segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Voo 2150 A CAPA DA REVISTA DO EXPRESSO.




Manuel Lanceiro
Esp.MMA (Canibais)
Lisboa



A revista do Expresso do fim-de-semana passado, tinha uma rubrica que se chamava “Memórias de quem viveu o início guerra colonial”. Os testemunhos descritos foram sobre os primeiros acontecimentos em Angola (1961), do tempo da catana e do canhangulo. São descrições que mostram bem a violência e o terror vividos naqueles primeiros tempos.

Mas o que me mais impressionou, foi a capa da revista. A fotografia, apesar não dizer respeito àquela época (1961), pois os AlIII só apareceram no teatro de guerra em 1963, é duma espectacularidade impressionante e podia ter sido tirada em qualquer das frentes de guerra.

Para os que não tiveram oportunidade de a ver, aqui vai uma fotografia da referida capa.

Um Abraço

Manuel José Lanceiro

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Voo 2149 GEN.PILAV. LUIS ARAÚJO,TOMA POSSE COMO CEMGFA


General Luís Araújo vai ser o próximo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas

O general Luís Araújo vai ser o próximo Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, segundo um comunicado divulgado hoje pela Presidência da República. Luís Araújo é o atual Chefe de Estado-Maior da Força Aérea.

A posse terá lugar na próxima segunda-feira, data em que obrigatoriamente o atual CEMGFA, o general do Exército Valença Pinto passa à reforma, por limite de idade.

Luís Araújo tem 61 anos, exercendo as funções de chefe de Estado-Maior da FA desde dezembro de 2006. Antes disso, foi diretor-geral de Política Defesa Nacional no Ministério da Defesa.

A nomeação de Luís Araújo atesta que, apesar dos rumores em contrário, Governo e Presidência seguiram a norma não escrita da rotatividade dos altos cargos militares. Antes de Valença Pinto, o CEMGA havia sido o Almirante Mendes.
CURRICULUM:

O General Luís Araújo nasceu no Porto no dia 25 de Fevereiro de 1949, tendo ingressado na Academia Militar em 1966 e concluído o Curso de Aeronáutica em Junho de 1971.

Cumpriu uma missão de serviço no teatro de operações no Norte de Moçambique de Outubro de 1972 a Outubro de 1974, tendo voado cerca de 1000 horas no helicóptero ALIII.

De Outubro de 1974 até Outubro de 1981 serviu na Base Aérea Nº 6 (Montijo), onde foi Comandante da Esquadra 551 (ALIII) durante 4 anos.

Frequentou o Curso Geral de Guerra Aérea no Instituto de Altos Estudos da Força Aérea (IAEFA) no ano lectivo de 1981-1982 e o 75º Curso Complementar de Estado-Maior da Royal Air Force no Reino Unido em 1982-1983.

Exerceu funções de professor do IAEFA e do Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM) entre 1983 e 1987, tendo então sido colocado na Divisão de Operações do Estado-Maior da Força Aérea.

Em Março de 1990 foi nomeado adjunto para a Força Aérea do Ministro da Defesa Nacional, tendo frequentado o Curso de Defesa Nacional no Instituto da Defesa Nacional, em Lisboa, no ano lectivo de 1990-1991.

Em Setembro de 1991, foi nomeado para uma missão de serviço na Divisão de Operações do Comando Aliado do Atlântico (SACLANT) em Norfolk-EUA.

Em Setembro de 1994 foi nomeado 2º Comandante da Base Aérea Nº 4 (Lajes - Açores), onde permaneceu até Agosto de 1995.

Em Março de 1996 foi nomeado assessor para a Força Aérea da Casa Militar da Presidência da República.





























Assumiu em Outubro de 1997 o Comando da Base Aérea Nº 6 (Montijo), cargo que exerceu até Outubro de 1999.

Comandou a Força Conjunta de Protecção e Recolha de Cidadãos Nacionais na República da Guiné-Bissau, durante a crise político-militar que aí eclodiu em Junho de 1998.

Em Outubro de 1999, foi nomeado para a frequência do Curso Superior de Guerra Aérea no IAEFA, que concluiu em Agosto de 2000.

Como Major-General desempenhou as funções de Subchefe do Estado-Maior da Força Aérea de Outubro 2000 a Janeiro 2004.

Promovido a Tenente-General em Janeiro de 2004 assumiu as funções de Director do Instituto de Altos Estudos da Força Aérea.

Em Maio de 2005 tomou posse como Director-Geral de Política de Defesa Nacional.

Em 18 de Dezembro de 2006 foi promovido a General e tomou posse como Chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

Da sua folha de serviço constam várias condecorações, das quais se destacam uma Cruz de Guerra (2ª Classe), três Medalhas de Ouro e duas Medalhas de Prata de Serviços Distintos, uma Cruz Naval (2ª Classe), a Medalha de Ouro de Valor Militar (colectiva) e a Grande Cruz de Mérito Aeronáutico do Reino de Espanha.

O General Luís Araújo tem duas filhas e é casado com a Sra. Maria Manuela Benevides Araújo.

Voo 2148 EXPOSIÇÃO SOBRE O GENERAL PILOTO HUMBERTO DELGADO.




O Museu do Ar tem patente, nas suas instalações de Sintra, uma exposição fotográfica dedicada à vertente de aviador do General Humberto Delgado. Esta exposição temporária, que estará aberta ao público até ao dia 18 de Abril de 2011, procura mostrar a elevada importância que o General teve na história da aviação portuguesa, em particular na aviação comercial, tendo mesmo sido considerado o criador da companhia de bandeira – Transportes Aéreos Portugueses – TAP.

Junto com a exposição fotográfica são apresentados alguns artigos pessoais do General, pertencentes ao espólio do Museu do Ar.


Durante o ano de 2010, o Museu do Ar registou uma maior afluência em relação ao ano anterior, tendo recebido cerca de 35.000 visitantes. A razão desta subida deveu-se à abertura ao público das novas instalações de Sintra, mantendo abertas, às segundas-feiras e dias previamente marcados para visitas de grupos, as antigas instalações de Alverca - agora denominadas de “Pólo de Alverca”.

O Museu do Ar mantém ainda um pólo em Ovar, no Aeródromo de Manobra Nº1, em Maceda, onde os visitantes do Norte do país podem ter acesso a uma interessante colecção museológica de aeronaves, mediante marcação prévia.

Reconhecido internacionalmente como uma das melhores colecções de aeronaves da Europa, o Museu do Ar apresenta mais de 70 aeronaves nos seus três locais abertos ao público, tendo actualmente a parceria do museu da companhia aérea TAP-Air Portugal e do museu empresa ANA – Aeroportos de Portugal, SA.

E.R.

Procedência do Voo: EMFA

VOO 2147 O OLHINHO DE COMANDANTE.



António Loureiro
Fur.Mil.PA
Figueira da Foz


Dá-me licença senhor Comandante


O OLHINHO DE COMANDANTE

Viva o nosso Comandante
Com o seu olhinho de "falcão"
Ainda tem que por umas gotinhas
Por causa da lubrificação

Agora anda mais contente
Que até dá gosto vê-lo
Não é só para quem quer
Também é preciso merece-lo

O problema da falta de ar
Foi um filtro colmatado
Que lhe limitou o caudal
Por tantas horas deitado

O assunto ficou resolvido
A decepção já passou
Graças à Nª.Sª. do Ar
Que nunca o abandonou


COMANDAR

Comandar não é mandar
É uma missão bem diferente
Por causa dessa confusão
As coisas não vão p'rá frente

Tem que saber engolir sapos
Fazer ouvidos de mercador
Meter água na fervura
E nunca perder o pendor

É importante saber ouvir
E melhor encorajar
E nos momentos mais difíceis
Dar ânimo para trabalhar

Quando a velocidade é de cruzeiro
E as coisas correm bem
Fica-se com a sensação
Que não se precisa de ninguém

O pior é nas dificuldades
Quando a dúvida seduz
Que o Comandante é o farol
E a sua experiência a luz

Nem sempre os melhores são os bons
Nem sempre os bons são os melhores
Há muitas situações
Em que os bons são os piores

À que ter muita atenção
Estar atento aos sinais
Por vezes há verdadeiros dramas
No mais comum dos mortais

A figura do comandante
Segundo o regulamento
É o responsável pelo que faz e deixa fazer
Dentro do seu Regimento

Cada vez me orgulho mais de pertencer a este grupo de "maduros" que desinteressadamente vão dando sinais de vida com artigos, por mais pequenos e singelos que sejam, demonstram bem o caracter, a amizade e o culto de pertencerem a algo que os une, o sentimento do dever cumprido.


RÁPIDAS MELHORAS SENHOR COMANDANTE

Um abraço a todos


VB: Obrigado Loureiro, por estas tuas maravilhosas quadras, são um fortificante para o relaxamento do nosso ego, embora o quotidiano da nossa vida nos traga sempre num autêntico barril de pólvora, fazendo com que, muitas vezes, só de ver a cabeça do fósforo se verifique a explosão.




VOO 2146 ALÉM DE BONITO,ERA IMPORTANTE.




Fernando Moutinho
Cap,Pil.
Alhandra


Antes de mais, um abraço pelas boas novidades com bons augúrios.
Quanto às relações Piloto/Mecânico eram muito cordiais e com muita amizade.
Se há alguma coisa que a Força Aérea conseguiu foi um criar um "espírito de corpo" formidável. Mais tarde no NordAtlas, voado por tripulações heterogéneas, apreciei a vivência entre todos. Os postos não eram "visíveis", havia camaradagem mas um respeito mútuo formidável. Repito, a Força Aérea pode orgulhar-se desse comportamento.
Melhor prova?
A nossa camaradagem no Blog...Criei amizades que ainda hoje perduram com o pessoal dito "da ferrugem". Pena que a dispersão geográfica e a idade não permitam grandes confraternizações.
Havia figuras castiças. Por exemplo, ainda na Esq 10 (F-47) e na Esq 21, o Sarg Dias, picado das bexigas. Sempre bem disposto, dizia ele que em criança lhe tinham atirado com uma alcofa de pregos para a cara.


Junto uma foto que não tenho a certeza se já apareceu mas apresenta o pessoal que entrou nas Manobras de 1955.


A 2ª foto mostra alguns rapazes menos novos, da mecânica...

Até breve

Um abraço

Moutinho

NB. Foi realmente uma relação de extrema confiança mútua muito elevada.Éramos, mecânicos, formados à “pressa”,mas a nossa capacidade de aprendizagem aliada à dos instrutores, fez com o piloto quando se dirigia para o avião para cumprir uma missão, confiasse plenamente na sua operacionalidade inspecção era uma…”obrigação”.
O respeito,embora com toda a liberdade facultada pelos pilotos,nunca se perdeu,cada um sabia onde terminava a sua "liberdade".
É orgulhoso para todos nós, a grande ligação que ainda hoje, passados tantos anos, existe entre “PILOTO/MECÂNICO”

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

VOO 2145 AS PISADELAS.


Jorge Mendes
2ºSargºEABT
Coimbrahttps://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif


Meu Comandante, restante Comando e Toda a Linha da Frente
Diz o Sotero que eu o pisei no jogo do lenço e ficou sem telemóvel.
Bem feito, pois ele em 1970, quando frequentamos o curso de sargentos milicianos, muitas vezes me pisou nas nossas jogatanas de futebol.
Ele era um “ sarrafeiro mor”. Já tinha tendências para vir a ser MOR (Sargento).
Pois é Amigo Sotero , volvidos 41 anos chegou a altura de eu te devolver as pisadelas que me davas. Mas são com muita amizade.
O nosso grupo do curso era pequeno (apenas 10), mas cada um à sua maneira, embora amigos, vinha ao de cima a nossa rebeldia dos 20 anos.

Saudações amigas

Jorge Mendes

2ºSarg.Milº EABT

Voo 2141 - Carta do avô ao neto que foi operado à vista. Victor Sotero



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

VOO 2144 COMANDANTE... NA INTEGRA DA PALAVRA.



Mário Aguiar
2ºSargºMil.MARME
Porto


Amigo acabei de receber este e-mail do Pedro Valadas e tenho a certeza de que te assenta que nem uma luva.

Como vai a tua recuperação? Espero que bem.

Um abraço

Mário Aguiar

COMANDANTE... NA ÍNTEGRA DA PALAVRA

Algumas vezes amigos e pessoas me perguntaram: "O que é ser comandante?" Bem, a resposta mais simples para isso seria dizer que o comandante é aquele piloto que ocupa o assento esquerdo da aeronave e tem a responsabilidade sobre ela e a tripulação. Teoricamente é o piloto mais experiente a bordo. Fácil de responder, embora o conceito deveria ser abordado muito mais profundamente e de forma reflexiva.
Ser comandante exige a proficiência técnica, a experiência e o conhecimento da aeronave e isso, quase todos os pilotos têm a capacidade de conquistar. Ser Comandante, com "C" maiúsculo requer outros atributos que não estão nos manuais e normas dos órgãos reguladores. Na verdade são atributos que devem ser inerentes ao carácter e nisso, infelizmente, nem todos que são pilotos estão capacitados. A maturidade, a serenidade, o equilíbrio, a temperança e a capacidade de ponderação e análise com imparcialidade... São atributos que fazem parte de um universo que vai bem além da rotina do cockpit. Devem ser incorporados à vida quotidiana do piloto, para que o indivíduo possa realmente ser chamado de Comandante.
Somente tais virtudes são verdadeiramente capazes de impedir a vaidade excessiva e o exibicionismo, que não raro tosam o senso de justiça e de avaliação. O profissionalismo de um piloto não se mede pelo tamanho do avião que ele voa.
O profissional pode ser piloto em comando de Boeing, Airbus, Fokker ou simplesmente de um Corisco. O que vai fazer dele um comandante ou um Comandante é a grandeza dos seus actos. O piloto de um Boeing pode perfeitamente ser um mero "empurrador de manetes" diante de um piloto de monomotor. A diferença entre ambos será definida pela postura de cada um.
Hoje, se um piloto novato me perguntasse qual é o melhor caminho para ser um Comandante (com "C" maiúsculo), eu com certeza lhe responderia com uma fórmula:

1) Comece a ser um Comandante dentro de sua casa, com seus pais, irmãos, esposa e filhos, tendo senso de justiça, paciência e atenção. Se conseguir isso dentro de casa, vai ser fácil levar para dentro do avião e sua tripulação;
2) Pratique ser um Comandante no seu meio profissional, não fazendo comentários sobre a performance operacional ou a vida pessoal dos colegas, a não ser que suas observações sejam directamente para os próprios, e pelo bem-estar e segurança deles; Lembre-se que ninguém está livre de cometer erros.
3) Seja polido, educado e acessível às pessoas. Não se deixe jamais contaminar pela arrogância. Estar no comando não qualifica ninguém a semideus;
4) Lembre-se de que você nasceu com dois olhos para ver, dois ouvidos para ouvir e uma só boca para falar. Esse recado da natureza é para que ouça muito, veja muito e fale pouco;
5) Tenha senso crítico, mas evite ser crítico. Críticas pejorativas não acrescentam em nada. Seja primeiro juiz de seus próprios atos antes de julgar os outros.
6) Evite as conversas improdutivas e bobas e que não levam a lugar nenhum;
7) Se não puder levantar, não derrube. Seja confiável para quem está ao seu redor;
8) Dê oportunidades na medida que as tem. Ser Comandante não significa minar o caminho de quem vem atrás e nem empurrar quem está na frente. O equilíbrio é tudo.
9) Saiba reconhecer as boas atitudes de seus colegas. Avive as qualidades deles. Incentive-os a seguir em frente. É certo que um dia esses mesmos colegas ainda poderão lhe dar a mão, mas faça isso sem esperar retribuições. Não faça pano preto! Ninguém tem um QI privilegiadíssimo a ponto de ser superior aos outros e único capaz de exercer determinadas tarefas. Se você pode, os outros também podem. Se alguém pôde, você também poderá.
10) Exercite a memória: não se esqueça de ajudar aos outros e muito menos se esqueça de quem te ajudou.
Tenha a alma simples!

Origem do Voo :

(www.aviacaocometica.blogspot.com).- Cmte. Marcelo Rates Quaranta

VOO 2143 ATÉ QUE ENFIM QUE APARECEU FUMO BRANCO.




António Dâmaso
SargºMôr Paraqª
Azeitão



Camarada e amigo Victor, congratulo-me por saber mais pormenores acerca da operação e que tudo correu pelo melhor. Tenho fé de que a recuperação vai ser plena.

Obrigado pelas tuas palavras elogiosas à minha pessoa, mas nunca me considerei um grande guerrilheiro, porque não o fui, fui sim um militar preocupado em preservar a minha vida e ensinar aos outros a maneira de se manterem vivos, nem sempre as coisas correm como queremos, às vezes temos dissabores, fruto das circunstâncias daquela guerra que as altas patentes descoraram.

No entanto tive camaradas, que esses sim, foram guerrilheiros, iam para a carreira de tiro e atiravam granadas um ao outro para apurarem os seus sentidos de autodefesa e sobrevivência, foram condecorados com cruzes de Guerra em 1966/68.

Esses guerrilheiros, um deles tinha tirado o curso de cabos e de furriéis comigo e o outro foi de um curso depois do meu.

O primeiro nunca mais o vi, mas lamentavelmente, tive notícias de que sofre de Alzaimer bastante adiantada.

Quanto ao segundo que casou com uma enfermeira pára-quedista, encontrei-o na Academia da Amadora no lançamento do livro do Cor. Calheiros, felizmente estava bem de saúde.

Quanto à minha parte humana, reconheço que o sou humano devido à educação que tive dos meus pais e porque escolhi ir para a prestação de cuidados de saúde quando fui dado incapaz para o pára-quedismo, sempre tive empatia com aqueles que necessitavam desses cuidados e procurava assisti-los como gostaria de me assistirem se estivesse na pele deles, por outro lado eles também me ajudaram a esquecer o inesquecível da Guiné.

Já agora, "como as conversas são como as cerejas", lembrei-me de uma passagem que se passou comigo e com o segundo personagem de nome Rasgado.

Fomos uns 15 dias antes do BCP 12 para a Guiné de avião, eu fui levantar as viaturas que foram num barco antes do Batalhão e andei noite e dia a carregar cimento e foram mais umas quantas praças e graduados para ajudarem no evento.

Fomos aumentados ao efectivo da BA 12, apanharam lá "carne fresca", os responsáveis pelas escalas de serviço, toca a nomear depois de ter feito de Sargento da Guarda, fui fazer aquilo que mais gostava que era saltar, o largador de pessoal era o Rasgado, como não tinha havido Briefing antes do salto, na segunda passagem, o Rasgado apanha o "T" invertido, não largou e foi imediatamente chamado a cabine dos pilotos do DAKOTA, ouve discussão, estava a ver que o rasgado se pegava com eles, mas lá se acalmaram.

Fui largado na segunda passagem, aterrei na pista e apesar dos procedimentos de segurança, ainda dei uma tolada no alcatrão, valeu-me o capacete de ferro.

Era usual quando se saltava na pista da BA 12, colocar o "T" mais ou menos no meio e saltava-se mesmo com o "T" invertido, o Rasgado não estava dentro do assunto e seguiu o protocolo à risca.

Saltar num chão tão duro com aquele tipo de pára-quedas causava muitos acidentes traumáticos e até incapacidades, daí que mais tarde optaram por uma zona de lançamento chamada de O Rapaz na picada que ia para o Biombo.

Amigo põe-te operacional.

Um Alfa Bravo

Saudações Aeronáuticas

A Dâmaso

VB:Obrigado Dâmaso pelas tuas palavras de conforto, felizmente penso que estou a recuperar bem.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VOO 2142 CHECA É...CHECA!





Augusto Ferreira

2ºSargº.Melec./Inst.Av
Coimbra


Caros companheiros como já vem sendo hábito nos últimos anos, o núcleo de Coimbra da AEFA, levou a efeito mais uma visita ao XECA, sediado na bonita cidade de ESPINHO.

Os que partiram de Coimbra, como mandam as boas regras de segurança, deixaram as suas viaturas junto à estação de Coimbra B e compraram um bilhete de comboio de ida e volta. Não fosse o diabo tecê-las e alguém no regresso, perder-se naqueles nevoeiros da beira mar.

Tudo decorreu conforme programado. Saída ás 11h e 30 e passada 1h já estávamos ESPINHO.

O XECA não sei se foi de propósito, instalou o seu Restaurante na parte mais alta da cidade, a uns bons quinze a vinte minutos a andar a pé do local de desembarque.

Quando chegámos à “FORNALHA” ( único nome que lhe ocorreu para chamar ao restaurante), ficámos logo informados do que é que iria acontecer, pois à porta tinha um placard que dizia o seguinte: 69º Encontro DFA - Deficientes da Força Aérea.

Para nós tudo bem, mas houve alguns clientes que chegaram à porta e temendo o que poderia vir a acontecer lá dentro, resolveram ir embora.

Caros amigos, foi um dia inesquecível por várias razões, o nosso Victor Barata surpreendeu-nos com a sua presença, pois apareceu lá desenfiado sem “guia de marcha” pois ainda de baixa e reencontrámos grandes amigos dos nossos tempos da FAP.

O XECA para quem o conhece foi igual a si próprio, sempre bem disposto e preparou-nos um almoço sem direito a levantamento de rancho, pois estava cinco estrelas.

O içar de copos, para festejar o encontro foram uma constante.

O vinho que nos serviu, a partir de determinado momento, acabou por pôr a cantar à capela, alguns dos presentes, com reportório a passar pelas canções do Niassa até ao fado de Lisboa.

Se algumas não saíram bem, não foi pelo vinho, mas sim pelas gargantas já um pouco desgastadas.

A hora do regresso já se estava a aproximar e ainda tivemos tempo de tirar algumas fotos à porta do restaurante. Depois das despedidas foi fazer o caminho inverso, para apanharmos o inter-cidades até Coimbra.

Ficámos à espera do próximo encontro.
As fotos que seguem contam o resto.




Um grande abraço para todos os Zés Especiais e amigos da nossa Linha da Frente.

Augusto Ferreira

VOO 2141 A CARTA DO NETO AO AVÔ QUE FOI OPERADO A UMA VISTA.




Victor Sotero
Sargº.Môr EABT
Damaia


Olá, avô.
Espero que esta minha carta te vá encontrar mais alegre e mais contente junto da avó, do tio e da vóvó, assim como restante família.
Eu fico bem.
Fiquei muito contente por saber que a tua operação ao olho foi feita e ficaste bem.
Avô, ainda sofreste um bom bocado, não sofreste?
Olha, avô. Agora já passou e o principal é continuares a ver bem como antigamente, não é?
Avô. Eu era para te telefonar, mas sabes?
O meu telemóvel, foi-se!...
Estava a brincar com os meus amigos da escola ao jogo da "barra o lenço", caí e partiu-se logo todo.
Não conheces este jogo, avô?
Olha, é assim:
Entre a malta, arranjam-se duas equipas e cada equipa, em segredo, dá um número a cada jogador. Escolhe-se quem é o 1, o 2, o 3 o 4 e o 5.
Podem ser mais jogadores, mas por acaso nós costumamos brincar com cinco de cada lado.
No terreno onde se joga, marcamos uma "linha da frente" em cada equipa para não a ultrapassarmos.
A meio do terreno fica o "Comandante" ou árbitro que vai chamando pelos números.
Nós corremos para o lenço e normalmente atiramos logo com ele para o chão. Um e outro vamos tentando levar o lenço para o campo do
adversário até passar a "linha da frente". Se conseguir, sem ser apanhado, vale dois pontos. Se o levar para o meu campo, vale só um ponto.
Não podemos ser tocados pelo outro jogador, senão, perdemos um ponto e o lenço vai outra vez para o "comandante" que volta logo a chamar
por outro número.
Às vezes o "Comandante" manda "fogo" e todos correm para o lenço. É sempre uma gritaria que nem calculas!
Olha, foi por causa desta jogada que parti o telemóvel.
Sabes? O J. Mendes pisou-me e eu caí tendo logo saltado o telemóvel do meu bolso. Partiu-se todo.
O meu pai já me disse que se eu tivesse boas notas agora na Páscoa, comprava-me outro. Olha, eu tenho boas notas de certeza que o vou ter.
Avô. Agora vou dizer-te quem é que costuma jogar este jogo quase todos os dias.
De um lado ficam quase sempre o J. TEIXEIRA, o A. LOUREIRO, o M. PESSOA, o J. MENDES e o A. FERREIRA.
Na minha equipa é o A. DIMAS, o DÂMASO, o J. C. SILVA, o F. C. BRANCO e eu.
O "Comandante" ou árbitro é o F. MOUTINHO. Nós gostamos muito dele. Acho que é o colega mais alto da minha turma.
Olha, avô. Também já tenho um frasco dos grandes do Nescafé quase cheio de berlindes.
Tenho um abafador muito "especial". Sabes qual é?
É o meu sapato do pé direito. Sabes, ele tem a sola rota. Quando um berlinde fica a jeito, piso o berlinde e encolho o pé. O berlinde fica entalado
entre a sola e o pé. Ganda pinta, avô!...
No outro dia o MARCELINO desconfiou que eu lhe tinha roubado o berlinde, mas não tinha provas. Sabes? ninguém sabe deste truque.
Avô, e com isto vou terminar.
Desejo que tudo te corra bem.
Recebe muitas saudades do teu neto.
Sotero

Obs.: -Avô. Esqueci-me de dizer que o jogo acaba quando uma equipa faz 20 pontos.
Desculpa também qualquer erro que possa ter escrito. É que não estou muito habituado a escrever cartas. Desculpa, sim?

VB: Apesar da disposição não ser muito, pois continuo a utilizar apenas a luz do lado esquerdo, a gargalhada foi uma constante na leitura desta “voo”.

A tua capacidade humorística é invejável!
Certamente que os teus colegas destas brincadeiras quando lerem isto não iram ficar calados?!
E o arbitro do jogo, o que irá dizer?
Vamos esperar.