Corpo vai para a capela de Campia às 16H00
de hoje 25 de Outubro
Corpo vai para a capela de Campia às 16H00
de hoje 25 de Outubro
Augusto Ferreira
2º. Sargº. Mil. Melec/Inst/Av
Coimbra
NOSSA
VISITA AO VICTOR BARATA
.
Foi
com enorme satisfação, que um grupo de amigos se deslocou de Coimbra a Vouzela,
para visitar o grande amigo Victor Barata, que se encontra debilitado,
com um problema de saúde que o apoquenta há já uns meses.
Levávamos
na bagagem muita amizade e alegria para partilharmos com o nosso “Vitinho”.
A
pandemia que ainda nos continua a afectar, causou entre outras coisas, o
cancelamento dos nossos encontros e as notícias que íamos tendo do Victor, eram
telefonicamente.
Como
ele estava receptivo para nos receber, apesar da sua saúde débil, agendámos
logo que possível a visita.
Ela
aconteceu este domingo num lindo dia de Primavera.
Recebeu-nos
em sua casa com os seus familiares e depois, porque já estava na hora, fomos
almoçar a um restaurante ali perto.
Julgo que foi um dia memorável para todos, principalmente para o Victor Barata, que manteve uma alegria permanente, reflectida nos seus olhos.
Falou-se das aventuras comuns na juventude, na FAP e depois dela, com o relato de situações muito engraçadas, que nos fizeram recuar no tempo e que alegraram o nosso anfitrião.
O
almoço estava bom e as “pingas” que o acompanharam ainda melhores, o que levou
o Carlos Ferreira, já com a garganta afinada, a interpretar alguns fados e
cações à capela que agradaram a todos.
Foram-lhe entregues algumas lembranças para registar a visita.
Houve
direito a brindes com espumante fresquinho e o encontro foi-se prolongando até
ao final da tarde.
O Baratinha fez o discurso de encerramento com alguma dificuldade, pois foram muitas horas seguidas sem descanso, mas já com o acordo entre todos de novo encontro.
Foi
um dia muito bom para todos, incluindo como é óbvio o nosso “ Vitinho”.
Que
ainda façamos muitos com ele.
Victor Oliveira
Meliav
Caneças
Descobri
no meu baú esta foto colorida, a primeira que apareceu na BA12 só que dos
pilotos lembro-me do Nico e Balacó dos colegas o Six. A idade não perdoa.
Quem
poder completar os nomes dos restantes elementos era interessante.
Identificação:
1 -
2 - Mário C. Santos
3 - Victor Oliveira
4 - António Six
5 -
6 -
7 -
8 -
9 -
10 -
11 -
12 -
13 -
14 -
15 - J. Vasquez
16 -
17 - Nico
Augusto Ferreira
2º Sargº.Mil. Melec/Inst./Av.
Coimbra
Parabéns
grande amigo e companheiro VICTOR BARATA.
Sei
que estás a passar um momento difícil na tua vida, mas isso não impede que
festejes mais um aniversário. Que bom seria que ainda fossem muitos e vão ser.
Vamos ter esperança que melhores dias virão.
Dentro
de todos os condicionalismos actuais, que passes um bom dia de aniversário,
junto daqueles que sei que te querem muito.
Os
teus “Especiais” estarão sempre ao teu lado incondicionalmente.
Rápidas
melhoras.
Um
abraço do tamanho do Mundo.
Fernando Miranda
Enfermeiro
Oeiras
Hoje dia 10 de Fevereiro de 2021 faz 48
anos que partistes,ficaram muitas saudades, muitas lágrimas têm corrido
sentindo a tua falta, nunca te esqueci meu amor, nem esquecerei, lembro as tuas
brincadeiras, o teu sentido de humor, o tua amizade ao próximo e o amor que
dedicávamos um ao outro.
Vivemos um ano em companheirismo, fomos
muito felizes, visitamos outras Ilhas, fomos convidados para vários convívios,
bebemos uns copos, éramos felizes, naquela ilha Terceira e principalmente no
Hospital da Terra Chã, a quem chamávamos a nossa casa
Partimos no final de 1971, tu com
destino á Guiné, eu com destino a Moçambique, ficamos uns dias em Lisboa,
ficamos na casa de uma colega nossa que era como nossa irmã, ( ainda o é)
passeamos embora com muito frio, mas que importava o frio se nós sentíamos
calor.
Á noite fomos ao Casino Estoril, e eis
que não te deixaram entrar tínhamos 26 anos, mas tu eras uma miúda e tiveste de
mostrar o Bilhete de Identidade, eras sim a minha miúda, no dia seguinte eu
parti no Boeing 707 FAP com destino a Moçambique a despedida foi no Figo
Maduro, mas estávamos felizes mesmo com a separação.
No ano seguinte 1972, começaram as
cartas e contávamos tudo o que nos ia na alma um ao outro, nem tudo eram rosas,
mas tínhamos força para enfrentar tudo sem lamentos, eu no BCP31 Moçambique tu
no BCP12 Guiné
Tirei o curso de Pára-quedismo para um
dia o podermos fazer os dois o salto e dar as mãos nas alturas, filo em
pensamento num futuro vindouro.
Vivíamos de pensamentos, de ideias, no
entanto chegou 1973, no primeiro Mês tudo era igual, o amor continuava e as
saudades eram cada vez mais, mas com a nossa força e a pensar que cada dia nos
faltava menos para nos abraçarmos. A nossa missão que tínhamos de a cumprir da
melhor maneira e isso ninguém nos pode acusar de o não fazer.
Longe de mim o que se aproximava, muito
mas muito longe, receber a notícia do trágico acidente no dia 10 de Fevereiro
de 1973, pela 13,15 horas, sábado fatídico, foi uma luz que se apagou e posso
dizer que até hoje continua apagada., as cartas recebidas não mais foram
abertas, não valia a pena, e assim vão ficar, não pude dizer-te um adeus,
DESCULPA AMOR, não foi por falta de vontade minha. Foi a guerra que o impôs é
só Deus sabe o que o meu cérebro pensou e ainda hoje pensa.
Quando visito a tua sepultura onde estás
inumada na companhia da mãe que te foi fazer companhia 17 anos depois e agora
também a companhia da tua irmã (TERESINHA) deficiente e que algumas vezes
falamos e que tanto te preocupava, já está junto a ti á cerca de nove meses,
descansem em PAZ.
Hoje sou um amigo de São João de TAROUCA
Sabes amor, tenho tantas coisas para falar
contigo, reserva um lugar ao teu lado para podermos falar de tudo o que não foi
dito e agradeço do coração a força que me tens enviado para continuar a viver,
encontrar gente boa, nessa terra que gostam muito de Ti.
Toda a despedida é triste, mas nenhuma
dói tanto como aquela que sabemos que não tem retorno.
Um beijo meu amor,
estejas onde estiveres.
A reunião com a Senhora Secretária de
Estado dos Antigos Combatentes teve início pelas 16h15 minutos, tendo sido
abordado e discutido a maior parte dos artigos consignados no Estatuto do
Antigo combatente, nomeadamente:
è Artigo 4º --- Cartão do Antigo Combatente;
è Artigo 5º --- Insígnia nacional do
Antigo Combatente;
è Artigo 6º --- Titular de
reconhecimento da Nação;
è Artigo9º --- Balcão único da Defesa
è Artigo 11ª – Rede Nacional de Apoio
è Artigo 12º-- Centro de Recursos de
Stress em contexto de Militar
è Artigo 14º -- Plano de apoio social
aos antigos combatentes em situação de sem-abrigo.
è Artigo 16ª – Isenção das taxas
moderadoras
è Artigo 17ª – Gratuitidade dos
transportes públicos.
è Artigo 19ª – Honras fúnebres.
è Artigo 22º -- Protocolos e parcerias.
Relativamente aos diversos assuntos
acima referidos, a senhora Secretária de Estado dos Antigos Combatentes, fez um
ponto de situação de todo o esforço que o Ministério da Defesa tem vindo a
fazer para o mais rápido possível colocar em funcionamento todos as valências
indicadas nos artigos acima.
A senhora Secretária de Estado fez notar
que não é fácil, nem simples elaborar todos os protocolos com as mais diversas
instituições e entidades para colocar o comboio (EAC) nos carris, de forma a
prosseguir a sua marcha.
O Movimento Pró-Dignidade a favor do
Estatuto do Antigo Combatente, reconhece a boa vontade e o querer impar da
senhora Secretária em avançar com os direitos consagrados na lei 46/2020, de
20/07, que institui o ESTATUTO DO ANTIGO COMBATENTE, mas também compreende que
não é de um dia para o outro que se põe a funcionar uma máquina tão pesada e
tão burocrática como é o ESTATUTO DO ANTIGO COMBATENTE.
No final da reunião, um dos elementos do
MOVIMENTO PRÓ-DIGNIDADE, fez notar à senhora Secretária de Estado dos Antigos
Combatentes, que a “…Dívida de Gratidão que a Pátria tem para com os seus
Antigos Combatentes continua por pagar …”, solicitando à senhora Secretária de
Estado dos Antigos Combatentes que fizesse chegar, aos órgãos do poder instituído,
a mensagem de descontentamento generalizado dos Antigos Combatentes, uma vez
que a maior parte destes carecem de apoio financeiro por parte do Estado, para
comprar bens de primeira necessidade, nomeadamente remédios para a sua saúde.
Antes de terminar a reunião foi entregue
uma cópia dos objectivos que se pretendem com a realização do CONGRESSO
NACIONAL DE ANTIGOS COMBATENTES, que se junta.
Lisboa 11/01/2021
MOVIMENTO PRÓ-DIGNIDADE
Jeremias Henriques + António Silva +
Mário Manso +Jose Maria Monteiro.... Abraço de combatente ........... Partilha
........... 171/68
Victor Sotero
Sargº.Mor EABT
Lisboa
Saúdo o “Comando”, a “Linha da frente” e
todos os “Zés” que através desta “Base” nos vão visitando.
No Mundo completamente conturbado em que vivemos com guerras, injustiças,
faltas de amor, lembrei-me de “imaginar” um país e escrever uma pequena
história, o meu “Conto de Natal”.
Ano de 2020
A Igreja daquele país e as pessoas,
estão prestes a passar as horas mais agitadas de toda a história . Aproxima-se
o choque inevitável do povo com os militares.
Mês de Dezembro, 24.
Toda a terra se transforma dia após dia
num manto de neve maravilhosamente extenso e belo.
As pequenas aldeias povoando a imensa estepe cobertas de gelo por todos os
cantos aquecem o corpo e alma daquelas pessoas que vão esperando.
É numa pequena cabana que vivem, sofrendo todas as amarguras ocasionadas pela
escassez de meios, uma velhinha e sua neta, cujos corações vagueiam no
infinito.
A vida é amarga naquele lar. Nele se
desenrola lentamente o drama de uma Cruz, e à medida que os dias vão passando,
diminuem os géneros na dispensa, escasseia o correio e até mesmo a lenha para a
fogueira vai sendo pouca. A velha senhora chora dolorosamente a sua desdita.
Naquele dia algo de anormal se passou. Para a velha avózinha era a morte que
avançava a passo célere. Para a neta, era porém uma luz de esperança que
renascia.
Pelo seu pensamento num frémito de entusiasmo passou uma imagem.
É véspera de Natal.
Recordou-se das palavras do avô. Recordou-se que lá longe, na Igreja, o velho
sacerdote costuma distribuir roupas e alguns alimentos aos que mais necessitam.
Fita a avózinha...não pode mais. Naquela Igreja está a sua esperança.
Tem que trazer para a avó um consolo... e parte, contra a neve...contra o
vento...contra o frio...desliza no imenso oceano gelado...faltam-lhe as forças
mas ela não pode desistir.
Levanta o olhar e vê uma luz...talvêz a da Igreja e corre ainda mais em
direcção aquele ponto. Os olhos recusam-se a acreditar no que vêem. A Igreja
está transformada em fortaleza militar.
Já não há sinos. Nos seus nichos há agora canhões. No lugar da Cruz...o
sacerdote “dorme” no seu sonho.
Grossas lágrimas correm pelo rosto da menina.
...e naquela noite, não houve “Ceia de Natal”.
Despeço-me meu “Comandante”.
Despeço-me da “Linha da frente” e de
todos os “Zés” que nos rodeiam.
Até breve
Sotero
Temos menos um amigo e camarada o Francisco
José Falcão Teixeira, MMA.
Aos familiares e amigos os nossos mais
sentidos pesamos,
Um abraço amigo e companheiro, até um dia
Manuel Araújo
Esp.MMA
Madeira
A fotografia da Esquadra em 1971/1973
Os operacionais na linha da frente.
Nuno Almeida (Poeta)
Esp.MMA
Lisboa
Há 48 anos atrás, o meu pai recebia a
notícia da morte do seu filho (eu) morto e abandonado nas matas da Guiné!
Mas, graças à coragem e sagacidade do
furriel Vítor Loureiro, que me estancou a hemorragia e me defendeu do fogo
inimigo, à coragem e valentia do alf piloto José Morais, que me resgatou
debaixo de fogo intenso, à tenacidade do Cor. Gualdino Moura Pinto, que tudo
fez para que não sucumbisse, à capacidade e profissionalismo do dr. Manuel
Rodrigues Gomes, que me operou 4 vezes em 25 dias e nunca desistiu de mim, e a
todos os militares da BA12 e BCP12 que doaram sangue para as transfusões que
recebi, essa morte não se concretizou.
Hoje, sou eternamente grato a todos
estes heróis que me proporcionaram, até agora, mais 48 anos de sobrevivência
neste mundo louco e doente, mas que me deu uma filha maravilhosa e um neto que
é o meu tesouro.![]()
Hoje, celebram-se 102 anos do Armistício da Primeira Grande Guerra Mundial. Porque recordar é existir, evocamos a memória dos que combateram.
Manuel José Lanceiro MMA (Canibais) Guiné Lisboa Viva companheiros, aqui mando duas coisinhas, Varanda do bar do CAOP 2 – Nova Lamego...