domingo, 28 de fevereiro de 2010

VOO 1518 OS 25 ANOS DO NÚCLEO DE SETÚBAL DA AEFA - II


João Carlos Silva
Comando do Especialistas da BA12
MMA, 2ª/79, BA6
Sobreda

Companheiros,
Ontem, Sábado dia 27 de Fevereiro, na BA6 alguns antigos Cabos Especialistas (e famílias) da FAP e com organização do núcleo de Setúbal da AEFA tiveram visita guiada a algumas das aeronaves em serviço nesta base e participaram na sessão de apresentação do programa dos 25 anos deste Núcleo.
Após o encontro na Porta de Armas, fomos escoltados até ao edifício da Esquadra 751-Pumas "Para Que Outros Vivam", de seguida dirigimo-nos ao hangar da esquadra onde tivemos a apresentação do EH-101 Merlin pelo 1º Sargento Matias, operador de sistemas.

Legenda: Visita guiada ao EH-101 pelo 1º Sargento Matias
Foto: Joaquim Condeço (direitos reservados).
Embarcámos nos autocarros da base e seguiram-se o C-295 e o C-130.
De regresso à Esquadra 751, fomos confortavelmente instalados na sala de Briefing onde o Presidente do Núcleo, Joaquim Condeço, nos apresentou o Programa dos 25 anos.

























Legenda: Programa dos 25 anos do Núcleo de Setúbal da AEFA.

Após esta apresentação, foram dirigidas algumas palavras pelo fundador do Núcleo, Adelino Mósca, e teve lugar a "condecoração" ao Cabo Adjunto Branco com o símbolo da AEFA, o Cabo mais antigo da BA6 e que sempre nos acompanhou durante o dia, fazendo as "honras da casa".


Legenda: O Joaquim Condeço colocando o símbolo da AEFA na farda do Cabo Adjunto Branco.
Foto: Cedida por Joaquim Condeço (direitos reservados).

De seguida dirigimo-nos à messe para um excelente almoço, quer no serviço e qualidade do mesmo quer no convívio entre os presentes.
Saudações Especiais,

João Carlos Silva

VOO 1517 MAIS UMA APROXIMAÇÃO AO AB3 - NEGAGE


João Sousa
Esp. OPC - AB3 Negage
Braga






MAIS UMA APROXIMAÇÃO AO AB3 - NEGAGE

João Sousa
Esp. OPC - AB3 Negage
Braga

Victor Barata, caro companheiro de outras "guerras": tudo a caminhar?
Envio mais uma série de fotos respeitantes a "pessoal especial" que esteve comigo no AB3.
Relativamente ao post do Américo Dimas, posso acrescentar que aquela minimoto equipava também os carros Honda 600. Isto é, quando se avariava o carrito pegava-se na moto e era sempre a andar. Isto no caso de Angola. Quanto à Guiné e Moçambique, desconheço se também se aplicava esta modalidade por parte da Honda.
Legenda - Aproximação ao AB3 em DO27.
Foto: João Sousa (Direitos reservados)
Legenda - Fur. Exército (da anti-aérea estacionada no AB3), Paco, ? OCART, ?, Fur. Pilav Santiago, Zé Pereira, Leitão e ?
Foto: João Sousa (Direitos reservados)

Legenda - Ramires nas ruínas de uma igreja em frente às instalações da FAP, em S. Salvador do Congo (hoje MBanza Congo)
Foto: João Sousa (Direitos reservados)
Legenda - Zé Pereira, Ramires, Pillas e Eduardo (de Sá da Bandeira)
Foto: João Sousa (Direitos reservados)
Legenda - Sousa, Zé Pereira, ?, Zé Paiva (Manatas)
Foto: João Sousa (Direitos reservados)
Gostaria de saber algo àcerca do 33.º Encontro do Pessoal da BA12 (se possível).
Sem mais, envio para todos um forte abraço. Até breve.
JC: João Sousa, mais uma vez uma boa "reportagem" com estas imagens que valem mais que mil palavras.
Quanto ao 33º Encontro do Pessoal da BA12, os elemento de que dispomos são que será no último Sábado de Maio, na zona de Coimbra e organizado pelo companheiro João Pato.

VOO 1516 A SAGA CONT. V


Olvidio Sá
Esp.EABT
Chaves






Usos e costume
Usando ainda o velho costume de preservar a saúde dos militares que estavam em batalhas constantes, numa guerra mais que forjada em bons ares-condicionados não por estes mas sim por aqueles que nunca cá estiveram, neste A.B. 3 havia ainda o bom hábito de uma vez por mês se proceder a uma revista sanitária feita por uma equipa constituída à base de pessoal ligado à saúde. Consistia então esta revista em; após o almoço ficávamos mais um pouco nos dormitórios ou camaratas, como era usual chamar-lhes, à espera que chegasse a equipa como quem espera o Compasso Pascal, sempre com a ânsia do dever cumprido e ei-la encabeçada por um enfermeiro saindo da camarata anterior e dirigindo-se para a nossa onde, de repente são chegados e nós todos postados em pé, cada um aos pés da sua cama com as calças descidas esperando às ordens de “Arregaça” o prepúcio era então puxado para trás “Espreme” fazíamos uma leve pressão na glande e depois do famoso (Está bem ) regressávamos ao nosso dia-a-dia. Tudo era feito para se saber se alguma doença venérea nos tinha sido transmitida para então levar o respectivo castigo já que a equipa médica fornecia todo o tipo de material para assim estarmos prevenidos contra esse flagelo dos aquartelamentos militares.
Com um abraço especial para todos os “Zés Especiais” e um especialíssimo para o Comandante Barata e seus Colaboradores
110/66 Olvídio Sá
Angola -N´gage- -Chaves-
Voos de Ligação:
VOO 1505 A SAGA CON.(IV)

VOO 1485 A SAGA CONT.(IV)

VOO 1467 A SAGA CONTINUA (III)

VOO 1452 A SAGA CONTINUA

JC: O verdadeiro FIRME... SENTIDO

VOO 1515 LUIS AUGUSTO DE SOUSA PEREIRA DANTAS.



José Teixeira Esp.OPC Trofa


Bom dia meu caro Victor Barata, ou melhor, NOSSO COMANDANTE BARATA-

Cada vez mais se concretiza a tua feliz ideia de ter criado este blog. Um talento! Um sucesso estrondoso. Faço-te continência!!!
Mas vamos ao que hoje me trás aqui.
Refiro os voos 1506(Victor Sotero Cavaleiro) e 1509(do «cronista» José Ribeiro) concretamente destacando o meu amigo Luís Augusto de Sousa Pereira Dantas, o Poeta.(ainda gravo na memória o nome).
Conheci-o no DGMFA(depósito geral de material da força aérea,Alverca do Ribatejo,onde estive cerca de um ano, vindo da BA12, o único OPC de serviço; criei o centro de cripto, o que me valeu um louvor do comandante, e paredes meias com as OGMA, e com o museu do ar.
Falemos numa linguagem «especialista»:
Este rapaz andava sempre abandalhado, era um revoltadíssimo da tropa;notava-se a sua veia poética, era sobrino-neto do poeta Júlio Dantas, dizia. Teve a coragem de escrever uma carta ao Chefe do Estado Maior, reclamando os seus direitos. Com essa coragem alguns sargentos abordavam-no e apreciavam-no. Encarava-se com o 2º comandante(Nuno Álvares Cara d'Anjo LECOC, destemidamente)que nem o deixava falar mal entrava no gabinete, ameaçando-o com «cabos da guarda», de castigo,claro. O Dantas nunca se calava!
Tenho uma vontade FÉRREA de falar com ele, ele lembra-se de certeza de mim. De absoluta certeza não vou conter a emoção, abraçado a ele, e agora já não seguro as lágrimas, só de me lembrar dele. Eu emprestava-lhe uns escudos de vez em quando, e lá ia ele para a bebedeira com um «estupôr» que era pior que ele, em vez de o ajudar,bebia à custa dele. Ele dizia,na brincadeira, claro, que eu era «filho de um industrial lá do norte«! Outras cenas dele, que não as devo enumerar, era um rapaz que primava pela modéstia.
Vou com muita frequência a PONTE DE LIMA, em trabalho. Podemo-nos encontrar lá.
Dá-lhe todos os meus contactos.
José Maria da Silva Teixeira

Voos de Ligação:
Voo 1506 "ZÉ ESPECIAL E POETA" Luis de Sousa Dantas(comissão na BA12 67/69) 1ªparte - Sotero Cavaleiro.
Voo 1509 O Dantas - José Ribeiro

VB. Amigo Teixeira,é sempre bom ler estas passagens da nossa vida vivida durante a nossa juventude,mas certamente ser narrada na primeira pessoa...é como a sentes. Não conheço o Dantas,julgo eu,mas é uma das tantas referências desta grande família ESPECIAL que faz parte da História de Portugal. Como deves calcular,por uma questão de ética e segurança do Blog,retiramos os teus referidos contactos.Assim,se o Dantas o solicitar de imediato lhe o facultaremos,se for outro nosso companheiro,procederemos como as regras do Blog,ou seja,pediremos a tua autorização para tal.

VOO 1514 MAIS UM VOO RASANTE PARA O JOÃO CARLOS SILVA





Mário Rodrigues
Melec/AV/Inst, 1ª/67, BA12
Estoril







COMANDANTE VICTOR.

MAIS UMA ATERRAGEM PARA EXCLARECIMENTO DO CAMARADA JOÃO CARLOS SILVA.

Conforme solicitavas que te elucidasse sobre a máquina utilizada nos passeios matinais, vou tentar dar-te a melhor informação que conseguir. Esta motorizada foi inventada para crianças, brincarem em parques de diversão japoneses, mas acabou por ser melhorada a máquina e resolveram fazer a sua produção em série e a sua comercialização começou em 1967. Houve um boato que cada máquina destas, era oferecida e colocada na bagageira dos Datsun. Julgo que esta versão era de algum inventor de mentiras, o que não faltam por aí e não vejo lógica ser Datsun (Nissan) e não o Honda. O modelo em causa é Honda Mini Monkey Z50M e foi o primeiro modelo original da Z Série. Hoje os modelos Z mini série, são réplicas feitas pela fábrica chinesa CHINA JINCHENG MOTORS. Este modelo dispõe de 1 motor mono cilíndrico a 4 tempos, com 49 cc OHV. Tem caixa de 3 velocidades com embraiagem centrífuga.


Legenda: Honda Mini Monky Z50 M - 1967
Foto: Cedida por Mário Rodrigues
Os artistas da editora Motown, eram grandes apreciadores destas máquinas, pois os irmãos Jackson tinham uma para cada um brincar:












Legenda: Toda a família Jackson e Michael Jackson com Diana Ross
Fotos: Cedidas por Mário Rodrigues

Há ainda outra máquina que brincava e fazia também os passeios matinais, ou de finais de tarde, porque via qual a melhor hora para utilizar a gasolina 89 octanas dos DO-27 e o modelo era também uma Honda 50 ss, com 1 piston de 125 cc bi cilíndrica ou seja ficava com 62 cc, com velocidade de 130 km/h, só que cada piston daria para fazer cerca de 450 a 500 Km.

Legenda: A ronda para ver quem via.
Foto: Mário Rodrigues (direitos reservados).

Legenda: Já com outro tratamento
Foto: Cedida por Mário Rodrigues

Amigo João Carlos, espero ter sido mais ou menos esclarecedor e cá estou sempre ao teu dispor.
Um grande abraço para todos os tripulantes.

Voos de Ligação:
VOO 1511 PARA COMANDO OPERACIONAL BA12

JC: Amigo Mário, completa e absolutamente esclarecido. Já bem vejo que era uma maneira Especial de andar pela placa... de Honda!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

VOO 1513 CURIOSIDADES E...RECORDAÇÕES.


Américo Dimas
Esp.Marme (Lobo Mau-Heli Canhão)
Angola


Caro Victor

Envio este pequeno texto, apenas para recordar alguns pormenores que nos vêem à memória, no seguimento da leitura das mensagens dos nossos ex-camaradas vão trazendo ao nosso blogue.

É o caso do amigo Mário Rodrigues no seu “voo 1511” .

Através do que escreveu, fez-me avivar a memória e recordar que fui eu quem substituiu o Lourenço, jogador de hóquei e óbviamente MARME como eu.

Lembro-me também de ir despedir-me dele ao aeroporto civil e ter tido a oportunidade de conhecer a sua namorada, uma mulata muito bonita, que, penso eu, ali fizeram as suas despedidas para sempre.

Legenda:O Mário Rodrigues passeando-se pela placa da BA 12.
Foto:Mário Rodrigues(direitos reservados)
Quanto à pequena moto, que passeia pela placa, lembro-me muito bem dela.
Tinha a designação: “Micro-Honda”. Mais tarde foi lançado um outro modelo, designado: “Monkey”.

Cordiais Cumprimentos

Américo


VB:Bom-Dia,Américo,esperamos que estejas com uma situação climatérica melhor que a nossa e de boa saúde,claro.
Com com grande regozijo nosso que verificamos que retomas-te a operacionalidade nesta linha da frente,pois companheiro,é este recordar de situações que ainda nos vamos movimentando neste triste país.

VOO 1512 É PARA PONDERAR E...CONTRIBUIR.

Eduardo Gama
Esp.Marme
Lousâ

Podes passar palavra? Filmes para o IPO...

O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS ou DVD's para os doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento.

São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento, explicou ao Portugal Diário a Enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.

A falta de "stocks" torna necessária a ajuda da população.

Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos, acrescenta.

O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a comédia.

Numa altura menos feliz das suas vidas, um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital.

Rir é sempre um bom remédio :)

As cassetes de vídeo ou DVD's podem ser enviadas para:

Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil

Unidade de Transplante de Medula

A/C Sr.ª Enf. Elsa Oliveira

Rua Professor Lima Basto 1070 Lisboa Ou então, informe-se pelo telefone: 217 229 800 (geral IPO) 21 726 67 85

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

VOO 1511 PARA COMANDO OPERACIONAL BA12






Mário Rodrigues
Melec/AV/Inst, 1ª/67, BA12
Estoril


Comandante Barata posso aterrar?

PARA O VICTOR OLIVEIRA UMA HISTORINHA

Victor, tens razão em relação ao 1º, pois era efectivamente Fernando Almeida, oriundo da Marinha e tive com ele imensas “pegas” e exactamente, pela limpeza de velas. Como havia só um “limpador”, ele propôs que se fizesse uma escala semanal entre todos. Concordámos e fui o 1º. Ao fim de uma semana, o Fernando Almeida disse-me que ficaria mais uma semana, porque as velas limpas e testadas por mim, ficavam excelentes. Aguentei (o baile) mais uma semana, apenas com o intuito de “gamar” os pólos de algumas velas que eram em platina, mas houve um esperto, que nunca soube quem era, gamou-me a caixinha onde os tinha guardado. No final da 2ª semana, perguntei-lhe: - Então chefe? -Para mim acabaram as velas e enquanto não desse a volta a todos, só entraria na 2ª volta, porque tinha uma semana de avanço. Ele furioso, respondeu: Quem mandava era ele, e eu ficaria até que ele muito bem entendesse.
Olha, deitei mais “chispas”, do que as velas e disse-lhe: - Sou electricista e não limpador. E para mim, não havia mais velas enquanto não passasse, pelos cabos todos e que fizesse o favor de participar de mim a quem quisesse, pois talvez conseguisse um castigo para mim, como por exemplo: ir para o ultramar fazer uma comissão de castigo. Ficámos grandes “amigos” como é de calcular mas ganhei a guerra com o apoio dos restantes sargentos que compuseram o ramalhete, porque toda a gente estava convencida que era “afilhado” do Comandante Diogo Neto, além disso, havia uma grande empatia comigo e Capitão Nunes, que já o conhecia a esposa e as lindas filhas dos Açores.
Quando o Fernando de Almeida foi substituído por um 1º que não me recordo o nome, vindo da BA6 e também oriundo da Marinha, quando se apresentou na Secção, a primeira coisa que fez foi perguntar, quem é o Mário?
Há uns voos atrás, falavas no Sarg. Ajudante Manuel Matacão. Eu cheguei a estar com ele na Portela, ainda tivemos algumas pegas, mas coitado não tinha cabedal para mim, vinha sempre com aquela que já cansava – ponha-se a pau, que ainda lhe arranjo uma comissão para a Guiné de castigo. Contei imensas vezes, uma história sobre ele em Nova Lamego e contada por ti. Como tens a memória fresca, pelos pormenores que te lembras das situações passadas e inclusivamente as localidades, coisas que se apagaram da minha “mother board” lembrando-me delas, quando as vejo nos mapas antigos, e foi assim:
Ele foi destacado ou em missão para Nova Lamego e vocês que lá já estavam, há mais tempo, Disseram-lhe; quem chegava de novo, tinha de ir picar a pista. Tendo ele respondido que era Ajudante e não tinha que fazer nada disso, mas sim o exército, que era quem tinha a responsabilidade da segurança à pista. Após bastante insistência vossa, ele lá se convenceu, e a medo, lá foi. Vocês que antecipadamente se tinham escondido no capim junto à pista, começaram a gritar com pronúncia dos naturais, “agaaarra branco, agaaarra branco”. O Manuel Matacão, larga o detector e pôs-se em fuga imediata, como se fosse a competir numa prova de 100m. Foi tal o cagaço, que o homem ia morrendo de susto. Se não é bem assim, só terás que a compor.

O Abel Montez, mora em Cascais, mas já não o vejo, desde que a Varig faliu e o único contacto que tenho dele, é o TM da empresa. Ele acompanha bastante o Lourenço também de 66 e tinha jogado hóquei no Sporting, era MARME. Se não estou em erro, também havia um Sarg. Vanzeller e o Catarro na nossa secção.

Legenda: Passeios feitos pela manhã na placa BA12
Foto: Mário Rodrigues (direitos reservados)



Legenda: Só para a fotografia

Foto: Mário Rodrigues (direitos reservados)
Espero a partir de agora, começar a participar mais. Os atrasos, devem-se a quando quero postar alguma coisa, não sei o que se passa fico ansioso e com princípios de arritmia. Mas já está a passar.
Peço-te ainda comandante, para que me ajudes na composição gráfica, porque a prática é pouca e teoria pior.
Um bem haja para todos os especiais e até breve.

Voos de Ligação:
VOO 1476 ESTA É PARA VOCÊS, MÁRIO E SIX,RECORDAREM.
JC: Amigo Mário, se tiver de fazer um comentário seria para a foto do passeio matinal na placa da BA12... diria Fantástico! Aquilo era o quê, uma mini Honda ?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

VOO 1510 OS SUPER CONSTELLATION TAMBEM PASSARAM PELO A.B.3-NEGAGE, E NÃO SÓ.........


Victor Sotero Cavaleiro
Esp.EABT
Damaia
Meu Comandante:
As minhas saudações aeronáuticas a toda a magnifica Linha da Frente´
Permita-me meu Comandante que interrompa as minhas memórias e me junte também, ao que sei, sobre os Super Constellation.....é que ele ou eles, também passaram pelo A.B.3-Negage.
Num certo dia do ano de 1969, a Unidade entrou de prevenção.
Por ordem do Comandante, Ten. Cor. Pilav. Oliveira Belo, ninguém poderia, após a sessão de trabalho da parte da tarde, deslocar-se para os lados da placa destinada a aviões.
Apenas se sabia que durante a noite chegaria um avião com diverso material. O "ZÉ Especial" de Abastecimento Barbosa, exímio manobrador do monta-cargas e mais alguns P.A.s estavam autorizados para esperar o "tal avião", que seria de noite.
A altas horas, começou a ouvir-se muito longe, os motores de um avião. Saímos para a rua e lá ficámos a observar o "tal avião". Voava bastante alto em redor do A.B.3.
Para o lado da linha da frente, ninguém passava.
Porquê tanto secretismo?
Passou muito tempo até que o "tal avião" aterrou.
Era, nem mais nem menos que uma aeronave C-130. (Americano?)Após ter sido descarregado em pouco tempo, ainda noite, motores em marcha e aí vai ele de novo.
O carregamento que deixou, eram muitas caixas de madeira pintadas de verde escuro com uma cruz vermelha e creio que por fora tinha escrito "medicamentos" (não tenho a certeza).
Todos os cunhetes de madeira foram então guardados num hangar que servia de inspecção aos T-6, DO-27 e Austers.
Aquando da arrumação em pilhas dos cunhetes, alguns tombaram ao chão e rebentaram.
-Quais medicamentos! Era armamento (espingardas). que depois começaram a ser levados pelos então Super Constellation.
Pelo menos, por umas três vezes, um ou dois Super Constellation carregaram cunhetes.
Ainda cheguei a ver um S.C. que depois de carregado avariou e lá ficou esperando algum tempo até chegar material, que depois foi reparado pelos nossos "ZÉS" da linha da frente.
A páginas tantas, até pensávamos que já não sairia do A.B.3, tal era a quantidade de óleo que derramava dos motores e do mau aspecto que o avião tinha.
Dizia-se que a tripulação era Sul Africana, pois só falavam Inglês. No entanto também se dizia que na mesma havia um português (não sei se era verdade)
Mais tarde é que se começou a saber que Portugal ajudava "clandestinamente" a guerra do BIAFRA.... e o "ZÉ especial" de ABST Barbosa sabia de tudo.
Meu Comandante:
As minhas mais cordiais saudações aeronáuticas para toda a linha da frente e não só.
Voos de Ligação:
VOO 1504 A MINHA RESPOSTA AO SIX.

VOO 1509 O DANTAS.


José Ribeiro
Esp.OPC
Lisboa

Bom Dia, amigo Victor.
De vez enquando encontro-me com o Dantas - poeta. Ele aposentou-se na mesma altura do que eu - eu como técnico superior principal e ele como professor de história. Como eu gosto de beber vinho e não outra coisa, ele ainda há pouco tempo me deixou uma garrafa paga num restaurante, próximo da casa onde vive, em Lisboa, e que é junto da avenida onde eu trabalhava.
Já, se não estou em erro, há dois meses que não me encontro com ele, devido a ter deixado de frequentar a área de residência dele.
Aquando da nossa aposentação, tínhamos combinado ir tirar um curso de formadores, coisa essa que não se concretizou por razões diversas e alheias à nossa vontade.
Encontrei-o no Colombo de Lisboa, estava com a filha a que o Sotero se refere. Ele convidou-me para ir à apresentação de um livro e depois, a noite como sagrada, meditadora e convidativa para os poetas, como é o caso dele. Não pude ir porque tinha outras coisas já combinadas e não podia desmarcá-las.
Tenho-o combinado para ir aos encontros, mas ele está sempre ocupado, quer com problemas familiares dele e quer com os compromissos de ser poeta.
De qualquer forma ele disse-me que um dia iria, mas estaria tudo dependente da agenda tão complicada que ele tem.
Quem ler o que está escrito no BLOGUE, entende-se que ele já se foi, mas não.
Cumprimentos especiais.
JLRibeiro

Voos de Ligação:
Voo 1506 "Zé Especial e Poeta",Luis Sousa Dantas(Comissão na BA12 de 67/69) 1ªparte - Sotero Cacaleiro.

VOO 1508 QUEM SABE DELES?


Santos Oliveira

Sargº.Mil. Ranger
Porto

Mail enviado pelo Oliveira,dando continuidade a uma solicitação de um companheiro,António Faia,que este na BA 12,que procura os seus companheiros de pelotão.



Caro Camarada

Visita o Site http://especialistasdaba12.blogspot.com/

Solicita que façam circular este teu desejo no site dos Especialistas da BA12 (mail especialistasdaba12@gmail.com)

onde voam muitos (alguns, pelo menos) Camaradas do Negage e que te podem dar outras informações acerca da tua Unidade.

Eu, apenas te (lhes) dou conhecimento, (como se vê acima) mas entendo devas entrar em Contacto com os “Comandantes da Base”ou com a “Torre de Comando”.

Abraço, do

Santos Oliveira

António Rafael Rodrigues Faia

Procura pelos seus camaradas de armas do Pelotão de Artilharia Anti-Aérea 2257, que estiveram em Negage (Base Aérea), em Angola, período de 1970 a 1972

Contacto: E-mail: antonio.faia@hotmail.com

Informação:

No site http://guerracolonial.home.sapo.pt/encontroangola.htm está um contacto de um veterano do Pelotão de Artilharia Anti-Aérea 2257:

Lourenço: 917 125 539

VOO 1507 O FARDAMENTO.





Costa Ramos
Esp.MMA
Coimbra

Bons dias meu comandante
Obrigado por teres postado esta lembrança da partida do Moçito....
E já agora sabes porque é que eu estava de farda azul?Completa...

Legenda: Almoço de confraternização.
Foto: Costa Ramos(direitos reservados)

Foi o Moçito que soube através do Trindade, outro camarada nosso Furr/Pilav ,que o Severino estava com cancro, mas na TAP só disseram à esposa,e como ela viu o marido triste,acabrunhado, desabafou com o Trindade,que logo falou com o Moçito e este arranjou um almoço na fabrica do Mário (Fimartel) e eu recebi-o devidamente fardado. O Severino chorou de felicidade e foi para casa 10 anos mais novo.
Uma pequena história,que pode parecer não ter nada de importante,mas para o "Seca" mexeu-lhe com o coração e partiu feliz ,e fez com que os que ficaram cá para darem mais umas assistências, também se sentissem melhor.
Desculpa o desabafo.
Costa Ramos
MMA/63
Guiné

VB.Olá Costa.Todas esta recordações e confraternizações,são o colorario da amizade que adquirimos à alguns anos atrás e que fez com sejamos uma grande FAMÍLIA unida.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

VOO 1506 "ZÉ ESPECIAL E POETA "Luis de Sousa DANTAS ( comissão na B.A.12 de final de 1967 a final de 1969) 1ª parte



Victor Sotero Cavaleiro

Esp.EABT
Damaia


Meu Comandante:
As minhas mais cordiais saudações Aeronáuticas a todos os "ZÉS ESPECIAS" que se encontram colocados nesta Base.
Cá estou para mais uma aterragem. As "ABERTAS" neste momento dão para uma aterragem sem problemas.
Veio-me à lembrança um grande amigo que pela Guiné passou na sua comissão entre finais de 1967 e 1969. O DANTAS, éra na Ota o 1113/66 e não fazendo a recruta na minha secção, éra da minha turma de Abastecimento.
Filho duma terra de poetas óptimos, corria-lhe nas veias e na alma a aura do seu pátrio Lima, cujas margens de luxuriosa beleza enamoraram até ao esquecimento as legiões de Roma.
... Sagrado chão limiano, que foi berço e tumba de altos espíritos da Portugalidade, e onde se criam poetas e mártires, dimanados de rosas!
Aqui foi, e assim foi que se formou a sensibilidade poética de Luís de Sousa DANTAS.
O poeta tange a lira do amor, que é lume aquecendo o coração do homem!

A nossa camaradagem éra sã. A nossa amizade éra grande.
Éra um dos que durante a recruta nunca foi a Ponte de Lima passar o fim de semana.
Como aluno, numa revista para inicio das aulas da parte da tarde, o Maj. Tomás passou por detrás dele e disse-lhe: "cortar o cabelo" o DANTAS,
respondeu: "muito bem meu Major" "Muito bem uma merda, cinco dias de detenção".
...e foram mesmo.
A vida dele éra um bocado monotoma. Que fazer?
Se o pensámos, melhor o fizemos. Metemos na "Crónica feminina" um anúncio para troca de correspondência.
Passado pouco tempo começámos a receber "braçados de cartas". O Sargento de dia durante um certo tempo vinha sempre "carregado".
As cartas com letras bonitas e não muito longe da zona, ficávamos com elas. As outras, depois de "analizadas" eram entregues a outros camaradas.
Meu Comandante:
Vou ficar por aqui para, com a devida vénia transcrever um poema do livro do DANTAS que tem por titulo "PEDRAS VERDES"

adeus! adeus!

não éra voz de gente era de mar

era de vento.

eram as mãos de uma mulher no ar

um chamamento.

dedos em veludo fusos em cristal

gestos de um afago.

eu partia nos mares de Portugal

em sombra no vago.

mãos vazias olhos cheios de imagens

o peito numa harpa.

o peito numa harpa
é o choro das viagens.

a lágrima esfarpa.

esfarpa o rosto corta como gume

de punhal ou lança.

a saudade queima
a distância é lume.

uma sombra avança...

adeus! adeus!

não éra voz de gente era de mar
era de vento.

L.de S. Dantas
(do livro Pedras verdes 1969)


Nota.: Luís de Sousa DANTAS ou Luís Alberto de Sousa Pereira DANTAS, no regresso da B.A.12, foi Funcionário Público.
Licenciou-se em História e deu aulas no ensino secundário tendo-se reformado hà 7 anos atrás. Casou tarde e tem uma filha estudante de 16 anos.
Em 1970, publicou o primeiro livro de poemas a que lhe chamou PEDRAS VERDES.
Em 1974 publicou outro a que deu o titulo de BOLERO. Calora em alguma imprensa e neste momento encontra-se a fazer estudo sobre a primeira Republica. Divide-se entre Ponte de Lima e os arquivos históricos da Marinha e do Exército.

Sotero

VOO 1505 A SAGA CON.(IV)

Olvidio Sá
Esp.EABT
Chaves


Um voo de toque e anda

Como toda a gente, gostava de ser bem rico economicamente.

Então várias vezes ia, para um regato que corria placidamente ao fundo da Agro-Pecuária do A.B. 3, na mira do ouro ou diamantes, uma vez que estávamos bem próximos destas raras preciosidades, armado em qual “garimpeiro”. De notar que ia sempre só ou raras vezes acompanhado, julgando-me por vezes um segundo Luís de Camões. Fico muito admirado, quando por acaso, vejo uns macacos bem perto de mim, na brincadeira. Com toda a destreza possível vou ao A.B. 3 e trago do clube umas bolachas que atiro para o grupo de cinco, transformando-se este em mais de quinze pois como andavam desconfiados e sempre a mexer, dificultavam a sua contagem. Nos dias em que a minha visita, posteriormente se realizou e que foram tantas, nunca mais as bolachas deixaram de estar presentes E em cada dia os pequenos símios mais se aproximavam de mim, vindo “ roubar-me “ a bolacha da mão mas nunca se deixando apanhar. Tudo isto me fez esquecer os diamantes e o ouro pensando então que a maior riqueza era ter como amigos todos os primatas.

Até mais ver Com Aquele Abraço

Do “Zé” Especial Olvídio Sá

Angola –N´gage­­- CHAVES

VOO 1504 A MINHA RESPOSTA AO SIX.


José Ribeiro
Esp.OPC
Lisboa


É um facto, ex-camarada de armas, Six, lembro-me bem da "cena" do aeroporto quando ele lá chegou; "o murro" ao "artista." Foi muito falado na Base e eu já lá estava quando isso aconteceu.
Quanto ao avião que explodiu, está tudo esclarecido.
No que se refere à farda, quando fui mobilizado tinha a amarela e somente passados, se não estou em erro, mais ou menos seis meses, recebi a azul, que as "bajudas" lavavam e lhe deram outra cor "cinzenta".
Assim, como o Six, também estive lá 21 meses, somente porque o meu irmão, operador de radar, meteu baixa quando foi nomeado, protelando a ida para a BA12.
Estranho que pareça, foi alojado num quarto de duas camas "não me lembro bem", se duas ou quatro, que pertencia ao operador de radar, Telmo Florência, da Galiza, São João do Estoril, Cascais, que foi desmobilizado.Anteriormente dormia numa camarata no enfiamento do bar e das cantinas antigas "não sei se depois mudaram de sítio".
De vez enquando éra-mos surpreendidos com ataques à Base simulados (os paraquedistas e PA, distribuíam granadas ofensivas por todos os sítios, de madrugada). O resultado em termos físicos não era o melhor, já que a valetas onde nós nos tínhamos de meter, estavam cheios de garrafas de cerveja, sendo que por tal facto alguns camaradas tiveram que receber tratamento na enfermaria.


De vez enquando ía com o filho do General, Diogo Neto, para o Pilão e aldeia de Bissalanca, beber umas "bujecas e acompanhadas com grogue", a ainda hoje me questiono o porquê de não dar bebedeira (já me encontei com ele).
Das minhas guerras, depois de desmobilizado da BA12 - Guiné, fui colocado no GDACI, hoje COFA, onde dormia e almoçava quando estava de serviço no Estado Maior da Força Aérea, na Avenida da Liberdade -LX, foi a de trajar à civil, o que acontecia na Guiné, e enquanto fardado fui surpreendido no elevador do EMFA, pelo Chefe de Estado Maior à civil, grande espectáculo. Começou por perguntar-me se eu era militar, a que eu respondi "...enquanto tiver isto no lombo, sou militar...", não sabia quem era o "bicho", a seguir pediu-me a identificação e só aí vi que estava metido em sarilhos, por tal facto, contei-lhe a estória das "bajudas" que lavavam a farda na Guiné e por tal facto já tinha perdido a cor azul para cinzenta. Com tudo isto safei-me da "porrada" e nós cabos de comunicações começamos a andar à civil, fora do período de serviço (trabalhava-mos por turnos).
No GDACI, como mais militaristas na altura, tinha-mos de andar fardados, outra luta tinha que ser encetada, aí estou eu mais uns ex-camaradas, (eu, José Ribeiro, Fernando Fernandes (Guimas), Sanches, falecido no Brasil, e Muacho, ex-bancário, que mora na terra do café (Alentejo), segundo me disse um "NANAMUE". Ganhamos a luta e enquanto éramos obrigados a esconder a farda no mato em Monsanto, fizemos a vida negra a dois artistas "um capitão e um sargento).
Tudo fizemos para ganhar a guerra e uma certa vez, com capote vestido, sapatos engraixados, camisa também bem passada a ferro, fomos pedir emprego a várias instituições, incluindo a ex-PIDE, sindicato da pesca de bacalhau e outros sítios que não me lembro agora. Foi um gozo de se ver e recordar, devido às respostas que nos eram dadas. Depois da operação, fomos para os "copos", mas já sem farda.
Uma coisa era certa, o pessoal de Monsanto não nos gramava, por nós podermos ir para o EMFA à civil, coisa essa que não era permitida no GDACI.
Ainda hoje me questiono, porque o que se diz rei de Portugal, em Monsanto, frequentava o Bar de Especialistas, mas não só, porque era acompanhado por um velhinha, diziam que ela era brasileira. Nunca cheguei a saber a verdade.
Porque o texto é longo, não sei se o amigo Victor, vai publicitar. São algumas passagens que me vêm à memória.
Cumprimentos especiais para todos.
JLRibeiro

Voos de Ligação:
Voo 1498 Divagações - António Six

VOO 1503 O MOÇITO PARTIU!





Costa Ramos

Esp.MMA
Coimbra

Bons dias meu comandante
È com pesar que comunico,que o 1ºCAB José Alberto Pinhão Moçito/AB2-BA12/64-66 Mecânico de Armamento, e Engº Técnico Agrário,na peluda,(Almeirim)descolou desta base terrena para exploração do espaço infinito.

Legenda:No almoço ao Severiano,ex-Fur.Pil,o Moçito é o que está assinalado na coluna do lado esquerdo com uma tira preta.

Legenda:Num encontro da AEFA em Monte Real, eu,Costa Ramos e o meu amigo Moçito:
Foto:Costa Ramos(direitos reservados)

Faleceu com uma leucemia linfoblastica após 2 anos de luta,dura e feroz.
O Funeral foi ontem mas só hoje tomei conhecimento.
Que na sua viagem, ele não tenha problemas,esperando um dia poder conversar com ele novamente.

.

Costa Ramos
MMA/63

VB: Demos também saída à Nª.Sª do Ar para levar este nosso camarada à base que Deus lhe reservou.
Descansa em paz Moçito.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

VOO 1502 OS 25 ANOS DO NÚCLEO DE SETÚBAL DA AEFA



João Carlos Silva
Comando do Especialistas da BA12
MMA 2ª/79, BA6
Sobreda





Companheiros,
O Núcleo de Setúbal da Associação de Especialistas da Força Aérea celebra esta ano de 2010 o seu 25º aniversário.
Aqui publicamos a carta onde são convocados todos os Zés Especiais deste Núcleo para um encontro na BA6, no próximo dia 27 de Fevereiro às 10H30, onde será divulgado o programa do Aniversário.


Eu pertenço ao Núcleo de Setúbal e lá estarei presente. Por esta via, vimos também dar conhecimento deste encontro e apelar à participação de todos os Especiais desta região de forma a conhecermos e podermos apoiar estes nossos dirigentes na realização do programa do 25º Aniversário.
Saudações Especiais,
João Carlos Silva
P.S. Venha de lá esse cheirinho a JP4.

VOO 1501 O AVIÃO DO BIAFRA.



Américo Dimas
Esp.Marme (Lobo Mau)

Angola



Caro Victor

Em geito de complemento à mensagem (voo 1498) do nosso amigo António Six e para todos aqueles que gostam de aprofundar o seu conhecimento sobre a guerra civil na Nigéria pela proclamação de secessão e independência da província do Biafra pelo coronel Ojukwu, que aconteceu há mais de 40 anos, (06.07.67 a 13.01.70),

Legenda:Explosão na placa da Base Aérea 12,Bissalanca,do Super Constellation que transportava a aeronave Fouga Magister.
Foto:José Ribeiro(direitos reservados)
concretamente em relação à explosão do Lockheed L-1049 Super Constellation, que fazia parte da frota de aeronaves da “ajuda humanitária” principalmente ao povo Ibo do Biafra e não só..., li um livro com o título: “Shadows-Airlift and Airwar in Biafra and Nigéria” do autor Michael I. Draper, com muita informação textual e fotográfica sobre este conflito.

Na véspera da explosão, partiram de Lisboa 2 Super Constellation, carregados com material diverso, particularmente um avião Fouga Magister(1) que se destinava à Força Aérea do Biafra, adquirido em “estado usado” num país da Europa.

Legenda: A aeronave Fouga Magister.
Foto:Américo Dimas
Como o volume da dita aeronave, mesmo desmontada, era demasiado grande para um só Super Constellation (S. C.), seguiram num avião, a fuselagem do Fouga Magister (F. M.) e no outro, as duas asas.

Aconteceu que o S. C. que transportava o corpo do F. M. rumou a S. Tomé e lá ficou esperando pelo outro S. C. que aterrou entretanto em Bissalanca.

Pela hora do almoço, a tripulação abandonou o S. C. para ir almoçar e foi nesse período de tempo que se deu a explosão, que segundo consta, preparada préviamente por um dos tripulantes.

Claro está que o tal Fouga Magister nunca mais voou..., por lhe faltarem as asas...

Legenda: A Aeronave Gloter Meteor estacionada na placa da Base Aérea nº12,Bissalanca.
Foto:Américo Dimas (direitos reservados)

Interessante é também a estória do nosso conhecido Gloster Meteor NF.14 “Entreprise Films”(2)

que permanecia estacionado (abandonado) entre a placa militar e a civil, mas essa ficará para a próxima vez.

Cumprimentos “acalorados” para todos, de terras de Angola.

Américo

Voos de Ligação:

Voo 1498 Divagações - António Six

(1)Informações Técnicas:

Fabricante: Sociétè Nationale Industrielle Aérospatíale - França
Emprego: Esquadrilha da Fumaça
Características: Monoplano, asa baixa, birreator, biplace em tandem, empenagem em "V"
Motor: 2 Turbojato Turboméca Marboré VI de 1.058 lb de empuxo
Envergadura: 12,15 m
Comprimento: 10,06 m
Altura: 2,80 m
Superfície alar: 17,30 m²
Peso vazio: 2,310 Kg
Peso máximo: 3.260 Kg
Velocidade máxima: 700 Km/h
Razão de subida: 1.200 m/min
Teto: 12.000 m
Alcance: 1.400 Km

(2)Informações Técnicas:

Aeronave de caça, fabricada na Inglaterra pela “Gloster Aircraft Co. Ltd.”,

Motor: 2 turbinas Rolls Royce Derwent 8 turbo jato
com 1.586 km de empuxo cada um a 14.700 rpm
Peso total: com ataque ventral a pleno 7.368 kg
Comprimento: 13,59 m
Envergadura: 11,32 m
Performance:
Velocidade Máxima ao nível do mar 952,5 km/h mach. 78
Velocidade Máxima a 12.192 m 852,8 km/h mach. 81
Teto: 13.441m
Alcance: 1.690 km com tanques internos; tanque
ventral a pleno 1.909 l e 795l respectivamente
Armamento: 4 canhões de 20 mm com 780 cartuchos;
8 a 16 foguetes HVAR de 127 mm ou 2 bombas de 454 kg