:
Em que anos serviu a Esquadra 751:


domingo, 29 de setembro de 2013

Voo 2903 A AVIAÇÃO NAVAL PORTUGUESA - UMA DAS PRECURSORAS DA FAP


João Carlos Silva
Esp. MMA
Sobreda



Companheiros,

No recente encontro da Tertúlia Linha da Frente onde visitámos a BA5, no Briefing a que gentilmente tivemos acesso, na Esquadra 201 Falcões “Guerra Ou Paz Tanto Nos Faz”, retive uma frase que, até sem pensarmos nisso, muitos de nós utilizamos nas nossas vidas. A frase era algo semelhante a esta:

“Relembrar o passado para fortalecer o presente e pensar o futuro”

Assim, indo um pouco mais atrás que anteriores voos aqui no nosso Blog onde já se escreveu sobre os nossos precursores Especialistas na era FAP, até um pouco mais atrás e onde relatei o encontro com o Capitão Artur Lemos meu instrutor no curso de especialistas MMA em 1979/80 na BA2 Ota na disciplina de Tecnologias e que é do tempo da Aviação Naval. Alistou-se voluntário para Mecânico de Avião da Aviação Naval Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira no Centro de Aviação Naval de Aveiro, Escola de Aviação Naval Gago Coutinho, São Jacinto, posteriormente Base Aérea nº7.

Hoje, lembrando a frase acima referida, gostaria de ir ainda um pouco mais atrás e trazer alguma informação sobre um dos ramos ancestrais da “nossa” Força Aérea Portuguesa. Neste caso a Aviação Naval.

A partir de um texto do Comandante Vilhena e de algumas fotografias com várias origens, publicados na página “Aviação Naval Portuguesa/Portuguese Navy Aviation” no Facebook, tentei juntá-los e aqui partilho convosco essa compilação de parte da história da Aviação Portuguesa. Agradeço desde já aos administradores dessa página e a todos os que contibuíram com estes valiosos documentos.

“AVIAÇÃO NAVAL PORTUGUESA/PORTUGUESE NAVY AVIATION
 
Aviação Naval
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

A Aviação Naval nasceu em 1917 e foi extinta em 1952.

Em 28 de Setembro de 1917, pelo Dec. 3395, foi criado o Serviço de Aviação da Armada com a Escola anexa, subordinada à Majoria General da Armada. Esta decisão governamental deveu-se, em grande parte, à iniciativa do Comandante Sacadura Cabral, já então brevetado como aviador-naval, e sendo o verdadeiro inspirador e impulsionador da nascente Aviação Marítima, depois designada Aeronáutica Naval.

Em 27 de Maio de 1952 foi publicada a Lei n.º 2055, estabelecendo a estrutura orgânica do recentemente criado Subsecretariado de Estado da Aeronáutica, prevendo-se a unificação das Forças Aéreas (do Exército e da Marinha), na dependência desse departamento governamental.

Em 01 de Janeiro de 1953 já não existia Aviação Naval como ramo da Marinha de Guerra.
(...).

OS CENTROS OPERACIONAIS DA AVIAÇÃO NAVAL

O Decreto que criou o Serviço de Aviação da Armada previa o estabelecimento de Centros de Aviação Marítima, subordinados a um Director, na dependência da Majoria General da Armada. O Comandante Sacadura Cabral foi encarregado de estudar a localização de um Centro na região de Lisboa, tendo seleccionado a zona do Alfeite, beneficiando do excelente espelho de água do Mar da Palha e utilizando terrenos do Estado para as infra-estruturas. Porém não foi possível ocupar essa posição privilegiada, tendo-se então optado pela utilização da Doca do Bom Sucesso, a título provisório.

Centro de Aviação Naval de Lisboa - Doca do Bom Sucesso
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Em 14 de Dezembro de 1917 entraram na Doca do Bom Sucesso os dois primeiros hidroaviões da Aviação Naval, os FBA, de fabrico francês.

FBA
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
A situação provisória do Centro do Bom Sucesso manteve-se até à extinção da Aviação Naval em 1952. Apesar disso, e não obstante a modéstia das suas instalações e equipamentos, e das desfavoráveis condições do rio para as operações de descolagem e amaragem, o Centro do Bom Sucesso adquiriu, ao longo dos anos, uma aura de Base-mater da Aviação Naval. Isto, porque ali operaram os nossos pioneiros – pilotos-aviadores, mecânicos, artífices – e ali foram recebidos outros pioneiros da aviação mundial. E foi no Bom Sucesso que se planearam e dali partiram alguns dos voos mais notáveis da nossa Aviação. Até 1935 funcionou também no Bom Sucesso a Escola de Aviação, embora com actividade intermitente. Naquele ano foi transferida para S. Jacinto. Embora sem grandes planos operacionais por falta de orientações estratégicas a alto nível, e com meios aéreos modestos ou inadequados, o Centro do Bom Sucesso merece permanecer na memória histórica em posição privilegiada, por estar ligado às origens e a factos relevantes da Aviação Naval.
Quando Portugal foi envolvido na 1ª Grande Guerra em 1916, devido à declaração de guerra pela Alemanha, os governos português e francês acordaram em estabelecer bases aéreas para vigilância anti-submarina das nossas costas.

Dos estudos efectuados, resultou o estabelecimento de um centro em S. Jacinto, guarnecido pela Aeronavale francesa, a que foi atribuída a vigilância para norte de S. Martinho do Porto, ficando toda a restante costa a cargo do nosso Centro do Bom Sucesso, equipado com hidroaviões Tellier e DD8. Admitiu-se ainda a possibilidade de um outro Centro na Ilha da Culatra, vigiando a costa algarvia. Embora tivessem sido aí construídas algumas instalações, não chegaram a ser utilizadas operacionalmente.

Centro de Aviação Naval de Aveiro - São Jacinto
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

Tellier T-3
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

Donnet-Denhault DD8
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Após o armistício, o Centro de S. Jacinto foi entregue pelo comando francês à Aviação Marítima portuguesa, em Dezembro de 1918. Em 1935, a Escola de Aviação que funcionava no Centro do Bom Sucesso foi transferida para S. Jacinto, com a designação de Escola de Aviação Naval Almirante Gago Coutinho. A partir de então, desenvolveram-se e aperfeiçoaram-se os cursos de pilotos-aviadores, engenheiros, mecânicos e artífices de aviação. A instrução de descolagens e amaragens era efectuada na ria da Torreira, beneficiando da maior área de manobra. Alguns anos depois, iniciou-se a construção de um campo de aviação contíguo ao Centro de S. Jacinto, tendo passado a ser aí executada uma parte da instrução de pilotagem em aviões de rodas
A partir dos anos 40, a Escola, além da ampliação de toda a sua infra-estrutura, foi alvo de uma dinâmica de modernização, que lhe permitiu atingir um elevado nível de eficiência e qualidade.
Na fase final da existência da Aviação Naval, foi estabelecida em S. Jacinto uma unidade anti-submarina (A/S) constituída por 12 aviões Curtiss Heldivers, coexistindo com as actividades da Escola. Esta unidade A/S, operando como força de cooperação com as forças navais, atingiu excelente nível organizativo e operacional, merecendo elogios de entidades americanas ligadas à NATO.

Curtiss SB2C5 Helldiver - Pilotado pelo Cmdt Cyrne de Castro durante a visita do Presidente do Brasil, em 1955. Terreiro do Paço, com as tropas em formatura.
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

Curtiss SB2C5 Helldiver - Bombardeiro de Mergulho
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook


Curtiss SB2C5 Helldiver - 1º Cabo Mecânico de Avião Rogério Horta dos Santos -  CAN Aveiro, 1951
Foto: Cedida pelo seu filho, Francisco Santos. Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Em 1927, por necessidade de vigilância das águas territoriais, face à pirataria e às contingências da guerra civil na China, foi estabelecida uma Secção da Aviação Naval em Macau subordinada ao Chefe dos Serviços de Marinha. Três hidroaviões Fairey (incluindo o F – 17 Santa Cruz) ficaram baseados na Ilha da Taipa, efectuando voos de reconhecimento até à extinção dessa unidade em Abril de 1933.
Centro de Aviação Naval de Macau - Porto Exterior
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

Fairey III D
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Em 1937, face à situação criada pela invasão da China pelos japoneses, foi decidido reforçar a defesa de Macau, incluindo o restabelecimento da vigilância aérea. Foi enviado o aviso de 1ª classe Afonso de Albuquerque com o seu avião Osprey, levando também o análogo do Bartolomeu Dias. Em 1938 foi formalmente criado o Serviço de Aviação de Macau, tendo-se estabelecido o quadro do pessoal e adquirido mais 4 hidroaviões Osprey, perfazendo uma esquadrilha de 6 idênticos.

Aviso Afonso de Albuquerque com o seu avião OSPREY
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Porém, por vicissitudes ocorridas, tanto com o material de voo como com vários impedimentos dos oficiais aviadores, este Serviço de Aviação foi encerrado em 1942.

É de referir que o hangar que havia sido construído no Porto Exterior, viria a ser bombardeado por aviões americanos em Janeiro, Fevereiro e Junho de 1945, alegadamente por suporem estar o território ocupado pelos japoneses. Em 1950, reconhecendo o erro, o Governo dos EUA indemnizou Portugal num montante superior a 50 milhões de USD.

Em 1918, ainda em tempo da 1ª Grande Guerra, foi considerado necessário estabelecer serviços aéreos nos Açores, não só para a vigilância das águas territoriais, mas também para apoio à navegação transatlântica, mediante assistência radiotelegráfica e meteorológica. Relativamente ao serviço aéreo, planeou-se a instalação de um Centro em Ponta Delgada, tendo-se adquirido nos EUA 4 hidroaviões Curtis-HS, e um grande hangar metálico, que veio desmontado, com todas as peças devidamente marcadas para a subsequente montagem. Mas este material, desembarcado em Ponta Delgada em 1919 (já finda a guerra), quedou-se por largo tempo sujeito à intempérie, tendo enferrujado e perdido as marcas de montagem.

Centro de Aviação Naval dos Açores - Ponta Delgada
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

Curtiss HS-2L
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Em 1921 todo o pessoal regressou a Lisboa, procedendo-se à transferência dos aviões para o Bom Sucesso, seguindo as peças do hangar para S. Jacinto.

A história deste hangar atingiu então o seu ponto rocambolesco. As peças estavam todas desordenadas, sem marcas e sem plano de montagem. Contratada uma empresa de construção do Porto, esta limitou-se a construir as fundações, desistindo do restante trabalho, face ao enigma que se lhe apresentava. Então, o Eng.º Pereira Bastos, em serviço em S. Jacinto, pondo à prova as especiais capacidades individuais dos portugueses perante situações destas, mais a lucidez da sua própria inteligência, abalançou-se a resolver o “puzzle”. Com a ajuda de um carpinteiro e um serralheiro, lançou-se na reprodução em cartão de todas as peças do granel, uma a uma, em escala reduzida. Seguidamente, ensaiou-se a montagem, procurando a sequência e correlação das peças, até se conseguir completar uma maqueta em miniatura. A partir daí com a ajuda de mais dois sargentos e meia dúzia de marujos, procedeu-se à montagem do hangar, com 40m de vão, 60m de comprimento e 20 de altura (o maior da Península Ibérica), que ficou pronto em 4 messes! Em 1941, no decurso da 2ª Guerra Mundial, foi novamente instalado em Ponta Delgada o Centro de Aviação Naval dos Açores (CANA), para vigilância das águas territoriais.

Este Centro foi equipado com hidroaviões Grumman G-21 e Widgeon G-44 anfíbios, estes sem poder militar e com pequeno raio de acção. Os voos de reconhecimento com estes aviões limitavam-se às águas do grupo oriental das ilhas. Com os G-21 efectuaram-se dezenas de voos mais longos em busca de náufragos dos navios torpedeados. Em 1946, terminadas as missões de tempo de guerra, o Centro de Aviação Naval dos Açores foi encerrado, regressando a Lisboa todo o pessoal e material de voo.

Grumman G-21 B Goose
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

Grumman G-44 Widgeon
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Em 1943, como compensação de apoios prestados no contexto da nossa “neutralidade colaborante”, a Inglaterra forneceu a Portugal, para reforço do equipamento aeronaval, 16 aviões Blenheim, bimotores bombardeiros, de rodas.
Bristol Blenheim MK V
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
A recepção deste equipamento implicou a instalação de uma infra-estrutura mais que modesta na Portela de Sacavém, ficando essa unidade designada por Esquadrilha B. Os aviões eram já muito usados, criando constantes problemas aos mecânicos e preocupações em voo aos pilotos. A agravar esta situação, os bimotores Oxford, para instrução avançada, só foram entregues posteriormente, pelo que os pilotos foram forçados a aceitar esta inversão de tarefas e enfrentar todas as dificuldades da operação dos Blenheim sem a devida preparação.
Mais tarde, ainda dentro das referidas compensações da colaboração portuguesa, foram recebidos na (malfadada) Esquadrilha B, 17 bimotores bombardeiros Beaufighter, já usados e tão mal tratados como os anteriores. Estes últimos chegaram mesmo a registar um grave acidente, fatal para 3 tripulantes.
Tudo isto caracteriza a Esquadrilha B como a mais lamentável situação histórica da Aviação Naval.
Bristol Beaufighter TF MK X
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
Ao longo dos anos, manteve-se a aspiração da Aviação Naval de conseguir uma alternativa adequada para a situação provisória do Bom Sucesso. A ideia inicial de Sacadura Cabral de utilização do Alfeite foi definitivamente posta de lado desde que essa zona foi destinada ao Arsenal de Marinha. Desde 1933 foi então estudada a localização de um novo Centro no Montijo. Durante anos desenvolveu-se o programa, envolvendo uma vasta área terrestre para a operação de aviões de rodas, e uma área de instalações, com rampas para acesso de hidroaviões. A primeira fase deste plano ficou concretizada antes de 1952, ano em que foi extinta a Aviação Naval. As Forças Aeronavais, suas sucessoras, ocuparam então a partir de 1953 essa infra-estrutura, designada Base Aeronaval do Montijo, mais tarde convertida em base Aérea N.º 6, BA-6, ocupada pela Força Aérea. É lícito considerar esta infra-estrutura como produto da concepção e concretização dos aviadores navais, com especial mérito do seu coordenador, Comandante Telo Pacheco.

Centro de Aviação Naval Sacadura Cabral - Montijo (actualmente Base Aérea nº6) 
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook


Centro de Aviação Naval Sacadura Cabral - Montijo (Hangar que veio do CAN Lisboa na doca do Bom Sucesso e aqui já BA6 veio a albergar a Esquadra 301 Jaguares)
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook

OS AVIÕES DA AVIAÇÃO NAVAL
Nos seus 35 anos de existência, a Aviação Naval utilizou 251 aviões de 31 diferentes modelos, fabricados em 6 países, com a seguinte repartição:
·         42 aviões de 6 modelos de fabrico francês
·         112 de 14 modelos ingleses
·         6 de um modelo italiano
·         5 de um modelo holandês
·         86 de 9 modelos americanos
Destes 251 aviões, 126 eram hidros de 19 modelos e 125 de rodas de 12 modelos. Os hidroaviões, quanto à configuração, eram:
·         56 de flutuadores de 9 modelos
·         125 de casco (coque) de 9 modelos.
Por tipos de missões a que se destinavam, a distribuição foi a seguinte:
·         Aviões de instrução e treino – 109 unidades de 12 modelos
·         Aviões de reconhecimento e patrulha – 43 unidades de 6 modelos
·         Aviões de combate (bombardeiros, torpedeiros) – 99 de 12 modelos.
Para além deste material de voo, é de referir a curta existência de um Short Sunderland, grande hidroavião quadrimotor inglês, amarado em emergência no Sado em Fevereiro/1941, com um motor inoperativo e fustigado pelo violento ciclone que assolou Portugal nesse mês. Este avião foi internado, e depois oferecido ao Estado Português. Tendo sido sujeito a grande reparação no Bom Sucesso, foi com ele tentado um voo à Guiné, interrompido a meio caminho por avaria de 2 motores, tendo regressado à base, mercê da perícia da sua tripulação, sob o comando do Comandante Paulo Viana.

Short Sunderland MK I
Foto: Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
O avião foi depois abatido em 1944. A assistência de manutenção aos aviões e seus equipamentos foi sempre garantida nas próprias oficinas dos vários Centros, guarnecidos por competentes técnicos, desde os engenheiros aos mecânicos e artífices de aviação.
À margem das rotinas de manutenção, são de referir alguns trabalhos extraordinários, como a montagem, no Bom Sucesso, no 3º FBA a partir de partes dos dois primeiros e peças sobressalentes, e a reconstrução, nas oficinas de S. Jacinto sob a direcção do Eng.º Rodrigues dos Santos, de 3 Gipsy-Moth utilizando também partes de outros e um manancial de sobressalentes excedentários, e finalmente a grande reparação do Sunderland no Bom Sucesso.
OS EFECTIVOS DE PESSOAL DA AVIAÇÃO NAVAL
Ainda antes da fundação da Aviação Marítima em Setembro de 1917, já em 1916 foram especializar-se em França os primeiros oficiais aviadores – Sacadura Cabral e António Caseiro – e alguns mecânicos e montadores de aviação, que iniciaram depois a sua actividade na Escola Militar de Aeronáutica, em Vila Nova da Rainha. Aí montaram os primeiros FBA vindos encaixotados de França.
No final de 1917 transitaram para o Centro do Bom Sucesso. Ao longo de 35 anos, foram brevetados em diferentes escolas como pilotos-aviadores navais, os seguintes efectivos:
·         Em França – 11 oficiais
·         Em Inglaterra – 2
·         Em Itália – 3
·         Nos Estados Unidos da América– 3
·         No Bom Sucesso – 18
·         Em S. Jacinto – 60
A este total de 97 oficiais seguiram-se 5 oficiais da Reserva Legionária. Paralelamente formaram-se 4 observadores-aeronáuticos (navegadores), além do Almirante Gago Coutinho, a quem foi atribuída extraordinariamente esta designação, embora não integrasse o quadro da Aviação Naval. Ainda com a farda da Marinha, mas para serviço na Força Aeronaval, sucessora da Aviação Naval, a partir de 1953 foram brevetados 7 oficiais pilotos-aviadores.
Quanto às restantes especialidades, os efectivos atingiram os seguintes números, no mesmo período de 35 anos, totalizando 270 especialistas, mais algumas dezenas de operários:
·         Oficiais engenheiro-maquinistas de aviação – 15
·         Montadores e mecânicos de aviação (1ª fase) – 20
·         Artífices-mecânicos de aviação – 12
·         Artífices de aviação – 44
·         Mecânicos de aviação – 133
·         Artífices-radiotelegrafitas – 5
·         Radiotelegrafistas e operadores de radar – 28
·         Artilheiros-mecânicos de armamento- 13



1º Cabo Mecânico de Avião Rogério Horta dos Santos, 1952
Foto: Cedida pelo seu filho, Francisco Santos. Em Aviação Naval Portuguesa, Facebook
A partir de 1953 ingressaram nas Forças Aeronavais 39 Oficiais aviadores e 5 Engenheiros, além da maioria do pessoal das restantes especialidades. Na sua relativamente curta existência operacional, a Aviação Naval viveu alguns momentos de glória. Mas, tendo percorrido um período de iniciação com as naturais contingências das incipientes tecnologias, a História regista também alguns momentos de luto.
Teve os seus mortos em acidentes aéreos:
·         Oficiais pilotos-aviadores – 14
·         Mecânicos e radiotelegrafistas – 8
·         A estes acrescentaremos um oficial piloto-aviador e um radiotelegrafista mortos em acidente de voo em Fevereiro de 1948 nos Transportes Aéreos Portugueses, onde prestavam serviço em comissão do Ministério da Marinha.”
Saudações Especiais,
João Carlos Silva
Voos de Ligação:

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Voo 2902 SESSÃO DE LANÇAMENTO DO LIVRO "AVIADORES EM TERRA"



João Carlos Silva
Esp. MMA
Sobreda



Companheiros,
Decorreu no dia 25 de Setembro, na Galeria Municipal do Montijo, a sessão de lançamento do livro “Aviadores em Terrra” de Aniceto Carvalho, um dos nossos precursores Especialistas na era FAP, com alguns textos publicados no nosso Blog, veterano Mecânico de Avião de 1952 que ao serviço da FAP andou por terras “NANAMUE”  e de Angola e criador do site Aviação Portuguesa .


O autor Aniceto Carvalho e a sua obra "Aviadores em Terra"
Foto: Aniceto Carvalho

Um romance passado nos anos 50 que começa assim:

“Com as mãos apoiadas no parapeito da janela do primeiro andar do velho alojamento de sargentos, Carlos Miranda deixava deslizar o olhar pelo recinto na sua frente.”...

Antes do início da sessão com alguns representantes da Tertúlia Linha da Frente e outros convidados
Foto: Aniceto Carvalho

Aspecto da sala durante a sessão de lançamento de "Aviadores em Terra"
Foto: Aniceto Carvalho

 
Sessão de autógrafos
Foto: Aniceto Carvalho
E depois:

“(...) fosse qual fosse a graduação que usassem nos ombros, aqueles militares nunca deixavam de ser afinal homens como quaisquer outros: homens com família, mulher e filhos; com ambições, problemas e dificuldades como toda a gente; homens que não obstante a imagem nem sempre divulgada da maneira mais justa, não deixavam de ter também os mais profundos sentimentos humanos.”

Boa leitura.

Saudações Especiais,

João Carlos Silva

Voos de Ligação:
Voo 2895 LANÇAMENTO DO LIVRO. "AVIADORES EM TERRA".

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Voo 2901 HOMENAGEM AOS COMBATENTES NA PRAIA DA VITÓRIA - TERCEIRA,AÇORES.





Fernando Castelo Branco
1º.Sargº.MMT
Angra do Heroísmo
Terceira
Açores



AMIGOS


   Só ontem, depois de falar pessoalmente com Este Digníssimo Senhor Vereador  é que foi-me possível, "haver" ESTE DISCURSO, que muito nos diz a nós, quando os NOSSOS HEROIS IRMÃOS  que partiram são lembrados e também OS que felizmente ainda estão com "NÓS"...
   Este Digníssimo Senhor Vereador PAULO ROCHA, é filho do Senhor Capitão TOMET; (Reformado) REIS, que muitos de nós conheceu; eu em 1970, quando estava na Ota a tirar o Curso de ESPECIALISTAS e Ele o Curso de Oficiais; era Primeiro Sargento e alguns de Vós depois na BA4 e no AB7/TETE etc...Vive atualmente na Praia da Vitória.
   A VIDA, deu-nos RELAÇÕES DE AMIZADE e SAUDADE, que quando ouvimos discursos conforme anexo, dizemos em bom som, ainda há GENTE que nos acarinha, são os Filhos dos HOMENS de ONTEM...
   UM ABRAÇO DE ESPECIALISTA.
   Fernando Castelo Branco


11 DE AGOSTO DE 2013
PRAIA DA VITÓRIA
Homenagem Combatentes
Largo da Batalha



(Autoridades a cumprimentar…)
Minhas Senhoras e meus Senhores,
Qualquer Comunidade deve homenagear os seus heróis.
Hoje, aqui e agora, é isso que fazemos.
Homenageamos aqueles que lutaram pela nossa Pátria. Uma geração abdicou da sua juventude e, noutras paragens, lutou pelos ideais e objectivos do seu Estado, da sua Nação.
É nossa obrigação assinalar esse momento da nossa História. Porque só relembrando os males da guerra, poderemos continuar a construir a Paz.
É fundamental que esta memória não se perca nos tempos: porque quem lutou no Ultramar merece todo o reconhecimento; e porque as novas gerações precisam de ser lembradas do que se passou para perceberem também o tempo que hoje vivemos e, acima de tudo, a razão de certas maleitas que afectam os seus familiares.
Neste momento, é justo que dirija uma palavra especial às famílias que perderam filhos, irmãos ou maridos na Guerra do Ultramar. Cada uma merece um gesto de sentido apreço e consideração.
E este apreço e consideração estendem-se também a todas as famílias que viram regressar os seus desse conflito, sobretudo aqueles que, ainda hoje, sofrem as sequelas desse momento.
Isto não pode cair no esquecimento, sob pena de esta Nação deixar de reconhecer o sacrifício de uma geração. O Município da Praia da Vitória não esquece.
Neste momento, é justo também manifestar o nosso reconhecimento pela Liga dos Combatentes, entidade que merece todos os nossos agradecimentos, pelo que tem feito por todos aqueles que combateram no Ultramar.
Deixo-vos aqui o compromisso de que, como temos feito, o Município da Praia da Vitória terá sempre a sua porta aberta para a Liga dos Combatentes.
Permitam-me também que dirija uma palavra de apreço e consideração às Forças Armadas de Portugal.
A todos os militares aqui presentes expresso o reconhecimento deste Município, pelos valores que representam e defendem, mas também pelo apoio que deram e dão a este Concelho.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Assinalamos hoje na Praia da Vitória a batalha de 11 de Agosto de 1829, dia em que as tropas de D. Miguel procuraram entrar na então Vila da Praia e foram derrotadas pelas forças de D. Pedro, num episódio que muitos historiadores classificam de decisivo para a afirmação do Liberalismo em Portugal.
Foi desta batalha que a Praia ganhou o epíteto de “Da Vitória”, nome que, hoje, ostenta orgulhosamente; esta Praia que tem vindo a crescer, fruto do trabalho dos seus habitantes, gente aberta ao mundo, às ideias e aos valores da Humanidade.
Há quase dois séculos, cerraram-se fileiras na orla desta baía em defesa dos ideais que libertavam a população do jugo absolutista.
Hoje, também homenageemos aqueles que, à época, abdicaram da sua individualidade para lutar por um bem comum; uns perdendo a vida, outros ficando marcados na sua existência em defesa de todo um Povo.
Usemos estes exemplos para reforçarmos a nossa vivência como Comunidade, percebendo que se cada um de nós abdicar de parte do seu tempo contribuindo para um determinado projecto, poderemos continuar a construir esta Comunidade da Praia da Vitória.
A abnegação daqueles que lutaram no Ultramar ou daqueles que lutaram pela vitória do Liberalismo são exemplos da nossa História que devem ser recordados regularmente, reforçando o nosso espírito de povo, de sociedade, de seres sociais que, como um todo, trabalham conjuntamente para o Bem Comum.
Era esta mensagem e este apelo que vos queria deixar hoje, aqui, neste dia em que a Praia da Vitória comemora o seu Feriado Municipal; em que a Praia da Vitória, cansada mas orgulhosa das suas Festas maiores, se úne em volta de um momento histórico para se celebrar enquanto Comunidade, aproveitando também para homenagear todos os seus filhos que combateram além-mar e que, caindo por terras ultramarinas ou regressando a casa, elevaram o nome da sua terra natal.
Bem haja a todos!
Muito obrigado!