quarta-feira, 23 de junho de 2010

VOO 1797 O RECONHECIMENTO DA ADFA.






Manuel Lanceiro

Esp.MMA

Lisboa




Barata,

Em complemento ao 1791 enviado pelo Nuno Almeida "Poeta", anexo uma reportagem do Correio da Manhã com o título "Nunca nos Deixaram".


Como o Poeta mostra nas fotografias que anexou, esteve presente um grupo de Especialista, e duas Enfermeiras a Giselda e a Piedade, foi com muita emoção e com muito orgulho que assistimos à cerimónia.
É por isto que continuo a dizer

FORAM:
-22 Meses do melhor da minha mocidade.
-Muitos amigos.
-Muitos copos.
-Muitos bons bocados.
-Muitos sustos.
-Grande privilégio de fazer parte da família "ZÉ ESPECIALISTA"
-Muita honra de pertencer à Esquadra 122
-Um orgulho enorme de ser da linha frente dos "Canibais"

Saúde e sorte para todos
Um abraço
Manuel Lanceiro

Voos de Ligação:
Voo 1791 Homenagem da Assoc.Deficientes das Forças Armadas à Força Aérea - Nuno Almeida

VB: Bom Dia Manel,só quem te não conhecer pode duvidar do que nos dizes,és um verdadeiro ZÉ ESPECIAL!
É bonito e emotivo este tipo de reconhecimento por parte da ADFA,aqueles a quem ainda conseguimos que,independentemente do seu grau de incapacidade, permaneçam junto de nós.
OBRIGADO ADFA!

VOO 1796 A NOSSA BANDEIRA (I)






Victor Sotero
Sargº.Mor EABT
Damaia



Todos sabemos que a nossa Bandeira é o sagrado e venerável símbolo da Pátria.
Por isso é credora das máximas honras e dos maiores sacrifícios. A nossa Bandeira foi sempre objecto de fervoroso culto e já os romanos guardavam, zelosamente, as suas insígnias nos grandes templos.As hostes do Egipto, quando partiam para a guerra, levavam os emblemas dos seus deuses ou o leque de penas brancas do faraó.Mais tarde, na bandeira de Tebas, apareceu a esfinge.
Séculos decorridos, começaram a usar-se as bandeiras de pano.
Licurgo, deu à Grécia a sua primeira bandeira. Nesse país, adoptaram-se como símbolos, figuras de deuses, heróis mitológicos, animais fabulosos.
Na idade média, cada senhor feudal desfraldava um pendão privativo, com as suas cores e a sua divisa.
As dimensões variavam, segundo o grau da estirpe.
Em Espanha, Afonso, o sábio, regulamentou o uso da bandeira, dada a sua extraordinária
diversidade de guiões,estandartes,galhardetes,pendões,etc.,que existiam então.

Em Portugal, a "Bandeira das quinas", que tremulou em mil combates e percorreu triunfante, os mares conhecidos e desconhecidos, de um extremo ao outro do Mundo, sofreu muitas modificações, nos longos séculos de História da nossa Pátria.
Não cabe no âmbito desta sucinta resenha, estudar a sua evolução, motivo porque me limito a apresentar a nossa bandeira actual.
Em cerimónias, a Bandeira Nacional quando desfila ou é içada, os cidadãos presentes devem tomar uma atitude de respeito, colocando-se de pé, descobrindo-se os homens que usam chapéu; os militares perfilam-se em continência, assumindo todos uma postura digna como sinal exterior de consideração e afecto aos valores patrióticos que se identificam com o Símbolo Nacional.
Meu Comandante:
Para o "Comando", a "Linha da Frente" e os "ZÉS" que nos visitam, as minhas saudações Aeronáuticas.

Até breve

Sotero

terça-feira, 22 de junho de 2010

VOO 1795 QUEM TEM ESTA FOTO?






Costa Ramos
Esp.MMA
Coimbra



Caro Victor Barata
Há dias, solicitei-te, se algum camarada da 1ª/63 3ªEsq,3ª Secª, teria a foto de família, como a que está no Vôo 1792 ATENÇÃO DOS FAMILIARES DA 1ª/66.
Caso haja alguém e a quiser partilhar,ficava-lhe muito grato.

VB.Amigo Costa,lamento mas apenas e só recebemos este teu voo?!...
É melhor veres na "caixa negra" o que tens lá registado.
Qualquer das formas,aqui fica o teu apelo esperando por benemérito.

VOO 1794 A VISITA DO MANUEL BASTOS AO DENTINHO.



Manuel Bastos
Fur.Mil. Op.Esp.(Exército) ADFA
Coimbra


José Dentinho - Quando o corpo é uma prisão

Entrevista para o Jornal Elo da ADFA

O Dentinho tem 65 anos. O Dentinho é tetraplégico há 44, há uma vida inteira. Tanto que, durante toda a conversa connosco nunca reviveu uma única memória anterior ao acidente que em terras de Angola, durante a Guerra Colonial, o privou de quase todos os movimentos e o condenou à prisão perpétua dentro do próprio corpo, como se antes disso a vida que

viveu já não fosse sua.
No quarto, para além de uma televisão, de uma aparelhagem estéreo e de algumas fotos nas paredes, um crucifixo e uma imagem da Virgem de Fátima.
Lá fora, na viagem para aqui, sob o sol de Maio, fiadas intermináveis de crentes que receberam a graça da Virgem de Fátima cruzaram connosco enquanto pagavam, passo a passo, cada milagre recebido. Mulheres pelos seus homens, homens pelas suas mulheres, mães pelos seus filhos, a caminho da Cova da Iria. E ali a dois passos de nós uma velhinha, que já não pode dar um passo sob o peso dos seus 81 anos, parece desmentir as virtudes da fé.
Que terá feito para não ter merecido a graça de receber o seu filho de volta como o conhecera? Não acredito que não tenha pedido fervorosamente, a julgar pela imagem da Virgem num lugar de destaque.
– A minha mãe sofreu muito, sofreu muito.
Que me desculpem os muitos religiosos mas eu recuso-me a aceitar que esta mãe tenha feito alguma coisa a menos ou a mais, que todas as outras que seguem hoje para Fátima, para ter merecido a indiferença da Virgem.
Mas não façam caso, é difícil evitar a ingenuidade dos lugares-comuns ou a blasfémia fácil perante os grandes dramas da vida. E a verdade é que estávamos ali perante um dos mais difíceis de tolerar.
Um jovem, que me atrevo a dizer que era bonito, a julgar pelas fotos na parede, num instante da sua vida, num átimo da sua existência, tem um acidente e perde o controlo do seu corpo para sempre, e passa por uma via-sacra de incompetências e de indiferenças que parecem não ter parado nunca; nem agora no Portugal que acrescentou a sua estrelinha à constelação da bandeira europeia.
– Primeiro mandaram-me para ortopedia onde eu me feri todo, e só mais tarde é que descobriram que o meu caso deveria ser tratado no serviço de Neurologia. Depois um braço caiu-me contra a parede, eu não sentia nada, que até estive algum tempo em coma, e apanhei uma artrose no cotovelo e fiquei sem poder mais mexer o braço. O outro braço que estava melhor, uma enfermeira ao virar-me fez-me outra artrose no outro cotovelo.
Passados uns anos fiz novamente exames à coluna e disseram-me que se eu tivesse sido logo operado que era capaz de ficar até, não se diz a andar pelo meu pé; mas ao menos a comer pela minha mão, poderia ficar.
E agora acabaram com o Hospital Militar de Coimbra aqui a 40 Kms e como faço quando precisar de ajuda? Vou ao Porto? Há dias tive que ir ali ao Hospital dos Covões e deixaram-me lá mais de 24 horas sem me fazerem nada. Nem ao menos me deram um copo de água.
Preciso de ser visto, por causa das dores que agora sinto no abdómen, não são dores, é uma coisa horrível, mas agora tenho que ir ao Porto ou a Lisboa.
O Dentinho tem uma carta escrita para mandar à Ministra da Saúde, ao Primeiro-ministro e ao Presidente da República a pedir-lhes que não lhe tirem o Hospital Militar de Coimbra que lhe tem valido toda a vida. Só esperava que lhe déssemos as moradas certas para a carta chegar aos seus destinatários.
– Depois do acidente, alguma vez tiveste algum médico, algum psicólogo, alguém que te explicasse o que iria ser a tua vida futura e te preparasse para as limitações da tua deficiência?
– Não, nunca.
– Então como ficaste a saber que irias ficar imobilizado para sempre?
– Quando estava no Serviço 6, por causa de outros colegas que já lá estavam e que me diziam"Ó pá, olha que tu prepara-te, que isso nunca mais, nunca mais."
– Mas apesar de teres estado em Alcoitão, onde me dizes que te trataram bem e onde recuperaste um pouco, e de já teres estado num lar, preferes viver aqui na tua casa e com a tua família, não é verdade?
– A minha família tem-me ajudado muito e não quer que eu saia daqui mas a minha mãe já não pode das pernas. Sofreu muito, muito, e eu tenho que ir para o lar da Cruz Vermelha.
Mais tarde, quando regressávamos a Coimbra perante a beleza do Paúl de Arzila e da planura calma e luminosa do vale do Mondego, como não sentir o desejo de ser ave e voar para abraçar no voo todo aquele espaço ao nosso alcance?
Mas aquele espaço vibrante de luz e aparentemente sem limites, ao contrário do que seria de esperar, oprime-nos agora. Talvez por sentirmos a frustração de sermos tão limitados e indefesos. Sobretudo, depois de termos visto como um homem pode ver reduzido o seu horizonte aos limites do seu corpo.
José Dentinho, prisioneiro do seu próprio corpo, reduzido aos movimentos da cabeça e de dois dedos da mão esquerda dirigiu da sua cadeira eléctrica um negócio de venda de produtos agrícolas e um mini-mercado, durante muitos anos, até as escaras provocadas pela imobilidade física o terem feito parar recentemente.
– Eu em Alcoitão era bem tratado. Não é que não gostasse de lá, mas sentia-me inútil, aqui tratava das minhas coisas. Mas foi lá que aprendi a escrever com a mão esquerda numa máquina eléctrica e a assinar o meu nome e a dirigir a cadeira eléctrica.
Até há um ano, mais coisa ou menos, eu movimentava uns milhares de contos por ano com o meu negócio, fora a loja. E na loja sempre falava com as pessoas, agora por causa das fístulas não posso sair daqui e como não uso a mão começo a perder o movimento da mão.
Às vezes ouvimos algumas frases bonitas proferidas por alguns imbecis com protagonismo, que dizem que a liberdade é uma atitude e que a vontade de um homem tudo supera. Não é isso que sinto no fim daquilo que pretendia ser uma entrevista e acabou sendo uma lição de humildade face à nossa impotência perante a brutalidade da vida.
Despeço-me do Dentinho junto à barra da cama dizendo banalidades, porque seria inútil um aperto de mão e impossível um abraço, enquanto o Zé Maria e o Álvaro, mais ágeis de entendimento, se despediam do Dentinho com uma carícia no rosto, a única parte sobreviva do corpo que pode ainda reconhecer o afecto de um amigo.
À saída diz-me o Girão: "E às vezes ainda nos queixamos…"
E lá seguimos nós para a carrinha, o Girão e eu, envergonhados por termos apenas falta de uma perna.
Manuel Bastos

VB.Olá Manuel.
faz algum tempo que não temos qualquer tipo de comunicação,mas nem por isso a nossa amizade foi abalada.
Mais um trabalho notável que fizeste para juntar a tantos outros que possuis.
Ao ler esta tua entrevista,fui obrigado a recuar uns dias no calendário e reler discursos "bonitos" lidos no 10 de Junho...
Um abraço Manuel

VOO 1793 QUEM PODE AJUDAR A MARIA DO CARMO?







Aníbal dos Santos Martins
Fur.Mil.Paraqª Falecido em Combate na Guiné





VB:
A Maria do Carmo,é irmã de um camarada Paraqª.que tombou na defesa da Pátria nas matas da Guiné. Procurou-nos através do mail que nos enviou,nestes termos:

Data: 4 de Junho de 2010 Hora:23:29, Maria Carmo loureiro

Sou irmã de um para-quedista morto em combate na Guiné. Gostava de saber se os Paraquedistas têm algum álbum de fotografias com os militares que deram a vida ao serviço da Pátria.
Já consegui ver um video em memória desses para-quedistas, mas será que posso enviar mais fotografias do meu irmão? Gostava de contribuir para eternizar o seu nome.
Ele esteve na base nº12- Bissalanca entre Outubro de 1971 a Dezembro de 1972.
Não sei bem se este é o site ao qual me devo dirigir.
Gostava de ter uma resposta.
Obrigada

VB:No dia seguinte,dirigimo-nos pela mesma via à Maria do Carmo assim:

Data: 5 de Junho de 2010 Hora: 23:10
Especialistas da BA12


Cara Amiga Maria do Carmo.
Somos da mesma família que o seu falecido irmão,como tal é uma HONRA muito grande para nós recordar esse nosso camarada que tombou ao serviço da Nação.
Terá que,a acompanhar as fotos que nos vai enviar,indicar os seguintes dados dele:Nome,naturalidade,posto,onde faleceu e algumas passagens que saiba da sua vida na Guiné.
Ficamos a aguardar.
Saudações Aeronaúticas
Victor Barata


Data: 14 de Junho de 2010 Hora:15:49
Maria do Carmo Loureiro



Agradeço a rapidez da sua resposta.
Eu já algum tempo que uso o meu tempo a ler as histórias sobre a guerra da Guiné na Net. Cada vez tenho mais curiosidade e memorizei os locais onde essa guerra, sem
sentido, foi mais cruel. E foi assim, o meu irmão Aníbal dos Santos Martins era Furriel Miliciano Pára-quedista , fazia parte da CCP 122, 4º Pelotão, faleceu após ter sido atingido por um tiro, na temível zona do Cantanhez, na sequência de uma operação chamada " Grande Empresa" a 16
de Dezembro de 1972. Sei que esta operação consistiu na recuperação do Cantanhez ao PAIGC. Gostava até de falar com algum ex-combatente que tivesse convivido com ele na Guiné, mas aqui nos vossos sites praticamente não há Para-quedistas, salvo um caso ou outro.Nessa altura foi-nos informado que ele tinha sido ferido numa emboscada, evacuado depois para o hospital militar de Bissau, onde veio a falecer.
Nós somos naturais de uma aldeia chamada Moita no Concelho do Sabugal Distrito da Guarda. Foi, principalmente na Guarda e no colégio do Sabugal que ele estudou até ir para a tropa. Era alegre e muito brincalhão.Sobre algumas passagens da sua vida na Guiné sei muito pouco, Sei que estava normalmente na base - Bissalanca - e que muitas, muitíssimas vezes ia para o mato em diversas operações, vivendo num perfeito inferno, mas a mim e à minha mãe ele nunca revelou nada do que sofrera. Sei que esteve algum tempo em Bafatá e que percorreu todo o
cenário de guerra da Guiné.Nasceu no dia 4 de Junho de 1949, faleceu com 23 anos, a 16 de Dezembro de 1972.
Para mim, parece que tudo isto, foi ontem, sem dúvida constitui o
maior trauma da minha vida.




Junto envio algumas fotografias tiradas no ano de 1972, mas não tenho
informação sobre o local. Algumas das fotos, o meu irmão está
acompanhado por amigos, mas penso que é fácil identificá-lo já que
também envio outras sozinho.
Obrigada

Maria do Carmo

VB: Pois bem Maria do Carmo,procuramos junto de Companheiros que serviram essa tão nobre arma que foi as Tropas Paraqueditas e chegamos à conclusão que o ideal será dirigir-se ao site
www.paraquedistas.com.
Apesar de o Manuel Rebocho já lhe ter fornecido elementos,julgo que será este fulcro da informação que pretende.

domingo, 20 de junho de 2010

VOO 1792 ATENÇÂO DOS FAMILIARES DA 1ª/66

Isaías Martins
Esp.OPC

Ponte Sôr


Na voltita que fiz ao site da BA12, que consulto de vez em quando, para recordar velhos tempos e na esperança de localizar amigos que se perderam, verifiquei que falta a foto da 3.ª Secção, da 3.ª Esquadrilha, da 1.ª incorporação de 1966, que vou enviar com o intuito de ajudar a completar este blogue.

Peço desculpa pela invasão. Pertenço ao grupo NANAMUE.

Um abraço,



Legenda:Foto de Família da 1ª/66 3ªEsqª.3ªSecª.

Foto:Isaías Martins

VOO 1791 HOMENAGEM DA ADFA À FAP...





Nuno Almeida

Esp.MMA
Lisboa



Camaradas e companheiros, aqui vão as fotos do encontro na BA1 onde a ADFA homenageou a FA, especialmente o pessoal dos hellis. Nesta homenagem, o Presidente da ADFA, José Arruda, enalteceu a relevância que os hellis e os seus tripulantes tiveram no resgate dos feridos, em zonas de teatro de guerra, contribuindo, assim, para salvar vidas que sem a celeridade da acção se teriam perdido.
O CEMFA agradeceu o reconhecimento da ADFA e notou-se o seu orgulho de ter pertencido à família dos hellis.

Legenda: Da esqª/dirª Simão Amaro,Manuel Lanceiro,Castro,Giselda,Poeta e um familiar do Simão.
Foto:Nuno Almeida "O Poeta"

Legenda:Da esqª/Poeta,Simão,Castro,Lanceiro,fam.Simão,Reis e Sérgio.
Foto:Nuno Almeida "Poeta"

Legenda:Aspecto geral da sala onde foi servido uma refeição.
Foto:Nuno Almeida "Poeta"

Legenda:Da esqª./dirª Poeta,Reis,Castro,Lanceiro,Giselda e Simão.
Foto:Nuno Almeida "Poeta"

Legenda:Lanceiro,Giselda,Simão.Reis e Castro
Foto:Nuno Almeida

VOO 1790 MENOS UM NO NOSSO EFECTIVO...






António Loureiro
Fur,Mil. PA
Figueira da Foz


Dá-me licença senhor Comandante

Através da msg 1788, lá fui sabendo da triste notícia, mais um camarada que "parte", infelizmente, assim será com mais frequência, a nossa geração, para "descanso" de alguns, marchará para o inevitável, todos, a seu tempo, marcharemos para o inevitável, restando-nos a consolação de que o livro tem a numeração aleatório e assim, pese a irritação que isso possa causar, não pode ser controlado, caso contrário, estávamos bem arranjados, este mundo estaria cheio de velhos ricos.
Que Deus dê paz à alma de mais este Combatente que voou mais alto, as minhas mais sentidas condolências.
Voltando um bocadinho mais atrás e reportando-me ao grito do nosso camarada Poeta, com quem, tenho quase a certeza que estive na BA3 aquando um incidente entre 2 hélios que colidiram no ar onde morreram todos os ocupantes, e mais tarde na Guiné, através deste querido blog, vim a saber do seu infortúnio e de toda a saga de sofrimento que daí adveio, sobre o discurso do camarada Dr António Barreto no 10 de Junho, não podia deixar de manifestar a minha mais profunda solidariedade a todos os membros da ADFA.
Eu faço ideia das mentiras e das falsas promessas que a "nossa" camada de "defensores" do POVO, que nunca tiveram o mínimo de intenções de cumprir, dos "barretes" que tentaram enfiar-lhes pela cabeça abaixo convencidos que estes heróicos combatentes eram uns trouxas, que são acéfalos ou no mínimo dementes.
Estou contigo camarada Poeta, não alimentem grandes ilusões alguns românticos bem "intencionados", de boas intenções está o inferno cheio, tenho 20 anos de tripulante de ambulância como voluntário da CVP e até às vezes essa me desilude, dentro daquele pequeno espaço ouvem-se gritos de desilusão e revolta como o teu, e que pena não poder dar mais nada do que a minha solidariedade e aproveitar para ouvir a quem tanto tem para dizer.
Enfim, nem todos entendem a mesma língua.
Um Abraço a toda a Linha da Frente.
António Loureiro

Voos de Ligação

Voo 1775 Só peca por tardia - Victor Barata
Voo 1777 Vale mais tarde que nunca - João Carlos Silva
Voo 1779 O Discurso do 10 de Junho - Nuno Almeida "Poeta"
Voo 1788 Partiu o Victor Condeço - Luís Graça

VOO 1789 MOVIMENTO AÉREO EM DIVERSOS PAÍSES-TEMPO REAL.






Fabrício Marcelino
Esp.MMA
Leiria



Caros comandantes desta aeronave e toda a tripulação da mesma. Como têm conhecimento, o site NavPT project, deliciou os entusiasta pela aviação durante uns tempos.Aí, como sabemos, podíamos seguir a rota dos aviões comerciais, ver modelo dos mesmos,a que companhia pertenciam,as coordenadas em que seguiam,a altitude, velocidade etc. Como as autoridades portuguesas entenderam que era perigoso,pois podia pôr em perigo a segurança aérea do país,obrigaram a fechar o site!
Há no entanto, outros sites, que não são portugueses.Mostram não só Portugal,como também parte da Europa.Um site é www.localizatodo.com.,a seguir abre uma página e é clicar em localizatodo, tem-se logo tudo o que se quer.Ao abrir esta página, na barra da esquerda podemos pedir aviões, barcos, telemóveis com GPS etc.Depois ao clicar em cima do Avião, aparece uma Linha de determinada cor.Seguindo a mesma, indica de onde vem e para onde vai.Indica igualmente as coordenadas e outros elementos atrás descritos.Dá para explorar mais coisas.
O outro site é casper aircraft tracking,ou casper.frontier.nl/.Este, quando se abre a página tem um barra do lado esquerdo onde podemos escolher o país que pretendemos ver o movimento aéreo,ou clicar em cima dos pontos brancos que estão a designar cada cidade da Europa.Se abrir uma barra do lado esquerdo que não mostre as cidades dos países a escolher,deve-se clicar onde diz: To view other airports visit our portal.A seguir abre a atrás referida. Só não consigo é o som em qualquer deles.
Deixo aqui a informação para os colegas que se possam interessar.
Um abraço
Marcelino

sábado, 19 de junho de 2010

VOO 1788 PARTIU O VICTOR CONDEÇO.





Luís Graça
Fur.Mil. (Exército)
Lisboa




A fatal e temível notícia chegou... no mesmo dia em que também morre outro grande ribatejano e português, o Saramago. Faz chegar à família do Victor (acho que a malta de Catió o tratavam, com toda a ternura, por Vitinho) a manifestação da nossa tristeza mas também da nossa solidariedade, enquanto seus camaradas da Guiné.
O seu funeral realiza-se amanhã,dia 20,ás 10:30h no Entroncamento

Victor Condeço
Fur.Mil. Armamento (Exército)

Entroncamento



VB:A notícia chegou-nos através do Luís Graça.
Mas de imediato soubemos que o nosso "Comandante" João Carlos Silva é primo do infortunado Victor que ainda chegou a dar o seu contributo a este espaço.
AO João Carlos,em nome do comando desta base e toda a "LINHA DA FRENTE" oe nossos pesamos.

VOO 1787 É VERDADE,MAIS UMA LACUNA DO COMANDANTE!





Arlindo Piriscas
2ºSargºMil.MMA
Feijó



Comandante Victor Barata,
o facto de estar aposentado permite-me apresentar-me a qualquer hora aqui na nossa Unidade e embora já tenha amanhecido, ainda não tocou a Alvorada, quero dizer com isto que já fiz a minha primeira visita ao nosso Blog com o objectivo de saber novidades, e tendo em conta a tua análise ao VOO 1784, pergunto a ti meu Comandante se estarei no grupo dos que não estão na lista dos " Operacionais da Linha da Frente ".
Um grande abraço para ti Comandante Victor e restante tripulação, extensivo a todos os operacionais desta Unidade.
Tenham um bom fim de semana.

VB: É verdade Arlindo,não constavas dos "Operacionais",imperdoável!!! Ainda estou à espera da "porrada" que o comando me vão aplicar com esta minha lacuna. As minhas desculpas,Piriscas.

VOO 1786 BRINCAR COM AS PALAVRAS.





Victor Sotero
SargºMor EABT
Damaia



Meu Comandante:
As minhas saudações.
Saudações também para a "Linha da Frente" e para todos os "Zés" que nesta Base aterram para nos visitar.

Vou escrever uma pequenina frase que um dia José Saramago disse:

"Não me falem da morte"

Esta, a minha pequena homenagem a um homem tão grande, independentemente da sua "religião".


Agora, tal como o Arlindo, dar os parabéns a esta tripulação pelos melhoramentos que se verificaram nesta Base Aérea.

De seguida, apresentar algumas palavras que me fazem "moer" a cabeça.


PENSE NISTO!...

CONTUDO----------------------------Já não falta "nada"?
TRIPEÇA------------------------------É uma "peça" em três actos?
BALÃO--------------------------------É uma "bala" grande?
BANQUEIRO--------------------------É um homem que fabrica "bancos"?
PNEUMONIA--------------------------É a mania de coleccionar "pneus"?
ANTILOPES---------------------------Não gostam do "Lopes"?
ANÃO---------------------------------É um ano grande. "bissexto"?
PRÉMIO-------------------------------É o nosso "pré"? (valia 500$00)
RODADO------------------------------Será um dado a "rodar"?
SARAMAGO---------------------------É um mago que "cura"?

Para o nosso 1º Comandante: VUVUZELA-------Nasceu mesmo em "Vouzela"?


Por aqui me fico meu Comandante e restante tripulação.
As minhas saudações ao Comando, á "Linha da Frente" e a todos os "Zés" que nos visitam.

Até breve.

Sotero

Nota.:-O relógio é lindo...

VB: Não Sotero,julgo que a VUVUZELA não tem nada com Vouzela,pelo contrário,isto é uma vila muito sossegada e calma.