terça-feira, 6 de julho de 2010

Voo 1816 AS NOSSAS RELIQUIAS.(II)




António Six

Esp.MMA
Cascais


CAUDRON G.3

Entrada ao Serviço 1916 abate em 1933

Este avião, foi da maior importância para a Aeronáutica Portuguesa quer na formação de pilotos, quer ainda para a industria Aeronáutica dado terem sido construídos no P.M.A. parque de Material Aeronáutico em Alverca. OGMA entre 1922 e 1924 50 aviões deste tipo, que se passaram a chamar PMA Caudrons G3 sendo o primeiro baptizado com o nome de Andorinha. Inicialmente foram colocados em Vila Nova da Rainha na Escola de Aeronáutica Militar onde permaneceram até ao seu encerramento em 1920.


Passam então os Caudrons G3, para a EMA . Escola Militar de Aviação, situada na Granja do Marquês em Sintra. Em 1925 eram aqui usados 14 Caudrons G3 para instrução básica, dada a sua robustez

6 Aviões Caudrons foram destacados para Angola tendo efectuado o circuito do Norte de Angola que se iniciou em 13 de Setembro de 1924 e terminado em 28 de Setembro ligando as cidades de Luanda, Ambriz, Ambrizete e St António do Zaire, e regresso tendo como tripulação Emílio de Carvalho e o mecânico Américo Rodrigues


Curiosamente, 2 aviões Caudrons G3 aterraram em Tancos em 27 de Outubro de 1924, tendo sido assim inaugurada a pista de Tancos eram pilotos os Cap. Ribeiro da Fonseca e Luis Gonzaga.

DADOS TÉCNICOS

Avião mono motor com trem de aterragem fixo com patim de cauda, biplano com dois estabilizadores verticais, revestido a tela, cabine bilugar descoberta. Usado para missões de observação e mais tarde para instrução

Construtor Avions Caudron , França

Sob Licença Parque de Material Aeronáutico PMA

Motor: Estava equipado com um motor Rhone 80 Hp de 9 cilindros em estrela rotativa arrefecidos por ar.

Hélice em madeira duas pás e passo fixo

Dimensões

Envergadura 13,40m Comprimento 6,40 m Altura2,70m Sup. Alar 27,m2

Performances Vel Maxima 115 Km/H Vel. Cruzeiro Desconhecido. Teto de Serviço 4.000 m

Raio de Acção 450km

Voo 1815 LEMBRAM-SE DOS "DIAMANTES NEGROS"?



Carlos José Santos(Biltro)
Esp.OPC
Sintra



Cumprimentando todos os camaradas, queria agradecer aos Comandantes do Blogue pela actividade e interesse cada vez maior que o mesmo vai tendo, e, em seguida ao Vítor Sotero, que lá vai desencantar ao fundo do Baú estes arquivos que fizeram a história dos nossos vinte anos.
A Festa de Natal do GDACI 2007, Unidade da qual eu fazia parte por ser Operador de Comunicações, destacado na DIRECÇÃO DE SERVIÇO DE INSTRUÇÃO, na Fontes Pereira de Mello, (às Picoas) e, como sabiam que eu estava ligado aos Diamantes Negros pediram-me para fazer parte do elenco.

Legenda:O Conjunto Diamantes Negros,actuando no Baile da Camélias no dia 19 de Março de 1966.Da esqª/dirª.Luis Cardoso,Carlos Rodrigues,Carlos Henriques,Henrique Max(filho do Max),já falecido e (eu)Carlos Santos.

Legenda:
O conjunto musical"Diamantes Negros",antes da sua actuação.

Destaco a disponibilidade da D.Hermínia Silva que depois de actuar para o Natal dos Hospitais (em Directo TV), onde naquele tempo era peça fundamental, foi para Monsanto já quase noite, actuar e, ainda levou o seu filho, também ele fadista amador, que cantava bem, mas tinha uma licenciatura e, só cantava em festas de beneficência. Veio a morrer de doença incurável, ainda antes da mãe.
O Sotero diz que embarcámos no Uíge em 28 de Fevereiro de 68, é de somenos importância, mas para rigor da verdade embarcámos em 28 de Janeiro de 68, e chegamos a Luanda 13 dias depois.
Dessa actuação no GDACI, destacar que pensei eu e a minha mulher que foi comigo, ser o último dia das nossas vidas, o motorista tinha carta militar, com 3 dias! Era um moço que nunca tinha saído praticamente do quartel, não sabia o caminho para Sintra veio trazer-me a mim e à minha mulher num Willis, com capota de lona entrava frio por todos os lados, luz no leep era como um candeeiro a petróleo, era ainda a antiga estrada Lisboa - Sintra, para quem se lembra sabe como era, e no meio daquela euforia toda, o condutor já vinha alegre, que susto!!!
Sobre a Festa esta não foi a única que os Diamantes colaboraram para a FAP, pois actuámos também no AB1, e na BA1, porque nós somos todos Sintrenses, e o pai de um nosso elemento (o Capitão Branco), pediu para irmos lá tocar a esta última numa festa no verão de 1967. No AB1 lembro-me que a festa também metia a Banda da FAP, o ano é que já não me lembro nem o motivo, mas parece-me que tinha a ver com o Natal ou algo lá perto porque foi no Inverno.
Era giro ter fotos desses acontecimentos, mas não tenho!
No AB3 as festas nos Clubes tanto de Sargentos como de Oficiais, e até no dos Especialistas estas menos, porque era dentro da Unidade e, nós não tínhamos lá as nossas caras metade, mesmo assim actuámos lá, desta feita com OS GÉNIOS do AB3.
Já na Vila do Negage, onde se situavam os Clubes de Sargentos e de Oficiais, tocámos várias vezes, especialmente no Clube de Oficiais, que tinham na esposa do nosso Comandante na altura, o Exmo. Senhor Ten. Cor. Pil Av. Belo, uma grande entusiasta, e, organizava festas pelos Santos Populares, passagem de Ano, e uma ou outra data alusiva e, marcante. Lá íamos nós, tocar a custo zero, e todos felizes ao Clube de Oficiais, porque as festas eram sempre de arromba.
Desculpem se me estiquei, mas recordar um bocadinho, é viver!
Bem hajam.
Grande abraço
Carlos José P. Santos

VB.Que belos momentos de recordação nos trazes Carlos.
Era interessante que nos identificasses os elementos que compõem as fotos.

Voo 1814 MINAS DE MAVOIO





Olvidio Sá
Esp.EABT
Chaves


Minas do Mavoio

(SAGA IX)

Certa vez , ainda em Maquela do Zombo, um dia qualquer da semana à tarde,sou convidado pelo Sarg. da messe para ir visitar um quartel do exército, ao mesmo tempo que podia ainda, ver aquilo que se dizia na época (não sei se com fundamento) serem as maiores jazidas de cobre do mundo.
Já nos aguardavam pois o meu companheiro lhes anunciara a presença de mais outro, da F.A. Furriel Miliciano de Chaves, trajando ambos civilmente. Logo que lá chegámos fomos convidados para uma “taina” que consistia em comer assado um “burro do mato” o qual fora caçado na noite anterior. Porém, como não fomos só para comer fomos de visita ao quartel e uma das coisas que me chocou bastante foi ver uma senhora, branca, que com receio de perder o marido, o Sr. Alferes Milº que comandava o quartel, o seguira e vivia neste desterro cujo crime era o de amar o marido.
Antes que o assado estivesse pronto brindaram-nos com um desafio de futebol, com a particularidade de em ambas as partes laterais do campo de futebol, enquanto jogavam, os respectivos protagonistas depositaram a sua G-3 depois de municiada, ao mesmo tempo que, a quase totalidade dos assistentes, vigiava a mata próxima devidamente armados com a sua G-3 . Era todo este aparato em tempo bélico para nos impressionar dizendo-nos que estavam bem defendidos e que sabiam muito bem defender os seus convidados? Nunca o saberemos uma vez que não conheço ninguém deste aquartelamento, nunca mais lá fui, não sei para que lado de Maquela fica.
Outro facto que despertou em mim a curiosidade foi um engenho que fora feito no leito do pequeno regato que, segundo o relato de alguns soldados, em tempos não muito afastados produzira gelo. Estávamos então em frente de uma rudimentar máquina de solidificação da água. O autor ou autores deste mecanismo nada se sabe dele ou deles, sabemos que quando vieram para cá os militares em questão, já cá estava assim como hoje se encontra o formidável aparelho, cumprindo os nossos soldados o dever de entregá-lo como eles o receberam.

Um braço para todos os companheiros “Zés”

Aquele tão especial quanto estes do:

Olvídio

Especial Eabt 1ª de 66

N´gage Angola (De 13/05/ 67 a Março de 74


Voo 1813 CANTANHEZ 4




António Dâmaso
Sargº.Mor Paraqª.
Azeitão







CANTANHEZ 4

FORMIGAS GIGANTES

Na Operação Tigre Poderoso, 4.º período, que foi 19FEV/4MAR73,estava a minha Companhia CCP 121 destacada na zona do Cantanhez, mais concretamente em Caboxanque, um dia pela manhã, estava em Caboxanque, ouvi um forte tiroteio e rebentamentos para os lados de Cadique Iala onde estava a CCP123, liguei o rádio, como era perto do outro lado do rio Bixanque, ouvia-se nitidamente todas as transmissões efectuadas, não tardou nada, comecei a ouvir as granadas dos obuses de Cufar a zunir por cima da minha cabeça destinadas ao local da contenda.
Quanto percebi na altura, tinha ficado um bigrupo de noite junto das máquinas que andavam a construir a estrada entre Cadique e Jemberem e de manhã, um bigrupo de Guerrilheiros do PAIGC resolveu atacar embora o Bigrupo da CCP 123 que estava no terreno tivesse a situação controlada, com a chegada das viaturas com os trabalhadores e da tropa para render os que lá estavam, os guerrilheiros do PAIGC, ficaram entre a CCAÇ 4540 que ia render a CCP 123, foi mais ou menos isto que percebi na altura e que mais tarde me contaram, no entanto, não quero afirmar nem informar que as coisas se passaram mesmo assim.
Nesse mesmo dia, na parte da tarde, fomos heli-transportados para Cadique , passamos lá a noite, houve alguma confraternização com os elementos da CCAÇ 4540 que lá estava, bivacamos na zona deles, eu tinha lá um conterrâneo que era enfermeiro dessa Companhia só vim a saber que tínhamos lá estado ao mesmo tempo quando falamos da guerra, já no emprego no Hospital Concelho de Odemira.
Nessa noite, eu tinha no meu pelotão um “marafado” Algarvio dos Olhos de Água, Albufeira que era pescador (uma espécie de Zezé Camarinha) e fomos ter com uns conterrâneos dele da CCAÇ 4540, à procura de polvo seco, tinham algum que nos encarregamos de dar conta, mas naquele convívio o que me impressionou pela positiva, foi a veia poética daqueles rapazes aparentemente simples, que me fizeram lembrar do poeta do Povo António Aleixo.
Obras na Construção da estrada Cadique- Jemberem (foto H BCP12)
Pela manhã fomos de viatura até ao local das obras de construção da estrada, depois apeados, embrenhamo-nos na mata pelo lado direito da estrada em direcção Jemberem tal como a foto documenta, andamos o dia todo e à noite ficamos na mata.
Como sempre, depois de as sentinelas terem deixado um Guerrilheiro entrar no círculo, dormia com um “olho fechado e outro aberto”.
Estava luar aqui e ali entrava uma nesga de luz por entre as copas das árvores, que eram abanadas suavemente por uma ligeira brisa, dois militares quebravam o silêncio da noite característico da mata, parecia que estavam a ressonar ao desafio, se o ruído produzido pelos roncos se tornasse mais alto, lá estava a sentinela que estivesse mais perto a entrar em acção para os acordar.
De repente oiço uma restolhada, de inicio pensei tratar-se de algum animal que andasse por ali, mas o ruído continuou a aproximar-se cada vez mais, até que me sentei com a fiel amiga (arma) nas mãos, vejo milhares de bicharocos aproximarem-se, parecera-me formigas gigantes, maiores que gafanhotos, pensei que ia ficar sem a “bucha” para o outro dia, mas tal não aconteceu, passaram por nós, desviaram-se, e lá continuaram a sua marcha, não sabia da existência de formigas tão grandes, a mim pareceram-me formigas, mas se não eram formigas, que bicharoco se deslocaria assim em fila durante a noite?
No dia seguinte regressamos e não tivemos nenhum encontro imediato a não ser com as formigas, como não comentei o assunto com mais ninguém, fiquei sem saber se mais alguém as viu, as sentinelas se não estavam a dormir de certeza que as viram.
Antes de escrever este texto pesquisei na Net, fazem referência a formigas gigantes, a mim pareceram-me anãs comparadas com as que eu vi.

Saudações Aeronáuticas

Dâmaso

VB:Depois desta sua transferência de unidade civil,cá temos de volta o Dâmaso.
Esperemos que agora com as "Trochas de Azeitão"estejas mais fortalecido para manteres a assiduidade dos teus voos conforme nos habituaste.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Voo 1812 DC 3 (DAKOTA) QUE GRANDE MÁQUINA.





António Loureiro
Fur.Mil.PA
Figueira da Foz




Dá-me licença senhor Comandante
DC-3 - GRANDE MÁQUINA


Dá-me licença senhor Comandante
Ao ver a primeira fotografia "sorripiada" pelo nosso camarada Ramos, dum DC-3, fez-me vir à ideia um episódio passado no interior duma dessas infernais máquinas voadoras.

Legenda: O DC 3,Dakota,estacionado na placa da BA 12,Bissalanca.
Foto:Costa Ramos(direitos reservados)

Um pequeno grupo de "Conselheiros" ( chamam cada nome às coisas ) embarcamos de Gweru - Rodésia para Kinchasa, fazendo escala por Lumbumbaxi - Rep. Democrática do Congo, onde chegamos já de noite.
O avião, ultra-velho, pilotado por 2 belgas, era de carga, aproveitando nós os poucos espaços disponíveis para nos sentarmos ou deitarmos em cima dos caixotes.
Como o pessoal andava na ordem dos vinte e tal anos, aquilo era uma "festa", apenas o nosso amigo Quintino, enjoado que nem um porco, dizia mal da sua vida e desesperado de tantas vezes ter feito o percurso para o que chamavam WC, último recato ao fundo da aeronave, para deitar fora os ácidos esverdeados que o faziam chorar, a determinado ponto não aguentou mais e, estando marimbando-se para si e para os outros, ajoelhou e começou a pedir a Deus e todos os santinhos que fizesse cair o avião para se livrar daquele sofrimento.
O pessoal quase que lhe batia e não sei se ficou algum nome bonito para lhe chamar, mas ele não queria saber disso para nada e lá estava com as mãos levantadas na sua súplica.
Para o chamar à razão, houve logo quem se prontificasse a abrir a porta para ele se mandar do avião para fora, mas isso, como é evidente, era só acção psicológica.
Quando chegamos ao aeroporto, lá estava a limousine à nossa espera, uma camioneta de carga para nos transportar para o que na tabuleta chamavam pomposamente de Hotel.
Como não havia luz, se calhar era mesmo assim, lá nos indicaram um corredor onde estavam os quartos, à luz dos isqueiros, logo constatámos que aquilo era uma imundice pegada e nem o camuflado tivemos coragem para tirar e tentamos descansar qualquer coisa porque no dia seguinte a viagem continuaria.
Não tardou muito para o alvoroço se instalar, logo que os percevejos detectaram sangue quente, fizeram um ataque cerrado às suas "presas", apenas dominados por o que havia de papel transformados em archotes e às chamas dos isqueiros, mas foi sol de pouca dura, porque a segunda linha avançou de imediato e tivemos que abandonar as instalações, vindo-nos deitar no passeio e por onde calhava, era preferível sermos picados pelo mosquitos do que mordidos pelos percevejos.
Pela manhã, embarcámos outra vez no DC-3 para seguir viagem, desta vez o pobre Quintino, embora abalado, portou-se melhor.
Chegados ao aeroporto de Kinchasa, nova situação embaraçosa, aos pares, eu e o meu amigo Oliveira fomos os primeiros a passar pela "sanidade" onde um enfermeiro, depois de consultar os nossos certificados internacionais de vacinação, disse que não estavam em dia e, por mais que lhes disséssemos que ele estava errado, não adiantou, e foi à vitrina buscar uma grande seringa que encheu com um líquido qualquer.
Acagaçado, em português, lá disse ao Oliveira, oh pá olha que esse gajo vai-nos espetar, temos que fazer qualquer coisa e aproveitamos enquanto ele estava a tirar o ar da seringa para meter 10 zaires cada um dentro do certificado e insistir com ele para ver melhor, por fim ele lá cedeu, retirou o dinheiro, meteu o líquido na pia, pôs o carimbo, assinou e todo sorridente entregou-nos os documentos desejando-nos boa estadia.
Agradecemos também "simpáticamente" e passamos logo a palavra ao pessoal e tudo acabou em bem com o enfermeiro com a carteira recheada.
Enfim, é a vida.
Um abração a toda a Linha da Frente.

Voo 1811 O EVENTO DA SERRA DO CARVALHO.







Costa Ramos
Esp.MMA
Coimbra


Caros comandantes
Em complemento ao voo 1808,informamos:
Caros colegas, associados e amigos
Como deverá ser do vosso conhecimento vai realizar-se no próximo dia
11 de Julho o evento da Serra do Carvalho.
Nada se alterou em relação a anos anteriores, assim a Força Aérea terá a responsabilidade de tudo o que se relacionar com a missa campal, ao Núcleo de Coimbra caberá a realização do almoço convívio.
Nesse sentido estamos a contar com a tua presença e assim solicitamos que com a maior urgência nos confirme a tua presença e o número de pessoas para o referido almoço.
Aguardamos pois a tua comunicação URGENTE
José Gomes cgrafico@sapo.pt - TM 964061497
Costa Ramos costaramos20@hotmail.com - 963608954
Armando Seguro armandosseguro@hotmail.com - 931752920

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Voo 1810 O FERNANDO MOUTINHO BAIXOU AO HOSPITAL.



Fernando Moutinho
Cap.Pil.
Alhandra



VB:Caríssimos Companheiros.
Visto à já algum tempo o Fernando Moutinho não aparecer no nosso "espaço aéreo",hoje mesmo chamamos por ele com a finalidade de nos informar da sua localização.
Acaba de nos informar que está hospitalizado desde o dia 8 de Junho, vitima de uma Pancreatite.
Está a contar sair por estes próximos dias.
É isso mesmo Fernando, um operacional como tu não pode estar muito tempo parado, tens que retomar os teus voos, pois acredita que já temos saudades de te ver aterrar nesta base.
Em nome do Comando e de toda a LINHA DA FRENTE, desejamos-te um rápido restabelecimento.
Um abraço.

VOO 1809 A BA 12 EM NOTÍCIA NA REVISTA "MAIS ALTO" DE MAIO.






Costa Ramos

Esp.MMA
Coimbra



Meu caro Comandante e respectivos nº's 2
Depois da conversa que tive contigo,não resisti em "roubar" estas fotos aos nossos camaradas do Mais Alto,pois elas também fazem parte da nossa memória passada e que deve ser passadas para o futuro,pois é e será sempre nele que se alicerça a continuação.


Duas delas são espetaculares,a entrega de um JU52 ao "Portugal dos Pequenitos"




o

VB. Fomos alertados para o facto de a "Revista MAIS ALTO",na sua edição de Maio,ter publicado notícias alusivas à BA 12,Bissalanca.
Tal situação constituía para nós uma novidade visto existir uma escassez de informação relativa ao espólio desta unidade,isto para além do que cada um de nós que lá esteve possa possuir.
Ligamos ao Costa Ramos que,como é seu apanágio,de imediato foi procurar a referida revista e nos enviou as fotos são as notícias nela publicadas e que inserimos neste "voo".
Obrigado Costa.

VOO 1808 A NOSSA HOMENAGEM.

Companheiros.
Recorde-se que foi no fatídico dia 1 de Julho de 1955, por ocasião dos festejos do Dia da Aviação que o trágico acidente ocorreu. Oito dos doze aviões, que compunham a formação comandada pelo Capitão Rangel Lima, chocaram na Serra do Carvalho, ficando despedaçados e os corpos dos infelizes aviadores reduzidos a pequenos fragmentos. Eram 10 horas da manhã quando tudo aconteceu.
Perpetuando a memória dos pilotos falecidos, foi erigido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares,um monumento no local do acidente, assinalando um acontecimento que deixou a Força Aérea, as famílias e o país envolto num manto de luto.




Morreram no acidente os seguintes pilotos:



Tenente António Albino Rocha Mós, de 26 anos, de Lisboa;
Alferes Henrique Ferreira Pinto Howell, de 25 anos, de Leça de Palmeira;
Alferes Alfredo Fernandes Ventura Pinto, de 25 anos, de I.ageosa, Tondela;
Alferes José Nobre Guerreiro Bispo, de 25 anos, de Odemira;
Sargento Fernando da Silva Santos, de 25 anos, de Tomar;
Furriel Diniz Lopes Alves Martins, de 24 anos, de Rossio ao Sul do Tejo;
Furriel António Carvalho, de 24 anos, de Cabeceiras de Basto, residente em Maceira
Furriel Danilo Martins da Fonseca, de 21 anos, de Lisboa.

VOO 1807 "MEMÓRIAS"COM GLÓRIA OU UMA "ATERRAGEM A DOIS".





Victor Sotero

Sargº.Môr EABT
Damaia



Meu Comandante:
As minhas saudações Aeronáuticas ao "Comando", à "Linha da Frente" e a todos os "Zés" que por aqui nos visitam.
A mais de quarenta anos de distância, lembrei-me de uma das grandes festas que se organizaram no G.D.A.C.I.-Comando.
Era a festa de Natal que o Comando oferecia no ano de 1967.
Constituída uma comissão organizadora entre alguns sargentos e muitos "Zés", eis que nos aproximamos a passos largos para o dia 22 de Dezembro.
No dia 21, ultimavam-se os preparativos :
Um palco feito numa sala, luzes, som!...
Demonstravam os "Zés" ser capazes das múltiplas facetas a que está sujeita uma "obra".
No dia 22, pela tarde, no Comando do GDACI, um movimento desusado.
Crianças enchendo a parada. Fardas movendo-se numa extraordinária azáfama.
Um estranho fluxo de viaturas na Porta de Armas.
Um...dois...três!
Os altifalantes anunciavam:
Começava a festa de Natal.
No palco, brilhavam já a riqueza folclórica.
O Fandango Ribatejano, o Corridinho Algarvio.
Bailados do Restaurante Ribatejano.
Foi digno de se ver esses rapazes e raparigas ainda tisnados pelo Sol deambulando pelo palco numa manifestação extraordinária de alegria e policromia, que seria o "pendular" de uma série de artistas que desfilaria logo após.
Hermínia Silva, que fez esquecer o fadista António Rocha, eleito recentemente o "Rei do fado", mas que mesmo assim, galvanizou a plateia.
Maria Valejo que com a sua figura escultural fez "abanar" a assistência".
Não me lembro, por mais que tente, se o Gabriel Cardoso também actuou. (fica para o Biltro que fará o favor de fazer as devidas correcções).
Também não me posso esquecer que a noite dançante foi ao som do conjunto "Diamantes Negros", esses rapazes de Sintra onde o baterista era o nosso conhecido, "Zé" Biltro.
Estes rapazes tinham estado em gravações para os lados da Estrela, na Rádio Voz de Lisboa , mas ao cair da noite, lá estavam no GDACI para a sua actuação.
Cabe aqui dizer que a sua música de inspiração eram os Beatles.
Sendo um conjunto "amador", era dos melhores para a época.
...E não eram poucos!
Profissionalmente, o melhor, quanto a mim, seria o conjunto "João Paulo".
A estes, o Estado deu-lhes umas fardas, divisas de Furriel e galões de Alferes.
Mandou-os para o Ultramar. (dar música à tropa!...)
O Biltro, embarcava para Angola no dia 28 de Fevereiro de 1968, já casado.
Foi no paquete "UÍGE" que o conheci e com ele convivi.
A partir daqui, resta-me pedir ao "Biltro", também conhecido por "Cainhas", alcunha que foi buscar a seu pai, que faça a continuação da noite dançante.Tem, julgo eu, motivos que o farão recordar este dia 22 de Dezembro de 1967.
Para o "Comando", a linha da Frente" e os "Zés" que nos rodeiam, as minhas saudações Aeronáuticas.

Até breve.

Sotero

Nota.:-De todos os edifícios que compunham o GDACI, apenas resta de pé o edifício do Comando e o edifício que servia de oficinas electrónicas.
No edifício do Comando, o primeiro andar serve de sala de estar e Clube de Oficiais.
No Rés do chão, sala de estar e Clube de Sargentos.
O edifício das oficinas de electrónica, serve de Clube Geral.
Sob o parque de jogos, todo remodelado, existe um amplo parque automóvel.
No local onde se praticava "tiro aos pratos", há agora um enorme BUNCKER de dois andares à prova de "qualquer coisa".
Uma enorme central eléctrica. O Coração da Defesa Aérea.

VOO 1806 AS NOSSAS RELÍQUIAS (I)

Companheiros,
Coincidindo com o 58ºAniversário da nossa Força Aérea, damos hoje inicio a um ciclo de publicações sobre historial de alguns tipos de aeronaves que equiparam e equipam a Força Aérea Portuguesa.
Assim começamos pelo primeiro avião a jacto que entrou ao serviço da Força Aérea Portuguesa,na Base Aérea nº2,na Ota em Setembro de 1952.

DE HAVILLAND VAMPIRE


Especificações Técnicas


CREW

1

MOTOR

1 x DH "Goblin D.Gu.2", 13.7kN

PESOS

Descolagem

3890 kg

8576 lb

Peso Vazio

2890 kg

6371 lb

DIMENSÕES

Envergadura

12.2 m

40 ft 0 in

Comprimento

9.4 m

31 ft 10 in

Altura

2.7 m

9 ft 10 in

Wing area

24.7 m2

265.87 sq ft

PERFORMANCE

Máxima Velocidade

869 km/h

540 mph

Range w/max.payload

1175 km

730 miles

ARMAMENTO

4 x 20mm canhões


Tinham como missão preparar os futuros pilotos de novos aviões de reacção que a FAP se propunha comprar.
A sua vida foi relativamente curta devido à pouca utilização que lhe deram e assim terminaram a sua vida entre nós em 1962.

Neste contexto, trouxe a De Havilland a Portugal, e a convite deste, um DH100 Vampire para 4 dias de demonstrações de voo, para avaliar das potencialidades e interesse de vir adquirir o mesmo modelo para a aviação militar, no caso, a Arma de Aeronáutica do Exército.
Desta forma, a 14 de Julho de 1950, um De Havilland Vampire F.B.5, registo RAF VZ831, pilotado por John Derry, parte do aeroporto de Hurn, em Londres, rumo ao aeroporto da Portela, em Lisboa, efectuando um voo directo onde chegou depois de 2 horas e 14 minutos, tendo percorrido uma distância de 1.452 kms, a uma velocidade média de 651 km/h.
A principal demonstração de voo teve lugar apenas no dia 17 de Julho, após o que o aparelho se dirigiu para a Base Aérea de Sintra. A estas demonstração e seguintes, assistiram diversas entidades aeronáuticas civis e militares portuguesas, de onde se destaca a presença de ministros, como o da Guerra, Comunicações, Marinha, e do Interior, bem como diversos Adidos Aeronáuticos, para além de inúmeros militares.
Havia que experimentar a máquina pelos nossos “Gloriosos Pilotos”,como tal ,nos dias seguintes, o "Vampiro" tinha aos comandos pilotos portugueses, da Arma de Aeronáutica do Exército, nomeadamente o Tenentes Hildo Faria de Queiroz, que efectuou um voo de 36 minutos , e o Tenente João Zorro Rangel de Lima, a 18 de Julho.

Como este "Vampiro" era monolugar, a formação foi dada com os pés assentes no chão, mesmo assim os dois pilotos da Aeronáutica Militar puderam experienciar o voo com este aparelho, e sobre o qual teceram os mais escancarados elogios à sua performance. Desde logo se destaca que, a formação de voo para os pilotos portugueses foi dada pelo piloto da marca, e a largada a solo muito simples, pelo que rapidamente os pilotos aprenderam as necessárias diferenças e o puderam experimentar em manobras diversas, desde a descolagem subindo rapidamente aos 12.000 pés, à perda, loopings, "Immelman", "tonneaux", e outras que não descreveram, chegando a acelerar até a Mach 0,72!
Nas palavras do Ten. Rangel de Lima, à Revista do Ar, quando questionado sobre a sua impressão do voo "Vampire", refere que «Um motorista... que toda a sua vida tenha guiado uma D. Elvira velha, sem mudanças sincronizadas, cheia de ruídos e em seguida, pegue num moderno automóvel de luxo, sente a mesma sensação que eu senti quando comecei a ganhar altura no "Vampire".»
Na manhã do dia 19 de Julho, John Derry volta a fazer uma demonstração de voo, terminando com isso os quatro dias passados em Portugal, e na tarde desse mesmo dia, realiza o voo de partida,ou seja, Lisboa à base da De Havilland em Hatfield, percorrendo uma distância de 1600 kms, a uma velocidade média de 717 km/h, tendo atingido a costa inglesa após 1H57M de voo.
As conhecidas alterações à estrutura das Forças Armadas, nomeadamente com a criação em 1952 da Força Aérea Portuguesa, que aglutinou e fez extinguir os ramos de aeronáutica da Marinha e Exército, tomaram um rumo diferente no que concerne á aquisição de aparelhos a jacto, pendendo a opção de então por um aparelho norte-americano, o Republic F-84 Thunderchief. Ainda que, como se sabe, tenham sido adquiridos em 1952 dois DH115 Vampire T.55, para a conversão de pilotos, que não tiveram grande uso.