quinta-feira, 11 de junho de 2009

VOO 1037 A JIBÓIA ATROPELADA.





Américo Dimas
Esp.MARME Guiné
Angola

Caro Victor

Desta vez venho até à “linha da frente” não para assumir a defesa de alguém, mas apenas com o intuito de responder ao teu convite, dando a minha contribuição na clarificação do tema da mensagem nº 1032, sobre a Jibóia (Boa constrictor) atropelada na estrada que liga Bissau à BA12 - Bissalanca, da autoria do nosso companheiro de blog, Miguel Pessoa, posteriormente “contestada” na mensagem nº 1035, da autoria do José Ribeiro.
Em jeito puramente de brincadeira e de boa disposição, direi ao nosso ex-camarada , que: - se não as viste, é porque elas “voavam” muito “rasteirinho”...
Efectivamente, a acreditar no texto da “Wikipédia” sobre este réptil, parece não haver Jiboias em África, mas apenas no continente americano, principalmente na América do Sul e Central.
Quanto a cobras, nas mais variadas espécies, na África em geral, certamente ninguém tem dúvidas que são “bué”...




Legenda: Esta foto foi feita na Guiné.
Foto:Paulo Raposo do Blog Luis Graça


Recordo até que o nosso “fotógrafo” de então, chegou a vender fotos onde se via uma enorme cobra com um animal no seu interior.
"En África bu tem ku tem udju na pé" (Em África, tens de ter olhos nos pés), reza um provérbio crioulo. Não apenas pelo perigo das minas terrestres, mas também pelo perigo das cobras.
Esta frase confirma assim (e desde há milhares de anos), a presença desses répteis em África.
Presumo que, quando o Miguel Pessoa pretendia referir-se ao “malogrado” réptil; cobra ou serpente, a tivesse “baptizado” de Jibóia não tanto pelo conhecimento científico, mas apenas devido ao seu razoável tamanho.
Lembro-me que antigamente muitos de nós, também quando nos referíamos a cobras grandes, por vezes as designávamos de “Jiboias”...
Actualmente com os meios de informação que dispomos, já nos permite ser mais “precisos” quanto às identificações de animais, objectos, etc.

Américo Silva
MARME – 1969-74

JC: Américo, creio que o teu texto vem exactamente colocar este tema no seu sítio e na dimensão correcta.
O facto é que Jibóias, Pitons, Víboras, Surucucus, Anacondas, Cobras ou Serpentes, como diz o velho ditado “venha o diabo e escolha”. Com todo o gosto, deixo a correcta terminologia para os especialistas dessa área de estudo, que não os Especialistas dos nossos, da FAP. Até porque como tu muito bem dizes e utilizando o humor, estes répteis voam muito “rasteirinho” e, acrescento eu no mesmo tom, nós não estamos habituados a essas “modernices”.
Saudações Especiais,

Voos Partilhados:
1032 ENCONTROS IMPREVISTOS – Miguel Pessoa
1035 AS JIBÓIAS NA GUINÉ – José Ribeiro

1036 XVI ENCONTRO NACIONAL DE COMBATENTES 2009.


João Carlos Silva
Co-Piloto do Blog
2ª/79, MMA, BA6
Sobreda da Caparica



Companheiros da Linha da Frente,
Hoje assisti em Belém às cerimónias do Dia do Combatente na companhia do nosso companheiro José Ribeiro.
Logo à entrada do local da cerimónia, reconheci e tive o prazer de me apresentar ao nosso Pilav Miguel Pessoa e às nossas Ilustres Enfermeiras Pára-quedistas Giselda Pessoa e Piedade Gouveia.
A nossa AEFA esteve representada pelo Manuel Cascão, presidente adjunto.
Na minha opinião, uma cerimónia bonita, emotiva e muito séria, respeitando e homenageando a memória dos combatentes que já nos deixaram. Isto pela homenagem propriamente dita e o seu significado, mas, também pelo local onde se realizou junto ao Monumento Aos Combatentes Do Ultramar. Um local que impressiona e convida à reflexão.
Especialmente para os que não puderam estar presentes nesta cerimónia, mas gostariam de ter estado, faço-vos chegar algumas fotografias e o programa da mesma.


Legenda: Folheto da Cerimónia
Fotos:
João Carlos Silva (direitos reservados)


Legenda: Folheto da Cerimónia
Fotos: João Carlos Silva (direitos reservados)


Legenda: Torre de Belém com a Corveta João Roby em fundo que disparou uma salva de 21 tiros durante o Hino Nacional
Fotos:
João Carlos Silva (direitos reservados)


Legenda: Vista Parcial das lápides de homenagem aos combatentes nas paredes do Forte do Bom Sucesso
Fotos:
João Carlos Silva (direitos reservados)


Legenda: Após a Deposição de Flores pelas várias associações e cidadãos anónimos presentes
Fotos:
João Carlos Silva (direitos reservados)


Legenda: Um quadro impressionante de homenagem à memória de comandos fuzilados na Guiné-Bissau após 1974
Fotos: João Carlos Silva (direitos reservados)


Legenda: Passagem dos “nossos” Alouette III que arrancaram palmas aos presentes
Fotos: João Carlos Silva (direitos reservados)



Saudações Especiais,

João Carlos Silva

quarta-feira, 10 de junho de 2009

VOO 1035 AS JIBÓIAS NA GUINÉ.


José Ribeiro
Esp.OPC Guiné

Lisboa


QUE LINDA JIBÓIA FOI ENCONTRADA!

Essa eu não sabia!...
Há um ditado que diz "Nunca se deve brincar em serviço", sendo que as palavras escritas ou ditas podem ferir susceptibilidades, o que espero que eu ao escrever isto, não seja entendido assim. Há que gerir guerras não as "acirrar".Li com atenção o escrito pel Cor.Pilav. reformado/aposentado - Ref" Guiné, Lisboa, sobre a "coitada" da Jibóia atropelada e tratada no tempo em que o Exmo Senhor Cor. Pessoa, fazia o trajecto entre BA12 - Bissalanca, e Bissau capital da ex-Província Ultramarina, chamada de Guiné. Ontem e hoje, desconheço a existência de tal bicho e em tal território.Estive em Angola depois da Guiné, nas mesmas funções, mas não com o mesmo vínculo e aí, lá para os lados de Ambrizete, ou melhor, Barra do Rio Dande, no percurso, atropelamos uma JIBÓA que pachorradamente atravessava a estrada, mas seguimos em frente com o objectivo de pescar - em desporto - qualquer coisa, não terroristas.
Desses animais (Jibóias, na Guiné), nunca conheci a sua existência em tal Território, mas de - Cobras verdes, macacos, javalis, mosquitos, piriquitos, "jagudis - aves de rapina e outros animais, mais do que conhecidos", tive a felicidade de conhecer e conviver com eles, sendo que nunca me referirei a eles no tempo em que estive a cumprir o serviço na BA12, como Operador de Comunicações, na "Placa" junto ao Centro de Operações. Sendo que aí funcionava o centro de comunicações.Havia nessa altura (anos que estive em campanha), militares menos sérios que poderiam pelos seus actos pôr em causa determinadas operações, especialmente Helí.s. Fui incumbido para parar tais práticas mesmo que tivesse de matar, alguns conhecidos, de carreira e graduados. Não o fiz porque os avisei antes do "crime", isto é, tenham cuidado com aquilo que estão a fazer.Cumpri 6 anos e 3 dias, e da minha Caderneta Militar, consta entre outras coisas, a menção de comportamento exemplar, sendo que em toda a minha actividade profissional mantive a mesma forma de estar em vida.Do tempo que estive em campanha na Guiné, diz a minha Caderneta Militar que estive lá desde 9 de Outubro de 1968 a 13 de Outubro de 1970, provavelmente ainda não havia JIBÓIAS, como diz o Senhor Coronel. Acredito em outras acções noutros territórios e que o dito pelo senhor, não passe de uma eterna brincadeira, assim como a história do "Gambuzinos", apanhados somente com pau e picados, sendo eles animais extremamente terríveis e amados por muita gente mal formada.
Dos pilotos aviadores que conheci e trabalhei, lembro-me do falecido, CMDT, DIOGO NETO; Capitão, NICO, e outros pilotos dos Fiat.s G.91, os dois médicos da enfermaria, Capitão médico dr. Couto e outro que não me lembro o nome. Ainda outros pilotos que, também, não me lembro os nomes e, outros das DO27, Dakotas, Heli´s, T6 e outro avião "Barriga de jinguba".Também nunca me hei-de esquecer do Capitão, Rodrigues e um cabo especialista MARME (...), que operava uma arma temível para o IN e do Honório, também ele já falecido, mas não na guerra.
Este texto constitui um complemento do texto transcrito e publicitado, respeitante ao encontro nacional na BA11, sendo que mantenho no essencial aquilo que disse, fugindo de polémicas às vezes desnecessárias.Contudo, mantenho o defendido por uma grande maioria dos sócios da AEFA, isto é, muita coisa tem que mudar em termos de Direcção Nacional e suas práticas usuais. Enfim, sempre fui contra coisas mal feitas na origem e que pouca gente quer tornar definitivas. Por isso sou apologista de humildade, amizade, seriedade, companheirismo, entre outros valores, isto é, todos juntos e unidos fazemos melhor do que sozinhos.
Esta é a minha ideia e forma de estar em vida, com os meus defeitos e virtudes.
Alguém disse "A união faz a força", mas se tal não for possível vamos para a "guerra" que, provavelmente não levará a nada.
Amigo, Victor Barata, lê com atenção o que escrevi e como, responsável que és - assim te considero -, se tiveres tempo lê com atenção o texto por mim escrito e faz dele o que quiseres.
Irei anexar uma fotografia, que se entenderes podes anexar a este texto, não outra, somente porque não me gosto de ver naquela que foi apresentada, isto é, já passou à história somente minha.
Cumprimentos amigos e sinceros.
JLRibeiro.

Voos Relacionados:



1032 Encontros Imprevistos - Miguel Pessoa



VB: Olá Zé.
Realmente este assunto das "Jibóias" é algo controverso,uns dizem que existiam,outros(como é o teu caso)que não.Mas como tu dizes,e muito bem,da discussão construtiva sai a razão.
Será um tema que, eu pessoalmente,gostaria de ver debatido neste nosso espaço através das ideias de cada um de nós.
Assim deixo a pergunta no ar:



HAVIA OU NÃO JIBÓIAS NA GUINÉ?

terça-feira, 9 de junho de 2009

VOO 1034 O MEU PAI.


José Caseiro
Exército





O MEU PAI

Ano de1972, Janeiro. O Natal tinha ficado para trás, a passagem para o novo Ano também. Natal triste, com a minha mãe a chorar constantemente, as minhas irmãs a não conterem as lágrimas, o meu pai em silêncio e eu sem saber o que fazer ao bacalhau.
Eu ia para a guerra em África. E o meu pai em silêncio. Habituado a sofrer em silêncio.
Emigrante no Brasil desde muito novo, homem do mar, tantas vezes largado sozinho num bote desde o nascer do dia até ao anoitecer, à mercê das inclemências do clima, a sós com os seus pensamentos, com as saudades da família. Sofrendo sempre em silêncio.
Foi no dia 5 de Janeiro, dia do meu aniversário pelo registo. O dia do meu nascimento foi a 29 de Dezembro, mas o meu Pai registou-me nessa data, para eu ir para a tropa dos 20 para os 21 anos. "Assim irias mais homem", dizia-me ele. Embora a diferença de tempo fosse apenas de uma semana.
Madrugada fresca, rua vazia e triste como o coração do meu pai, porque estava a assistir à partida para o Ultramar de um dos seus meninos que ajudou a crescer e agora estava um homem feito para a tropa e para a guerra, como diziam aqueles que viviam bem á custa dos milicianos e dos soldados, que quando embarcávamos até pensávamos que era para defender o nome de Portugal, mas infelizmente era para defender os seus interesses.
Paragem do autocarro ali abandonada à espera de passageiros para o 76 com destino à Avenida dos Aliados. Autocarro verde de dois andares. Fomos os únicos a entrar naquela paragem tão abandonada e tão gelada como os nossos corações. E o meu pai a sofrer em silêncio. Habituado a sofrer em silêncio desde muito novo. Habituado a chorar para dentro. Em vez de sangue corriam-lhe lágrimas nas veias, já que no rosto nunca lhas vi.
Malas carregadas de esperança de regressar são e salvo transportadas por mim e por meu pai até á estação de São Bento, para depois ir no comboio com destino a Viana do Castelo, cidade onde se encontrava o batalhão 3876 que iria embarcar para Moçambique no dia 9 de Janeiro de 1972.
- Hora da despedida. Pai, tenho que ir. Um forte abraço e adeus meu pai.
Só aqui ele quebrou o silêncio: - Deus te proteja e tem cuidado contigo.
Será que este homem, com todo o seu sofrimento em silêncio, foi atendido por Deus quando quebrou esse silêncio para lhe pedir por mim? Penso que sim! Porque os dedos das duas mãos são suficientes para contarem os operacionais da CART 3503 que não foram feridos na guerra em Moçambique, e eu sou um deles. Onde os senhores da guerra não tiveram em conta o número de feridos e mortos que a nossa companhia teve no princípio da comissão, tanto, que em qualquer lado a CART 3503 era reconhecida por todos como a companhia mais sacrificada pela actividade operacional e das que melhores resultados tinha conseguido em Cabo Delgado.
Já dentro do comboio, quando este começou a andar e quando pela janela lhe fiz o sinal de adeus, aquele homem mais uma vez ficou em silêncio a sofrer.
Provavelmente, quem andava naquela hora na estação de são Bento, não se apercebeu que ali estava um homem sofrendo em silêncio pela partida do seu filho para guerra do Ultramar. Esse homem era o meu pai.
Ano de 1988. O meu pai adoeceu gravemente e teve que ser internado no hospital de São João, no Porto, para ser operado. Domingo, véspera da operação. Fui visitá-lo pela manhã. Estava sozinho. Encontrei-o a vir da capela do hospital, e como sempre em silêncio. A sofrer em silêncio como era seu hábito. Muitas palavras de carinho e amor lhe transmiti, e em silêncio me respondeu. Na hora da despedida dei-lhe um forte abraço e disse-lhe: - Pai, até à próxima e que tudo corra bem.
O meu pai morreu no dia seguinte, na sala de operações.
Hoje ainda pergunto a mim mesmo: será que eu na despedida ao meu pai, em vez de lhe ter dito "até á próxima" lhe deveria ter dito "Adeus meu pai e que Deus o proteja"? Quem sabe Deus me tivesse ouvido e o meu pai não tivesse morrido naquele dia, naquela operação.
Ou então, talvez Deus tivesse decidido que naquele dia, naquela sala de operações, aquele homem que em silêncio tinha por hábito sofrer, deveria ficar definitivamente em silêncio, mas em paz.
Aquele homem era o meu pai. E em silêncio ficou para sempre.

(c) José Caseiro


Nota de JC: Texto de autoria do José Caseiro e publicado no Blog “Cacimbo” do nosso Companheiro e Operacional da Linha da Frente Manuel Bastos.

JC: Daqueles belíssimos textos que me deixam sem palavras porque a emoção é muita. À medida que o tempo vai passando, os anos somando, …

Saudações Especiais,

segunda-feira, 8 de junho de 2009

VOO 1033 BA12,PROCURA DE CAMARADAS "RIBATEJANOS",DOS ANOS 1967 A 1969 (JOSÉ CARLOS FIGUEIREDO PATRÍCIO)


João Carlos Silva
Co-piloto do Blog
2ª/79, MMA, BA6
Sobreda da Caparica


Companheiros da Linha da Frente e Especialistas da BA12,
O António Pires do site Ultramar TerraWeb (http://ultramar.terraweb.biz/ ) enviou-nos a seguinte mensagem do José Patrício que esteve na BA12 e deseja contactar com camaradas desse tempo.
Agradecemos que revejam e se souberem de alguém que, não tendo acesso ao Blog, possa estar directamente interessado neste anúncio, lhe passem essa informação.
Saudações Especiais


Anúncio de procura de Antigos Combatentes (Jose Carlos Figueiredo Patricio)
> Nome do responsável pelo anúncio (*): Jose Carlos Figueiredo Patricio
> E-mail do responsável pelo anúncio (*): jpatricio@orange.fr
> Indique a localidade aonde reside o responsável pelo anúncio (*): Franca
> Indicação dos contactos que devem figurar no anúncio para ser contactado (*): Telemovel 922019067
> Texto do Anúncio (*): Sendo eu um antigo da B.A12 estou a procura de antigos colegas da mesma principalmente os Ribatejanos que nos anos 67 68 e 69 foram bastantes os que lá se encontramos já passaram 40 anos que de lá vim e os encontros com antigos colegas podem contar-se pelos dedos da mão o meu numero era v31/67, o ordenança do comandante para muitos era o terceiro comandante. Por hoje nada mais um abraço amigo

VOO 1032 ENCONTROS IMPREVISTOS.


Miguel Pessoa
Cor. Pilav. Refº. Guiné
Lisboa


ENCONTROS IMPREVISTOS

Numa guerra que se pautou muitas vezes por actos bélicos de grande intensidade nos confrontos que opuseram as nossas tropas aos elementos do PAIGC, testemunhados nos relatos publicados neste blog, parecia estranha a existência em alguns locais da Guiné de um ambiente de "paz podre" ou, talvez melhor, "paz consentida", em que os dois beligerantes pareciam travar os seus instintos guerreiros, antes permitindo aos que ali viviam uma existência relativamente pacífica, em que a guerra parecia por vezes passar ao lado.
A Força Aérea habituou-se a evitar ataques em zonas consideradas "tabus" (por exemplo, o Como), não sendo mesmo autorizadas acções contra essas zonas.
Do lado contrário, podemos incluir a capital da província, Bissau, em que, salvo um ou outro caso, se vivia um ambiente de uma certa tranquilidade e serenidade, que contrastava com a atmosfera tensa e inquieta existente na maioria dos nossos aquartelamentos, e com o risco que representavam as deslocações entre eles.
Essa calma podia ser transportada até à Base Aérea nº12, em Bissalanca, que nos dois últimos anos da nossa presença no território nunca sofreu qualquer ataque, bem como ao percurso entre a Base e a cidade, que se considerava relativamente seguro.
Nunca consegui perceber como, num conflito que vivia essencialmente de emboscadas e ataques imprevistos às nossas forças, nunca se lembrou o IN de atacar a carrinha VW (vulgo TP9) que diariamente transportava as tripulações (pilotos e enfermeiras pára-quedistas) entre a Base e Bissau.
Assim, era regra ver a carrinha chegar à BA12, vinda de Bissau, pelas 06H00, transportando o pessoal de alerta, regressando a Bissau e entrando novamente na Base às 08H00 com os tripulantes que iniciavam a actividade normal.
À tarde, pelas 18H00, repetia-se a rotina da manhã com transporte dos tripulantes que moravam em Bissau, podendo a carrinha fazer ainda mais um transporte do pessoal que, por motivos de serviço, chegava mais tarde das suas missões.
Com a facilidade em escolher o timing certo, torna-se claro que havia grandes possibilidades de êxito de uma acção do IN contra esse transporte: uma simples bazookada poderia diminuir num repente a operacionalidade da Força Aérea no território em 15 ou 20% da sua capacidade, acrescido dos efeitos psicológicos negativos que daí adviriam.
O facto é que essa hipótese nunca se concretizou, embora às vezes comentássemos essa possibilidade.
Um dia em que uma evacuação se prolongou até mais tarde, houve necessidade de se efectuar um transporte extra da enfermeira envolvida nessa missão.
Passado um tempo razoável, começou a haver alguma preocupação sobre o que teria acontecido ao transporte, pois nem a enfermeira Giselda tinha chegado a Bissau, nem o condutor tinha regressado ainda com a carrinha à Base.



Legenda:Carrinha VW de transporte dos tripulantes e da Jibóia no trajecto BA 12/Bissau.
Foto: Cedida por Miguel Pessoa


Temeu-se que tivesse havido um acidente ou uma acção do IN contra a carrinha, mas logo o ambiente se desanuviou com a chegada do condutor e da enfermeira, transportando uma jibóia de bom porte, garantidamente morta, dado o estado em que apresentava a cabeça.
Esclarecida a situação, soube-se que no percurso para Bissau, ainda relativamente próximo da Base, o condutor tinha deparado com uma jibóia bem constituída que atravessava pachorrentamente a estrada por onde seguiam. Travou para evitar o obstáculo mas acabou por passar por cima dela, o que foi bem visível nos ressaltos dentro do carro... Decidiu então o condutor manobrar a carrinha de modo a colocar o rodado em cima da jibóia, prendendo-lhe os movimentos e evitando que ela tentasse um ataque contra eles. Sendo um tipo decidido, saiu do carro e, como o animal se contorcesse para se libertar, sacando da chave de cruzeta das rodas desfechou-lhe uns golpes na cabeça, no que foi ajudado pela enfermeira, tão decidida como ele, entretanto munida de uma barra de desmontar os pneus, empenhando-se os dois em acabar com o sofrimento do animal.
Foi então que regressaram à Base, onde deixaram a cobra a cargo do Oficial de Dia às Operações, tendo finalmente demandado Bissau para ali deixar a enfermeira em casa.
Não sei se no relatório do Oficial de Dia constou algo sobre esse incidente envolvendo a jibóia, mas soou-me que algum dos presentes na unidade lhe aproveitou a pele ("sopraram-me" que tinha sido o Oficial de Dia...).
A carrinha continuou a circular até ao fim do conflito, transportando os tripulantes sem mais encontros imprevistos. Quanto à jibóia, provavelmente poderá andar a circular ainda por aí, nos sapatos ou mala de alguém...

Miguel Pessoa

JC: Efectivamente esta situação de “paz consentida” dá que pensar e é um tema que, ou me tem passado despercebido, ou não é muito referido.
Já relativamente à jibóia, uma das razões da demora talvez tenha sido a procura dos sapatos da dita…não é para qualquer um andar com sapatos de cobra J

Saudações Especiais

VOO 1031 ENCONTRO NACIONAL DA AEFA,EM BEJA.



José Ribeiro
Esp.OPC Guiné
Lisboa

Amigos; ex-companheiros de armas. Estive lá e gostei (Base Aérea nº 11). A Base Aérea 11, antecedera daquela onde eu prestei serviço militar no Ultramar (BA12 - Guiné). Somente agora tive a oportunidade de a conhecer, por isso tenho de louvar;
- Em primeiro lugar, o bom acolhimento e o muito bom serviço prestado pelas pessoas que intervieram na logística (abastecimentos)pertencentes,julgo, a administração da Base;
- Em segundo lugar, encaminhamento em terra, tendo em vista o assistir a dois espectáculos aéreos, ímpares e de qualidade, apesar das condições climáticas (ventos fortes e a existência de nuvens de desenvolvimento vertical) adversas a esses eventos. Mesmo assim foram atingidos os objectivos a que se propuseram; -




Legenda:Aspecto do convívio, durante o almoço, dentro de um Hangar da Base Aérea 11,Beja.
Foto:José Ribeiro


Em terceiro lugar, o ter a oportunidade de rever ex-camaradas de armas que já não via há anos e que me surpreenderam pela forma física apresentada. A Força Aérea, sempre foi deveras rigorosa na selecção de jovens que a vão servir nas diversas especialidades que possui, sendo que, a prática do contrário, originaria que os objectivos nunca fossem atingidos e com prejuízo para o nosso tão pequeno Portugal, mas grande naquilo que quer atingir. Todavia, nunca posso denegrir e ser ofensivo no que diz respeito a outros ramos militares (costuma-se dizer que "Cada um defende a sua menina"). Por isso tenho que defender aquela que servi, na paz e em guerra, nas ex-colónias e em outros operações realizadas e de conhecimento público. Quanto ao bom acolhimento e o muito bom serviço prestado, posso afirmar que foi muito bom na escala inicial de suficiente e excelente.


Quanto à actuação do "Rotores", foi espectacular na minha pequena visão, porque foi a primeira vez que os vi actuar.

Fotos:José Ribeiro

No que respeita aos "Asas de Portugal", já os tinha visto actuar, sendo também espectacular a sua actuação, apesar de tais condições climáticas e já referidas. Se tais condições climáticas fossem melhores, melhor ainda seria a sua actuação. Contudo, sempre foi apanágio da Força Aérea cumprir com zêlo e aptidão, pesem as dificuldades, as funções onde tem que intervir. Por isso, sempre disse e continuo a dizer "Mesmo pequenos que sejamos, seremos sempre capazes de ser grandes em todos os momentos onde temos que actuar".
Assim foi e será a Força Aérea Portuguesa, em qualquer "palco" de actuação.
Os meus parabéns.
JLRibeiro - OPC, 3ª/66


VB: Mais um Encontro Nacional de Zés,desta feita na BA 11 em Beja.
Pelo que nos conta o Zé Ribeiro,foi agradável rever companheiros que andavam"desaparecidos" e que quiseram recordar aqueles com quem partilharam muitos dias difíceis na sua juventude.
Pela nossa parte desejamos que para o ano sejamos mais em sã camaradagem.

domingo, 7 de junho de 2009

VOO 1030 6 DE JUNHO DE 1974.



Manuel Lanceiro
Esp.MMA Guiné

Lisboa



Legenda: Eu,Cruz Dias e atrás o Granier.
Foto:Manuel Lanceiro



Esta fotografia só foi possível tirar no nosso encontro, porque:
Há precisamente 35 anos.
Que um cagéssimo de segundo, uns míseros 10 metros ou um pequeno atraso no disparo de um míssil, fez toda a diferença.
Foi a diferença de ver, a “cabeça de um fósforo gigante” a arder, passar à nossa frente.
Foi a diferença da vida em vez da morte.
Não sei se agradeço, à inoperância do apontador, ao Cruz Dias, à sorte ou a alguma entidade divina.
Sei que naquele dia de 6 de Junho de 1974, vimos a morte passar à nossa frente, na forma de um míssil strella.
Mal tive tempo de pedir ao Cruz Dias para ter calma, pois quando gritei, já tinha acabado tudo.
Foi tão rápido, que nem deu tempo para ter medo. Este chegou depois, quando aterrámos e tomámos consciência do que podia ter acontecido. Aí sim, a boca ficou seca, as mãos tremeram e as pernas recusaram-se a obedecer.
Como diz Sérgio Godinho “aquele foi o primeiro dia do resto da minha vida”.
Por muitos anos que cá ande, jamais o esquecerei.
Como já tinha dito noutra ocasião “naquele dia percebi que tinha que viver depressa, pois um estilhaço qualquer, podia matar a minha sede de viver”.
Já contei este acontecimento, na mensagem nº 161, em 4 de Abril de 2008, claro, com outros pormenores, por isso peço desculpa por voltar a ele, mas como calculam, por muitos anos que viva, jamais o deixarei de recordar e de compartilhar com todos os meus amigos. Este dia é tão importante como o dia do meu aniversário.

Um abraço
Manuel José Lanceiro

VOO 1029 AS PESSOAS SÓ MORREM DEFINITIVAMENTE QUANDO DOS ESQUECEMOS DELAS.




ANA BRITO
Esposa do Falecº.em combate na Guiné,
Ten.Cor.Pilav Almeida Brito



MENSAGEM DE AMIZADE E AGRADECIMENTO.


Boa Noite Sr. Victor Barata. 'E com uma grande emoção que lhe envio estas palavras de verdadeiro reconhecimento e gratidão: Em meu nome e no dos meus filhos, Rui , Luís, Miguel e meus netos Mariana, Margarida, Joana e Ramiro e restantes familiares apresentamos ao Sr. Victor Barata e a todas as pessoas que participaram na lindíssima homenagem prestada ao nosso saudoso marido, pai e avô José Fernando de Almeida Brito os nossos sinceros agradecimentos pela prova de amizade demonstrada. A amizade é um valor que sempre preservamos. A vida teria sido para nós muito mais difícil sem os nossos amigos.; com eles aumentamos a nossa força psíquica e dividimos a nossa dor, porque conseguimos duplicar a nossa Paz e dividir a nossa dor. É pela amizade e amor que temos por aqueles que partiram desta vida que conseguimos que eles continuem sempre presentes na nossa memória e no nosso coração - AS PESSOAS SÓ MORREM DEFINITIVAMENTE QUANDO NOS ESQUECEMOS DELAS. Muito obrigada a todos e em especial ao Sr. Victor Barata e esposa. Ana Brito
VB: Srª.Dª. Ana
Tinha convencionado responder numa só mensagem a todas as que nos foram chegando expressando a opinião de cada um em relação ao nosso 32ºEncontro.
Porém entendo que não posso, nem devo,deixar de manifestar a minha sensibilidade e emoção para com esta mensagem que a Srª me dirige,dizendo-lhe que o reconhecimento e gratidão desta simples mas significativa homenagem peca por tardia.
Agora deixe-me que lhe diga que a grande homenagem foi aquela com que a Srª me destingiu,a que poucos se aperceberam,emocionante! Recordo o momento em que a Srª me pediu que abrisse a minha mão e me perguntou se eu sabia o que ia depositar nela?! Que momento emocionante minha senhora, quando ficamos com esse objecto,que esteve tantos e tantos anos perdido,impossível de recuperar, comprimindo no meio das nossas mãos,a aliança do nosso COMANDANTE!Não contendo as lágrimas que teimosamente nos escorriam na face,ali ficamos alguns minutos abraçados sobre o olhar atento do JOSÉ FERNANDO ALMEIDA BRITO,porque ele também estava connosco e assistiu.
Obrigado Sª.Dª Ana por tão HONROSA distinção.

Voos Partilhados:

Voo 1028 PARABÉNS AOS NOSSOS COMANDANTES.




António Correia
2ºSargºMil.MMA Guiné
Mem Martins


Companheiros, como é do vosso conhecimento o meu motor só me permite pequenos voos locais, mas acompanhei e partilhei as emoções relatadas pelos Especiais presentes, nesse que foi um grande e bem organizado voo, o meu muito obrigado por tão digno evento e também quero enviar os meu parabéns aos nossos 1º e 2º Comandantes e a todos os ZÉS ESPECIAIS que nos permitiram este reencontro neste nosso espaço, que já conta 2 Anitos, onde todos são livres de relatar as suas vivências passadas na nossa FAP e não só! Quero ainda dizer que estou, completamente, de acordo com o Jorge Mendes e Carlos Alves "Ainda havemos de assistir, e oxalá seja rápido, ao reconhecimento por parte de quem manda na nossa FAP da tua dedicação e altos serviços prestados em defesa da causa aeronáutica." Eu ainda acrescentaria por todos aqueles deram a sua juventude e alguns a sua vida (PAZ À SUA ALMA), por uma única causa, dignificar a FAP, agora reunidos neste espaço à sua volta.
Deixo aqui um repto a todos os ZÉS ESPECIAIS, vamos todos fazer força para que isto aconteça, o nosso Comandante Victor Barata bem o merece!
Um grande abraço para todos.
António Correia

Voo 1027 FESTA ESPECIAL 2009


António Abrantes
Esp.MMA, Canibais, Guiné
Charneca da Caparica

Amigo e companheiro Barata
Antes de mais as minhas sinceras felicitações pelo magnifico dia que nos proporcionaste no passado dia 30. Uma organização excelente, magnifico local e uma vila que pessoalmente desconhecia mas que achei lindíssima. Fiquei fã de Vouzela, e espero em breve lá voltar.
Aproveito para pedir a todos os camaradas presentes de quem não me despedi com o "até para o ano" as minhas desculpas por esse facto, e fazê-lo desde aqui.
Tenho algumas fotos que te envio, se achares serem de publicar. As que te envio, em algumas não consigo lembrar-me do nome de todos os camaradas, e em outras deixo em aberto para que os que nelas se revirem se façam anunciar, juntando uma foto actual e mostrando quem é na fotografia.


Legenda: Postal de Boas-Festas
Fotos: António Abrantes (direitos reservados)


Fotos: António Abrantes (direitos reservados)


Fotos: António Abrantes (direitos reservados)



Envio uma foto que é muito marcante para mim, é uma foto mítica, e que todos os que estiveram lá e que iam à camarata dos Canibais a viram, por cima da minha cama; e me diziam: é pá qualquer dia estás a ser f..lixado, e não é que fui mesmo.



Legenda: Poster de Che Guevara
Fotos: António Abrantes (direitos reservados)


À custa dessa foto levei 5 dias de prisão disciplinar, e adeus férias. Estávamos em Setembro de 1973 e só poderia ter férias, após a "porrada" 1 ano depois. A solução foi dar sangue, que como sabes e te deves lembrar, davam direito a 10 dias de férias ou a ser pago por cada doação, e só se podia dar sangue de 3 em 3 meses. Escolhi sempre a doação sem contrapartidas financeiras, ainda hoje continuo dador de sangue. Depois disso foi o infortúnio do Poeta, e em Novembro depois de ser ferido, fui dar sangue para ele e sabes, fi-lo 2 vezes em menos de 2 semanas.
Acabou no fundo o Poeta com o seu infortúnio por contribuir para as minhas férias, mas sinceramente mesmo que não as tivesse tido(férias) só o poder ter contribuído para alguém que muito aprecio e que faz o favor de ser meu amigo, é o mais importante.
Em breve contarei estórias daqueles tempos.
Em anexo algumas fotos, incluindo uma minha actual e outra daqueles tempos.
Bem hajas
Até breve
António Abrantes


JC: Companheiro António Abrantes, bem-vindo à tertúlia Linha da Frente do blog Especialistas da BA12 após uma longa ausência.
Já aguardamos os relatos dos teus tempos de Zé Especial nessa esquadra os Canibais. Fica também o desafio aos nossos Companheiros que se reconheçam nas fotografias enviadas pelo António Abrantes para contactarem e “aparecerem” por aqui.

Saudações Especiais,

VOOS Partilhados:

1002 – 32º Encontro de Especialistas da BA 12- Guiné - Augusto Ferreira
1003 – O Bom exemplo para alguns… - Fernando Duarte
1004 – Parabéns - Rui Elvas
1005 – Verdadeiros Zés Especiais – Arlindo Pereira
1006 – És o expoente máximo na classe dos Especialistas – Jorge Mendes
1007 – Parabéns Comandante ! – Fernando Castelo Branco
1008 – O meu agradecimento. – Dª Carmen Brito
1009 – Quando se juntam pessoas de bem e se estimam – Miguel Pessoa
1011 – Eu sou o piriquito – Jorge Almeida
1013 - O que uns esquecem a vossa memória nunca apagará. – Marta Castelo Branco
1014 – Parabéns Comandante – Fabrício Marcelino
1016 - OS Anos Passaram, mas a Amizade Ficou Para Sempre... – Luis Santos
1017 - Fiquei Radiante de Estar No Meio dos Piriquitos! – Vítor Oliveira
1018 – A Dedicação à Causa da Aeronáutica – Carlos Alves
1019 – Depois da ressaca… – Miguel Falcão
1021 – Mais um Voo Realizado – José Ribeiro

O vencedor da Morte, “Poeta”

VOO 1026 TÃO LONGE E...TÃO PERTO.






Fabrício Marcelino
Esp.MMA Guiné
Leiria



AO COLEGA MÁRIO FELIZARDO

Caro colega, Mário Sérgio Felizardo.
Verifiquei que só agora tomaste contacto com o nosso Blogue, que muitos colegas desconhecem e é pena.Somos ambos de Leiria, embora não te conheça pessoalmente,segundo creio, também te dou as boas vindas ao Blogue.


No teu VOO 1010,apresentas a foto do nosso velhinho JU 52! Fizeste-me recordar o passado e o privilégio que tive de voar nele.




Como deves saber eu sou de 1960, M.M.A. e estava na linha da frente do F-86,na velha esquadra 51,que ainda foi do teu tempo, na B.A.5.Para os "jovens" da nossa idade, sabemos que naquelas alturas, o dia 28 de Maio era todos os anos uma data marcada para certas revoltas! Assim, nessa data a Base estava sempre de prevenção.Pelo 28 de Maio de 1962, houve a revolução dos estudantes universitários. A Base entrou de prevenção,para proteger as zonas de Coimbra e Porto e foram enviados 5, F-86 para a B.A.6 (Montijo) a fim de proteger Lisboa.Eu fui dos que nos deslocámos à B.A.6 e o nosso meio de transporte foi precisamente o velho Junkers JU 52.Só quem voou nele sabe a sensação que dá.Depois, havia o complemento de irem sentados os que podiam e, os restantes de pé,pois íamos cerca do dobro dos passageiros!
A viagem decorreu normalmente, com algumas cabeçadas no tecto do avião,quando havia algum poço de ar. Foi uma aventura!Ficámos na B.A.6 cerca de uma semana.Estivemos sempre em alerta de 3 e 15 minutos e como tal, ficámos em tendas "Bivaque",junto ao início da pista, onde nos serviam refeições, que em Monte Real os porcos comiam melhor qualidade.
Todos sabemos que Monte Real, era um autêntico hotel para o seu pessoal especialista,talvez por isso notámos tanta diferença.
O regresso foi de novo no JU52 e, íamos ficando todos no sítio da Nazaré,porque o piloto habitual, deixou que o capitão...cujo nome me recordo, mas que quero omitir, tinha regressado da Guiné e, andava meio tonto porque a esposa lá gostou mais de outro e ficou sem ela! Então, uma vez aos comandos,veio a brincar com o JU52, tentando assustar o pessoal e sinceramente conseguiu até porque como referi uma parte do pessoal vinha de pé.
Na Nazaré deu-lhe na cabeça de fazer voo a baixa altitude, assustando as pessoas que se encontravam na praia. Quando resolveu subir quase não conseguiu e sinceramente vimos a morte à nossa frente no referido sítio da Nazaré.
Chegámos a Monte Real e penso que as nossas caras diziam tudo!
Como vês colega Mário Felizardo,a tua intervenção veio avivar mais uma passagem da minha vida na Força Aérea.
Um abraço e talvez nos vejamos por Leiria em breve
Fabrício Marcelino


VB: Agora é caso para dizer,Tão longe e..tão perto!
Esta é uma das causas que nos "obrigou" a criar este espaço,pois por vezes estamos tão perto uns dos outros sem saber-mos,mas quando nos certificamos da realidade rejuvenescemos com as recordações do passado que nos proporcionam as alegrias do presente.

Voos Partilhados:

Voo 1010 – Olá Camaradas Mário Felizardo