
Jorge Narciso
Esp.MMA
Lisboa
Caro Poeta
Homem "marcado" por fases reflectivas, como há uns dias aqui confessavas.
Não sei se este teu poema é de hoje, de ontem ou de amanhã, porque o que é de facto é dum realismo intemporal.
Tinha acabado de o ler em comentário teu no Post de Parabens à Giselda que aliás apanhei de boleia no meu próprio.
Ora elevado à posição correspondente ao seu enorme peso especifico, não resisto a "debitar" algo mais:
Permite-me que dele respigue:
"... Já a voar pelo ar,
a caminho da Bissau almejada,
vai interiormente sofrendo,
(este não se safa),
e alegrando-se,
(desta vez chegámos a tempo)...
Falta só acrescentar, reforçando o citado realismo, o que acontecia entre nós (Enfermeira / Piloto /Mecanico) nos cerca de 5 minutos de voo seguintes, entre o Hospital Militar e Bissalanca:
No primeiro caso:
Comentários secos, surdos, senão mesmo silencio completo e absoluto.
No segundo caso:
"Palreio" e sorrisos de satisfação tão abertos, quanto o que permitia o dramatismo dos longos "momentos" anteriores.
em mim fez reavivar "arrepios" antigos.
Jorge Narciso
Voos de Ligação:
Voo 1662 - O Anjo que vinha do Céu - Joaquim Mexia Alves
VB: Tal como disse no voo do Mexia Alves,nós que convivemos o dia/dia com estas ILUSTRES SENHORAS,hoje ditas ao verdadeiro esquecimento(que me perdoe o Gen.Pilav.Taveira Martins),salvaram a vida a muitos camaradas na Guerra do Ultramar.