
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
694 AEFA.

693 DOMINGOS NO RADAR.

Esp.Marme Guiné
Enquanto por cá os "motores estão ainda no aquecimento", vai sobrando um tempinho para ir escrevendo.Assim, aqui tens mais uma estória para os nossos amigos do Forum.Grande abraço Américo
OS DOMINGOS NO RADAR
Os domingos no radar eram o pretexto para descomprimir da semana finda, relaxando e convivendo muitas vezes com amigos conterrâneos, do Exército ou da Marinha, que habitualmente nos visitavam, tal como se pode ver na foto.
O dito local, localizado no extremo oposto ao aeroporto civil, onde o Jorge, um dos mecânicos da especialidade de radar, fazia de anfitrião e por isso as honras da “casa”, era composto, como se lembrarão, de dois edifícios de piso térreo junto à torre em estrutura metálica.
Era precisamente num nesses edifícios que se faziam as grandes “petiscadas”, contribuindo para isso, cada um com uns chouriços, paios, queijos ou postas de bacalhau, enviadas para o efeito da “metrópole”, tudo muito bem acompanhado e regado com as insubstituíveis cervejas “estupidamente geladas” como mandavam as boas regras...
Após a almoçarada, era hábito o pessoal ouvir o relato de futebol.
Os mais desinteressados das lides futebolísticas, aproveitavam para “dormir um sono”..., como sempre dizia o nosso soldado SG de nome João, que ajudava os “metralhas” na linha da frente.
Na foto, da esquerda para a direita:De joelhos, o Crespo – MMA dos Al. III (infelizmente já falecido);
De pé, bebendo cerveja, o Eduardo Ribeiro – MELEC/Instrumentos;
Sentados: eu, com boina na cabeça e ao meu lado esquerdo, o Jorge – M.Radar;
À direita, em pé, o José Manuel Baptista – MELEC/Instrumentos.
Os restantes, eram os nossos conterrâneos convidados naquele domingo, todos do Exército.
Bons momentos foram ali passados em franco convívio, momentos esses que nunca serão esquecidos e que me apraz aqui recordar.
Américo
692 AEFA

Esp.MMA Mueda Moçambique
Coimbra
691 SÃO OPINIÕES...
Esp.OPC 3ª/69 Angola
Li a tua intervenção sobre a AEFA e não posso deixar de te enviar a minha opinião.
Eu acho que a grande vitalidade da Associação de Especialistas são os Núcleos Regionais e os ex-especialistas que neles participam.
A Direcção Nacional será apenas um órgão representativo que cumprirá um certo protocolo de modo a que não percamos a ligação com a FAP.
Terá outras atribuições como o facto de, em conjunto com os Núcleos, apoiarem e organizarem eventos nacionais que ultrapassem o cariz regional como é o caso do encontro anual.Eu não vejo que por aí Associação esteja a falhar.
Por vezes ponho-me a imaginar e chego á seguinte conclusão: eu, se por acaso pertencesse á Direcção Nacional, não percebendo nada de cibernáutica, não podendo manter um site, estaria condenado ao fracasso.
Julgo que nós, individualmente, temos uma grande responsabilidade em mantermos a chama acesa.
Há aqueles que se destacam como é o teu caso, o Carlos Jeremias, os dirigentes dos Núcleos e outros que gastam o vosso tempo em prol da convivência/reencontro dos ex-especialistas, merecem todo o nosso aplauso e agradecimento.
Por outro lado, os outros que não fazem um trabalho efectivo também terão a sua responsabilidade.
Que vontade terá um Carlos Ferreira ou um Condenço se as suas iniciativas não forem participados por um número significativo de especialistas?
Em anexo envio-te uma convocatória para um evento por parte da AEFA-Lisboa.
Se não for participada como é que ficarão os novos dirigentes?
Se calhar fazem o mesmo que fez o Carlos Jeremias.Por tudo isto, peço-te que reconsideres a tua disposição, continua connosco.A AEFA somos todos nós e não apenas as suas direcções.um abraço
Garcia

Companheiro só para te fazer água na boca cá vai a ementa desta nossa iniciativa:
Aperitivos
pasteis de Bacalhau
croquetes de vitela
rissóis de camarão
amendoins e
caju
Martini, Moscatel,Gin Tónico Sumo de Laranja água mineral
Entrada
Crepes de camarão
Consumé creme de Alho francês
Carne Lombo de Porco recheado com ameixas
Arroz árabe batatinha assada feijáo verde salteado
Sobremesa
Pudim de ovos com fruta tropical
Vinhos
Maduro branco (Borba)
Maduro tinto ( Borba)
Digestivo café whisky licor
Agora delicia-te e não te esqueças faltam só 19 dias Bom Ano
-- CARLOS BARCIELA
VB:Bom-Dia,Pedro.
Em relação à tua intervenção,em parte estou de acordo contigo,como por exemplo:
A criação de eventos. Eu pergunto quais? O almoço anual?
Dizes que: ...se pertence-se à Direcção Nacional,como não percebo nada de cibernaútica,não podendo manter um site,estava condenado ao fracasso.
Vejo que estás de acordo comigo,pois eu digo que se não à capacidade para actualização da página que a retirem!Agora estar ditada ao abandono,NÃO!
Volto a repetir que é a classe de ESPECIALISTAS que está em causa!
Olha,meu caro,último exemplo:
Tive conhecimento, através de uma carta que li, onde a AEFA proponha que se apresentassem listas para a Direcção de Lisboa porque se assim não acontecesse corria-se o risco de a Câmara Municipal nos retirar a sede.
Pelo que me contas,vejo que,felizmente,já à Direcção?!...
Será que os sócios não terão o direito de estar informados
Aproveito para te agradecer a notícia da existência de Direcção em Lisboa e desejar-lhes as maiores felicidades para o mandato.
Caso fosse possível,gostaríamos de poder anunciar a boa nova no nosso Blog,para que os ESPECIALISTAS,possam desfrutar dessa informação,pelo que te solicito,a ti ou a quem o quiser fazer,o nome dos órgãos sociais desse Núcleo.
Fico-me por aqui Pedro.
Um grande abraço para ti.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
690 O DESAGRADO À AEFA!

Esp.MMA 2ª/79 BA4
A MENSAGEM
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
688 DESTACAMENTO DE NOVA LAMEGO -GABU.
Esp.Marme Guiné
Angola
Cá estou eu, já com as baterias carregadas..., também influenciado pelo texto do nosso amigo Manuel Lanceiro, contribuindo também com outro texto sobre os destacamentos em Nova Lamego.Junto assim o respectivo texto bem como uma imagem do local e outra minha mais actualizada.
Os destacamentos de Nova Lamego
Pois é verdade, tal como o nosso amigo Manuel Lanceiro conta, o destacamento do “Gabu” era, para além de outras coisas, um escape ao ritmo da vida militar existente na base e aos seus próprios regulamentos.
Ali no Gabu, a vida era vivida de outra forma, apesar de todos cumprirem com as suas obrigações.
“Curtia-se” os tempos de lazer como de civis nos tratássemos.
Também eu fiz lá a minhas temporadas, trocando com alguns companheiros, à medida que me deveriam render, mantendo-me assim por largas temporadas.
Lá assisti a alguns ataques, quer diurnos quer nocturnos, mas apesar de tudo, teimava em permanecer, não trocando aquele ambiente pelo de Bissalanca.
Do que me ficou na memória, entre outras coisas, foram aqueles tempos em que já ao entardecer, depois de tomar o duche refrescante e vestir a roupa “civil”, entreter-me a comprar alguns frutos de cola e goluseimas e oferecer ao pessoal que entretanto nos rodeava, a mim e à vendedeira de rua, pois aquele ritual começava a ser conhecido.
Recordo particularmente uma dessas tardes, já no final do dia, em que eu, vestido com camisola branca “Lacoste”, acabada de vir da lavadeira, lá estava na esquina do cruzamento perto da nossa “casa” bem no centro da povoação, entretido a dar as tais “colas” e rebuçados à criançada, quando passou por cima de nós um missel daqueles...
De imediato o pessoal fugiu em todas as direcções. Eu, atirei-me para a vala existente na lateral da rua, ficando com a minha rica camisola completamente suja de pó avermelhado.
Lá fui gatinhando conforme pude até ao nosso ponto de encontro, seguindo dali, com o piloto do hélio, o mecânico e o motorista do jeep, levantando pouco depois na direcção do local onde foi lançado o dito míssel.
O posição da rampa de lançamento foi efectivamente encontrada, mas apenas os vestígios do capim queimado pela saída no momento do disparo do projéctil.
Feliz ou infelizmente, foi cair numa das Tabancas da periferia, queimando algumas coberturas feitas de capim ressequido pelo sol e pelo tempo, mas sem danos pessoais.
O nosso estado emocional era tal que, no dia seguinte tudo havia sido quase esquecido e assim se voltava à doce normalidade do entardecer.
Américo

Foto tirada no Gabu,da Ditª/Esqª,uma criança nativa,Piloto do Héli,um militar do exercito,Eu(Américo Dimas) e o Pedras.
687 VALE MAIS TARDE QUE NUNCA!

Abilio Ferreira
Esp.OPC 1ª/72 Guiné

Saudações especiais aos Zés Especiais.
Abilio Ferreira
VB. Ó Abilio esta é a Aguia Trofanera?
É um lindo exemplar!
686 O DESTACAMENTO DE NOVA LAMEGO.

Manuel Lanceiro
Esp.MMA "Canibais" Guiné
Lisboa
Victor,
Tenho este texto, sobre o nosso destacamento em Nova Lamego, escrito há bastante tempo. Sempre que o leio, acho que lhe falta qualquer coisa, mas se estou à espera que que as musas me iluminem, nunca mais é sábado.
Se achas que é oportuno e publicável, tudo bem.Renovo os meus votos de boas festas e um bom ano para ti e família.
Um abraço
Manuel José Lanceiro
VB: Ansiava que alguém falasse do destacamento do "Gabu",Nova Lamego e eis que o Lanceiro foi ao álbum de recordações e pumba,tiro na...peça!
Pois é verdade,era um dos sítios mais típicos onde todos nós, da linha da frente,gostávamos de passar uma semana de "Férias".
A tabanca da "Mulher Grande",aquelas bajudas de "mama firme".
Eu penso que nos ocultas-te muita coisa,Lanceiro,ou tens vergonha?
O meteorologista que falas,é o João Lima Vida,da Quinta do Anjo-Palmela. Este companheiro esteve comigo nos Açores,depois eu fui para a Guiné e ele passado algum tempo apareceu por lá para fazer a comissão de serviço. Tinha uma rodagem em tinto e whisky que era uma coisa sem jeito.
Um excelente companheiro que encontrei o ano passado no nosso Encontro na Marinha Grande,desde que viemos de África,nunca mais nos tínhamos encontrado.
Bem,vamos lá então ler a tua história:
O destacamento de Nova Lamego era composto por uma DO27, um Heli de transporte/evacuações e um Heli-canhão, com as respectivas tripulações, que mudavam todas as semanas. E um meteorologista residente, que grande parte da minha comissão, foi o João Vidas Lima (que vida que tinha).
O comandante era o piloto mais graduado, geralmente um Alferes, que dava um ar de respeitabilidade à malta.
Começava na manhã de domingo e acabava no fim de tarde de sábado

Era assim que se começava, nas bolanhas de Babadinca, tratávamos de arranjar comida. Geralmente apanhávamos duas peças de caça, que levávamos ao Dinis, dono do restaurante em frente ao nosso destacamento. Em troca, ele fornecia-nos as refeições, durante a semana.
De vez em quando lá se orientava também um bidão de JP4 ou de gasolina e lá tínhamos as bebidas à borla, só o tabaco é que era à parte.
Durante a semana, para além de prestarmos assistência aos aquartelamentos daquele CAOP, fazíamos várias saídas com o seu comandante. As que mais gozo me davam, entre outras, eram as que incluíam:
O Saltinho, que bem que aquele pessoal nos recebia (era famosa a categoria como aquele pessoal nos recebia).
Pirada, geralmente, almoçávamos em casa do Sr. Mário Soares (não tem nada a ver com o antigo Presidente da República), que estava lá desterrado.
Buruntuma para visitar outra vitima do regime, o Sr. Mota senhor já de certa idade.
Também fazia parte do menu, o almoço em Bafatá, no Restaurante Mira Geba.
As noites passavam-se normalmente no bar do CAOP ou na casa do Munir Al Amur, um comerciante Libanês, que gostava de nos receber com um cafezinho “com mésinha”, como ele dizia (que nos fazia rir toda a noite) e onde se jogava à lerpa até ao raiar do dia.
De vez em quando também se passava pela tabanca da “Mulher Grande”, para se fazer a manutenção do físico, com as bajudas que ela lá tinha.
Quando tudo corria bem, era assim se passava uma semana de “relax”.
Era o descanso do guerreiro.
Na linha da frente dos Heli’s havia sempre voluntários para fazer este destacamento.
Gostava de ter o dom da escrita para poder contar as estórias que por lá se passaram. Por isso faço um desafio a todos, contem as aventuras que passaram pelo Gabu Sara.
Um abraço,
LANCEIRO
685 ENCONTRO DE VELHOS AMIGOS.

Américo Dimas
Esp.Marme Guiné
Angola
Caro Victor.
Já regressado às terras quentes de Angola, ainda me encontro a efectuar os preparativos para mais um ano de trabalho por cá.
Em paralelo, também a dar uma "arrumadela" no registo de tudo que aconteceu durante as minhas férias de Natal aí em Portugal.
Como nota saliente, como não podia deixar de ser, o nosso encontro em Vouzela, na companhia do também grande amigo Carlos Nóbrega, que fez o favor de aparecer, para mim de surpresa.
Ao fim de cerca de 36 anos, foram vividos momentos de grande emoção e satisfação, por se rever os velhos amigos e camaradas da F.A.P., como foi o teu caso e o do Nóbrega.
Tenho pena de não poder estar uma vez mais presente no almoço convívio deste ano, mas as datas infelizmente não combinam.
Quanto isso acontecer, peço-te que dês os meus cumprimentos a todo o pessoal presente.
Para perpetuar o nosso encontro, aqui estão as duas fotos que tirámos juntos, uma junto da tua fábrica e a outra no restaurante.
Para o Nóbrega, também um agradecimento especial por ter feito o favor de nos presentear com a sua presença e pelas lembranças que me ofertou.
Para ti igualmente o meu reconhecimento por teres tão bem nos recebido.À boa maneira angolana, "estamos juntos".
Um grande abraço para vocês, extensivo a todo o pessoal do Forum, com desejos de bom ano 2009.
Américo
VB:O Américo,que se encontra em Angola desempenhando a sua actividade profissional,veio passar a quadra natalícia junto da esposa e filhos, e a mim deu-me o grato prazer de,no final de todos estes trinta e tal anos,lhe dar aquele "abraço"!
684 32º ALMOÇO DA BA 12.
1 Cbº.Enfº Base Aérea 9 Luanda
Agualva - Cacém
Vi o vosso anuncio do vosso encontro, não pertenci à BA12, mas pertenci à família FAP, e como vos considero também da minha família, gostaria de saber se também posso participar no vosso encontro, como também fiz comissão em Angola BA9 Luanda, poderei ter o prazer de reencontrar colegas meus.
Fico pois á espera de uma resposta, e avisa-me onde será o local.
Terei muito prazer, já á bastantes anos que não faço destes encontros. Fiz á muitos anos um na BA2 Ota, nesta altura, até preenchi um formulário com minha morada., para futuros encontros.
O certo é que nunca mais fui contactado até esta altura.
Os anos vão passando, e não sabemos se colegas que estiveram nas unidades onde eu estive, se ainda são vivos ou se já partiram.
Um,abraço para todos, Saudações Aeronáuticas
683 NÃO ME ARREPENDO.
domingo, 4 de janeiro de 2009
682 ALGUMA AUSÊNCIA DEPOIS...
Esp. OPC AB-3 NEGAGE Angola
Braga