terça-feira, 27 de julho de 2010

Voo 1854 AUMENTO AO EFECTIVO DA BASE(2) JOÃO HENRIQUES.



João Henriques
Esp.M.Rádio
Vancouver

Canadá


Amigo Victor Barata;

Comecei a visitar esta Base e a gostar do que aqui se passa. Dou-te os parabéns, assim como a todos os colaboradores especiais. Como e a primeira vez, gostaria de me apresentar e de me ver a participar nestas lindas historias, que quando as leio-o ,o coração acelera. Fui cabo especialista M Rádio 1180 -72 e como todos ,comecei na Ota ,fui para Paço d Arcos, Tancos,Ba12 Bissalanca e regressei a Tancos. Na Guine estive de Fevereiro a Agosto de 1974, vim de ferias e não regressei. Tenho procurado camaradas de 1972-1974 , mas e dos mais antigos que encontro(espero que comecem a aparecer).Tem muito valor para mim falar-se dos nossos velhinos,T6 , DO 27 , All III, Fiat, etc. Só quando eu já estava em Tancos e que chegaram os Aviocar e os push pull. Se achares que e uma mais valia a minha participação ,fico satisfeito por saber que posso participar e mandarei mais fotos da Ba12.

Estou a viver no Canada em Vancouver mas estou em contacto com o Luís Martins e no próximo ano penso estar presente no almoço convívio no Entroncamento,
Um abraço especial para toda a família especialista .

João Henriques (Alcanena).

VB:Bom Dia, João.
É sempre motivo de alegria para o comando e todo o efectivo desta tão importante unidade receber um novo companheiro. Neste teu caso, essa mesma euforia duplica na medida da distância que nos separa.
Perguntas-nos se é uma mais valia para nós a tua entrada nesta "base"?! Nós respondemos-te que é pena ter vindo tão tarde, já devias ter aterrado aqui à muito mais tempo João.
Pois Companheiro, a partir deste momento és um membro da nossa Tertúlia a "LINHA DA FRENTE".
Alertamos-te que dia 4 de Setembro, conforme o programa que temos anunciado na margem lateral direita da nossa página, vamos realizar o nosso 1º Encontro desta "Base",seria para nós uma honra muito grande poder contar com a tua presença.
Vamos ficar à espera da tua confirmação e de próximas aterragens.
Um forte abraço para ti do Comando.

Voo 1853 A FOTO QUE FALTAVA.






Fabricio Marcelino
Esp.MMA
Leiria



Caro colega José Teixeira.
Obrigado pelas tuas palavras referentes ao meu VOO 1846. Quanto à tua pergunta,no VOO 1849, cumpre-me informar, que de facto, já enviei E-mail dirigido ao Presidente da Câmara de Leiria e, reenviei o mesmo, acompanhado de uma crítica, dirigido ao Presidente do núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes.Perguntei no mesmo ao Sr.Presidente da Liga, se os militares que lutaram de 1971 até final da guerra,não foram ex-combatentes,porque na placa só está 60/70!Qualquer deles não respondeu,porque ainda é cedo para tal.Obrigado pela tua oferta de ajuda, mas não é necessário.Agora dirigindo-me aos colegas em geral.Penso ser mau de mais aquilo que está a acontecer.


Senão observem por favor, a foto que anexo e, que enviei junto das outras.Esta não foi publicada pelo nosso comando, por qualquer motivo.(Não é crítica caros comandantes).
Recordem esta foto e,a foto do monumento às mães,mulheres,namoradas e madrinhas de guerra que estão no VOO 1846.
Pergunto, algum dos colegas de todo o país,já viram este desleixo pelos monumentos aos ex-combatentes,nem que seja numa pequena aldeia?Isto é uma vergonha para uma cidade,capital de distrito!
Um abraço a todos

Fabrício Marcelino

Voos de Ligação:

Voo 1846 Os Combatentes de Leiria - Fabricio Marcelino
Voo 1849 Report do Fabricio Marcelino - José Teixeira

VB:
Bom Dia, Fabrício.
Efectivamente só hoje recebemos esta foto, não sei o que aconteceu mas não foi recepcionada junto com as outras.
Companheiro, as criticas nesta base são sempre bem vindas, pois sabemos que são sempre construtivas.

Como sabes, aqui só não "aterra" o desrespeito pelo próximo, politica e futebol, quando tratados de forma imprópria para a nossa sociedade ESPECIAL.

domingo, 25 de julho de 2010

VOO 1852 HISTÓRIAS VIVIDAS - A MISSÃO QUE NÃO CUMPRI - PARTE I

Foto: Mr. Pierre Fargeas (direitos reservados).

Histórias vividas

A Missão que não cumpri...!



A todos os mecânicos especialistas
que em África serviram
voando ALIII!



Poucos mecânicos de voo foram reconhecidos publicamente pelo seu espírito de missão, sacrifício e coragem demonstrados em combate!
Esta singela homenagem que lhes presto, na pessoa do meu mecânico de voo, pretende colmatar essa lacuna na parte que a mim diz respeito.
De facto o protagonista deste episódio representa bem tudo o que essa classe de especialistas tinha e mostrou de bom!
Formiga



Legenda: Filme projectado por Manuel Ferreira no Encontro NANAMUE, Esposende 24/4/2010



Por terras do Fim do Mundo
1968! Gago Coutinho (actual Lumbala N`guimbo) era a sede do Batalhão de Caçadores 19..!
A “Batalhoa” como as tripulações da Força Aérea ali destacadas o apelidávamos pelo seu fraco desempenho em operações!
Era também sede um dos dois destacamentos aéreos (DC ”G”) no Leste de Angola. Os meios aéreos atribuídos permanentemente, eram, um helicóptero ALIII da Base Aérea 9 (Luanda), dois T-6 Harvard e um Dornier DO-27 do Aeródromo Base nº4 (Henrique de Carvalho/Saurimo). As respectivas tripulações eram substituídas quinzenalmente... se não houvessem surpresas!
O Renato e o Estima eram dois dos pilotos do AB4 que habitualmente ali estavam destacados e com quem me encontrava regularmente nesse destacamento compartilhando o prazer de passarmos juntos 15 dias naquele cu de Judas.
A repetição das mesmas caras na rotação dos destacamentos queria apenas dizer que éramos muito poucos e na prática eram sempre os mesmos destacados! Este facto contribuiu muito para uma sólida camaradagem que perdurou ao longo dos anos e que o tempo não consegue destruir.
Recordo com saudade a designação carinhosa de “helioto”, com que o Renato me brindava pretendendo significar piloto de helicóptero e da sua recusa brincalhona de entrar dentro do meu helicóptero ainda que estivesse no estacionamento! Esta camaradagem estendia-se igualmente aos mecânicos já que, como foi tradicional da Força Aérea, sabia-se fazer a distinção entre serviço e “conhaque”.

Análise da situação
No período a que este episódio se reporta (1968), a actividade aérea no destacamento de Gago Coutinho não era muito intensa. Não só porque a carência de meios assim o determinava mas também porque não existiam objectivos que a justificassem. Tal situação dava para que o pessoal ali destacado pudesse acalmar dos momentos de maior tensão que se viviam no Norte de Angola!
A guerrilha não estava definitivamente instalada no Leste! Servia sim de porta de entrada aos movimentos de libertação provenientes da Zâmbia que tinham total apoio do governo de Lusaka. Era excepção à pouca actividade, o trabalho de acção psicológica da UNITA levada a cabo junto das populações pelo seu líder carismático Jonas Savimbi. Deambulava, ao longo das margens do rio Lungué-Bungo, afluente do Zambeze entre os seus apoiantes com os quais se identificava, vivendo entre eles.
As operações militares não eram muitas mas esporadicamente o Comando do Sector Leste pedia à Força Aérea missões para transporte de carga, evacuações sanitárias e eventualmente, de reconhecimento quando as informações recebidas careciam de confirmação no terreno e a sua importância o justificava.
A essa data a actividade do batalhão sediado em Gago Coutinho, resumia-se a operações de patrulhamento, de protecção a colunas militares para reabastecimento dos seus destacamentos como eram os casos de Sete, Mussuma e Muié.
Em Ninda, uns quilómetros a Sul estava destacada permanentemente uma companhia de paraquedistas.
Estes conhecimentos da ordem de batalha do Batalhão que os “aviadores” adquiriam, eram resultado da convivência forçada pela partilha da camarata (a vala comum!) para oficiais subalternos e sargentos do Batalhão.
A esse tempo a Força Aérea não tinha instalações próprias como seria de toda a conveniência para um adequado descanso das tripulações.
Na verdade o pessoal do exército não tinha necessidade de dormir cedo por não terem missões inopinadas, ao contrário das tripulações da FA que tinham que manter um estado de prontidão mais elevado , pois a todo o momento poderiam ter que descolar para uma missão.
Acabávamos por adormecer embalados pelas conversas, pelo “cantar” do pessoal do posto de rádio, que passavam uma noite inteira a soletrar o alfabeto fonético na transmissão das mensagens e também pelo ruído do motor-gerador de electricidade. Funcionavam como soporíferos. A paragem do gerador inesperada a meio da noite provocava uma verdadeira emergência. Toda a gente acordava sobressaltada pelo “silêncio incómodo” que essa paragem provocava.

As tripulações de helicópteros e aviões ligeiros eram constituídas por gente muito jovem, marcados pela dureza da vida em constantes operações por todo o território de Angola. A título de curiosidade recorde-se que Angola tem uma superfície de 1 milhão e 300 mil km2, ou seja 14,5 vezes maior que Portugal Continental e que no ano de 1968 a única esquadra de helicópteros em Angola chegou a um mínimo de nove pilotos (e poucos mais mecânicos de voo) sendo que três estavam nos destacamentos permanentes de Cabinda, Cazombo e Gago Coutinho. Admitindo que poderia haver alguém de licença de férias, podemos imaginar o esforço que era pedido aos restantes.
Sujeitos a perigos e incomodidades constantes, estavam endurecidos pela vida, mas como qualquer mortal, também tinham um coração que palpitava e que em determinadas situações se deixava tocar pela emoção!
Capazes da maior violência quando se tratava de garantir a sua sobrevivência, tinham também momentos de desespero e raiva por não conseguirem minorar a dor de quem sofria.
Foi o que nessa missão aconteceu. Mas deixemo-nos de amolecimentos e vamos aos factos da nossa pequena história!

A Missão
O Comando Militar do Sector Leste solicitou atraves do Batalhão de Gago Coutinho um reconhecimento armado para “localizar e/ou destruir se possível, um grupo de guerrilheiros armados infiltrados em território nacional, vindos da Zâmbia, ao longo do rio Mussuma….”
E como missão secundária o pedido prosseguia:
Caso não seja localizado grupo In, capturar na área, elemento da população que eventualmente possa fornecer informações sobre o referido grupo.

O episódio simples e operacionalmente insignificante que a seguir se descreve passou-se no leste de Angola, a meio da tarde, junto da fronteira com a Zâmbia, entre as localidades de Gago Coutinho e Mussuma, na execução do pedido de reconhecimento atrás referido pelo Comando Militar do Sector Leste (Luso).
O pedido era resultado do trabalho da rede de informadores indígenas ao serviço da DGS. Era garantidamente seguro!
A acção teria que ser efectuado em helicóptero armado, por força dos requisitos expressos no pedido. Mas neste caso era uma figura de retórica, já que as únicas armas a bordo eram a espingarda G3 do mecânico e a pistola Walter do piloto.

A típica savana do Leste de Angola abaixo do caminho-de-ferro, que cruza Angola desde o mar até à Zâmbia, é um extenso planalto de mata pouco densa, ou coberta de capim alto. É atravessada por uma rede extensa de rios muitos dos quais afluentes e subafluentes do Zambeze, Lungué Bungo, Cuito-Cuanaval e Cuando e Cubango.
Tinham como característica comum, leitos relativamente estreitos e sinuosos descrevendo “ésses” preguiçosos e sucessivos como que pretendessem retardar a chegada ao seu destino. Nas margens larguíssimas podia-se encontrar toda a espécie de fauna.Iniciado o voo de reconhecimento, aquela vasta zona plana junto à fronteira tinha muito pouco arvoredo. De onde em onde tufos densos de arvores de grande porte, quais pequenas ilhotas no meio de um mar de capim! Nessas “ilhotas”, muito separadas umas das outras o arvoredo denso não deixava ver nada abaixo das suas copas, obrigando a que a missão de reconhecimento de que estávamos incumbidos, estivesse a ser efectuada com extremo cuidado, “saltando” de uma para a outra, contornando-a à procura de inevitáveis vestígios da presença humana (trilhos deixados pela sua passagem no capim).
(Continua)
Voos de Ligação:

VOO 1851 PEDIDO DE DIVULGAÇÃO


Miguel Parada
2ª/65
SMOR/REF/MARME
Lisboa


Boa tarde caros camaradas


Não estive na Guiné, excepto na ida para Moçambique no já longínquo 1966, nomeado para Nacala para a Esqlha de hélis, que, por sinal ainda não existia. Estive em Moçambique e em Angola e, segui a carreira militar, terminando como SMOR/REF/MARME da 2ª /65. Presentemente integro o grupo NANAMUE e, como alguém tem de trabalhar, colaboro na edição BATE ESTRADAS, boletim informativo, como devem saber.

Mas o que me trás aqui, é solicitar a publicação, se assim o entenderem e for viável, a história em anexo, cujo autor autorizou a sua publicação, pois não só é uma pequena homenagem aos Especialistas da FAP, como mais uma das muitas lindas histórias de que todos temos para relembrar ou contar, sobre o que se passou em terras africanas, que diziam ser nossas.

O autor não deverá ser divulgado, excepto se o Especialista a quem faz referência, apareça e, nesse caso, solicito seja o mesmo posto em contacto com Luís Henrique (HICA).

Com os meus melhores cumprimentos e votos de continuação de um bom trabalho e sempre ao dispor

Miguel Parada
SMOR/REF/MARME
JS: Parada, já tive o grato prazer de te conhecer pessoalmente há alguns tempos e agora outro enorme prazer em receber-te nesta Linha da Frente. Em virtude da apresentação que fazes, ficas desde já a fazer parte deste maravilhoso grupo e contamos ir recebendo os teus testemunhos dessa vivência na nossa FAP, para cumprires todos os requisitos, apenas falta que nos envies as duas fotografias da praxe, uma do tempo militar e outra actual para que outros companheiros te possam reconhecer. Já agora, gostaríamos de contar contigo para o 1º encontro da nossa tertúlia "Linha da Frente" a ter lugar a 4 de Setembro e receber-te tão bem como tu e os restantes NANAMUE me receberam em Esposende. Vê os detalhes aqui na nossa página e inscreve-te.

Quanto ao texto que nos envias, que posso dizer ? O mesmo diz tudo. Apenas quero agradecer-te por teres decidido partilhá-lo connosco, pois como bem dizes é uma homenagem aos Especialistas da FAP, assim como agradecemos ao seu autor pela preocupação e cuidado em querer fazê-la publicamente.
Fazemos também um apelo para que o Especialista, a quem é feita referência neste documento, se apresente.
Dada a extensão do mesmo, vamos publicar por fases. A Parte I segue no próximo Voo 1852.

Especialistas que nos orgulhamos de ser, pois Fomos Especialistas, Ainda Somos e Seremos.
Grande Abraço,

VOO 1850 VOO 1847



Vitor Silva
Esp.ORTRA
V.N.Gaia

Caro Comandante.

Registei com satisfação as boas-vindas do Comando à minha inclusão como membro da Tertúlia "Linha da Frente".

Tudo farei, de acordo com a as minhas capacidades, para corresponder às expectativas da mesma.

Relativamente à minha presença no 1º.Encontro da Tertúlia a realizar em 4 de Setembro, vou fazer os possíveis para estar presente, pelo que oportunamente voltarei ao assunto.

Aproveito, também, para agradecer ao Costa Ramos e ao Santos Oliveira, a atenção e prontidão em satisfazer as minhas interrogações acerca de alguns dos companheiros com quem mais de perto convivi na minha passagem pela FA, como a notícia do Carlos Bernardino e os possíveis contactos de outros. Obrigado a ambos.

Cumprimentos.
Vítor Silva

Voos de Ligação:
Voo 1847 AUMENTO DO EFECTIVO DA BASE (1) VICTOR SILVA.
JS: Companheiro Vítor, contamos ir recebendo notícias tuas e não tens nada que agradecer, pois este é um dos objectivos do nosso Blog.
Aparece sempre.
Um abraço

Voo 1849 REPORT DE FABRICIO MARCELINO.




José Teixeira
Esp.OPC

Trofa



Meu caro Comandante-

Felicito o trabalho do Fabrício Marcelino, no voo 1846, uma reportagem bastante circunstanciada e devidamente acompanhada por fotografia, destacando todos os detalhes que entendeu por bem, alertar.
Na minha pequenez de opinião, pergunto se já se dirigiu à PRESIDENCIA DA CAMARA MUNICIPAL expondo a situação? Se ainda não o fez, faça-o. Apesar de viver na cidade da TROFA, a quilómetros de distância para NORTE, mas também PORTUGAL, se for preciso eu envio daqui um email, reforçando o seu interesse em tudo aquilo por que tem lutado para melhoria da situação com mais dignidade.
Sejamos activos na nossa posição na cidadania.
um abraço

José Teixeira- OPC/2ª 67


Voos de Ligação:

Voo 1846 Os Combatentes de Leiria Fabricio Marcelino

VB:Boa Tarde Teixeira.
Acredito perfeitamente que o Fabricio já tenha feito chegar o seu desagrado com a situação às entidades competentes.O que eu não acredito ´que estas dessem relevância ao assunto.